Textos Bonitos
Praia da Costa uma paixão inexplicável
Quando menino entre a escola e o trabalho sempre sobrava uma hora para mergulhar em suas ondas
Com suas areias douradas convidando para esquecer os problemas da vida
Com êxtase de alegria e felicidade superava cada onda que vinha ao meu encontro
Como esquecer a praia que me encantava com o som no quebra-mar das ondas com as pedras.
Que me revigorava em cada onda que me alcançava molhando o meu corpo.
Em um ritual de água e sal a limpar as impurezas e me preparar para novos caminhos a trilhar...
Como esquecer a Praia que me ensinou que a vida tem tempo de calmaria e tempestade
De silêncio, de contemplação, fé, respeito, equilíbrio e paz.
Furacão de sentimentos!
Um coração quando está energizado pelo fogo da paixão é como um furacão em formação nas nuvens, quanto mais o sentimento é ignorado, mais a probabilidade de se tornar em uma escala de 1 a 5 com base na velocidade do vento. Tudo começa com uma brisa, depois o vendaval, para se transformar em um furacão ou de repente perder a força e virar um ciclone tropical, ou simplesmente em uma tempestade. Quando os desejos são realizados logo na brisa e durante os ventos fortes, a força da natureza aplaca a tamanha intensidade e profundidade desse furacão e os pequenos vilarejos não terão que ser reconstruídos. Consequentemente o amor a paz, tranquilidade e a felicidade impedira qualquer ameaça de destruição por esta força da natureza.
Conecte-se com a realidade da vida
Desconecte um pouco do seu mundo virtual e do cotidiano.
Veja os sinais que a natureza e o universo mostram diariamente. Mostrando o quanto é simples viver no esplendor do universo em conexão com a origem da vida.
Basta apenas entender que as maravilhas que existem neste planeta, como o mar, os rios, as florestas, cachoeiras e montanhas, o vento a chuva, o arco-íris, o nascer e o pôr do Sol, as fases da Lua e as noites estreladas, são uma conspiração do universo com a natureza para lhe mostrar o caminho da felicidade...
Veja o lado bom de tudo o que acontece na sua vida.
Quando se da valor a tudo aquilo que realmente interessa.
Você está no caminho certo para a felicidade...
O importante na vida é sua fé e esperança.
E saber que é na forma simples como se vive
Que se encontra as respostas para todas as suas perguntas.
Nossas vidas estão em constante transformação e renascimento.
Na labuta diária as energias se gastam
A noite os corpos cansados se entregam ao sono e aos sonhos...
Nas madrugadas e ao amanhecer com as energias revigoradas
Despertamos para um novo dia resplandecente:
Com fé, esperança e alegria.
Elementos fundamentais para a felicidade com saúde, paz e prosperidade.
Passado, Presente e Futuro!
Você reconhece o seu passado por experiências que vivenciou na vida.
Controla o seu presente e possui o livre arbítrio para recomeçar uma nova história na sua vida.
Mais, não tenha a ilusão de pensar que o futuro lhe pertence e que conquistará a felicidade de forma simples.
O tempo futuro de felicidade é uma junção de fatores e experiências benignas do passado e de situações que estão acontecendo no presente, e de eventos que não dependem somente de acontecimentos momentâneos mas, de sentimentos profundos que energiza a mente e ilumina o coração, refletindo nos olhos uma faísca das luzes das estrelas.
Tudo que se move entre o universo e a Terra é impulsionada pela energia que vem das estrelas.
Nós também somos energia que é formada através de nossa respiração, sentimentos e de nossos movimentos no dia a dia.
Quando ficamos alegres, geramos energia que conecta os nossos corpos em um estágio chamado felicidade.
Seus olhos refletem o brilho das estrelas
Se o amor não florescer dentro do coração, não adianta a buscar todos os destinos do mundo para ser feliz.
Não são lugares que proporcionam a felicidade, mais sim a luz que está em seus olhos, que energiza o corpo com uma substância da vida que ilumina a alma. Afinal querendo ou não, temos que reconhecer algo que evoluiu com uma química fantástica que deu origem a vida, que cientistas creditam a fenômenos que ocorreram fora do sistema solar, muito provavelmente das estrelas.
O Tempo é algo surpreendente…
Mas leva tempo para termos apenas um leve entendimento do que ele representa.
Há tempos que buscamos ser quem somos, e isso independe do que os outros pensam, pois dependemos apenas do nosso sonhar.
Há tempos que os nossos sonhos foram tão desfeitos, que importa mais o que as frustrações nos causaram para que pisemos no freio de nossas emoções e sensações, e com isso pausamos os impulsos dos sentimentos, que em meio ao tempo, descobrimos que está a despertar… e aí descobrimos que fugimos, tentando evitar e só se afastar.
Em meio ao tempo, há mutações, há revelações sobre nós mesmos, que muitas das vezes não queremos enxergar. E vemos que estamos sempre ligando mais uma resposta com um “e”.
De tempo em tempo tentamos mudar e nos adaptar ao mundo, mas em meio a esse tempo, lutamos para não nos anular.
Dizem que o tempo é ruim para quem não sabe esperar, mas descobri que vem da boca daqueles que nada tem a nos ofertar. São os que nos deixam na prateleira sentados, esperando migalhas, destes que apenas desejam passar um tempo nas horas vagas, e com isso estão dispostos a brincar, fazendo de mentes um play, sem responsabilidade alguma com aquilo que possa causar.
No meio do tempo, a gente descobre pessoas, e se prestarmos atenção, não deixaremos passar aquela que um dia sonhamos, apenas pelo medo de arriscar e ver no que dá. E pode ser o grande amor, a grande amizade, o grande sócio e quem sabe a grande sorte, que tanto apostamos em lugares errados.
Mas uma coisa não podemos negar… Deus deixou o manual do tempo, a gente é que esqueceu de estudar, sem perceber que era a gente que ia mais aprender a se estudar, quando nesse tempo apreendêssemos a se auto analisar.
Eclesiastes 3
1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
3 Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
4 Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
5 Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
6 Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
7 Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
8 Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
Bom dia!
Beijo no coração e Deus abençoe seu dia!
'SER...'
Sou rima,
lençol,
pecado...
Semente esparramado,
seca,
freático...
Soldado ferido,
insensato,
solitário...
Calabouço,
místico,
para-raios...
Perdido em multidões,
nuvens,
bárbaros...
Embatucado,
solstício,
açoitado...
Sou pedras,
lanças,
armaduras...
Loucuras,
ferraduras,
homem de aço...
'SOMOS ARTISTAS...'
A vida pendurada na janela.
Avenidas em molduras,
martelos.
Antes a paisagem fosse risonha,
cantada à beira-mar,
neblinas suaves,
amplificadas.
A vida sempre ecoa,
mistérios,
limoeiros,
marteladas...
Pequenos e grandes passos se vão,
agora nevoeiros,
escadarias.
Matéria diluída,
sem paradeiro,
saguão.
Deixar-nos-emos saudades.
Eis o retrato da vida:
passageiro como trem!
Bela arte,
invenção...
'HIPERTEXTO'
Absorvo cliques secretos,
cursor entre páginas,
colunas.
Anônimo sem eco.
Virtual,
visceral,
subscrito...
Ausento realces,
linhas,
endereços.
Incógnito 'fontes',
cobertores,
diálogos.
Plagio códigos,
bibliotecas...
Ratifico o abandono,
trilho embaraçado.
Invento faces,
ego gelado.
Sou impressão nos dias de chuva,
'Web matéria',
punhados de agravos...
'JOSÉ ERA SINOPSE'
José era sinopse,
linhas vazias,
extinção.
Apanhara estrelas,
sonhos avulsos.
Jogara com o destino.
Equilibrou partidas.
Abandonou-as.
Caiu,
levantou-se...
José era sinopse
Imbuíra melancólicas pressuposições,
caminhos tortuosos,
veredas.
Correra de encontro aos ventos,
equilibrando-se em cordas,
fumaredas.
Sem orações,
abraços,
ou reiterações...
José era sinopse,
mas transformou-se é compêndio,
documentários.
Fixou amor,
caracteres,
permanência.
Redige a própria história.
Com seus conglomerados temas,
tenta haurir reflexões,
escrever trajetórias,
poemas...
'ANO POLÍTICO'
Tempo de cidadania,
dos indecentes.
Das escolhas dos representantes,
do 'NADA SERÁ COMO ANTES'.
Dos reflexos que não mudam,
mudas que não brotam em meio a tantos fertilizantes,
terra boa para plantar,
cultivar...
Elegemos nossos reflexos.
Elegantes estampados na tribuna,
triunfantes.
Roedores sem identidade?
Que nada!
Fazemos parte!
Há muito da nossa cultura no palanque,
cultura irritante...
É também o ano das equivalências,
cidadãos plantando esperanças em meio ao sol.
Dos que tentam transformar o desequilíbrio das formas.
O céu não transmudará repentinamente,
já é tarde!
Esperarmo-lo ei há tantos anos.
A 'identidade' já estar enraizada em naufrágios,
sufrágios,
símbolos covardes...
'DECODIFICAR'
Nas margens do rio Tapajós,
na ribanceira,
a casa de taipa,
coberta de palha e uma paisagem deslumbrante à frente.
O rio enorme provocara admiração.
As casas eram próximas uma das outras.
O acesso dava-se por uma trilha,
onde,
na escuridão,
dificilmente se saía dele...
Nas noites de lua cheia,
sempre nos reuníamos,
sentados à frente da paisagem para ovacionar aqueles reflexos que batia na face.
O retrato ainda é real e intrigante.
Sentados em 'rodas',
ficávamos a cantar em coro com a ajuda de um velho violão abatido.
Nas tardes frias e cinzentas,
gostávamos do frescor dos ventos.
Eles falavam uma linguagem que só agora,
depois de muito tempo,
começamos a decodificar....
'ESPERA'
Mãos cruzadas e o olhar breve não vira a noite passageira,
desnorteada.
Ainda respiro a escrivaninha que não perdura.
Olhos intrigam as paixões que rodeiam.
Sou grito,
aflição.
Melodia sem compasso,
noites sem luar...
Mergulho expectativas sombrias,
avulsas.
Permuto passos que conspiram a ação do tempo.
Abraço palavras duradouras,
persistentes.
Tenho excelência pelo azul da aurora.
Relógios que não andam,
aguardos...
Tudo passa tão velozmente.
O coração imóvel ainda pulsa tua espera,
solidão.
Sou criança nas circunstâncias do tempo.
Respiro sequelas.
Murmuro abraços.
Dilacero interrupções,
proteção...
por Risomar Silva.
'BARCO'
Mundo sem continentes,
Fumaças de verbos.
O barco veleja sem linha de chegada.
Ventos sopram abrigos inexistentes,
Embriagando direções,
Satirizando lágrimas,
Velas chamuscadas...
Navegações sob escombros,
Tempo cerrado.
Razão devastada no entardecer.
À procura de tantos mares,
Terras submersas.
Sem tempo presente,
Sentidos microscópicos...
E o barco navega perpetuamente,
Sempre desvairado.
Levando os poucos homens solventes,
Sem almas,
Já cansados.
Á procura de abraços,
Uma ilha qualquer...
'SER PROFESSOR'
Ser professor,
é ser gigante.
Daqueles mirantes que veem o por do sol no infinito.
Força descomunal nos mares escaldantes.
Ensaios vários nos quadrângulos.
Investigador da essência dos homens.
Transformador de mundos...
Ser professor,
é ser explorador de mananciais a serem moldados.
Indagador das naturezas.
Na dor,
é um excepcional 'super humano'.
Com suas dormências,
melancolias...
Ser professor é ter passos largos,
talvez limitados.
Mas sempre em movimentos.
Poço de boas ações rigorosas e flamejantes.
Sorriso no rosto,
trabalho árduo,
Plantando vidas futuras...
'PAIXÃO'
Quando noites viram alvoradas,
e os dias crepúsculos.
Trilhas encontram-se sem planos,
corações colidem acelerados.
A harmonia da felicidade escorre pela face.
Reciprocidade no primeiro encontro,
nada forçado...
Quando os olhos discursam uma língua a dois.
E a vontade do abraço denota alimento.
Suspiros transformam-se delirantemente.
São paixões criando novos casulos,
sementes.
É a tortura dos enamorados à flor da pele,
sedentos na ausência do outro,
inseguros nos passos...
A paixão cria hifens,
ansiedades.
Terras inexploradas.
Mãos amparadas,
incessantes por juras de amor.
É a imaginação flutuando nos corações até então desconhecidos,
criando trama de futuros já traçados.
Quem sabe vidas,
novos escritos...
'CASAMENTO'
Era magro como os arbustos secos.
Olhos turvos.
Sorriso deformado no caule.
Pele escura queimada ao sol.
Desprezível na altura.
Camisa de botões aberta acima até embaixo,
surrada.
Na parte de baixo,
vestira algo como um bermudão maior do que lhe coubera,
amarrado com uns cipós enfraquecidos.
Facão enferrujado,
andar distorcido...
Morava nas matas,
sentia-se dono.
Receoso de diálogos.
Mãos calejadas e aspecto casando.
José plantava moisaicos,
cozia na lenha molhada.
Asfixiava peixes com as mãos.
Engolia banho de rios.
Pouco insinuava na terra seca que morava.
Colhia o que lhe davam,
tinha poucos afetos...
Intacto na linha do tempo,
José não tera casamentos,
conjugou-se com as quimeras,
chapéus de palhas.
Vivera a vida acaçapado,
perdidos entre matas.
Cantando entre pássaros,
criando melodias de uma 'vista perdida'.
Lá no fundo,
não afirma ser feliz ou se a vida é um tédio.
Sabe-se que tem nome forte,
e uma ostentação no respiro,
nada cotidiano visto por fora...
