Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO

Muito obrigada, meu Deus,
Por mais um ano de vida
Pela família e os amigos,
Que me fazem sentir querida.
Pelo vosso imenso amor,
Onde está minha guarida!

Tenho tanto a agradecer
Por tudo que eu já passei
Por tantos altos e baixos
E as lutas que eu travei,
Que muito valeram a pena
Pois vitórias eu conquistei!

Derrotas, não vou citar,
Pois estas não existiram
Nalguns deveres, falhei,
E as dores me perseguiram,
Mas a minha fé e coragem
Em mim, fiéis persistiram!

Não sei por mais quanto tempo
Neste mundo irei viver
Se for pouco ou se for muito,
Vou louvar e agradecer
A este Deus maravilhoso,
Que me permitiu renascer

Este mundo é uma escola;
Nossa vida, um aprendizado.
Tudo fica bem mais fácil
Com o Senhor ao nosso lado
Dobram as chances de vencer
Caem, as de ser reprovado.

Te quero pertinho, Senhor,
Porque eu sou tua fã
Me ensinando a melhorar
Pra que eu me sinta sã
E que um dia venha a ser
Uma boa alma cristã!

O frio do rio Cócito não tinha deixado os ossos de Annabeth, mas agora seu rosto está pálido e queimado.
Cada respiração precisou de mais esforço, como se seu estômago tivesse sido enchido por Isopor.
É claro que se eles ficassem aqui, eles iriam morrer de qualquer jeito.
Bolhas começaram a se formar em seus braços por causa da exposição do ar do Tártaro.
A poucos passos abaixo dela, Percy grunhiu enquanto ele estendia sua mão para segurar a dela.
- Então, como é que esse rio de fogo é chamado?
- O Flegetonte. - disse ela.
- O Flegetonte? - ele deslizou ao longo da borda - Soa como uma maratona de bolas cuspidas.
- Temos que beber! - disse Annabeth
Percy oscilou seus olhos semicerrados. Ele demorou uma contagem de três para responder.
- Ah… beber fogo?
Annabeth engoliu em seco, tentando ficar consciente.
- O Flegetonte mantém os ímpios em uma única peça para que eles possam suportar os tormentos do Campo de Punição.
Percy se encolheu como cinzas pulverizadas do rio, enrolando-se em torno de seu rosto.
- Mas é fogo! Como podemos…
- Assim. - Annabeth colocou as mãos no rio.
Seus olhos derramaram lágrimas de ebulição e todos os poros de seu rosto apareceram.
Ela caiu, engasgando e vomitando, todo o seu corpo tremia violentamente.
- Annabeth!
Percy agarrou seus braços e só conseguiu impedi-la de rolar para dentro do rio.

Rick Riordan
A Marca de Atenas

Não me diga que ela foi embora sem olhar pra trás
Não me diga que na face dela havia felicidade
e que os pés dela caminhavam leves até meio tontos
Eu não posso acreditar, eu não quero acreditar
e toda aquela coisa de que se fosse embora sentiria vontade de voltar?
e toda aquela coisa de que iria pra sempre me amar?
ei, onde você pensa que está ?
meu coração é tolo, ele só sabe te amar...
Um dia você volta, e espero que seja pra ficar
pra nos somar.

Te ter por perto é ficção
Mas lembrar me dá coragem
De agir por puro instinto
De explicar as coisas que sinto
E te falar um infinito de bobagens

Você apareceu de repente
E não mais que isso
Senti algo florescer
Quando deu-me um beijo de presente
Que foi o tipo de carinho
Que eu nunca soube merecer

Achei que fosse a mesma ferida
Que é constante e nunca sara
Mas para o Amor não tem remédio,
Aprendi sofrendo a mágoa

Isso até me confundiu
Mas agora posso ver
Que o que Amo simplesmente
É estar perto de você

Não somos Eduardo e Mônica
E tampouco Helena e Páris,
Mas quem sabe, Nando e Cássia
Que no palco exibiam o mútuo Amor
Da mais pura das Amizades

Que o caminhar de hoje nos conduza
Por entre nuvens sublimes.
Nuvem que esqueceu de subir
E ficou por nos envolver
Acariciando nossos sentimentos,
Embalando nossos mais doces sonhos.
E ao registrar nossos maiores desejos
Enfim, suba ao mais alto dos céus,
Como uma prece, como um perfume.
E leve, leve, leve...

Que me desculpem os apaixonados, os visionário e os sonhadores. Mas este mundo é tão imperfeito quanto a nossa crença de perfeição. Assim como nós, este mundo evolui! Aqui é uma escola para nós, para os animais, para as plantas e para todo o planeta vivo.

Em um mundo perfeito não há doenças, não há mortes, não há ganância, não há deslealdade. Em um mundo perfeito o mais forte não abate e alimenta-se do mais fraco, ele caminha junto e auxilia em sua evolução.

Em um mundo perfeito não existe separações, sejam elas como forem. Ninguém julga, ninguém é julgado. Eu sonho com este mundo perfeito, eu sei, ele existe, e o que me dá forças é saber que não sou o único que em seu intimo, sabe, podemos ser melhores que isso.

(Gatos no Telhado)

As noites seguem sendo noite,
a vida pulsa no interior desta cidade
estou me prendendo a céu aberto, como gatos no telhado
Não sei se por medo da solidão ou insegurança de andar sozinho...
Tenho convulsões dentro de mim.
A alma grita: VIVE !!!!
O tédio tem sido meu companheiro, e eu já deitei sobre o comodismo
Conhecemos somente esta vida...
E, então, o que faço com esse gato preso no telhado, dentro de mim ?
Me de mais uma bebida, bem forte por favor, pra decidir se me iludo mais um pouco
ou se chuto o gato pra além das estrelas, perto do que se chama esperança
onde se possa ouvir o sussurro da liberdade, sem sofrimento, sem mágoas, sem dor...

"Era só isso?" _ Sim, só isso.
Existe sabedoria na descoberta de que tudo é imperfeito e trivial.
Quando fazemos as pazes com a imperfeição dos dias, das pessoas, de nós mesmos... deixamos de estar insatisfeitos; enfim relaxamos e aprendemos a contemplar o presente.
Quem acreditou que o "só isso" não bastaria, comprou a falsa ideia de felicidade, a felicidade plastificada que só funciona no photoshop, mas que não é definitiva nem palpável.
Altos e baixos hão de vir, mas o restante é simples. O restante é modesto. A maioria dos dias é comum, familiar, gratuito _ feito papel pardo atado com barbante...

Poema "Amor Maior"

Amo simplesmente Amo e procuro encontrar em cada coisa da vida o seu verdadeiro encanto e suas horas mais felizes.
Amo-te por estes lábios que quando se afloram em sorrisos iluminam este fofinho rosto tão meigo e infantil, mas que me extraiam em beijos e em juras de amor correspondidos, me fazem por um momento esquecer as amarguras da vida que passa.

Eu retornava pra casa, em um dia muito frio quando tropecei em uma carteira.
Procurei por algum meio de identificar o dono.
Mas a carteira só continha três dólares e uma carta amassada,
que parecia ter ficado ali por muitos anos.
No envelope, muito sujo, a única coisa legível era o endereço do remetente.
Comecei a ler a carta tentando achar alguma dica.
Então eu vi o cabeçalho.
A carta tinha sido escrita quase sessenta anos atrás.
Tinha sido escrita com uma bonita letra feminina em azul claro sobre um papel
de carta com uma flor ao canto esquerdo.
A carta dizia que sua mãe a havia proibido de se encontrar com Michael mas
ela escrevia a carta para dizer que sempre o amaria.
Assinado Hannah.
Era uma carta bonita, mas não havia nenhum modo, com exceção do nome
Michael, de identificar o dono.
Entrei em contato com a cia. telefônica, expliquei o problema ao operador e
lhe pedi o número do telefone no endereço que havia no envelope.
O operador disse que havia um telefone mas não poderia me dar o número.
Por sua própria sugestão, entrou em contato com o número,
explicou a situação e fez uma conexão daquele telefone comigo.
Eu perguntei à senhora do outro lado, se ela conhecia alguém chamada Hannah.
Ela ofegou e respondeu:
- "Oh! Nós compramos esta casa de uma família que tinha uma filha chamada Hannah.
Mas isto foi há 30 anos!"
- "E você saberia onde aquela família pode ser localizada agora?"
Eu perguntei.
- "Do que me lembro, aquela Hannah teve que colocar sua mãe em um asilo
alguns anos atrás", disse a mulher.
"Talvez se você entrar em contato eles possam informar".
Ela me deu o nome do asilo e eu liguei.
Eles me contaram que a velha senhora tinha falecido alguns anos atrás mas eles
tinham um número de telefone onde acreditavam que a filha poderia estar vivendo.
Eu lhes agradeci e telefonei.
A mulher que respondeu explicou que aquela Hannah estava morando agora em um asilo.
A coisa toda começa a parecer estúpida, pensei comigo mesmo.
Pra que estava fazendo aquele movimento todo só para achar o dono de uma
carteira que tinha apenas três dólares e uma carta com quase 60 anos?
Apesar disto, liguei para o asilo no qual era suposto que Hannah estava
vivendo e o homem que atendeu me falou,
- " Sim, a Hannah está morando conosco."
Embora já passasse das 10 da noite, eu perguntei se poderia ir para vê-la.
- "Bem", ele disse hesitante,
"se você quiser se arriscar, ela poderá estar na sala assistindo a televisão".
Eu agradeci e corri para o asilo.
A enfermeira noturna e um guarda me cumprimentaram à porta.
Fomos até o terceiro andar.
Na sala, a enfermeira me apresentou a Hannah.
Era uma doçura, cabelo prateado com um sorrisso calmo e um brilho no olhar.
Lhe falei sobre a carteira e mostrei a carta.
Assim que viu o papel de carta com aquela pequena flor à esquerda,
ela respirou fundo e disse,
- "Esta carta foi o último contato que tive com Michael".
Ela pausou um momento em pensamento e então disse suavemente,
- "Eu o amei muito. Mas na ocasião eu tinha só 16 anos e minha mãe achava
que eu era muito jovem.
Oh, ele era tão bonito.
Ele se parecia com Sean Connery, o ator".
- "Sim," ela continuou.
"Michael Goldstein era uma pessoa maravilhosa.
Se você o achar, lhe fale que eu penso freqüentemente nele.
E", ela hesitou por um momento, e quase mordendo o lábio, "lhe fale que eu
ainda o amo.
Você sabe", ela disse sorrindo com lágrimas que começaram a rolar
em seus olhos,
"eu nunca me casei.
Eu jamais encontrei alguém que correspondesse ao Michael..."
Eu agradeci a Hannah e disse adeus.
Quando passava pela porta da saída, o guarda perguntou,
- "A velha senhora pode lhe ajudar?"
- "Pelo menos agora eu tenho um sobrenome.
Mas eu acho que vou deixar isto para depois.
Eu passei quase o dia inteiro tentando achar o dono desta carteira".
Quando o guarda viu a carteira, ele disse,
- "Ei, espere um minuto!
Isto é a carteira do Sr. Goldstein.
Eu a reconheceria em qualquer lugar.
Ele está sempre perdendo a carteira.
Eu devo tê-la achado pelos corredores ao menos três vezes".
- "Quem é Sr. Goldstein?" Eu perguntei com minha mão começando a tremer.
- "Ele é um dos idosos do 8º andar.
Isso é a carteira de Mike Goldstein sem dúvida.
Ele deve ter perdido em um de seus passeios".
Agradeci o guarda e corri ao escritório da enfermeira.
Lhe falei sobre o que o guarda tinha dito.
Nós voltamos para o elevador e subimos.
No oitavo andar, a enfermeira disse,
- "Acho que ele ainda está acordado.
Ele gosta de ler à noite.
Ele é um homem bem velho."
Fomos até o único quarto que ainda tinha luz e havia um homem lendo um livro.
A enfermeira foi até ele e perguntou se ele tinha perdido a carteira.
Sr. Goldstein olhou com surpresa, pondo a mão no bolso de trás e disse,
- "Oh, está perdida!"
- "Este amável cavalheiro achou uma carteira e nós queremos saber se é sua?"
Entreguei a carteira ao Sr. Goldstein, ele sorriu com alívio e disse,
- "Sim, é minha! Devo ter derrubado hoje a tarde. Eu quero lhe dar uma recompensa".
- "Não, obrigado", eu disse.
"Mas eu tenho que lhe contar algo.
Eu li a carta na esperança de descobrir o dono da carteira".
O sorriso em seu rosto desapareceu de repente.
- "Você leu a carta?"
"Não só li, como eu acho que sei onde a Hannah está".
Ele ficou pálido de repente.
- "Hannah? Você sabe onde ela está? Como ela está?
É ainda tão bonita quanto era? Por favor, por favor me fale", ele implorou.
- "Ela está bem... E bonita da mesma maneira como quando você a conheceu".
Eu disse suavemente.
O homem sorriu e perguntou,
- "Você pode me falar onde ela está? Quero chamá-la amanhã ".
Ele agarrou minha mão e disse,
"Eu estava tão apaixonado por aquela menina que quando aquela carta chegou,
minha vida literalmente terminou.
Eu nunca me casei. Eu sempre a amei."
- "Sr. Goldstein", eu disse, "Venha comigo".
Fomos de elevador até o terceiro andar.
Atravessamos o corredor até a sala onde Hannah estava assistindo televisão.
A enfermeira caminhou até ela, "Hannah,
" ela disse suavemente, enquanto apontava para Michael que estava esperando
comigo na entrada. "Você conhece este homem?"
Ela ajeitou os óculos, olhou um momento, mas não disse uma palavra.
Michael disse suavemente, quase em um sussurro, - "Hannah, é o Michael. Lembra-se de mim?"
- "Michael! Eu não acredito nisto! Michael! É você! Meu Michael!"
Ele caminhou lentamente até ela e se abraçaram.
A enfermeira e eu partimos com lágrimas rolando em nossas faces.
- "Veja", eu disse. "Veja como o bom Deus trabalha! Se tem que ser, será!".
Aproximadamente três semanas depois eu recebi uma chamada do asilo em meu escritório.
-"Você pode vir no domingo para assistir a um casamento?
O Michael e Hannah vão se amarrar"!
Foi um casamento bonito, com todas as pessoas do asilo devidamente
vestidos para a celebração.
Hannah usou um vestido bege claro e bonito.
Michael usou um terno azul escuro.
O hospital lhes deu o próprio quarto e se você sempre quis ver uma
noiva com 76 anos e um noivo com 79 anos agindo como dois adolescentes,
você tinha que ver este par.
Um final perfeito para um caso de amor que tinha durado quase 60 anos...

Porque você é um menino e eu ainda posso ser o seu remédio, mas a vida vai lhe mostrar que não sou perfeita, que tenho falhas, desvios e manias, que não possuo varinha de condão nem respostas pra tudo, que a dipirona tem propriedades maiores que minha presença, que não sou digna de ser seu espelho porque meus erros serão fatalmente identificados por você no futuro para que não os repita com seus próprios filhos.
Mas não tem importância, hoje trato de aproveitar cada segundo ao seu lado, gravando na pele a sensação de seu corpo arredondado, sua risada farta e barulhenta, o toque de suas mãozinhas no meu cabelo, seu cheiro, sua respiração profunda quando adormece. Essas são minhas relíquias, tesouros escondidos numa porção extensa do coração, consolo para os dias ruins e saudades futuras...

E seguimos vivendo e alimentando nossos medos limitadores.
Temos tanto a ganhar, tanto a vencer e nos focamos no medo de perder.
Quantas vitórias diárias, bênçãos, novas oportunidades e vivemos com essa mania boba de sofrer por tudo, mesmo pelo que nunca vai acontecer.
Nosso principal medo deveria ser o medo de não viver!!!

Sr. Prefeito, parabenizo por ter vencido a política, mas te faço desde já um apelo. Veja os problemas da cidade que não são poucos, veja as pessoas que te cercam, imponha ordem. O prefeito é você, veja os atos que pessoas cometem, pessoas essas que cercam o atual prefeito, e olhe nós, jovens, que estamos esquecidos, por favor!

Grande abraço e parabéns pela vitória!

Hoje ao te ver chegando
Não pude parar de te olhar
Talvez seja pelo teu sorriso lindo
Ou pelo teu cabelo moreno a balançar

Noite negra de céu estrelado
Ah! Que coisa linda de se olhar
Mas isso é muito pouco comparado
Com o brilho irradiante do seu olhar

Sua pele parece uma ceda
De tão macia que é
Sem falar do aroma que exala
Do corpo perfeito dessa mulher

Por vezes é preciso tomar decisões difíceis e ao tomá-las um novo mundo se abre a sua volta, novas coisas, novas pessoas, novos sentimentos, novos objetivos.

Seu mundo se transforma e você passa a ver muitas coisas com outros olhos, percebe que tudo estava ali esperando por você, esperando pelo momento em que você decidisse andar pra frente, se desprender daquilo que o impedia de evoluir, de subir, de sorrir.

Hoje você percebe e entende que tudo que passou serviu para aprendizado e que as vezes você ganha mesmo é quando perde, que o outrora chamado "FIM" nada mais é do que um novo COMEÇO e o seu melhor começo!

Um "Olá" que surgiu assim do nada, sem forma oportuna, apenas o efeito sonoro do desconexo.
Uma certa arredoma de formalidades triviais do desconhecido.
E aos poucos o espaço, ainda que silencioso foi cedendo ante ao barulho da curiosidade.
Insigne e pragmático, quase indolente, com o cheiro caracteristico de encrenca.
Ah! O divino arôma da encrenca!
Claro que há os que abominam, enjoam, ou fogem, talvez esta seja a parte sábia deste mundo.
Mas há aquela classe de loucos desprovidos de sanidade, aqueles que se movem por anseios, pela fome e tudo que vicia e consome, são os abusados, ousados, intrigantes e abusivamente inteligentes.Tudo bem que nem sempre possuem um senso apurado de etiqueta, são aquelas criaturas esquisitas que falam demais, se mexem demais, mal sabem passar uma lombada, ou distinguir as cores secundárias, mas que no fim das contas por onde passam deixam o cheiro da encrenca e tal a inquietude da saudade.



Rê Pinheiro

A ARTE DE CATIVAR... O PEQUENO PRÍNCIPE E A RAPOSA

"O Pequeno Príncipe" de Antoine Saint-Exupéry
Releitura


"Era uma vez uma raposa que vivia sozinha em uma floresta. Bonita, de pelo lustroso e castanho, a raposa era caçada por inúmeros homens que tentavam sempre se aproximar dela. Muitos a queriam, e ingênua, muitas vezes ela caiu em suas armadilhas, porém, esperta, sempre conseguiu fugir a tempo, saindo apenas com pequenos arranhões. Que, estranhamente, não cicatrizavam rápido, mas que, de fato, não eram tão profundos. A raposa então tornou-se arisca e passou a evitar os humanos, até que um dia, um pequeno príncipe chegou em sua floresta.
- Quem é você? Perguntou, apreensiva, a raposa.
E ele respondeu seu nome de príncipe, mas a raposa insistiu:
- Você é um caçador?
Ele respondeu com um sorriso: - Não! Sou um príncipe.
A raposa desconfiou, farejou o ar, mantendo-se sempre a distância.
- Príncipe? Pois você tem cheiro de caçador.
O príncipe sorriu e tentou se aproximar, mas a raposa rosnou e se afastou. Mas ele não temeu e se aproximou mesmo assim e facilmente dobrou os joelhos e colocou a raposa em seu colo, que tremia, mas ele colocando seus dedos por entre o pelo castanho a fez se acalmar. E a raposa, com seus olhos negros, que brilhavam somente conseguiu falar:
- Por favor, me cativa?
- O que quer dizer "cativar"? Perguntou o príncipe, com os olhos fixos na raposa deitada em seu colo.
- É algo há muito tempo esquecido - disse a raposa - Significa "criar laços". Significa que você é para mim diferente de todos os príncipes e caçadores que encontrei por aí. Que para ti não sou uma raposa igual a cem mil outras raposas. Se você resolve me cativar e eu também te cativo, nós teremos necessidade um do outro. E eu serei único para ti, e você será único para mim...
- Entendo! - disse o príncipe - Um dia, uma flor me cativou. Ela era única para mim...
- Nada é perfeito! - suspirou a raposa, logo em seguida retomando seu raciocínio - Minha vida têm sido muito monótona, eu caçava galinhas, os homens me caçavam. Todas as galinhas se pareciam, todos os homens também. E isso realmente me incomodava, sabe? Mas se você, meu príncipe, resolver me cativar minha vida será cheia de sol.
Então a raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe, que somente a acariciava por entre os pelos castanhos:
- Por favor... cativa-me! Disse a raposa.
- Sim - disse ele - o que é preciso fazer? Diga-me que farei.
- É preciso ser paciente - respondeu a raposa - temos que nos encontrar todos os dias, e conversar, primeiro a distância, mas aos poucos você chegará cada vez mais perto. E todo dia tem que voltar.
E assim o pequeno príncipe fez, e todo dia ele voltou, e assim cativou a raposa. Todos os dias um pouquinho mais".



Cativar?
O que de fato desejas?
Permanecer entre as vírgulas?
Quem dera se esta sua abstrata sensibilidade, fosse guiada por novos rumos, e não se privasse do desconforto da duvida quando diante de teus próprios anseios.
Sua observação... "indefinida", me dispersa, me irrita, e a ausência de uma ação causou a reação de uma entrega que não aconteceu, seria este um ato singular?
Escrever fascina... mas esclarecer supera o êxtase.
Gosto de quem olha nos olhos e fala! Nada de linhas e entrelinhas. Eu quero ouvir o som, o som daquilo que não estará transcrito em livros ou manuais de instruções.
Seja claro, para não ser esquecido.
Porque não estou propensa a te esquecer!
Mas lhe digo, meu coração não tem uma cadência definida, é imprevisível, e subliminar!
Descompensado e descompassado, e em muitos momentos chega a ser débil, mas possui um senso prático de escolhas e se basta quando farto de amores assimétricos e sentimentos imprecisos.
É eminente que me enxerga como louca, confirmo de fato sou, as paixões me movem...
Mas como não se alterar? Abster-se de escolhas? Preferir o caminho avesso as sinuosidades?
O não escolher, por si já é uma escolha.
Então que seja o afeto explicito o principio, desta desordem, que seja a causa e efeito o perfazer desta amizade visceral.
Não tenha muita pressa, mas tente não se ater, pois se não houver em ti desejo suficiente para apreciar a curiosidade, a inércia lhe consumirá.
Não sou feita de meros toques, ou retoques, sou apenas uma versão absolutamente mutável, governada por valores, instintos, crenças e intuição.
As vezes me observo e bem lá fundo e me assusto!
Há ainda tantos anseios, vontades certamente insanas para olhares que guardam sua obsoleta lucidez na gavetinha de cabeceira, mas não me privo de tê-las e desejá-las, e querer realizar cada uma delas a meu momento. Tudo bem eu sinto que a qualquer instante tudo vai se tornar numa grande tragédia emocional de caráter generalizado onde certamente irá atingir alvos não previamente estabelecidos. Mas fazer o que se nunca tive uma cabeceira, nem tão pouco a gavetinha?
Sei que há por ai um certo ditado que diz: "Quem muito quer nada tem"
Eu particularmente o considero de péssimo gosto, pois isso tem cara daqueles tipinhos que são dados ao comodismo.
Como não desejar muito?
Fico aqui imaginando aqueles que realmente fizeram História, os grandes inventores, criadores, pesquisadores, artistas, personagens fantásticos que pisaram aqui na Terra e mudaram o mundo, ali sentados contemplando o infinito e se permitindo a tal condição de pensamento?
E você ai deste seu observatório, analisando as fontes de energias, gerando emoções, retardando reações e comprimindo corações, fará o que para sair da caixa ?
Consulte seu terapeuta, pois certamente ouvirá que minha presença é prejudicial a sua saúde.
Mas se mesmo assim, desejar correr riscos, então pare de pesquisas no Google, nada que encontrar chegará perto de uma definição coerente. Lembre-se não sou nenhum ratinho de laboratório, não estou a espera de analises.
Sou apenas a raposa.


Rê Pinheiro.

A VIDA chegou a um impasse.

Viver a sua existência remota ou aceitar a desistência de tê-lo?

Então... ela optou por viver, apenas viver e não se prender a algo que realmente não a deseja e não se manifesta.

Isso a tornou diferente no seu inerente processo seletivo.

Porque ela é vida, é a VIDA, e você a trágica sensação de inércia e incoerência.

Ela soprou a teus ouvidos a acida indecência de uma delicada mulher que ousou te amar.

Lembre-se que você se apaixonou, apenas porque ela te escolheu como amor.

Ela te escolheu e permitiu que a paixão dominasse e descobrisse o véu que cobria e entupia suas veias.

Ela te deu o melhor, ela te via no topo, no mais alto degrau de uma escada que poucos ousaram subir.

Mas, num ato sem ato.

O tempo se confundiu, e num pequeno espaço você a perdeu.

Perdeu para seu orgulho, seus traumas e sua capacidade de não saber agir quando realmente se deveria ter feito.

Como pode alguém simplesmente viajar, sumir e deixar a Vida?

A Vida não se deixa, Ela se leva.

Sempre e para todo o sempre.

Porque Ela é amor e amores não se abandonam.

Amores devem ser protegidos, zelados e muito bem guardados.

E hoje mesmo sem você saber.

Mesmo sem você querer, terás que carregá-la para todo o resto desta sua vida sem sal que terás.

Terás que conviver com o fracasso de não conseguir prendê-la entre seus braços.

E olharas no espelho a cada amanhecer e sentira a estranha sensação de ter sonhado com a Vida e ter acordado sem ela.

Ira olhar e revirar fotos, vasculhar em seus anseios a sua presença e neste momento sua boca secará.

Se lembrará dos beijos e daquele doce sorriso.

E quando fechar teus olhos, poderá sentir a Vida ali diante de ti, tocando sua face.

Esta é Ela.

Esta é a parte de ti que foi embora.

Parte de ti que ela carregou.

Culpa sua.

Erro seu.

Seu maior pecado é não conseguir senti-la de verdade.

E perdê-la para você mesmo.

Para sua indecisão e sua teimosia.

Saiba que, a vida não voltou atrás a sua decisão, ela honrou sua palavra, mas foi você foi que não credito a ela.

Apenas lembrê-se.

Terás uma saudade sem fim que andara contigo como companhia.

Não porque ela é melhor.

Mas porque ela simplesmente te amou com toda a força a VIDA..




RÊ PINHEIRO

ENVELHECER COM ELEGÂNCIA

Envelhecer não é um destino cego. Podemos escolher como envelhecemos. Nossa sociedade cultiva o mito da eterna juventude de um lado e incrementa a obsolescência programada de outro, acaba marginalizando os idosos como feios, seres improdutivos e os joga em asilos ou em fundos de quintais descartando-os como um produto perecível qualquer. Temos muito o que aprender a partir das luzes do entardecer da vida, na sabedoria que brota da experiência que entende a vida não como um problema a ser resolvido pelo computador, mas como um mistério a ser descoberto e partilhado na gratuidade do amor a cada dia! Este é o segredo do envelhecer de uma forma graciosa, elegante e digna acrescentando mais qualidade e vida aos anos.

Cadê o brilho dos meus olhos
Olhe bem fundo para mim
E nas janelas da alma
Você vai enxergar um vazio
Não lembro quando ela deixou meu corpo
Não lembro de quando parei de sorrir
De deixar minha criança interior ir embora
Não lembro quando só comecei a ser feliz de maneira artificial
Através do álcool , drogas e remédios
Não lembro quando foi que acordei
E o dia que era colorido se tornou cinzento
Não lembro quando me perdi de mim mesma.