Textos de Amigas Inseparaveis
Um dia o Mestre, sentado com os discípulos no Monte das Oliveiras, orientou sobre muitos acontecimentos futuros relacionados à volta Dele, inclusive que:
Não ficaria pedra sobre pedra e que tudo seria destruído;
Que apareceriam falsos profetas e falsos Messias, que enganariam até o povo escolhido de Deus;
Que não deveríamos ir onde dizem Jesus estar, nem acreditar onde estará escondido, pois só se ajunta urubus onde tem um corpo morto;
Ele também disse que O Filho do Homem chegaria na hora que não estaríamos esperando, dentre muitas outras coisas Ele falou e terminou dizendo que:
A separação entre as pessoas seria feita como um pastor que separa os bodes das ovelhas, seria feita diante de todos os povos da Terra reunidos diante Dele, após ter se assentado em seu Trono Real.
As ovelhas seriam colocadas em Sua DIREITA e os bodes, à Sua ESQUERDA.
A chamada aos ABENÇOADOS do Pai, para receberem como herança o Reino preparado desde a fundação do mundo, seria proclamada, sim, aos que estariam à Sua DIREITA, sob a declaração das ações que os LEVARAM a essa posição, mas muitos de nós ainda não conseguimos entender.
A Pauta de Cristo declarada pós “arrebatamento”,
FOME: Saciar o faminto - tive fome, e me destes de comer;
SEDE: Saciar o sedento - tive sede, e me destes de beber;
ABRIGO: Receber o estrangeiro -fui estrangeiro, e vós me acolhestes;
ASSISTÊNCIA: Vestir o necessitado -Quando necessitei de roupas, vós me vestistes;
SAÚDE: Cuidar do enfermo - Estive enfermo, e vós me cuidastes;
PRISIONEIRO: Levar a BOA NOVA a todos os cativos -Estive preso, e fostes visitar-me:
Então o Rei esclarece e responde: “Com toda certeza vos asseguro que, sempre que o fizeste para algum destes meus irmãos, mesmo que o menor deles, a mim o fizeste”.
E mesmo assim...
Qual tem sido nossa preocupação nesses últimos dias?
Qual sua posição nesses últimos dias?
Qual mão está escrevendo sua história?
Mão direita ou mão esquerda?
E isso importa? Já que devemos cortar a mão que nos impede de chegar aos céus e lançá-la fora???
Não importa o lado que estamos, pois o CAMINHO que escolhemos revela a VERDADE sobre nossa VIDA!
Meu irmão, estamos à DIREITA ou ESQUERDA de CRISTO?
Ouçam o Chamado do Mestre! Despertem, saiam da cova!! Vêm para fora!!!
Com Amor!
"O CAVALEIRO, A CAMPONESA e A GRAÇA DE DEUS"
A Graça de Deus é como um cavaleiro, impetuoso e elegante, que, montado num grande corcel de guerra, durante sua jornada, decide parar em frente a uma propriedade de camponeses.
Ele contempla todo o território e avista uma camponesa, com uma beleza escondida pelo árduo trabalho no campo.
Então o cavaleiro toma a decisão de descer de seu cavalo, ir até a moça e convidá-la a juntar-se a ele em sua jornada.
Como ela negaria um pedido assim?
Ela fora com o cavaleiro, ele cuidou dela e a tornou bela e instruída, mudando sua vida.
Bem... O cavaleiro é Deus, e a mulher singela do campo somos nós...
DEUS desceu de Sua glória e nos resgatou com Sua Graça! Mudando para sempre nossas vidas!
Não desperdice a sua vida! Faça o sacrifício de Cristo valer! Viva para a glória de DEUS! E lembre-se:
"Onde abundou o pecado, super-abundou a graça de DEUS!" (Romanos 5.20)
DEUS sempre nos protege! Se deleitem nos cuidados dEle! Nenhum mal pode nos tocar, sem a permissão do SENHOR!
Nós fomos comprados por alto preço na cruz, pertencemos a DEUS! Por isto, o mal não pode nos ferir!
Creia! Como no tempo do egito, povo de israel escravizado, e em meio às pragas, DEUS enviou o anjo da morte, mas as casas que tinham a marca do sangue do cordeiro não foram atingidas! A morte passava direto!
Da mesma forma, acontece conosco, nós estamos marcados pelo sangue de Jesus Cristo, e o exército do mal passa e é OBRIGADO a seguir adiante, pois as nossas vidas estão firmadas e fincadas como propriedade eterna de DEUS!
ELE é o nosso escudo! Nossa fortaleza! Nosso castelo forte (como citou Lutero em seu hino!) Uma torre impenetrável e absolutamente segura!
Estamos firmes e protegidos, pois estamos dentro do "esconderijo do ALTÍSSIMO!" Alegrem-se, na perfeita proteção que vem dos céus!
Glória DEUS!
"OS DOIS PRISMAS DA REALIDADE"
Todos ocupados, construindo através de suas vidas "impérios", que estão prestes a tornarem-se cinzas..."
(...) Como uma grande construção, que vai por terra, e toda aquela grandeza torna-se pó levado pelo vento..."
(...) "Tudo é ilusão", um dos registros de Eclesiastes. Não veja anos à frente, que Deus nos ajude a ver uma "eternidade" à frente. Qual a diferença dessas visões? É que quando eu vejo anos à frente, tudo o que me resta é crescer na vida, ser uma cópia de todos os outros e morrer. Mas quando enxergamos no Prisma da Eternidade, reconhecemos a Grande Ilusão que este mundo representa e que o melhor caminho é "buscar ajuntar riquezas nos céus, e não aqui, onde a traça e ferrugem e o ladrão podem destruí-las." - "buscar em primeiro lugar o Reino do Céu e a sua justiça" - JESUS tinha consciência absoluta do que estava dizendo, e o motivo era porque ELE enxerga no "Prisma Eterno"...
(...) E você, ou melhor, e NÓS, em qual prisma estamos enxergando? Naquele que as trevas injetam nos olhos da nossa mente a ilusão das riquezas do mundo, ou nas visões que o Espírito Santo de DEUS nos dá, na alma, coração, mente e espírito? Que o SENHOR abra os nossos olhos... Busquemos a DEUS, ELE é o Maior e Verdadeiro tesouro, CRISTO não é uma ilusão, e isso quem nos testemunha é o Espírito de DEUS em nossos corações, forte selo de nossa salvação e convicção em todas as Promessas de DEUS!
O Soldado à Espera de Seu Rei
A janela permanecia aberta, por sua fenda quadrada, ele continuava a observar o mundo lá fora.
“Muitos anos passaram, desde então, tolos fizeram suas falsas profecias, outros continuaram vivendo em seus próprios interesses, outros ainda, afogando-se no cálice de seus próprios pecados, rejeitaram o Rei”, o soldado pensava consigo mesmo.
O sol estava à levantar-se, os primeiros raios de luz beijavam o céu.
Ele continuava sem dormir, seus olhos pesavam como cargas de ferro.
“Eu não posso descansar nem por um instante, minha vigília deve continuar, um flash de momento perdido, e toda a minha vida perder-se-á, afinal, quem dorme se torna vulnerável aos inimigos”.
Abriu uma gaveta de um móvel simples de madeira, pegou um livro de capa velha, verde, abriu-o e começou a observar palavras, enquanto sua mão divagava em sua barba escura.
“Porque nos dias que antecederam ao Dilúvio, o povo levava a vida comendo e bebendo, casando-se e oferecendo-se em matrimônio, até o dia em que Noé entrou na arca, e as pessoas nem notaram, até que chegou o Dilúvio e levou a todos. Assim ocorrerá na vinda do Filho do Homem...”,ele fitava aqueles dizeres com temor profundo no coração.
Seus olhos voltaram-se a fenda da janela, todo o mundo continuava como sempre foi, lá fora, nada mudava, corações como montanhas prevaleciam, alguns de carne continuavam em busca de algo maior, algo transcendente.
“Eu não posso voltar a dormir, eu continuo em minha grande e profunda espera, não posso parar ou descansar, sem retroceder ou olhar para trás, senão nunca se agradarás de mim; mantenha os meus olhos despertos em você mesmo, meu Rei, eis aqui um de seus soldados, neste caído campo de batalha, em sua espera, sempre nela, toda a minha esperança está no seu retorno e reinado, no dia em que a sua mão enxugará a lágrima em minha face e a justiça e honra prevalecerão como duas colunas eternas...
AO LUAR
Os santos óleos, do alto, o luar derrama...
Eu, pecador, ao claro luar ungido,
Sonho: e sonhando rezo comovido
E arrebatado na divina chama.
Deus piedoso, consolo do oprimido,
Se compadece, à voz que ardente clama,
Porque meu coração, impura lama,
É um brado intenso para os céus erguido!
E o divino perdão desce da altura:
Grandes lírios alvíssimos florescem
Sob a lua, floresce a formosura...
E nessa florescência, imaculados
Raios longos do luar piedoso descem,
Choram comigo sobre os meus pecados.
Tributo a Karl Marx:
A religião é uma consciência invertida do mundo.
É a lente invertida da realidade social.
A religião é o protesto contra a miséria real. É o suspiro do oprimido.
A supressão da religião como felicidade ilusória do povo é a exigência da sua felicidade real.
A exigência de que abandonem as ilusões acerca de uma condição, é a exigência que abandonem uma condição que necessita de ilusões.
O fenômeno da expansão das religiões é essencialmente um sintoma de uma problema estrutural das sociedades. A religião é o ópio do povo, mas também é o índice do sofrimento do ser humano, das minorias. Ela é um produto histórico, sintoma do capitalismo, como outra manifestação religiosa antes foi do feudalismo, e antes do escravismo, e por todo tempo, representando o sofrimento dos nossos tempos. Em vez de nos libertar, nos aprisiona.
Tributo a Carl Sagan:
A ignorância não é uma virtude, e a fé cega não é uma virtude. A curiosidade, o ceticismo e a busca pela verdade são virtudes que devemos cultivar em nós mesmos e em nossos filhos.
O mundo não é assombrado pelos demônios, é assombrado pelas pessoas que acreditam em demônios. Devemos nos libertar do medo e da ignorância, e abraçar a curiosidade e a razão
Acreditar em algo não faz com que seja verdade. Aceitar a evidência mesmo quando ela é contra as suas crenças é o que faz com que você seja um adulto responsável e racional.
A ciência não é apenas compatível com a espiritualidade; ela é uma fonte profunda de espiritualidade. Quando reconhecemos que mesmo os mais profundos mistérios do universo têm uma explicação científica, a admiração, o assombro e o sentimento de conexão que experimentamos são uma espécie de experiência religiosa.
O ceticismo é a posição mais saudável que se pode ter em relação a qualquer alegação. Ceticismo significa que você não acredita em nada até que tenha evidência suficiente para justificar a crença.
A ignorância é uma condição natural da mente humana, mas o conhecimento é uma conquista. A ciência é a melhor maneira que temos de superar a nossa ignorância e descobrir a verdade sobre o mundo em que vivemos.
Sem dúvida, não há progresso.
A ignorância comemora a falsa certeza; a ciência se esforça pela dúvida constante.
As estações se sucedem em seus ciclos,
enquanto vou tomando calmantes e antidepressivos
para continuar vivendo.
Enfermo! É assim que estou enquanto escrevo!
E lembro de “amigos”
que já não fazem parte da minha vida,
e muito menos do meu afeto!
Revivo os antigos sonhos,
em um mundo ideal,
eternamente perfeito e imutável,
mergulhado em um saudosismo
que ultrapassa a realidade e meu lado obscuro
que agora começo a revelar, levando você a meditar.
Não creio se esses versos terão lugar em um livro,
ou se alguém irá lê-los um dia!
Mas, se alguém ler,
não imagine que eu sou poeta,
Porque, seguramente, eu não sou!
Sou somente alguém que pensa
e começou a escrever
por ter perdido a fé em tudo que acreditava.
Cumprimento todos aqueles que leem estas palavras
e se esforçam para entender a minha maneira de enxergar
tanto a vida quanto os sentimentos,
livres dos encantadores conceitos oriundos da poesia!
O Vale
Vale nasce,
Vale cresce,
Vale se expande e aparece
Vale brilhante
Vale ouro
Vale o suor e o diamante
Vale verde
Vale azul
Hoje pobre, quase nú
Vale da dor
Vale da cor
da cultura e do calor
Nosso Vale tem valor
Suas cidades são seu mundo
Seu povo, seu louvor
Suas águas massacradas
Ainda oferecem o seu amor
O nosso povo se orgulha,
E não sente vergonha
De dizer à todo mundo
Sou do Vale do Jequitinhonha
Descendo nas águas mansas
Pode ver-se que localiza
A margem direita do rio
A cidade de Salto da Divisa
Uma cidade de talentos
Gente que faz com habilidade
Mas que vive no desalento
Pela falta de oportunidade
Em mostrar sua capacidade
Esta cidade tem um sonho de verdade
Incentivar e mostrar a toda população
Que a riqueza cultural do Vale
Não é imaginação e sim realidade
Vale nada
Vale tudo
Vale a expressão e vale o mudo
Vale cara risonha, cara amarrada
Cara tristonha e cara gozada
Vale cores, falas e cantorias
Batuques, desejos e folias
Vale viver
Vale entender
O saber e o crescer
Vale valer.
Vale tudo que vier
Vale tudo que puder e quiser
Valeu o valor e o amor falado
criado, preservado, manifestado e expressado
Pelo pobre mas, nobre
Vale do Jequitinhonha.
Meu coração
Não tenho palavras. Ou talvez as tenha, mas elas se perderam em algum abismo silencioso. Não tenho sentimentos. Ou será que os enterrei tão fundo que já não os reconheço? Não consigo me expressar, não consigo me mover. Estou paralisado, preso em um limbo onde o tempo não flui, mas se despedaça.
Estou em uma viagem psicodélica interminável, onde o futuro me puxa para frente enquanto o passado me arrasta para trás. Sou um viajante sem destino, flutuando entre memórias que doem e sonhos que nunca se realizam. Me falta fôlego, me falta ar. Me faltam sentimentos para olhar para ti, para enxergar a beleza do mundo que insiste em brilhar, mesmo quando tudo dentro de mim é escuridão.
Estou perdido em um mar de pensamentos, um oceano turbulento onde cada onda carrega dúvidas, medos e angústias. E nessas águas, estou me afogando. Sem rumo, sem bússola, sou engolido pela correnteza dos meus próprios devaneios. Aos poucos, sou arrastado para o fundo, para um lugar onde já não me reconheço, onde já não existo.
O que faço para parar? Como encontro paz em meio a essa tempestade que habita minha mente? Como silenciar os ecos do passado e os sussurros do futuro?
Casulo
Recomeçar não é simples, não é trivial,
é cair, levantar — um salto vital.
É olhar pro vazio, encarar o escuro,
e ainda assim sonhar com um futuro.
Estar aqui, agora, sem direção,
com poucas palavras, mas o coração
batendo firme em cada conquista,
mesmo pequena, mesmo imprevista.
É sentar no chão de uma casa vazia,
só um colchão, nenhuma mobília,
mas ver nesse canto, tão solitário,
um ninho sagrado, um santuário.
Esse espaço é meu — meu lar, meu abrigo,
onde renasço, passo a passo, comigo.
E quando chega um fogão, uma cama,
explode no peito uma doce chama.
Gratidão ao universo que me sustenta,
que me dá força quando a dor aumenta.
Energia, saúde e vontade bravia
pra moldar de novo a minha alegria.
Sei que é só o começo, o início da estrada,
minha biografia sendo desenhada.
E mesmo que o mundo gire e se mude,
minha alma resiste, sonha e sacude.
Porque recomeçar não é fraqueza ou castigo —
é coragem pura de estar vivo comigo.
Amar não será nunca indiferença nem conivência, o tão comumente "respeito" que vocês utilizam para evitar serem cobrados de uma atitude. É correto que não pode haver cobrança mútua numa relação, mesmo de amizade, mas isso não implica em que amar signifique tolerar ou permitir desmandos, ou utilizar-se desta "liberdade" para agir sem culpa, permitindo evadir-se de algumas responsabilidades. O respeito é , no amor, a liberdade de aprender conjuntamente, a lealdade, o carinho, a oportunidade de ser um e o prazer de ser feliz. Para amar é necessário compreender o porquê de ser, de pensar, de sentir, e de precisar dos outros. Quem tiver a consciência de existir terá a alegria de ser o amor. O simples ato de ser consciente será a manifestação do mais puro e total amor encarnado, uma condição pura de oferta à procura de satisfazer qualquer necessidade. Sem uma mente clara, equilibrada e desimpedida para ver, sentir e compreender a extensão de um ato, dificilmente poderá chegar a amar conscientemente. Quem conhece a vida plenamente, conhece e vive o amor. Ser a vida e ser amor e amado..."
À você que apenas sabe criticar o que está pronto, entenda que quem fez esse pouco, quando não tinha ninguém para fazê-lo, tem a humildade bastante, para receber também sugestões, para que possamos melhorar o que está feito. Porém, se você não tem nenhuma, recomendo calar-se e buscar a mesma humildade, para aprender a fazer o que já conquistamos.
Quando certas amizades são uma vez interrompidas, tendo mesmo sofrido um leve estremecimento, é difícil que voltem depois ao estado primitivo; com outras amizades acontecem, porém,o inverso: os estremecimentos aproveitam, porque é fácil a volta da paz, e parece que depois disto se tornam mais estreitas.
"Você deve odiar, Ikki. Você precisa odiar tanto seu inimigo que não vai ter tempo de pensar em mais nada. Odeie seus amigos, como se eles fossem seus inimigos. Odeie seus pais que morreram abandonando você. Odeie seu irmão mais jovem por quem você teve que se sacrificar. Odeie todos, odeie seu mestre a quem tanto venera. Sim! Sim! Odeie a mim! Odeie a mim!"
Eu te deixei ir, mas não porque eu quis que você fosse e sim porque você quis partir. Eu te dei a liberdade de escolher entre ir e ficar e você escolheu a certa pra você, mesmo sendo a escolha errada ao meu ver. Eu te deixei ir, mas não porque eu fui fraco e sim porque eu não queria que você fosse infeliz ao meu lado, então abri mão de você para que a sua felicidade pudesse acontecer. Eu te deixei ir, mas não porque eu te queria longe, mas sim por eu não ter conseguido te fazer ficar. Eu te deixei ir, mas se pudesse eu iria com você. Só que nessa viagem eu iria ser intruso e não convidado.
Eu sou como aquela tal música cortada que parou no refrão perfeito que todos esperavam. Sou como uma imagem de uma paisagem maravilhosa, que insiste em não carregar. Sou como um espelho que mal chegou a refletir e foi quebrado. Sou como um CD arranhado que parou na melhor música. Sou como uma caneta que ficou sem tinta no meio de um texto importante. Sou como um caderno molhado depois de levar chuva. Sou como um quadro sem cor, esperando para ser pintado. Sou como um cristal que se despedaçou e de nenhuma maneira volta a ser o mesmo. Sou como o barro esperando para ser moldado. Sou como um vaso vazio esperando para ser preenchido. Sou como uma folha seca caída no chão, esperando o vento levar. Sou apenas um corpo ocupando um espaço no mundo; apenas um corpo vazio de sentimentos; apenas um corpo pairando sobre a terra, sem esperanças, sem sorte, e o pior: sem amor.
Se te machucou, se te feriu, se te marcou e se doeu, você tem o direito de ter seu período de luto, de sofrimento, de tristeza, de isolamento e de pesar. E você não tem que se sentir fraco, exagerado e sensível por ter a sua forma de sentir as coisas... Você é responsável por curar as suas próprias dores e feridas, não as outras pessoas. Então demore o tempo que quiser para colocar os curativos e fazer as suturas, desde que você se cure do que te deixa mal e volte a ficar bem, não há mal algum nisso.
