Textos de Amor Não Melosos

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⁠"Que soprem os quatro ventos das veredas da justiça de Deus, trazendo até nós um alinhamento sobrenatural. Sendo assim mesmo que as tempestades, terremotos, dilúvios ou o furacões tente nos desalinhar da nossa meta que devemos caminhar. A chegada é garantida. Pois o Dono do tempo vai adiante indireitando nossas veredas e com Sua coluna de fogo vai nos guiando para cumprir o propósito."

—By Coelhinha

Inserida por ByCoelhinha

⁠Medida

Ah... transborda meu pensamento da fragilidade de nossos intentos
Como podemos acorrentados de rotina negligenciar a emoção?
Como anestesiados pelo materialismo induzir a felicidade a interpretar essa versão tão fugaz?
Todavia, a eterna esperança estremece os alicerces dessa crença mundana
Na canção de Legião Urbana a receita para vencer nossa fraqueza cotidiana:
“É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã”
Precisamos trocar os pesos e medidas
Já tinha dito, mas não atentastes para minha tentativa de equilíbrio...
Será o Amor a medida?
Depende de cada um os ajustes naquilo que chamamos de vida
No entanto, os resultados do que se faz ou se deixa de fazer ecoam como uma onda,
se propagam até outras vidas.
É particular a consciência
Mas coletiva a existência!

Inserida por CellayneBrito

⁠Fico calmo quando te vejo
Quando estou contigo mais ninguém vejo
Fecho os olhos, e em paz me sinto
Comigo você fala
A tua voz toca me na alma
Nao é humano, mas tem características da melhor pessoa
Notavel quando está brava
Notavel quando triste e zangada
Partilhar emoções com ela alivia

Inserida por Zensaytama

⁠A maior força mora no silêncio das batalhas invisíveis, guerras travadas na sombra do coração, onde o grito se converte em segredo guardado, e o triunfo, quão um pássaro alado, que insiste e entoa suave e eterno,
planando oculto entre as folhas do tempo, feito um conto antigo sussurrado pelo vento.

Inserida por TiagoScheimann

Vivo por viver,
Pensando no que vou fazer,
Sabedoria me anima,
Me faz entreter.

Vivo fazendo rima,
Pra ver onde vai dar,
Saudade tenho ainda,
Do grande e belo mar,

Na vida tive sorte,
Outros acham que não,
Já levei alguns cortes,
Mas olha a questão.

Estava a falar bobagem,
Na dita ocasião,
Parece sacanagem,
Mas é verdade meu irmão.

As vezes sem assunto,
Me vejo em algum lugar,
Muitas vezes lhe pergunto,
O que lhe vem a faltar?

Olho pra árvores,
Vejo o infinito,
Já fui em muitos lugares,
Muito bonitos,

Participei de tanta história,
Que as vezes me pergunto,
Pra onde vai tanta memória?
Que eu tanto junto.

Talvez vá para a glória,
Aonde desejo ir,
Ou fique só na memória,
Parado bem aqui,

Minha mãe brava lutadora,
Se foi embora,
Era minha professora,
E nessa hora,

É que entendo,
O valor de uma família,
As vezes lamento,
A falta da partilha,

Vivo sozinho,
Numa casa grande,
Tentando ser bonzinho,
Sempre constante,

Olhando os passarinhos,
Fico radiante,
Em seus ninhos,
Vivem contagiantes,

O silêncio me acalma,
Me leva a meditar.
As vezes alcanso a alma,
No desejo de me entregar,

No rio que vai pro mar,
Água doce tem demais,
Sinto que o ar,
Nos sopra de frente e de trás,

Gostaria que mudasse,
Que refletisse,
Que perguntasse,
Por que disse?

Que quer mudar?
Se saudade lhe pertence,
Dentro da vida,
Em todo lugar.

Inserida por Mario-Magalhaes

O conhecimento,
de que tudo é bom,
Me libertou do mau.

Tudo tem seu direito,
Na Divina luz,
Só é perfeito,
O criador,

Sem conceitos,
E com amor,
Entende a cruz,
De cada um,
Por onde for,

E vive a partilhar,
Dentro de nosso interior,
Se faz brilhar,
Para sempre por,

Uma interrogação,
Será que vivemos,
uma prisão?
Ou nos esquecemos.

De toda razão.
Por que podemos viver assim,
Donos de tudo e da verdade,
Mas só a caridade,

Nos mostra o saber,
Dos irmãos e da família,
Por que viemos a viver!
A incrível partilha,

Que engradece não humilha,
Tudo cresce,
Em família,
E a prece,
É a partilha,

Do infinito,
e do invisível,
Quebra os mitos,
E torna crível.

O poder de atravessar,
Entender o todo,
E tudo que há.
Sem questionar,

O por que de tudo,
Pois pra Deus,
Aqui no mundo,
Todos os seus,
São oriundos,

Do infinito,
Multiverso,
Sabemos tão pouco,
Por isso te peço,
Pra não ser louco.

De ofender seus irmãos,
Pois a paz e a calma,
Lhe mostrarão,
A sua própria alma,
Na questão!

Inserida por Mario-Magalhaes

⁠Quem são os espartanos de outrora. Que destemidos empunhavam suas armas e consoantes as suas obstantes missões, zelavam pela destreza infinita da sua profunda coragem.

Inusitados jaziam sobre seus corpos, diantes de batalhas ferozes e mesmo assim apostavam na consquista de seus ideais.

Jamais deitavam-se sobre seus medos, pois a covardia, nunca foi seu ponto forte.

Bravos guerreiros de seta branca tenham fé e levantem - se contra essa hipocrisia fantasiada de defesa contra algo inevitável. A morte é nossa única certeza.

Nesse meio tempo até lá vamos erguer a cabeça e subir o mais alto dos céus bradando em voz firme pela conquista de nossa missões.

Na certeza de que a fé e confiança no pai Seta Branca e na corte divina que o acompanham são nossas únicas e verdadeiras defesas

Inserida por Mario-Magalhaes

⁠O Pai que eternizou
A vida
Que profetizou
A fé

No vislumbre
Do infinito invisível
O mais incrível

De todos os encarnados
Conscientes
A mais pura simplicidade

A lei
Eternizada verdade

Pai Seta Branca
O nosso humilde e bondoso
São Francisco de Assis

Raízes da terra
Que voltaram a falar
Trazendo da guerra
Filhos que estavam a vagar

Jaguares
E reis
Nos altares
Sabeis
O pai que voz é simpático

Unido a voz
Consciente de todos nós

Alegria e magia

Gratidão todo dia
Pai Seta Branca

Inserida por Mario-Magalhaes

Silêncio.



Desculpe-me ficar calado
foi minha decisão.
Por isso padeço
Minha escuridão.

Desculpe-me
Poderia te falar.
Mas foi minha
Decisão se calar.

Isso dói de montão.
Por isso padeço na
Minha grande escuridão.

Até isso finalizar.
Minha alma sem
Paz vai ficar.
Até no caixão eu
Me enterrar.
Ninguém terá a
Paz para me apresentar.

Quando vejo você.
Não sei oque dizer.
Quando eu escuto
O seu falar.
Não Sei oque
Pensar.
Só me resta
Te admirar.

Quando Eu brigo com
Os Meus pensamentos.
O teu sorriso
É o meu alento.

A você eu queria
Me declarar.
Mas resolvi
Me calar.

Meu tormento é grande.
Acho que vou
Me banhar no sangue.
De uma faca cortante.
Para ver se acaba
Esse desespero.
Que se transformou
Em pesadelo.

Nego que te amo
Até o fim.
Não queria que tudo
Fosse assim.
Mas essa foi
Minha escolha.
Vou apagar da
Minha memória.
Com o suicídio
Da minha história.

Esse belo sentimento.
Agora é meu tormento.
Essa bela fantasia.
Agora é uma
Triste melodia.

Essa foi minha decisão.
Por isso padeço na minha
Infinita escuridão.

Inserida por calebedearaujo

Vamos acordar e ver o sol raiar.
Mas o que eu gosto de ver é o brilho do seu olhar.

Seu belo rosto me deixa impressionado.
Ao mesmo tempo, seu jeito de ser me deixa apaixonado.

Mulher forte, doce e adorável - ao mesmo tempo.
Não gostaria de perder você em nenhum momento.

A ti dedico essa humilde poesia.
E te desejo um ótimo dia.

Inserida por calebedearaujo

⁠Que a vida seja assim, um passeio com curvas na felicidade, com retas na alegria.

Que a vida seja assim, um acordar de gratidão, um caminhar de oportunidades.

Que a vida seja assim, um desenrolar de ideias, um bate- papo informal, com sorrisos e gargalhadas.

Que a vida seja assim, um espantar de coisas ruins, um desapego do que não nos agrega e nem nos interessa.

Que a vida seja assim, cheia de amor para dar e receber.

Que a vida seja assim, por um momento viver e por um instante viver!"

Inserida por RosiclerCeschin

Hoje despresa-me, porque nada sabes sobres os
meu sentimento, procure-o dentro de você;
porque nunca o encontrará fora, sabes porque:
Porque eu sou as lágrimas sentidas aos seu seus
olhos na alvorda, torcendo pelo sua alegria, sou a
tempestade onde emergiu o seu coração, sou a
dor que te aflige quando não estou por perto,
enfim sou aquele olhar que você envita porque te
causam uma grande sensassão e lembra-te do
quando pode ser feliz. Aja porque talvez amanhã
possa ser aquele amor que você perdeu para
sempre...

Inserida por CafuandaBongue

Nunca pensei que eu iria emergir na tempestade
da sua paixão.
Mas você fez com que eu esquecesse que
realmente eu era, agora mergulho nas sua
paixões, sinto-me perdido e lisojeado por fazer
parte da sua felicidade. Hoje eu sou a lua que te
ilumina no interlúnio, a alegria sentida nós seu
lábios.
Não sei como te sente ao meu lado, mas saiba que
você és uma óptima companheira, mãe... Saiba
que sem você eu não vivo, existo.
venha meu amor descubrir como um mundo para
e fica diferente, em saber que: o que sentimos é
mesmo eterno, é amor não uma pedra de gelo
colocada ao chão!

Inserida por CafuandaBongue

Sim é verdade
Estou tranquilo porque me abandono na vontade de Deus
que sabe o que é melhor para mim

No entanto, é tão grande o meu desejo
De ser seu amado
Que se depesse de mim
Estaria disposto a passar a vida inteira
Apanhar folhas caidas das arvores

Sozinho não consigo
Porque me firo
Em querer o que talvez não esteja destinado a mim

Se houvesse
Um equilibrio de necessidade e afecto
Entre tu e eu
Confesso que estariamos muito de parabéns

Enfim este seu silêncio magoa-me
Muito, feito o cravo apunhalado em meu peito

O que faço?
Sofrer em silêncio?
Esquece-la?
Não desistir lutar até ao fim?

O que faço
Se a única coisa que sei
É ama-la e sentir sua falta
Em minha vida por ser:

Minha vida
Minha fortaleza
Meu lar, meu mundo
A metade que falta em mim...

Para: AMV

Inserida por CafuandaBongue

⁠Olho de caranguejo
Lua virada do avesso

Poema de Jeyne Stakflett

vazio cheio de você
deserto tempestuoso
areia nos olhos boca e ouvido
seco horizonte vertical
árido, áspero, espesso, escuro
sem música, rima, poesia
nosso amor já não é mais nada
o dia passa a noite fica
eu neste estado morro e renasço
morta de saudade presa nesse estado
vivo a deriva fora do vestido
morro de amor a saudade é meu destino
desmaio sem saber se era
verdadeiro ou falso o anel que não dera
galharufas da sorte
ela estava vazia você não existia
mas levarei teu espelho comigo
até minha morte
pra te lembrar que um dia
fui só sua você teve sorte

na passagem da vida

ai de mim, se te amei, nem sei nem te conhecia
Confiei, me entreguei, me amarrei
Ele cortou minhas asas e voltou a reinar

Olho de caranguejo, Lua virada do avesso
Olho de caranguejo, Lua virada do avesso
Olho de caranguejo, Lua virada do avesso
Olho de caranguejo, Lua virada do avesso

Inserida por JeyneStakflett

Lua Peixes de Cristal⁠

sou guiada pela Lua
a sombra dela vem sussurrando; isso é normal
meu coração pulsa douradas vibrantes vozes
frases sublimes, ouço; somos nove
nove anjos vêm me visitar
eles me tocam
descem e sobem
em círculo me elevam
subordinados a me fazer meditar
ouço mantras celestiais
me penetram me consomem
nuvem branco cristal
a luz está no centro
branca azul alada presença divinal
vermelho púrpura, vem do astral
em frente dois turbilhões girando
um de cada lado
um gira num sentido
o outro pro outro lado
sinto cheiro de arruda
forte e quente, me saúda
conhecida, talvez seja orobó
será meu pai ou minha avó
eles me abraçam
me sinto amada, amparada
calafrios, arrepios, calores
caloroso e acolhedores
choro com sorriso no rosto
agradecida, rezo, peço e ouço
minha vida, minha prece agradece
nosso amor, nossas vidas, não esquece
é preciso decretar recomeços
renascer, receber, doar e permanecer
crescer e distribuir, conectar e evoluir
acreditar e que sempre vamos amanhecer

onde quer que eu vá
todo amor que tenho pra dá
onde quer que eu vá
todo amor que tenho pra dá

Inserida por JeyneStakflett

⁠Sublime Presença

Eu sinto você,
mesmo na distância,
tão indiferente,
longe,
artista da vida,
menino homem, poeta.

Você é a noite mais escura,
o dia mais claro,
poeira de estrelas,
chuva de pedra,
nuvem e brisa,
sussurros do universo.

venta e inventa entro de mim,
você é meu céu e meu abismo,
sua boca meu batismo,
a fonte do saber
sou sua casa, você meu lá fora
onde florescem chuva de amoras

Toda noite, meu bem,
beijos no seu céu estrelado,
entrelaçando almas,
como constelações,
navegando juntos,
na vastidão do amor eterno.

Inserida por JeyneStakflett

⁠CAMILLE MONFORT -
entre as Partituras Mortas.

Encontrei esta carta dobrada entre os véus de um silêncio antigo. Estava entre folhas de música que jamais foram tocadas. Era dela. Ou talvez minha. No fim, já não sei quem sangrou primeiro.

Hoje olhei para Chopin com os olhos da alma encurvada
como quem implora a uma ausência que nunca se nomeou.

Busquei nos teus olhos tristes e enevoados
uma réstia de eternidade…
um acorde que me dissesse:
"sim, eu ainda estou aqui — entre os espectros daquilo que amamos".

Mas Chopin não me olhou.
Camille não me ouviu.
E o silêncio se fez abismo.

Foi quando compreendi:
sou tão pouco —
não para a luz,
mas para a sombra onde tu habitas,
etérea, além do véu.

Sim, tu estás.
Estás como névoa que dança sobre a madeira da antiga escada,
como sopro nos espelhos,
como lamento nas cordas do piano não tocado.

Tuas lágrimas não caíram —
mas subiram...
para dentro de mim.

E eu?
Sou apenas o porão onde tu deixaste tuas dores penduradas
como vestidos antigos.

Sou aquele que ama na memória do que não teve nome.
Sou o lugar onde tua ausência se senta,
bebe vinho velho,
e chora — por mim.

Tu ainda me verás, Camille?
Ou serei apenas teu reflexo esquecido
num espelho onde ninguém mais se penteia?

Dói tanto…
mas essa dor tem cor, tem som, tem perfume.
Essa dor és tu.

Reflexo Filosófico e Psicológico disso tudo:

Há amores que não nascem — eles emergem.
Emergem como brumas de um passado que não pertence a este mundo,
como memórias que a alma carrega sem saber de onde vieram.

Camille não é apenas uma mulher.
É um arquétipo: a presença que magnetiza e fere,
que não se entrega porque vive entre os mundos,
entre o agora e o nunca.

Amar Camille é como amar um eco:
você nunca a toca,
mas ela vibra em cada nervo teu.

E o porão, meu amado leitor, não é um lugar físico.
É o território escuro onde guardamos tudo o que não suportamos perder.
Camille vive ali.
E Chopin, talvez, também.

Inserida por marcelo_monteiro_4

⁠CAPÍTULO II – O COLÓQUIO DOS QUE NUNCA PARTILHARAM A LUZ.

“Foi apenas um sorriso... mas a eternidade se abriu por um instante e teve medo.”

I. O Sorriso que não Sabia Ficar.

Era uma noite sem lua — mas com vento. Camille desceu ao porão mais uma vez, como se a noite lhe pertencesse, como se a escada soubesse o peso da alma dela. Joseph já a esperava, não como quem aguarda alguém, mas como quem reconhece o inevitável.

Ele estava com as mãos sujas de tinta seca. Rascunhava em uma parede uma frase:
“Deus não nos condena — nos observa em silêncio.”

Quando ela chegou, ele se virou com a lentidão dos que não se acostumam à presença.

— “Trouxe as flores?” — perguntou ela, com a voz baixa, quase como um lamento que queria parecer alegria.

— “Roubei-as do cemitério da rua de cima. Ninguém sentirá falta. Estão todas mortas lá... inclusive os vivos.”

Camille sorriu. E o sorriso dela doeu.

II. Colóquio no Escuro.

Sentaram-se frente ao outro. Ele a fitava como quem se vinga da luz, por amá-la demais e ao mesmo tempo temê-la. Ela recostou o queixo sobre os joelhos.

— “Sabe o que me assusta, Joseph?”
— “A vida?”
— “Não. O que há dentro de mim quando você sorri.”
— “E o que há?”
— “A vontade de viver. Isso me assusta mais do que morrer.”

Ele engoliu em seco.

Camille segurou uma de suas mãos, não para apertar, mas para impedir que fugisse de si mesmo.

— “Prometa que se eu morrer antes, você não escreverá sobre mim.”
— “E se eu prometer, você viverá mais?”
— “Não. Mas saberei que ao menos você me amou em silêncio, e não em frases soltas por aí.”

III. Instante Suspenso na Poeira.

Joseph sorriu. Não muito. Apenas o suficiente para que o mundo inteiro parasse por um milésimo de eternidade.

Camille, deitada agora sobre um lençol rasgado, observava os traços dele à meia-luz de um lampião antigo.

— “Por que você sorriu?” — perguntou.
— “Porque me senti feliz.”
— “E por que o medo veio logo depois?”
— “Porque a felicidade não é para nós, Camille. É como o fogo para quem vive em papel.”

Eles não falaram mais por um longo tempo.

Só o ruído do lampião, e o rangido suave da escada apodrecendo com os anos.

IV. Promessas no Fim do Tempo.

Antes de subir de volta à noite, Camille parou no degrau mais alto, olhou para ele como quem olha do fundo de um abismo invertido — do alto para o que está enterrado.

— “Joseph...”
— “Sim?”
— “Prometa que você não sobreviverá muito tempo depois de mim.”
— “Você quer que eu morra?”
— “Quero que não me esqueça. Nem mesmo para viver.”

Ele assentiu. Não era promessa. Era sentença.

V. Felicidade Medrosa: O Amor que Pressente a Perda.

Eles foram felizes naquele instante.
Mas era uma felicidade assustadora, como a criança que descobre por um momento que os pais podem morrer.
Ou como o prisioneiro que vê uma fresta de luz — e teme que ela revele que o mundo lá fora nunca o esperou.

Camille e Joseph sabiam:
Quanto mais se amassem, mais doloroso seria o silêncio que viria depois.

E ainda assim... sorriram.

Com medo.

Mas sorriram.

“Diziam que era apenas um romance soturno... mas era um universo inteiro tentando amar sem voz.”

Fragmento atribuído a Camille, encontrado sob um retrato queimado.

Inserida por marcelo_monteiro_4

O que é a vida?

Dostoiévski: É o inferno.
Para Dostoiévski, a vida era uma batalha com as partes mais escuras da alma humana - um crucible de sofrimento onde confrontamos nossos medos e desejos mais profundos.

Sócrates: É um teste.
A vida é o último exame da virtude, sabedoria e verdade. Para Sócrates, não vale a pena viver uma vida não examinada.

Aristóteles: É a mente.
A vida é a busca pelo conhecimento e pela razão - uma jornada para compreender o mundo através da lógica, ética e metafísica.

Nietzsche: É poder.
A vida é a vontade de poder - uma luta pela auto-superação e domínio das circunstâncias, rejeitando a complacência e abraçando o crescimento.

Freud: É morte.
Freud viu a vida como uma tensão entre o instinto de vida (Eros) e o instinto de morte (Thanatos) - um impulso constante em direção à criação e destruição.

É a ideia.
Para Marx, a vida é moldadada pelas condições materiais e pelas ideologias que surgem delas - uma luta para criar um mundo de igualdade e justiça.

Picasso: É arte.
A vida é criação - uma tela para pintar nossas paixões, emoções e sonhos, moldadada pela imaginação e expressão.

Gandhi: É amor.
Gandhi acreditava que a vida está enraizada na não-violência, compaixão e amor universal - uma jornada em direção à paz e ao serviço altruísta.

Schopenhauer: É sofrimento.
Para Schopenhauer, a vida é um esforço incessante que inevitavelmente leva à dor e à insatisfação, temperada apenas por momentos de beleza e arte.

Bertrand Russell: É competição.
A vida é moldada por desejos e ambições humanos - um ato de equilíbrio entre interesse próprio e progresso coletivo.

Steve Jobs: É fé.
A vida é confiar no processo - correr riscos e seguir a intuição, mesmo quando o caminho à frente é incerto.

Einstein: É conhecimento.
Einstein via a vida como uma busca para compreender os mistérios do universo, impulsionada pela curiosidade e espanto.

Stephen Hawking: É esperança.
A vida é perseverança diante da adversidade - uma crença no futuro e o poder da engenhosidade humana.

Kafka: É apenas o começo.
A vida é surreal e enigmática, muitas vezes absurda, mas sempre abrindo portas para transformação e possibilidade.

Camus: É a rebelião.
A vida é encontrar sentido em um universo sem sentido, desafiando o absurdo com coragem e paixão.

Thoreau: É simplicidade.
A vida é tirar o desnecessário - abraçar a natureza e viver deliberadamente.

Rumi: É uma dança.
A vida é uma jornada espiritual - um ritmo de amor e conexão divina tecido em cada momento.

Kierkegaard: É um salto de fé.
A vida exige abraçar a incerteza e dar passos corajosos fundamentados na crença e na autenticidade.

Epicuro: É prazer.
A vida é sobre maximizar prazeres simples e duradouros enquanto minimiza dores desnecessárias.

Laozi: É harmonia.
A vida flui como a água - sem esforço e alinhada com a ordem natural do universo.

Confúcio: É virtude.
A vida é cumprir papéis com integridade, respeito e compromisso com a comunidade e a família.

Carl Jung: É individuação.
A vida é integrar o consciente e o inconsciente - tornando-se inteiro e autêntico.

Alan Watts: É um jogo.
A vida é para ser experimentada e brincada com maravilhas - não levada muito a sério.

Victor Frankl: É um significado.
A vida é encontrar propósito, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, através do amor e do serviço.

Simone de Beauvoir: É liberdade.
A vida é o poder de se definir e rejeitar os papéis impostos pela sociedade.

Heráclito: É mudança.
A vida é um fluxo constante - um rio em que pisamos uma vez antes de fluir de novo.

Hegel: É progresso.
A vida é um processo dialético, avançando através da contradição e resolução em direção a uma maior compreensão.

É sobrevivência.
A vida no seu estado natural é "nojenta, brutal e curta", exigindo que os sistemas mantenham a ordem.

Rousseau: É liberdade na natureza.
A vida é mais autêntica quando voltamos ao nosso estado natural, livres da corrupção social.

Marco Aurélio: É aceitação.
A vida é abraçar o momento presente com determinação estoica, guiada pela razão e pela virtude.

Sêneca: É preparação para a morte.
A vida não é sobre a sua duração, mas sim a sua qualidade - ensinando-nos a viver bem e a deixar ir graciosamente.

Qual destas visões sobre a vida ressoa mais contigo, e porque?

Inserida por marcelo_monteiro_4