Textos de Esquecimento

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Apenas um Guerreiro de cara Branca

Sim eu sou um Homem branco
Mas não esqueço que meu ancestrais sofreram, donas Terezas, Marias, Franciscas choraram com seus filhos mortos e acoitados no colo, não posso esquecer que na terra que chamo minha terra, tem tanto sangue de Homens e Mulheres que eram Filhos, Pais, Guerreiros e Ser Humanos.
Tem muito sangue de ancestrais meus onde eu vou o caminho que eu sigo.
Então antes de matar ou falar de um irmão meu. Lembre-se minha cor e igual a sua mas minha luta é contra a sua. ⁠
Sou um Guerreiro de cara Branca

Inserida por EltonNabis

⁠Minha ancestralidade
sempre honrada,
Mani renascida,
eterna raiz sagrada.

Jamais esquecida,
louvada e adorada
com sabores e aromas
por mim recordada.

O coração sabe bem
quem é o seu dono,
e o seu espírito tem
o seu suave descanso.

Nunca precisei fazer
o caminho de volta,
aqui é minha terra
bela e sem adorno.

Nenhuma tempestade
estremece o amor
que é chama e refresca,
e não há quem me afaste dela.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não permitir que ao redor
nada embruteça o seu ser,
Para que nada leve a esquecer
o quanto é belo e sagrado
o berço que te viu nascer,
E que nele por razão
nenhuma ninguém deve tocar;
Lição inefável de fortaleza
com a Sapuva se deve aprender
do nosso solo amado manter,
e sempre que preciso for refazer.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não faz sentido se envolver
com qualquer coisa que
venha fazer se esquecer
de como é o seu interior,
rompendo drasticamente
com as pessoas ao redor.

Não faz sentido se envolver
em nome de uma suposição,
abdicar de viver bem com
o quê de fato agrada o coração,
não é preciso nem de justificação:
nós sabemos a real explicação.

Não faz nenhum sentido
quebrar o seu peito por dentro
por quem quer que seja,
por qualquer coisa perder a cabeça,
cortar os teus laços preciosos
e deixar de fazer outros novos.

Não perder o encanto
é uma escolha a se fazer,
independente de tudo o quê
lá fora está a ocorrer,
não perder o olhar de setembro
da Cássia rosa que está a florescer.

Que digam que é clichê
que tudo passa e sempre passará,
se há vontade de preservar
o quê realmente para a vida vale,
e faz ir para frente de verdade
é o endereço perfeito para morar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Profugato


Uma história esquecida,
que para alguns sequer
foi contada com exatidão,
Um história de fazer
doer qualquer bom coração.

Não tenho dúvida que
eles eram diversos,
e a maioria era italiana:
todos com o signo
de uma fé oceânica
que cruzaram o Atlântico
trazendo o signo da bravura
para este brasileiro destino.

Muitos foram deportados
à força para outros países,
outros viveram como estrangeiros
dentro do seu próprio país,
Alguns conseguiram fugir
do Império Austro-Húngaro
que insistia com o quê existia
de pior a lealdade à Itália perseguir.


(Este poema dedico em especial aos trentinos que imigraram para o nosso país e como parte da memória pelos "150 anos da Imigração Italiana
no Brasil).

Inserida por anna_flavia_schmitt

Me abraçam hoje, amanhã me esquecem
Mas a Tua presença, Senhor, permanece

A fama passa, sucesso passa
Momento passa, aplauso passa
O que o mundo oferece, com o tempo perece
Mas a Tua presença, Deus, ela permanece

Eu já coloquei a minha vida no altar
Pois o que eu mais quero é Te adorar
És suficiente

Dalete Hungria

Nota: Trecho da música Escolho Deus.

Inserida por KamillaMoreira

⁠Ave mítica da Mata Atlântica
desta nossa Pátria romântica
do coração de quem jamais
esquece ou desaparece
com os próprios símbolos;
O Mutum-do-nordeste
nas pontas das suas penas
carrega a cor das estrelas
azuis que no ar escrevem poemas
que a incivilização conspirou deter.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sem deixar esquecer
que antes de 1948 já havia
uma integridade territorial
embora ocupada sem
sucessivamente por impérios,
e sem apagar as marcas
do sofrimento alheio:
não desfiz o pacto com o tempo.

Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.

Não existe guerra limpa,
pois toda a guerra que
a vida do povo sacrifica
já pode ser considerada
uma guerra perdida.

Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.

Esta é uma guerra que
começou sem ter uma
razão esclarecida
e com verdades contadas
pela metade que podem
ser chamada de mentiras.

Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.

Com as as minhas letras
inabaláveis como o canto
que ultrapassou os muros
escuto "Ehna Flestinia'
enquanto Dalal continua presa
e o seu canto ganha o mundo.

Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.

Esta é uma guerra que
o meu lado é o lado
dos mais desprotegidos
e que continuam sendo
por 75 cinco anos torturados,
presos, mortos e perseguidos,
e que por mim nunca
foram nesta vida esquecidos.

Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.

Esta é uma guerra que
o meu lado é o lado dos reféns
e dos sistematicamente
agredidos enquanto havia
guerra mascarada de paz,
foram tantos os fatos que
para contar nem voz eu tenho mais.

Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.

Só sei que como quem dá
o último suspiro ainda insisto
pelo cessar-fogo na Palestina:
acreditar na paz é o único caminho.

Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.

Eu elevo o meu clamor pelo cessar-fogo na Palestina mesmo
que eu não esteja sendo ouvida
mesmo que digam que esta guerra
logo seja reescrita e esquecida.

Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Olhe para o relógio,
preste bem atenção
nas Horas Mortas,
não se esqueça
dos conselhos das senhoras.

Evite estar até
no meio das Matas,
não saia da onde
você estiver ao Meio-Dia
ou às Seis Horas,
siga os conselhos da senhoras.

Eu sei o quê estou avisando
para você não dar
de cara com a mulher
de capa branca
e com vela na mão,
e no dia seguinte participar
do velório da assombração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não me esqueci da belezas
das Piaçavas acenando
no horizonte avistadas,
O quê faço com os meus
versos é praticamente
o mesmo que mãos calejadas
fazem com as fibras delas
que servem para varrer
o mal da tristeza e criar
muita arte de entrelaces
levando poemas por todos os lugares.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Poeticamente renomeio
a linda Mocho-diabo,
Poetas também servem
para dar nomes quando
esquecem aquilo que
é precioso guardar;
Mocho-anjo é como
deveria se chamar
porque sempre traz
encanto aos olhos
de quem a beleza sabe
apreciar neste mundo
que só se importa mesmo
no próprio umbigo se afogar...

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O pacto de amizade entre
Grozny e Mariupol
não gerará esquecimento,
porque neste bastidor
de letras tem o suficiente
para que não haja
nunca mais apagamento.

Ondeia o trigo das estepes
e o azul da Soberania na Bandeira
para lembrar onde começa
e onde se celebra a Independência.

Enfeitei os meus cabelos
com girassóis e fiz um
canteiro com camomilas
porque ainda não vou
parar de escrever poesias.

As minhas poesias
imparáveis serão espalhadas
de boca em boca
porque são indomáveis,
esta poética imparável
é Motanka giratória.

Se por acaso conseguirem
fazer com que eu pare
de escrever: as minhas
poesias continuarão
sendo escritas sozinhas.

Os mercenários muito tarde
tomaram posse da realidade
e foram pelos ares,
e eu ainda testemunho
povos querendo conquistar
as suas liberdades.

Para cada um que chora
os seus mortos aceno
o meu respeito e entrego
este poema como quem
planta um lírio pacífico
e profundo para que findem
de uma vez com a guerra do destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Guaramirim

Não há como esquecer de você:
a tua História é Tupi e Jê.

Guaramirim flor do Norte
de Santa Catarina que fascina
e aos olhos de quem passa
na estrada sempre convida.

Não há como negar a História:
tua, nossa e brasileira originária.

Guaramirim jóia do Norte
de Santa Catarina és tu
parte do Caminho do Peabiru
que emociona e ilumina.

Não há como não louvar:
a fé por ti que cruzou o mar.

Guaramirim cidade valente
de gente imigrante que
se ergueu potente ontem,
continua firme hoje
e no futuro continuará fortemente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠Sendo a rosa de Evita
no bico da pomba
que entreguei
nas mãos argentinas,
Não me esqueço jamais
das ilhas das Malvinas
e que nosso continente
e região merecem
desfrutar de plena paz.

O quê dói na Argentina
também me dói
a falta de paz e liberdade
constituem uma dívida
sem paz quando porque
existe dentro de casa
a ocupação colonialista.

Estes meus versos
latino-americanos
são feitos da poesia
da dupla fronteira
venezuelana e brasileira:
Não deixam passar
nada esquecido
e reclamam por cada
venezuelano que cabe saber
que é dono do Esequibo.

Refletindo os fatos distantes
e atuais em alta rotação:
(Não me esqueço da tropa
e do General que continuam
injustamente na prisão),
E sigo clamando pela libertação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Para que o mundo
não se esqueça
entrego este poema
em nome de tudo
aquilo que foi violado
pela maldita guerra,
Não devo ter medo
de nada como poeta.

A conta é alta e dolorosa,
e vem sendo ofuscada
por gente mentirosa.

A conta pode ser
maior do que seis mil
crianças deportadas,
O correto mesmo é
chamar o mal pelo nome
de sequestro em massa,
e não há como ficar calada.

Os meus versos vem
sendo regado pelo sal
de Soledar para não
perder o sabor de avisar.

A glória de lutar pertence
a Ucrânia, o bastidor
infinito me pertence,
A vergonha de invadir
e assassinar um povo
pertence ao maldito.

São quarenta e três campos
e podem ser outros mais,
Todos cheios de crianças
que foram arrancadas dos pais.

Quem colaborou com toda
cena nem a pretensão de apagar
este poema conhecerá o êxito,
O inferno que se ajuda a plantar nunca mais os deixará sossegar.

Tudo o quê aqui está escrito
e ventania a se espalhar
por todos os caminhos do destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando você resolveu
construir uma ponte,
nunca se esqueça que
existia ali algo antes
bem diante da fronte,
E depois de um tempo
de construída decidir
destruir não adianta
tentar reconstruir,
e nem mesmo se iludir.

Em nome de tudo
que nunca mais voltará
a ser como antes
é melhor não insistir
e realizar porque já era;
Recomendo seguir
em paz porque lidar
com os tempos que não
voltam mais cabe
só a mim que sou poeta.

Aos lanceiros do Espontão
da janela dou aquele
salve com toda a emoção,
A espera estou do amor
bonito, forte e merecedor
de entregar o meu coração
e fazer ele feliz nesta Terra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não adianta me tirar
da sua cabeça,
E nem o seu coração
dizer esqueça,
Não existe outra pele
que te aqueça,
e você virá com certeza.

Você tem alucinação
por tudo aquilo
que fala de mim,
A tua obsessão
me pertence,
e todos os planos
para o futuro que
só cabem a gente.

No final da festa
não haverá final,
Vamos ao que interessa
depois de dançar
o Engenho de Maromba,
porque é o amor
chegou para valer
e não vamos ter
na vida nenhuma pressa.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ainda que distante Órion
apareceu na janela,
Não esqueci do que é bom
para manter a nossa
chama do amor acesa,
Embriagante aroma
de narciso quero me perder;
E hei de encontrar contigo
de tal maneira que eu
esqueça o meu próprio nome
e não recorde a rota
de regresso por onde vim,
Desde o primeiro dia que te vi
além da poesia o escolhi para mim.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Bem-te-vi de outrora
quase não se escuta mais,
na memória o canto
não foi esquecido jamais.

Rotas que não deveriam ser
apagadas devem ser
constatemente resgatadas,
e laços igualmente refeitos.

Em nome daquilo que nunca
deveria ter sido esquecido:
caminhos devem ser restabelecidos.

Lembrar de tudo aquilo que fez
resistir para chegar até aqui é
necessário para continuar a existir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando a gente pensa
que o mundo nos esqueceu,
que a espera é a sentença
é porque tudo está valendo
a pena para se tornar poema,
As tuas malas são as tuas
letras para te levar contigo mesmo
para perto, longe ou até para dentro,
Você é poeta e a História
está nas tuas mãos é você quem escreve.

Inserida por anna_flavia_schmitt