Textos de Augusto Cury

Cerca de 139 textos de Augusto Cury

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para voce ser feliz... Que nas suas primaveras voce seja amante da alegria. Que nos seus invernos voce seja amigo da sabedoria . E, quando voce errar o caminho , recomece tudo de novo . Pois assim voce sera cada vez mais apaixonado pela vida. E descobriraaaa queeeee.....

Ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, perdas e frustrações. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.

Ansiedade: Como Enfrentar o Mal do Século

"O dinheiro compra bajuladores, mas não amigos; compra acama, mas não o sono; compra pacotes turísticos, mas não a alegria; compra todo e qualquer tipo de produto, mas não uma mente livre; compra seguros, mas não o seguro emocional. Numa existência brevíssima e complexa como a nossa, conquistar uma mente livre e ter seguro emocional faz toda a diferença..."

Todos nós passamos por dificuldades na vida.
Para alguns falta o pão na mesa,
a outros a alegria da alma.
Muitos lutam para sobreviver, outros são ricos
mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade.
Não adianta dominar o mundo la fora e não dominar
o mundo interior, o enorme território da sua alma.
De que adianta ser um gigante na ciência,
mas um frágil menino que não consegue navegar
nas águas da emoção?
Quando a humanidade aprender a amar,
derramará lágrimas de alegria.
Sentirá não pelas guerras, mas pelas injustiças.
Aprenderá que não encontrará a felicidade
mesmo que percorrer todo universo.
A felicidade, Deus escondeu em um lugar que
ninguém pensa em procurar: dentro de si mesmo.

Será que não temos zonas de conflitos que nos têm levado a colocar pessoas importantes no rodapé de nossa história, ainda que não admitamos?
Quem não é herói em alguns momentos e vilão em outros? Quem não é maduro em determinadas funções da inteligência e infantil em outras? Que psicólogo, pedagogo, sociólogo ou filósofo não tem reações incoerentes e tolas quando atingido por determinados tipos de estresses? (O Código da inteligência)

Eu detestava pessoas tolas, que davam respostas superficiais, mas no fundo era uma pessoa saturada de tolices. Tinha muito que aprender para dar risada de mim mesmo. Tinha muito que aprender sobre a arte de desanuviar a cabeça, uma arte desconhecida no templo acadêmico.

A universidade que eu ajudei a promover formava alunos que não sabiam olhar para si mesmos, detectar sua estupidez, se soltar, chorar, amar, correr riscos, sair do cárcere da rotina e muito menos sonhar. Eu era o mais temido dos professores, uma máquina de criticar. Entulhava meus alunos de crítica e mais crítica social, mas jamais ensinara algum deles a curtir a vida. Claro! Ninguém pode dar o que não tem. A minha vida era uma droga.

Tinha orgulho da minha ética e honestidade, mas começava a descobrir que era antiético e desonesto comigo mesmo. Felizmente estava começando a aprender a expelir os ”demônios” que engessavam a minha mente e me transformavam num sujeito quase insuportável.
(Livro Vendedor de sonhos)

Augusto Cury Livro Vendedor de Sonhos

Na vida,reconhecer erros,não julgar,arrepender-se , significa autoconhecimento ,maturidemocional.Perdão,humildade,revisão de vida vem de Cristo.
Herodes,Pilatos governavam com terror!Hitler,Stalin,sucumbiram ao caos da morte,
Naõ somos americanos,árabes,judeus,russos.Somos a espécie humana.
JESUS proclamava um reino onde ninguém seria excluido.
Para ELE cada ser humanoera um ser único e não um OBJETO DESCARTÁVEL.
Dois mil e quinze anos ainda assistimos o excesso de autoridade.Os ataques terroristas destroem vidas num império de ódio.
Que a vida se transforme......Mesmo quando os pesadelos vierem,jamais devems deixar de sonhar,

Inserida por nazare5

⁠"Felizes são os que desinflam seus egos, os que se esvaziam de si mesmos, porque deles é o reino da criatividade e da sabedoria."

"Felizes os empáticos, que não sepultam quem está vivo, que enxergam sofrimentos não verbalizados dos outros e são capazes de chorar
por eles, pois serão profundamente consolados."

"Felizes os que treinam ser mansos, os pacientes com os filhos, comcônjuge, com os colaboradores, os que cobram menos e se doam mais, pois eles herdarão a terra da emoção."

"Felizes os que não acirram as discussões, não promovem os atritos nem criticam pelas costas, mas se tornam pacificadores, capazes de solucionar os problemas com o perfume do diálogo e com o aroma do
perdão, porque eles verão a face invisível do autor da existência."

"Felizes os que não se curvam à dor, não se dobram diante das injustiças e das calúnias e nem mesmo se colocam como vítimas do mundo, porque, antes de vocês, justos atravessaram também o caos e o usaram parase reconstruir, e não para se destruir."

Inserida por michelle_oliveira_1

Se empreender, não tenha medo de falhar

Se falhar, não tenha medo de chorar.

Se chorar, repense sua vida, mas não recue.

Dê sempre uma nova chance a si mesmo.

Lute sempre pelo seus sonhos.

Revolucione sua qualidade de vida.

Seja profundamente apaixonado pela vida, pois ela é um espetáculo imperdível!

Inserida por davy_misael

O Homem que mais defendeu as mulheres

As mulheres frequentemente foram silenciadas, controladas, diminuídas e tratadas como subumanas nas mais diversas sociedades humanas. Todavia, houve um homem que lutou sozinho contra o império do preconceito. Ele foi incompreendido, rejeitado, excluído, mas não desistiu dos seus idéias. Ninguém apostou tanto nas mulheres como ele. Fez das prostitutas rainhas, e das desprezadas, princesas. Muitos dizem que ele é o homem mais famoso da história, mas poucos sabem que foi ele quem mais defendeu as mulheres. Seu nome é Jesus Cristo, o Mestre dos Mestres na arte de viver. Esse texto não fala de uma religião, mas da filosofia e da psicologia do homem mais complexo e ousado de que se teve notícia.

Inserida por barney_gabriela

Tudo o que é vendável é barato. Apenas o que é invendavel é caro.
O dinheiro compra ansioliticos mas não a capacidade de relaxar.
Compra bajuladores mas não os ombros de um amigo.
Compra jóias mas não o amor de uma mulher.
Compra um quadro de pintura mas não a capacidade de contempla.
Compra seguros mas não a capacidade de proteger a emoção.
Compra informações mas não o auto conhecimento.
Compra lentes de contato mas não a capacidade de ver sentimentos não expressos.
O dinheiro compra um manual de regra para educar quem amamos, mas não compra um manual de vida.

Inserida por Waguibell

Trabalhar as perdas e frustrações é superar as dores da existência e usá-las para amadurecermos e não para nos destruirmos. É repensar nossas dificuldades. Ver por outro ângulo nossas decepções. É poder esculpir a personalidade, mesmo não sendo artesão. É ter coragem para vencer, mas humildade para viver.


É ter consciência de que a vida é uma grande escola, mas pouco ensina para quem não sabe ser um aluno... É ser um eterno aprendiz. Sem trabalhar perdas e frustrações, a vida alterna-se entre momentos felizes e períodos de profundo sofrimento.

Inserida por MoabisJunior

Os acidentes que sofremos são eventos da vida ou, então, consequência dos nossos atos.
Nem eu, nem você, nem ninguém é injusto. Todos somos traidores.
Traidores? Perguntou indignado - Eu não sou traidor
Pois eu sou. Trái meus filhos pelo excesso de trabalho, a mulher que amei pelas minhas preocupações, traí meu sono por atividades noturnas. Sou traidor que tenta se reencontrar e se refazer.

Inserida por EmilyMalta

FILHOS DO SISTEMA CARTESIANO!

"(...) O Professor bradou altissonante:
-Filhos do sistema Cartesiano ! (...) Ególatras! Poderão ser futuros juristas, mas com essa insensibilidade estarão aptos pra conviver com leis, e não com seres humanos, estarão habilitados para defender ou acusar máquinas, mas não mentes complexas. Discernem sons, mas não ideias e muito menos sentimentos. (...)
(...) O clima ficou pesado, mas o professor Júlio Verne, mostrando uma ousadia que perdera havia muito, explicou para a classe o que era ser filho de um sistema Cartesiano .
-René Descartes, o filósofo Francês, exaltou solenemente a matemática e a posicionou como fonte das ciências. O sistema cartesiano expandiu horizontes da física, química, engenharia, computação. Eis a consequência! - E apontou para seu computador. os celulares dos alunos, a iluminação do ambiente, o sistema de som e a estrutura do edifício.

E depois de uma pausa o professor acrescentou, entristecido:
-A tecnologia está pulsando ao nosso redor. Mas o mesmo sistema lógico-matemático que nos faz exímios construtores de produtos sequestrou nossa emoção, prostituiu nossa sensibilidade, asfixiou a maneira como encaramos e interpretamos o sofrimento humano. (...)
Déborah, inquieta, disparou seu insight.
-Incrível. Tudo se tornou números frios.
-Sim, Déborah. A dor humana virou estatística.
Peter embasbacado, comentou:
- Cem morreram em ataques terroristas no mês passado. Mil morreram de câncer esta semana. Dois mil se suicidaram nesta cidade no ultimo ano. Milhões estão desempregados no país. Secos números que não nos impactam mais! Quais foram suas histórias, que crises atravessaram e que perdas sofreram? Quais os nomes dos mutilados na Segunda Grande Guerra? Pela fome, por traumas, rajadas de bala? Que história eles possuíam? Que lágrimas choraram? Que medos abarcaram o psiquismo deles enquanto se aproximavam do ultimo fôlego da existência?

(Trecho do livro O colecionador de lágrimas)

Inserida por DaiPereira

Multifocal

Revela-nos que uma pessoa multifocalmente inteligente desenvolve a arte de ouvir, a arte da dúvida, a arte da crítica, a arte de pensar antes de reagir, a arte de expor, e não de impor as idéias, e, além disso, trabalha com maturidade suas dores e perdas, transformando seus problemas em desafios, destilando sabedoria dos seus erros, aprendendo a se colocar no lugar do outro e a perceber suas dores e necessidades psicossociais, além de valorizar a cidadania, o humanismo e a democracia das idéias

A jornada mais interessante que um homem pode fazer não é a que ele faz quando viaja pelo espaço ou quando navega pela Internet. Não! A via­gem mais interessante é a que ele empreende quando se interioriza, cami­nha pelas avenidas do seu próprio ser e procura as origens da sua inteligên­cia e os fenômenos que realizam o espetáculo da construção de pensamen­tos e da "usina das emoções".

A espécie humana está no topo da inteligência de milhões de espécies na natureza. Imagine como deve ser complexa a atuação dos fenômenos psíquicos responsáveis pela nossa capacidade de amar, de chorar, de sentir medo, de ter esperança, de antecipar situações do futuro, de resgatar expe­riências passadas. Investigar as origens e os limites da inteligência não é um dever, mas um direito fundamental do homem.

Quando realizamos essa jorna­da intelectual, nunca mais somos os mesmos, pois começamos a repensar e reciclar nossas posturas intelectuais, nossas verdades, nossos paradigmas socioculturais, nossos preconceitos existenciais. Passamos a compreender o homem numa perspectiva humanística: psicológica, filosófica e sociológica. Nossa visão sobre os direitos humanos sofre uma revolução intelectual, pois começamos a compreender e a apreciar a teoria da igualdade a partir da construção da inteligência. Começamos a enxergar que todos os seres humanos possuem a mesma dignidade intelectual, pois mesmo um africa­no, vivendo em dramática miséria, possui a mesma complexidade nos processos de construção da inteligência que os intelectuais mais brilhantes das universidades.

Somos diferentes? Sim, o material genético apresenta diferenças em cada ser humano; o ambiente social, econômico e cultural também apre­senta inúmeras variáveis na história de cada um. Porém, todas essas dife­renças estão na ponta do grande iceberg da inteligência. Na imensa base desse iceberg somos mais iguais do que imaginamos. Todos penetramos com indescritível habilidade na memória e resgatamos com extremo acer­to, em frações de segundos e em meio a bilhões de opções, as informações que constituirão as cadeias dos pensamentos.

Construir idéias, pensamentos, inferências, sínteses, resgates de expe­riências passadas, são atividades sofisticadíssimas da inteligência. Se não fôssemos seres pensantes não teríamos a "consciência existencial": a cons­ciência de que existimos e de que o mundo existe. Não poderíamos amar, desconfiar, nos alegrar, conferir, ter medo, sonhar, pois tudo o que fizésse­mos seria apenas reações instintivas e não frutos da vontade consciente. Ter uma consciência nos faz, embora fisicamente pequenos, distintos de todo o universo. Sem a consciência, que é o fruto mais espetacular da construção de pensamentos, nós e o universo inteiro seríamos a mesma coisa.

Vivemos num mundo onde o pensamento está massificado, o consu­mismo se tornou uma droga coletiva, a paranóia da estética controla o comportamento, as cotações do dólar e das ações nas bolsas de valores ocupam excessivamente o palco de nossa mente. Um mundo onde as pes­soas buscam o prazer imediato, têm pouco interesse em repensar sua ma­neira de ver a vida e reagir ao mundo e principalmente em investigar os mistérios que norteiam a sua capacidade de pensar.

Uma das mais importantes explorações do homem, se não a maior delas, é a exploração de si mesmo, do seu próprio mundo intrapsíquico. Aprender a se interiorizar; a criar raízes mais profun­das dentro de si mesmo; a explorar a história intrapsíquica arquivada na memória; a questionar os paradigmas socioculturais; a trabalhar com matu­ridade as dores, perdas e frustrações psicossociais; aprender a desenvolver consciência crítica, a conhecer os processos básicos que constroem os pen­samentos e que constituem a consciência existencial são direitos fundamen­tais do homem. Porém, freqüentemente, esses direitos são exercidos com superficialidade na trajetória da vida humana. Um dos principais motivos do aborto desses direitos é que o homem moderno tem vivido uma dramá­tica crise de interiorização.

O ser humano, como complexo ser pensante, é um exímio explorador. Ele explora, ainda > que sem a consciência exploratória, até mesmo o meio ambiente intra-uterino, através dos malabarismos fetais e da deglutição do líquido amniótico. E, ao nascer, em toda a sua trajetória existencial, ex­plora o mundo que o envolve, o rico pool de estímulos sensoriais e in­terpreta-os.

Pelo fato de experimentar, desde sua mais tenra história existencial, os estímulos sensoriais que esquadrinham a arquitetura do mundo extra-psíquico, o homem tem a tendência natural de desenvolver uma trajetória exploratória exteriorizante. Nessa trajetória, ele se torna cada vez mais ínti­mo do mundo em que está, o extrapsíquico, mas, ao mesmo tempo, torna-se um estranho para si mesmo.

O homem moderno, em detrimento dos avanços da ciência e da tecnicidade, vive a mais angustiante e paradoxal de todas as solidões psicossociais, expressa pelo abandono de si mesmo na trajetória existen­cial. A pior solidão é aquela em que nós mesmos nos abandonamos, e não aquela em que nos sentimos abandonados pelo mundo. É possível nos abandonarmos na trajetória existencial? Veremos que sim. Quando o ho­mem não se repensa, não se questiona, não se recicla, não se reorganiza, ele abandona a si mesmo, pois não se interioriza, ainda que tenha cultura e múltiplas atividades sociais.

O homem que não se interioriza é algoz de si mes­mo, sofre de uma solidão intransponível e incurável, ainda que viva em multidões.

"O homem que não se interioriza dança a valsa da vida engessado intelectualmente." Sua flexibilidade intelectual fica profundamente reduzi­da para solucionar seus conflitos psicossociais, superar suas contrariedades, frustrações e perdas.

E mais fácil explorar os fenômenos do mundo que nos envolve do que aprender a nos interiorizar e ser caminhantes na trajetória de nosso próprio ser e explorar os fenômenos contidos em nosso mundo intrapsíquico. É mais fácil e confortável explorar os estímulos extrapsíquicos, que sensibilizam nos­so sistema sensorial, do que explorar os sofisticados processos de construção dos pensamentos, o nascedouro e desenvolvimento das idéias, a organização da consciência existencial, as causas psicodinâmicas e histórico-existenciais de nossas misérias, fragilidades, contradições emocionais, etc.

Mergulhado num processo socioeducacional que se ancora na transmissibilidade e no construtivismo do conhecimento exteriorizante, o ho­mem se torna um profissional que aprende a usar, com determinados ní­veis de eficiência, o conhecimento como ferramenta ou instrumento de trabalho. Porém, tem grandes dificuldades para usar o conhecimento para desenvolver a inteligência: aprender a percorrer as avenidas da sua própria mente, conhecer os limites e alcance básicos da construção de pensamen­tos, regular seu processo de interpretação através da democracia das idéias e tornar-se um pensador humanista, que trabalha com dignidade seus er­ros, dores, perdas e frustrações, e aprende a se colocar no lugar do "outro" e a perceber suas dores e necessidades psicossociais.

Procurar a si mesmo é explorar e produzir conhecimento sobre os pro­cessos de construção da inteligência, ou seja, sobre os processos de constru­ção dos pensamentos, sua natureza, cadeias psicodinâmicas, limites, alcan­ce, lógica, práxis, bem como sobre a formação da consciência existencial, da história intrapsíquica arquivada na memória, as bases que sustentam o processo de interpretação e as variáveis que participam do processo de transformação da energia emocional.

Quem sai do discurso intelectual superficial e procura "velejar" para dentro de si mesmo, e vive a aventura ímpar de explorar sua própria men­te, nunca mais será o mesmo, ainda que fique perturbado num emaranha­do de dúvidas sobre o seu próprio ser. Aliás, ao contrário do que dizem os livros de auto-ajuda, a dúvida é o primeiro degrau da sabedoria.

Quem não duvida e critica a si mesmo nunca se posiciona como apren­diz diante da vida e, conseqüentemente, nunca explora com profundidade seu próprio mundo intrapsíquico. Quem aprendeu a vivenciar a arte da dúvida e da crítica na sua trajetória existencial se posiciona como aprendiz diante da vida e, por isso, tem condições intelectuais de repensar seus paradigmas socioculturais e expandir continuamente suas idéias e maturi­dade psicossocial. Todos os pensadores, filósofos, teóricos e cientistas que, de alguma forma, promoveram a ciência, as artes e as idéias humanistas foram, ainda que minimamente, caminhantes nas trajetórias do seu próprio ser e amantes da arte da dúvida e da crítica, enquanto produziam conheci­mento sobre os fenômenos que contemplavam.

O homem que aprende a se interiorizar e a criticar suas "verdades", seus dogmas e seus paradigmas socioculturais estimula a revolução da cons­trução das idéias nos bastidores clandestinos de sua mente. Assim, sai do superficialismo intelectual e, no mínimo, aprende a concluir que os proces­sos de construção da inteligência, dos quais se destacam a produção das cadeias psicodinâmicas dos pensamentos e a formação da consciência exis­tencial do "eu", são intrinsecamente mais complexos que uma explicação psicológica e filosófica meramente especulativa e superficial, que chamo de explicacionismo, psicologismo, filosofismo.

O homem moderno tem vivenciado, com frequencia, uma importante síndrome psicossocial doentia, a qual chamo de "síndrome da exteriorização O ser humano, nos dias atuais, frequentemente só tem coragem de falar de si mesmo quando vai a um psicólogo ou a um psiquiatra. Tem uma necessidade vital de que o mundo gravite em torno de si mesmo. Para ele, doar-se para o outro sem esperar a contrapartida do retorno é um absurdo existencial, um jargão intelectual, um delírio humanístico. O mundo das idéias dos portadores da síndrome da exteriorização existencial tem pouco espaço para uma compreensão psicossocial e filosófica da existência humana.

Aprender a interiorizar-se é uma arte complexa e difícil de ser conseguida no terreno da existência. O homem moderno tem sido um ávido consumi­dor de idéias positivistas misticistas, psicologistas, como se tal consumo cumprisse, por ele, o papel inalienável e intransferível de caminhar nas trajetórias sinuosas do seu próprio ser e de aprender a expandir sua cons­ciência crítica e maturidade intelecto-emocional.

As letras deveriam servir às ideias e não as idéias às letras e às regras gramaticais, como não poucas vezes acontece. As letras e a gramática deve­riam libertar o pensamento; ser um canal de veiculação das idéias. Porém, nem sempre as frases e os textos mais compreensíveis são mais justos para expressar as idéias de um autor, embora facilitem a vida do leitor. As letras reduzem inevitavelmente as ideias; os labirintos gramaticais, às vezes, apri­sionam os pensamentos. A linguagem tem um grande débito com o pensa­mento, principalmente com o pensamento psicológico e filosófico.

Para termos uma idéia da deficiencia do discurso literário para expres­sar a ciência, basta dizer que os pontos finais das frases, embora úteis para a compreensão da linguagem, são uma mentira científica. Na ciência, não há pontos finais. Tudo é uma seqüência interminável de eventos que mu­tuamente co-interferem. Por isso, não há resposta completa em ciência e, muito menos, há resposta completa na aplicação dos pensamentos procu­rando examinar suas próprias origens, seus próprios processos de constru­ção, limites, alcance, práxis, enfim, compreender a própria fonte que os gera. Na ciência, cada resposta é o começo de novas perguntas...”

(Inteligencia Multifocal)

Faça coisas que você normalmente não faria. Cumprimente as pessoas simples, como o porteiro de seu prédio. Surpreenda seus amigos com atos inusitados. Ande por ares nunca antes respirados. Passe um fim de semana em lugares novos. Dê flores em datas inesperadas ás pessoas que você ama. Faça ligações para elas no meio da tarde e pergunte como você poderia troná-las mais felizes. Fazer coisas fora da agenda é libertar a criança feliz que há dentro de você. Os que NÃO vivem essa lei dançam a valsa da vida com as duas pernas engessadas.

Não seja carrasco de si mesmo. Não coloque metas intangíveis para si, reconheça a sua falibilidade. Mesmo não querendo errar, você falhará muitas vezes. Falhará, talvez, até em lições que já aprendeu. Não se destrua por sentimento de culpa, nem cobre dos outros o que eles não podem dar. Comece tudo de novo quantas vezes for necessário. Aprenda a ser compreensivo e paciente consigo.

"A psiquiatria trata dos transtornos psíquicos usando antidepressivos e tranqüilizantes, e a psicologia, usando técnicas psicoterapêuticas. Mas elas não resolvem o vazio existencial, não dão respostas aos mistérios da vida. Quando a fé se inicia, a ciência se cala. A fé transcende a lógica."

"Duvide de tudo aquilo que controla suas emoções e conspira contra sua vida.Critique cada pensamento negativo. Critique a passividade do "eu". Critique seu conformismo e reflita sobre as causas de seus conflitos. Determine ser alegre, seguro, feliz. Dê um choque de lucidez em sua emoção, arquive novas experiências! Seja autor e não vítima da sua história."

"É mais fácil governar uma cidade ou um país o do que educar uma criança. É mais fácil dirigir uma empresa com mulheres de funcionários do que formar um pensador. É mais fácil consertar milhares de máquinas supercomplexas do que transformar um ser humano impulsivo e impaciente em alguém tolerante e calmo."