Textos de Estrelas
Ontem estávamos deitados
Protegidos pelo teto do quarto
Quando as estrelas vieram falar :
Estamos com saudade dos corpos de vocês sob a luz do luar
Dos corpos que se devoram
Sem nem nos olhar
Mas que numa dança própria
Roubam o brilho estelar
No universo não háa nada mais lindo
Do que vocês dois se embolar
Sem roupas
Deitados
A se tocar
Vocês são crianças feitas de poeira estelar
Moldados por Deus
Para eternamente se amar
As estrelas foram embora
E nós não paramos mais de nós beijar
Duas nuvens no céu a espelhar
Os amantes na terra a se beijar
Entre as estrelas e o mar
As nuvens do céu a se afastar
Como os amantes na terra
Cada um no seu lugar
Sem coração no peito
Sem nenhum sonhar
O amor não foi feito para nuvens
Nem nuvens para beijar
E amantes não são eternos
Também não podem se amar
Tanto as nuvens como os amantes
Um dia podem se reencontrar
Que se olhem distantes, a admirar
Não será como antes nem o amar
Se eu fosse um anjo
Como você dizia
Poderia conhecer o infinito
Viajar pelas estrelas
Navegar pela nebulosa
Você lembra?... A nebulosa!
Frase inesquecível!
...Meu lindo!
Poderia eu conhecer as respostas
Talvez entender os mistérios
Ou quem sabe, meu flor.
Pegar o amor.
Beijar os sentimentos
Tocar nos abstratos
E jogá-los nos concretos
Deslizar nas cores do boreal
Quem sabe até atingir o arco íris
Oh! Deus
Loucuras inatingíveis
Mas ter a certeza de que
Nesse mundo jamais voltar
Como você
Meu doce amor
Tuca forever!
ESTRELAS MORREM
Pela lei divina
Não somos eternos
Somos seres mortais
Morremos
Iguais às estrelas
Todos saem de cena
Por explosões internas
A máquina humana para
Iguais às estrelas
Do nascer da vida
Aos mistérios da morte
Fenômeno
Entre a criação e a destruição
Super novas, já era.
Iguais às estrelas
Seres solitários
Em um mundo carente
Povos agonizantes
Iguais às estrelas
Somos iguais
Partículas
Forças titânicas
Que nos tornam
Isso que somos!
Noite. E em teus olhos, amada, não vejo estrelas,
Mas sim a fúria gélida de luas estilhaçadas,
O eco persistente de antigas procelas,
As sombras disformes, por medos abraçadas.
Teu peito é um mausoléu de mágoas não ditas,
Um jardim devastado onde só espinhos ousam florir.
E eu? Eu sou o coveiro faminto que visita
Cada cripta da tua alma, sem jamais fugir.
Que venham teus demônios! Que urrem e se contorçam!
Eu os recebo com a fúria faminta do meu desejo.
Rasgo suas carnes espectrais, que me devorem!
Em cada ferida deles, o meu amor eu vejo.
Teus traumas são tapeçarias que eu venero,
Bordadas com o sangue escuro do teu penar.
Eu beijo cada nó, cada fio austero,
E neles encontro o mais sagrado altar.
Não tente esconder a angústia que te corrói,
O veneno lento que gela tuas veias finas.
Entrega-me! Deixa que meu beijo o destrói,
Ou que se misture ao meu, em danças assassinas.
Teus receios são bestas? Eu serei o caçador!
Não para matá-los, mas para domar sua ira.
Montarei em seu dorso, com selvagem ardor,
E farei da tua escuridão a minha lira.
Eu não vim para curar, nem para trazer a luz.
A luz é frágil, mente sobre a podridão que resta.
Eu vim para fincar minha bandeira na tua cruz,
Para reinar contigo nesta noite funesta.
Abraça-me com tuas garras de pavor cravadas,
Deixa teu caos sangrar sobre meu peito aberto.
Sou o guardião voraz das tuas alvoradas
Quebradas, o amante do teu deserto.
Em meus braços, teus monstros encontrarão espelhos,
E em meu toque feroz, um reconhecimento brutal.
Sou o santuário profano dos teus pesadelos,
O inferno seguro, teu paraíso mortal.
Então, chora tuas dores em meu ombro de granito,
Liberta as sombras que insistes em acorrentar.
Eu as devoro, as acolho, as bendigo e as incito.
Pois amar-te, minha sombria flor, é abraçar o teu lugar mais maldito
e chamá-lo, enfim, de lar.
SOLITÁRIAS ESTRELAS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Tenho pena de gente que só se mistura
com aqueles que atendem às suas demandas;
é amiga das provas de seus resultados
ou cirandas e jogos de sucesso e fama...
Gente fria e sem tempo pra tempo de gente
cujo afeto não conte para seus negócios;
não tem ócios e sonhos pro que não acresce
patrimônio e vitrine pra suas carreiras...
Solidão é resumo de vidas que avançam
sobre vidas e laços aquém de seus planos;
não descansam à sombra de pausas serenas...
São pessoas sensíveis ao que as engrandece;
ao que não as engesse nem por um segundo
em um mundo sem ares de protagonismo...
ESTRELAS DAS LETRAS
Demétrio Sena - Magé
Os poemas de amor também fazem protestos;
os poemas-protesto também são de amor;
as tiradas de humor podem ser muito sérias;
nossas caras de sérios podem ser piadas...
Os poetas estufam pulmões narcisistas
e se acusam por versos diversos dos seus;
têm mania de "Deus" e querem decidir
quem é quem ou merece as "estrelas" das letras...
Há poetas que sabem passear nos temas;
há poetas com lemas e dilemas tesos;
os libertos e os presos até do ser livre...
Os poetas birrentos não têm na poesia
sua via de acesso ao tal um mundo melhor,
porque são entre si como acusam o mundo...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
PULSAR
Nossas partículas ínfmas
são de mesma matéria e essência
O que pulsa nas estrelas do céu
pulsa também em nós aqui da terra
Pulsa em toda natureza
Na inocência animalesca
No olhar do surreal
No sangue de cada veia...
Em cada verde folha...
Em cada grão de areia
Em toda discreta beleza
O que pulsa nas estrelas
pulsa em todos nós
Nós de toda natureza.
O assomo de minhas ideias
é o mesmo assomo que sustenta
o voo do passarinho
mostrando a cada cria
seu verdadeiro ninhoÁdyla Maciel | 19
Somos experiência infnita
Orbe natural
Cada qual em seu ninho
Em seu cenário, em seu caminho.
Com o mesmo pulsar real
experimento natural!
A música está na harmonia, no movimento sincrônico dos astros, no cintilar solene das estrelas... Ela parte de um princípio elementar, que é de natureza divina. Uma obra sem igual, quando traduzida com sensibilidade, emoção e amplitude, na inspiração do ser que transforma a simples sonoridade, na mais célebre “orquestra sinfônica”. Ela é capaz de transmutar o sentimento da criatura, energicamente envolvida na voz dos universos, para uma nova realidade transcendental de beleza e arte...
Somos todos intérpretes da “musicalidade cósmica...
Me leva Deus para onde a escuridão habita, e que as tuas resplandecentes estrelas me faça enxergar todos os dias o quão raro e belo é o fato de tu existir . Onde a leveza do vento me faça sentir seu toque a me acariciar.
Onde o silêncio me faça ouvir sua doce voz a sussurrar aos meus ouvidos. Onde a nascente do amanhecer me acorde todos os dias com os cantos dos pássaros a anuciar que à minha vida continua. Onde o tempo não me encontre. Onde o aroma do lar seja apenas das flores. Onde a fonte da água viva possa me afogar todos os dias sem me matar. E que minha fome seja saciada todos os dias pela tua graça.
Silêncio que Cura
Depois que se atravessa a noite sem estrelas, sem mãos, sem vozes, sem abrigo, descobre-se que a luz que salva mora no peito, e não em promessas.
Você aprende a costurar os próprios cacos sem plateia, sem aplausos. E nesse silêncio cheio de dor, o ego se desfaz, e nasce a essência.
Então, quem fica… fica porque caminha ao lado, não porque carrega. Porque depois da queda vivida em solidão, a companhia vira escolha, nunca mais muleta.
Um Romance Celestial
No seio do universo, onde estrelas cintilam como diamantes e o suave sussurro do vento acaricia as folhas das árvores, encontramo-nos, tu e eu, navegando pela vastidão da existência. Cada encontro nosso é como um doce abraço do destino, entrelaçando nossas almas em uma dança celestial...
Na quietude da noite, onde o céu se torna um vasto manto de seda escura salpicada de diamantes brilhantes, nós dois caminhamos lado a lado, nossos corações batendo em perfeita harmonia. Cada passo que damos é um eco de eternidade...
Em uma galáxia distante, repleta de nebulosas coloridas e planetas exóticos, encontramos nosso refúgio em um pequeno planeta coberto de flores luminescentes. A luz suave das flores cria um brilho etéreo que envolve nossos corpos...
Amo-te com a serenidade da lua E a paixão ardente do sol nascente, Nosso amor é uma melodia contínua, Uma dança eterna e envolvente...
Era uma noite sem estrelas quando Leonety recebeu a visita de um espírito chamada Alice e pediu para que ela a acompanhasse. Elas saíram pela noite escura sem luar e atravessaram um portal para uma cidade no astral. O ar estava impregnado de uma energia sutil e pulsante, e a cidade resplandecia com uma luz etérea, como se fosse feita de pura essência. Os edifícios mudavam de forma, e os habitantes pareciam sombras de antigas memórias, movendo-se com uma graça sobrenatural.
Leonety estava em um êxtase de alegria, sem motivos ou expectativas, era como se fizesse parte do todo, una com todos. No mundo físico, sentia-se presa, limitada por um corpo que não acompanhava a vastidão de seus sonhos. Em uma enorme sala, ela encontrou mentores que comunicavam entre eles com a arte da telepatia. Sentaram-se em almofadas como nuvens de algodão. Falaram sobre como deveríamos nos portar no mundo físico, o dever de nos mudarmos completamente os hábitos, de consumir-se de dentro para fora até não restar vestígios de nossa antiga forma. Eles nos mostraram que, ao nos entregarmos inteiramente ao propósito, poderíamos transcender as limitações físicas e viver de maneira plena.
Foram muitas idas a este lugar, como um curso, uma preparação para algo maior, e a cada lição, Leonety sentia-se mais leve, mais luminosa. Ela aprendeu a transformar sua essência em energia pura, que podia usar para curar, para criar e para iluminar. Contudo, a cada transformação, deixava para trás partes de si mesma, memórias e traços que antes a definiam. As lições de preparação na cidade astral exigiam nada menos que entrega total.
A cada retorno da cidade astral, Leonety sentia-se sozinha e abandonada no mundo físico, mas precisava completar sua jornada terrena. A transição estava sendo dolorosa; levar a pureza da cidade astral para o mundo denso e imperfeito exigiria um sacrifício. Ela deveria fundir-se completamente com a essência, como uma boa fogueira, sem deixar vestígios de si mesma, para que sua luz pudesse iluminar onde a escuridão era mais densa.
No momento decisivo, Leonety fechou os olhos e se entregou ao processo. Sentiu-se arder, não com dor, mas com uma intensa paixão e propósito. Cada partícula de sua existência brilhou intensamente antes de se consumir, deixando para trás apenas a essência de sua missão.
Quando terminou o curso no astral, eles deram a ela o nome de Fluxia Ignis, que significa 'Chama Fluente'. O nome simbolizava a transformação constante e o poder de iluminar e purificar através do fogo sagrado. Fluxia deriva de "fluxus," que significa "fluxo" ou "corrente," referindo-se ao movimento constante e à mudança contínua. Ignis, por sua vez, significa "fogo" e representa calor, luz e energia, simbolizando também purificação e renovação. Quando retornou ao mundo físico de corpo e alma, Leonety era uma nova pessoa. Seu corpo ainda estava lá, mas sua alma havia se transformado. Ela trouxe consigo a luz e a sabedoria da cidade astral, e cada ação sua ressoava com a verdade que havia aprendido: viver é fundir-se completamente com a essência, sem reservas, entregando-se ao propósito com todo o ser.
Mesmo vivendo no mundo físico, ela mantinha a conexão com a cidade astral, irradiando luz e calor, sem deixar vestígios de seu antigo eu. Seu legado era a prova viva de que, ao nos fundirmos completamente com a essência, transformamos o mundo ao nosso redor.
Fluxia Ignis trouxe consigo um segredo que será revelado em breve. O curso a preparou para uma grande missão na Terra, uma tarefa que mudará o destino de muitos e iluminará os caminhos mais sombrios com a chama de seu espírito renovado.
Nas asas do sonho, começo a flutuar, Para um reino etéreo, onde posso amar. As estrelas guiam o meu caminhar, Num céu sem fim, onde posso sonhar.
Os ventos da noite me levam, então, Para além das montanhas, além do chão. Um mundo encantado, feito de emoção, Onde flores brilham com pura paixão.
Lá, encontrei um amor celestial, Seu sorriso, um raio de luz astral. Mãos dadas, dançamos num ritual, De almas unidas, num enlace surreal.
O luar beija o lago, sereno a brilhar, Reflete nossos olhares a se encontrar. Cada momento, um sonho a realizar, Num mundo de magia, onde posso te amar.
E quando o sol despontar no horizonte, Volto ao meu corpo, com a mente contente, A lembrança doce, um eterno presente, Do amor que vivi, num sonho consciente.
Hoje, o céu, em graça rara e doce melodia, Vestiu-se de estrelas e revelou sua magia. Seis planetas, em harmonia celeste, Dançaram juntos num balé que nos reveste.
Quando o sol se despediu, o crepúsculo pintou, Olhamos para o alto, onde Vênus despontou. Marte, Júpiter e Saturno brilharam, E Urano e Netuno com eles se alinharam.
Mercúrio, tímido, junto ao Sol permaneceu, Mas sua energia no cosmos resplandeceu. Um desfile planetário tão raro e divino Transforma o vasto céu em sinfonia e hino.
Momento de poder, de intenções fortalecer, Rituais de transformação, de alma e ser. Conexão com o universo, forças a vibrar, Um presente celeste a nos guiar.
Quem não presenciou terá que esperar: Um dia, num futuro distante, voltarão a encantar. Com um espetáculo tão raro e fulgurante, Do universo, um presente brilhante.
Era uma noite tranquila, e o céu estava pontilhado de estrelas brilhantes, como se o próprio universo estivesse sussurrando segredos antigos. Nety sentava-se à beira do lago, onde se refugiava para refletir sobre sua vida. Seus olhos estavam fixos nas águas serenas, que refletiam a dança das estrelas. Sentia uma inquietação no coração, um desejo de entender o propósito de sua existência.
Com um suspiro profundo, fechou os olhos e deixou que a brisa suave acariciasse seu rosto. Ela fez uma oração e se entregou a um estado de renúncia, permitindo que todas as preocupações e ambições terrenas se desvanecessem como poeira ao vento. Ouviu uma voz em seus ouvidos interiores dizer: "Confie e renda-se. Deus cuida até dos passarinhos, por que acha que Ele não está cuidando de você?" Ela refletiu e sentiu como se tivesse se libertado de um fardo invisível que carregava há muito tempo.
Naquele momento de rendição, Nety percebeu que sua vida não passava de um papel no intrincado Filme Cósmico. Todas as suas realizações e fracassos, suas alegrias e tristezas, eram meras cenas efêmeras, destinadas a desaparecer no esquecimento, como os sonhos que se dissipam ao amanhecer. O mundo ao seu redor, com suas demandas e pressões, não passava de uma ilusão que mascarava a verdade mais profunda de sua existência.
Ela abriu os olhos e olhou para o céu estrelado, sentindo-se como uma pequena partícula em um vasto oceano de consciência. Percebeu que a importância aparente de suas ações e desafios era apenas uma percepção temporária, uma miragem criada por sua própria mente. Então, um sentimento de paz e serenidade a envolveu, como se tivesse se elevado acima da consciência temporal que a prendia ao mundo material.
E foi nessa serenidade que Nety encontrou a verdadeira presença de Deus. Não em igrejas ou templos, mas dentro de si mesma. Sentiu a divindade como uma luz suave e amorosa, uma presença constante que guiava cada passo de sua jornada. E assim, deixou que essa luz divina se tornasse a única influência em sua vida, iluminando seu caminho com sabedoria e compaixão.
Naquela noite, à beira do lago, Nety renasceu. Não como a protagonista de uma história grandiosa, mas como um ser consciente de sua verdadeira natureza, livre das amarras da ilusão e em harmonia com a Fonte Criadora.
Para meu amor
"Gui
Te amo tanto que as estrelas 💫 do céu ilumina minha noite profundamente, seguimos trilhando nossa jornada a fim de encontrar nossa felicidade ✨ e ao amanhecer vem um dia cheio de amor ❤️ e risos. A alegria está na intensidade do seu sorriso que enxerga meu sorriso 😁. Eu sou porque nós somos". 🥰
Te amo!
Meu moca ❤️
O sol nasceu pra mim como bálsamo, depois de uma noite escura onde a ausência da lua e das estrelas fez noite longa em meu coração.
Os primeiros raios encontraram-me ainda sonolenta e segura de que a claridade que entrava pela janela traria um novo olhar diante do dia que começava.
Começaria outra etapa do que havia levado tempo demasiado em findar.
Etapas novas são novas oportunidades de recomeços.
São ensejos abençoados em vidas, onde a inércia que
persistia poderia agora encontrar novo lugar.
Ao anoitecer se conhece o brilho da lua. Seu olhar, se cruza ao ver as estrelas no céu, o encanto pelo brilho que proporcionam e a beleza que está exposta ao redor de toda aquela dimensão, tem milhares de motivos para um encanto e admiração sem fim.
Mais no pavor da escuridão o medo é a única coisa, que gera a imperfeição do momento.
A vida nos dá de presente
Um show iluminado
com fragmento de estrelas
Pintados e bordados
Expondo nossas almas
afagando flores ...
perfumando o viver
Coisas feitas sonhando
A loucura é pra valer
Gratidão , bem querer
Estamos seguros
é magia... é viver
Revelando segredos
Colorindo sorrisos
pra enfeitar o mundo
Como tantos por ai
é vida acontecendo
tem mais valor
o que é de graça
acredite é amor
Que te abraça
Acalme o ar...
Brinde a imaginação
Abra as cortinas
Encante seu coração
