Texto sobre Voce Mesmo

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⁠Texto postado em minha página Frases, textos e citações by Josy Maria

Às vezes, é como se os problemas fossem desabar em cima de você como grandes ondas. E você se sente sem rumo, sem chão... Não adianta correr, as dores vão aonde você for. O que fazer? Sentar e chorar? Talvez ajude um pouco, só não se permita permanecer neste estado. Chore o bastante para aliviar o peso. Mas, está vendo esta onda de problemas e dores que parecem querer lhe afogar? Você vai se sobrepor a ela. Vai respirar acima da superfície. Você pode até se sentir sem rumo e sem chão por um momento, só não se sinta sem Deus, pois Ele é quem vai lhe capacitar a superar obstáculos, por mais que pareçam intransponíveis... Ele é quem vai lhe dar a força necessária para o combate e para a vitória.
Creia. Deixe que a sua fé seja a fagulha acesa que lhe conecta ao Pai quando sua visão e seus pensamentos estiverem turvos.

Gratidão profunda


O texto de 1 Tessalonicenses 5:18: Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.


Thomas Merton disse: A nossa vida toda é de gratidão - uma contínua resposta à ajuda do Deus Eterno, que a cada momento nos é concedida.


O convite de Paulo nesse texto é para a igreja se alegrar na presença de Deus, depois ele diz para ela orar e por fim, faz esse convite de dar graças em absolutamente tudo na vida.


Damos graças pela vida, pela saúde, pelo sofrimento, pela benção no processo da vida, pela dor, pela angústia que marca a história.


Damos graças pelo perdão divino através de Jesus Cristo de Nazaré que nasceu, viveu, morreu e ressuscitou ao terceiro dia para nos trazer o significado da vida em plenitude.


Damos graças pelo sustento e provisão, mas damos graças pelas noites escuras da alma também. Porque nelas vimos e percebemos que Deus nos consola no meio delas e nos ampara sempre.


Damos graças pelo sol, pelas estrelas, pela chuva e pelo ar que respiramos.


Damos graças pelos irmãos, pelos amigos, pelas pessoas que Deus coloca na nossa jornada e que demonstram formas marcantes da sua graça preciosa.


Damos graças em tudo porque a vontade da Trindade é que nos rendamos diante dela. Porque ela nos ama e olha para nós todos os dias da nossa existência.


Finalizo com um pedaço da canção do Vencedores por Cristo retirada do texto de I Crônicas 29: Agora, pois, oh nosso Deus; graças te damos, e louvamos o teu grandioso nome. (Pr. Alcindo Almeida)

Texto revisado:


Nunca acredite quando alguém diz: Eu não gosto de nada. Por trás dessa frase sempre existe um interesse oculto, ainda que a pessoa não o reconheça. Muitos afirmam não gostar de fazer nada, mas, ao dizer isso, revelam que, no fundo, apreciam alguma forma de estar — seja o descanso, o silêncio ou simplesmente o tempo parado. Ninguém é totalmente vazio; sempre há um prazer discreto, uma centelha escondida, aguardando o momento certo para ser descoberto.

Texto de Encerramento
Eu não entendi o motivo do fim,
e talvez nunca entenda.
Mas hoje eu reconheço que a ausência também fala,
e o silêncio também encerra.


Eu fiz o melhor que pude,
com a maturidade, a consciência e o amor que eu tinha naquele momento.
Não fui morno, não fui raso, não fui negligente.
Fui inteiro.


Se isso não foi suficiente para que o outro ficasse,
não transforma minha entrega em erro,
nem meu amor em excesso.
Revela apenas um limite que não era meu.


O abandono dói porque houve verdade.
Porque houve presença.
Porque houve intenção.
E eu não vou usar essa dor para me diminuir.


Eu encerro este vínculo sem negar o que existiu.
Honro o que foi vivido,
mas aceito que não continua.


Eu não preciso de explicações que não vieram
para seguir adiante com dignidade.
O que me foi dado já é informação suficiente.


Eu solto a espera.
Solto a tentativa de ser escolhido novamente.
Solto a necessidade de provar valor a quem não permaneceu.


O amor que ofereci continua sendo meu.
Ele não se perde porque não foi acolhido.


Eu sigo em frente não porque foi fácil,
mas porque fui verdadeiro.
E isso basta.

Série II- Pensar o nosso tempo
Texto VIII – Poder

O poder teme mais o pensamento do que a rebelião. Apesar de rebeliões iniciarem através de pensamentos.

O facto é que a rebelião pode ser reprimida; o pensamento, não.

Por isso, a crítica é congelada, a Filosofia qualquerizada e a palavra reduzida a ruído. Um povo que pensa torna-se difícil de governar pela mentira.

Pensar é um ato solidário, mesmo quando silencioso.

Pensar o Nosso Tempo


Texto VII – Educação


A educação não falha por falta de programas.
Falha quando esquece o humano.


Ensina-se para o exame, para o número, para a estatística. Raramente para a consciência. Quando a escola exime-se de formar o pensamento crítico, passa a produzir obediência acefálica.


Educar é mais do que instruir: é formar sujeitos.

Exercícios de Pensar


Texto I: Pensar


Pensar, hoje, é um ato raro. Por isso, poucas almas se dispõem a levá-lo avante.
Não porque a inteligência tenha desaparecido, mas porque a pressa domina muitos.


Pensar exige repouso, e o repouso é visto como luxo. Exige dúvida, e a dúvida incomoda quem vive sob cuidados intensivos de certezas prontas demais. Por isso, pensar tornou-se uma resistência silenciosa.


Como todos os textos, este não pretende convencer ninguém. Quer apenas lembrar que, o pensamento à deriva, a vida transforma-se em repetição.




#ExercíciosDePensar

Exercícios De Pensar


Texto II – Ensinar


Ensinar não é entulhar respostas.
É atiçar inquietações duráveis.


O ensino que preze ser bom não molda repetidores de conteúdos, mas sujeitos capazes de perguntar quando todos se calam por medo de serem silenciados.


Por isso, ensinar Filosofia nunca foi neutro: ou desperta consciências, ou é reduzido a formalidade vazia.


Ensinar é uma aventura. Mas é também um compromisso com o futuro.

Exercícios de Pensar


Texto III – Escrever


Escrevo porque o silêncio, às vezes, mente. E porque há verdades que só existem quando encontram palavras.


A minha escrita não resolve o mundo, mas impede que ele se torne completamente opaco.


Cada texto é uma tentativa imperfeita de dar testemunho ao tempo, antes que ele se perca. Escrevo para não apodrecer por dentro.


E, se possível, para partilhar essa podridão consigo, que me lê.

Exercícios de Pensar


Texto IV – Filosofia


A Filosofia não serve para decorar conceitos, mas para desinstalar o que parece óbvio.


Ela começa quando desconfiamos do que parece natural e perguntamos quem ganha com o silêncio, com a exclusão, com a ignorância.


Por isso, a Filosofia é sempre um incómodo: começa quando não aceitamos que o mundo é como é porque tinha que ser assim mesmo.


Filosofar serve para contrariar.


— Ramos António Amine

Exercícios de Pensar


Texto V – Esperança


A esperança não é ingenuidade.
É uma escolha ética.


Esperar, neste sentido, é continuar a pensar, ensinar e escrever mesmo quando o cenário é adverso. É acreditar que a palavra ainda pode formar consciências e que o pensamento ainda pode humanizar.


A esperança, quando pensa, torna-se resistência.


— Ramos António Amine
Professor

SÉRIE II

Pensar o Nosso Tempo

Texto VI – O Tempo

O nosso tempo não é neutro.
Ele educa, molda e condiciona.

Vivemos num tempo que valoriza a pressa e duvida da profundidade. Tudo deve ser líquido, inclusive o pensamento. Mas o humano não amadurece à pressa.

Pensar o tempo é recusar ser apenas seu avalanche.

A Chave e o Abismo
Na teia das palavras, um livro se ergue,
Sagrado texto onde a alma converge.
Mas quando a mente tateia, a visão se turva,
A interpretação falha, a intenção se curva.
Se o entendimento erra, por má-fé ou pressa,
Um grande risco à frágil fé atravessa.
Vidas de esperança, em terreno incerto,
Veem seu porto seguro virar deserto.
A verdade é um farol, não é uma chama breve,
E a leitura do texto, que a alma eleve,
Jamais poderá ser um capricho pessoal,
Para que o seu valor real resplandeça, afinal.
Que a Bíblia, fonte clara, em si se explique e mostre,
Onde o sentido é puro, e não onde o eu se prostre.
Pois na verdade una, a essência se revela,
Luz que a todos guia, fiel e singela.


⁠ass Roseli schionato Ribeiro

Neste pequeno texto, existe o início e o fim. O início do texto, o fim do texto, que é quando eu concluir o mesmo, e a passagem, que é a passagem em que está passando, lendo o texto no agora...


Em referência, é como a vida: o nascimento é o início, a vida é a passagem, e a morte é o fim.


Só que perceba: indiferente de quantos pontos finais dê, nunca é o fim, porque esse texto pode ser modificado, transformado quantas vezes quiser, pela minha mente, por em um papel, em uma parede, por na mente de alguém através do que lê, ou por qualquer coisa. Então, não existe um fim, nem um início, já que eu posso mudar o início e também o fim. A vida é transformação, eternidade, já que, mesmo colocando um fim nisso, eu posso transformar, ler esse texto, essa vida, quantas vezes eu quiser...


A morte nada mais é do que a transformação do fim para um início do agora.

Quando o Texto Me Lê

Eu pensei que escrevia
para dizer ao mundo.
Mas escrevo
para escutar
o que ainda não sei.

A palavra sai achando
que sabe o caminho,
desfila segura,
convencida.

Até que eu volto.
Leio.
E o texto me olha de volta.

Ler o que escrevi
é chegar atrasado
a mim mesmo.
Um espelho sem rosto,
só gesto,
só intenção escancarada.

O medo se esconde
em frases longas,
cheias de vírgulas,
com medo do fim.

A coragem aparece
sem alarde,
num verbo simples
que não pede desculpa.

Enquanto escrevo,
defendo ideias.
Quando leio,
negocio com elas.

Descubro palavras
que não eram minhas
apenas passaram.
E verdades pequenas
que se sentaram
e ficaram.

O texto pergunta,
com ironia mansa:
Era isso mesmo?

Às vezes dói reler.
A genialidade de ontem
vira eco vazio hoje.
Outras vezes assusta:
fui eu
que escrevi isso?

Sim.
Fui eu.
Naquele dia.
Com aquele peso.
Com aquela lucidez possível.

O texto não mente:
ele registra o movimento.

Escrever não acaba
no ponto final.
Começa
quando o autor
vira leitor.

Ali,
o texto também escreve.
Aponta.
Ensina.
Cutuca.

Não grita.
Mas fica.

Quem não relê
perde metade da aula.
Porque escrever é falar.
E reler
é escutar.

E quase sempre
é na escuta
que a gente aprende.

No fim,
eu queria ensinar alguém.
Mas o papel, paciente,
me mostrou:

o aluno
era eu.

Falar é fácil. Ser, nem todo mundo aguenta.


Hoje em dia, todo mundo tem um texto pronto na ponta da língua. Promessas bonitas, discursos ensaiados, frases de efeito. Mas na hora de mostrar com atitude, cadê? Sumiu.


Não me impressiono com palavras. Já vi muita gente falar de lealdade e agir com falsidade. Gente que prega respeito, mas vive julgando. Que diz “tamo junto”, mas torce contra. Quer minha distância? É simples: seja hipócrita. Porque pra mim, falar sem viver é só barulho vazio.


Atitudee é o que separa quem é de verdade de quem só representa, E eu escolho estar perto de quem vive o que diz e não de quem só sabe escrever bonito.


By Evans Araújo ✍️

“A Liturgia da Dor:
Quando Amar é Sofrer em Vida pelo Ser Amado”
Texto filosófico e psicológico.
Amar é sofrer em vida não por fraqueza, mas por excesso de humanidade. O amor, quando autêntico, carrega em si o germe do sofrimento, porque nasce do desejo de eternizar o que é efêmero, de reter o que inevitavelmente escapa. Amar é querer aprisionar o tempo no instante em que o olhar do outro nos faz existir; é suplicar à eternidade que não nos apague da memória de quem amamos.

Há uma liturgia secreta na dor amorosa. Ela purifica, depura, torna o ser mais lúcido e, paradoxalmente, mais enfermo. O amante vive uma crucificação sem sangue: carrega o peso invisível de um afeto que o mundo não compreende. Vive entre o êxtase e o abismo, entre o beijo e a renúncia. Freud chamaria isso de ambivalência afetiva: a coexistência de prazer e dor em um mesmo movimento da alma. Mas há algo mais profundo algo que a psicologia talvez não alcance, pois o amor, em sua forma mais elevada, é sempre um sacrifício voluntário.

Quem ama verdadeiramente, sofre antes mesmo da perda. Sofre por pressentir a fragilidade do instante, por saber que a ventura é breve, que o corpo é pó e que toda promessa humana é feita sobre ruínas. Esse sofrimento não é patológico, mas metafísico: é o reconhecimento de que a alma, ao amar, toca o eterno e, ao voltar à realidade, sente a mutilação de quem regressa do infinito.

Nietzsche, em seu niilismo luminoso, diria que o amor é a mais bela forma de tragédia, pois ele exige entrega total, sabendo-se fadado ao fim. Amar é afirmar a vida apesar do sofrimento, é dizer “sim” à existência, mesmo sabendo que o objeto amado um dia há de desaparecer. É um heroísmo silencioso, uma luta contra o absurdo.

Mas há também o lado sombrio o amor que se torna cárcere, o sentimento que se alimenta do próprio tormento. A psicologia o chamaria de complexo de mártir, mas o filósofo o vê como a tentativa desesperada de alcançar o absoluto num mundo que só oferece fragmentos. O sofrimento, então, torna-se o altar onde o amante consagra sua fé.

“Amar é sofrer em vida pelo ser amado” eis a verdade dos que ousaram sentir profundamente. É morrer um pouco a cada ausência, é carregar dentro de si a presença que já não se tem. O amor, quando verdadeiro, não busca recompensa: ele é em si o próprio sacrifício.

E talvez seja esse o segredo trágico e belo da existência: somente quem amou até sangrar conhece o sentido oculto de viver. Pois o amor é o único sofrimento que salva, a única dor que eleva. Quem nunca sofreu por amor, nunca amou apenas existiu.
Epílogo:
“Há dores que são preces disfarçadas. E o amor é a mais silenciosa de todas elas.”

Muitos aplicam exegese
e hermenêutica rigorosas enquanto
o texto não confronta estruturas, poder ou finanças.
Quando o assunto envolve dinheiro,
o método muda.
O texto deixa de ser interpretado
e passa a ser utilizado.
O resultado não é ensino bíblico,
mas uma homilética moldada por interesses.

AS SENSAÇÕES DOS ESPÍRITOS E O DRAMA INVISÍVEL DA CONSCIÊNCIA APÓS A MORTE.
Encontramos textos indispensáveis à nossa elucidação dentro da Doutrina Espírita que não apenas esclarecem, consolam. Eles desnudam a alma humana diante da eternidade. Entre esses estudos de profundidade incomum encontra-se o monumental artigo “Sensações dos Espíritos”, publicado na Revista Espírita, em dezembro de 1858, onde se encontra uma das análises mais impressionantes já realizadas sobre o sofrimento espiritual após a morte.
Não se trata de imaginação poética, superstição medieval ou alegoria religiosa. Trata-se de uma investigação metódica, racional e experimental acerca das sensações do Espírito depois do túmulo. O estudo destrói concepções fantasiosas e igualmente combate interpretações materialistas que reduzem o homem apenas ao cérebro e à carne.
A pergunta central é devastadora.
“Os Espíritos sofrem?”
E a resposta é ainda mais perturbadora.
Sim. Sofrem. Mas não como imaginamos.
O texto apresenta o caso de um avarento desencarnado que, mesmo sem possuir corpo físico, afirmava sentir frio intenso e suplicava permissão para aproximar-se de uma lareira. À primeira vista, a cena parece contraditória. Como alguém sem corpo poderia sofrer com temperatura?
É precisamente aqui que a Doutrina Espírita introduz uma das distinções filosóficas mais profundas de toda a sua estrutura.
O Espírito não sofre pela carne. Sofre pela consciência.
O frio daquele avarento não era um fenômeno fisiológico. Era uma repercussão psíquica, moral e perispiritual daquilo que ele mesmo cultivara durante a existência terrestre. O homem que negara calor aos outros permanecia aprisionado à impressão íntima da privação que escolhera viver.
A Doutrina Espírita não descreve um inferno de fogo literal. Ela descreve um inferno psicológico.
E isto é infinitamente mais sério.
O Espírito leva consigo suas tendências, paixões, vícios, obsessões e estados mentais. A morte não transforma instantaneamente o caráter. Ela apenas remove o corpo físico. O ser continua sendo aquilo que construiu dentro de si mesmo.
Por isso o texto afirma que muitos Espíritos ainda acreditam estar vivos logo após a desencarnação. Alguns não percebem a própria morte. Outros sentem os efeitos do estado cadavérico do corpo. Outros experimentam angústias morais que se convertem em sensações aparentemente físicas.
É nesse ponto que surge o conceito fundamental do PERISPÍRITO.
O perispírito é apresentado como o elo semimaterial entre Espírito e corpo. Não é o Espírito propriamente dito, nem o organismo físico. É o instrumento transmissor das sensações.
Enquanto encarnado, o Espírito percebe o mundo através do corpo por intermédio do perispírito. Após a morte, o corpo desaparece, mas o perispírito permanece ligado ao Espírito conforme o grau de evolução moral da criatura.
Quanto mais materializado e preso às paixões alguém viveu, mais denso será seu envoltório espiritual. E quanto mais denso esse envoltório, mais intensamente sofrerá as repercussões de sua própria inferioridade moral.
Eis porque os Espíritos inferiores descrevem fome, sede, frio, dores, opressões e perturbações. Não porque possuam órgãos físicos, mas porque suas percepções ainda estão aprisionadas às ilusões e automatismos da vida material.
O texto explica algo extraordinariamente moderno quando compara tais fenômenos às dores fantasmas de pessoas amputadas. Um indivíduo pode perder um membro e continuar sentindo dores nele durante anos. A matéria desapareceu, mas a impressão permaneceu na consciência.
Da mesma forma, o Espírito conserva impressões profundas da experiência corporal.
Isto destrói a ideia simplista de que a morte resolve instantaneamente todos os sofrimentos humanos.
A morte apenas revela o que realmente somos.
Outro ponto impressionante do estudo é a análise dos suicidas. Muitos permanecem ligados ao corpo em decomposição, percebendo os processos destrutivos do cadáver como se ainda estivessem encarnados. Não porque os vermes atinjam o Espírito, mas porque a ligação perispiritual ainda não foi completamente rompida.
A Doutrina Espírita apresenta aqui uma concepção profundamente ética da existência.
Cada pensamento produz consequências. Cada vício gera vinculações. Cada excesso produz aprisionamentos psíquicos. Cada virtude amplia a liberdade espiritual.
Não existe punição arbitrária.
O sofrimento espiritual é consequência natural do estado íntimo do ser.
O homem dominado pelo egoísmo permanece sufocado por si mesmo. O orgulhoso torna-se prisioneiro da própria vaidade. O invejoso alimenta continuamente sua própria tortura. O sensualista permanece preso às sensações que já não consegue satisfazer.
A verdadeira prisão está na consciência deformada.
Mas o texto também oferece uma das maiores consolações da filosofia espírita.
Nada é eterno.
Nenhum sofrimento é perpétuo.
Todo Espírito pode regenerar-se.
Mesmo os mais endurecidos estão destinados ao progresso. O sofrimento não é vingança divina. É mecanismo educativo da consciência. Deus não condena criaturas ao tormento infinito. O próprio Espírito prolonga ou reduz suas dores conforme sua disposição de transformar-se moralmente.
É por isso que o artigo insiste na necessidade da reforma íntima ainda durante a existência corporal.
A criatura que domina paixões inferiores. Que desenvolve humildade. Que aprende a perdoar. Que combate o egoísmo. Que vive sobriamente. Que pratica o bem.
Essa criatura já começa a libertar-se da matéria antes mesmo da morte.
Quando desencarna, experimenta menos perturbação, menos apego e menos sofrimento.
A Doutrina Espírita apresenta assim uma visão profundamente racional da vida futura. Não há milagres arbitrários nem condenações teológicas absolutas. Há leis morais funcionando sobre a consciência imortal.
Quanto mais o Espírito se depura, mais sutis tornam-se suas percepções.
Os Espíritos elevados já não dependem das impressões grosseiras da matéria. Não sofrem calor nem frio. Não estão presos às vibrações inferiores do mundo físico. Sua percepção é ampla, lúcida e livre.
Já os Espíritos inferiores vivem mentalmente encarcerados nas próprias imperfeições.
O texto ainda desmonta outro erro comum.
O perispírito não carrega cicatrizes físicas eternas do corpo terreno, como muitos imaginam em interpretações antidoutrinárias. O Espírito não permanece deformado perpetuamente pelas enfermidades físicas da encarnação. As dores do corpo pertencem ao corpo. O que permanece são os estados morais e psicológicos cultivados pela alma.
Essa compreensão possui consequências filosóficas gigantescas.
Ela demonstra que o verdadeiro centro da existência humana não está no corpo, mas na consciência.
O cérebro não cria o pensamento. O Espírito pensa através do cérebro.
A matéria não produz a alma. A alma utiliza a matéria temporariamente.
E quando o organismo cai no silêncio do sepulcro, aquilo que realmente somos continua vivo, consciente e responsável diante das leis eternas da vida.
Talvez por isso este estudo permaneça tão atual mesmo após mais de um século e meio.
Porque ele não fala apenas da morte.
Fala da responsabilidade invisível que carregamos todos os dias dentro de nós.
Cada pensamento constrói nosso futuro espiritual. Cada sentimento modela nosso perispírito. Cada escolha define a qualidade de nossas percepções além da matéria.
A Doutrina Espírita não oferece ameaças. Oferece lucidez.
E talvez poucas coisas sejam tão solenes quanto compreender que a eternidade começa agora, dentro da própria consciência humana.
FONTES:
Revista Espírita
O Livro dos Espíritos
O Céu e o Inferno
Traduções e estudos doutrinários de José Herculano Pires.


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Não é uma Rosa

Gostaria de começar a escrever esse texto expondo suas características, das quais, eu acho incrível, ou, simplesmente falar como te acho deslumbrante, poderia começar a falar de sua beleza cativante, ou também poderia começar a falar de seu jeito perante meus olhos.

Por que uma rosa é bonita? Por que falaram? ou por que simplesmente vemos com nossos olhos a beleza delicada que ela mostra nas suas pétalas? Mais nem todas as rosas são bonitas e algumas são bonitas e não são bonitas a certos olhares. Mais nem todos acham rosas bonitas, mesmo elas sendo belas e perfeitas. Posso dizer então em virtude tudo isso que mulheres são como rosas, em virtude delas serem bonitas.

Ah, estava falando de você, e comecei a falar de rosas, beleza, e pensamentos sobre rosas, será se estou querendo falar que você é uma rosa? Não, ou, melhor, sim. Em virtude dessa comparação. pode se achar uma hipotética tremenda. Mais você é uma bela rosa da qual mesmo não podendo sentir, cheirar ou vê de bem perto. Consigo descrever nessas sublimes linhas o que meus olhos vêem, o que transparece de forma simplória ao lhe vê e desde quando te conheci, só não havia chegado a uma afirmação tão óbvia.

Antes de começar a pensar várias coisas e achar que tudo isso está incompleto e que vejo apenas um lado, digo, até as rosas tem espinhos, sim, rosas não são só rosas, rosas são rosas com espinhos também, alguns evitam tocá-las por medo de se machucar, ou simplesmente por não achar que deve se tocar. Rosas devem ser tocadas de uma forma delicada, e não deve ignorar os espinhos. Agora você pergunta-se, eu tenho espinhos? não, pode ter o que chamam de lado negativo, algumas falhas, se rosas tem, porque você não teria.

Não, você não é uma rosa, é como uma rosa, você tem sim, lindas características, podem até não dizer de uma forma tão explícita, tem um jeito delicado de ser, ou até mesmo bruto de ser comparados com outras rosas, mais não faz que não seja uma rosa. Bonitas palavras, belas, conquistam, encantam, mais aqui não quero isso de forma direta, quero que através dessas palavras entendam, o que eu vejo em você, que você pode até mesmo depois disso tudo olhar-se no espelho e perguntar, será tudo isso? Enquanto faz essas perguntas, já disse que sim, deixe de teimosia.

Mesmo que o meu tato nunca te sinta rosa, meus olhos, meu pensar, meu desejar, meu viver te sente delicadamente há muito tempo. Não, não sou louco e nem doido, não tenho medo de expressar tudo isso, não tenho medo de viver. Tenho medo de não viver. Tinha medo de que nunca poderia te dizer que você é como uma rosa

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