Textos de Amor Não Melosos
Leia-me com poética,
e não literalmente...
Porque sem poética,
não haverá compreensão.
Versa-me nas letras,
e não espiritualmente...
Porque sem profética
não haverá reconciliação.
Desnude-se para me ler,
porque só assim captará
Que o amor dos outros
foi distração poética,
Para um amor desesperado
e quase sem salvação.
Porque o porquê destes versos,
na verdade sempre foram teus;
Na esperança de vivê-los
para brindar a vida com paixão.
AMOR: os versos que escrevi para nós, só você saberá identificar.
De que adianta ter olhos
E não ter coração?
Ter olhos e não ter coração
De nada adianta,
Porque sem coração
Não se enxerga nada.
Os versos que escrevi
E não te contei estão
- aqui -
Os poucos que escrevi
Me distraí com amores
Dos outros esperando
Tu chegares de longe.
De que adianta não ter
Os teus olhos e coração?
Não tê-los me reduziram
Ao grau máximo do nada.
Escritos com lágrimas,
Talvez não mais belos,
Versos de sangue,
Rimas com bravura
Quero viver mil vidas,
Para dizer ao mundo
Que sem o teu amor
Atinjo a [loucura].
Meus versos são tentativas,
Que talvez jamais serão
- lidas-
O nosso reencontro
Não tem previsão,
Poderá ocorrer daqui
Algum tempo ou nunca,
E não sei [onde].
Só digo mais uma coisa:
- A literatura salva da morte,
E a poesia salva da vida,
Só me resta saber se serei
Para os teus braços devolvida.
Você sabe muito bem,
que eu não quis admitir:
- Que nós somos iguais!
Você me conhece bem,
por isso não preciso falar
que você mora em mim.
Eu sei que moro em ti,
fingi não [perceber]:
para não me entregar...
Você sabe que vou além,
que escrevo com o gentil
- arrimo -
Destes teus olhos celestiais,
e eles não se apagarão jamais!
Eu vivo uma inevitável
primavera que não passa,
a minha alma te abraça.
Eis o solstício irremediável
eterna chama que não abrasa
a vontade na imensidade.
A inspiração particular,
em tons solares e florais,
só para te embriagar demais.
Você me conhece muito bem,
- ilustre cidadão do meu peito -
e devastador como ninguém.
Você venceu o próprio tempo,
viraste paixão em poemas inteiros!
Sou senhora da minha liberdade,
- proprietária do meu nariz -
e boêmia das palavras.
Além das matizes mais florais
e de todos os bons 'setembros',
Eu reconheço que estou assim
- vivendo -
A mais colossal das estações:
- A Primavera do amor demais...
Sou aquela que não quis ver:
o teu olhar como um oceano,
Louco para me [ter]
morando no teu castelo,
Cortejando o mais profano.
Ninguém pode me tirar o direito
de te amar em [silêncio],
Ninguém pode nos roubar de nós:
a jura, a ternura e o compromisso.
Entraste na minha vida como magia,
pleno com este doce [feitiço...
Sou a ilustre cidadã que vaga
[nua] no teu mundo:
- A aventura impensada,
o teu esquecer das horas,
e a tua Lua na madrugada.
Ninguém pode contra nós,
juntos somos imbatíveis!
Ninguém nos [conhece],
os nossos olhares se reconhecem,
Falamos de amor olhos nos olhos.
Sou a alma insubordinada,
que apeou no teu [forte],
E tocou no teu coração.
O teu querer virou atordoado,
o teu impulso será multiplicado!
Ninguém pode me tirar de você,
e nem mesmo o [tempo;
Ninguém pode me tirar você
de dentro de mim.
Brindamos com [convencimento]
a certeza do amor ter nos encontrado.
Deixar-te livre para o descanso
Significa que te quero refeito
E não longe de meus afetos,
É imperativo que carrego
Porque te quero inteiro;
Para que você venha pleno
Do espírito de [recomeço].
Aceito os teus cansaços,
A necessidade de oxigênio,
E da tua respiração
Retiro versos inéditos
Como encontro de regaços.
Deixando-te livre para o voo,
Confiante no teu retorno:
Entregarei os versos retirados,
Para que os sinta aconchegados,
E em cada parte do teu corpo
Venha emitir arrepios requintados.
No sinal do nosso desencontro
não diminuiu a vontade de ter,
No final um dia eu te conto,
que nunca passou a vontade
De ter imensamente [você].
No final da minha noite
não tenho como não 'dizer':
- Transbordo a leveza de ser
e a indizível crença de te ter.
Da mais enternecida cadena,
sou a rebelde prisioneira,
Só você tem a chave dela;
que desperta a [obediência
De revelar a doce cadência.
No sinal que me trazes,
ele me deslumbra toda...,
A vontade de ter você
é incrível e não é pouca,
Tu me deixas [louca]....
Tu me punes e me abres,
eis o nosso paraíso!...
Tu me corriges,
eis o nosso feitiço!...
Tu me beijas e me levas,
eis o nosso rebuliço!....
Tu me dobras,
E eu não me nego;
Por você perco o juízo.
Não tenho nenhuma sofisticação:
- Recuso privar a indecência
Não tenho nenhum juízo,
Eu quero é a tua malemolência!
Porque minhas colinas nas mãos
De quem sabe acariciar,
Darão frutos de prazer;
Juras e poesias nas mãos
De quem irá adorar-te
Imensamente até 'enlouquecer'.
Não tenho nenhuma preocupação:
- Recuso salvar a decência
Não tenho nenhum rumo,
Eu quero mesmo é a indecência!
Porque esta pele bem iluminada
De quem sabe dominar,
Escreverão grandes histórias;
Juras e poesias nas mãos
De quem irá consumir-te
Intensamente até o amanhecer.
Não tenho muitas histórias:
- Recuso não traçar a glória
Não tenho nada restrito
Quero deitar-me ao som da vitória.
Que seja insana a entrega,
Que seja escandalosa a magia,
Que seja além do infinito:
- Receberás a poesia!
Que seja caudaloso o êxtase,
Que seja a chama intensa,
Que venha do jeito que vier:
- Embalarás a mulher!
Que seja doido o desejo,
Que seja ardente a chama,
Que seja explosiva a gana:
- Receberás o segredo!
Vibra e não passa,
Tens o meu oceano,
Aprecia a minh'alma,
Só cresce e inquieta
Romper com o cotidiano.
Gira em mim a liberdade,
Tens a minha ternura,
Dança em mim a loucura,
Não passa a vontade,
Quero você de verdade!
A primavera lá não passa,
É jovem para sempre,
Eterna e suprema
A monja blanca recatada
Não menos esplendorosa;
Brilhante estrela radiosa
Que ilumina
A rota determinada:
- Rumo a Guatemala!
A primavera sendo eterna,
Possui o sorriso cândido
Da estrela ali plantada,
Deste alvor que me fascina
Protejo-a com poesia encantada.
A primavera sendo terra:
Respira aurora perfumada.
Da flor caída do céu,
Com o candor que abraça
Reverenciando a Monja Blanca.
Inaugurada a primavera,
Proponho deixar para trás
Aquilo que falta não faz.
Intenciono é trazer a tona
Somente o quê liberta,
Porque só a paz agrega.
Centaura verdade que une,
Prisão de consciência
Que nos desassossega.
Ausência da Justiça
Que nos desilude,
Insistimos por uma Nova Era.
Não importa o tamanho
da nossa [fantasia...,
Ela apenas nos compete;
e com ela a gente se refugia.
És tu a minha estrela
com a tua luz [invasora
da minha intimidade;
És tu deidade cósmica
de joelhos sou adoradora.
Não importa o tamanho
do nosso [desejo...,
Ele apenas é o tempero;
com ele a gente faz a receita
para embalar a sintonia.
És tu a minha embriaguez
com a tua tez [sedutora...,
Da minha infante lucidez:
és a parte mais promissora.
O seu silêncio não me engana,
E tampouco a tua ausência.
O teu peito sempre reclama,
E quer o meu por excelência.
A sua emoção pela vida,
E repleta de malícia.
A sua forte experiência,
E que deseja-me rendida.
O seu silêncio não me engana,
E tampouco menos escraviza.
O meu peito é cheio de liberdade
E sou feita de inteira [poesia].
A tua convicção de que só se vive
- uma vez -
É distante da minha razão que segue
A luz do amor e a voz do coração,
A minha vida é vivida com paixão.
Da Missa e da virtude
não conhece nada,
Não conhece o ditado,
e nem quem escreve
Do amanhecer calado,
não conhece a metade
Deste poemário atrevido,
e não menos sagrado.
Da alma e da liberdade
não conhece nada,
Não conhece o verbo,
e nem o sabor da carne.
Do gênio cheio de mar
não conhece nada,
Não conhece nem o rimar,
e nem a alma encantada.
Da feminina doçura
não conhece nada,
Não conhece o recato,
e nem quem devota
O dia rajado de Sol,
não conhece a ternura
Deste rimário tranquilo,
e não menos apaixonado.
É melhor deixar assim
do jeito que está...,
Não tente entender,
e muito menos insistir;
Se lance apenas a sentir...,
estou pronta para reviver.
O amor é caminho a seguir
- e ao mesmo tempo -
Um doce mistério que não é,
e não nasceu para se desvendar;
E brotou para não se esquecer.
É melhor correr atrás
do caminho que conhece,
Não tenha receio:
- Sou aquela te faz feliz
Batimento cadenciado
que o teu coração sempre quis.
A paixão é estação a provar
- que além dos tempos -
É uma manifestação que é,
e está aí para comprovar:
- Que não acaba fácil...
E que o tempo não é capaz de cessar.
As pessoas irão sempre se incomodar com a sua vida, se preocupar com isso é o que você não deve fazer.
Faça o que precisa ser feito.
Não adie os seus sonhos.
Você não precisa provar nada para ninguém.
O seu caminho é único. As suas escolhas são inteiramente de sua responsabilidade.
Não postergue a sua felicidade até o momento perfeito, ideal.
Viva hoje, porque o hoje só pode ser vivido agora.
Somos todos personagens na vida dos outros e cada um tem sua própria versão da história, uns falam bem e outro mau mais isso não muda nada em quem você é, a sua história é você mesmo que vive, então procure viver bem, ser feliz e fazer do seu roteiro um motivo de orgulho, não para que os outros te aplaudam mais para que você se sinta feliz independentemente do que aconteça, seja feliz, seja você e não um modelo para agradar ninguém!
Não me basta ficar só olhando,
Necessito tocar o corpo alheio,
Sem nenhum 'tipo de freio'...
Não me basta ficar te esperando,
Preciso tocar o teu coração,
Com toda a minha emoção.
Não me basta ficar te enganando,
Desejo revelar que sempre te amei,
Todo o amor do mundo eu guardei.
Dançam os corais nos oceanos,
- O mundo dá voltas
Colocaste-me dentro de ti,
Porque na verdade eu jamais saí.
Cantam os pássaros nos montes,
- O relógio dá voltas
Coloquei-te dentro de mim,
Porque na verdade és meu bandolim.
Não paro de percorrer
Com os meus olhos,
Que não são mais meus,
Sim, eles são tão teus.
Não devo ir adiante
Com o meu intento,
Até ser alvorada,
Por tua mão colhida,
Não sei se sou a flor
Mais bela ou preferida.
Não paro de correr
Com as minhas letras,
Pois elas são as pernas,
Que por ti dobrarão,
Aqui elas por ti estão.
Não sou mais a mesma,
O poente dança em mim,
As nuvens são de cetim,
Eu sou violeta pequenina
No teu imenso [jardim].
Eu não acredito em amores perdidos,
e sim nos amores não encontrados...,
O destino costuma pregar peças,
eu quero te colocar sob meus cuidados.
O amor nas letras poéticas do Sol
que chegará calmamente...,
No desabrochar do arrebol,
eu desejo amar-te solenemente.
Eu não acredito em amores passageiros,
e sim no amor que rompe fronteiras...,
O divino amor não passa,
ele reúne dois e formam inteiros.
O amor nas rimas eróticas do amar,
que chegará deslizando...,
Nas ondas da água do mar,
eu estarei neste barco embarcando.
O amor que não passa
e nele crê, confia e espera.
Ele virá sem dúvida,
com uma infinita argúcia,
devastador e forte,
Como as forças da Natureza,
Eu sei que ele virá,
com a profundidade dos oceanos,
E com toda a sutileza que há de ser,
e nenhuma câmera irá capturar...
O amor virá arrebatador,
- ele já está escrito
O Universo está ciente,
que o amor de verdade virá,
O meu amor que não passa,
e jamais [passará];
Como derradeiro que é, se eternizará.
Eu preciso te contar
Que no girar das horas
Não quero te (perder)
Eu necessito te reencontrar
Sim, eu quero te ver!...
Do instinto eu quero
E vou me enlaçar
Do destino eu desejo
E quero te reencontrar
Sim, eu quero te beijar!...
Eu te aceito com tudo:
- Tudo mesmo!
Eu te aceito com tudo
Àquilo que te falta!...
Do divino eu quero
E vou me encontrar
Do despido eu desejo
E quero contemplar
Sim, eu quero te amar!...
Na América Latina sinto
- ou melhor -
Constato as falsas revoluções
Porque longe do correto,
E de todas as intenções,
Percebo que há um jogo
De ambições - inflamações;
Para não libertar o povo,
Para colaborar, infelizmente,
Com as mais de mil explorações.
Eu te aceito com tudo:
- Tudo mesmo!
Eu te aceito com tudo
Que te afaste do mundo!
Na América Latina vejo
- prevejo -
Antevejo o pior sinal
Porque se ninguém pensar
Um caminho correto,
Querer fazer o quê quer,
Escrevendo a própria sentença,
Caíremos na maior decadência,
É só questão de usar a cabeça
Para não termos um triste final.
Quem não sabe obedecer a Lei:
É igual ao guerrilheiro escavando
- a própria cova -
Comigo a hipocrisia da desordem
- não cola -
Quero a liberdade carinhosa e ordeira,
Que me permita caminhar em paz,
E viajar contigo por toda a Pátria Grande
Experimentando as estradas latinoamericanas
Que serão as estradas das nossas almas ciganas.
Estou tecendo [seriamente:
- Um plano de entrega
Para entrar no teu coração...,
E não mais sair da tua [mente];
Estou com uma vontade terna,
Que é fome de 'loba- quimera'.
Com inversão ou sem,
Quero você inteiro,
Do jeito que você vem,
Quero você [faceiro].
Estou desenhando [preliminarmente:
- Uma rota de sensualidade
Para romper com a castidade..,
E não mais aderir aos protocolos;
Estou com uma vontade imensa
De fazer parte dos teus [sonhos].
Com santificada carícia,
Quero você bem
Do jeito da malícia,
Que desliza [urgente].
Estou costurando no silêncio das horas:
- Para que tu venhas sem demoras
Rompendo auroras e poentes,
Trazendo estrelas [para mim],
Teus meneios serão presentes,
Um florescimento em meu jardim.
Não sou feita de tíbias palavras
Sim, sou feita de poesias plenas,
Não sou feita de tristes amarras.
Eu sou poesia que fica,
Sou a perfeita indecência,
Eu sou a própria malícia.
Sou feita do teu doce sorriso
Não, sou a tua fina safra..,
Sou feita do teu verso despido.
Eu sou a mulher feita de poemas,
Eu sou a tal cheia de sol...,
Eu sou toda coberta de estrelas.
Não invado, sou poesia
O meu verso é de ferro,
E o meu corpo é de fogo.
Eu sou a menina fingida,
Eu sou a mesma [mulher],
Eu sou alguém que te quer.
A minha ambição é discreta,
Não desafio, porque sou lira;
Escrevo para uma paixão secreta.
Porque eu amo, sou poesia.
Porque tenho sede, sou poesia
Porque eu te espero, sou poesia.
Não vou além, porque sou poesia...
Porque como toda a poesia: sou poesia.
