Textos de Coração

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A Pequena menina do coração barulhento, e da mente vazia e calma. Seu coração está sempre agitado...fazendo barulho, enquanto sua mente só quer descansar....
_ Ó coração por que não te aquietas? Estou cansada, e só queria descansar um pouco...
Diz a mente para o coração, que logo a responde.
_Ó mente eu estou tentando ficar quieto, mais seus pensamentos me deixam nervoso, e isso gera a minha agitação....afinal como pode? Uma mente tão vazia e silenciosa, causar tanto estrago? (Pensa)
_Deve ser porque ela é quieta por fora, mais é uma bagunça por dentro. Assim como um lindo abacate no pé, só saberemos se ele estará bom, se o abrirmos.....e assim conseguimos achar a definição perfeita para a mente. A mente é silenciosa e vazia por fora, mais por dentro é barulhenta e desastrosa. Assim como um abacate podre, que é lindo e belo por fora, mais por dentro....podre e estragado, talvez seja por isso...que nenhum de nós consiga descansar.....e será q um dia conseguiremos ter paz? E descansarmos tranquilamente, sem preocupações?........ (Completa o coração).

⁠Meu coração anseia por algo simples, mas de uma profundidade imensurável: paz e tranquilidade. Busco momentos de serenidade que me permitam conectar-me com aquilo que verdadeiramente importa.

Ansiando pela paz que harmoniza meu ser, pela tranquilidade que clareia minha mente e pelos sorrisos genuínos que aquecem minha alma.

Convido todos a espalharmos boas vibrações, a cultivarmos pensamentos positivos e a celebrarmos as pequenas alegrias que a vida nos presenteia. Vamos juntos criar um espaço de luz e amor, onde cada instante é valorizado e cada momento é uma nova oportunidade de felicidade.

- Edna de Andrade

⁠O coração muitas vezes guarda cicatrizes que parecem profundas e eternas. Mas, assim como as flores que surgem após a chuva, também podemos encontrar o caminho da cura. É nesse espaço de fragilidade descobrimos a força do amor, seja ele recebido ou dado.

Curar o coração é permitir-se sentir, entrar em contato com a dor e, em seguida, com a mesma intensidade, abrir-se para a felicidade que chega em pequenas doses. É um convite a acolher as lembranças que nos formaram, mas sem deixar que elas nos definam. A cura acontece quando aprendemos a olhar para dentro com carinho, permitindo que a luz do amor ilumine nossos cantos mais escuros.

Cada gesto simples de afeto, cada palavra doce, cada sorriso sincero têm o poder de tocar nossas almas e promover a cura. É nas pequenas coisas que encontramos a magia do recomeço...

- Edna de Andrade

⁠Confie no Senhor com todo o seu coração e entregue a Ele cada detalhe da sua vida. Não importa o tamanho do desafio ou a profundidade da dúvida, Deus tem um plano perfeito para você. Ele vê o que não vemos, abre portas que ninguém pode fechar e transforma cada luta em uma oportunidade de crescimento. Quando colocamos nossos planos nas mãos d’Ele, podemos descansar, pois sabemos que estamos sendo guiados pelo melhor caminho.
Lembre-se: cada oração é ouvida, cada lágrima é vista e cada sonho que você confia a Ele é cuidado com amor. Permita que o Senhor guie sua jornada e transforme sua história em algo extraordinário. Com Deus, tudo é possível, e você é capaz de alcançar muito mais do que imagina. Tenha fé, viva com alegria e celebre cada pequeno milagre ao longo do caminho!

⁠Saudade

Saudade da amiga em São Paulo, distante,
Mas no coração, seu sorriso é constante.
Que a felicidade a encontre onde estiver,
E que um dia juntas, possamos reviver.
Mesmo longe, nossa amizade é forte e real,
E a saudade se transforma em doce sinal.
Que a vida nos traga momentos de união,
E que a amizade nos guie com dedicação.

⁠Que a gratidão floresça em nosso coração ao acordarmos bem e com saúde. A vida é um presente valioso e devemos lembrar disso todos os dias. Agradeçamos por cada novo amanhecer e por todas as oportunidades que nos são concedidas. Vamos enfrentar o dia com um sorriso no rosto e desfrutar das maravilhas que nos cercam. Apreciemos cada momento, cada encontro, cada conquista. Que a gratidão seja nosso mantra diário. Tenham um dia abençoado e cheio de alegrias!

- Edna de Andrade

⁠Bom dia! 🌷

Ao acordarmos pela manhã, devemos despertar com o coração repleto de gratidão, sabendo que temos a chance de fazer a diferença em nossas vidas e na vida daqueles que nos rodeiam. É um convite para que possamos ser protagonistas de nossa própria história, cultivando a alegria e propósito em tudo o que fazemos.

- Edna de Andrade

⁠Bom dia!

Que a luz do amanhecer ilumine seus passos, que a amizade fortaleça seu coração e que o respeito guie seus caminhos.

Que a presença divina encha sua jornada de paz e sabedoria.

Que hoje, o universo sorria para você e te presenteie com graças preciosas.

Que seu dia transborde calor e alegria.

Aproveite cada momento, valorize as conexões e seja a melhor versão de si mesmo.

Tenha um dia maravilhoso!

⁠Carta rasgada

Lembro perfeitamente desse dia.
O dia que destruiu o meu coração.
Rasgando aquela carta e os pedaços no chão.
Poderia ter dito não.

Mas preferiu fazer aquela humilhação.
Me xingou, encarou.
E o meu mundo derrubou.
Sentir aqueles olhares de julgamento, de questionamento, era a pior sensação.

Perguntei a mim mesmo.
O que eu faço aqui?
Devo sair?
Deixe-me voltar, para o meu devido lugar.

Se eu voltar, levarei essa carta rasgada para de ti lembrar.
Porque lá no fundo eu ainda gosto de você, mais ninguém precisa saber.

⁠Quando temos a mais alta consciência que Deus existe , Deus impera no nosso coração por esse entendimento , amor essa percepção .
Sentimos , vivemos o despreendimento , vemos que as luzes se ascendem ao nosso redor , somos protegidos e amparados , temos fé , nossa força é revigorada a cada amanhecer , nos chega a gratidão .
Sabemos que servir é um ato nobre e humildade , cheio amor e entendimento a vida , estendemos as mãos .
Que os bons sentimentos e gestos nos aproxima do Pai , nos disciplina diante da vida porque evoluímos , e essa verdade impera porque Deus se encontra aí , dentro de um coração puro e despreendido.

⁠JUVENTUDE
Chorei por você como morta para tira- la do coração
E rio...
Mas não mais como uma vez.
Engano a minha recordação, Feita de pouca honra... Procuro a minha realidade.
Com corpos sem nomes Disso saboreio a ilusão.
Sepultei aquele eu Matei aquele orgulho.
Hoje , de vez em quando, presenteio-me um mestre...

⁠A indecisão que afugenta o coração,
a dúvida que sobrecarrega a emoção..
O medo que transborda a insegurança.
A imaturidade que impede o receber.
Portas se abrem, outras que se fecham
O aprender leva tempo
Tempo suficiente para o arrependimento,
mas passou o momento.
Não há como voltar no tempo!
A espera deixou de ser espera
Outros ciclos se inicam, e a vida segue
O presente não é o inimigo
O futuro escolhas feitas no agora
Que o respirar possa ser leve e o pensar
o aliado que direciona o seu querer.
Há sempre uma nova história a ser
contada, e você é o ator principal
nesse palco da vida.


Poesia de Islene Souza

Parecia ser um dia comum
Até eu avistar seus lindos olhos⁠ castanhos.
Olhos que fez meu coração tão sofrido e lento,acelerar e ter um toque de esperança.
Esperança a qual me fez acreditar que éramos alma gêmeas e que felizmente o destino nos juntou.
Ah!Como eu tenho sofrido desesperadamente por um amor não correspondido.
Amor esse que rasga minha alma e que faz minhas noites tão longas e solitárias.
Ansiosamente espero sua volta.

⁠Dos versos meus um pouco de você,
que pena não percebeu.
Desejei fazer seu coração queimar
com um poema meu,
mas estava tão ocupado que não percebeu.
Deixou o tempo passar,
enganoso coração fez você fraquejar.
Iludido com muito pensar,
deixou passar o amor que era seu.

Poesia de Islene Souza

Alma Velha, Coração Novo

Nas costas curvadas, a dor dolorida,
Um fardo pesado, a alma oprimida.
Carrego um mundo, qual Atlas cansado,
Quanto tempo suportarei, ao peso ligado?

Sussurros ao lado, demônios ou anjos?
Quem julgará esses seres estranhos?
Sou um demônio com sorriso encantador,
Ou um anjo de coração podre, sem fulgor?

Em versos perdidos, noite após noite,
Peço socorro, na escuridão açoite.
Será que alguém vê, entre rimas e letras,
O ser que sofre por trás destas feridas abertas?

Um poço sem fundo, ou alma profunda,
Cada verso um grito, uma ajuda profunda.
Enxergará alguém meu ser aflito,
Através das palavras, meu sofrimento descrito?

Meu maior pecado, talvez seja a fraqueza,
No diálogo interno, a dualidade que atravessa.
Desculpa aos que esperam força em mim,
Alma velha, sangue novo, caminhando assim.

Em busca de descanso, de ombro amigo,
Entre sorrisos, risadas, meu fardo antigo.
Reconheça, por favor, meu pedido sincero,
Em cada verso, há um coração verdadeiro.

Ausência

⁠O que é ausente aos olhos, também se ausenta no coração?
Quem não é visto, não é lembrado?
Pergunte isso a uma criança e verá a simplicidade em sua resposta. A falta de algo ou alguém que nos faz sorrir apenas por existir.

Por vezes a ausência nos faz ter lembranças com rancor, ou até com tristeza, angústia ou dor...
Ahhhh mas para uma criança é muito fácil de resolver, tão simples que no olhar mais puro e entre sorrisos ela volta a pergunta: Porque não se faz presente você?

Manter-se vivo numa música, uma mensagem, uma foto, uma bobagem, uma conversa, um abraço, um perfume, um sorriso, uma comida preferida, uma dança, um penteado, uma mania, uma fruta, um lugar, um olhar....
E se contudo a ausência prevalecer, não se deixe abater, dê sempre o seu melhor, pois aquele que nunca se ausenta te ama sem você entender!

⁠Nas sombras da tristeza, meu coração pesa,
A depressão, silenciosa, na alma trespassa.
No teatro da vida, palcos despedaçados,
A ex-mulher partiu, deixando sonhos perdidos.

Caminhos desfeitos, versos entrelaçados,
O amor que foi, em lágrimas afogado.
Lembranças como pássaros em voo,
No céu da memória, traços do adeus.

A dança da saudade, passos lentos,
Na coreografia da dor, sombras em movimento.
No oceano do passado, ondas a quebrar,
Em cada lembrança, uma lágrima a rolar.

Busco refúgio na penumbra da noite,
Entre estrelas, busco algum açoite.
Labirinto de sentimentos, teia de emoções,
Onde a ex-mulher permanece em canções.

Pôr do sol, horizonte a desvendar,
Esperança tímida, a se revelar.
Luta persistente contra a maré,
Na poesia da vida, busco renascer.

Entre sombras e luzes a bailar,
A jornada da alma, persistir, amar.
Cicatrizes que contam histórias,
Versos que encerram antigas glórias.

Sinto-me nas nuvens
Quando falo contigo
Como tu dizes ⁠apenas amigos
O meu coração fica deserto
Sinto-me sozinha quando não estás por perto
Gosto do teu jeito de ser
E desse teu poder
Nunca conheci ninguém como tu
Será que existe alguém dentro desse teu coração?
Bem não sei não

⁠AO DIVINO ASSASSINO

Uma litania ante o Sagrado Coração
concebida em Paray-le-Maulnier, tempos
depois do acidente fatal de Anecy Rocha

Senhor, Senhor, o Teu anjo terrível
é sempre assim? Não tensumrefratário
à hora do massacre–ummais sensível

que atrasasse o relógio, o calendário?
Ao que parece a todos tanto faz
por quem o sino dói no campanário.

Começa a amanhecer e uma vez mais
rebelo-me, mas sei que a minha vida
não tem como ou por que voltar atrás.

Aceito que a mais dura despedida
é bem mais que metáfora do nada
a que se inclina o chão; que uma ferida

e a papoula sangrenta da alvorada
pertencem ao mundo sobrenatural
tanto quanto uma lágrima enxugada

à beira de um caixão. Mas afinal,
Senhor, amas ou não a humanidade?
Não fui ao escandaloso funeral

e imaginá-la em Tua eternidade
dói demais! Vou passar mais este teste,
sim, mas protesto contra a insanidade

com que arrancas à muque o que nos deste!
Tu sabes que a soberba da família
era maior que a dela e eu tinha a peste–

pai e mãe apartavam-me da filha
e o irmãozão nem falar… E hoje, coitados,
como hão de estar? Aqui é a maravilha,

as genuflexões… Os potentados
e os humildes, a nata da esperança,
todos chegam por cá meio esfolados,

sangrando como a luz. Não só da França,
toda a Europa rasteja até aqui
esfolando os joelhos, não se cansa

de ensangüentar-se até chegar a Ti
e ao menos a um pixote do Além Tejo
restituíste a vista; eu quando o vi

solucei– mas que o cego e o paraplégico
saiam aos pinotes, que o Teu coração
se escancare e esparrame um privilégio

aqui e outro acolá na multidão,
só me faz perguntar: E ela? E ela…?
Não consigo entender que a um aleijão

concedas tanto enquanto a uma camélia
Tu deixas despencar… Por que, Senhor?
Olho tudo do vão de uma janela,

mas vejo a porta de um elevador
escancarar-se sobre um outro vão,
um vão sem chão… E a seja lá quem for

aqui absurdamente dás a mão!
Me pões trêmulo, gago, estupefato,
pasmo, Senhor– mas consolado não.

A mesma mão que fez gato e sapato
da minha doce Musa, cura e guia,
cancela as entrelinhas do contrato,

Dominus dixit… Mas quem merecia
mais do que uma açucena matinal
um manso desfolhar-se ao fim do dia,

quem mais do que uma flor, Senhor? Igual
nunca viram os mais alvos crisantemos,
tinha direito a um fim mais natural,

à morte numa cama, em casa ao menos…
Mas não– tinha que ser total o escândalo!
Por que, se nem nos circos mais extremos

Teus mártires andaram despencando
sobre os leões, se nem o lixo cai
de oito andares aos trancos, Santo Vândalo?

Não vim denunciar o Filho ao Pai
ou o Pai ao Filho, não vim dar razão
aos que recusam e usam cada ai

contra a humildade; vim porque a Paixão
me chamou pelo nome e a alma obedece
e aceita suar sangue– como não?

Mas não sei mais unir o rogo à prece
do que a elegia ao hino de louvor,
não sei amar-Te assim… Caso o soubesse

teria que ficar aqui, Senhor,
aqui, arrebentando-me os joelhos,
esfolando-me todo ante um amor

que vai tornando sempre mais vermelhos,
mais duros os degraus do Teu altar.
Tu, que tudo consertas, dos artelhos

que desentortas e repões a andar
até às pupilas mortas de um garoto,
do cachoupinho que me fez chorar;

Tu, que a este lhe dás a flor no broto
e àquele o lírio pútrido do pus;
Tu, que passas por um de quatro e a um outro

pegas no colo e entregas a Jesus;
Tu que fazes jorrar da rocha fria;
Tu que metaforizas Tua luz

ao ponto de fazer de uma agonia
um puro horror ou a morna mansuetude–
que hás de fazer, Senhor, comigo um dia?

Quando eu agonizar, boiar no açude
das lágrimas sem fundo… Quando a fonte
cessar de soluçar e uma altitude

imerecida me enxugar a fronte…
Como há de ser, Senhor? Oxalá queiras
que a mim me embale a barca de Caronte

como o fazia a velha Cantareira,
o azul da travessia… A Irrecorrível
arrasta a cada um de uma maneira

e a quem quer que se abeire ao invisível
recordas a promessa: aquele a escuta
e este a recusa porque a dor é horrível,

mas, se a todos a última permuta
terá sempre o sabor da anulação,
o travo lacrimoso da cicuta,

a ela Tu negaste o próprio chão,
deixaste-a abrir a porta sem querer!
Nunca falou na morte, e com razão,

intuía, quem sabe, o que ia ver…
Sentença Tua? Em nome da promessa
não há negar Teu duro amanhecer–

mas quando arrancas mais uma cabeça
como saber que és Tu, que não mentia
O que ressuscitou? Talvez na pressa,

no pânico de Pedro, eu negue um dia
e trate de escapar, mas hoje não;
hoje sofro com fé e, sem poesia,

metrifico uma dor sem solução,
mas não vim negar nada! Faz efeito
essa dor: faz sangrar, mas faz questão

de defender-me como um parapeito
contra a queda e a revolta… Um Botticelli
despedaçou-se todo, mas que jeito,

se por Lear enforcam uma Cordélia
e encarceram a Ariel por Calibã…?
Alvorece, a manhã beata velha

enfia agulhas no Teu céu de lã,
tricoteia Paray-le-Maulnier *
e eu penso: ela morreu… Hoje, amanhã,

enquanto Te aprouver e até que dê
a palma ao prego e o último verso à traça,
vai doer– mas Amém! Não há por que

amar a morte, mas que venha a Taça,
aceito suar sangue até ao final,
como não… Tudo dói, menos a graça,

mata, Senhor, que a morte não faz mal!

Da Festa do Sagrado Coração em Julho de 1979 até aos
26 de Outubro de 1997.

⁠Em alguns dias, o coração aperta e a saudade aparece sem aviso. O silêncio se torna barulhento. A menina ora baixinho, pedindo apenas força, paz e a presença invisível que consola. Ela não busca respostas rápidas, apenas um sinal de que Deus está ouvindo.
E ele está!

- Edna de Andrade