Textos de Amor Não Melosos

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O Triunfo Silencioso do Amor sobre o Orgulho.

Vencer o orgulho diante daqueles que nos são indiferentes é mais do que um gesto moral — é uma conquista íntima. O orgulho não se manifesta apenas na oposição direta ou no ressentimento contra quem nos fere; ele também se oculta na frieza, na indiferença e no desprezo pelo convívio humano.

Allan Kardec adverte em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo IX, item 6, que “o orgulho é o sentimento que mais separa os homens uns dos outros”. A indiferença, que parece apenas um silêncio social, é, na realidade, um muro invisível erguido pelo orgulho contra o dever de fraternidade.

A psicologia espiritualista nos mostra que o silêncio não é apenas ausência de palavras, mas pode ser também a ausência de reconhecimento e de afeto, capaz de ferir tanto quanto o conflito aberto. Joana de Ângelis lembra em O Homem Integral que a indiferença cria estados de “desconexão afetiva”, afastando consciências umas das outras e impedindo a solidariedade de se firmar.

No convívio social, mesmo quando nos sentimos tentados a ignorar aqueles que nos parecem indiferentes ou irrelevantes, somos convidados à lição do Cristo: “O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles” (Mateus, 7:12). Assim, o triunfo não está em ter razão ou em manter distâncias, mas em silenciar o orgulho e estender, mesmo sem palavras, uma atitude de amor.

Em O Livro dos Espíritos, questão 766, Kardec pergunta: “O homem, procurando a sociedade, não faz mais do que obedecer a um sentimento pessoal ou há, nesse sentimento, um objetivo providencial de ordem geral?” A resposta é clara: “O homem deve progredir. Sozinho não o pode, porque não dispõe de todas as faculdades; falta-lhe o contato com os outros homens.” Eis a confirmação de que o convívio social é indispensável ao nosso triunfo moral.

O silêncio do orgulho isola, mas o silêncio do amor edifica. A vitória verdadeira não está em afastar-se dos indiferentes, mas em transformar o próprio coração em ponto de encontro.

Conclusão:
Triunfar sobre o orgulho é aprender a amar em silêncio, onde a palavra não chega e onde o gesto simples de fraternidade se torna um evangelho vivo.

Nas minhas escritas, a recorrência do tema amor e sentimentos sinto como missão, desde sempre, por intuição e sensibilidade, sem indução, puro estímulo interior. Sonhos também sempre a bordo, pela sua importância para o amanhã.
Porém, o que nos reserva o próximo minuto? Quem está livre ou isento de ter um meteoro caindo sobre a cabeça no próximo segundo?
Amor, sentimento e intuição formatam a vida, sua qualidade e dão lastro para suportar as adversidades no presente, no futuro e até na releitura do passado.
Por crer nisso e estar convicto, continuo recorrente, objetivo e sucinto nas minhas escritas. Podem ser avaliadas como bobagens, mas, se forem lidas, missão cumprida.
Nada de receitas ou conselhos, apenas sugerindo uma reflexão sobre a importância daquilo a que não damos importância no cotidiano: no próximo minuto, no seu hoje, no amanhã, na sua vida.

MEU PAI, MEU HERÓI


Meu pai, meu herói...


Nome que define proteção e amor.


Um amor sem limites,
que o tempo não consegue explicar.


Um amor que não se pode comparar.


Um amor que cresce todos os dias.


[Pausa]


Pai...


Você foi escolhido por Deus
para ensinar e guiar
desde os nossos primeiros passos.


Muitas vezes,
as nossas primeiras palavras são:


Papai... papai...


E Deus lhe deu uma tarefa valiosa:


Nos instruir pelo caminho certo,
o caminho de retidão.


[Pausa]


Meu pai...


Sou grata a Deus por sua vida,
por ser o melhor pai do mundo.


Sua coragem e persistência
para nos proporcionar o melhor
fazem de você o meu herói.


[Pausa]


A Palavra de Deus diz:


Deuteronômio 6:6-7
“E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração;
e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa,
e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.”


[Pausa]


Sua existência não é um acaso.


Sua existência foi pensada
e arquitetada pelo Autor da Vida.


Você recebeu a missão de:


Ensinar.
Prover.
Proteger.
Educar.
Guiar.


Pai...


Você é um propósito de Deus
para esta tão grande missão.


Esta missão não é uma missão qualquer.


Ela é a mais importante de todas.


É através de quem você é
e dos seus ensinamentos
que vai se definir o futuro
dos seus filhos.


[Pausa]


A Bíblia também nos ensina:


Provérbios 22:6


“Ensina a criança no caminho em que deve andar,
e ainda quando for velho, não se desviará dele.”


[Pausa]


Instrua o seu filho no caminho bom.


Ensine.


Corrija com autoridade,
mas não perca sua essência de pai cristão.


Seja autoridade no seu lar,
nos seus ensinamentos.


Mas tenha equilíbrio espiritual
para que não saia de ti
a presença de Deus.


[Pausa]


Algumas vezes você será visto como chato.


Outras vezes irão lhe dizer
para deixá-los fazer o que gostam.


Mas não importa como você será visto na sociedade.


Jamais esqueça a autoridade que Deus lhe deu.


Jamais abandone a missão
que Deus confiou a você.


[Pausa maior]


E aos filhos...


Obedeçam e aceitem
as correções dos seus pais.


Amem seus pais.
Cuidem.
Abracem.


E o mais importante...


[Pausa longa]


Pai...


Você é o reflexo do amor incondicional
E da proteção de Deus no seu lar


Para o seu filho...
Você é o exemplo de homem temente a Deus


[Pausa longa — voz emocionada]


E que, enquanto houver tempo...


Seus filhos possam dizer:
Meu pai...
Meu herói...


Pai,
Sou grata a Deus por sua vida.
Por tudo que você é.
Por tudo que você representa.


E por você ter sido escolhido por Deus


Que o Espírito Santo continue guiando seus passos
Todos os dias de sua vida...


Feliz Dia dos Pais!


_____________________________________


Poesia escrita por: Carolaine Cruz




Uma poesia dedicada ao dia dos pais.


Ao recitar a poesia sempre fazer menção ao nome da autora.

O poder do amor




Quando estou triste e me deparo com uma situação aparentemente impossível, suspiro e tento manter a calma.Digo para mim mesma "vai passar" por que de fato todas as outras situações difíceis também passaram...












Elana

Uns dizem que o amor é prazer, outros dizem que é dor, é sofrer, e há quem diga que é paixão, algo bom que se sente, o que te deixa contente e que não cabe no coração. Muitos dizem que o amor é o melhor dos sentimentos, que satisfaz, te compraz, que faz do menos o mais, do pouco o demais. Algo transformador, o que move e incentiva, que cura até uma ferida e que dá uma nova vida.

O amor é fácil de entender, mas só vivendo pra aprender. É uma mistura de tudo que tem de bom, algo que não cabe dentro de você. É parceria, harmonia. É prazer, compreender, se alegrar e até sofrer. É coisa bonita de se ver, que naturalmente faz transparecer no parecer, faz a gente se doar com tudo o que se tem, faz até a gente tirar de onde não tem, só pra fazer um bem pra alguém que se quer bem. Porque as ações mostram que o amor é real, algo magnífico ou até sobrenatural. E é assim que a gente entende que como o amor não tem igual.

Cigarros, amor, madrugadas e fugas


As vezes eu gostaria de me desligar do mundo,sabe? Fugir das minhas responsabilidades por pelo menos uns 3 dias e quando voltasse,teria milhões de mensagens do meu chefe perguntando por que eu não enviei aquela droga de relatório.
Queria dizer também que eu te amo numa dessas fugas,aliás queria dizer eu te amo enquanto estou bêbada,porque ai sim eu teria coragem,talvez eu saisse de madrugada,com a mente em outro mundo,um distorcido,iria para bares onde só gente que perdeu a esperança e a vontade de viver frequenta,subir nas mesas enferrujadas aquelas bem clássica e recitaria alguns versos de poesia que eu escrevi umas noites atrás pensando em você.
Queria também,enquanto não estivesse presente,falar de todas as pessoas que eu já amei,enquanto a fumaça do cigarro que eu peguei escondido do meu avô queima minha garganta e fazem meus olhos arderem,não é um vício,eu fumo quando eu estou doente,doente de alma e ultimamente eu ando ficando doente demais.
Eu fumo contando sobre todas as pessoas que passaram na minha vida,aquelas que eu deixei ir por medo,hoje talvez elas me odeiam,mas eu levo os traços delas dentro da minha bolsa todos os dias,nas minhas noites mal dormidas.Eu escolhi ser ausente,mas talvez,Talvez, se você estivesse naquele bar,
entre as luzes fracas e as mesas tortas,
me ouviria recitar seu nome,você riria,com aquele sorriso meio triste,entendendo que eu já estou perdida e enlouquecida.
Talvez um dia eu pare de fugir pelas madrugadas a fora,talvez eu conte fale de você para os perdidos de alma em meio ao bar,talvez algum dia eu tenha coragem de te dar uma flor sem precisar estar com algum tipo de droga na mão.
Mas por enquanto,vou continuar fumando,te escrevendo poesia bebada,recitando ela na sua janela numa quarta feira a noite enquanto só os desgraçados e os apaixonados madrugadam e me escutam.
Mas no meio dessa minha ausência,fumacae loucura,vc eo único lugar que eu realmente queria voltar. No final tem
"Eai talvez eu finalmente entregue o maldito relatório"

altora: virginia dossi

Bom dia.
Valeu meu irmão👏👏👏 valeu minha irmã ☀️
Juntos com a alegria e esse amor que todos vocês nos concedem, com cada palavra, gesto de carinho e gratidão: nesse despertar e amanhecer... Sinto também, maravilhosamente, todo esse potencial Divino, animação, vibração e revigoramento que me invade e me contagia! É gratificante sentir esses raios que vem de vocês e do alto, e que nos ilumina e aquece!... São expressões infinitas da graça de Deus, com seus raios revigorantes que nos tocam e proporciona essa luminosidade que também provém desse poderoso astro: o nosso sol! Que enche os nossos corações de emoção e fé! Tudo isso aquece a nossa alma e vem todos os dias nos despertar e fazer sentir a presença de Jesus. E que ele possa também lançar em todos os vossos caminhos, sementes de paz, saúde e felicidades.
Muita beleza e luz na vida de todos💓🤝
Amém 💖

A biologia do amor


Olhamos para as relações modernas como quem olha para o guarda-roupa. Diante do primeiro sinal de desgaste, de um fio puxado ou de uma costura que cedeu, a resposta imediata tem sido o descarte. Trata-se o amor como matéria inanimada, uma peça de vestuário que se usa até gastar e, depois, joga-se fora para abrir espaço para a próxima novidade.
Mas o casamento não é feito de tecido.
O casamento é como uma célula que pode ser restaurada por tempo indeterminado. Ele é um organismo vivo, dinâmico, dotado de uma biologia própria. Onde muitos enxergam o fim pelo desgaste, quem compreende a natureza do laço enxerga a necessidade de regeneração. Uma célula não se joga fora quando adoece; ela se nutre, se adapta e se reconstrói do zero se receber os estímulos certos.
Em um mundo que escolheu a facilidade do descarte, insistir na restauração contínua dessa célula é o verdadeiro ato de coragem e amor.
— Kathleen Soares

A Luz que Pregam


Pregam a luz,
mas vivem na escuridão.
Falam de amor,
mas carregam julgamento no coração.


Pronunciam o nome de Deus
como quem conhece a verdade,
mas esquecem que nenhuma fé
deveria caminhar ao lado da crueldade.


Estendem a mão em público,
sorriem como se fossem abrigo,
mas, quando encontram alguém diferente,
transformam o abraço em perigo.


Pregam aceitação,
mas escolhem quem merece pertencer.
Falam sobre perdão,
mas não sabem perdoar o que não conseguem entender.


E talvez a maior ironia
seja chamarem de escuridão
aquilo que simplesmente não se parece
com a luz que aprenderam a imitar.


Porque há quem acenda velas,
faça orações e fale de salvação,
mas seja incapaz de oferecer
um pouco de compaixão.


Eu não preciso apontar dedos.
A consciência sabe quem é quem.
Afinal, quem realmente vive na luz
não precisa provar que é luz para ninguém.


Há quem pregue a luz em nome de Deus,
enquanto escolhe viver na escuridão
quando ninguém está olhando.

reamar.


Enterro o que fomos sem negar o que fomos,
deixo o antigo amor repousar sem pesar
há coisas que morrem para que, entre os escombros,
duas mãos diferentes se possam tocar.


Não quero o retorno do mesmo começo,
nem repetir promessas que o tempo desfez
se ela vier, que eu saiba encontrá-la de novo,
como quem conhece e descobre outra vez.


Imagino nós dois numa mesa qualquer,
ela contando alguma coisa e eu distraído,
não pelo que diz, mas pelo jeito de dizer
como se o amor tivesse enfim aprendido


que amar não é saber quem o outro será,
é ter curiosidade de vê-lo mudar.


E talvez, quando a tarde cair sobre nós,
eu perceba, sorrindo, uma coisa singela
não foi o tempo que trouxe de volta a nós,
foi o que aprendemos enquanto faltava ela.


Porque ainda seremos estranhos em certas manhãs,
ainda haverá perguntas que não saberemos fazer
e eu quero justamente essas partes humanas:
descobrir sua nova maneira de ser.


Que ela também me encontre sem me procurar, nas versões antigas que um dia conheceu. Eu não quero que ela volte para o homem de lá, quero que ela conheça o homem que o tempo me deu.


E se algum dia estivermos, sem perceber,
em qualquer canto do mundo, sem nada especial, eu quero olhar para ela e finalmente entender


o nosso amor não voltou.


Ele começou de novo.

Paralelo à liberdade
(Mauro 1Evaristo)

É muito mais fácil odiar que amar,
Amor é criança pedir a camisa do Neymar
Ódio é multidão irascível insana
Sujando a história democrática corintiana.

Ódio não existe ou permite razão
Daí todo o que odeia ser sem noção,
O amor é paralelo à liberdade
Só ama quem tem responsabilidade.

Ódio é doentio, divide qualquer nação,
Quem odeia perde o rumo e razão
Ignora causa, fato e efeito,

Quem odeia despreza ter coração,
Mas o Amor engrandece qualquer sujeito,
Quem odeia só vê o reflexo no espelho.

feradapoesia.blogspot.com

Será que um dia terei seu amor?
É tão fútil isso...não saber seus sentimentos
Olhar para você, e o mesmo não retribuir o olhar...
Pode ser coisa da minha cabeça...pelo menos era o que eu queria...


Ao mesmo tempo que pode haver algo que preencha essa ansiedade e curiosidade por uma resposta...De mesmo forma, pode não significar nada...


Sinto o véu frio da névoa envolvendo-se em mim, procurando me dar conforto ou me dar esperança...só que não funciona, não chega nem mesmo perto de ter o calor da esperança...


Óh céus! Como eu queria que você me dissesse algo que me acalorasse e me desse esperança...


Que você retribuisse seu olhar,
Começasse uma conversa comigo, para ambos ouvirmos a voz um do outro..
Que você me enviasse músicas com uma mensagem oculta...
Queria eu que fosse verdade,
Mas, óh céus, por que isso tem de ser tão difícil?


Pode ser tudo ilusão,
No fim não há nada entre nós,
É algo fantasioso da minha mente,
E tenho de aceitar, para que isso não me corroa por dentro...

Há acontecimentos na existência que marcam como amor ou paixão avassaladora. E, às vezes, tentamos reescrever essa história — mover o enredo, deslocar o sentimento, transplantar a emoção para outro contexto, outra pessoa, outro encantamento. Mas não funciona.


No universo emocional, certos eventos só acontecem uma vez.
Não é possível reconstruir o que o caos, em sua precisão secreta, nos ofereceu como vivência única.


Há experiências que pertencem a um instante irrepetível, e nenhuma tentativa humana consegue reescrever aquilo que nasceu para acontecer apenas naquele momento — e nunca mais. Evan do Carmo

O AMOR, QUANDO ELE CHEGA


I
O amor, quando ele chega,
altera o tempo e o clima,
transforma a rota do vento,
desloca o eixo da Terra
e o hemisfério se inclina.
II
O amor, quando ele chega,
organiza o caos infindo,
desmantela o imponderável,
rasga as vestes da razão,
e o que antes era utópico,
nas cordas do coração,
desamarra o improvável.
III
O amor, quando ele chega,
desperta o desconhecido,
faz oscilar estações
pra confundir os sentidos.
IV
E, nessa linha de sombra,
respira uma verdade fatal:
o amor, quando ele chega,
nos expõe à vil tragédia
que não raro é seu final.

Um amor impossível.
Uma taça de fel.
Um amargo destino.
Um abrigo no céu.
Um desejo etéreo.
Uma dura sentença.
A ausência do mundo.
Uma vida em vão.
Um poeta.
Uma musa.
Divina ilusão.
Foram dados um ao outro
em tempos diferentes:
um viverá na morte,
o outro na inconsciência.
— Evan do Carmo

Ah, meu amor, vem ficar comigo.
Vem, meu amor, vem correr perigo.
Ah, meu amor, somos mais que amigos.


O mundo é vasto, e a estrada é longa.
E a sorte ronda quem tem coragem.
Me dê sua mão, pulemos juntos
de asa-delta, sem mapa-múndi,
sem rota certa nesta viagem.


Não há campo aberto,
nem fogueira acesa à nossa espera.
Deixemos para trás o sonho e a quimera.


Não temos tempo para fantasias.
A morte vigia todos os mortais.
Nos esconderemos na multidão.
Entre tantos iguais
Comeremos o pão de cada dia.

O AMOR DE UMA MÃE COMEÇA ANTES DA PRIMEIRA LEMBRANÇA


“Um filho pode esquecer o colo que o protegeu, a voz que o acalmou e até as mãos que o ensinaram a caminhar. Ainda assim, haverá nele pedaços de um amor que começou antes que pudesse se lembrar.”


— Primeira Mãe, personagem de Ender: Genesis Protocol


Obra: Ender: Genesis Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc

Há um amor

Há um amor dentro de mim
Dentro de mim há um amor
Ele grita querendo sair
Eu o alimento para não morrer

As cortinas do tempo abriram-se
E o palco da vida se iluminou
Transformando o espaço
Em um grande cenário mágico.

Fechei os olhos para te imaginar
E trazer-te para junto de mim;
Vieste, trouxeste teu sorriso maroto.
Meu coração dedicou-te todo meu sentimento.

A bruma da manhã divide seu aroma,
A cortina se fecha guarnecendo a cena
Deste amor que guardei
Esperando-te chegar.

Carta sem endereço


Escrevi em linhas abertas o meu sentimento. Mostrei em palavras o amor que sinto. Escolhi um papel delicado, adornado com borboletas – símbolo de despertar, de alma e de espírito. Minhas mãos tremiam enquanto eu derramava sobre a folha todo meu afeto, meu carinho, minhas intenções.


A carta ficou pronta.
O problema é o endereço.
Não sei onde ele mora.


Talvez more nas lacunas escondidas do tempo, em algum canto perdido entre o momento e espera. Talvez viva dentro do meu peito, oculto nas entrelinhas do que ainda não foi dito.


Dobrei o papel com cuidado, coloquei-o em um envelope e guardei. Quem sabe, um dia, ele entre em contato – e eu possa entregar pessoalmente. Cartas assim, sem data, podem esperar em uma gaveta. E, se não chegar ao destinatário, ao menos aliviam o peso da alma que ama silenciosamente.


Rita Padoin
Escritora

Amor invisível


Eu amo alguém sem rosto, sem corpo e sem nome. Amo como se o próprio amor me abraçasse. É um sentimento que não sei explicar, mas sinto, com certeza, que ele existe. Está em algum lugar deste mundo ou talvez além dele. É como se nossas almas se reconhecessem nessa travessia silenciosa, ainda sem encontro, mas já entrelaçadas no invisível.


Não é como o amor carnal. É encontro de essência, de espírito, onde não há distância nem tempo. Ali, nos reconhecemos, nos entregamos, e nos alimentamos desse laço sutil.


Assim como o corpo precisa do alimento físico, a alma também busca o seu sustento. E é nesse amor invisível que ela se fortalece, se nutre e continua a existir.