Textos de Amor Engraçados
Chegou mansa a 'noitinha',
ela pronta a se assanhar:
Fez com que eu imaginasse
dormindo de ladinho
bem abraçada contigo.
Nós dois de 'conchinha',
como 'a onda no mar',
vestidos de estrelas e luar.
Noite toda mansinha
cheirosa nas nossas relvas...
Teu corpo é lugar de ficar,
mesmo estando de costas:
eu sei do que tu gostas!
Sinto teu peito a ribombar...
Esbanja a vontade indelével,
Supera a vergonha engolida,
Busca a verdade lasciva,
Enfrenta a opinião alheia,
Abraça com ânimo rebel,
Revela este amor incrível!
Suaviza como o vento,
Acaricia como a neblina,
Balança como o mar,
Carrega como o barco,
Providencia como a duna
Esbanja como a Lua.
Acolhe como as areias,
Estoura como a espuma,
Invade como a onda,
Floresce como as flores,
Recolhe-me feito concha,
Colore como o Sol e suas cores.
Esbanja-me quando fores meu,
Usufrui-me por inteira,
Toma-me por tua,
Encanta-me como presa,
Devora-me sem gentileza,
O destino me trouxe como prometeu.
Um castelo de bons ais,
Tão doce de [gemidos,
Doces acordes sonoros,
Agradando os [ouvidos.
Invasão e terno afago,
Maciez do meu agrado,
Enfeitando os sonhos,
E agradando os olhos...
Voltas sempre para mim,
Porque só eu faço assim,
Amas o meu par de [pernas,
Carícias tu não me [negas.
A poesia é travessa...,
Sensualmente não mente,
Para te amar imensamente,
E te agradar eternamente...
Convencida dos teus [desejos,
Ultrajando todos os [medos,
Agarrando-me às tuas [manias;
Escancaro-me às tuas [alegrias.
Não sei o quê fazer com você,
E nem com a lembrança doce;
Que me fez gostar sem querer
Do olhar que me fez endoidecer.
Tua serei sempre que quiser,
E do jeito que ordenar...,
Não há nem como negar
Sob o domínio do teu olhar,
Não há como não esquecer
Do manso bem-me-quer
Vindo de um beijo estelar
- Primeiro e derradeiro -
Que fez o meu corpo te querer
- inteiro -
Sendo eu poesia última,
Juro-te como o meu amor
- verdadeiro -
Guardado estás no meu peito.
Não sei o quê fazer com amor,
E nem com todo este encanto...
Quando não é verso, ele é pranto
É melhor eu fixar no meu canto.
Jura que irá voltar para mim!
Não encontro melhor fim,
Por isso resolvi me recolher
Para eternizar em versos
- tudo -
O que o coração não consegue
- apagar -
E o que o meu corpo espera
- se alimentar -
Do universo feito de você
E deste amor que não consigo
- esquecer -
Porque nascermos para nos repletar.
Não sei o quê fazer com o tempo,
E nem com a distância...
Que os meus versos sejam o breviário,
E a saudade de mim se torne estância.
Dançam os plátanos ao vento,
Jubilosos de tanta gratidão,
Saúdam os mansos parreirais,
A saudade é o sentimento
Dono de um tempo que não volta mais;
Sublimes os leques das araucárias
Abertos em celebração,
Bondoso o Vale dos Vinhedos
Repleto de belezas sobrenaturais.
A vida acontece plena,
- fortificada
A mata cor de menta,
- perfumada
Sob a proteção da grandeza
De um céu feito de turquesa,
Protetor de mãos trigais,
Povo feito de batalhas,
Gente que não se rende jamais!
Encantam com sabores,
Persistentes na labuta,
Gente gaúcha e resoluta
Que não perde sequer uma luta!
Não me poupe das tuas mãos
Que brindam com carinhos,
Não me poupe dos teus passos,
Quero estar nos teus caminhos.
Não me poupe dos teus beijos
Que lembram os sacros pomares,
Não me poupe dos teus sabores
Quero celebrá-los diante dos altares.
Não me poupe dos teu pensamentos
Poéticos cataventos de sentimentos,
Não me poupe dos teus beijos solares
Quero estar contigo em todos os lugares.
Não me poupe nem das tuas noites,
Que me convidaram para protagonizar
- as boas madrugadas -
Quero estar na tua companhia
Não sairei jamais das tuas estradas;
Não me poupe dos vinhos embriagantes
Das mais doces juras e do Vale dos Vinhedos;
Ainda hei de saber dos teus (segredos)...
A chama da vela
- marca -
A doce silhueta
- insinuante -
Ao cair do poente
- brota -
A abóbada silente
- brilhante -
À iluminar o corpo
- dos amantes -
A saborear celeste
- sorrateira -
A cena picante
- extasiante
A chama da vela,
- revela -
A coreografia bailante
- de joelhos;
Capaz de escandalizar
Os mais sensuais espelhos.
A chama da vela,
- capaz -
De trazer a paz,
Para dois que querem mais;
Estimulados à enfrentar a horas,
Carregar auroras e desmaiar poentes
Nas linhas mais erógenas - amar;
Juntos cultivando sementes
Para sempre um novo raiar.
A chama da vela,
Derrete a cera,
Como o seu olhar,
Faz com o meu corpo,
Sem pudor e sem dó,
Envolvendo-me como um nó
- exato -
Verso perverso e inefável,
Que me prende, aperta e segura,
Na delícia que não passa,
Numa poesia incurável,
Glória aos céus,
Por esta loucura!...
Não é preciso provar nada,
Precisamos um do outro,
Não devemos nada a ninguém;
Devemos nos provar...e bem!
Não é preciso justificar nada,
Entregamos fácil o ouro,
Não negamos nada a ninguém,
Todos percebem muito bem...
Não é preciso esconder,
Dançamos no abismo;
Não recusamos o amanhecer
Dois oráculos e um destino.
Vagueio peregrina na tua mente,
O teu corpo sente a ausência
- unicamente - do meu!...
E o meu escreve evitando
- lembrar - de que já teve o seu!
Escrevo poesia - evitando -
Lembrar de que ela existe,
Como um gemido de fidelidade
- extrema - pela falta que me fazes;
Ainda escreverei versos muito melhores,
E bem mais plenos e audazes...
O meu poder vai além do teu querer
A minha fragrância envolveu o teu arfar;
O meu desejo ainda vai te endoidecer
A minh'alma sempre é o teu [altar...
A minha luxúria virou o teu refúgio,
O meu anseio não passou, ficou;
A paixão tornou-se inquebrantável,
O nosso corpo é um só: [indissociável].
O vento ergue o sublime uivo,
A chuva molha o teu [escudo,
O meu corpo em descuido manso
A vontade no peito desfez o [escuro.
A chama não se apaga nunca,
O amor é a luz do mundo,
A verdade traz o fio da [espada,
O arrepio que me traz e sempre me [mata.
A minha presença sempre será [forte,
O verso mais lindo que fiz, não rasguei;
A doçura de amor virou lei,
O amor trouxe você que me deu [sorte.
O poder de estar sempre contigo,
A cadência que te alucina, poema de absinto,
O amor que se arrisca até no abismo,
A loucura que não apaga nem da memória.
Ouço o sussurro do rebojo,
Danço a música do vento,
Assim distraio a tua falta,
Não perco a minh' alma.
Rabisco o meu caderno,
Escrevo o nosso enredo,
Respeito o valor do tempo
Resistindo a dor e o medo.
Nunca mais me distanciarei,
Rejeitarei os oceanos,
Sigo os teus passos ciganos,
Confesso, eu me apaixonei!
Como divindade, escrevo,
Nestas linhas não me nego,
Para todas elas, eu me entrego,
O amor é realmente cego...
Amo-te imensamente,
Confesso, és desconhecido,
... admito! Grito!
Viver livre de ti, eu não consigo!
Vencendo os limites,
- eu me vejo em ti -
Rompendo convenções
- eu me vejo em ti -
Imaginando mais de mil fetiches.
Cantando os sonetos,
- eu escrevo por ti -
Colhendo as flores,
- eu vivencio por ti -
Cultivando mais de mil sabores.
Enamorando os poetas,
- descrevendo-te -
Encantando as sereias,
- embalando-te -
Ao som das conchas singelas.
Alçando o impossível,
- relembrando-te -
Pedindo o teu perdão,
- surpreendendo-te -
Com o meu beijo cheio de paixão.
Afinal, eu sou tudo e nada,
Apenas aquilo que não se espera
De uma dama e poetisa,
Um verso do avesso,
Brisa sem eira,
Aroma que enfeitiça,
Poesia sem livro,
Intimidade desconhecida
Que roubou o teu juízo.
Alonga o teu olhar para ver
A figueira aos pés da duna,
Os frutos tão ricos da alma
De um segredo que é prece,
Eu pude colher os figos
Sob a Lua para fazer um doce,
E também para fazer sentido
- bendigo -
Só para ser exclusivamente tua.
Sempre fugimos do mundo,
Porque nos reconhecemos em tudo.
Sempre fugimos de gente,
Que não ama, não sorri e não protesta.
O amor não surgiu em vão,
Ele nasceu para iluminar a Terra.
Existe uma dolência que nos une,
Nunca chegará a se tornar escuridão,
Resistirá em nós o mesmo Sol,
Que nascerá e que se dobrará;
Persistirá como saliente brasa,
Deslizará como mão que afaga,
Com o doce beijo que não para,
Será muito mais do que chama...,
E queimará muito mais do que fogueira
Em noites de luar, e não tente duvidar!
Amor sempre teremos de sobra!
Tu és como mar que leva o barco,
Assim é a carência que nos dobra;
Afirmativa é a boca sedenta por água,
Nós chamaremos insistentemente - a toda hora,
Seremos uma luz que não se apaga;
Um nó do destino que não desata.
Existe um amor que o mundo enxerga,
Não há ninguém que discorde,
E muito menos nos afronte,
Estamos prontos para a epopeia,
Que há de fazer a história,
De duas almas severas;
Tão doces quanto valentes,
Sementes lançadas ao vento,
Resistindo ao veneno,
Do cotidiano que é quimera.
Amor: aprecie a cantiga do mar!
Observe como gingam as correntes,
Tenho que te confidenciar:
- Eu quero te mimar!
O quê pensam as gentes?
Que somos inconfidentes.
Eu sou a tua rosa solar,
Regada pela água do mar,
Poesia e repente de amar.
Dissolvida pela encruzilhada
Causada por uma decisão,
Esquecida pelo afastamento
Da tua presença fui lançada,
Cantante dos versos deste fado
Em companhia da solidão
Do luso-mineiro largo,
Derrotada pela autoridade
Que só o tempo é capaz de ter:
Eu jamais consigo te esquecer.
Entretida pela chuva e pelo sol,
Acompanhada só pelo vento,
Arrependida por não te ouvir,
Esperando-te a todo momento.
Entristecida pelo abandono
Que eu mesma me impûs,
Não ando enxergando nem a luz.
Sozinha por ter fugido do querer,
Sei que corro o risco de te perder.
Alcançada por ti
Iluminada fiquei
Só de me leres
Com os teus raios
Dóceis e solares:
Sim, eu te beijei!
Apaixonada por ti
Enfeitiçada fiquei
Só de me segurares
No fundo do teu olhar
Mergulhei no oceano
Do teu jeito de me amar.
Iluminada por ti
Não há como se deslumbrar
Escrevo o meu poema
Já que não há como conversar.
Falamos a mesma língua
A atração é sobrenatural
Sabemos o que queremos
É além do intelectual
Rejeitamos o banal
Do nosso cardápio particular
Colhemos no jardim dos beijos
Guardamos os nossos desejos
A hora certa acontecerá sensual.
Tomada por ti
Seduzida fiquei
Com os ouvidos
Só nos teus tons
- brotaram os meus
Semitonados, expressei.
Gotejam licores de Musa
Extasiada por nós
Sussurro devagar
Um versinho de Neruda
Para você se aproximar...
A tua experiência vibrante,
Como um beijo [ardente
A tua personalidade excitante,
Como um deserto [quente
Fez de mim odalisca saliente...
A tua poesia infindável
[Fascinante,
Oh, meu astro irretocável!
[Exuberante,
Fez o meu corpo inflamável!
A tua audácia indecente,
Fascina-me perdidamente,
Ao sabor do desacato,
Tenho por meu doce pedaço,
Quero perder-me infinitamente,
E tão intimamente entregar-me...
Sou a tua paz imperturbável,
A tua fonte amável,
Sou a menina dos teus olhos,
Escrita no profundo dos sonhos
Indelevelmente inconfessáveis
... impenetráveis!
Os teus olhos decifram
[Intimamente,
As aldeias que habitam
[Simplesmente,
Nas letras dos poemas
[Essencialmente,
E pertencentes a nós
[Seguramente,
Os teus olhos leem
[Secretamente,
Os versos do meu corpo
Rimando [discretamente.
Tão terna e discreta canção
Deste-me uma infinita [emoção],
De saber que moro no teu coração.
Não será difícil a gente se rever,
[Certamente,
Não será difícil a gente se tocar,
[Sensualmente,
Não será difícil porque o desejo age
Em nós [consensualmente].
Não precisamos sequer falar,
O teu desejo é o [meu,
Os nossos olhos sabem decifrar,
Tudo o quê o amor já [leu,
No beijo que sabe libertar-se, enfim.
Não há nada impossível para [nós,
O tempo um dia há de ser albatroz,
Que pousará num distante [cais,
E juntos deixaremos tudo para trás...
Navegando nas tuas águas
(ilimitadas)
Escrevendo o meu destino
(infinito)
Circundando a tua ilha
(exuberante)
Rodeando as 158 estrofes
(gloriosas)
Escutando o teu Hino...
Ramo de oliveira
No bico da pomba
Também é poesia
Sem se dar conta.
Encontrando nas areias
(paradisíacas)
Os beijos das sereias
- encantadoras -
Escutando as tuas lendas
(gregas)
Nas tuas vozes
(cipriotas)
Eu acredito, e confio
No desejo de paz duradoura.
Asa de poeta
No bico do verso
Rama poética
Você é parte do Universo.
Na tua gente escrita está
A poesia e o (mistério)
De cada Deus e sua musa
O cordão (etéreo)
Que faz o encanto cipriota
Viver para ser eterno.
Nas tuas ondas bravias
Nas espumas brancas
Desfeitas no (azul)
Recebam as linhas
Tecidas dos meus ventos
Vindos do meu (Sul).
No oceano do teu olhar,
Libertária,
Resolvi este verso buscar.
No celeste do teu olhar,
Envolvente,
Alcancei algo de estelar.
No infinito de nós dois,
Onipotentes,
Não existe 'o depois'...
Ainda bem que a poesia existe,
Assim temos como sonhar...
Nos tornamos ainda melhores,
Cúmplices,
Na medida em que amamos
Muito mais e melhor...;
Aprendemos todos os dias
Com a arte de amar...,
Infinitos em tudo,
Não nos contentar...
Ainda bem que a poesia existe,
Assim eu posso ir devagar...
A tua imensidão em secreto,
Da despedida não dada,
Do beijo ainda não 'provado',
Do corpo não 'despido',
A tua coragem embalada,
No afã de um caminho,
Do pecado não 'cometido',
A tua convicção apaixonada,
Por nossa poesia adocicada,
Por nossa loucura primaveril,
A tua bondade juvenil,
A tua exatidão feita de retidão,
A tua intensidade em devotar-me
Da melhor maneira, e com fina arte.
Ainda bem que a poesia existe,
Assim eu posso me declarar...
Na profundidade da história,
Só nos cabe a glória,
Do nosso amor segredar,
Você fica a me ler...,
E o meu eu a te escrever,
Essa história que eu não sei
Se terá final ou não.
Ainda bem que a poesia existe,
Assim eu posso divagar...
Sei escrever essa saudade
- sobrenatural -
Bem aqui no peito
De um jeito sem igual,
Só por este beijo fatal.
Sei remar entre os canais,
Em busca de você não é,
E nunca será demais...
O amor vira arte:
Literatura,
Conquista,
Cultura,
E semeia com ternura.
Sei amar, e sei ser cais:
De um novo ponto de partida,
Para que tenhas fé na vida...
O amor é um canteiro delicado
De finas tulipas
Que com jeito e trato,
Cabe poesias floridas
De uma poesia interminável
Desta primavera incontestável.
Sei também que o amor reforça a fé
Fazendo de nós uma fortificação,
Nos levando na mesma galé...
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