Texto sobre Voce Mesmo
Não esconda no sorriso a dor
Reflita bem sobre o que passou
Se precisar chore
Lave sua alma pra se sentir melhor
Não fique triste se você se esforçou
Se apoie nos amigos pra enganar a dor
Se precisar chore
Mas se divirta e vai se sentir melhor
Se bater vontade dê uma volta por aí
Se bater saudade tente se distrair
Se precisar chore
Mas não esqueça como é bom sorrir
Pra muitas coisas não existe explicação
Não se arrependa se fez tudo de coração
Se precisar chore
Mas se esconda da solidão
Saiba que tudo na vida deixa uma lição
As vezes é normal perder a direção
Se precisar viaje
Mas volte seja qual for razão
Sobre o Ano Novo de 2012 - 02.01
Hoje realmente começam os novos desafios.
É quando damos um tempo da festa e realmente
chega o momento de colocar os pés no chão.
Caso consiga... Deixe o passado de lado, para traçar
novas metas ou só dar continuidade no que estava
dando certo, não insista no que estava dando errado.
Ano novo... Deixe o novo entrar de verdade. Para daqui
12 meses comemorar novas conquistas. Fé na vida e em
si mesmo, são palavras chave.
E uma dica, jamais esqueça de que somos sós, os outros
são apenas complemento e não uma solução.
MUSEU
Passa o tempo brincando de saudade
sobre a translucidez da esperança
e o novelo de mágoas e lembranças
eterniza o cruel desenrolar
Mesmo a idade já idosa não descansa
-Talvez- porque não se cansa com a sina
quase sempre igual- jamais contínua-
aos destinos servís do consumar
Passa o tempo e nos fica a vaidade
na amargura da vida edificada
no desejo total de eternizar
Somos todos museus de embiaguez
quando não descartamos quase nada
pela doce ilusão de não passar
Esses dias vi algo sobre o amor na internet. Algo que dizia que devemos demonstrar nosso amor com grandes feitos, com carros de som, vídeos no YouTube, declarações de modo geral, e isso me fez refletir, será que o amor precisa disso?
O amor existe, com ou sem demonstrações, isso é fato. Mas o que mede o quanto amamos uma pessoa? Flores? Carros? Declarações?
Eu penso que as verdadeiras demonstrações de amor estão nos pequenos detalhes, naquele olhar, naquele beijo, naquela palavra dita que atravessa nosso coração como uma flecha em chamas.
Colocar um carro de som na rua fazendo declarações é fácil, aparecer em um programa de TV falando que ama tal pessoa é fácil, agora, dizer aquilo que a pessoa precisa (e não o que quer) ouvir na hora certa, isso é difícil.
Pensemos com carinho antes de fazer algo estrondoso ao nosso amor. Você tem demonstrado o quanto o gosta nos pequenos detalhes do dia-a-dia?
Certa vez eu quis escrever sobre o amor,
Mas um amor atrelado a pessoas que sinceramente não valiam a pena
Hoje eu vejo o amor, como algo necessário,
Porém algo que NÃO seja dependente, sufocante.
Essa história de “sem você eu não vivo” pra mim, é papo furado...
Além do mais, o amor só aparece uma vez na vida, o resto são paixões.
Ah! E quando ele aparecer com certeza o reconheceremos.
Cético, descrente, incrédulo... em relação ao amor?
Talvez eu seja, mas as circunstâncias que me trouxeram até aqui
Mostraram-me que é dessa forma que o amor se apresenta: causando tristezas e frustrações.
O amor é algo tão lindo, ainda mais quando o vemos nos lindos versos de Vinicius de Moraes
Mas viver algo parecido e assumir isso pra si é que é o mais difícil.
Talvez eu esteja enganado, sim... posso estar.
Mas só terei um posicionamento ao contrário quando a vida me provar que viver um GRANDE AMOR seja possível.
Bem, neste post falarei um pouco sobre mim, Eu sou um garoto super extrovertido, sincero, determinado, inteligente, meigo, alegre, honesto, dedicado, carismático, companheiro, brincalhão e verdadeiro, mais ás vezes eu sou meio ignorante, chato, teimoso, explosivo, enjoado, abusado, enfim, sou de tudo um pouco. Eu sou um tipo de pessoa que é capaz de lutar por tudo aquilo que quer, até conseguir, não sou de desistir facil, eu luto até o fim! Uma coisa que eu admiro muito em mim é a minha sinceridade, eu sou super sincero, e não minto para agradar ninguém. Como todas as pessoas tenho sentimentos diversos; amor, ódio, alegria, tristeza, medo, etc. Como todas as pessoas tenho uma personalidade; porém para cada ocasião tem de ser aplicada determinadas características. Eu adoro estar com a minha familia, e com os meus amigos eles são o meu porto seguro! Eu amo Deus. Sou viciado em chocolates, halls, livros, celular (SMS) , PC (twitter, tumblr, forms, facebook, msn, e sinto que vou viciar no fotolog também) etc. Minhas cores favoritas são: preto, azul e verde limão! Sou muito dorminhoco, se deixar eu passo 24 horas dormindo, brink's não éh tudo isso, mas é quase isso! Eu odeio falsidade e acho que as pessoas falsas devem ser extintas do universo! Enfim, Vivo feliz, tenho qualidades e defeitos, mas sou do meu jeito, e não gosto de ser comparado com ninguém!
"EU NÃO SOU PERFEITO, SOU APENAS DIFERENTE."
Ao olhar as simples gotas de chuva que descem.
Reflito-me sobre os fatos que acontecem.
Lembranças vê, outras desfalecem, mais a conclusão é que não prevalecem.
Pois são soltas, loucas, são canção.
As que refletem ao coração.
Outras estão escondidas, não relembro.
Talvez por conta do tempo, que de tantas magoas e alegrias devem ter sido guardadas.
Porém no momento, apesar da turbulência.
Tenho muita paciência.
Para conseguir o objetivo pessoal.
Que na verdade é o equilíbrio emocional.
Se algo deixa de me interessar, os que quiserem falar comigo tem que ser sobre assuntos referentes a antes ou depois disto que desinteressei, nunca sobre este mesmo assunto. Nos meus 'hojes' eu sempre vivo a evolução de mim mesmo e dos meus 'ontens', e assuntos que deixaram de me interessar, ou seja, findados, não voltam e deixam de ser a pauta em questão da minha vida; uma vez encerrados, no esquecimento ficam, lembradas sempre e apenas as lições de qualquer um deles, razões pelas quais caímos e levantamos.
Certamente já existem os atuais e bem melhores a serem discutidos e é sobre eles que eu quero e gosto de conversar e usar o meu tempo, tão precioso.
Mais uma vez, larguei minhas composições sobre o chão frio e úmido da sala de estar, não havia paciência e muito menos vontade para escrever algo decente sobre lagrimas e lagrimas que inundavam cada vez mais as letras e rascunhos, de déias que um dia vieram a ser significativas. As joguei sobre o fogo flamejante que ardia sobre cada uma das composições, e letras, uma por uma. Queria me livrar delas, queria-as jogar no fogo do inferno, queria as esquecer, queria que elas evaporassem, queria fazê-las sumirem assim como eu desejava ter feito com você, há muito tempo. Seria melhor assim, seria melhor se eu tivesse lhe esquecido assim que te vi pela primeira vez com seus olhos cor cobre, e seu sorriso sedutor.
Maldito seja o tempo que não conspira a meu favor, malditas sejam as coisas que me deu e que tem seu cheiro, e que me viciou malditas sejam as cartas que um dia você me escreveu, e que agora só passam de tristes e melancólicas lembranças do que poderia ter sido. Vagas imagens de momentos felizes passam pela minha mente, sua presença continua intacta sobre minha pele. Sua mania de sorrir sínico enquanto me fazia gritar de ciúmes estava intacta, suas ações perturbadoras agora me faziam enlouquecer, principalmente agora, que você não as fazia olhando em meus olhos.
O que irei fazer?Tentar me livrar de minhas lembranças contigo? Impossível, pois agora o meu mundo já havia se convertido no seu,e nada mais podia separá-los .
O orvalho e eu
A tarde cai lents sobre os meus caminhos
e o meu crepúsculo denuncia.
Os pássaros se recolhem aos ninhos
com medo da noite que se anuncia.
As petálas das rosas
preparam-se para a festa do sereno
a espera do orvalho em gotas preciosas!
E eu, em mim, recolho esse fugás momento
E desfruto desse doce encantamento.
E o orvalho ao cair, de leve sobre as flores
entre os canteiros do meu jardim assisto
o brilho inconfundível de um amor antigo
a pairar,timidamente,sobre as minhas dores!
A Vida nos ensina a ser ágil e ter o controle sobre os nossos sentimentos, ela é curta pra quem é fraco, não tem controle emocional e longa para aqueles que levantam a cada tombo tomado e não desistem de lutar.
Fazendo a diferença,iremos alcançar o ponto mais alto do nosso nível emocional. "A Felicidade"
A sua opinião sobre as coisas pode até fazer sentido mas, não te dá o direito de achar que o mundo é obrigado a pensar e agir como vc...
Cada um faz o que quer e gosta das coisas que lhe trazem algum tipo de alegria e satisfação...
Nem sempre o que é bom ou terrivel pra vc é assim pro mundo!..
Talvez vc seja o anormal aqui...
O amor? Ah...o amor. Eu sei poucas coisas sobre ele. Pra falar a verdade eu nunca amei ninguém. O amor nunca esteve em mim com tamanha intensidade, nunca esteve direcionado à alguma pessoa. E eu ainda sinto essa necessidade de demonstrar amor. Mas enfim.
Já ouvi dizer que quando você ama alguém, você se torna cego. O resto do mundo pouco importa, eles se tornam invisíveis diante disso.
Sinceramente, para mim, o amor nada mais é do que uma necessidade, algo que precisamos para (sobre)viver...por isso se tornou tão importante.
Além de todas essas conclusões, o amor é aceitação, respeito, fidelidade, sinceridade, compreensão, o amor é tudo. O amor é nada.
Ele por si só, é belo, sublime, grandioso, encantador. O que estraga, é o que as pessoas costumam fazer com ele.
A inconstância faz parte dos dias.
Não existem pessoas perfeitas.
Sempre me perguntei sobre o valor real de uma amizade. AMIZADE! Palavra que aprendi desde cedo, mas que todos os dias descubro um novo significado à ela e uma infinidade de interpretações.
Você pode ter uma imensidão de amigos, e um jamais será igual ao outro. Cada qual ao seu modo, cada um encharcado de qualidades e defeitos: humanos afinal.
Existem pessoas que tem um amigo para cada momento: o da balada, o do bar, o das confidências, o do trabalho, o da infância...
E existem pessoas que não colecionam muitos números em sua caixinha.
Cada qual à sua maneira, todos precisam saber o significado de uma palavra tão expressiva e forte.
Amizade e amor são sinônimos, uma não existe com a ausência da outra. Ser amigo é colocar-se no lugar do outro, compreender e acima de tudo saber que eles são imperfeitos também, assim como nós mesmos.
As pessoas andam cada vez mais críticas e suas expectativas muitas vezes excedem as qualidades que outro possui. Ei! Precisamos olhar mais para dentro!
Existem amizades sendo crucificadas todos os dias por uma procura de excesso de qualificação. Parece até vínculo empregatício: quando aquela pessoa não serve mais, pronto - está demitido - contratemos outra! E então, volta alguém para a fila de recolocação de amizade... pode?!
Onde foram parar o companheirismo, a tolerância e o valor real de uma amizade? Talvez eles estejam guardados em uma gaveta, lá no fundo... esquecidos. Está? Faça uma faxina! Nunca é tarde demais... e se acaso for, não existe nenhum acontecimento sem mérito. É sempre hora de evoluir e aprender que não devemos depositar todas as nossas ânsias em alguém, muitas vezes não podemos cobrar dos outros qualidades que ainda não possuem (já dizia o grande Chico!). Portanto, ah, deixa pra lá: vai lá amar vai!
"Tal como nós temos um animal preferido, também os proprios animais terão uma preferência sobre outro animal(e concerteza que tem).
Se a preferência de qualquer outro animal recair em nós, humanos, revela que não somos superiores a nenhum deles, pelo facto de que, uma preferência nunca ser superior a qualquer outra!...E ai, os verdadeiros animais seria-mos nós humanos, perante os animais!"
SOBRE ÉTICA,CULTURA E POLÍTICA
Guimarães Rosa, em entrevista ao crítico Günter Lorenz, disse que "a política é desumana porque dá ao homem o mesmo valor que uma vírgula em uma conta". A desumanidade da política extrapola a esfera dos governantes e governados e navega nas várias esferas da vida na pólis, na sociedade. A desumanidade, lembrada pelo escritor Guimarães Rosa, refere-se à falta de compromisso com a verdade, com o conhecimento. Há por aí filósofos de pára-choque de caminhão. Pessoas que julgam pessoas sem o menor conhecimento de sua obra. Vários pensadores foram vítimas desses semicultos. Colocaram frases jamais proferidas na boca de Maquiavel. Deturparam Marx ou Sartre. Ridicularizaram ideologias. Sobre os semicultos, escreveu Mário de Andrade nos idos de 1927: "A gente pode lutar com a ignorância e vencê-la. Pode lutar com a cultura e ser ao menos compreendido, explicado por ela. Com os preconceitos dos semicultos, não há esperança de vitória ou de compreensão". Os semicultos estão por aí, escondidos atrás de um pequeno poder. Dizem superficialidades, deixam-se levar por um olhar tacanho do que não conhecem e fingem conhecer. Os semicultos não têm a humildade necessária para a dialética. Não há antítese. Apenas tese. Tosca tese de quem nunca nada defendeu. Apenas destruiu ou tentou destruir. Há de se discutir a ética na política, nas organizações e na mídia. Falta com a ética o político demagogo ou o corrupto, ou o que semeia inverdades em redações de jornais e revistas, ou o que mente à sociedade. Falta com a ética o jornalista que se deixa deslumbrar com o poder de destruir e não investiga, não vai a fundo no que escreve. Falta com a ética quem destrói a gestão do outro, a obra construída solidamente na política ou na empresa. O trabalho sagrado de servir. É tempo de ética. Da ética aristotélica do meio-termo. Da ética do valor, da axiologia preconizada por Miguel Reale. Do conceito correto de política que constrói Estados e pessoas, como sonhava Bobbio. Da ética da linguagem. A palavra a serviço da verdade e do conhecimento. A semiótica de Umberto Eco, que, relembrando Cícero, fala em razão e emoção. Em fragilidade e consistência. Da ética da humildade. Os arrogantes ou semicultos se distanciam muito da verdade, pois só enxergam a si mesmos. Humildade no respeito à diversidade. A intransigência leva ao radicalismo, e este, à tragédia. Franco Montoro dizia que há coisas em que não podemos ceder -valores, ética. Quantos às outras, é preciso ter olhos de ver. Humildade em reconhecer o valor do outro. Não podem interesses levianos de períodos eleitorais jogarem lama em carreiras construídas com afinco. Adélia Prado, poeta da leveza, disse: "Só pessoas equivocadas quanto à natureza do fato literário repudiam um livro por sua casuística religiosa. O enredo ou tema de um livro não é o que o torna bom ou mau. Seu valor e desvalor têm a ver com forma, apenas". A maturidade literária ou a maturidade crítica exige conhecimento, profundidade. "Não li e não gostei" é coisa de semiculto. Enfim, que neste ano eleitoral haja muito debate, muita investigação e, acima de tudo, compromisso com a verdade. Que a ética permeie o calor do debate, que será mais rico e belo se deixar fluir o passado e o amanhã sem desmerecer a pessoa. Um debate ético lança luzes sobre idéias, não sobre perfumaria. Um debate ético ajuda a consolidar a cultura democrática e respeitosa. O Brasil tem mulheres e homens com essa postura em todos os ambientes profissionais. Que esses sirvam de exemplo aos demais. São profissionais que construíram uma obra. Aliás, o que é muito mais edificante do que destruir obras alheias.
Publicado no Jornal Folha de São Paulo
Nunca conte sobre seu progresso para as pessoas.
Nunca deixe que os outros saibam o quanto está feliz.
Não permita que as pessoas tenham acesso as melhores coisas da sua vida.
Não deixe que saibam daquilo que você sempre quis.
As pessoas que estão ao seu lado te ouvindo podem ser o seu fracasso.
Aqueles que parecem te ajudar podem estar te jogando pra baixo.
Os invejosos podem entrar e sair de sua casa sem que você os reconheça.
Os cães podem estar te dando força com palavras, mas com o coração eles te humilham.
Quem você pensa ser amigo e conta seus segredos pode estar em uma posição bem diferente da que você pensa estar.
Às vezes aqueles em quem mais confiamos, esperam que viremos as costas para que comecem planejar contra nós.
Inimigos fazem rezas e outras coisas que acreditam poder nos destruir.
A vida não é apenas altos e baixos, é também fortes e fracos.
Onde os fracos são os parasitas de nossas vidas.
Parasitas porque não conseguem viver por si mesmos.
Parasitas porque preferem viver e função de destruir ou ao menos tentar destruir os fortes.
Malditos parasitas.
Todas as vezes que eu senti a necessidade de refletir sobre alguma coisa e, consequentemente, me senti estimulada a mudar a minha maneira de pensar e de agir, coincidentemente, foi depois de uma crítica ou de ter ouvido uma verdade ou uma informação que eu não conhecia.
Logo, concluo que: o elogio e a omissão dos que nos cercam, em algumas situações, jogam contra o nosso crescimento, paralisam o nosso aprendizado e promovem uma arbitrária acomodação no que já somos desencadeando uma rejeição, natural, na gente, diante do novo.
É esse seu domínio sobre mim !
e é exatamente nesses meus momentos de nervosismo e estresse intensos aparentemente sem motivo OU não que eu penso... Como é que pode você ter o poder de fazer isso comigo? Vai ser assim extremamente claro e ao mesmo tempo confuso... Chato e também divertido... Um babaca mais de uma beleza sem igual bem longe de mim vai, pertinho assim eu corro o risco de me apaixonar por você.
O dar de mãos
Caminhei arfante sobre uma floresta de pensamentos ponte-agudos, com flores medonhas, com uma vegetação pouco admirável, ao encontro do sublime dar de mãos, queria gritar mas não tinha voz. Continuei no vazio do belo sol, quando me encontrei com um rio congelado - mas como no meio de uma floresta sem nenhuma amostra de frio? - perguntou a voz da minha consciência. - Sem me importar com o rio de águas de gelo, continuei a andar, em passos largos. Caminhei, com o suor que me escorria a pele, com o fraquejar do meu pulmão, que desde sempre, nunca funcionou tão bem, mas naquele dia me sentia pior, me sentia exausto. Prossegui, tentando disfarçar a dor e o cansaço que insistiam em se alojar sobre mim. Foi quando de repente avistei uma moça, tinha os cabelos em longos cachos, sua pele era alva. - O que estaria fazendo ali? estaria perdida também? - Não, me parecia que ela estava até bastante serena e climatizada. Foi quando perguntei por onde deveria seguir para que pudesse chegar a cidade mais próxima, ela, sem sequer me olhar diretamente, respondeu que eu deveria seguir em frente.
Concordei, e continuei ao meu bater de pés, descalço, os espinhos se entrelaçavam sobre meus calcanhares, que agora eram carne viva… Mais meia hora de caminhada até que ouvi de um pequeno tronco caído uma voz chamar, era uma senhora, desarrumada, com um cheiro não tão agradável, seus pés estavam descalços e seus cabelos eram uma bagunça terrível. Me perguntei se em meio a floresta havia também mendigos, como na cidade grande em que vivia. Largando o pensamento de lado, resolvi não dar ouvidos, não estava com disponibilidade naquele momento para loucos, afinal, não tinha tempo para aquilo, queria saber como havia chegado ali, melhor, queria saber onde era a saída desse labirinto que eu estava vivendo. Foi quando a voz baixa porém firme da senhora dos cabelos de bagunça soou: Volte todo o percurso. -Como se não bastasse estar andando horas, ainda tenho que aguentar certos tipos de comentários.- Resmunguei- Prossegui, horas a fio até que a tarde estava enfim, se despedindo do céu. Cansado, as mínguas, sentei em uma pedra e me pus em desespero. O que mais poderia fazer?
Avistei vindo no horizonte a velha senhora. Por fim, ela foi tomando menos distancia de mim, e então se pôs de pé ao meu lado.
- Volte o percurso - Repetiu a senhora, que tinha os dentes muito brancos, com o aspecto de cristais, e sua expressão facial, agora vista de perto, parecia dez anos mais jovem do que a que vi pela primeira vez.
- Mas o que? a senhora está doida? Como posso voltar atrás?
- Da mesma maneira em que pode caminhar pra frente e se perder, pode voltar atrás e concertar o erro. Se reencontrar, para que enfim, possa seguir.
- Que erro, minha senhora?
- Nenhum que eu possa corrigir por você.
- Ah, poupe-me, a senhora é doida. - Respondi, indignado.
- Loucos são os que não enxergam.
- Os cegos?
- Os cegos de alma. Os cegos de percepção.
- Minha senhora, estou perdendo tempo, preciso encontrar o caminho de casa. A senhora pode me ajudar?
- Já disse, volte, confie.
Baixei a cabeça e suspirei, quando retomei o olhar, a senhora havia desaparecido. Por medo, loucura ou sabe-se lá o que, refiz todo o caminho em que havia percorrido… minha respiração estava ofegante e eu já não sentia minhas pernas. Anoiteceu e eu temi pela minha vida, e por todos os momentos que eu havia desperdiçado em tanto tempo… como queria refazer tudo de novo. Estava sozinho, e perdido… em um lugar onde jamais tinha pisado. Sem mais forças, deitei na mata verde oliva e chorei, chorei por todas as vezes que havia desistido e todas os amores que eu havia deixado de plantar. A escuridão se alastrou e eu baixei minha cabeça sobre meus joelhos e me pus a pensar. Repentinamente, percebi que em todas as vezes que me vi perdido em meio a vida, quis desistir. Ergui a cabeça, decidido a continuar o caminho de volta pra todos os erros que eu havia cometido e precisava concertar. Foi então que redescobri a floresta que estava agora, cheia de vida, com flores de um perfume espetacular, o sol raiava outra vez e minhas pernas e pulmões já não doíam mais. Levantei-me rapidamente e olhei em volta, continuei a viagem de volta… quando de repente, reavistei o rio que dessa vez não estava congelado. Pelo contrário, suas águas eram límpidas, recheado de mistérios que eu deseja descobrir, baixei as mãos sobre o rio e bebi a água da vida, sentia cada vez mais vontade de sobreviver a terrível perdição. Ao longe, avistei uma canoa vindo em minha direção, guiada por uma jovem muito bela, de sorriso aberto. A canoa se achegou…
- Venha - E foi então que de súbito reconheci a voz e a face. Era a senhora que havia me ajudado. Me sentia louco, mas me sentia vivo. Desta vez, a obedeci sem questionar. Sentei-me na canoa e me pus a remar para o outro lado do rio.
- Vejo que conseguiu - Disse a menina ex-senhora. - A confusão da minha mente não sabia distinguir.
- Sem a sua ajuda eu não teria chegado a lugar nenhum, ainda estaria perdido naquela floresta medonha e com aspecto triste.
- Você deve, as vezes, escutar o que diz dentro de você.
- Como assim? me perdoe… mas qual é o seu nome?
- Meu nome é Alma.
- E o que aconteceu Senhorita Alma? A floresta era horrível e foi transformada, este mesmo rio estava congelado e agora estou remando sobre ele, a noite que me apavorou passou mais rápido do que eu imaginava, a senhora me parecia um tipo de mendiga, tinha uma aparência horrível, e depois quando a reencontrei sentado na pedra sua aparência havia melhorado uns dez anos. E desta vez… minha nossa, está formosa como um arco-íris no céu. Me perdoe… mais, estou tão confuso…
- Responderei as suas duvidas para que possa enxergar a transformação que aconteceu aqui. Primeiramente, me sinto muito feliz que tenha notado o arco-íris em mim, antes… teria me visto como um fardo em meio a floresta. — Permaneci ouvindo, atento.
- Segundo: Toda essa transformação partiu de você, que tomou a decisão de voltar atrás e concertar os seus erros, que teve a coragem de olhar e realmente conseguir ver o mundo. De uma forma mais suave e mais límpida. Viveu tanto tempo enxergando somente as destruições da vida, que teu coração se transformou em uma floresta escura e cheia de tristezas. Sim… antes que pergunte, essa floresta significava o seu coração e o quanto ele estava bagunçado, ferido, escuro… sombrio.
— Fiquei atônito, boquiaberto, as lágrimas me subiam aos olhos como uma explosão de sentimentos. Sem pressa, perguntei: - E a moça que me disse para seguir em frente?
- A moça era a voz do seu orgulho, que muitas vezes, lhe diz o caminho errado, que lhe faz perder-se e cavar um buraco ainda mais fundo do que o que você se encontra. Muitas das vezes, o nosso orgulho nos prende em cadeias que não conseguimos enxergar se não passarmos por dificuldades como as que você passou. Não conseguimos ver sem nos ferir, sem nos desesperar. Existem coisas que observamos melhor pela dor.
— Agora meu rosto era tomado pelas águas que tanto prendi dentro do meu coração.
- E você, não vai perguntar quem eu sou?
- Eu acho que sei… agora, sei…
- Muito bem, e quem sou?
- Alma, a minha alma. E eu preciso me desculpar, por todas as vezes em que lhe dei as costas, por todas as vezes em que não a ouvi, por todos os dias, meses e anos, em que sequer lembrei que você existia em mim, e te deixei as mínguas, como um mendigo, abandonada, no meio da floresta negra que era o meu coração.
- Não há do que se desculpar, meu jovem… Olhe pra mim agora, estou renovada, jovem, limpa. E seu coração se transformou em um imenso e belo jardim. Estou bem amparada.
— Ao longe, via a cidade se aproximando e quando a jovem Alma ia abrir os lábios para derramar algumas outras palavras…Acordei, suado e com a cama totalmente remexida.
Fazia muito tempo em que não me sentia vivo daquele jeito, em que não via a mim mesmo no espelho. Me pus a pensar na confusão do que havia acabado de sonhar… foi quando reparei no que havia encima da mesa de cabeceira. Era uma flor, que perfumava todo o quarto. Foi então que descobri o que ela ia terminar de dizer. - A noite fria, e medonha, as vezes, passa mais rápido do que esperamos.
E desde lá, desatei os nós que me prendiam ao orgulho, e me dediquei a concertar todos os laços que havia arrebentado.
Foi o dar de mãos ao meu coração e minha alma que nunca mais soltei.
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