Textos de Aprendizado
BONEQUINHA VERMELHA
CORAÇÃO VERDE...
...quando a menininha tinha seis aninhos,
recebeu a visita da mãe na casa do seu papai,
trouxe balas, um par de chinelos e uma bonequinha vermelha e dorminhoca...
simples, mas linda... inesquecível...
a visita foi embora e tudo voltou ao normal,
e alguém por raiva, ciúmes,
achou que ela não precisaria daquilo
...jogou no penhasco!!
o tempo passou... passa e vai passando...
e vai-se remendando o coração vermelho,
que aos poucos vai se tornando verde,
de esperança e de amor...
transformando memórias... em APRENDIZADO!
<3
Algumas fases da vida parecem uma bagunça que a gente tenta varrer pra debaixo do tapete, mas que insiste em escapar pelas frestas. São dias em que o coração pesa, em que os planos escorrem pelos dedos, e até o que parecia pequeno, como uma unha quebrada, vira símbolo de tudo que não deu certo.
Mas o tempo ensina.
Ensina que orgulho demais atrasa o passo. Que a raiva pode ser um espelho daquilo que ainda não curamos. E que o choro, por mais silencioso, sempre tem algo a dizer.
Aprendi que nem tudo está perdido quando o que queremos não acontece. Às vezes, é só o terreno sendo revirado para que algo mais profundo possa brotar. Nem toda porta fechada é fracasso; algumas são cuidado disfarçado.
Passei a enxergar a espera não como punição, mas como preparação. É no silêncio do "ainda não" que a maturidade cresce, e com ela, a gratidão. Gratidão por não ter tudo do meu jeito, no meu tempo, mas por continuar sendo moldada no tempo certo.
Entendi que a vida não se trata apenas de conquistar, mas de aprender a sustentar o que se conquista. Que amar é muito mais do que estar pronto para oferecer, é também estar disposto a receber sem medo.
E talvez o mais difícil tenha sido perceber que algumas coisas precisam ser cortadas pela raiz. Que não adianta remendar o que já não se encaixa. Às vezes, é preciso ter coragem de recomeçar, de abrir mão do que parece seguro, para deixar crescer o que, de fato, tem raiz.
Não é fácil abandonar a ilusão do controle. Mas é libertador aprender a ver com outros olhos, não os que buscam aprovação, mas os que reconhecem valor até no que ninguém vê.
E, no fim, toda queda, todo atraso, toda espera… carregava em si uma pequena semente. De força. De fé. De renascimento.
Gosto de mergulhar no desconhecido. De me lançar em vivências que ainda não tive e me permitir aprender lições que, talvez, só entenderia anos depois. A intensidade dessa rotina agitada, das escolhas impensadas e dos caminhos inesperados... faz parte de quem eu sou.
E, ainda assim, o que me trouxe até aqui não foi a pressa, foi a espera.
Curioso, não é? Enquanto tantos correm para ter tempo, eu precisei de um tempo longo para não ter.
Talvez porque toda pressa, se vivida antes da hora, arranca a flor do caule antes que ela esteja pronta para florescer.
E foi preciso muito silêncio e muita pausa até aquele momento acontecer. Não por falta de vontade, mas por falta de preparo. Hoje, entendo: se tivesse recebido tudo que pedi no tempo em que pedi, teria desistido no meio do caminho. Porque ainda não era hora.
Algumas fases não são castigo. São solo.
E é no solo que se cria raiz.
A espera é uma escola silenciosa. Ela testa a força que ninguém vê. E é por isso que muitos desistem antes de alcançar o sonho; não por fraqueza, mas porque lutar contra si mesmo, todos os dias, cansa.
Só que sonhos não florescem na superfície. Eles exigem profundidade.
É como uma rosa. Tão desejada, tão admirada. Mas ninguém vê o que ela enfrentou para florescer.
Antes de exibir sua beleza, ela teve de resistir aos próprios espinhos. Cada dor que a cortou serviu para protegê-la. Cada ciclo, cada dia cinza, foi necessário para que ela pudesse, enfim, desabrochar.
E, quando desabrochou, já não era mais a mesma.
Era mais forte.
Era mais inteira.
Era a flor mais viva de todo o jardim.
Era um dia que começou com promessas. Acordei cedo, animada, com a cabeça fervilhando de planos. Tudo parecia possível; tantas ideias, tantas possibilidades, como um céu limpo ao amanhecer. Mas, no meio disso tudo, esqueci de um detalhe pequeno, porém imenso: eu não controlo as situações.
O mundo, com sua ironia suave, decidiu me lembrar disso. Nada saiu como esperado. Um por um, os planos desmoronaram, como castelos de areia levados pela maré. A irritação veio, quente e amarga, queimando por dentro. Por que tudo tinha que ser assim?
Mas, entre a raiva e a frustração, algo em mim cansou de lutar contra o inevitável. Foi então que decidi mudar de ritmo e de perspectiva. Troquei de roupa, como quem troca de alma, e fui tomar um café. Levei minha mãe comigo, e naquela simplicidade, encontrei algo que não sabia que procurava.
Conversamos como há tempos não fazíamos, nossas palavras misturando-se ao vapor quente das xícaras. O tempo, que antes parecia inimigo, se tornou aliado, nos envolvendo em um momento que só existia porque os planos falharam.
Olhando para fora, vi a vida que não segue nossos scripts: o balançar das árvores, o voo incerto de um pássaro. Tudo parecia estar exatamente onde deveria estar. Percebi, então, que o controle é uma ilusão, e que há beleza em aceitar o improviso do mundo.
Às vezes, as falhas são portas disfarçadas. Às vezes, os desvios nos levam a paisagens que jamais encontraríamos no caminho planejado. E, enquanto o dia que não aconteceu seguia seu curso, percebi que, mesmo assim, ele se tornou algo maior: um dia vivido.
Há males, talvez, que realmente servem para o bem.
A dor corta.
Mais fria que o gelo, mais afiada que uma katana.
Não chega com ternura, nem com piedade.
É indesejada como a visita inesperada de um parente distante, aquela que ninguém quer receber.
Ela desnorteia, faz tremer de raiva só por existir,
e, paradoxalmente, agradeço por sua presença profunda.
Não a entendo, nem a expulso.
Mas sinto sua força e sei: ainda estou viva.
A dor é ambígua;
vazia e completa,
forte e frágil,
louca e sã,
eterna e fugaz,
calma e tempestade,
causa e remédio,
amiga e inimiga,
indesejada, porém essencial.
E a ela eu agradeço.
Porque só me levanto após a queda;
como pérolas que nascem da ostra que sofre,
porque só aprendo quando sinto.
A dor não é amiga, mas tampouco inimiga.
É a mestra silenciosa que me ensina a ignorá-la,
e, ao mesmo tempo, a conviver.
Rosas e Espinhos
Pedi a Deus por rosas, no anseio de cor e perfume, mas esqueci, entre preces ansiosas, de pedir que os espinhos sumissem.
Vieram lindas, em tom carmesim, suaves, abertas, cheias de vida, mas, ao tocá-las, senti enfim a dor que em beleza é escondida.
Deus com ternura então me falou: "Rosahyarah Filha Minha, os espinhos ensinam a essência, sem eles, o amor que você tanto sonhou seria só flor... sem resistência."
Assim aprendi, com o tempo e o chão, que até a dor tem sua poesia. Pois a flor mais bela, em minha mão, floresceu junto à sabedoria da vida com suas belezas e dores.
Por muito tempo, eu ficava irritado ao ver voltar para o meu lado uma bola que batia querendo que fosse indefensável.
A beleza do tênis, porém — assim como da vida — está muito mais na troca, no ponto bem disputado.
Encare a bola que retorna como uma nova oportunidade de fazer o seu melhor.
Sou curiosa, aprendiz, grata por tudo aquilo que se apresenta claro.
Mas tenho sede pelas sutilezas que se apresentam nas sombras, pelos segredos que só os olhos inquietos ousam sondar e por aquilo que exige silêncio e alma para ser compreendido.
Sou uma boa leitora de entrelinhas e, mais do que isso, sou uma boa aluna da vida.
E, assim, na escola onde você é aprendiz, eu sou a mestra!
A verdadeira riqueza está naquilo que não podemos comprar e sim no que conquistamos, nem estou falando em patrimônios materiais. Invista no que lhe traga paz e aprendizado, pois quando morremos, daqui não levaremos nada, apenas conhecimentos emocionais e espirituais que adquirimos ao longo da vida. E são essas ferramentas que precisamos obter o são restos futilidades.
Hoje eu talvez entenda o porquê do casamento.
Meu pai sempre foi controlado financeiramente, minha mãe nunca juntou.
Minha mãe vigiava com quem eu andava e ai de mim se me pegasse com más companhias, meu pai nunca foi me buscar aos berros.
Meu pai nunca deixou faltar comida dentro de casa.
Minha mãe nunca me deixou andar mal vestido.
Meu pai me ensinou a poupar dinheiro.
Minha mãe me ensinou a importância de se gastar e não só juntar.
Meu pai não era tão aberto.
Minha mãe falava de tudo.
Meu pai me ensinou a importância de guardar segredo.
Minha mãe me ensinou a importância duma conversa sincera.
Meu pai me ensinou como ser exigente.
Minha mãe me ensinou a perdoar.
Meu pai me ensinou a ser forte.
Minha mãe me ensinou a importância da lágrima.
Meu pai nunca deixou faltar cuidados dentro de casa.
Minha mãe nunca deixou faltar amor.
Eles não somaram as fraquezas, hoje sei pq, pq eles somaram as virtudes. Isso é casamento.
Às mulheres que foram pai e mãe, essas ainda não sei explicar, pois a conta não fecha, a matemática não explica. Elas trabalharam, arrumaram a casa, vigiaram, ensinaram, cuidaram… se eu pudesse explicar, diria que essa é a força do amor. Só o poder do amor poderia contrariar qualquer razão.
Liberdade
Felicidade te encontra
E essas questões pairando no ar?
Sinto-me no meu lugar
Momentos sublimes, já perco a conta!
Vejo, contemplo, recebo, agradeço
Tudo de bom que a mim acontece
Vida, cores, onde tinha medo
Assim só é pra quem vê que merece
Cada dia é uma jornada
Vida segue, aprendizado sem fim
Vou me tornando mais dona de mim
Vejo faróis na minha estrada
Dias nublados? Sempre vão existir
Oba! Estou viva! Desato meus nós!
Nesse caminho sei que não estou só
Me enfurecia? Hoje faz-me rir
Rir de si mesma, isso é tão bom!
Aqui me permito ser simples humana
Cheia de falhas, cheia de dons
Que escorrega, e cai, e sempre levanta
Livre pra ser, livre pra viver
Vale cada dia da nossa existência
Respire, sinta, se entregue à experiência
E aprenda tudo que veio pr'aprender
A tristeza ou alegria de alguém nem
sempre estará exposta. Enquanto não
aprendermos a olhar nos olhos, tudo
se resumirá às mentiras ou falsas
verdades de um storys.
Talvez as máscaras que hoje cobrem o
nosso rosto sejam para nos mostrar o
quão importante é um olhar.
Se coloque no lugar do outro.
Pergunte.
Faça uma auto análise.
A vida é linda em todas as
circunstâncias.
Quando aprendemos
observar os detalhes,
olhar com cuidado e empatia,
podemos ser a cura que falta no outro.
Que haja mais delicadeza em como vejo meus erros e acertos, e em como reconheço minhas limitações em meios às diversas cobranças do dia a dia. Que eu entenda que cada dia tem seu próprio desafio, e tenha paciência para o que ainda estou aprendendo pelo caminho.
E não esqueça: sou totalmente capaz. 🙏🏻🌻
"Quão infelizes são os homens quando enredam suas vidas pelas conquistas materiais, porquanto a infinitude das opções aliada a fugacidade da sua duração jamais lhes permite o conforto de se reconhecerem satisfeitos.
Tanto por isso me inspiro pelo propósito de ir além de mim no que fui ontem, pretendendo sê-lo melhor hoje, e assim de novo, de novo, e de novo, e não pela certeza de alcançá-lo, mas porque esse é o único e verdadeiro sentido de seguir."
Isso parece vago?
Acredito...
por um acaso, que digno de ter é saber,
e não sei o que vem depois ...
talvez , abister das necessidades para umacausa maior ?
Acredito também na necessidade de deslocar para ver um por do sol em um outro lugar.
Enfim , nem toda pergunta tem uma resposta...
não necessariamente no momento.
Decifrando...
o destino é consequente e acontece naturalmente?
Pelo menos você o reconhece por uma fração e é satisfatório, raramente.
Não totalmente justo, (não acontece).
é desigual o merecimento.
Mas eu sou um excelente ser.
"Não são os bens materiais que amealharmos, os rótulos profissionais que utilizarmos, ou o reconhecimento vaidoso e fugaz que conquistarmos, absolutamente nada disso é perene, ou capaz de marcar a nossa história.
Apenas o bem que plantarmos nos corações das pessoas, esse será para sempre, o nosso exclusivo, único e verdadeiro legado."
Esperar que estejamos prontos, para podermos receber as graças pedidas e os objetivos planejados é uma tolice descabida.
Tolice essa que carrega consigo sabores amarescentes ao coração e a alma.
Ao passar dos anos, já experimentado de tantas adstringentes, vamos contornando sutilmente os novos contragostos que se apresentam avidamente em nosso caminho.
Vamos mudando o sentido mais apurado. Vamos trocando o conveniente pela saciedade de paz. E isso é tão bom de se constatar... mas constatar por si mesmo! Por seus próprios olhos e por sua própria alma...
Seres que, durante sua mocidade, se mostram tão certos e conectados com sua austera pragmaticidade, mas que enfim descobrem, mesmo que tardiamente, sua real essência e seu perfeito equilíbrio, na humildade de reconhecer que erraram... e por fim, se despem da indumentária metamorfica que lhes recobria a carne, a cara e a alma, lhes tornando derradeiramente em almas que sabem realmente de alguma coisa sobre o amor...
As vezes é deixar ir!
As vezes é só admitir o erro e morrer em paz!
"Quando a confiança em si é o pressuposto para o enfrentamento de todas as coisas, as dificuldades ganham outra dimensão em nossas vidas, e passam a ser vistas como oportunidades de aprendizado e crescimento e não o contrário.
Siga firme e resoluto em direção aos seus propósitos.
A lição final é uma só: nunca pare!"
Se acreditas que deu à teu filho uma boa educação, valores e princípios, confie e de-lhe a oportunidade de colocar o aprendizado em prática.
Permita-o ter experiências que o farão sorrir, chorar, acertar, errar, socializar, e aprender que suas escolhas e ações sempre tem consequências, as vezes boas, as vezes dolorosas.
Caso contrário, como saberás se ele de fato aprendeu o que ensinaste?
Ao tentarmos poupa-los de frustraçõs, tiramos deles a oportunidade de desenvolvimento.
HORIZONTE DE AREIA
Com as alvoradas, tornamo-nos capazes de conciliar o horizonte e a areia. Compreendemos o valor das águas de outrora que, de grão em grão, formaram a praia do agora.
Realmente, “o rio já não é o mesmo”...
Os olhos estão no horizonte, mas, continuo sentindo a areia entre os dedos dos pés.
Alcançamos o horizonte com os olhos, e se olharmos para o lado, o vemos refletido em outros olhos. Diferentes perspectivas, mas, o mesmo horizonte. Assim, ele pode não ser só seu, como ser de todos ou, simplesmente, não ser de ninguém.
Não! Não é uma corrida, muito menos uma disputa. Na verdade, é um teste. Um teste de altruísmo e empatia. Um teste de quebra das barreiras do egocentrismo. Indiscutivelmente, existem mais horizontes do que olhos!
Mas, será que ele está longe? Não sei. Talvez. O que importa? O importante é que, mesmo que mude, continue sendo horizonte.
Os olhos estão no horizonte, mas, continuo sentindo a areia entre os dedos dos pés.
A areia está logo ali. Aqui. Apesar de os olhos serem suficientes, não são necessários à sua percepção. Diferentes sentidos a experimentam. Mesmo que tente fugir, ela te acompanhará. Ela te incomodará e despertará recordações…
Ah… e, como é bom recordar!
Enquanto o horizonte pode estar distante, a areia está ao alcance dos dedos. Cada grão traz um motivo, um significado. Um aprendizado! Às vezes, não enxergamos esse motivo, porém, a sua ausência conduziria a uma praia totalmente diferente…
Será que o horizonte de lá seria tão belo quanto o de cá?
Embora essa areia possa queimar em dias quentes, as cicatrizes deixadas são prenúncios de êxito para se chegar ao mar. Entender o porquê de estar onde está, é reconhecer a importância de cada grão, independente do que esse desperta.
Os olhos estão no horizonte, mas, continuo sentindo a areia entre os dedos dos pés.
Me volto ao horizonte. Eu quero chegar lá. Eu vou chegar lá! E, quando eu chegar lá?
Ah! Lá, o horizonte se tornará areia! Mas, se aquiete, viva cada grão, guarde o seu tempo.... Aí então, fique na ponta dos pés e olhe mais adiante.... Um novo horizonte estará a surgir!
Os olhos estão no horizonte, mas, continuo sentindo a areia entre os dedos dos pés.
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