Textos de Aniversario p Amiga
Sobre política. Não a mais o que falar. Nem remédio pra nos curar. Vamos torcer que sobrevivermos por quatro anos. Porquê pelo que vejo. Nós nos tornamos alimentos de políticos. Eles fazem o que querem com a gente. E na realidade não temos ninguém por nós maís. A não ser a misericórdia de Deus. Nos tornamos rivais da própria sociedade. Não a mais união entre o povo brasileiro. O Brasil se afundou em roubos e corrupião. E não é o atual e nem o ex. São todos eles lá em cima nos devorando cada vez mais. Não temos mais o direito de sonhar com uma boa alimentação ou uma família sem passar necessidades. Estamos jogados ao Léo da sorte. E o que estamos vendo direto. É o povo se revoltando contra o povo. Irmãos contra irmãos. Família contra famílias. E eles lá em cima gastando dinheiro como se fosse água. E não precisa de fazer badernas nem criar inimizade com os irmãos. Vejamos os salários dos políticos. São umas fortunas que eles recebem pra nós humilhar com bolsas família. Salários mínimos. Não temos hospitais. Na verdade. Não temos mais nem o direito de viver. Porquê a realidade não estamos com condições pra viver. Então se os brasileiros tomarem uma decisão tão simples. Acabaria com as farras deles. Era só deixar de pagar imposto em sima de imposto até eles por um salário justo pra eles. E pra nós também. Ter hospitais escolas e trabalho. Pra isso a terra brasileira tem capacidade de nos dá uma vida digna de ser vivida
Nascimento em resumo
Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados.
Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;
E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são;
Para que nenhuma carne se glorie perante ele.
Deixe o vento tocar seus cabelos, permita que aventura tome conta de você.
Olhe para cima e ao lado; veja a beleza das flores e das nuvens que cobrem o sol. Olhe profundamente para as pessoas: muitas estão felizes e sorridentes, enquanto outras estão tristes e preocupadas. Encontre no silêncio algo belo e, ao mesmo tempo, diferente ou considerado feio, de acordo com sua análise, mas nunca igual. Olhe para você: o que faz, o que sente.Encontre-se,ame-se. . Antes de amar alguém, acima de tudo, valorize se. Veja sua beleza e curta a si mesma e tudo que tem belo e bom na vida . "Depois, você estará preparada para que o amor de alguém te contagie." Autora Ilda Araujo Dias
GROSSERIA NÃO É FRANQUEZA
À franqueza destrambelhada, que julga e condena sem o menor jeito - e por isso fere a tudo e todos -, prefiro aquela falsidade criteriosa, desgrudada e sutil.
É que o franco destrambelhado não tem ética; noção de hora, contexto e lugar. Além do mais, é franco apenas com os outros. Consigo próprio é falso, ao fazer apologia de sua maior virtude, a franqueza - que no fundo é seu maior defeito - e se orgulhar dos constrangimentos que gera em derredor.
Quanto ao falso criterioso, este pelo menos age de modo a não melindrar o próximo. Só o distante, que não tem como ser melindrado, justo por estar distante. Ter critério não lhe permite ser inconveniente, além de forçá-lo a ser bem educado; cuidadoso com gestos e palavras; discreto com tudo e todos sobre o que sente por esta ou aquela pessoa, pois sabe das saias justas que poderia sofrer por causa das línguas-de-trapo que o rodeiam, inclusive as dos francos destrambelhados, invariavelmente a postos e atentos.
Ao contrário do franco em questão, o falso criterioso - profundo conhecedor da própria falsidade - só é falso com os outros. Consigo mesmo é franco, pois reconhece que não saberia ser claro, direto e contundente sem se tornar um franco destrambelhado... Seu antônimo natural.
Em outras palavras, qualquer extremo é inconveniente; muitas vezes perigoso. Se acho que a falsidade sempre será uma praga, também não me deixo iludir por por aqueles que vivem armados de grosseria, intransigência e suas velhas certezas fora de validade, há muito mofadas, em nome da franqueza.
Eis a minha franqueza. Talvez, para muitos, com ares de falsidade, porque não a imponho. É que se trata de uma franqueza que tenta ser criteriosa e sutil.
EM DEFESA DAS COBRAS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Ainda não entendo essa perseguição às cobras, pelo ser humano, com exceção dos ecologistas. Em grande parte as religiões são culpadas, por pregarem ao pé-da-letra que a cobra tentou Eva, Eva tentou Adão e o mundo acabou no que deu... No que vemos com pesar.
Moro no meio do mato e aprendi, com a convivência, que muitos animais considerados perigosos são bem mais dóceis ou menos agressivos do que se pensa. Ao mesmo tempo, constato mais e mais que o ser humano sim, esse é perigoso e reúne o que há de pior em todos os outros animais, de forma bem acentuada. É traiçoeiro, vingativo, invejoso, peçonhento e tudo o mais, e todas essas características se agravam com o fato de não poupar o próximo; seu semelhante; a própria espécie.
Neste parágrafo, vamos nos ater somente às cobras. Elas são, de fato, peçonhentas, mas usam seu veneno para sobreviver: Caçam bichos que fazem parte de sua cadeia alimentar e se defendem daqueles que as ameaçam. Tão apenas daqueles que as ameaçam. Especialmente o ser humano.
Cheguei à conclusão de que o bicho sobressalente no ser humano é o rato. Justamente o rato, que geralmente não traz qualquer benefício ao homem. Pelo contrário, traz doenças e outros danos. Faz parte dos cenários mais caóticos e poluídos da sociedade... Aliás, me parece que os ratos nascem desses cenários. Lixo, esgoto a céu aberto, emaranhados e labirintos. Daí eles vêm e voltam , causam danos e proliferam... Como proliferam!
Mesmo com o rato que mora em nós de forma tão acentuada, o pior da cobra (acuada) está lá, bem no fundo, em conflito com o outro lado. É por isso que brigamos tanto conosco mesmos e com os que vivem ao nosso entorno. Transformamos os ambientes familiares, de trabalho e tantos outros em campos de batalha declarada ou fria. Ambientes de inveja, traição, fofocas e perseguições que visam, entre outras coisas, a usurpação de cargos, prestígios, prioridades e bem-aventuranças do outro.
As câmaras de parlamentares e os palácios de governos ilustram mais do que tudo essa realidade. Nesses ambientes existe uma hierarquia na qual os chefes são as cobras, e os subalternos, de luxo ou não, são essencialmente ratos.
Quando as cobras saem para seja lá o que for, os ratos de câmaras e palácios fazem festa com o que não lhes pertence, com o que não lhes diz respeito e com o que não é de suas alçadas e responsabilidades. Com isso, eles poluem e danificam o que já não é tão ileso assim, tornando ainda pior o trabalho quase sempre deficitário das cobras humanas. São eles que atravancam o bom andamento dos projetos, criam burocracias e impedem que as pessoas certas se aproximem de seus chefes.
Pobres das cobras... Sendo comparadas, nesta pobre analogia, com o ser humano. Só não tenho pena dos ratos, porque eles empatam com as pessoas e não geram qualquer benefício em nenhum ambiente aqui, lá ou acolá... Somente adoecem a sociedade.
Repensemos nossos conceitos das cobras! Algo está errado nas escrituras! Foram os ratos que levaram a humanidade a pecar! Visite uma câmara, um palácio de governo, senado, e constate! É lá que o pior do ser humano se revela em pessoas com o pior dos bichos.
CURRÍCULO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Comecei a ser eu próprio quando papai e mamãe fizeram... papai e mamãe. Depois cresci aprendendo a ser mais e mais quem sou, com a vida que é o que é. Até agora só fiz o que me deu vontade. Sempre dei o que tive, quando quis fazer um bem. Tive apenas o que foi meu e jamais dei um passo além de mim.
Tenho graduação em vida e mundo, e pós-graduação em gente. Não consegui o doutorado em verdade. Aprendi que nessa cadeira ninguém se forma, pois a verdade não é fixa nem absoluta, embora o que estou dizendo seja uma "contrarredundância". Quanto ao mais, ainda me sobrou tempo para ser escritor, educador e fotógrafo... E papai; porque também fiz papai e mamãe.
Tradicionalista e barroco, no sentido barro da palavra, morrerei comigo e me levarei para o túmulo, por não saber viver depois de morto. Afinal, sempre me aceitei como sou, com todos os meus defeitos... E os defeitos também.
PRECISA-SE DE MÃES
Demétrio ena, Magé - RJ.
Aprendi com a minha mãe, que todo o cuidado será pouco para um filho, e que por isso, as mães não relaxam. São felizes, podem viver bem, mas não relaxam. Natureza de mãe que tem mesmo natureza não obedece à lei da prática e da serenidade, porque para ela o mundo está sempre a um passo de ruir sobre os ombros do filho. Há sempre alguém muito próximo, e acima de qualquer suspeita, pronto a se revelar capaz de um gesto indigno, malicioso ou desmano contra esse filho.
Com as demais pessoas, aprendi que não é certo a mãe ser extremada, super protetora e desconfiada de todo o mundo. Até minha mãe reconheceu muitas vezes, com palavras, o quanto estava errada por ser assim. No entanto, sua natureza infalível, com gestos e vivências me fez ver definitivamente que alguma coisa está errada com a mãe que não erra nesse aspecto. Especialmente aquela mãe que se deixa sufocar pela mulher, sempre bem-vinda, mas não como substituta da mãe.
Foi com a minha mãe que aprendi a apostar minha vida no caráter do próximo, mas não a vida de um filho. E que a integridade física do meu rebento precisa depender de mim, dos meus cuidados, minha desconfiança, e não da sorte ou do acaso de outra pessoa ter ou não bom caráter, tanto quanto aprendi que o caráter não tem cara.
Finalmente aprendi, com suas poucas palavras e muitos exemplos, que mãe não tem meio termo. Se não pecar por excesso, pecará por falta de cuidados, e que nos tempos em que vivemos, toda falta será castigada em maior ou menor escala. E também aprendi, com a moderna escassez de mães iguais à minha, que os pais de agora têm que aprender a ser mães, pois são muitas as mães que se tornaram como aqueles pais meramente provedores que delegam totalmente seus filhos.
SONHO SOLO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Se me deixo flagrar nesses desleixos,
nessas deixas de pouca cerimônia,
mas que têm no silêncio a sutileza
com que fujo da culpa recolhida...
É por ver nos teus olhos cautelosos
um passeio nas linhas do meu mapa,
quando escapa uma ilha em qualquer ponto
que não conto sequer pros meus poemas...
Mas prometo manter a fantasia
no meu mundo e na minha probidade,
pois a via de fato quebra encanto...
E me ponho na flor do meu lugar,
entre a cor e o perfume do meu sonho,
pois sonhar é viver nos meus limites...
DE AMAR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Abafe o primeiro grito,
primeira ofensa,
primeiro tapa,
primeira etapa
da violência...
Rejeite o primeiro gole
ou desperdício,
primeiro trago,
primeiro estrago
de qualquer vício...
Cometa o primeiro gesto
de paz e bem,
primeiro traço,
primeiro passo
de amar alguém...
DOR DE CABEÇA D´ÁGUA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Muitos ficam perdidos no coração do tempo que perderam. Presos na palma da mão do destino que julgam ter na mão. Não admitem, gritam vantagens, mas os dentes de alho da boca da noite mordem suas línguas de fogo e as apagam na própria saliva.
Quem vai além da própria ilusão perde as asas do vento. Por isso não escapa do olho do furacão e já não tem habilidade para montar na costa do sol. Gasta inteiramente seus dedos de prosa e só consegue acumular dores de cabeça d´água.
Um dia todos nós olhamos face a face da terra, quanta vida jogamos fora regando a planta do pé ou tomando banho de carne de sol. Sorte nossa, quando não é tarde demais. Quando constatamos que a unha de fome do mundo ainda não devorou as esperanças.
AÉCIO, DILMA & CIA
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Aécio e Dilma, os ícones atuais da política partidária brasileira, e que neste momento vejo aos abraços em uma foto que não sei de quando, trocarão quantos beijos, tapas, abraços e xingamentos forem convenientes aos seus interesses ou de seus partidos. E por favor, não incluam por conta própria os interesses do Brasil nesses desempenhos. Não existem tais interesses, embora eu vá respeitar se alguém garantir ou impuser que sim, porque preservo afetos e tenho respeito pelas opiniões divergentes.
Os tolos que brigam país afora por políticos, partidos e suas ideologias voláteis, geralmente se orgulham de não verem novelas. No entanto, eles não enxergam que a política notória que nos rodeia é um folhetim. Apaixonam-se pelas personagens mais canastronas dessas tramas diárias, como telespectadores comuns, e ficam cegos; fanáticos; delirantes. Tornam-se capazes de qualquer arroubo, incluindo acessos de raiva seguidos de agressões verbais e até físicas, em defesa de seus heróis ou mocinhos. Nos capítulos eleitorais a paixão fica tão à flor da pele, que muitos rompem relações românticas, laços de família ou de amizade antiga por essas personagens que não correspondem aos seus amores.
Excluindo as opiniões engessadas, quiçá formadas ou que dançam conforme a música, e mesmo assim merecem respeito, quero fazer uma pergunta: Será que Aécio, Dilma, Lula, Marina Silva, Fernando Henrique ou outros do mesmo grupo, ainda que pareçam rivais entre si, estão dispostos a substituir sinceramente nossos afetos perdidos? Ocuparão as vagas deixadas por quem ofendemos e até agredimos por não terem a mesma paixão pelos heróis ou mocinhos dos nossos contos políticos de fadas?
MINHA RIQUEZA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Caminhava para o ponto do ônibus, quando encontrei o Professor Rogério Lopes. Ele saía de uma loja de rações, e carregava nos ombros um saco de trinta quilos. Olhou fixo para mim, pediu que aguardasse um momento e pôs o peso no chão. Feito isto, abriu aquele sorriso largo, me deu um abraço de quebrar os ossos, um beijo no rosto, e disse bem alto:
- Cara! Que alegria ver você! Faz tanto tempo! Ainda bem que sempre o vejo na internet! Leio tudo que você escreve! Não perco nem um texto seu! Obrigado por tantas coisas maravilhosas!
Não conversamos por muito tempo, mas foi um momento especial para mim. Não é todos os dias que nos deparamos na rua, com alguém tão disposto a nos cumprimentar, e com tanta efusividade, alegria sincera e calor humano, mesmo estando com tanta pressa. Também é muito simbólico ver uma pessoa se despojar de seus pesos, desocupar os braços, as mãos e os ombros, para ter o prazer e a liberdade de abraçar um amigo e lhe dizer palavras amáveis.
O Rogério é, de fato, leitor constante de meus textos. A cada vez que publico algo em rede social percebo sua leitura, sua presença, e leio seus comentários ponderados; coerentes; dentro do contexto.
São várias as pessoas que me privilegiam com suas leituras, e às vezes os comentários, mesmo sabedoras de que minhas vindas ao computador são sempre ligeiras e limitadas às postagens e autopromoções como escritor e fotógrafo. Isso resulta poucas retribuições expressas, de minha parte, podendo até me deixar marcado como alguém esnobe ou antipático.
No dia a dia, são muitos os curiosos que me perguntam sobre quanto ganho, em dinheiro, como escritor. Ganho pouco dinheiro. Se não tivesse o meu emprego de arte-educador, pelo qual também não recebo grandes quantias, e alguns trabalhos como fotógrafo de vaidades pessoais e autoestima, passaria por privações com o que angario por escrever, lançar livros e permitir a utilização de meus textos em veículos diversos.
A grande riqueza, riqueza mesmo, que não enche barriga e bolso, como tantos dizem, mas enche minh´alma e meu coração de alegria e desejo de viver, viver muito, para também escrever muito, é tão somente a existência de amigos e leitores sinceros, que me pagam com carinho. Com admiração verdadeira. Com respeito. Com palavras sinceras e a certeza que me fazem ter, de que meus escritos fazem efeito em suas vidas.
PELOS CORTES DA VIDA
Demétrio Sena, Magé – RJ.
É que a gente se foge de tanto fugir;
já não pode com nada, mas quer se poder;
nem quer mais se fundir ao que a vida forjou,
mas no fundo se toca; está toda fundida...
Nada pode salvar a quem o mundo pode,
pois explode no abismo de quem foi podido,
foi fugido e não foge do alvo da fuga
cuja rota lhe foge no fim da ilusão...
Quando a gente se arvora o mundo vem podar
pelos cortes da vida, pois a vida é poda;
uma roda cortante que o mundo não cega...
Ninguém pode poder o que pode sem fim,
apesar de fundida sei que a gente foge
pelo sim, pelo não, de ser o que não é...
PIEGAS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Ando meio sem mim, vou tão sem quem
que me deixo espalhado por aí,
sempre além da verdade que me cerca
no vazio entre olhares e semblantes...
Tanto alguém, mas nenhuma sensação
de viver um instante para sempre,
ter o meu coração impulsionado
a pular as janelas dos meus olhos...
Quem mereça meus versos mais piegas
pelo amor que derrama seus poemas
entre temas que o íntimo derrete...
Pra poder me sentir aceso e vivo,
só preciso de alguém que dê um curto
no circuito afetivo do meu ser...
IMORALISTA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Sou do tipo indecente,
que não quer ser imoral.
Nem perder a decência.
Ou do tipo imoral,
que não quer ser indecente...
nem perder a moral...
ou ser amoral...
Não sonho ter a indecência
de moralizar o mundo,
sendo assim como sou...
humano em essência.
Deixo longe de mim
a moralidade inglória
de ser o mural,
o moral
e a moral da história.
PAPEL DE PRESENTE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Apostei no que fomos, o meu afeto mais sincero e profundo. Fiz isso, até já não sermos. Foram anos e anos de sonhos que eu poderia julgar em vão, mas não o faço, porque mesmo assim fui feliz... porque tive a miragem que gerou raiz em meu coração, cresceu e deu frutos.
Sou quem viveu de verdade; quem se doou de fato, porque fiz da quimera um enredo perfeitamente palpável... meu aqui, meu agora, o presente futuro num papel de presente que a saudade sempre afagará, das mais doces formas de nostalgia. Terei sempre o que reviver, para ser feliz de novo, junto ao ser feliz como sou neste momento, pelo meu poder de acreditar.
Hoje, além de viver do presente, usufruo dos juros daquelas juras de afeto, que saíram falsas de seus lábios e chegaram reais ao meu íntimo. Preservei o que fomos, e o faço quando já não és. Tenho asas para voltar ao passado somente meu e suprir a esperança de um novo dia, cada vez que os meus olhos se fecham para uma nova noite no céu das minhas expectativas.
Enquanto perdias tempo enganando a ti mesma, ganhei tempo construindo história. Renovei meu império sentimental, enriqueci ainda mais meu mundo, e fui ao centro de tudo para me reaver; me recriar. Pesquei para mim, todos os tesouros do tempo que perdeste.
SÓ ISSO TUDO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Só queria estar dentro, de tão perto;
Ser apenas teu próximo excessivo;
Quando eu fosse mergulho em mar aberto,
Tu serias meu mar e meu motivo...
Tua lavra de amores, teu arquivo,
A miragem real em teu deserto,
Ser teu sonho me faria mais vivo
E minh´alma seria teu enxerto...
Eu queria somente ser teu todo,
Minha sombra criaria o teu lodo,
Quero apenas sonhar com tal magia...
Meu desejo não sabe ficar mudo;
Foi assim que fiquei; só isso tudo;
Sou a noite que vive pro teu dia...
FACILITUDE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Quero a graça do fácil, do acessível,
do sem drama, da pouca cerimônia,
da não culpa, do querer por querer
e a pronta resposta irreticente...
O valor que não quer valorizar;
dizer sim, ouvir sim, tocar avante,
sem o tom arrogante que o talvez
põe na voz entre dentes ilegíveis...
Hoje busco a leveza da fluência,
do sem sombra, sem dúvida e rodeio,
termo inteiro, não meio nem velado...
Facilite-se a vida como a morte
que ninguém ousará ter como incerta,
como sorte ou pegadinha da sina...
AQUELE AMOR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Nunca mais repeti aquele amor
que me dava mais forças pra viver,
um torpor que acendia o corpo inteiro
e fazia sonhar com tudo eterno...
Fui feliz; de sentir que até doía;
de querer duvidar por precaução,
mas a minha emoção gritava forte
pra deixar a loucura ser maior...
Um amor que me deu raiz e chuva,
chão e sol pra florir e vingar fruto,
fez da uva o meu vinho precioso...
Foi a minha ilusão bem verdadeira,
minha beira de abismo rumo ao céu
que só pude alcançar naquele amor...
AQUELE AMOR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Nunca mais repeti aquele amor
que me dava mais forças pra viver,
um torpor que acendia o corpo inteiro
e fazia sonhar com tudo eterno...
Fui feliz; de sentir que até doía;
de querer duvidar por precaução,
mas a minha emoção gritava forte
pra deixar a loucura ser maior...
Um amor que me deu raiz e chuva,
chão e sol pra florir e vingar fruto,
fez da uva o meu vinho precioso...
Foi a minha ilusão bem verdadeira,
minha beira de abismo rumo ao céu
que só pude alcançar naquele amor...
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