Textos
O Livre Arbítrio
Deus criou os humanos à sua imagem. Gênesis 1:26
Deus nos criou com vontade própria ou seja podemos ter o direito de escolhas.
Ex: Faço isso ou faço aquilo?
Quero isso ou quero aquilo?
Então devemos respeitar a vontade do próximo.
Porque assim como eu tenho direito de escolhas o outro(a) também tem.
-O meu direito termina quando o direito do outro(a) começa.
Obs: Devemos observar qual é a vontade de Deus para nossa vida.
Que o encanto das coisas simples permaneçam,
Que os meus medos sejam quebrados,
Que eu morra a cada dia com as sensação de viver intensamente pelo simples orgulho de surpreender a mim mesma.
E que todos esses meus pensamentos não sejam apenas sonhos, mas que sejam sim uma escolha a seguir, por uma vida que realmente faça sentido.
TALVEZ ELA.
Talvêz ela...
Esperei tanto,
que ela entrasse por aquela porta.
O dia amanheceu,
E ela entrou....
Esperei pelas palavras de amor.
Não disse...
Jurava que não iria embora.
E me deu as costas...
Pensei, que não passaria da porta.
E passou...
Talvêz desistisse e voltasse,
Não voltou...
Quem sabe, antes de chegar à rua.
E se foi...
Quem sabe, à noite ela liga.
Não ligou...
Amanhã é bem provavel, retornará
Caiu a tarde,
E não retornou...
Uma semana, com saudades aparecerá.
Não apareceu...
Um mês, é muito tempo.
E só o vento ...
Um ano, num reencontro comemorar.
E sozinho, ví o tempo passar...
Dez anos, memórias a reviver.
Ante um soturno crepúsculo e a sós,
revivi nossa história.
Vinte anos,
talvêz ela entre por aquela porta,
Noite.
Ela não entrou.
Trinta...
Quarenta...
...
SER MULHER
Ser mulher é ser bicho,
ser fera ser fêmea.
Ser ferro e ser flores.
Encarar os espinhos
ocultar dissabores.
Inspiração e transpiração,
firmeza e coração.
Ser beleza, ser paixão.
É ser esposa, ser mãe.
Na leveza de um passarinho,
esvoaçar desintegrando-se,
em fragmentos de carinho.
Amado Deus...
Nessa manhã de terça-feira quero te agradecer por tudo, pelas bençãos recebidas, pelo teu amor, pela tua fidelidade e por me sustentar durante todas as minhas dificuldades. Sei que às vezes fraquejo, caio, desfaleço, perco minhas forças, mas sei também que em Ti eu encontro o respiro necessário para recomeçar, em Ti renovo minhas forças, minha fé e minha esperança. Sou consciente que o Senhor sem mim continua sempre sendo Deus, poderoso e onipotente, mas eu sem ti Senhor NADA SOU, por isso, toma-me em teus braços, restaura meu ser e me conceda, em nome de Jesus um dia sereno e tranquilo, abençoado e iluminado e rico da sua presença, amém! (Priscilla Rodighiero)
Somos sós ou sóis?
E no final de tudo
Somos tudo?!
Não somos nada!
Somos tudo!
Somos adulto?!
Somos crianças?!
Somos tudo?!
Não somos nada!
Somos tudo!
Somos bípedes?!
Somos primatas?!
Somos Homo?!
Iguais?!
Semelhantes?!
Somos sábios?!
Somos sapiens...
E no final de tudo
Somos diferentes?
Somos carentes!
Somos incoerentes!
Somos crente!
Somos parentes!
Somos sapiens...
Somos machos?
Somos fêmeas?
Somos eles?!
Somos elas?!
Somos nós?!
Somos homem!
Somos menino homem...
Ou homem menino?
Somos sós?!
Somos sóis?
Somo ou somos?
Somos a imagem de Deus?
Somos semideuses?
Somos mortais!
Somos imortais?
Normais ou anormais?
Somos pecadores?
Somos perfeitos?
Somos adversários?!
Somos amigos?!
E no final de tudo
Não somos nada!
Somos tudo!
Somos mecânicos?
Somos involuntários?
Somos voluntários?!
Ou involuntários...
Somos natureza?
Somos animais?!
Somos racionais?!
Ou irracionais?
Somos civilizados?
Somos preparados?
Pra que? Por que?
Pra nada!
Pra tudo!
E no final de tudo
Somos tudo?!
Não somos nada!
Somos tudo!
E quando os interesses não puderem ser atendidos ..
E quando o desejo não puder mais ser suprido..
Quando as metas já tiverem sido alcançadas ..
A dificuldades superadas..
O fruto do seu trabalho já estiver maduro..
E você perceber que não há mais planos´para o futuro
Com quem você deseja estar?
Se precisar de cuidados na velhice ,com quem poderá contar?
Se desejar contar aos netos a historia da sua vida,o que dirá?
As paixões ardentes,porém,passageiras e as desilusões que feriram a alma merecem chegar até lá ?
Se for para falar de um amor que nome vai se lembrar ?
Tem cuidado desse amor ,tornando -o forte para que ele atravesse todos os intempéries e te acompanhe onde for, ou prefere fantasia-lo de impossível e belo tornando-o em saudade, pesar ou dor ?
Tempestade
Entre nuvens, raios e trovões nasce a tempestade.
Tão forte e altiva que amedronta o ser humano em qualquer idade.
Impõe respeito, destrói e transforma toda uma cidade.
Sua grande finalidade?
Alimentar os quatro elementos, água, fogo, terra e ar.
O que era antes nunca mais existirá.
Nesse cenário toda as forças da natureza, como em uma grande batalha irão se conflitar.
E o sentido, qual será?
Tudo termina, se acalma e a paz nos traz uma importante lição.
Não importa quão assustadoras sejam as turbulências da vida, sempre devemos fazer uma reflexão.
Tudo muda, passa e se renova por alguma razão.
Enfim podemos entender, aceitar ou não, toda essa transformação.
E aí, qual será sua decisão?
O amadurecimento fisiológico, psicológico e espiritual, ele se dá por completo depois de preenchido todos os vazios.
É um longo caminho a ser percorrido e a palavra chave é "AMOR".
Na minha visão do ponto de vista universal, eu diria ser o AMOR a "totalidade do real".
O amor a que me refiro, não é que o espera algo em troca ou prioriza algo, esse é cheio de pré-requisitos.
O não entendimento disso é viver como um devorado e consumido ou um devorador e consumidor, do próprio "AMOR".
Um suspiro em pensamento
dois risos em movimento
três destinos escritos
em qualquer guardanapo de bar
Quase tudo no seu tempo
um desconhecido no horizonte
implica que tudo venha á tona
como uma sina qualquer
Um brinquedo, um segredo,
um medo, um terço,
não vai livrar ninguém de amar
Simples difundir
tanto quanto é possível desviar
nada tão impossível
como deixar pra lá.
Bardo Lúdico.
É complicado, tá difícil aceitar
mas pra tu deve ser fácil nem parou pra me escutar
será que ninguém entende
que não dá pra superar?
(Não dá! Não dá!)
Chega de mentiras...
Já não to mais suportando,
com toda essa confusão
vey, eu já perdi o bastante
Então nem adianta vim pra cima com sermão
Agora vou provar de tudo e todos a todo instante!
Mano tô ficando mac
então vê se não me estressa
porque se eu ficar com raiva
não respondo por mim mesma
Cara eu perco a paciência,
e depois você que lute porque vai ter consequência...
Comecei contando carneirinhos
Terminei contando elefantes
Arrisquei fechar os olhos,
Respirar fundo e meditar.
Mas me perdi nos pensamentos,
Tento não pensar em nada.
Mas só de pensar
Em parar de pensar,
E não pensar em nada.
Já estou pensando!
Eu e minha mente barulhenta,
Travando todos os dias
A mesma batalha existencial.
Vou tentar outra estratégia,
Ouço a chuva no telhado,
Vou contar cada gota,
Pedindo que ela lave minh'alma,
Que tranquilize meu coração.
E talvez antes que ela acabe
Eu já tenha dormido,
Ou entrado em parafuso.
Um diploma de 4 anos conseguido após 10 anos de estudo é um diploma.
Graduar-se aos 50 ainda é uma graduação.
Começar um negócio aos 65 ainda é começar um negócio.
Encontrar o amor da vida aos 70 ainda é encontrar a pessoa mais importante da vida.
Você nunca estará velho demais para ter um novo sonho.
Não se sinta preso à timeline de sucesso da vida dos outros.
- Lavando roupas -
___ Era sempre manhã na Fazenda São José do Arrudas - localizada no interior de Minas Gerais.
Adorávamos aquela paisagem bucólica do Rio São José do Arrudas, que deu o nome à fazenda. Era calmo e manso e podíamos atravessá-lo à pé, em tempos de seca...
A fazenda tinha lindos Currais em braúnas e plantação de arroz na várzea, onde piavam saracuras... Outras plantações e grandes pastos para o gado ladeavam a sua entrada.
Amava a fazenda porque era tudo que gostávamos de curtir em nossas temporadas por lá. A casa ficava a uns 300 metros da estrada entre as cidades de Serro e Conceição do Mato Dentro e, para chegar nela, uma grande porteira fechava aquele lado do acesso à fazenda.
A saída pela porta da cozinha para o terreiro era uma paisagem especial, pois, abria uma cancela para as áreas dos afazeres cotidianos da casa: fornalhas com um panelão para cozinhar bananas para os porcos e um tacho para ferver as roupas muito sujas e encardidas (a prática era virá-las e revirá-las com uma longa pá de madeira, para maior efeito do calor e das folhas verdes de mamão). Ao lado, o pilão para socar e limpar arroz e pilar café, forno à lenha para assar quitandas, uma engenhoca pequena para moer uma ou duas canas para a garapa do café e,
caminhando em direção ao moinho, tínhamos a bica d'água bem ali, ao lado do quarador de tela de galinheiro e a grama verdinha onde as roupas eram estendidas para quararem ao sol.
Como a gente gostava da rotina naquele retângulo mágico: paiol, galinheiro, serraria, caixa d'água e, ladeado pelo engenho e pelo moinho de pedra, do lado de cá do rego d'água, ficava o chiqueiro.
Os varais de secar roupas, espalhados pelo terreiro, eram nossos labirintos onde bombavam o pude, o pique esconde, quando cheios de lençóis e colchas secando...
E o que mais me encantava, desde pequena, era a bica que nunca se fechava - a água batia, espirrava e brilhava aos raios do sol - o dia inteiro! Ali ficavam o estaleiro para secar vasilhas e as bacias para a lavação de roupas. Adorava ver as lavadeiras se movimentando por lá, ensaboando roupas, esfregando lençóis brancos,batendo-os nas pedras para clareá-los antes de seguirem para
os quaradores. Era um ritual solene, porque em cada etapa tinha-se uma sequência de movimentos dinâmicos e experimentados - lavadeiras são profissionais especialistas em lavação.
Horita, uma moça madura e muito generosa conosco, era também a lavadeira oficial das roupas da fazenda. Mamãe gostava muito dela e a convidou para ser a minha Madrinha de Consagração.
Mamãe faleceu, quando eu tinha apenas 4 anos e éramos uma patota de oito irmãos - de 2 a 14 anos. 'A casa das sete mulheres' e dois homens, meu irmão e nosso pai. Assim, vivemos uns cuidando dos outros e um adulto cuidando da vida da família.
Então, vivia agarrada às barras da saia da Dindinha Horita. Não só eu, pois, ela cuidava da casa e de todos nós, quando estávamos passando os dias na fazenda. Depois que mamãe se foi, todos fomos morar na cidade. E Horita cuidava da roça e das coisas da casa, porque sendo um fazendeiro meu pai não pode se mudar da fazenda.
A rotina da casa era como em todas as fazendas... Um dia, contarei as particularidades que vivemos naquela casa - tempos idos mas lembrados com amor e muito carinho.Viver os acontecimentos diários era prazeroso e fazer gangorras, andar a cavalo, procurar ninhos de galinhas pelo mato, catar pedras às margens do rio e pescar foram lindas aventuras que vivemos naquele paraíso do qual jamais me esquecerei.
Na minha infância, conviver com as lavações de roupas fizeram parte de inúmeros eventos em minha vida. A cultura, hábitos e estilos daquelas rotinas dos trabalhos domésticos faziam parte do regionalismo local. Muitas vezes, eram rituais coletivos, quando as lavadeiras ocupavam os espaços nos cursos dos rios próximos à cidade, onde as pedras, estrategicamente, estavam localizadas e
compunham um ambiente ideal para aquela tarefa tão secular. Como era lindo ouvi-las cantar no batido das roupas! Às vezes, eram festivas e noutras situações eram até melancólicas... Sempre me pegava observando-as absorta e admirando a cadência daquela prática, há anos presente na vida das lavadeiras das bicas d'água e em beiradas de rios. Dias nublados eram diferentes dos dias ensolarados. E os dias não eram iguais. E a vida não não era fácil. Mas elas eram felizes, a gente sentia! Lavar roupas é algo tão sublime que, para mim, sempre fez parte de uma etapa de crescimento e emancipação da vida.
Os dias de lavação de roupas no rio, lá na fazenda, eram dias muito especiais. Levantávamos cedo para não perdermos a agitação - as brincadeiras pelo campo, correr atrás das borboletas que sobrevoavam as roupas quarando sobre a grama, fazer represinhas com pedras para prender girinos - era tanta pintação que os dias passavam sem percebermos - livres e soltas na natureza!
Horita amarrava a trouxa de roupa, punha-a dentro da bacia grande e, na sequência, era juntar o sabugo e as palhas de milho, folhas de mamão, ramas de Melão de São Caetano, Anil Colman e as bolas de sabão preto, feito lá mesmo com a diquadra (água decantada das cinzas de madeiras da fornalha + soda cáustica). O sabão espumava branquinho e botava os lençóis alvos e doendo as vistas. Coisa que nunca entendi...
Chegando ao rio, descansava o pesado fardo perto das pedras - uma para a lavação e outra para se sentar enquanto trabalhava.
As margens do rio eram rasas e ela se enfiava na correnteza com a água batendo no meio das canelas.
Ágil e calma ia separando as roupas brancas das coloridas; as roupas das crianças e dos adultos - roupas mais usadas, mais frágeis e desgastadas - tudo que era do uso cotidiano. As roupas para as missas de domingo e de festas eram lavadas com sabões mais finos e com capricho que não
carecia de quaração ou bateção nas pedras...
Horita ensaboava as roupas já molhadas, esfregava-as e as deixava emboladas sobre as pedras, quarando nas gramas às margens do rio, até porque a bacia era grande, mas era uma só... O revezamento era todo programado, para que a água de sabão já usada, a barrela, pudesse ser reaproveitada também nas roupas mais sujas e que demandavam maior trabalho na lavação. Enquanto catávamos girinos em águas rasas e os encantoava nas margens de areia e do lodo, ouvíamos o bate-bate das roupas. Pá... e pá... e pá de novo. Depois de recolhidas da quaração, ela repetia o processo de bateção nas pedras - pá... e pá... e pá... e com as mãos grudadas nas roupas, o braço subia e elevava-se ao alto - um giro espetaculoso que, num movimento certeiro, descia bem no centro da pedra do rio! E, de novo, pá... pá... e pá! Pronto. Hora de investir nas etapas seguintes. Para as roupas brancas, nunca se esquecia do Anil Colman.
Ali, a liberdade e o entrosamento com a natureza acontecia em perfeita sintonia - seguíamos os movimentos tão cheios de energia da dindinha Horita, que não se esquecia de espichar os olhos e, de quando em vez, parava para ver se estávamos por perto e o que estávamos aprontando - todo cuidado era pouco. _ Meninas? Sempre gritava. Olho no peixe, olho no gato e mãos nas roupas... Ver a dindinha Horita se entregar concentrada na lavação, perder-se em pensamentos quando, entre uma esfregação e outra, parava para descansar e levava o olhar para longe, perdida entre a paisagem e o firmamento, era emocionante! Um momento que me paralisava. Um fascínio por aquela visão que muitos
nem se tocavam. Era fantástico vê-la soltando os lençóis pela calma correnteza das águas do rio, para ajudar na remoção do sabão - sabedoria pura! E a gente até batia palmas!
Num dia daqueles, ela ela me deitou sobre uma trouxa de roupas e disse: - pequena afilhada, suas orelhinhas estão sem brincos, os furos já se fecharam. Pobre bondosa Carmélia (era o nome da minha mãe) deixou vocês ainda precisando de tantos cuidados! Decidida e sem pensar duas vezes, puxou a agulha com linha, que carregava pregada na gola da blusa, para cerzir roupas
rasgadas, fazer os remendos de costuras soltas e para pregar botões que se soltavam mesmo. E já foi dando um nó nas pontas da linha... Mandou-me fechar os olhos e perguntou: - você quer furar as suas orelhinhas, ter lindos brincos e ser a menina mais linda lá da escola? Então, disse-me ela: - não chora... fica quietinha, com os olhinhos fechados, que não vai doer e vai ser como fazem as fadas... uma mágica! Não vai doer, repetiu. Claro que doeu, que chorei e que ela me acariciou e me consolou. Fez dois aneizinhos de linhas em minhas orelhas e não me lembro se sangraram. Quando chegamos em casa, ela passou cachaça pura ... Foi o primeiro furo que tive em minhas orelhas e que estão aqui até hoje.
Com ela aprendi a lavar as minhas roupinhas. Primeiro as calcinhas, as meias e, a cada férias, à medida que eu crescia, aprendia a lavar e cuidar de minhas roupas maiores...Gravei bem muitas lições - cuidar para lavar bem as roupas e nunca me esquecer daqueles gestos tão naturais, espontâneos e perfeitos. Dona de casa, trabalhadora e estudante, às vezes, fora o dia inteiro e criando duas filhas, ainda assim, mesmo na correria diária, sempre me dediquei a lavar roupas à mão; aquelas que avaliava serem especiais, e que precisavam ser lavadas separadamente das peças gerais da casa. Tive lavadeiras muito dedicadas, depois da didinha Horita.
Mas sempre fui adepta da lavação de roupas à mão. Porque as lavadeiras sempre me encantaram neste trabalho tão cansativo, mas também muito prazeroso.
Nunca conheci uma lavadeira que não gostasse de lavar roupas. Isso me tranquilizava porque sempre avaliei ser um trabalho pesado. Até hoje, entregar-me fielmente aos movimentos da lavação e me perder em pensamentos, enquanto esfrego algumas poucas peças de roupas, é uma viagem que acontece comigo. Quando criei as minhas filhas, adorava deixar as fraldas branquinhas e com cara de higienicamente limpas. Eu mesma as embainhava com bordados à maquina,
em linha azul marinho e as lavava à mão, enxaguando-as com Anil Colman, para que ficassem alvas de doer as vistas - como fazia dindinha Horita. Quanta saudade - que Deus a tenha!
Também gosto de fazer sabões - hoje com mais tempo, acesso à variedade de opções no mercado e com a tecnologia, posso pintar e bordar, criar sabões para usá-los em várias cores e essências que trazem energias holísticas e mais naturais, são coisas que posso escolher.
É uma ocupação meio estilo bruxaria - a gente vai adicionando ervas, cores e essências -uma arte muito especial! Assim, entrego-me a esta tarefa de lavação de roupas com amor, disciplina e prazer. Vou me envolvendo, com jeito e energia, revirando as roupas e me perdendo em pensamentos, enquanto vou girando o tecido e buscando ser eficiente na sequência dos movimentos - sempre é um momento novo - cada roupa me cobra uma atitude particular e diferente. Porque lavar roupas é uma arte e uma particular terapia.
Acho que muitas pessoas deveriam experimentar - é uma grande relação com o antes e o depois, sensível e visível, num piscar de olhos. Nunca tive dificuldade em dominar a lavação de roupas, porque aprendi esta atividade quando ainda criança.
Muitos projetos da minha vida eu os formatei quando, na beirada do tanque,
me dedicava, incondicionalmente, à arte de ensaboar, esfregar e enxaguar roupas.
Muito prazeroso perfumar e torcer cada peça com cuidado, enquanto os pensamentos torcem músculos e neurônios, espremendo a mente para que a criatividade e a inspiração possam apontar novos caminhos, saídas estratégicas, decifrar sonhos e transformar desejos em investimentos, até então nunca experimentados... Quantas vezes, em momentos de aflição, me aliviei apalpando os tecidos na espuma, ou, esfregando-os, freneticamente, para fugir das tensões e das situações conflitantes... Já chorei muito com o olhar perdido na espuma e as lágrimas caindo sobre as roupas...
Não obstante, lavar roupas pode ser um exercício de relaxamento e reflexão sobre atitudes, instantes em que o mundo gira a mil pela cabeça, para depois retomar o passo-a-passo das coisas, botar limites e interromper o ritmo desenfreado das ideias. É um tempo propício para a gente esfriar a cabeça ou se entregar a mirabolantes pensamentos, delírios - esquecer as preocupações e até praticar a meditação.
Depois, vem uma calmaria,uma paz e uma tranquilidade inesperadas. Lavar roupas é cuidar da higiene material, física e mental - roupas limpas trazem momentos agradáveis e prazerosos. E mais, ato contínuo - todo cuidado é pouco na hora de pendurá-las para secar, pois, isso facilita passá-las, embora nunca gostei de passar roupas. Eu as sacudo bem para estendê-las e, ao
recolhê-las eu apenas as estico com as duas mãos, dobrando-as à medida em que se desfazem as dobras, marcas de pregadores e amarrotados de quando foram torcidas e dependuradas.
Somos assim também... Quem dera pudéssemos passar e esticar as rugas e cicatrizes adquiridas com a idade e vivências cotidianas - são as marcas externas que mostram muito de nós.
E as internas, que pensamos não enxergar, são as que mais doem e sufocam - são estas que devemos percebê-las para tentarmos desfazê-las. Estas sim, podemos minimizá-las, ou,com vontade e coragem, aboli-las de nossas vidas com corajoso enfrentamento e amor próprio.
Uma roupa mais sensível ao toque pede a delicadeza de mãos se alternando ao redor das sujidades, em leves movimentos de esfregação - uma celebração de respeito para com o tecido, suas fibras, suas cores e as histórias registradas naquele pedaço de pano, que alguém deu formatos tão especiais... Ou, não. Mas, de qualquer forma, enquanto fizerem parte de nossas vidas, serão também registros de lembranças e recordações. Por isso, nunca devemos guardar as roupas sujas ou estragadas, porque, com certeza, elas são parte de um presente e, mais tarde, capítulos vividos, experimentados e avaliados - lembranças caras e especiais. Tenho uma ideia aqui comigo que, enquanto souber lavar minhas calcinhas, cuidar da melhor higiene do meu corpo e das minhas roupas, serei capaz de prosseguir vivendo com independência e auto suficiência.
Coisas que sempre confidenciei com a minha sogra.
Gosto de orientar as pessoas como se lava uma roupa leve, ou, de um tecido mais velho e que seja necessário proteger suas fibras para mantê-las íntegras, em bom estado de firmeza e conservação das cores, ou, ainda que brancas, possam ser protegidas e evitar de manchá-las, quando é o caso.
Não é ensinar, mesmo porque aprendi mais com as lavadeiras do que inventei métodos, mas tenho meu jeito particular de lavar roupas.
Assim, depois de escolher e separar a(s) peça(s), toma-se a bacia ou o balde e coloca-se água suficiente para cobrir todo tecido. Calcula-se o sabão a ser usado sem economizar, mas sem exagero. A seguir, bate-se bem o sabão na água (em pó ou em barra - adoro lavar com sabonetes brancos e cheirosos , ou de coco, ou com os delicados sabões para roupas de bebês). E, enquanto o sabão vai se derretendo, vira-se as roupas para o lado direito, e localiza-se as sujeiras que deverão ser removidas, classificando-se quais serão os cuidados que o estado das peças demandam.
Mergulha-se a roupa na espuma, não se esquecendo dos pontos que sugerem maior esfregação, retirada de manchas ou um molho especial. Daí, pega-se o tecido com cuidado e, com movimentos circulares e definidos, esfrega-se cada peça, todinha, sempre fiscalizando se as sujidades foram removidas com sucesso...Ohummm... Se necessário usar alvejantes e removedores de manchas...
Na sequência, passa-se para as etapas seguintes, enxaguando-as em água suficiente, para retirar todo o sabão, evitando-se que as roupas fiquem encardidas ou impregnadas de resíduos químicos dos produtos utilizados - água sanitária, alvejantes e/ou amaciantes.Assim, a água do enxague deve, ao finalizar o processo, apresentar-se límpida, transparente, levemente perfumada e sem cheiro forte de sabão ou enxaguante.
Da mesma forma é lavar o corpo por fora e a alma por dentro - o nosso interior carece de cuidados especiais, atenção redobrada, leveza da higiene da mente muita dedicação - imprescindível na remoção de sentimentos que nos intoxicam, lembranças que nos deprimem e recordações que despertem tristezas, sofrimentos e negatividades. Roupas bem lavadas e devidamente secas
(se for ao sol, o cheiro é mais gostoso e a aparência é outra), depois de passadas ou bem esticadas nos dão um inexplicável prazer ao tocá-las, usá-las, vesti-las ou, simplesmente, dobrá-las para serem guardadas...
Mentes leves, generosas, livres de ressentimentos, prontas para compartilhar amor, perdão e gratidão pela vida são recheadas de ingredientes para promoverem um corpo são, um coração aberto para as coisas boas e alegres da vida - a felicidade que tanto sonhamos!
____ @DelzaMarques - 2001/2007 - atualizado em 2020.
_______________(Dica de lavagem: A cinza possui uma importante propriedade que é a de branquear, purificar. O sabão de cinzas é ecológico e não polui o ambiente. Sendo assim, se quiser clarear tecidos rústicos é só colocá-los ensaboados de molho e com uma trouxinha de cinza, no dia seguinte é só enxaguar.)
SERÁ QUE VALE APENA?
Estou em meu jardim
Sentindo a brisa do amanhecer,
Vendo aquele lindo sol nascer
Ele aparece devagar, até parece que tem medo de nos machucar com o seu Calor
Parece que tem medo de nos fazer sentir dor
Acho que é por isso ele não sai direto.
Vivo aqui pensando como seria se alguma coisa não tivesse acontecido,
Como seria se algumas pessoas não tivessem partido.
Vontade de ir ao passado e dar alguns tapas em mim mesmo,
Pra ver se aprendo seguir reto, ao invés de olhar para os lados como um vesgo.
Desculpe a palavra, mas é a única que consegui pensar e é algo que meu coração mandou falar.
Bem voltando no assunto, no passado sempre quis voltar
Mas hoje penso bem será que vale apena?
Ir para lá e minha história mudar?
Autor: Geovane Cassiano Miranda Mendes.
Então contemplo
O céu completo
Pois não tem teto
Onde é meu templo
Não perco tempo
De olho aberto
Mantenho esperto
A visão de dentro
Alinho o centro
Com o universo
O meu eu imerso
Ao firmamento
E por um tempo
Me senti cego
Deixei o ego
Pro esquecimento
Nesse momento
Vi que eu tráfego
E nem mesmo enxergo
Nem mesmo eu mesmo.
Um inimigo invisível que todos acreditam, e que colocou todos para temerem, todos para se isolarem, todos para tomarem as devidas precauções, mesmo sendo invisível causou e está causando espanto e medo.
Muitos desacreditam de Deus, porque ele é invisível, muitos debocham de Deus porque ele é invisível, muitos não tomam as precauções necessárias que ele recomendou, porque ele é invisível.
Interessante não é? Um inimigo invisível todos acreditam, mas um amigo invisível nem todos acreditam.
É quarentena e um vírus voa lá fora, invisível! O mundo parou em 2020. Muitas frases de efeito filosóficas já circulavam pelas redes sociais antes disso, mas agora, as pessoas procuram compartilhar aquelas que propõem profundas reflexões e mudanças: nos outros.
Estamos sempre esperando que o mundo ao nosso redor fique perfeito mas não mudamos a nossa própria estrada torta.
Vivemos em trilhas improvisadas a benefício do imediato, do bem viver hedonista, da aparente vida perfeita separada pelas traças que mantemos por trás das cortinas que encobrem a nossa intimidade, a nossa verdade tão necessitada de reparos pessoais.
A asas da tecnologia nos permitem alcançar janelas espirituais e culturais com fortes apelos à transformações mas eu não sei se o ser humano está acordado ou vive em sonambulismo profundo. Talvez estamos recebendo apenas mais uma pressão a um sono turbulento que vivemos.
O que precisamos mesmo neste momento é acordar. Ninguém consegue realizar coisa alguma em sono profundo. Como poderíamos promover mudanças de qualidade?
Acordar torna-se neste século o ponto de partida. Inibir os passos que seguem as multidões em manadas de fúria, embaladas pelo vazio.
Acordemos!
Depois, quem sabe, conseguiremos alcançar alguma racionalidade.
Quem aprende a olhar para o próximo, foi capaz de olhar para dentro de si mesmo...
As pessoas estão muito centradas em si mesmas, nas suas próprias limitações ou dificuldades, mas se esquecem de olhar para o lado e enxergar o próximo, a falta de empatia e generosidade tem acabado por distanciar as pessoas do verdadeiro sentido da vida, e o verdadeiro sentido é o amor... Quem tem Deus em seus caminhos sabe muito bem da importância desse pilar da vida porque com Ele aprende o significado de tudo aquilo de bom que é fruto da fé: a generosidade, a empatia, o amor, a gratidão, a caridade...
Quem aprende a olhar para o próximo, foi capaz de olhar para dentro de si mesmo e enxergou que o espelho mais bonito é aquele que reflete amor, devemos ser esse espelho que espalha coisas boas por onde passa, porque o mundo está carente de pessoas que sabem ser luz, que sabem florir jardins alheios, que sabem regar um sorriso no rosto que se desmancha em lágrimas, que sabem cultivar coisas boas em corações feridos, que sabem ser bondade em um mundo de maldades...
A auotidolatria é a imagem do século, as pessoas só olham para si próprios e para tudo o que os outros devem admirar nelas, a voz que fala é a do ego e a da generosidade e amor ao próximo tem se calado, só é audível quando é capaz de dar ibope. Os indivíduos têm construído sua vida em busca do sucesso próprio, mas esquecem-se de que o verdadeiro sucesso é fazer as pessoas felizes porque, só assim, alcançarão a felicidade. Por isso, devemos nos espelhar sempre na imagem de Cristo e confiar somente em Deus porque Ele é quem resolve os impossíveis, mesmo que aos olhos humanos tudo pareça estar perdido, com os olhos da fé enxergamos que Deus cuidará de tudo porque Ele sempre cuidou, e nunca precisamos nos preocupar porque a sua fidelidade nos alcança sem o nosso merecimento...
Deveríamos praticar a bondade porque aperfeiçoamos sempre mais tudo aquilo que praticamos. Dessa maneira, o que nos faz nobres de alma e o que nos proporciona ter um coração leve deve ser sempre cultivado porque é sempre uma nova oportunidade para que sejamos mais humanos a cada segundo, e o mundo precisa de seres humanos que se portem dignamente com humanidade, cada gesto de humanidade que praticamos é um passo de fé que damos porque Jesus nos ensinou a plantar amor e esse deve ser o nosso principal objetivo todos os dias da nossa vida...
Quanto às recompensas pelo que fazemos e semeamos de bom, porque esperar? Devemos fazer tudo sem esperar nenhum tipo de reconhecimento e nem um tipo de ibope para aumentar o nosso ego. Àquele que vê em secreto será capaz de nos recompensar porque Deus enche de bênçãos aqueles que espalham luz e, às vezes, essas bênçãos são simplesmente a capacidade de fazer o outro sorrir, de ter um coração agradecido ou de saber que fizemos o melhor que pudemos para aqueles que conseguimos encontrar nesse mundo... As bênçãos estão no simples, é preciso saber enxergar porque, quem vê, percebe que sempre temos motivos para agradecer a Deus em cada segundo de vida que Ele nos concede...
Quando a esperança se esconde do amanhã
Quando as flores param de desabrochar e o sol se recusa a brilhar
Quando as águas não querem mais correr
E o dia não vê mais porque nascer
Se é necessário tecer
Se nos cabe esperançar
Do contrário, tudo fica no mesmo lugar
Mudar, se ressignificar
Buscar vida na dor
Se escorar no amor sem pudor
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