Textos
O Bálsamo da Amizade Verdadeira
Não posso esconder que o meu coração amanheceu pesado, ferido pelo silêncio daqueles que fiz questão de convidar e esperar. A ausência dói na carne, e a sensação de ser invisível no próprio dia de nascimento abre uma ferida difícil de explicar. Mas, quando a mágoa parecia querer inundar a minha alma, o seu abraço em forma de palavras chegou como um bálsamo sagrado. Suas palavras me lembraram de quem eu sou e do valor que o céu me dá, arrancando-me do abismo da rejeição. Minha dor não sumiu por completo, mas a minha gratidão por sua vida é infinitamente maior. Você me provou que a verdadeira celebração não está na quantidade de pessoas que enchem uma sala, mas na qualidade do amor de quem escolhe permanecer ao nosso lado. Obrigado por salvar o meu dia e por me fazer lembrar que, enquanto eu tiver a sua amizade, eu nunca estarei sozinho.
Entre a amizade e o amor: um dilema silencioso
Depois de viver um amor, o homem descobre que ficar sozinho não é só silêncio, é também aprendizado. Ele começa a se acostumar com a própria companhia, mas percebe que a vida fica mais suave quando aparece uma amiga presente, aquela que está ali no dia a dia, que escuta, que se importa.
E é aí que mora o problema: o coração dele, carente de afeto, acaba se apaixonando. Não por uma fantasia, mas pelo cuidado real, pelo jeito simples de estar junto. Só que, muitas vezes, para ela, ele continua sendo apenas “o amigo”.
O paradoxo dói: o homem que cuida não é visto como parceiro, e o parceiro que ela deseja pode não cuidar como o amigo cuida. Ele passa a medir todas as outras mulheres pelo carinho dessa amiga, e nenhuma parece suficiente. Ela, por sua vez, guarda o amigo no espaço seguro da amizade, sem nunca enxergá-lo como homem.
Talvez não exista saída fácil. Talvez seja preciso aceitar que nem todo carinho precisa virar romance. A amizade já é uma forma de amor, um amor sem posse, sem cobrança, que floresce na liberdade. E quem sabe, ao aprender a valorizar isso, o homem abra espaço para que outro amor, verdadeiro e recíproco, apareça no caminho.
Eis a grande verdade
Sou mutíssimo grato
Por assinar este contrato
De eterna amizade.
Não vou te explorar
Não vou contar contigo
Você que vai contar comigo
Para o que você precisar.
Sou o seu servidor
Oh! Minha Majestade
Lhe sirvo a bondade
E todo o meu amor
Não sei se você me encantou
Ou se eu estou sego
Pois seu pedido não nego
Feliz assim eu sou
Não consigo te agradar
Como você merece
Isso me aborrece
Mas um dia irei lhorar
Sei que não sou perfeito
Mas chego muito perto
Aprendi a ser esperto
Para que o certo seja feito
Sou o seu aprendiz
Tu me deste a sabedoria
Me deste a alegria
E assim eu sou feliz
Sinceridade
Te amar
Te respeitar
É prioridade
Por essa amizade
Sou muito grato
Muito obrigado
Por essa felicidade.
Quando uma amizade deixa de acontecer.
Algumas amizades não terminam; apenas deixam de acontecer. Primeiro diminuem as conversas, depois diminuem as perguntas, até que chega um momento em que já não existe nada a perguntar. O silêncio se prolonga e, de maneira quase imperceptível, transforma-se em resposta.
Há distâncias que não se medem em quilômetros, mas na frequência com que alguém decide não estar. E talvez essa seja uma das formas mais silenciosas de perder alguém: não por uma ruptura, não por uma discussão, mas pela sucessão de pequenas ausências que, juntas, acabam formando uma distância que já não sabemos como atravessar.
É curioso como algumas relações terminam muito antes de receberem o nome de fim.
ESPAÇO ENTRE NÓS
A curiosidade virou amizade,
E depois, um amor de verdade.
Pensamentos tão parecidos,
Corações tão bem unidos.
Ele dormia e sonhava,
Acordado, pensava:
Como podemos ser tão iguais?
Com conversas tão legais?
Ela contava sua história,
E o seu dia de glória.
Ele falava dele sim,
Mas não tão interessante assim.
Eles amavam conversar,
Ficavam horas a papear.
Mas isso já não bastava,
Estarem juntos, ele sonhava.
Entre eles, tudo é perfeito,
Só a distância é o defeito.
Mas logo criam o teletransporte,
Que vai levar do sul ao norte.
Agora ele sofre com tristeza e dor,
E pensa como viver esse amor.
Por que tinha que ser assim?
Por que ela tão longe de mim?
Mas, mesmo longe, ele decidiu lutar,
Pois o amor verdadeiro sabe esperar.
Com palavras, carinho e conexão,
Mantém viva essa paixão.
Laços do Tempo e do Espaço
No entrelaçar de dois caminhos e olhares,
Nasce a amizade sincera e sem véu,
Que atravessa a amplidão dos mares,
E ilumina os dias sob o mesmo céu.
Há um carinho leve que a vida nos dá,
Feito de pura e serena afetividade,
Um ponto seguro onde a alma está,
Unida pelo dom da reciprocidade.
Mesmo quando os passos traçam a distância,
E a estrada parece longa a caminhar,
Preserva-se a essência e a elegância,
Daquilo que o tempo não pode apagar.
Sua falta vira verso, vira saudade,
Mas não há ponte que a memória não cruze,
Pois o verdadeiro amor é tempestade,
E ao mesmo tempo a luz que nos conduze.
Pois onde há afeto verdadeiro e forte,
Nem a distância desfaz o nó do desejo:
Onde quer que estejas, no sul ou no norte,
Teu abraço será sempre o meu aconchego.
Luciano Bento
O Café das Quintas
Quando a amizade vira caminho
Existem encontros que acontecem por acaso e outros que, com o tempo, parecem ter sido preparados pela própria vida. O Café das Quintas 60+ é um deles. Começou como uma simples reunião entre amigos e acabou se transformando em um espaço de histórias, lembranças, opiniões, brincadeiras e muitas risadas. Ali, cinco homens descobriram que envelhecer pode ser muito mais agradável quando existe uma boa mesa e amigos dispostos a conversar.
A idade não é o que importa. O essencial é o respeito. O grupo é formado por Alfredo, Ângelo, Sveraldo, Valle e Nino: três estão na casa dos sessenta, um na dos setenta e outro na dos oitenta. Há dois engenheiros civis, um advogado, um professor e um administrador. São cinco histórias de vida e cinco maneiras diferentes de enxergar o mundo. Dois têm tendências progressistas e três, tendências conservadoras, mas todos sabem que uma amizade vale muito mais do que uma opinião. Podem discordar, argumentar e até tentar convencer uns aos outros, mas ninguém precisa pensar igual para continuar sentado à mesma mesa.
Toda quinta-feira, a partir das dezesseis horas, o encontro acontece na Padaria Pão do Bairro, na Rua São Paulo, esquina com a Rua Treze de Maio. Quando chegam, os semblantes já revelam a alegria pela reunião. Durante algumas horas, as preocupações ficam do lado de fora, enquanto a mesa se transforma em ponto de encontro para falar da vida, da cidade, das lembranças e, inevitavelmente, do futebol.
Dois são santistas, um é palmeirense e dois são corintianos. O palmeirense é o provocador oficial do grupo e gosta de lembrar os muitos títulos conquistados pelo Palmeiras. Entretanto, quando o assunto chega ao Mundial, os outros quatro encontram uma oportunidade para devolver as provocações. O debate dura alguns minutos, mas termina sempre em risadas. Afinal, naquele grupo, ninguém quer ganhar a discussão; quer apenas garantir assunto para a próxima quinta-feira.
Há também o amigo português, que é alvo permanente das brincadeiras. Todos são descendentes ibéricos, mas ele é o único ibérico de nascimento. O palmeirense costuma perguntar: “Como é possível um português ser casado com uma pessoa que sempre foi a número um da classe e só tirava dez?” A pergunta provoca risadas, inclusive do próprio português, que leva a brincadeira para casa e conta tudo à esposa. Ela também ri. Assim, uma piada que começa na padaria acaba envolvendo a família inteira.
As conversas também percorrem o passado. Falam sobre São Carlos, sobre pessoas ilustres da cidade, sobre amigos, acontecimentos antigos e o futebol dos tempos de Pelé. Uma lembrança desperta outra, e, sem perceber, os cinco viajam no tempo. É uma peregrinação diferente: não exige mochila, botas ou quilômetros percorridos. Basta uma memória.
Na mesa, o cardápio é simples: uma garrafa de água com gás de um litro e cinco cafés, sendo um carioca, bem fraquinho. E existe uma regra não escrita: a água é coletiva, mas cada um cuida do próprio café. Afinal, a amizade é grande, mas ninguém pretende transformar uma reunião de amigos em um banquete!
Às 17h35, o telefone do português desperta. É hora de buscar as duas netinhas. Nesse momento, os quatro companheiros começam a rir, como quem diz: “Vai, português! É melhor ir logo, senão você vai apanhar da sua esposa!” Ele se despede e segue seu caminho, enquanto os demais ficam guardando histórias para a próxima quinta-feira.
É assim que termina mais um encontro. Ou talvez não termine. Algumas amizades continuam depois que a mesa fica vazia: permanecem nas lembranças, nas piadas, nas mensagens e na expectativa pelo próximo encontro. Ao longo de seus caminhos, o Peregrino Nino Carneiro aprendeu que caminhar não significa apenas colocar um pé diante do outro. Significa também encontrar pessoas, dividir experiências e deixar um pouco de si em cada encontro.
Por isso, o Café das Quintas 60+ deixa uma lição simples: amizade também precisa de espaço na agenda. Quem tem amigos não deveria esperar que o acaso os reúna. Pode escolher um dia, uma praça, uma padaria ou uma mesa qualquer e começar. Não importa a idade, a profissão, o time ou a maneira de pensar. O que importa é sentar-se, conversar e rir.
Porque, quando os anos passarem, talvez ninguém se lembre exatamente de quanto custou aquele café. Mas certamente se lembrará das histórias, das brincadeiras e das pessoas que estavam à mesa.
Para o Peregrino, existem caminhos que se percorrem com os pés e outros que se percorrem com o coração. O caminho da amizade é um deles. Não possui placas, quilometragem ou linha de chegada. É feito de respeito, companheirismo, lembranças e risadas.
E talvez seja justamente por isso que algumas das melhores caminhadas da vida aconteçam sem que ninguém precise sair do lugar.
Peregrino Nino Carneiro
Certa vez em um momento marcante, abençoado, dentro de um passado recente, valoroso, uma amizade muito imponente, um tesouro de Deus na terra, do tipo que não se encontra com facilidade entre um guerreiro persistente e uma jovem bela e talentosa, que compartilhavam da mesma fé e do apreço sincero pela música.
Eles não se viam com tanta frequência, até tiveram seus caminhos afastados, entretanto, um continuou sendo uma grande bênção na vida do outro, boas conversas, sábios conselhos, várias risadas, gratos e inesquecíveis momentos, talvez também, algumas lágrimas de sofrimentos e de felicidades, um vívido entrosamento.
Num dia imprevisível, aquele guerreiro depois de lutar bravamente e de uma maneira sábia, em certo ponto, uma luta silenciosa, por não querer preocupar aqueles que amava, inclusive, a sua amiga talentosa, encerrou seu bom combate, pois aprouve a Deus tê-lo por perto, lá no céu, prova da sua grandiosa Bondade.
Muito provavelmente, um choro triste inevitável começou a chover dos olhos dela, entretanto, eu creio que o conforto do Senhor foi a seu encontro de imediato, considerando, que não desconfia do seu imenso Amor, nem do seu distinto discernimento, além do fato do seu precioso amigo ter sido forte e corajoso até o seu último momento.
Parte dele continuará com ela, presente no seu coração e nos seus pensamentos, gosto de imaginar que em certas ocasiões, tocada pela saudade, estará louvando, expressando o dom da sua musicalidade através de algumas teclas ou do seu lindo canto, então, sentirá que ele está próximo como se tivesse descido dos céus para vê-la se apresentando.
Aceitar.
Chega um momento em que insistir na amizade deixa de ser uma tentativa de preservá-la e passa a ser uma recusa em aceitar que ela mudou.
Aceitar o fim de uma amizade não significa negar o que ela foi. Significa compreender que o passado não tem obrigação de continuar sendo presente.
Algumas pessoas foram importantes em determinado momento de nossa vida, e isso não se torna menos verdadeiro porque deixaram de estar presentes. O valor de uma relação não depende necessariamente de sua duração.
Por isso, talvez seja possível lamentar sem ressentimento. Sentir falta sem exigir retorno. Reconhecer a importância sem continuar implorando pela presença.
E, sobretudo, aceitar que uma amizade precisa de duas pessoas dispostas a permanecer.
Não lamento ter tentado preservar o que um dia foi importante. Lamento apenas ter descoberto que, em algum momento, a tentativa deixou de ser compartilhada.
Quando somente um tenta.
Uma amizade pode sobreviver à distância; dificilmente sobrevive à falta de reciprocidade. Quando apenas uma pessoa procura, pergunta, insiste e tenta preservar o vínculo, aquilo que deveria ser encontro começa a se transformar em insistência.
É estranho lutar sozinho por uma relação que deveria ser construída por dois. Mais estranho ainda é perceber que, enquanto uma pessoa procura maneiras de aproximar-se, a outra parece encontrar cada vez mais razões para permanecer distante.
Talvez seja esse o momento em que precisamos reconhecer uma verdade incômoda: não se pode sustentar indefinidamente uma amizade com a vontade de apenas uma das partes.
E, quando isso acontece, a pergunta deixa de ser “como recuperar essa amizade?” e passa a ser “por que somente eu ainda estou tentando recuperá-la?”.
A Descoberta.
Talvez a dor de perder uma amizade não esteja propriamente em perdê-la, mas em descobrir que você já a havia perdido enquanto ainda tentava preservá-la.
Há relações que continuam existindo apenas porque alguém se recusa a admitir que já terminaram. Continuamos procurando, mandando mensagens, tentando conversar, criando oportunidades para reencontrar aquilo que existia antes.
Até que percebemos que a relação já não está sendo construída no presente, mas apenas lembrada.
E talvez essa seja a parte mais dolorosa: descobrir que aquilo que você imaginava ser uma história compartilhada pode ter se transformado em uma história que apenas você ainda estava tentando escrever.
O mais triste não é perceber que alguém se afastou. É perceber que você foi o único tentando diminuir a distância.
O ciúme na amizade é uma chama silenciosa, diferente do ciúme amoroso, mas igualmente intensa. Ele nasce quando o coração teme perder espaço, quando a presença de outro amigo parece ameaçar o lugar que acreditávamos ser único. É como uma sombra que se insinua entre risadas e confidências, transformando a leveza da amizade em uma disputa invisível.
Na amizade, o ciúme é o desejo de exclusividade, a vontade de ser o porto seguro, o primeiro chamado, o abraço preferido. É a criança interior que ainda quer ser escolhida sempre, que teme ser deixada de lado. Mas, ao mesmo tempo, é um reflexo da insegurança: não é o amigo que nos falta, mas a confiança em nós mesmos que se fragiliza.
Esse ciúme pode corroer laços, transformar companheirismo em competição, e fazer da amizade uma prisão em vez de liberdade. Porém, quando reconhecido, ele se torna um espelho: mostra nossas carências, revela o quanto precisamos aprender a dividir, a aceitar que o amor e o afeto não se esgotam, mas se multiplicam.
Amadurecer na amizade é compreender que não há hierarquia no afeto, que cada vínculo é único e insubstituível. É confiar que a presença do outro não diminui a nossa, mas amplia o círculo de cuidado e pertencimento. O verdadeiro amigo não se mede pela exclusividade, mas pela constância: aquele que permanece, mesmo quando o mundo se abre em muitas direções.
Tatianne Ernesto S. Passaes
O amor que se torna amizade é uma travessia silenciosa, mas carregada de eternidade. Ele não se apaga, não se dissolve no esquecimento, mas se reinventa em outra forma de presença. No início, o amor é vertigem: é o encontro que acelera o coração, a urgência de estar junto, o desejo que não conhece limites. É chama que consome, é tempestade que arrasta, é promessa de infinitude. Mas o tempo, com sua sabedoria paciente, mostra que nem sempre a intensidade pode ser sustentada. O que permanece, então, é a essência — e essa essência, quando verdadeira, se transmuta em amizade.
Essa metamorfose não é perda, mas conquista. O que era paixão se torna confiança; o que era desejo se torna cuidado; o que era promessa se torna memória viva. A amizade que nasce do amor carrega uma densidade única, porque conhece os segredos, os silêncios, os abismos e as alturas. É uma amizade que não se constrói apenas no cotidiano, mas que guarda em si a lembrança de um encontro que já foi maior do que a vida.
Há uma filosofia profunda nesse processo: compreender que os vínculos humanos não precisam se romper para mudar. O amor não desaparece, apenas muda de forma, como a água que deixa de ser rio para repousar como lago. Continua a ser água, continua a ser essência, mas agora habita outra paisagem. Já não corre com velocidade, mas reflete o céu com serenidade. É permanência, é horizonte, é eternidade.
E há também uma poesia nessa transição. Amar e depois ser amigo é reconhecer que a intensidade não é a única medida da verdade. É perceber que o amor não precisa sempre arder para existir — às vezes, basta iluminar. E nessa luz tranquila, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser paixão, continua a ser presença. Ele se torna companheirismo, cuidado, memória viva. Ele se torna amizade.
No fundo, o amor que se torna amizade é uma vitória contra o esquecimento. Ele prova que os encontros autênticos não se desfazem: apenas se reinventam. E nessa reinvenção, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser chama, continua a ser calor. Não como incêndio que consome, mas como brasa que sustenta. Não como tempestade que assusta, mas como horizonte que acolhe.
Assim, o amor que se torna amizade é mais do que uma transformação: é um testemunho de que nada do que é verdadeiro se perde. Apenas se transforma. E nessa transformação, encontramos talvez a forma mais pura de eternidade: quando o amor escolhe sobreviver em outra forma, não como paixão que devora, mas como amizade que permanece.
Gabiróba, o sapinho mochileiro acreditava que a amizade era uma rocha que se projetava no mar de magias do antigo reino sapo. Ele ria dessa ideia e dizia que se tivesse o poder de impedir as ondas desse mar de partir para o oceano de dúvidas impediria. Pois com elas o medo avançava ano a ano sobre a terra fértil da sua limitada mente sapo desde que chegara nessa estrada sem fim que é a vida de quem é ansioso como um noivo espera que encontre o sentido, e que ele seja bom e generoso.
Gabiroba via a terra, a boa terra da esperança se desmanchar no atrito das ondas do mar de dúvidas, via os longos braços de areia áspera e alcalina que segurava na praia a fúria do oceano de raivas. Quando o brilho do sol partia na tarde vermelhada ele contemplava a paisagem brilhante dourada do futuro e se animava a fazer uma caminhada para alcança-lo. O céu iluminado pela lua brilhava nas águas salgadas e refletia toda sua história de pérolas e jóias de uma vida predestinada a ser um simples sapo mochileiro nesse universo de sapaiadas, desde o dia em que sua mãe sapa anunciou: "Estou grávida". Assim nascia Gabiroba, o sapinho mochileiro trazendo em seus pensamentos um universo mágico de valiosas jóias que jamais seriam usada, seus olhos eram como pedras estreladas refletidas pelo brilho do céu escurecido da noite calma, mas acordou na chuva e eles pareciam opacos sem brilho, desde que as dúvidas começaram a percorrer o seu caminho.
Amizade também e familia
Desde o dia em que nossas vidas cruzaram, ganhei uma irmzinha que a vida não deu por sangue,
mas por alma, por presença, por verdade.
E nessa caminhada, descobri que amizade também é família.
Quando o peso do mundo cair sobre teus ombros, estarei ao teu lado, firme, sem hesitar.
Porque quem a gente escolhe como irmã ou irmão, a gente protege, apoia e aprende a cuidar.
Nos teus dias bons, celebrarei contigo, nos difíceis, te darei força mesmo em silêncio.
E se a vida tentar te derrubar,
serei a mão estendida antes de você cair.
E assim seguimos, lado a lado,
não por obrigação, mas por coração.
Pois irmão que nasce da consideração
é laço que o tempo não desfaz.
Somos feitos de Amizade:
a que não muda com o vento,
a que fica quando tudo pesa.
Laço que sustenta,
mesmo no silêncio.
Caminhamos pela Compaixão:
olhar que entende antes de ferir,
força que acolhe sem julgar.
Sentir com o outro
é um ato de coragem.
Agimos com Altruísmo:
fazer o bem sem plateia,
servir sem esperar retorno.
Escolher o outro
quando o ego pede prioridade.
E permanecemos na Lealdade:
à palavra dada,
aos nossos,
aos princípios.
Leais mesmo quando ninguém vê.
A Coragem é o que mantém os quatro de pé.
Porque os quatro não apontam pra fora.
Eles vivem dentro.
Além da Amizade
A gente era riso solto no mesmo tom,
dois nomes ditos como se fossem irmãos,
dois mundos cabendo num só som,
sem perceber o que eram nossos corações.
Falávamos de tudo, sem medir
o peso leve de existir lado a lado,
como se o destino fosse só nos unir
num laço simples, confortável, sagrado.
Mas veio a distância, fria, sem pedir,
e levou tua voz do meu cotidiano.
E o que era fácil de dividir
virou silêncio em cada intervalo humano.
Eu achei que era só falta de costume,
saudade comum de quem se quer bem…
mas havia um fogo que não tinha nome
que queimava quieto por ninguém.
E você… também sentiu o vazio,
como se o mundo perdesse o sentido.
As conversas voltavam como um frio
lembrando o que tinha sido vivido.
Não era só amizade a nos prender,
era algo que doía mais do que parecia,
era vontade de ficar, de não perder,
era amor que fingia que não existia.
Até que o silêncio não coube mais em nós,
e o tempo trouxe o que estava escondido.
Dois corações voltando a ter voz,
dois medos finalmente vencidos.
“Eu senti sua falta…” — eu disse enfim,
e o mundo parou só pra escutar.
E você sorriu como quem diz assim:
“Eu também… mas não sei mais negar.”
E ali, sem pressa, sem explicação,
como se o universo soubesse o caminho,
teu olhar encontrou meu coração
e deixou de me deixar sozinho.
O beijo não foi começo nem fim,
foi só o instante em que tudo fez sentido:
amizade virando um jardim
onde o amor sempre esteve escondido.
E rimos depois, como quem entende
que o destino só demorou pra acertar:
“Demorou pra você perceber…” — você disse,
“Demorou pra você admitir…” — eu fui completar.
E o mundo, enfim, deixou de ser só amizade,
porque a verdade cansou de se esconder:
o que era dois virou eternidade
no simples ato de se reconhecer.
O QUE É O NATAL, SENÃO UM ENCONTRO DE AMIZADE, AMOR E GRATIDÃO?
É o amor que compartilhamos com nossa família, nossos amigos e com todos aqueles que fazem parte da nossa história, dividindo conosco os momentos de alegria e também os desafios da vida.
Neste Natal, se puderem, venham nos dar um abraço. Será uma alegria imensa receber vocês, compartilhar esse momento e demonstrar pessoalmente todo o carinho que sentimos.
E, se a distância ou algum compromisso não permitir esse encontro, sintam-se igualmente abraçados, com todo o nosso carinho e amor.
Porque o verdadeiro presente de Natal não está debaixo da árvore, mas nos laços que construímos e no privilégio de ter pessoas especiais fazendo parte da nossa vida.
Com muito carinho, desejamos a todos um Natal de paz, amor e união!
A amizade esconde
o amor em segurança,
sob a Lua Crescente
em Rodeio por aqui
no Médio Vale do Itajaí
para que nada atrapalhe
o paraíso que será um
refúgio para a temperança,
e quando esse momento
chegar tudo será uma celebração
com um único sentimento.
Eu te amo muito mais
do que você pode imaginar,
e além das segundas
intenções sedutoras,
espero que, em vez de amizade,
seus olhos leiam amor
todas as vezes que eu chamar
a sua atenção para que você
me ame e não mais demore.
Como descobrimos se o que sentimos é amizade ou amor, é difícil desvincular uma da outra, pois amor é amizade e vice e versa, mas como saber que o carinho mais especial que o normal, a admiração é amor?
Como saber que aquele olhar já não é mais o mesmo que antes, que quando as peles se tocam, é como se um frio gelado percorresse todo o seu corpo.
Como saber se é amor mesmo, ou uma empolgação momentânea, devido a carência, solidão.Como saber se em alguns dias o que sentimos continuará igual, e se estamos sendo correspondidos na mesma proporção.Como não deixar que um sentimento, mate o outro? Como sair de tudo isso sem ressentimentos, lágrimas e rancor? Como deixar as coisas acontecerem sem medo de estar perdendo algo. Como dominar os sentimentos para que realmente possamos fazer as coisas certas.Muitas vezes nos deparamos com o inivitável, pois muitas vezes de uma amizade nasce um amor mas em outras do amor nasce uma grande e profunda amizade.
- Relacionados
- Frases de otimismo para manter a fé no que vem pela frente
- Textos de amizade para honrar quem está sempre do seu lado
- Versos de Amizade
- 153 frases de reflexão para ampliar os seus horizontes
- Frases da vida para transformar os seus dias ✨
- Frases de Amizade
- 72 frases de amigos que reforçam o valor da amizade
