Textos Amorosos
Desta volúpia nascida de mim
Volúpia que foi semeada por ti
Não faço questão de esconder
Os desejos audazes estão aqui
Prontinhos para serem colhidos
Desejos doces e provocativos
Não temo de entregá-los
Inteiros para serem cometidos
Confio nos teus cuidados
Por tua mão escorregadia
Escrevo versos com cravo
Perfumo poemas com canela
Tempero poesias com pimenta
Também sei ser tua e Gabriela
Estou em plena sintonia
Como gaivotas no pleno revoar
Aprendi a desenhar no mar
Estou aqui para te acariciar
Trago dos teus olhos negros
O fruto dos nossos segredos
Trago sementes e lembranças
Com certeza as mais obscenas
Das ternuras entre as açucenas...
Talvez o quê eu mais deseje
de ti seja intangível,
- escrevo.
Ou talvez não,
nada que a poesia
Não possa tocar o teu coração,
- incrível...
Numa insegurança
implacável
Está este corpo,
Nada que o teu
Colo não resolva,
- se ele for amável...
Carinhoso e inefável.
Neste meu canto de exaltação,
- desfaço-me por ti e sem fim...
Sim, assumiria para você
Que ainda sonho contigo,
Se você tivesse reparado
O quê é importante para mim.
Tenho nos meus abismos
mais escondidos
- inscritos -
os teus beijos
ofertados à eles;
ali estão os teus
beijos habitantes
dos meus recôncavos,
e nestes beijos
estão os afetos afogados.
O coração é bicho bom,
- é instrumento fino,
Quanto mais se aperta,
Mais se acerta [o tom]...
Estou correndo
na noite brumosa,
E desatada de mim
mesma na ágora
infante cercada
por essa relva azulada
- correndo de mim
para ir até você -
insinuando-me amorosa
aos caminhos
entreabertos que por ti
foram despertos.
Nunca correrei de ti,
só te espero;
Espero como quem
espera um milagre,
Um sinal celeste.
Dei para ti o meu
corpo sublime,
E com vocação amante
com a fé de quem ama
Crendo que poderá seguir
adiante - assim te espero.
Um poema, um vinho e um carinho,
Trago para ti um céu estrelado
E de ti peço em troca um beijinho,
quero que sejas meu namorado.
Pergunto pelo meu amado,
Estou apreciando o céu,
Enluarado e guardando
Bem este mel apaixonado.
É primavera do amor, é noite!
Dou-te o melhor de mim ocultado.
Os versos estão aqui, é só ler!
Este 'verso' saiu bem perfumado...
Um poema, um vinho e um carinho,
Quero sentir a primavera do teu amor.
Ousaremos iluminar noites e noites,
Escreveremos afinados em nossos corpos
Mil histórias do nosso amor...
Do despertar até ao sono,
E tenho nos embalado,
Colhas para ti
- a mais fina safra de beijos -
Não por impulso.
Faça um bom vinho,
E me recolha
No teu coração
Enamorado;
Sei que estás
Apaixonado.
O meu verso alexandrino
Toma conta intrépido,
Ele te faz a cada dia mais menino
Como um amanhecer
- lépido.
Sou o teu sorriso que não se contém,
Sei que podem nos julgar;
Não há o quê temer,
Nós nos queremos bem,
Juntos iremos muito além...
Por ti observados
Corpos enrodilhados
Os passos acertados
Espíritos afinados
Desejos ocultados
Nos toques dos acordeons
O amor afina os tons
A saudade crepita
O peito palpita
A consciência aflita
Separados pela fronteira
O tango te incendeia
Sou tua companheira
Anseia-me inteira
A fome é derradeira
A paixão e sua erupção
Dois acordeons embalam
Os dançarinos e a atração
Os pensamentos acasalam
O amor vibrando no coração
Abrimos caminhos no infinito
Carregamos o amor mais bonito
Tal qual a sedução de uma poesia
Que faz questão de não ser explícita
Insinuando se entrega, e não sossega.
Trigueiro dos pés
a cabeça,
Tempero argênteo
inevitável,
Não desfez em ti
o menino cândido,
Inteiro te percebi.
Perfeitos em cena
nos prevejo,
Porque tens tudo
o quê fascina,
A mulher que em
mim se reserva,
Inteira para você,
e permanece poema.
Faceiro te segredo
em versos,
Desenhando rotas
alcançáveis,
Porque prevejo
o desidério escrito:
Amoroso desterro,
mesmo sem saber
Quem alcançará
primeiro o outro.
Afeitos da mesma
visão de mundo,
Captando como
satélites,
Orbitando sutis
fantasias,
Porque cientes
daquilo que vale
é a poesia muito
mais do que ouro.
Porque quando você chegar,
Você sabe que te quero,
Nu, indecoroso e descalço.
O quê será de ti,
eu não sei,
Mesmo que não
queira,
Lerás cada verso,
para entender
Que eu te amei.
Não me esqueci,
não resisti,
Aceitei o conselho
e a ironia de quem
dizia que voltaria
a me admirar:
virei uma mulher
Tão forte,
que agora não
Quer mais voltar;
porque de tão forte
que me tornei,
Só sei escrever
ao invés de chorar.
O quê será de ti
já não importa,
Os meus poemas
cuidarão de fazer
Por mim o quê
eu não posso:
Te tirar daqui.
Não existe beleza
na indiferença,
Ela se encontra
nos manifestos
- poéticos -
que não leste,
Nas fotos
que ignoraste;
Envenenaste
a minha crença
na tua existência,
E agradeço!
E salva de ti,
assim desse jeito,
'tu' me perdeste.
Como um bravo chacal
fez o meu peito sangrar,
Para ti convém dizer:
- Que tudo foi momento,
ferindo-me o sentimento.
Nos meus tristes olhos
você não quis olhar,
Talvez por medo,
De até mesmo sonhar.
Lágrimas de puro âmbar
saem dos meus olhos doidos,
Não tenho parado de chorar.
Vocação para se consumir?
Não tenho, tenho 'porquês'
na vida a embalar e seguir.
Cometa consumido sempre
traz uma prenda e regra,
Quando ele cai na Terra,
é capaz de marcar e virar
Campo de meteoritos.
O amor é caleidoscópio
nas mãos dos ingênuos,
O amor é mistério
nas mãos dos cientistas,
É algo que não se explica,
e nas mãos de quem crê,
É sempre pura mística.
Como o destino é irônico,
não exigirei mais nada,
Porque 'nada' tens a dar,
e mesmo se tivesse,
Nada vale a pena forçar.
O amor não se comanda
nem por um botão,
Quando chamado de idiota,
ele se recolhe e vai embora.
Os meus olhos sobre ti são
as minhas silentes preces
De petição fervorosa à Irene,
para que perene tu retorne
Ao teu solo e [destino;
Inteiro, sólido e divino.
Estes versículos mundanos
são alaridos [discretos.
Que não te toquem os profanos!
Os meus reflexos poéticos são
os meus voos infinitos,
Eu te pertenço
com o espírito de [vinho,
Por tenho te deixado quietinho.
Estes versículos penetrantes
são versos de [paixão,
E batidas do meu coração!
Com fino gáudio eu te ofertei
à Atena para que te proteja
de todo o perigo
És o meu pecado atrevido;
Eu te quero [preservado
e de todo o Mal protegido.
Trago em mim o infinito,
O invisível talvez;
Porque me guardas em ti,
E bem dentro do teu peito.
Deixo em ti o divino,
- A liberdade certa -
Porque em mim guardo
O quê há de mais bonito.
Beijo espiritual em versos
O amável e vero;
Porque em segredo intenso
Eu sempre te [espero.
Corpo natural em chamas,
- Beijo frágil feito louça -
Corpo feito para morar
Sem nenhuma roupa.
Artesanato feito à beira mar,
Poesia de moça,
Declamada em voz rouca,
Para você 'amar'.
Vou roubar o melhor de ti:
- o prazer do teu corpo
Sem nenhuma cerimônia,
irás cair em tentação...
Vou roubar-te de ti mesmo
para que me implores por mais;
E desconheças a devolução.
As minhas promessas são
e sempre serão cumpridas,
As minhas manias poéticas
hão de ser por ti conhecidas.
As minhas sutilezas são
letras profanas e veras,
As minhas vontades severas
de fazê-lo conhecer a perdição.
Não compreende uma alma
que aprecia a liberdade,
Que aprecia a sedução com vigor
E toda a sensualidade;
Para que não se perca a sedução
na imensidade do mundo,
Cria-se o melhor a cada segundo
- sem pressa -
Porque o melhor de ti eu hei de
- roubar -
Para que o melhor da história
- se fortaleça -
Se misture com as nossas
- emoções -
E o tempo se torne incapaz de apagar.
Para brindar a calidez da tua pele,
Eu hei de escrever além do céu
Com as gotas que caem de ti,
Eu hei de beber o saboroso mel.
Para sorver os seus suaves lábios,
Eu hei desabrochar em flor
Com as carícias que saem de ti,
Eu hei de provar o seu sabor.
Não desejo ser comportada,
E tampouco [recatada]...,
Sim, declaro-me subversiva;
E por talento culpada...,
Eu sou a própria poesia.
Não existe ser pensante
E poeta [inocente]...,
Sim, declaro-me misteriosa;
E por excelência atrevida...,
Eu sou a chama perigosa.
Quero a quentura dos teus lábios
Incendiando os meus poros,
Quero o melhor dos teu abraços,
No 'troca-troca' de colos.
Quero a ternura dos teus desejos,
Beijando os meus lábios,
Quero desabrochar como as rosas
Que se alimentam dos orvalhos.
Quero a urgência das madrugadas
Rasgando os espaços entre as estrelas,
Quero experimentar a mágica fúria,
Para me alimentar da tua volúpia.
Trazes o signo da vida,
- o balanço do mar
Trazes o melhor de ti,
sabendo que estou aqui
Sempre a te esperar...
Onde você está? Não sei.
Talvez é preciso esperar?
Melhor se distanciar,
como quem procura conchas
Na beirinha do mar...
Trazes o soneto amante,
- a tatuagem indiscreta
Trazes a vontade secreta,
- envolvente e furtiva -
Determinada além do instante.
Não vou insistir,
Vou deixar fluir - seguir,
Escrever, dançar e pintar
- a nossa história -
Deixando ela livre para seguir.
Porque de mim tens o canto
E a pertença extrema,
De me amar em liberdade
- intensa -
Com toda a potência.
Além disso, tens a consciência:
De que toda a volúpia
E a sincera luxúria
São capazes de me mover
Além do anoitecer...
Vencendo os limites,
- eu me vejo em ti -
Rompendo convenções
- eu me vejo em ti -
Imaginando mais de mil fetiches.
Cantando os sonetos,
- eu escrevo por ti -
Colhendo as flores,
- eu vivencio por ti -
Cultivando mais de mil sabores.
Enamorando os poetas,
- descrevendo-te -
Encantando as sereias,
- embalando-te -
Ao som das conchas singelas.
Alçando o impossível,
- relembrando-te -
Pedindo o teu perdão,
- surpreendendo-te -
Com o meu beijo cheio de paixão.
Afinal, eu sou tudo e nada,
Apenas aquilo que não se espera
De uma dama e poetisa,
Um verso do avesso,
Brisa sem eira,
Aroma que enfeitiça,
Poesia sem livro,
Intimidade desconhecida
Que roubou o teu juízo.
Os meus dias nunca deixaram
De serem todos para ti devotados,
E só para ti preparados
De forma espetacular,
Eu tenho uma esperança
Para muitos sublime,
Eu hei de fazê-lo voltar
No tempo e para mim,
Não houve o fim, nasci para ti,
E tu nasceste para mim.
Os meus dias não foram fáceis,
De segundo em segundo,
Morri a cada fração um pouco,
De ciúmes e de desgosto,
Quero que tudo isso fique para trás.
Os meus versos repletos de romance,
De alguém que lhe pede uma chance,
Para a gente reviver o nosso amor
Afastado. aprisionado e segredado,
Por esta vida teve de se fazer calado.
Alcançada por ti
Iluminada fiquei
Só de me leres
Com os teus raios
Dóceis e solares:
Sim, eu te beijei!
Apaixonada por ti
Enfeitiçada fiquei
Só de me segurares
No fundo do teu olhar
Mergulhei no oceano
Do teu jeito de me amar.
Iluminada por ti
Não há como se deslumbrar
Escrevo o meu poema
Já que não há como conversar.
Falamos a mesma língua
A atração é sobrenatural
Sabemos o que queremos
É além do intelectual
Rejeitamos o banal
Do nosso cardápio particular
Colhemos no jardim dos beijos
Guardamos os nossos desejos
A hora certa acontecerá sensual.
Tomada por ti
Seduzida fiquei
Com os ouvidos
Só nos teus tons
- brotaram os meus
Semitonados, expressei.
Gotejam licores de Musa
Extasiada por nós
Sussurro devagar
Um versinho de Neruda
Para você se aproximar...
Recolhe o tempo dentro de ti,
Brinca com o tempo adentro,
Recoste sobre o meu ombro
E deixe o corpo falar de tudo.
Retire entre nós as espumas,
Deixe que nasça todas as luas,
Entregue-se aos sons das ondas
Para tomares ciência e as contas.
'Inverne-se' para o verão chegar,
Recrie-se para a paixão balançar,
Liberte-se de tudo o que te prende
E deixe livre só aquilo que sente.
Desce a aura rosa do céu,
Dando sorriso ao mar,
O Sol doce como mel,
- Assim resolveu se entregar
Durante as baixas temperaturas,
Ele resolveu rimar-se com o mar,
Aberto as boas loucuras de amor
Remando no oceano de tanto amar.
Eu não respondo por mim
diante de ti,
Diante das [delícias
Dos teus beijos indecentes,
Dos teus beijos molhados,
Dos teus beijos imprudentes,
E daqueles mais rasgados...
Eu não respondo por ti,
Diante das [loucuras
Da perdição da tua pele,
Da fragrância masculina,
Da sedução do teu regaço,
Do aconchego do teu abraço.
Eu não respondo por mim
diante de ti,
Diante do que sei
que és [capaz
De fazer,
De me ter,
De me possuir,
De me mimar,
e me dominar...
Eu não respondo por mim,
Porque me fizeste
a tua primavera
Cultivando em mim um jardim
- imenso -
Eu não respondo por mim,
Porque em ti
Já encontrei todas
as respostas...
Tenho em ti o meu [atalho,
Tu és o meu orvalho,
Namoro o teu eu inteiro,
Cruzaste o meu [caminho.
Tenho a sina de
[adorar-te,
Encontrando em cada sinal,
Só a tua amante presença,
E como poeta
[desbravar-te.
A poesia senda e claustro,
De talvez nunca ser
[reconhecida,
Poesia sem livro,
Poesia sem dono,
Que corre o risco de ser
[roubada.
Tenho o principal: a [fé.
Misturada as minhas letras,
Que segue erguida sempre;
- corajosa e a [pé.
Tenho o espaço [aberto,
Para esse futuro [incerto,
Esse talvez [concreto,
De um viver [repleto,
Amando [silenciosamente,
Um amor que não sai da [mente,
E do coração, mas que persiste
De sempre seguir em [frente...
TOMA ESTA PRA TI:
"Abraão deixou Ló escolher o melhor lugar porque ele tinha convicção que carregava a benção de Deus sobre sua vida...
Qual sua preocupação mesmo ??
Demissão ?? Traição ?? Calúnia?? Engano??? Roubo?? Injustiça??
Para onde eu e você formos a bênção nos acompanhará...
E a bênção extravasa ...
Sua moeda não é dólar, sua moeda é fé...
Um dia Deus levou Ezequiel a um vale cheio de ossos secos...aliás sequíssimos
E Deus disse: profetizaaaa porque esses ossos se transformarão em um grande exército...
Olhe para o que está morto e declare vidaaaaa..
Não concorde com o caos...
Jesus disse para os discípulos: Lázaro dorme... Ele não concordou com a morte..
Helllllloowwwwwwww esse é o espírito da fé. (Crí por isso falei)....
Eu declaro abundância onde há falta.
Eu declaro vida onde há morte.
Eu declaro paz onde há guerra.
Eu declaro falência das trevas e abundância de luz..."
Aleluyasss TUDO é pra Ti Senhor e TUDO é Teu Pai.
—By Coelhinha
