Textos
Acaba bem
.
Todo meu passado
Num recorte de papel
Está contado.
.
A vida em versos vivos
Se vos conta
De um amor que não tem conta.
.
Se era ela a pretendida
Eu já não sei,
Sei apenas não ser eu pretenso dela.
.
Todo meu escrito
Num papel amarelado
Pelo tempo mal tradado!!!
.
Minha vida numa fábula
Se vos conta...
A história não acaba bem.
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Fugir
Vou fugir de mim
Para viver sem você.
Pois a vida que há em mim
Só vive por você.
Seguirei ao arredio do seu amor.
Só me resta fugir de mim.
O tempo, um aliado
Que deveria apagar as marcas dessa paixão,
Só serviu para aumentar meu amor por você.
Agora, no vento frio desta estrada
Já não brilha em mim a luz do teu olhar
Nem me aquece o calor dos teus abraços,
Só me resta fugir de mim.
Edney Valentim Araújo
Me aceitado
Dei a minha vida, alma e coração por querê-la ao meu lado,
O dar-vos tudo custou à liberdade que eu já não tinha quando a vi.
Restaria um retorno nessa estrada sem volta, me pergunto.
Ando colhendo migalhas do seu amor caídas pelos caminhos das recordações!...
Longe do ponto de partida e distante da linha de chegada do seu coração, sigo em frente,
Imerso neste misto de sentimento nostálgico em que padece meu coração.
Corro da paixão e dou de cara com a solidão,
E essa fuga sem fim só faz aumentar minha dor, por quanto em mim cresce esse amor.
Bastaria ter me aceitado no passado e meu futuro no dia de hoje teria sido você.
A cada dia eu me entregaria ao seu amor
Se você também se entregasse ao meu amor.
Tudo que sinto o fogo que me queima tudo que sou nesse amor me tornei por você.
O teu coração é o tesouro mais precioso que eu poderia alcançar nessa vida,
Sopro do fôlego que completa e enriquece a minha alma.
Render-me-ia ao teu amor
E em nada te resistiria,
Poria meu destino em tuas mãos para me levares cativo como se conduz a um menino.
Onde você guiasse meus sentimentos, se o destino fosse você, ali estaria meu coração.
Lavaria minh’alma transparente nas cores do arco-íris do teu amor,
E nas campinas floridas dos teus sentimentos colheria o teu perfume
Só para viver a essência do nosso amor.
Edney Valentim Araújo
CONTROVÉRSIA DA LUCIDEZ
(À deriva no tempo)
Estamos lúcidos quanto à vida que nos foi destinada, mas a aceitação da mesma perdeu-se de tal forma que, às vezes, não sabemos o caminho de volta. Ficamos estagnados no tempo, como se lançássemos a âncora em alto-mar, sem saber em que solo ela irá prender.
Lu Lena / 2026
O Efêmero Retrato da Existência.
A vida, em sua essência, é um paradoxo temporal. Construímos a ilusão da eternidade sobre alicerces frágeis, ignorando a finitude que nos espreita a cada nascer do sol. A rotina, em sua doce previsibilidade, é um véu que oculta a brevidade da jornada. Valorizamos o extraordinário, as grandes conquistas e as viagens memoráveis, desprezando o valor inestimável do ordinário a conversa à mesa da cozinha, o aroma do café da manhã, o simples ato de respirar.
A dor da perda, quando o inevitável se concretiza, é o doloroso despertar dessa ilusão. A ausência se torna uma presença avassaladora, materializada no silêncio da casa, na cadeira vazia e na saudade que ecoa nas memórias da infância e nos risos compartilhados.
O olhar triste reflete o vazio, um choro silencioso que transborda a alma.
A busca por respostas nos leva a refletir sobre o passado, revivendo as memórias boas, e a projetar um futuro incerto, marcado pela incerteza da nossa própria existência.
A solidão pode se manifestar mesmo na multidão, pois quem nos acompanhava e preenchia o nosso mundo não está mais aqui. Aquele que procuramos não responde, transformando-se em uma lembrança vívida que habita em nossa memória.
O sentido da vida, portanto, não reside em grandes feitos, mas na valorização do presente, no perdão sincero e na capacidade de enxergar a beleza na efemeridade.
O choro silencioso, o olhar triste e a ausência nos lembram da fragilidade humana, mas também da nossa força e resiliência. A vida é um sopro, uma breve passagem que nos convida a viver com intensidade e a amar sem reservas, antes que o silêncio se torne presente e a lembrança se torne a única prova de que um dia existimos neste mundo.
Cada pessoa tem seus medos, suas verdades. Cada um sabe onde doí pisar. A vida é uma constante descoberta, temos que estar abertos para o novo, para as surpresas que ele nos prepara. Sabendo que, seja o que for, vai levar e deixar algo em nós.
Mas não podemos é deixar as oportunidades passarem por nós sem a apreciarmos. Nenhum caminho é totalmente sem graça, tudo tem magia, tudo tem seu por quê. Se ficarmos analisando a dificuldade, se a buscarmos e alimentarmos, ela ganhará força. Seja mais forte do que ela, seja mais forte do que seus medos, seja mais forte. Você é um ser iluminado e merece toda a alegria. Desprenda-se do que te limita e siga onde o horizonte é mais azul, onde as flores tem mais cores. Encontre este lugar que é seu.
As decepções na vida chegam quando menos espero,
e acabam me tirando o chão onde um dia me firmei.
o ser humano falha e fere sem licença,
enquanto o coração ferido tenta ajustar a conta, explicar o erro e exigir reparo.
Mas a justiça oriunda da fé
não nasce do acerto imediato,
nasce de não me trair no meio da dor.
Ser justo, nessas horas amargas,
é não permitir que a mágoa dite minha conduta.
"Não existe essa coisa de "mau" ou "bom" tempo.
Lembre-se que a vida é feita de um milagroso paradoxo.
Se a chuva em alguns lugares, derruba casas e desfavorece a ida à praia,
em outros, chuva é tudo o que se quer para fazer crescerem as plantas e,
sol, é tudo o que se tem e não se quer por aquele período, já que tem causado a
castigadora seca..."
SENTIR
O sentimento é o cal que calcifica a vida.
O sentimento pode ser centenário, milenar, como a rija, madeira do Carvalho, ou ameno como a brisa que vem e, logo passa.
Ah, o sentimento... quantos sentimentos são.
Dos oscilantes aos mais estáveis, até os embriagantes.
Faz prisioneiro, todo viajante.
E tal qual o mar, em dia qualquer, deslumbra os amantes.
O sentimento, desgraça na dor e agracia, no amor.
Mas, quão belo dom, é o sentir do pensador.
De um pensamento, faz, ele, mil sentimentos.
Que podem ser lágrimas ou, um doce alento.
Sentindo um sentimento, sentimentos, somos.
E no vaivém, dos meus, dos seus, o nosso divagar,
finda em nós quando, não pesam, os pensamentos.
“O tempo não apenas passa — ele ensina, cobra e revela. Ao longo da vida, acumulamos decepções: no amor, no trabalho, nas pessoas… e até em nós mesmos.
Mas é na dor que nasce o verdadeiro despertar — o autoconhecimento que nos obriga a enxergar quem realmente somos.
E então entendemos uma verdade inevitável: nada do que fazemos ao outro se perde. O mal que plantamos, cedo ou tarde, volta para nos ensinar da forma mais dura.”
A vida nem sempre é um caminho de flores. Muitas vezes, o vento sopra forte e as dificuldades aparecem para testar a nossa paciência e a nossa fé. Mas eu aprendi uma coisa importante: quem tem raízes fortes e confia em Deus, não cai.
Mesmo diante de todas as lutas, eu decidi que me manterei firme. Não é só por mim, mas por todos aqueles que estão ao meu redor. Ser esse porto seguro para a minha família, para a Carla e para os nossos amigos é o que me dá forças todos os
Cuidar de quem a gente ama é a missão mais bonita que existe. Seja nos momentos de alegria em nossos acampamentos, ou quando o dia está cinzento, eu estarei lá. Estarei firme como aquele viaduto de ferro que a gente tanto gosta, resistente ao tempo e sempre pronto para segurar o peso que vier.
A nossa vida em Itaipuaçu, cercada pela natureza e pelas bênçãos de Deus, é o que me renova. Olhar para as nossas flores, para o nosso cantinho e sentir a proteção dos anjos me faz ter a certeza de que nada vai nos separar e nada vai nos derrubar.
Seguimos juntos, com o pé no chão e o coração em Deus. Onde houver dificuldade, eu levarei cuidado. Onde houver cansaço, eu serei o apoio.
DeBrunoParaCarla
Onde Não Cabe Mais Amor
Se alguém não te quiser na vida, não implore - parta.
Mas parta por inteiro:
do olhar, do coração, da lembrança.
Porque ficar onde não há espaço é ferida anunciada.
É ser ruído onde já não há mais música.
Você não nasceu para ser excesso, nem para ocupar um canto de conveniência.
Você é presença, não sobra.
É amor inteiro, não metade.
Se não houver acolhimento, vá.
Se o afeto pesar, liberte-se.
Quem te merece, não mede esforços pra te manter.
Quem te ama, não precisa que você se diminua para caber.
Quando tudo exige explicação,
quando você já não se reconhece,
é hora de ir.
Recolha sua dignidade, abrace sua essência,
calce a sua coragem...
e siga.
Siga com a leveza de quem sabe que não perde quando escolhe a si mesma.
Naldha Alves
Viver é Agora
A vida não espera.
Ela corre, escorre,
e às vezes, some.
O tempo não avisa,
não atrasa,
nem dá segunda chamada.
Por isso…
viva o que sente,
diga o que importa,
ame com coragem.
O agora é o único tempo que existe de verdade.
O amanhã é mistério.
O ontem, memória.
Mas o hoje…
é presente aberto nas suas mãos.
Não desperdice.
Naldha Alves
Minha vida mudou.
Já faz alguns anos que a minha vida mudou.
Aceitei Jesus Cristo, como o meu Salvador.
Só eu, sei quem eu era. Mas hoje sei quem eu sou.
Te garanto amigo leitor, que ele é o Senhor, Senhor da minha vida, e do meu coração, quem confessa para Ele, seus pecados; logo recebe o perdão.
Padres e pastores, não perdoa pecados, porque ambos são pecadores, mas Jesus Cristo sim; por nós Ele foi crucificado, morreu na cruz; pelos nossos pecados.
Desilusão !
Na minha vida só sofri desilusão,
Longe de Cristo, só passei decepção,
Minha juventude acabei em Cabaré,
E o meu santo protetor era José,
Bati cabeça no terreiro da Dedé, mas
Jesus Cristo, me tirou da candomble.
Agora eu canto aleluias ao Senhor,
Sou grato a Cristo, meu amado e bom pastor.
Ó meu amigo venha agora pra Jesus,
Ele é o Caminho a Verdade e a Luz.
Não perca tempo, longe do seu Salvador.
Só em Jesus Cristo, se tem paz e muito amor.
Tu me inspira, tu és a minha fonte de inspiração.
Tu és a deusa da minha vida, mulher do meu coração.
Quanto tempo estamos juntos, e tu sempre do meu lado; querida minha querida, serei teu eterno namorado.
Longa jornada estamos juntos, há muito tempo; só lhe causei sofrimentos, mas as tuas orações; salvou o nosso casamento.
Clemilda Santos de Souza, hoje venho lhe dizer: Querida minha querida, de todo meu coração que tu és o meu amor e minha eterna paixão.
Cinquenta anos faremos juntos no dia trinta de abril, de dois mil e vinte seis, eu sou grato a Deus por tudo que ele nos fez.
O milagre da vida
Há verdades silenciosas que o dinheiro jamais alcança.
Ele atravessa mãos, constrói muros, ergue impérios — mas não toca o essencial.
Porque, no fundo, há perguntas que nenhuma riqueza consegue responder:
de que vale possuir o mundo, se o coração permanece vazio?
De que serve o ouro, se a alma não encontra paz?
E que cor tem a vida, quando vista por olhos que já não sabem sentir?
Dizem que o dinheiro ajuda — e ajuda, sim, a sustentar o corpo nesta engrenagem material.
Mas há limites que ele não atravessa.
Ele não compra o tempo de volta, não negocia com a morte,
não cura as feridas invisíveis que sangram em silêncio dentro de nós.
Não realiza o milagre mais simples e mais profundo:
viver plenamente.
E então surge o mistério:
qual é a força que faz o coração pulsar, incansável, dentro do peito?
Que energia sustenta a vida sem que a vejamos?
Olhemos para o universo.
A vastidão do céu, os planetas em seus caminhos invisíveis,
as estrelas suspensas no infinito, o sol que aquece, a lua que acalma.
O que mantém tudo isso em harmonia, sem cair no caos?
E na Terra — a mesma sinfonia.
As plantas que brotam, os frutos que nascem,
os animais que seguem seus ciclos,
os insetos quase invisíveis que sustentam a vida,
o calor que nutre, a chuva que renova.
Tudo em equilíbrio. Tudo em perfeita ordem.
Mas o homem, em sua inquietude, criou o dinheiro —
e com ele, a ganância e o egoísmo.
E, na ilusão de possuir tudo, começou a perder a si mesmo.
Acumula o que não pode levar,
disputa o que sobra na abundância,
e esquece que a maior pobreza
é a da alma que se distancia da essência.
E o que leva o homem desta vida?
Não os bens, não os números, não os títulos —
mas, muitas vezes, as marcas do que escolheu ser:
ou a leveza de quem amou,
ou o peso de quem se perdeu.
Ainda assim, há algo que o mundo não conseguiu roubar.
Nem o tempo, nem a dor, nem a própria humanidade em crise
foram capazes de tirar de nós
a capacidade de sonhar, de sorrir, de se alegrar.
Porque há beleza em existir.
Há grandeza em contemplar o universo
e perceber que fazemos parte dele.
Há um milagre silencioso em cada respiração,
em cada batida do coração,
em cada instante vivido com presença.
E talvez seja isso o mais precioso de tudo:
a vida —
não como algo que se compra,
mas como algo que se sente, se vive e se honra.
Porque, no fim, tudo passa.
Mas aquilo que verdadeiramente somos
permanece.
Atila Negri
Ele entrou na minha vida em 2019… e nunca mais saiu.
Não foi uma história.
Não foi um relacionamento.
Não teve construção, promessa ou continuidade.
Mas teve presença.
Teve troca.
E teve um sentir… que eu nunca mais consegui acessar igual.
Eu não criei fantasia.
Eu não projetei um futuro.
Eu estava bem, resolvida, inteira.
E mesmo assim… ficou.
Anos se passaram.
Não nos vemos.
Não nos falamos.
Mas basta um sinal, uma lembrança, uma imagem…
E o meu corpo ainda reconhece.
Frio na barriga.
Energia que atravessa.
Como se nada tivesse ido embora.
Eu tentei entender.
Psicologia.
Espiritualidade.
Desapego.
Divórcio energético.
E nada apagou.
Até eu perceber uma coisa:
Talvez não seja sobre ele.
Talvez seja sobre o nível de presença que eu acessei sendo quem eu era naquele encontro.
Sobre a versão de mim que despertou ali.
Sobre o quanto eu senti… sem bloqueio, sem medo, sem defesa.
E isso marca.
Nem toda conexão vem pra ficar.
Algumas vêm pra te abrir.
E o verdadeiro despertar não é ficar presa ao que foi…
É honrar o que sentiu, integrar… e seguir inteira.
Porque sentir assim não era sobre ele.
Era sobre o que já existia em mim.
Há momentos em que o silêncio entra na vida como quem não quer nada, mas, pouco a pouco, ocupa todos os espaços. Ele se senta entre duas pessoas, paira sobre uma lembrança, repousa no canto de um quarto vazio e, sem dizer uma sílaba, revela o que nenhuma palavra consegue alcançar. O silêncio também fala, e muitas vezes fala com verdade do que qualquer discurso.
Ele se manifesta no olhar cansado de quem pede ajuda sem coragem de pedir, na pausa de quem guarda um sofrimento antigo, no abraço que dispensa explicações. Há silêncios que são muralhas, erguidas para proteger feridas. Outros são pontes, construídas com afeto, compreensão e presença. Em ambos, existe linguagem.
Ser humano aprender a escutar o que não foi dito. Nem todo silêncio é ausência; às vezes, é excesso. Excesso de dor, de amor, de medo, de saudade. Por isso, ouvir alguém vai além de prestar atenção às palavras: exige sensibilidade para perceber o que a alma sussurra quando a boca se cala. E talvez seja nesse espaço invisível que nascem as verdades profundas.
A Palavra de Deus sempre me ensinou: “Seja forte e corajosa”. Durante toda a vida, fui chamada de forte por aqueles que não conhecem a minha história por inteiro. Mas a verdade é que eu não sou forte o tempo todo, apenas nunca deixei de permanecer em pé.
Já enfrentei lutas, como qualquer pessoa que agora me lê. Atravessei mares sem saber nadar. Construí pontes sem ter materiais nas mãos; pontes erguidas apenas pela imaginação e pela fé.
Vesti a armadura da força, e talvez tenha sido ela que, aos poucos, me construiu por dentro. Medos? Eu tenho. Sempre tive. Mas a coragem nunca me faltou. Alguns medos eu guardei em silêncio, outros rasguei como papel.
Ser forte não é não sentir medo. Ser forte é continuar enfrentando, mesmo sem saber se vai perder ou ganhar.
Nildinha Freitas
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