Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
De repente, o mundo some sob meus pés.
Me vejo caindo em um abismo profundo.
Caio de forma brutal.
O fim é inevitável.
Vem você e me puxa, me ergue, se torna minhas asas. De uma queda brutal, agora voo suavemente até a superfície.
O mais intrigante é não saber se foi a queda ou as asas que me fizeram ver a importância da vida.
Anjos existem ainda hoje: você me puxou do abismo.
Nunca pergunte:-O que te trouxe aqui,porque me procuras??? Somos instrumentos,usados para o bem,pois assim escolhi.
Quem quer ajuda,não se envergonha,pergunta,mas a maioria das respostas, quando tem verdade, nem sempre serão boas se tiveres que andar por cômodos esquerdos.Aprenda ouvir o que você pode mudar ,que você não quer ver e se transforme! <3
Quando com efeito ao mesmo porto chegam amante e amado, cada um com a sua norma, um servindo ao amado que lhe aquiesce, em tudo que for justo servir, e o outro ajudando ao que o está tornando sábio e bom, em tudo que for justo ajudar, o primeiro em condições de contribuir para a sabedoria e demais virtudes, o segundo em precisão de adquirir para a sua educação e demais competência, só então, quando ao mesmo objetivo convergem essas duas normas, só então é que coincide ser belo o aquiescer o amado ao amante e em mais nenhuma outra ocasião.
(Em "O Banquete")
9 de dezembro
Hoje o dia chega como quem avisa que o tempo está acelerado. Mas apesar da aceleração dos dias, aqui dentro habita a calmaria da fé em Deus. Falta pouco para o Natal, falta pouco para o ano novo, e eu sigo observando cada dia com essa calma que aprendi a construir por dentro. Não é a pressa do calendário que me move, é a certeza do cuidado de Deus. E é com essa certeza que viverei meu dia hoje e cada um dos dias que faltam para acabar 2025. Que Ele esteja presente em minha vida hoje e sempre.
Assim seja.
Josy Maria 09/12/2025
Frases, textos e citações by Josy Maria
Sou parte do tudo, O pedaço que é
feito de nada, Sou aquilo que você
tem mais medo, Por ser o que
mais te agrada. Sou uma sombra
sólida, Um caminho que não tem
rumo, E quando você pensa me achou, É aí que sumo. Sou as
lágrimas da tempestade, Com o
choro de trovão, Sou quem te
nega um olhar, Mas te entrega o
coração. Sou mais do que você
pensa, Mas menos do que realmente sou, Sou quem mais
acerta, Por ser quem mais errou.
Sou só, cheio de amigos,
Acompanhado de solidão, Sou o
que existe de mais real, Mas que é
feito de ilusão
Querido Jesus
Tem meninos que sonham em ser jogador de futebol, alguns meninos sonham em seguir o trabalho de seu pai, outros querem ter um belo carro quando crescer, já outros querem ser ricos… Eu só tenho apenas um sonho ! Ficar ao seu lado sempre Jesus, para que você possa me abraçar e me tocar com todo o seu amor, não preciso ter o emprego que meu pai sempre sonhou que eu tivesse, não preciso ter um belo carro em minha garagem e nem ser rico. Apenas preciso ter uma única coisa, o seu carinho, o seu sorriso… o seu amor! Afinal, o meu sonho é simples de algum modo, não faço questão de como, ou quando, e de que modo vou viver, apenas quero que você esteja comigo, não há nada melhor do que acordar de manhã após sonhar com você e te ter ao meu lado, me espere porque eu quero ser feliz ao teu lado Jesus, eu te amo Querido Jesus..
O Espelho e a Essência
Muitos olham, de longe, o teu brilho,
E te imaginam feita de luz sem par.
Acreditam no rastro, no sonho tranquilo,
No ser que a tela ou o rumor quer mostrar.
Tão especial! – suspiram, em verso e prosa,
Tão inspirador o que de ti se vê!
E a admiração floresce, grandiosa,
Pelo ideal que se fez crer ser você.
Mas quando o olhar se aproxima, sem véu,
E toca a aresta, a sombra, o chão,
O que era fantasia, caindo do céu,
Encontra a verdade – e o seu coração.
Pois o amor de verdade não vive de mitos,
Ele abraça a falha, a pressa, o cansaço.
E muitos, ao verem teus traços mais íntimos,
Recuam, trocando a essência pelo traço.
E a ti, resta saber que o especial se esconde
Naquilo que a pressa não pode notar:
Na força que luta, não importa onde,
E no teu próprio modo de ser e amar.
Sou feito de palavras,
mas não sou delas refém.
Falo, ensino, conduzo,
mas dentro de mim mora o silêncio
de quem aprendeu a sentir
nas brechas do tempo que falta.
Carrego o mundo no ombro,
as demandas, as metas,
as pessoas que confiam em mim
quando ninguém mais sabe o que fazer.
E ainda assim,
o que mais me pesa
são os afetos que escolhi guardar.
Os amigos poucos, raros,
quase lendas na minha rotina corrida
cabem nos dedos da mão.
E talvez por isso sejam tão imensos.
Não estão sempre comigo,
mas moram sempre em mim.
E se um deles dissesse que vai,
que escolhe outro caminho,
me doeria mais que qualquer cansaço
que cole na pele ao fim de um dia longo.
Sou comunicador, mas meu coração fala baixo.
Sou presença, mas sinto falta antes mesmo da ausência.
Sou movimento, mas minhas raízes são feitas
de quem eu não quero perder.
E se hoje escrevo,
é porque há sentimentos
que nem o homem mais ocupado do mundo
consegue deixar para depois.
No fundo, eu só queria que soubessem:
mesmo vivendo correndo,
a minha forma de amar
sempre chega.
Mesmo quando eu não chego.
Frantz Fanon e Os Condenados da Terra: A Voz dos Oprimidos
A leitura de Os Condenados da Terra, publicado em 1961, é um convite à reflexão profunda sobre as marcas deixadas pela colonização nos povos submetidos ao jugo imperialista. Frantz Fanon, psiquiatra e pensador martinicano, não escreve como um observador distante, mas como alguém que sentiu na pele e testemunhou nos corpos e mentes colonizados a violência da dominação. Sua obra é um grito, uma convocação e, sobretudo, uma denúncia que visa resgatar a dignidade dos povos silenciados.
Logo na abertura do livro, Fanon lembra que “a colonização não se contenta em impor sua lei ao presente e ao futuro do país dominado. Ela procura desfigurar, distorcer, aniquilar o passado do povo oprimido” (FANON, 1961, p. 170). Essa afirmação mostra que o colonialismo não é apenas um regime político ou econômico, mas um processo sistemático de destruição cultural e psicológica. O colonizado não perde apenas terras e recursos: perde referências, autoestima e a confiança na própria humanidade.
Fanon descreve a realidade colonial como um espaço marcado pela violência estrutural, na qual “o mundo colonizado é um mundo compartimentado” (FANON, 1961, p. 29). Há, de um lado, o colono, com seus privilégios, e, de outro, o colonizado, relegado à invisibilidade e à precariedade. Essa divisão não é apenas espacial ou econômica, mas simbólica: o colonizado é construído como inferior, incapaz, quase desprovido de humanidade. Ler essa análise é confrontar-se com o absurdo de uma ordem social sustentada pelo racismo e pela exclusão.
A empatia pelo colonizado nasce justamente da coragem de Fanon em dar-lhe voz. Ele afirma que “na situação colonial, o colonizado é sempre presumido culpado” (FANON, 1961, p. 52). Tal frase revela a crueldade da estrutura: aquele que sofre a opressão ainda é tratado como criminoso por ousar resistir. Ao apresentar essa inversão moral, Fanon obriga o leitor a enxergar o colonizado não como submisso ou bárbaro, mas como vítima de um sistema perverso que lhe nega o direito básico de existir plenamente.
Mais adiante, Fanon adverte que a libertação não pode ser concebida como uma concessão graciosa do colonizador, mas como uma conquista dolorosa e coletiva: “a descolonização é sempre um fenômeno violento” (FANON, 1961, p. 27). Essa afirmação, muitas vezes mal compreendida, não é uma exaltação da violência, mas a constatação de que a colonização, sendo ela mesma violência, não pode ser revertida sem ruptura. O que Fanon provoca no leitor é a empatia ativa: compreender que, diante de séculos de opressão, a luta pela liberdade não é um capricho, mas uma necessidade vital.
Ao longo da obra, o autor também revela os danos psicológicos do colonialismo, tanto para o colonizado quanto para o colonizador. O primeiro, porque internaliza o desprezo e sente-se desumanizado; o segundo, porque se acostuma a uma posição de superioridade desprovida de ética. Essa dialética de opressor e oprimido ecoa como um chamado à reflexão: até que ponto ainda carregamos resquícios dessa lógica colonial em nossas sociedades contemporâneas?
O maior mérito de Fanon é humanizar aqueles que o colonialismo quis desumanizar. Seu texto não é apenas denúncia, mas também esperança: esperança de que a história não se resuma à submissão, mas que a luta pela libertação seja capaz de restituir dignidade. Nas suas palavras: “Cada geração deve, na relativa opacidade de sua época, descobrir sua missão, cumpri-la ou traí-la” (FANON, 1961, p. 173).
Os Condenados da Terra não é apenas um livro de teoria política. É um testemunho visceral que nos obriga a nos colocar no lugar do colonizado, a sentir sua dor e a compartilhar de sua luta. Ao provocar a empatia do leitor, Fanon rompe com a indiferença e nos convida a assumir responsabilidade histórica diante da injustiça. Ler Fanon é aprender que a liberdade de um povo nunca pode ser vista como favor, mas sempre como direito inalienável.
Referência
FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968 [1961].
Me senti dentro de um espiral
senti a infinitude e ao mesmo
a finitude
a transitoriedade das coisas
da vida
na vida
Eu derretia
e ao meu redor
borbulhas
como borbulhos de mim mesmo
palpites do Eu
derretiam comigo
numa enxurrada de compreensões paradoxais
e ao fim
era tudo muito simples
simplesmente não era o fim
eu estava no meio
em meio o Todo
numa súbita sensação de compreender a essência de algo maior
e por mais que eu queria compreender
de uma só vez
percebi que não precisava
que certamente não poderia
e que a raiz de toda essa confusão
era a resistência em entregar-se à incerteza
"eu quero" estar tão "certo" de mim mesmo!!
parece justo
mas não
sou metamorfose
e também muito ego nessa morfose
e nessa "Metaexperiência"
quero ser importante
sendo que a real importância é ser real
preciso ser sincero
assumir que não sei
e o pouco que sei
talvez
só talvez possa te ser útil
e caso for
caso você esteja nessa minha mesma frequência
"como se a frequência fosse minha"
então ajuntaremos alguns parâmetros nessa nossa equação
ajustaremo-nos nessa construção
olha só...
acabei envolvendo-te novamente
eu sei que essa "cura" é só minha
mas é que essa busca é nossa
e eu preciso de você
você me completa
em muitas vezes as distrações não nos deixa ver o quanto estamos ligados
mas
bote fé
nós somos um só
Essa "epifania"
me fez renascer em reconhecimentos
literalmente
pois reconhecia-me em conhecimentos que antes já os tinha
mas
necessitavam de renovo
e sei ...
eu sei que necessitarão denovo
como que num sisma da vida
uma desconfiança de si mesmo
uma vontade de se desvendar
explicar pra si mesmo
o porque das coisas estarem de tal jeito
sem contar com a complexidade em que podemos elucidar a mesma coisa em milhares de formas
e nesse ciclo
quanto mas se estudamos
mais temos referências
ferramentas para aperfeiçoamento nessas "explicações" dessas tais "noções"
percepções de si
mas
só posso ver o quão sou imperfeito
e que perfeito mesmo é como tudo se conecta
sou um emaranhado de nós e laços
lançando-me no mundo que brota de mim
com fusão de nós.
São meus os meus motivos
Meu querido amigo
Estar contigo é um prestígio
Contigo condigo
Me sinto acolhido
Sua amizade me motiva
Mas...
São meus os meus motivos
Eles estão contidos no caminho que eu sigo
E o caminho
Este que te digo
É de caminhar sozinho
Vás...
Tu também tem seu caminho
Tu também tem seus motivos
Ide além por onde for
Brilhe esse seu brilho
Seja livre meu amigo
Aliás...
Sabes que pode contar comigo
Estarei sempre pertinho
Entrelaçado em espírito
Entre rosas e espinhos
Estarei a todo ouvidos
A nós. .
Paz.
Confias em ti
Quando alguém te diminuir
Não se sinta ofendido
Não pegue pra ti
Não se deixe aborrecer
Não seja rendido
Ser forte é assim
Se não és o que ouve
Deixe que passe aos ouvidos
Firme o mastro do sentir
Navegue neste poder
Não há mais a quem provar
Se confias em ti
[...] Disse então a Sabedoria aos mortais: na arte da dúvida cultive o conhecimento e assim chegaram a mim, contudo, continuem duvidando.
E disse mais a Sabedoria aos mortais: Em verdade vos digo que é difícil assentar-se à minha mesa a certeza que vos tem.
E, outra vez vos digo, é mais fácil que eu me assente com a dúvida que os pressionam do que com a certeza que os enganam e os conformam. [...]
Frase de Marquês de Montcalm, comandante das forças francesas na América do Norte durante a Guerra dos Sete Anos.
A frase completa em português é: *"Se eu avanço, siga-me. Se eu recuar, mate-me. Se eu morrer, vingue-me."*
Ele a proferiu em 1759, antes da Batalha das Planícies de Abraão, um confronto crucial em Quebec contra as forças britânicas, onde ele acabou sendo ferido mortalmente. A citação é um exemplo dramático de liderança e determinação em face do perigo iminente.
Às vezes, carrego um medo silencioso dentro de mim — o medo de não ser o “John” que Deus sonhou quando soprou vida em mim. Não é um medo que grita, mas um que sussurra quando a casa está quieta, quando as luzes se apagam, quando encaro o espelho e vejo não apenas meu rosto, mas minhas dúvidas.
Pergunto-me: “E se eu estiver falhando? E se eu estiver ficando aquém do propósito? E se Deus espera mais de mim do que eu sou capaz de oferecer?”
E, nesse turbilhão de pensamentos, minha alma se aperta, como se estivesse tentando se esconder do próprio chamado.
Mas, quando silencio a ansiedade e deixo a verdade se aproximar, percebo algo essencial: Deus não me chamou para ser perfeito, mas para ser real. Ele não espera que eu seja um personagem idealizado, mas sim alguém que caminha, mesmo com passos trêmulos, em direção à luz.
Ser o “John” que Deus quer não é sobre nunca errar.
É sobre permitir que Ele me encontre até nos meus erros.
Não é sobre ter todas as respostas.
É sobre não desistir de buscá-las.
Não é sobre a força que eu tenho, mas sobre a força que Ele oferece quando a minha falta.
Às vezes, tentar corresponder ao que imagino ser o plano divino me paralisa. Mas a verdade é que Deus me conhece profundamente — mais profundamente do que eu jamais me conhecerei. Ele conhece minhas quedas antes que aconteçam, minhas lutas antes que eu as nomeie, meus medos antes que eu os confesse. E, mesmo assim, Ele não desiste de mim.
Talvez ser o “John” que Deus quer seja menos sobre atingir uma expectativa e mais sobre permitir que Ele molde, cure e conduza.
Talvez seja sobre aprender a confiar mais do que temer.
Talvez seja sobre aceitar que Deus vê potencial onde eu vejo falha.
E, aos poucos, esse medo começa a perder força.
Porque percebo que Deus não quer que eu seja alguém inalcançável — Ele quer que eu seja eu, mas eu nas mãos dEle.
E assim, mesmo com medo, dou mais um passo.
Porque, no fundo, acredito que o John que Deus quer que eu seja…
já está sendo formado, dia após dia, enquanto eu caminho.
Crônica de saudade: eu te peço perdão pela última vez
"Eu ainda vejo tuas coisa, eu ainda curto tuas foto, eu ainda abro o story pra ver se você olha tudo que eu posto". Continuo com saudade, contínuo sentindo sua falta, continuo querendo que estivesse aqui, comigo, mas sei que você não quer. Faz tanto tempo, até parece que tudo mudou — a vida, a rotina, a gente — e, ainda assim, esse sentimento não parou, sumiu desapareceu ou, sequer, mudou. Você me faz tanta falta, provável que por não saber o porquê acabou.
Talvez tenha terminado por eu não ter sido o que você queria, o que você precisava, o que você merecia. Não tenho certeza se foi isso, sequer tenho como saber, você me provou de te conhecer — de conhecer a sua verdade. E, por esse motivo, hoje me apego tanto às memórias — elas se tornaram a minha verdade, minha única possibilidade de tentar desvendar o que aconteceu, quando e como eu te perdi. Na verdade, eu te tive em algum momento?
Meu jeito devia exigir muito de você; quem sabe se eu fosse um pouco menos complicado, não teríamos nos separados. Não, talvez esse — ou melhor, aquele — era o momento para tudo acabar, eu havia feito, afinal, até o impossível para não terminar. Quando o fim não era mais possibilidade, e sim realidade, eu tentei postergar para ter um pouco mais de tempo com você. Claro, valeu à pena: ainda te guardo, em cada detalhe, na minha mente — eu me tornei melhor por e para você; não, você me tornou e torna melhor com tudo o que me ensinou durante aquele ano.
Será que, se eu te encontrar de novo, os seus olhos ainda serão meu abrigo e o seu abraço ainda serão minha morada? Não, é óbvio que não. Eu já te encontrei de novo, e quem eu vi não era quem eu conhecimento você está melhor, bem melhor para ser sincero, eu tenho orgulho disso, de você, embora ainda queira voltar a te ter com achei que já tive. Por fim, é verdade que você me faz falta e também é verdade que eu devia ter te pedido desculpa — não tive maturidade nem coragem para solver. Por isso e por tudo, eu te peço perdão pela última vez.
DIÁLOGOS COM A SOMBRA
Eu te ignorei por anos, trancada no sótão da mente
Doeu menos fingir que eras obra da poeira e do tempo
Mas nas noites de insônia, quando o mundo desmaia
Sinto teu peso no colchão, um afundamento calmo, lento
És o hóspede não convidado que paga aluguel em silêncio
A parte da história que nunca me contaram completa
A raiz que cresce na direção oposta da flor
A única verdade que minha alegria aceita discreta
E hoje, cansei da guerra. Baixei as armas da razão.
Abri a porta do sótão e disse, sem triunfo, apenas:
"Entra. Já que insistes em habitar esta casa,
ao menos vem da penumbra. Vamos ter uma conversa,
afinal somos inquilinos do mesmo osso, da mesma carne,
dividimos o mesmo teto quando a tempestade desaba."
Refrão:
E assim começou o diálogo com a sombra:
"O que queres de mim, além do medo que já te dei?"
E ela, feita de vozes antigas e pó de espelho:
"Nada que já não seja teu. Apenas devolver o que esqueceu de ser.
Sou a cidade submersa sob teu mar de tranquilidade.
O nome que riscaste da tua própria biografia.
Não vim para te destruir, apenas lembrar-te
que a luz que tanto cultuas nasceu da minha geografia."
Confessei meus segredos mais claros, os de pleno sol
Ela riu um riso de terra: "Ingênua. Esses não interessam.
Fala-me da inveja que vestiste de ambição.
Do ódio que baptizaste de 'justiça'. Da crueldade
que chamas de 'franqueza'. Dos desejos que afogas
no álcool da resignação. Desses sim, somos parentes."
E eu, sentada no chão com meu duplo noturno,
vi minha história reescrever-se com tintas diferentes.
Ela mostrou-me as feridas que eu causara e chamara de 'conquista'
Os amores que asfixiei em nome do 'amor próprio'
A criança que abandonei no caminho da 'maturidade'
E eu chorei. Não de arrependimento, mas de reconhecimento.
Era como ler um livro escrito em língua estrangeira
e descobrir, página após página, que era a própria história.
A sombra não era monstro. Era o arquivo, o repositório
de tudo o que joguei fora para brilhar na memória
E assim seguiu o diálogo com a sombra:
"O que faço contigo agora, se já não te posso temer?"
E ela, feita de silêncios e verdades truncadas:
"Integra-me. Não como inimiga, mas como contraponto.
Sou o contorno que dá forma à tua luz.
A nota grave na tua melodia.
Sem mim, és apenas claridade sem definição,
uma bondade plana, sem história, sem profundidade, sem dia."
Bridge (Musical: cresce para um clímax orquestral, depois cai em absoluto silêncio por 2 segundos)
E no ápice do confronto, veio a quietude.
A rendição. A sombra não se dissolveu em luz.
A luz não venceu a sombra.
Elas apenas... se reconheceram.
Dois rios correndo no mesmo leito.
Dois vocais na mesma canção.
E eu, que era a guerra,
tornei-me o campo de batalha pacificado.
E depois, o próprio tratado de paz.
Outro (Sussurrado, sobre um piano solitário que retorna):
E agora carrego-te comigo. Já não és um fardo às costas.
És a mochila com as provisões para a noite.
Aprendi a linguagem das tuas pausas,
e tu aprendeste a melodia dos meus desejos aceites.
Já não sou 'eu contra ti'.
Somos... um nós.
Uma alma com suas nuances.
E quando a luz do dia me define,
és tu, na penumbra, quem me dá dimensão.
Obrigada, estranha.
Minha mais íntima estrangeira.
Minha sombra.
Minha... dona de casa
Num momento você me coloca como alguém muito especial, como poucos teve oportunidade de encontrar em sua vida. No momento seguinte me descreve como um ser abjeto, que faz com que eu - caso o fosse - sentiria repulsa ao olhar minha imagem no espelho, o que confirma a tese de alguns pensadores de que existem três pessoas em nós: aquela como nos vemos, a que achamos que os outros nos veem, e aquela que REALMENTE somos.
Tudo isso me remete à inutilidade das imagens, e me dá o conforto de entender que o mais importante mesmo é que nos saibamos caminhando, e ficando melhores a cada passo, independente da versão do observador.
Tem aquelas pessoas que amam num dia e odeiam no outro, ou vice-versa, mantendo-se apenas constantes - e portanto previsíveis - na própria inconstância.
Eu já sou daquelas que não passeia pelos extremos, mas que observa e registra, sem muita preocupação ao compartilhá-lo, e sob pena de ser submetido a novos amores e ódios. Assim como a adrenalina direcionada aos músculos impele a superação física, esta que irriga a mente impulsiona a superação do entendimento.
Mãe
é feito a menina dos olhos de Deus .
A flor em nosso caminho
A ave em nosso ninho
A estrela em nosso sonho
A lua
A aquarela
O sol
O vento
O alento
A quimera ...
Mãe é um ser etéreo
Precisa de muito Amor e
bem cuidado
Regado a cada segundo como
um ser Divino ....
Sagrado !
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