Textos de Amor Não Melosos

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O tempo e o amor

Eu não sei onde vc tá agora
Mas eu espero de verdade que esteja bem
Eu penso às vezes nisso, se a vida tem sido leve com vc, se vc encontrou paz nos lugares onde existiam tanta preocupação
Eu me sinto muito grato por ter te conhecido, foi tão rapido e bonito
E mesmo que o tempo tenha levado cada um pro seu lado
Eu guardo com carinho o que a gente viveu
Vc me ensinou a ser mais calmo,
me ensinou e me apresentou muitas coisas novas, me mostrou um mundo completamente diferente do meu, e de alguma forma me ajudou a ser uma pessoa melhor
A verdade é que nem tudo que é bonito precisa durar para ser eterno
Tem amores que cumprem seu papel no tempo exato em que existiram
Hoje eu consigo olhar pra trás e me sinto bem
Pq eu sei que o que a gente teve foi verdadeiro, e o verdadeiro ele não se desfaz com a distância, ele só muda de forma
Vc deixou coisas boas em minha vida e eu me pergunto se vc pensa em mim de vez em quando e se lembra com o mesmo carinho e que sente também que de alguma maneira o que vivemos foi real
O tempo tem dessas coisas, né?
Levar as pessoas pra longe
Mas tem uma coisa que ele não consegue levar, o que elas deixaram dentro da gente
Portanto, onde quer que vc esteja agora, seja lá quem vc tenha se tornado ou o que esteja fazendo, eu te envio amor... sempre!

AINDA TEM AMOR AQUI


Cê viu?


Nosso tempo não foi gentil
Nessa casa cheia de lembranças
Seu riso esqueceu o caminho da cama
E eu não digo nada pra não te ferir


O corpo tá tão perto mas eu tô distante
Como quem parte antes sem se despedir
Eu fecho os olhos só por um instante


E sinto que ainda tem amor aqui


Sinto que ainda tem amor aqui
Sinto que ainda tem amor aqui


O bate boca calou o amor
Me vejo numa cena de filminho antigo
Seu olhar cruza o meu como nunca cruzou
Como quem fuzila
Rindo um velho inimigo


Mas há vestígios


A mesa do café e a rosa do jardim
Talvez amar seja tudo isso
Mesmo quando o vento insiste em cantar um fim
Sinto que ainda tem amor aqui


Sinto que ainda tem amor aqui
Sinto que ainda tem amor aqui


Sabe que eu gosto do teu cheiro e cheirar teu travesseiro e que me faz resistir
A gente errou feio tentando fazer certo
Mas sinto que ainda tem amor aqui


Sinto que ainda tem amor aqui
Sinto que ainda tem amor aqui


Ainda tem amor aqui
Ainda tem amor aqui

Mel do meu amor

Você é o mel que adoça minha boca
e amarga meu paladar quando não está comigo.
Sentimento que corrói, se quer ir embora me faço de dodói, e você fica um pouco mais.

É infantil, eu sei, agir dessa maneira, mas
quando se ama demais, dá minutos de bobeira

Seu amor me leva ao céu, à glória.Não quero ser só mais um na história, que você brinca, quando se cansa joga fora.

Brinque comigo, mas também me leve à sério, meu destino ao seu está traçado, por isso faço manha para ficar sempre ao seu lado.

És para mim como o néctar é para o beija-flor
você é o mel que adoça meu amor!
Já nasci destinado pra você.

Foi Deus que quis assim, peço a Ele que faça você gostar de mim, ao menos a metade do quanto gosto de você e, juntos, o amor se multiplica em cada amanhecer...

O que aconteceu com nosso amor

O que aconteceu com nosso amor
ainda existe ou terminou.
Não vejo o mesmo brilho em seu olhar
Não sei se vai embora ou fica para me amar

Viver nesa indecisão faz mal para o coração, fere a alma e afunda na solidão.
Qualquer certeza é melhor do que estou vivendo agora. Hoje está comigo, amanhã ameaça ir embora.

O que aconreceu com nosso amor
Não veio agora, ficou para vir depois, será que se perdeu e por aí ficou.

Se o amor morreu, não dá para continuar, mas se adormeceu, ainda podemos acordar.
Preciso saber se você ainda me ama
Não quero que a tristeza me pegue indo sozinho para a nossa cama.

Acorde seu amor, que o meu sempre esteve acordado.
Por você ainda estou completamente apaixonado.

Amor em decomposição

O amor que tive apodreceu no peito,
como cadáver preso à eternidade.
Não há perfume — só o desafeto,
e a carne exala a própria saudade.

Teu nome vibra em células partidas,
como um lamento ácido e profundo.
E eu sou ruína, sombra entre ruínas,
amando o nada que restou do mundo.

Amor que virou luz

(Eliza Yaman)

Não és mais corpo, és brisa que me toca,
não és ausência, és fé que me conduz.
Teu nome agora é chama que não foca,
mas me ilumina em sombras e me traduz.

Foste além do tempo e da matéria,
transfigurado em verbo e devoção.
És oração que em mim se faz etérea,
és meu altar, meu céu, minha canção.

E se não voltas, é porque já ficaste,
no que escrevo, no que respiro e sou.
Teu amor é presença que me haste,

E me levanta onde a dor não alcançou.

Amor em exílio

(Eliza Yaman)

Exilado de ti, sou estrangeiro,
num país onde o amor não tem fronteira.
Falo tua língua, sou teu parceiro,
mas não cruzo o abismo da bandeira.

E mesmo longe, ainda te pertenço,
como o céu pertence ao mar que o espelha.
Sou teu, embora o mundo me dispense,
sou tua ausência, tua centelha.

Amor que não morreu

Diziam: “Vai passar, é só ausência.”
Mas o que sinto não conhece fim.
É como se a tua essência e a minha
tivessem fundido o próprio porvir.

Não há morte para o que não nasceu,
nem esquecimento para o que arde.
Teu amor é cadáver que viveu,
e em mim repousa — lúgubre, mas tarde.

Amor que recomeça

(Eliza yaman)

Não somos os mesmos, e isso é beleza:
o amor que volta nunca é igual.
Traz marcas, traz tempo, traz certeza,
mas vem mais livre, mais essencial.

Agora te amo sem urgência,
sem medo, sem pressa de possuir.
És presença que tem consistência,
és o amor que escolhi por insistir.

Teu amor me faz dançar

Dançar, essa é a minha arte, quando danço o meu coração bate!

Se não danço, pareço não viver, ando por aí querendo me esconder.

Tu vens até mim,
me chamas para dançar
e o seu pedido
não posso negar!

A música toca
e os meus pés parados
não podem ficar,
Jesus, só quando danço contigo
é que tudo faz sentido!

Montes

Mas o que é o amor se não um monte de montes
Punhados, litros, exageros, hipérboles
É um cair das estrelas, um apagar do sol
Uma vela de cera derretendo
Uma brisa da madrugada que se dissipa ao início do dia
Uma felicidade triste, uma dor com alegria!
Um poeta que não viveu, nenhuma de suas poesias

(Por bruno.g9)

O amor, que chega manso, qual brisa a soprar,
Em nós encontrou lar, e não quer mais sair do lugar.
É chama que aquece, é luz que ilumina,
A mais bela canção, que a alma ensina.


Em teus olhos, o amor se revela,
Uma história sem fim, pura e singela.
É o toque que acalma, o abraço que entende,
A força que une, e que nunca se rende.


O amor é o riso que ecoa no ar,
É o desejo profundo de sempre te amar.
É a certeza serena, o eterno querer,
O amor em nós vive, para sempre florescer.

Vinicius dizia que o amor não precisa ser imortal, posto que é chama. Mas pedia: que seja infinito enquanto dure.
Adélia nos lembrava que “erótica é a alma”, porque o amor não é só toque — é transcendência.
Rita Lee, ousada e genial, rasgava a falsa moral: “Amor sem sexo é amizade. Sexo sem amor é vontade. Amor e sexo é tudo.”
E Ferreira Gullar, sem floreio, dizia o que poucos têm coragem de admitir: amar não salva, revela.

O amor e o ódio não estão em lados opostos, estão na mesma cama. Dormem juntos, acordam juntos, se confundem. Quem ama com intensidade, quando se decepciona, odeia com a mesma fúria. É no excesso que mora o perigo: o mesmo olhar que já foi desejo, vira veneno; o mesmo toque que já foi abrigo, se torna repulsa. Amor e ódio andam de mãos dadas, e quando um cai, arrasta o outro para o abismo.


Gláucia Araújo

Arquitetura de um Amor que Nunca Existiu


A dor nasce onde o silêncio é mais profundo
não como um grito, mas como um eco que nunca encontra paredes
e se espalha pelo corpo como uma febre que não arde
mas consome
um amor que nunca existiu
e ainda assim
me afoga.


No espaço vazio entre dois olhares que nunca se cruzaram
existe um universo colapsado em si mesmo
um peso invisível que prende os pulmões
e torna cada respiração um ato de resistência
eu bebo a ausência como quem bebe veneno
sabendo que é a única água que resta
e o gosto é de eternidade amarga.


A solidão é um animal faminto que dorme ao meu lado
sonha com pedaços do que sou
e acorda todos os dias para me devorar um pouco mais
há noites em que o teto é um céu sem estrelas
e mesmo assim olho para cima
como se pudesse ver teu rosto nas sombras
como se o impossível fosse apenas uma questão de fé
como se amar fosse um crime que escolhi cometer.


E quando penso que a dor não pode mais crescer
ela encontra um novo nome para si
e o chama de saudade do que nunca foi
saudade que constrói ruínas no meu peito
ruínas que cortam os pés de quem tenta atravessá-las
ruínas que ainda ardem como se o incêndio fosse ontem
e que me obrigam a morar no meio dos escombros.


O tempo passa e não traz alívio
apenas organiza a dor em camadas
cada lembrança inventada repousa sobre outra
como tijolos de uma casa que nunca existiu
e mesmo assim é minha morada
um abrigo de vento e sombra
onde minha pele é mapa
e cada veia um caminho que leva de volta à falta.


Há dias em que não sei se amo a ausência ou o que ela representa
se é você ou a ideia de você que me mantém vivo
porque até o vazio tem forma quando se insiste nele
até o nada pode ser abraçado se a noite for longa o bastante
e na arquitetura desse amor inexistente
sou ao mesmo tempo construtor e ruína
prisioneiro e guardião
morto e sobrevivente.

O amor não é apenas encontro, é também espera. Ele ensina a ter paciência, a respeitar o tempo do outro e a compreender que a intensidade não está na pressa, mas na verdade dos gestos.

O amor não é perfeito, mas é sincero. Ele não elimina as diferenças, mas as transforma em pontes. Não exige que o outro mude, apenas que seja.

O amor não é prisão, é liberdade. Quem ama de verdade não sufoca, mas impulsiona; não retém, mas fortalece; não pesa, mas acrescenta.

O amor é coragem. É arriscar-se a sentir, mesmo sabendo que pode doer. É abrir o coração sem garantias, acreditando que compartilhar vale mais do que se proteger.

E acima de tudo, o amor é presença: está no toque, no olhar, na palavra, mas também no silêncio que acolhe e no espaço que respeita.

K.B

O amor é o mistério que habita o coração humano. Não se prende ao tempo, nem ao espaço, e mesmo invisível, é capaz de mover mundos. Ele nasce no silêncio de um olhar, cresce no gesto simples de cuidado e floresce quando duas almas se reconhecem. O amor é abrigo e tempestade, é calma e vertigem. Não pede explicações, apenas se sente. É a ponte entre o finito e o eterno, aquilo que dá sentido à vida e torna suportável até a dor. O amor é, enfim, o que nos torna humanos.

K.B

Não há no mundo um sentir tão profundo,
Quanto o amor que nos une, em nosso mundo.
Um laço que transcende, o tempo e o lugar,
Apenas o nosso amor, a nos guiar.


Em cada olhar, um universo se revela,
Em cada toque, a alma se desvela.
Não precisamos de mais, nem de algo a provar,
Nosso amor é a verdade, o nosso eterno amar.


É a calma na alma, o riso que ecoa,
A certeza que acalma, a vida que voa.
Um sentimento puro, que em nós se faz lar,
Apenas o nosso amor, para sempre amar.

Eu tenho medo de amar


Eu tenho medo de amar,
Sempre que amo, me dói
Não sei viver um amor leve e feliz
Quando amo, amo intensamente,
Tão intenso que dói


Mas eu gosto
Gosto da sensação de ser pequeno
Pequeno perante o amor que desenvolvi
Amor que sempre corrompe
Me deixa um vazio enorme
Só a quem dediquei o amor preenche esse vazio


O problema de amar intensamente
E se entregar de corpo e alma
É quando não nos corresponde
A única coisa que resta é o vazio e a dor


O vazio que corroe o coração
A dor que dói a alma.
Eu tenho medo de amar
Amar e não ser correspondido


O vazio já se fez presente tantas vezes
Que sinto não ter mais nada para partilhar
A dor já me solou tantas vezes
Que já nem dói tanto
Ainda assim me apavora pensar em amor
Em viver tudo novamente.

Li uma vez que tudo vale a pena
se não vira amor
vira poema
e se nem isso virar
vira silêncio,
saudade e momentos
e também vale
porquê sinto demais
as vezes não cabe em palavras
nem em toque
só transborda e fica
já amei quem nunca soube
já escrevi pra quem nem leu
mas cada ausência que deixou saudade
fiz rima com pedaços meus
amar é cair sem plano,
mas escrever é cair de pé
então tudo bem se doer
tudo bem se não durar
porque no fim
quem sente de verdade
sempre tem o que contar
e mesmo que vá embora
eu fico
inteira, mesmo em pedaços
com cada verso feito cicatriz bonita
porque quem ama assim
mesmo na dor,
se eterniza
e mesmo que ninguém ouça
mesmo que ninguém volte
eu sigo fazendo morada nas estrelinhas
onde tudo que vivi
ainda respira e se recorta
feito cicatriz que vira arte
e eu conto
porque sentir é um jeito bonito de existir
mesmo que não volte
mesmo que não fique
o que é real não parte!