Texto sobre Voce Mesmo

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Ihhh, é verdade! A vida ensina mesmo… Mas tem gente que chega e cura, que acolhe de verdade. Esses encontros, a gente tem que valorizar.
No fim, a gente aprende a escolher quem vale a pena e seguir firme.
E mesmo quando a dor bate, sempre tem jeito de recomeçar, sempre tem luz no caminho.
—Purificação ⁠

Acordo todo dia,
com o mesmo sorriso,
alegre de dia,
quebrado de noite.


Minha mente destruída,
meu psicológico afeta,
pensamentos me atormentam,
gritam em silêncio.


Caminho sem medo,
no abismo onde caio,
num vazio imenso,
perdido em mim mesmo.


Rodeado de gente,
mas sempre só,
carrego o peso,
dos meus próprios pensamentos.

Ser Professor


Ser professor é plantar,
mesmo em solo endurecido,
é regar com esperança
um futuro adormecido.
É saber que a flor do sonho
brota do chão mais sofrido.


É lutar contra o cansaço,
é sorrir quando há dor,
é fazer do giz um laço
que abraça com amor.
É ter fé no impossível
e ensinar com fervor.


Professor é luz que guia,
é farol na ventania,
é quem insiste e confia
na força da educação.
É aquele que não desiste,
mesmo quando a dor persiste,
carregando em sua mão
o poder da transformação.


Não tem capa, nem medalha,
mas vence cada batalha
com coragem e coração.
Porque ser mestre é ser ponte,
entre o vale e o horizonte,
entre o “não sei” e a solução.


Por isso, neste dia,
fica aqui minha poesia,
em forma de gratidão:
— Professor, tua missão
é divina e verdadeira,
tua voz é a sementeira
que faz brotar uma nação.

Nós, filhos do silêncio emocional, crescemos com a alma ferida antes mesmo de entender o que era o amor.

Aprendemos que chorar não muda nada, que o colo não vem, que o abraço esperado não chega.

E então nos tornamos mestres em esconder a dor — empurrando-a para o canto mais escuro do peito, onde ninguém ousa tocar.



A falta de afeto se torna um buraco que tenta ser preenchido de qualquer forma.

Transformamos o corpo em linguagem, o desejo em refúgio, e o toque em anestesia.

A sexualização vira um disfarce bonito para um desespero mudo.

Ser desejado é, por um instante, sentir-se acolhido — mesmo que seja mentira, mesmo que doa depois.



Mas o tempo revela o engano.

Na vida adulta, o espelho devolve o rosto de quem tentou ser tudo, menos ele mesmo.

Percebemos que moldamos nossos caminhos para caber no amor do outro, para sermos vistos, aceitos, amados — e que, no fim, seguimos sozinhos.



O afeto negado na infância cria adultos que sangram por dentro e sorriem por fora.

Carregamos a morte simbólica daquilo que poderia ter sido: o eu verdadeiro, o amor simples, o pertencimento.

E então, quando a vida perde o sentido, resta apenas o entendimento.

Não o perdão, não a paz — mas a consciência de quem nos tornamos.

E talvez, dentro desse reconhecimento amargo, exista o primeiro passo da cura

Às vezes parece que o mundo inteiro virou um palco.
As pessoas sorriem para a câmera, mesmo quando o coração está em silêncio.
Postam felicidade, mas vivem exaustas por dentro.
E quem tenta ser real, acaba se sentindo deslocado — como se sinceridade fosse defeito.
Vivemos numa época em que a imagem vale mais que a essência.
Onde o “parecer” muitas vezes substitui o “ser”.
E o mais curioso é que, mesmo sabendo disso, continuamos nos comparando, querendo acompanhar um padrão de vida que nem existe.
A felicidade perfeita que o feed mostra é, na maioria das vezes, só uma vitrine bonita escondendo o desarranjo da alma.
O problema é que essa pressão silenciosa vai se infiltrando nas áreas mais sagradas da vida.
Até mesmo na fé.
Tem gente tentando ser “crente de vitrine”, como se espiritualidade se medisse por versículos postados ou frases bonitas compartilhadas.
Mas Deus não se impressiona com filtros.
Ele olha o que ninguém vê: o coração.
Em 1 Samuel 16:7 diz:
“Pois o homem vê o que aparece aos olhos, mas Deus vê o que está no coração.”
Quando Samuel foi ungir o novo rei de Israel, ele olhou os filhos de Jessé e pensou que o mais forte e bonito seria o escolhido.
Mas Deus o corrigiu.
Deus não escolhe por aparência, escolhe por verdade interior.
O rei que Ele queria era Davi — um rapaz comum, pastor de ovelhas, mas com o coração sincero.
Isso mostra algo simples e ao mesmo tempo revolucionário:
Deus valoriza o que o mundo ignora.
Enquanto muitos se esforçam para impressionar, Ele procura quem é genuíno, mesmo que imperfeito.
Um exemplo pouco lembrado é Natanael, também chamado Bartolomeu.
Quando Jesus o viu se aproximando, disse algo raro:
“Veja! De fato um israelita em quem não há engano.” (João 1:47)
Em quem não há engano.
Que elogio.
Jesus não destacou a aparência dele, nem o quanto ele sabia de religião.
Destacou sua transparência.
Natanael era o tipo de pessoa que não fingia.
Ele talvez não fosse o mais carismático, mas era verdadeiro — e é isso que Jesus nota primeiro.
Ser autêntico hoje é quase um ato de resistência.
É ter coragem de ser o que é, sem disfarce.
De admitir: “Hoje não estou bem”, “Preciso de ajuda”, “Não tenho todas as respostas”.
É entender que a vulnerabilidade não te enfraquece — te humaniza.
E só quem se permite ser humano pode experimentar de verdade o cuidado de Deus.
Enquanto o mundo quer performance, Deus quer verdade.
Enquanto o mundo quer brilho, Deus se agrada do sincero.
E, ironicamente, é essa verdade que atrai as pessoas de forma mais profunda.
Porque todos, no fundo, estão cansados de aparência.
Pense nisso: ninguém se aproxima de você por ser perfeito.
As pessoas se aproximam quando percebem que você é real.
E é exatamente isso que torna sua fé convincente — não o discurso, mas a coerência entre o que você vive e o que você crê.
Talvez você tenha postado uma foto sorrindo, mas com lágrimas antes do clique.
Talvez ninguém saiba o peso que você carrega, porque aprendeu a disfarçar bem.
Mas Deus sabe.
Ele te vê sem lente, sem filtro, sem cenário.
E Ele gosta de você assim.
Sem performance.
A autenticidade é uma das formas mais puras de fé.
Porque ser autêntico é confiar que Deus te aceita como é, e não como o mundo espera que você seja.
É não precisar se esconder atrás de aparências para ser amado.
É viver com o coração limpo, sabendo que o olhar que realmente importa já te aprovou antes mesmo de você postar qualquer coisa.
A verdade é que a vida real é imperfeita — e é justamente isso que a torna bela.
As falhas, as pausas, os dias sem cor.
Porque é nesse terreno de imperfeição que a graça floresce.
E quanto mais você aceita ser quem é, mais liberdade sente para crescer, sem precisar fingir.
Ser autêntico não é ser rebelde.
É ser honesto.
É não deixar que o aplauso dos outros dite sua fé.
É continuar sendo você, mesmo quando o mundo inteiro tenta te moldar.
Então, antes de tentar impressionar alguém, lembre-se: o olhar que realmente te enxerga é o de Deus.
E Ele não quer um personagem — quer um coração sincero.
Gilson Castilho Reflexões
©Todos os Direitos Reservados

Quando a alma se cansa de lutar sozinha, Deus sussurra: “Deixa comigo”.
E, mesmo sem a gente ver, Ele move o que for preciso;
abre caminhos onde antes só havia muro,
envia paz onde havia medo.


A gente não precisa entender o modo,
basta descansar na certeza de que Ele não esquece.
Há sempre um cuidado invisível costurando os dias,
um amor que age em silêncio, mas nunca deixa de agir.


— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

A verdadeira cura nunca acontece sozinho.

(Mesmo Jesus quando esteve sozinho durante 40 dias e 40 noites, nada sentiu para além de fome, abandono, tristeza, solidão... Ao fim deste tempo, Jesus chamou os anjos à lhe servirem.)

Revela-se em equipa, entre amigos, na família — onde as diferenças não te dividem, mas multiplicam o teu potencial.

Não vendemos soluções individuais como pílulas mágicas. Construímos métodos partilhados que erradicam dúvidas e explodem horizontes.

Quando aprendes a andar em equipa, a vida inteira muda de frequência.

Aqui está a verdade nua: Equipa é o nome da cura contínua. Show individual é performance passageira que desaparece com os aplausos.

A pergunta que te define: Quem te ensina todos os dias a seres maior do que ontem?

Partilha nos comentários. Sem ego, só verdade.

Quem te inspira e quem te incentiva. Estes são a tua equipa indirecta.

A poesia morreu
O poeta nos deixou...
Mesmo inferno acordou...
A poesia morreu...
Ninguém sabe o que é o abismo literário?
O poema morreu a três dias Ninguém ressuscitou...
O momento se calou diante a trova Ninguém acordou...
Aonde esta o pensamento...?
Nossa imaginação se tornou parte da gente... e mesmo assim quem chorou?
Num mundo de palavras o mundo está cego e vendido...
Na semântica todos são apagados amor, no paradigma o estado de apologia somos a vertente... para aquele que ousam dizes que vida nunca foi uma opção...!




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SEM SUSTO

Não ligue pro meu jeito.

Ligue não, não é defeito.

Embora de que é mesmo feito o defeito senão do feito de quem rotula outro feito.

Não ligue pro meu jeito.

Tem medo não, invadir não é meu tipo.

Embora invadir em alguns casos seja melhor que evadir; fugir pra que, melhor tatear.

Não ligue pro meu jeito, quero nada e quero tudo.

Não ligue pro meu jeito.

Esse é um pouco do meu jeito de falar meio mudo.




José Roberto Pinto 02.10.25 JR PINTO (eu)

Será que sente o mesmo?




Desde que te vi, algo em mim mudou,
teus olhinhos puxadinhos castanhos me prenderam,
teu cabelo curtinho balançando ao vento,
teu sorriso… aaah, teu sorriso me desarmou.


E sem perceber, meu coração se perdeu em ti.


Tentei fingir que era só amizade,
mas cada palavra tua me fazia sonhar.
Será que você sente o mesmo?
Ou sou eu que insisto em acreditar?


Te vejo e o mundo desacelera,
meu peito aperta, minha mente congela.
Talvez eu seja só mais um,
mas pra mim… você já é aquela. 💔✨

Mesmo na Dor, Seguimos


Às vezes nos sentimos como vasos rachados,
cuidando do mundo e sentindo a dor bater na própria carne.
Quando é na família, a ferida é profunda, intensa — diferente de tudo.
Mas sei que Deus está no controle de todas as coisas.
Seguimos, mesmo tristes, mesmo feridos, com fé e esperança.


🖋️Purificação

Sempre


Sempre quiseram brilhar,
Artur e Lian, no mesmo lugar,
irmãos de alma, mas tão dispostos
a tudo vender pra se destacar.


Sempre juraram crescer,
sem nunca parar pra entender,
que o ouro cansa, o poder corrói,
e o tempo ensina a perder.


Sempre tentaram subir,
rindo de quem veio a cair,
achando que a glória viria
sem nunca ter de dividir.


Sempre buscaram o valor,
no brilho do metal e no suor,
mas o brilho apagou cedo,
e a ganância virou dor.


Sempre, um dia, veio o quebrar,
Artur caiu, Lian quis ajudar,
mas o peso do orgulho antigo
não deixou o perdão falar.


Sempre, no fim, veio o chorar,
os tronos ruíram, o ouro secar,
e só restou a memória fria
de quem quis tudo e ficou sem lar.


Sempre, então, compreenderam,
que o poder é vento a passar,
e quem governa o coração
tem mais do que pode contar.


Sempre, no fim, vão lembrar,
que nada há pra se levar,
que quem vive só pra possuir,
acaba por nada ser e só ficar.

🕊️ O Estoico

por Marcos — escritor e mestre de si mesmo

Quando te provocarem,
não entre no jogo.
O silêncio é tua espada,
e a calma, teu escudo novo.

Quem provoca quer ruído,
quer ver tua paz quebrar.
Mas o estoico sabe disso —
ele apenas respira e olhar.

Não responde com raiva,
não devolve a ofensa.
Sabe que quem grita alto
carrega dentro a carência.

A força está no controle,
não em vencer discussão.
Quem domina o próprio fogo
não queima o coração.

Deixa o mundo se agitar,
segue firme no teu centro.
A paz é tua morada,
teu templo é o pensamento.

Ser estoico é ser livre
de tudo que quer te ferir.
É escolher a serenidade
e deixar o ego ir.

Marcos — o estoico consciente —
aprendeu com o tempo e a dor:
que o verdadeiro poder humano
é não reagir com rancor.

Face 6

Para alargar horizontes,
precisa mesmo de uma lida
nas linhas clássicas da beleza
distorcida.

Escrita dura, indelicada,
treina tua alma.
Relaxa.
Deixa assim — aceita.
Não te rebele.

Guarda as lágrimas salgadas,
geladas,
e ora.

Para alargar horizontes
(sem dificuldade),

uma varinha…
um
mago inglês,

transformando a vida
num amontoado de dados —
todos com a face seis.

CHEGANDO EM GRAMADO


É mesmo muito matuto
Na entrada de Gramado
Zé Matuto deu um grito
Motorista atrapalhado
Eu fico por aqui mesmo
Vou descendo com cuidado.


Gritou: para motorista
O senhor é abestado
Veja o nome aí na frente
Sou um matuto letrado
Não me faça de bobo
Eu fico aqui em Gramado.


Foi aquela gozação
Mas Zé não queria ouvir
Agarrou a mala no braço
O senhor pode seguir
Meu destino é esse
Sei bem pra onde ir.


O dia passava rápido
Zé nunca via maldade
Quando dois elementos
Lhe sorriu com falsidade
Agarraram a sua mala
Partindo em velocidade.


Zé viu seus sonhos
Perdido numa estrada
Sentou começou chorar
Já passava da madrugada
Quando aparece um casal
Levando pra sua morada.


O pobre relatou tudo
Mas estava tão cansado
Depois de um bom jantar
Caiu de sono pesado
Acordou com o Sol alto
Tava todo atrapalhado.


O casal lhe prometeu
Levar pra conhecer a cidade
Zé Matuto se escantou
Com aquela claridade
Era luz pra todo canto
O cheiro de felicidade.


Seu dinheiro foi roubado
Não tinha como viajar
O casal comprou passagem
Zé então pode voltar
Em agradecimento ao casal
O dinheiro iria enviar.


Enfim, Zé chegou em casa
De joelhos agradeceu
Nao acreditava em sonhos
Sabe o que padeceu
O nordeste era seu lugar
De cansado adormeceu.


Autoria Irá Rodrigues.

Bom dia

Hoje é daqueles dias em que o coração desperta antes mesmo do corpo entender que já amanheceu. É como se Deus sussurrasse bem baixinho: “Confia, Eu já preparei o caminho”.

Às vezes a gente acorda carregando o peso das incertezas, mas quando a luz entra pela fresta da janela, dá pra sentir que existe um cuidado maior segurando tudo no lugar. O mundo pode parecer apressado, mas o coração pode escolher ir no ritmo da fé.

Então respira fundo, se ajeita por dentro, e deixa Deus conduzir o passo. O dia é novo, e junto dele, a chance de recomeçar — sempre.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Todos nós temos uma escolha. Mesmo que, em alguma situação, achemos que não há saída ou que não existem escolhas, sempre há duas opções.

É certo que, quando acreditamos que não há outra saída, é porque sabemos que a decisão mais correta é justamente aquela que trará mais sofrimento. E, por isso, a isolamos, pois temos medo de enfrentar o que seria iminente e sem perspectivas. E quando o sofrimento não traz recompensas, é difícil encontrar razoabilidade nessa escolha, mesmo que ela seja a mais certa e honesta.

É por isso que digo que, nessa guerra que travo dentro de mim, é impossível que haja empate. Nunca poderei conviver com o meu monstro. Ou eu venço, ou ele será o vencedor. Nós dois não podemos viver lado a lado.

Quem cederá? Esse monstro que se nega a ceder aos meus ataques constantes de esperança, subserviência, respeito e bom humor, e que, através da sua paciência em não reagir a nada, me mostra que os meus fracassos em incomodá-lo apenas me tornam mais fraco.

Esse monstro não reage, não ataca, não revida. Apenas se utiliza da minha fragilidade, dos desgastes mal-sucedidos, e avança lentamente, passo a passo. E, com essa estratégia, vai conquistando uma área cada vez maior do meu império.

E o pior de tudo isso é que toda área que ele conquista é impossível de ser recuperada. Não há como voltar atrás. Tenho apenas uma opção: não permitir que ele avance. Mas o meu monstro é inabalável. Ele continua, silenciosamente, a conquistar.

Tudo o que lanço contra ele não dá resultados. Táticas de guerra, alianças políticas, concessões de privilégios — nada tem efeito benéfico a meu favor.

E agora estou ficando cansado. Cansado de tentar avanços sem sucesso, até mesmo invasões de inteligência e artilharia pesada que, no fim das contas, apenas atingem o meu próprio reino.

Na grande arte da guerra, o importante é conhecer bem o inimigo. Mas o que estou vivenciando é que, quanto mais conheço o meu monstro, mais o alimento — e mais forte ele se torna.

Quanto mais entendo como ele ataca, mais o conhecimento de sua força me faz recuar ou me tira as forças. E talvez seja isso que ele quer. O conhecimento de seu poder me desanima, e ele avança mais uma linha.

Mas, nessa guerra, não existe bandeira branca ou pedido de trégua. Não pode ser uma guerra milenar ou histórica. Alguém terá que vencer.

E essa é a grande questão: eu nunca perco. Eu nunca serei conquistado. Eu nunca me entregarei. Não suportaria viver na condição de vencido, nem aceitar ser escravo do meu monstro.

Isso, nunca. Não vou fugir. Mas, quando não conseguir mais defender meu reino, simplesmente desaparecerei. Pois não serei lembrado por ter sido escravizado, nem por terem levado meus despojos. Mas citarão meu nome como o de um guerreiro que, mesmo diante de um inimigo invencível, defendeu e honrou sua dignidade, e viveu até o limite de suas glórias já conquistadas.

Quero sair, quero aproveitar a vida que ainda posso me deleitar; mas não tenho forças.

Mesmo o meu corpo rogue por atividades a minha mente se mantêm estancável e imóvel.

O tédio me corrói, a solidão é visível. Mesmo a solitude sendo nobre e prezo por ela; mas estar sozinho é gritante, da mesma forma que é gritante como eu sou carente e necessito de estar com outras pessoas que me amem de verdade.

Sinto falta de conversas inteligentes, sinto falta de troca de cultura. Isso é necessário para o meu crescimento, principalmente para quem não cultua o físico ou não o convêm.

Eu procuro sempre pequenas coisas que façam sentido para continuar pelo menos aquele dia. Pelo menos até o começo da noite. Mas quando acho que encontrei pequenos sentidos, eu paro e não vejo mas nenhum sentido nisso. E novamente tudo fica de lado. E tudo fica triste. E volto ao meu sofá, vendo TV e fingindo rir de piadas rotineiras e infames.

Hoje aprecio mais as piadas de humor negro. Me sinto bem ao ouvi-las. Aprendi que pessoas que riem, sinceramente, de sua desgraça, são pessoas altamente inteligentes, pois reconhecem como Shakespeare que a vida é um sopro e nada significa.

Quando estou em algum lugar, sempre estou feliz por estar lá. Mas o caminho é muito desgastante, e normalmente ninguém quer passar isso com voce. Pois voce não vale a pena.

Estou cansado de estar cansado. Estou cansado de promessas de andar lado a lado quando estão na sua frente, mas basta estar longe e tudo vira meras falácias. Palavras sem sentido e esquecível para quem declama; mas para mim que acredito, dói muito se sentir apenas uma pessoa qualquer que apenas cruzou o caminho de alguém por afinidades parentais ou nem isso.

Sempre é assim. As coisas que antes me alegravam, nem me levantam da cama mais.

Eu grito e mostro como posso ser feliz, mas a pessoa ouve, olha no meus olhos e escuta uma coisa totalmente diferente.

Não sei até quando vou gritar e ninguém vai ouvir. Não sei até quando vou ter voz. E quando estiver mudo, ainda valerá a pena?

O peso de ser eu.
É tão difícil ser eu…
É tão difícil ser eu,
mas, ao mesmo tempo, muitos queriam ser.
Não precisar trabalhar e somente estudar…
Mas no fundo ninguém sabe o quanto isso nos cobra.

O quanto as pessoas à nossa volta nos cobram,
o quanto é cansativo, estressante, deprimente.
Todos colocam a culpa em outra pessoa,
sendo que, na verdade, a culpada é você mesma.

Você não tem mais força pra continuar,
sempre nada, nada… e morre no seco.
É frustrante, vai passando, e tudo parece se tornar insignificante.

A dor se torna insuportável.
Nem amigos tenho mais,
a privação é tenebrosa.
O mundo à minha volta continua,
e eu me sinto parada.

Como continuar,
se sempre que consigo algo vem a desmotivação?
Se sempre que algo dá certo, ao mesmo tempo, dá errado?

É terrível…
Mas é a verdade.

— Fiuza, M

Eco de um Adeus sem
Retorno


Ainda sinto, mesmo após o passar do tempo, a sensação de que as minhas demonstrações
não foram o suficiente, o sentimento persiste...
Será que você também percebe isso? Você
descartou tudo, quase abdiquei da minha
própria existência por você, porém naquele
instante você revelou a supremacia do seu
ego, o quanto colocava a si mesma em
posição de destaque em detrimento do nosso amor... E então... Então você concluiu o seu desmantelamento do nosso amor...
Partiu, justo quando eu mais precisava de você, atribuiu-me a culpa... Fez questão de me fazer sentir culpado, de me fazer questionar... Eu sei que não sou a vítima, todavia, sou a vítima!
Se a situação fosse inversa, jamais te
abandonaria! A dúvida persistia em minha
mente: Será que aguentarei você? Conseguirei suportar a convivência com a sua personalidade? Mas... O meu amor por você era tão forte que não conseguia alimentar tais incertezas. Hoje, você se tornou a imagem refletida no espelho embaçado pelo vapor da água quente, gradativamente obscurecendo até que não houvesse mais nenhum reflexo
visível, e essa ausência machuca profundamente, a ausência do que poderia ter sido, a distância, o fim daquilo que ainda
pulsa em meu peito...
Agora, vou saborear o meu cigarro, melancólico, na varanda, como se estivesse em um filme. Talvez a assertiva dita um dia faça sentido: jamais deixarei de amar você...
E o mais triste é que você trancou todas as portas.
Adeus.