Textos de Amor Não Melosos

Cerca de 70317 textos de Amor Não Melosos

Amor estranho amor


Se souberes o que é o amor, me digas, pois não sei o que é amar. Talvez já amo, porém é difícil verbalizar.


O amor é um estranho sentimento que nos faz tão bem ao ponto de querer fugir de nós mesmo, nos trás medo por ser tão bom senti-lo.
Depois temos que desfazê-lo de dentro de nós.

Entrega não realizada.
O amor não é correio expresso.
Se eu tivesse que rastrear, o meu já deve ter morrido na triagem.
Ele me apareceu do nada, miando na minha porta, fingindo que sempre morou aqui.
Eu ofereci um pouco de leite, ele aceitou, e de brinde levou meu sofá, minha paz e o controle da minha TV!
Mas tudo bem... Eu sempre quis companhia para reclamar da vida.

Se você não for o amor da minha vida
Dessa minha vida
Eu terei que te procurar nas outras que virão
Se vc chegar primeiro
Vc sabe que eu vou ficar perdido
Vou precisar da sua localização


Se vc não for o amor da minha vida
Então eu tô no no trem errado
Era pra eu ter descido na próxima estação
Se não for você o amor da minha vida
Então eu me enganei de vida
Errei de vagão

Seja o meu último amor, por favor. Não um pedido romântico, desses que a gente faz no auge da paixão. É uma súplica de quem já se cansou de começar do zero, de quem sente a alma pesada por recomeços que parecem ter sempre o mesmo fim.


Sejas o meu último amor, não por medo do futuro, mas pela exaustão do passado. Fui colecionador de "sempre", de "para sempre" e de juras que o tempo desfez como se nunca tivessem existido. Acreditei que se podia amar várias vezes, mas a cada nova tentativa, sinto que perco um pouco de mim. Já não sei o que é amar de verdade, ou se apenas me vicio na ideia de ter alguém.


A cada novo relacionamento, a rotina de apagar e reescrever se repete: novas lembranças para construir, novas lições para aprender e, principalmente, novos nomes carinhosos para inventar. Nomes que precisam ser únicos, para evitar a nostalgia dos apelidos antigos que, mesmo no silêncio, ainda ecoam. O cansaço é real. A cada novo "corpo" a que me adapto quimicamente, sinto que as cargas emocionais se misturam e o meu coração se sobrecarrega.


O ciclo é sempre o mesmo: a apresentação aos amigos, as promessas, e o inevitável fim. De quatro em quatro meses, parece que preciso aprender um novo idioma do amor. É uma apresentação de novos parceiros e histórias, que no fundo, sinto que ninguém mais aguenta ouvir.


Mas apesar de tudo, a minha esperança permanece: que sejas o meu último amor. Que venhas para me curar, para me fazer acreditar que ser um casal pode ser realmente bom. Eu vivi tantas conexões intensas, com finais em dor, ansiedade e tristeza, que a minha mente se tornou um arquivo de memórias a comparar qual amor foi o melhor, qual me marcou mais, e qual me feriu com a sua partida.
És tu a cura que busco para a dor que habita no meu coração e na minha mente. Aquele que me fará esquecer o que é a tristeza para me mostrar onde mora a felicidade.


Sejas o meu último amor... por favor...
#viral

Há lembranças que o tempo não apaga; apenas aprende a embalar com mais ternura.
São pedaços de amor que permanecem,
mesmo quando a presença já virou silêncio.


Recordar é como abrir a janela e deixar o vento tocar o rosto:
há doçura, há ausência, há um fio invisível que ainda une.
A saudade, quando vem mansa, é quase oração.
É o coração dizendo baixinho:
“obrigada por ter existido em mim.”


— Edna de Andrade

Se engana quem acredita que o amor de verdade não acaba!

Não só acaba, como ele também morre.
Vai morrendo aos poucos com a falta de diálogo, com a falta de compromisso, com a falta de reciprocidade, com a falta de cumplicidade, com a falta da verdade;

E para fechar o caixão!?
Ele morre de vez com a falta de respeito e da fidelidade!

Talvez por isso seja tão difícil, amor de verdade que dure uma vida inteira;

O homem precisa ser capaz de prover, proteger e morrer por amor, enquanto a mulher precisa ser sábia, para honrar e edificar.

Carta de Saudade e Amor


Meu amor,


Não há palavras suficientes para descrever a saudade que sinto de você. Cada dia longe de você parece arrastar-se, e cada noite é preenchida com lembranças do que fomos juntos e sonhos do que ainda podemos ser. Sinto falta do seu sorriso que iluminava meus dias, do seu abraço que me fazia sentir seguro(a), e do seu olhar que parecia entender tudo o que eu não conseguia dizer.


Às vezes, fecho os olhos e consigo sentir você aqui comigo — como se nada tivesse mudado, como se o tempo tivesse parado. Lembro das risadas que compartilhamos, das conversas que pareciam eternas e até dos silêncios que eram confortáveis, porque eram divididos com você. Cada pequena lembrança se tornou um refúgio na minha saudade, e é incrível como você continua presente mesmo quando está longe.


Meu coração anseia pelo dia em que poderei te abraçar novamente, olhar nos seus olhos sem pressa, sentir seu cheiro, ouvir sua voz e simplesmente existir ao seu lado. Enquanto isso não acontece, eu guardo você dentro de mim, em cada pensamento, em cada batida do meu coração, e até nos sonhos mais íntimos.


A saudade dói, mas ela também me lembra do amor imenso que sinto por você. Um amor que não se abala pela distância, que cresce a cada momento e que se fortalece na espera. Quero que saiba que, mesmo longe, você é minha prioridade, minha inspiração e meu porto seguro. Que em breve, a saudade se transforme em reencontro, e que possamos novamente viver tudo aquilo que a distância não conseguiu apagar.


Com todo o meu amor e toda a minha saudade,
[Seu nome] ❤️

Está tudo bem, amor.
Eu entendo que a minha situação não nos favorece.
Sei que o meu jeito acaba te trazendo insegurança.
E também compreendo que se entregar a essa paixão pode machucar.
Posso imaginar o quanto deve ser difícil para você aceitar tudo isso.
Não combina com o seu coração, com o seu caráter.
Por isso, eu te peço perdão.
Você merece alguém livre, inteiro, que te faça tocar o céu com um beijo.
Alguém presente em todos os momentos possíveis.
Você merece ser amada por completo, sem vírgulas, sem pausas, sem ponto final.
Merece ser o motivo do sorriso de alguém.
Merece ser abraçada sem medo, amada sem dúvidas.
Merece ser feliz.
E eu, mesmo aqui, ainda torço para que seja.
Mas… às vezes eu me pergunto, em silêncio, se um dia o tempo vai nos devolver.
Se essa história que começou tão intensa ainda não terminou de ser escrita.
Se, lá na frente, quando tudo estiver no lugar,
a gente ainda vai se reconhecer pelo olhar.
E se for nós, amor?
E se ainda tiver algo esperando por nós dois?
Eu não sei.
Quem sabe, um dia, sejamos nós o sorriso que aparece sem motivo.
O abraço apertado no fim do dia.
Quem sabe, amor, sejamos o “bom dia” um do outro.
Quem sabe sejamos a paz depois de tanta tempestade.
Quem sabe sejamos felizes, do nosso jeito, no nosso tempo…
Quem sabe.

O mesmo amor que salva, mata. O mesmo amor que cura, destrói. Amores que não matam são carência escancarada. Amores fatais são aqueles de verdade, que nos bagunçam por inteiro, e não podem ser esquecidos. São parte essencial de quem somos. O veneno e o remédio. O que nos mostra que estamos vivos, mas também nos mata por dentro.
- Marcela Lobato

A cada dia que passa, entendo melhor a ideia do Amor Fati, não que eu aceite tudo que vier, sem mudar o meu destino conforme a minha vontade, mas pelo que o passado me trouxe. Por mais dolorosas e destrutivas que certas situações sejam, são elas que nos forjam. Minhas escolhas me trouxeram até onde estou agora, a quem sou, e me orgulho de quem venho me tornando. Tenho milhões de defeitos, não sou e não pretendo ser perfeita, muito menos forjar isso, mas busco iluminar minhas sombras para aprender a lidar com elas, integrando cada uma das minhas faces.
Passei por abismos, desafíos intensos. Conheci as melhores e as piores pessoas. Virei pó, queimei e renasci das cinzas. Não foi fácil a caminhada, mas não mudaria nada. Ao morrer, pude renascer. Ao me cortar, pude ser mais forte. Ao cair, aprendi a levantar. Não, não romantizo o sofrimento, mas, de fato, a alquimia interna só pode acontecer através da dor. Até a borboleta, antes de ganhar asas, sofre um doloroso processo de transformação. Sigo em meu casulo e, logo, voarei por aí.
- Marcela Lobato

​Ó meu ex-amor, meu caos e minha calmaria,
A ti não resta rancor, mas uma estranha gratidão.
Eu era a argila mole, entregue à tua alquimia,
E o teu adeus forjou a minha reconstrução.
​Teu nome ainda ecoa, um sussurro na memória,
Mas já não é tormenta, é a marca que me fez.
A vida que findou, de luto e velha história,
Foi o solo onde floresceu a minha nova vez.
​Obrigado por ter me transformado, sem querer,
Nesta alma de aço polido que hoje se levanta.
Eu sou a prova viva de que a dor pode vencer
E que a maior ferida é o que mais nos implanta.
​Não sou mais quem te amava, a sombra submissa e frágil,
Sou a força que nasceu quando a ponte se quebrou.
O teu abandono, duro, frio e indizivelmente ágil,
Foi o preço que paguei pela pessoa que eu sou agora.
​Fica o passado à deriva, a saudade que se esvai.
Eu sou o teu legado, a obra que a dor lapidou.
Vai em paz. Eu brilho sozinho, e isso me basta.
Fui destruído por ti, mas a ti, muito obrigado.

Ó meu ex-amor, a sombra que já não me alcança,
Hoje a brisa que sopra é de um novo amanhã.
Houve dor, sim, mas nela encontrei a esperança,
A força que brotou de uma antiga manhã vã.
​Fui teu espelho quebrado, tua voz que silenciou,
Mas a poeira baixou, e a vista ficou clara.
Obrigado por ter me transformado, o que restou
Não é mágoa, é a coragem que em mim se declarou.
​Nesta pessoa que eu sou agora, não há vestígio
Daquelas amarras que um dia me prenderam.
O medo se foi, e cada antigo vestígio
De um tempo de trevas, meus olhos já não viram.
​Fui casulo em choro, hoje borboleta em voo,
Cruzando horizontes que jamais sonhei tocar.
A tua ausência, enfim, foi o vento que me impulsionou,
E o passado distante não mais me pode assombrar.
​Que a vida te siga e que o teu caminho seja,
Eu sigo o meu, com um brilho que só se acendeu.
Agradeço a lição que o teu adeus me legou e teja
A paz em meu peito, um amor que me renasceu.

O amor sereno não grita nem sufoca; ele apenas é.
Manifesta-se no olhar que acolhe, no silêncio que conforta e na presença que sustenta.
É a escolha da paz em vez da ansiedade, do respeito em vez da posse, do cuidado em vez da cobrança.

Um amor que floresce no equilíbrio entre liberdade e entrega. Princesa Nádia⁠

Mortinhos


Estamos perdidos
Eu não sei onde estás
Caminhamos sozinhos
Num caminho para o amor e para a paz


Sei que estou vivo
Mas deixei algo para trás
Algo com valor e sentido
Foi o teu amor que tão bem me faz


Dizem que estamos escondidos
Mas como cada um foi capaz
De fugir de sorrisos tão bonitos
Que estão lá um para o outro nas horas más


Só sei que sobrevivo
Desde algum tempo para cá
Sei que sobrevives num mundo esquecido
Em que esquecemos de nos dizer olá

“Monólogo do Inescolhido - Ato II”


E se o amor não for para mim?
E se eu tiver nascido fora dessa gramática secreta que une os corpos?
Fora da partitura onde os corações se encontram em compasso?
Há quem fale que o amor é universal, mas e se houver exceções?
E se eu for uma delas?
Às vezes, penso que o amor é uma língua que não aprendi.
Vejo os outros trocarem palavras de ternura, sinais, olhares… E eu, estrangeiro, só consigo assistir, sem tradução possível.
Ninguém me escolhe porque ninguém me entende ou porque nunca houve nada em mim digno de tradução?
E, no entanto, eu amo.
Amo com uma fome que me devora, com um excesso que ninguém parece querer.
Talvez seja isso... meu amor é demais para caber em alguém.
Ou talvez não seja nada, só um engano, um reflexo de desejo mal interpretado como amor.
E se o amor não passar de invenção?
Um mito contado para que suportemos a vida, ou um truque de sobrevivência da espécie disfarçado de poesia?
Se for assim, estou duplamente condenado, porque sofro a ausência de algo que talvez nunca existiu e ainda me culpo por não ser suficiente para alcançá-lo.
Estou cansado até de esperar.
Cansado de me perguntar o que há de errado em mim.
Cansado de abrir espaço dentro do peito e vê-lo sempre vazio.
Cansado de me oferecer em silêncio, como uma prece que nunca encontra deus.
E ainda assim, continuo.
Continuo porque não sei como parar.
Porque, se largar essa esperança, não sei se sobra alguém em mim.
Talvez eu seja apenas isso... Um corpo que insiste, uma alma que suplica, um resto humano que pede ao universo aquilo que ele nunca teve a intenção de me dar.

O amor perdido não se vai. Ele apenas muda de cômodo,
E passa a habitar o lado esquerdo de tudo que já foi meu.
É um fantasma gentil, mas teimoso, que encontra o seu cômodo
Na memória mais clara, na luz mais fraca que o dia teceu.
​Eu o encontro no reflexo fugaz de um espelho d'água,
Onde a tua imagem surge, trêmula, antes de quebrar-se.
É o nó na garganta que aperta e que nunca se deságua,
A doce e sombria certeza de nunca mais te encontrar-se.
​Ele não é ódio, nem raiva; é uma melancolia de seda,
Que se aninha nas dobras do tempo que não pude reter.
É a música que toca em silêncio quando a vida se arredonda
E me lembra de tudo que tínhamos e que deixamos morrer.
​Eu procuro teus traços em cada estranho que passa na rua,
E encontro apenas a prova do abismo que me separou.
A melancolia do amor perdido é a sombra que me atua,
O preço que pago por um sol que em minha vida se apagou.
​E assim vivo: entre o ontem que me afoga e o hoje que me ignora.
Amando a lembrança mais do que qualquer novo amor que possa vir.
Porque a perda, por mais que doa, me consome e me aprimora;
É a única forma que me resta de, ainda, pertencer a ti.

O amor não foi feito pra mim


(Verse 1) Nunca entendi o que era o amor, Acho que isso deve-se ao passado também. Meus olhos nunca viram a verdade, Nunca entendi por que eu era assim. Love love love Wasn't you made for me?


(Chorus) Mas foi você quem me fez sentir, E pobre de mim, que não entendi. Acho que o amor é assim, Não foi feito pra mim, E é por isso que fechei meu coração pra sempre. Uuuuh. Agora eu entendo, o tempo é um relógio confuso que não foi feito pra mim...


(Verse 2) Vou te amar até o crepúsculo, E quando não existir mais o mundo. Pois foi você, foi você que me fez sentir tudo. Então desculpa minha confusão, o amor não foi feito pra mim não, não não! Não, não não.


(Chorus) Mas foi você quem me fez sentir, E pobre de mim, que não entendi. Acho que o amor é assim, Não foi feito pra mim, E é por isso que fechei meu coração pra sempre. Agora eu entendo, o tempo é um relógio confuso que não foi feito pra mim...



(Bridge) Você me tirou do meu mundo tão sem cor, Era cinza e colorido ficou. Uma pena que eu não entendia o que era o amor. Me desculpa a confusão, uma turbulência de sensação. Sinto-me pesada e sem transmitir... Não sei me expressar, então acho que o amor não é pra mim.


(Verse 3) Talvez almas gêmeas sejam assim, Nem sempre juntas vivem, que pena, eu queria tanto. Eu não entendo minha confusão é que eu fui assim... Eu sinto tanto, queria me entregar pra ti.


(Outro) Nunca entendi o que era o amor... Acho que o amor não foi feito pra mim.

“Quando eu encontrar o amor da minha vida, não vou precisar de cenário perfeito, nem de discursos ensaiados.
Vai ser simples… talvez na cozinha, entre uma conversa boba e um sorriso desajeitado.
Vou olhar nos olhos dela e saber: é ali que eu quero morar para sempre.
E, sem medo, vou pedir que caminhe comigo, não só em dias ensolarados, mas também nas tempestades.
Porque o amor verdadeiro não precisa de espetáculo, só de verdade.”

Reflexo Desconexo
William Contraponto


Não é por amor nem por favor,
É o medo que mantém.
Aparência moldada no pavor
De estar consigo e mais ninguém.


Rostos se dobram em disfarces,
Almas se calam no fundo.
Caminha-se em círculos e impasses,
Um vulto preso ao peso do mundo.


A verdade arde como chama,
Mas se esconde atrás da muralha.
O coração sabe o que reclama,
O corpo finge e logo falha.


Ser livre exige despir-se inteiro,
Aceitar a sombra que nos invade.
O medo é muro, frio carcereiro,
Que nega ao ser sua própria verdade.


E quando a máscara enfim cair,
Não restará nada além da essência.
Um ser cansado de fugir,
Sedento de paz, faminto de consciência.

Essência do Amor
Por Simone Cruvinel


Amor é uma essência que desperta e transforma. Não se explica, não se prende a palavras, mas se sente em cada gesto, em cada olhar, em cada instante de entrega. Ele pode trazer dor, às vezes inesperada, mas também cura, aquece e ilumina. O amor é como o sol que aquece a alma e como o luar que guia na escuridão, abençoando a vida com sua luz suave e intensa. Amar é permitir-se viver essa experiência completa: profunda, intensa e transformadora, mesmo sem respostas, mesmo sem certezas. É na entrega e na emoção que ele revela seu verdadeiro significado.