Textos de Aniversario p Amiga
Dizem que o coração é enganoso,
que ele promete mais do que pode cumprir, mas foi ele que me levou até você sem cálculo, sem roteiro, só sentir.
Se ele erra, que erre por amor.
Se ele se ilude, que seja com você.
Porque entre a razão que se protege
e o sentimento que se entrega…
eu sempre vou escolher te querer
Campo de batalha
A verdade nos liberta
quando é dita olhando nos olhos,
mesmo que tremendo por dentro.
Porque amar de verdade não combina com máscaras,
combina com coragem.
A mentira destrói devagar,
como ferrugem no que parecia eterno.
Mas quando eu te escolho na luz,
até minhas falhas aprendem a florescer.
A dúvida machuca , eu sei,
faz o peito virar campo de batalha.
Mas é no meio do medo que eu seguro sua mão
e decido ficar.
O coração é enganoso, dizem…
mas também é onde mora o sentimento mais puro.
E se ele erra às vezes,
é só porque ama demais você. 💌
Fragmentos de Emoção
Escrevo estas palavras
porque não encontro voz
para dizer, pessoalmente,
o que sinto por você.
Escrevendo,
me expresso melhor
do que falando,
mesmo que, às vezes,
as palavras me faltem —
tanto ao pensar quanto ao falar.
E é com estas palavras imperfeitas
que tento te mostrar tudo o que sinto.
Cada letra carrega
um pedaço do meu coração,
cada frase é um gesto silencioso
de quem te admira profundamente.
Mesmo que eu nunca consiga
dizer tudo com clareza,
quero que sinta
o que palavras não conseguem conter:
o meu afeto,
a minha atenção,
o meu desejo de estar perto de você,
mesmo nos silêncios.
A mulher que nunca foi amada
Ela aprendeu a se vestir de silêncio,
a sorrir sem pedir colo ao mundo.
Guardou o coração como quem guarda uma carta que nunca teve endereço, e mesmo assim continuou acreditando que o amor saberia chegar.
Nos olhos, mora um pedido antigo,
desses que não fazem barulho.
Ela ama com cuidado, ama inteiro,
mas sempre por dentro,
como quem tem medo de quebrar o pouco que restou de esperança.
Um dia, alguém vai enxergar
o amor que ela sempre foi.
E quando isso acontecer,
não será sobre salvar
— será sobre reconhecer
que até quem nunca foi
amada sempre soube amar.
Voz que se cala…
Voz que se cala não é silêncio,
é medo de transbordar sentimento.
É o coração falando baixo,
pra ver se o amor entende no vento.
Voz que se cala aprende a amar
com os olhos, no detalhe do gesto,
no quase toque da mão.
Diz tudo no intervalo do suspiro,
onde o desejo mora sem pedir permissão.
Mas quando essa voz cria coragem,
o mundo inteiro parece ouvir.
Porque amor guardado vira eco,
e eco…
sempre encontra um jeito de existir.
Eu sou como um livro
Eu sou como um livro esquecido na estante do tempo, com páginas amareladas pelo que senti demais.
Nem todos leem a capa, poucos chegam ao índice, mas cada palavra minha carrega um silêncio que só o coração atento consegue decifrar.
Há capítulos escritos à lápis, cheios de dúvidas, outros gravados à tinta forte da paixão.
Entre linhas tortas, guardei nomes, promessas, e um amor que virou poesia quando não coube mais no peito.
Algumas páginas estão rasgadas pela ausência, marcadas por lágrimas que borraram o sentido.
Mas até os erros têm sua narrativa,
pois é no conflito que a história respira e aprende a continuar.
Nem todo parágrafo é alegria,
há noites inteiras escritas em prosa escura.
Ainda assim, sigo aberto, página por página, porque quem ama de verdade não pula os trechos difíceis.
E se um dia alguém me ler até o fim,
vai entender que não sou só palavras.
Sou memória, sou estrada, sou entrega.
Um livro que não termina na última página, mas recomeça em cada amor que ousa me ler.
A oração do casal
De mãos dadas, o silêncio fala,
quando o mundo pesa e a fé se cala.
Nossos olhos se encontram no mesmo céu, e a prece nasce simples, eu e você, e Deus.
Que o amor seja abrigo nos dias de vento, e paciência, quando faltar o tempo.
Que o perdão aprenda a chegar primeiro, e o orgulho descanse no travesseiro.
Abençoa nossos passos, mesmo em desacordo, que a verdade seja ponte, não um corte.
Que a alegria more nas pequenas coisas, no café partilhado, nas risadas soltas.
Guarda-nos na noite, fortalece a manhã, faz do hoje um “sempre” que se refaz.
E se a dor bater à porta sem avisar,
que a esperança saiba nos levantar.
Assim, em coro, pedimos sem pressa:
menos medo, mais ternura e promessa.
Que o amor seja nossa oração diária— amém no beijo, amém na caminhada.
Quem é ela na noite escura?
É a luz que não se apaga!
Quem manda no meu silêncio?
É o nome dela ecoando na alma!
O que faço quando o mundo pesa?
Eu penso nela e sigo em frente!
Quem segura minha coragem?
O amor que aprendi a chamar pelo nome dela!
Se eu cair, quem me levanta?
Ela, mesmo sem saber!
Se eu sangrar por dentro, quem cura?
O sorriso dela, mesmo distante!
Por quem vale lutar até o fim?
Por ela!
Por quem o coração não recua?
Por ela
— minha guerra,
minha paz, minha vitória!
Porque as vezes é viver
Ele senta no escuro
como quem conversa com o próprio tempo,
a lua não responde,
mas também não vai embora.
O violão descansa no colo
sem pressa de ser tocado,
há noites em que o som é pensamento
e o pensamento já basta.
O céu espalha estrelas
como lembranças soltas,
nem doem, nem alegram,
apenas existem.
E ali, sem promessas ou pedidos,
ele fica mais leve,
porque às vezes viver
é só estar.
É uma lei da vida humana, tão certa como a da gravidade: para vivermos plenamente, precisamos aprender a USAR as coisas e a AMAR as pessoas... Nunca AMAR as coisa nem USAR AS PESSOAS! A felicidade não está no fim da jornada, e sim em cada curva do caminho que percorremos para encontrá-la... Devemos ter em mente que somos livres para amar... para correr atrás de nossos sonhos... Sem com isto esquecermos, de quem esta ao nosso lado... A vida é bela depende de cada um, saber aproveita-la da melhor forma possível... Amando... Respeitando... Sendo livre para pensar sonhar e agir.
É um erro que cometemos muitas vezes em pensar que qualquer amiga é uma melhor amiga. A melhor amiga é tão diferente em tantas maneiras … Às vezes uma só das duas é uma melhor amiga. Outras vezes, nenhuma das duas são melhores amigas e, em algumas raras vezes, as duas são melhores amigas e inseparáveis! Não importa o quão longe elas estão uma da outra, nada abala o seu elo de amizade.
A melhor amiga faz tempo para você. A amiga só vê você quando ela tem tempo.
A melhor amiga está feliz quando você está feliz e triste quando você está triste. A amiga é indiferente ao que você sente.
A melhor amiga se abre para você. A amiga tem suas reservas.
A melhor amiga não guarda segredos de você. A amiga não tem assunto.
A melhor amiga junta dinheiro para te dar um presente que nem ela tem no seu aniversário. A amiga às vezes compra um presente que não lhe custa muito.
A melhor amiga nunca esquece de você. A amiga se lembra dificilmente de você.
A melhor amiga te ama do jeito que você é. A amiga tem algumas reservas sobre você.
A melhor amiga pensa que você é a sua melhor amiga. A amiga pensa que você é simplesmente uma outra amiga.
A melhor amiga repreende você quando você está errada. A amiga lhe julga.
A melhor amiga ama ver você se dando bem e tendo outras amigas. A amiga te inveja.
Pra você ter uma melhor amiga, você tem que ser uma primeiro.
O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto?
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever?
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a col-
onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
O Homem Escrito
Ainda está vivo ou
virou peça de arquivo
sua vida é papel
a fingir de jornal?
Dele faz-se bom uso
seu texto é confuso?
Numa velha gaveta
o esquecem, a caneta?
Após tantos escapes
arredonda-se em lápis?
Essa indelével tinta
é para que não minta
mas do que o necessário
é uma sigla no armário?
Recobre-se de letras
ou são apenas tretas?
Entrará em catálogo
a custa de monólogo?
Terá número, barra
e borra de carimbo?
Afinal, ele é gente
ou registro pungente?
Preso à minha classe e a algumas roupas,Vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo? Posso, sem armas, revoltar-me'?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobrefundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.As coisas.
Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.
Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornaise soletram o mundo, sabendo que o perdem.
Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.Os ferozes leiteiros do mal.
Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvoe dou a poucos uma esperança mínima.
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia.
Mas é uma flor.
Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
O coração é um solo. Vale onde brotam as paixões, como os outros vales da natureza inanimada, ele tem suas estações, suas quadras de aridez ou de seiva, de esterilidade ou de abundância.
Depois das grandes borrascas e chuvas, os calores do sol produzem na terra uma fermentação, que forma o húmus, a semente, caindo aí, brota com rapidez. Depois das grandes dores e de lágrimas torrenciais, forma-se também no coração do homem um húmus poderoso, uma exuberância de sentimento que precisa expandir-se. Então um olhar, um sorriso, que aí penetre, é semente de paixão e pulula com vigor extremo.
Que a palavra parede não seja símbolo
de obstáculos à liberdade
nem de desejos reprimidos
nem de proibições na infância
etc. (essas coisas que acham os
reveladores de arcanos mentais)
Não.
Parede que me seduz é de tijolo, adobe
preposto ao abdômen de uma casa.
Eu tenho um gosto rasteiro de
ir por reentrâncias
baixar em rachaduras de paredes
por frinchas, por gretas - com lascívia de hera.
Sobre o tijolo ser um lábio cego.
Tal um verme que iluminasse.
[...]
- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim ... e não encontram o que procuram ...
- Não encontram, respondi...
E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água ...
- É verdade.
E o principezinho acrescentou:
- Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração.
Porque haveria de me pintar como sombra e imagem numa definição quando estou diante dos vossos olhos e me vedes em pessoa?
Sou eu mesma, como vedes. (...) E que necessidade havia de vo-lo dizer? O meu rosto já não o diz bastante?
Se há alguém que desastradamente se tenha iludido, tomando-me por Minerva ou pela Sabedoria, bastará olhar-me de frente, para logo me conhecer a fundo, sem que eu me sirva das palavras que são a imagem sincera do pensamento. Não existe em mim simulação alguma, mostrando-me eu por fora o que sou no coração. Sou sempre igual a mim mesma (...)
Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.
Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.
Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem… sem que ele estale.
Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma, não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! Vai inundando tudo…
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos – voltarão?
Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)
Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.
Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio.
Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.
Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
– Ó vida futura! Nós te criaremos.
Tarde
Na hora dolorosa e roxa das emoções silenciosas
Meu espírito te sentiu
Ele te sentiu imensamente triste
Imensamente sem Deus
Na tragédia da carne desfeita.
Ele te quis, hora sem tempo
Porque tu era a sua imagem ,sem Deus e sem tempo.
Ele te amou
E te plasmou na visão da manhã e do dia
Na visão de todas as horas...
Ó hora dolorosa e roxa das emoções silenciosas
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