Texto Sobre Silêncio
Se um dia o silêncio cobrir minha voz,
que o sopro da tua presença seja meu idioma.
Pois amar-te não é lembrança,
é chama que não se apaga,
é raiz que se prende ao infinito.
Não há esquecimento capaz de apagar teu nome,
pois ele pulsa em cada batida,
como segredo gravado na eternidade da pele.
És mais que lembrança, és eternidade,
és o destino que me escolheu
quando o universo ainda aprendia a respirar.
E se o tempo ousar me roubar a razão,
que reste apenas o coração,
gritando em silêncio:
eu te amo, além da memória, além de mim.
A oração do casal
De mãos dadas, o silêncio fala,
quando o mundo pesa e a fé se cala.
Nossos olhos se encontram no mesmo céu, e a prece nasce simples, eu e você, e Deus.
Que o amor seja abrigo nos dias de vento, e paciência, quando faltar o tempo.
Que o perdão aprenda a chegar primeiro, e o orgulho descanse no travesseiro.
Abençoa nossos passos, mesmo em desacordo, que a verdade seja ponte, não um corte.
Que a alegria more nas pequenas coisas, no café partilhado, nas risadas soltas.
Guarda-nos na noite, fortalece a manhã, faz do hoje um “sempre” que se refaz.
E se a dor bater à porta sem avisar,
que a esperança saiba nos levantar.
Assim, em coro, pedimos sem pressa:
menos medo, mais ternura e promessa.
Que o amor seja nossa oração diária— amém no beijo, amém na caminhada.
No escuro da noite uma borboleta buscava o caminho de casa. E no silêncio das trevas um lobo estava ali a vigia-la.
A borboleta com a sua beleza passava a brilhar
E o lobo faminto
Pensava em devorar...
Então, o lobo pronto para atacar
Foi intimidado pela borboleta a perguntar:
_ Posso lhe perguntar com a minha sinceridade?
_ E o lobo respondeu:
_ Sim.
Você irá se satisfazer comigo? De verdade?
_ O lobo respondeu:
_ Claro que não!
Então, por que me ameaças? Nesta escuridão?
_ O lobo respondeu sorrindo...
_ não quero me satisfazer, somente caço as minhas presas é o meu jeito de viver!
Moral da história...
Muita dàs vezes as pessoas não se benefiarão em lhe atacar
É só pelo prazer de ter ver triste ou na satisfação de te derrotar;
O dia esta calmo, ando pelas ruas, cidades vazias,
apenas eu e meu silencio a vagar na imensidão
do teu olhar. Encontro um aqui outro ali. Sensação
de solidão e frio.
Eu sou um Lobo solitário, pois gosto da solidão,
ela me ajuda a pensar, fico a maior parte do dia
em plena solidão esperando ansiosamente a
chegada da minha amada Lua.
Permita se viver plenamente cada segundo de sua vida...
Permita se achegar perto do silencio da noite...
Liberte sua mente do cativeiro, das armadilhas de vingança,
do ressentimento, do rancor. Liberte se de toda especie de raiva
e rancor. Busque a felicidade de um olhar, a pureza de um abraço,
o calor de um desejo, a mansidão de um beijo, permita se olhar
o por do Sol e o chegar da Lua. Eles se permitem todos os dias...
Meu tipo de homem? Rsrsrs
(...) Tem que ser Lobo, gostar do silêncio da noite
falar baixinho no pé do ouvido, tem que tocar a alma,
tenho que me sentir protegida em seus braços, tem
que ter calor, carinho e pegada, tem que olhar nos olhos,
tem que ser forte para me domar e ser maduro para me
fazer ficar. Tem que ser romântico e saber me amar.
"Gosto do silêncio no escuro da noite... O silencio da Lua...
O vento passando sobre meu corpo, um choque, um arrepio,
um desejo. Não quero pensar, apenas sentir este momento.
Vontade de sair correndo, não sei bem para onde, mais sinto
que tenho que correr. O silêncio é apenas da Noite, pois dentro
de mim ha uma tempestade... Alguém procura por mim... Não
sei bem quem, estou apenas correndo sendo atraído pela Lua.
Corro ao encontro de minha Liberdade".
Eduarda,
teu nome já chega suave,
como quem pede silêncio
para não assustar o sentimento.
Em ti, o tempo desacelera,
o mundo aprende a ser calmo,
e meu coração encontra
um lugar onde pousar.
Teus olhos dizem coisas
que a boca não precisa repetir,
e teu sorriso acende em mim
uma esperança mansa, verdadeira.
Eduarda, se eu te chamo de destino
não é pressa, é reconhecimento.
É porque algumas almas
se encontram antes mesmo do toque.
Se um dia o vento soprar dúvidas,
prometo ser abrigo.
Se a noite for longa,
prometo ser luz.
E se me permitires ficar,
não te prometo perfeição,
apenas presença, cuidado
e um amor que aprende contigo todos os dias.
Desligue a música, agora. Seja qual for, desligue. Contemple o momento presente dentro do silêncio mais absoluto. Mesmo fechando todas as janelas, eu sei, é difícil evitar esses ruídos vindos da rua. Os alarmes de automóveis que disparam de repente, as motos com seus escapamentos abertos, algum avião no céu, ou esses rumores desconhecidos que acontecem às vezes dentro das paredes dos apartamentos, principalmente onde habitam as pessoas solitárias. Mas não sinta solidão, não sinta nada: você só tem olhos que olham o momento presente, esteja ele — ou você — onde estiver. E não dói, não há nada que provoque dor nesse olhar. Não há memória, também. Você nunca o viu antes. Tenha a forma que tiver — um bebê, um cristal, um diamante, uma faca, uma pêra, um postal, um ET, uma moça, um patim — ele não se parece a nada que você tenha visto antes. Só está ali, à sua frente, como um punhado de argila à espera de que você o tome nas mãos para dar-lhe uma forma qualquer — um bebê, um cristal, um diamante e assim por diante. E se você não o fizer, ele se fará por si mesmo, o momento presente. Não chore sobre ele. No máximo um suspiro. Mas que seja discreto, baixinho, quase inaudível. Não o agarre com voracidade — cuidado, ele pode quebrar. Não ria dele, por mais ridículo que pareça. Fique todo concentrado nessa falta absoluta de emoção. Não espere nada dele, nenhuma alegria, nenhum incêndio no coração. Ele nada lhe dará, o momento presente. Deixe que ele respire, como uma coisa viva. Respire você também, como essa coisa viva que você é. Contemple-o de frente, igual àquela personagem de Clarice Lispector contemplando o búfalo atrás das grades da jaula do jardim zoológico. Você pode estender a mão para ele, tentar uma carícia desinteressada. Mas será melhor não fazer gesto algum. Ele não reagirá, mesmo todo pulsante, ali à sua frente. Respire, respire. Conte até dez, até vinte talvez. Daqui a pouco ele vai começar a se transformar em outra coisa, o momento presente. Qualquer coisa inteiramente imprevisível? Você não sabe, eu não sei, ele não sabe: os momentos presentes não têm o controle sobre si mesmos. Se o telefone tocar, atenda. Se a campainha chamar, abra a porta. Quando estiver desocupado outra vez, procure-o novamente com os olhos. Ele já não estará lá. Haverá outro em seu lugar. E então, como a um bebê ou a um cristal, tome-o nas mãos com muito cuidado. Ele pode quebrar o momento presente. Experimente então dizer “eu te amo”. Ou qualquer coisa assim, para ninguém.
E às vezes no silêncio do meu dia, no momento mais conturbado da minha alma, paro pra pensar em quando tudo isso começou. Eu sei, todos nós desperdiçamos oportunidades, chances, pessoas, amores… Mas de alguma forma, quando eu te conheci, eu sabia que seria você. Talvez tenha demorado pra perceber, mas o fato foi que percebi e naquele momento eu tive a certeza de que não podia te perder. Eu temia que fosse amor. Mas, de repente me senti tomada por algo mais forte que eu e de alguma forma você teria que ser meu.
O SILÊNCIO DA BATUTA DO MAESTRO
Morreu Artur da Távola. Calou-se para sempre sua voz tão cheia de sensibilidade que, em seus escritos ou apresentações televisivas, nos tocava, ensinava e encantava. Aquela que traduzia o clássico em linguagem popular.
No seu último programa “Quem tem medo de música clássica?”, olhei triste seu rosto abatido e, temerosa de que a morte se avizinhasse, fui tomada de emoção, pois não conseguia imaginar o momento de não tê-lo mais entre nós. Era uma premonição ou constatação, não sei...
E, no dia nove de Maio, seu espírito deixou seu corpo, enquanto dormia.
Costumo dizer que poucas pessoas merecem morrer dormindo. E, com certeza, ele era uma destas. Exemplo de ser humano, de cidadão, de político correto, em um tempo em que os indivíduos de caráter parecem ser uma rara exceção.
Sempre haverei de lembrar-me dele ao ouvir os clássicos. As palavras ária, sonata, piano, pianíssimo, allegro, cantante, e outras tantas do ramo haverão de remeter-me às suas belas lições, às suas análises criteriosas das músicas, que tanto mexiam com a sua e a nossa emoção.
Eu o admirava muito como jornalista, cronista, político e, ultimamente, como apresentador e analista musical. Aprendi muito com ele e as palavras com que terminava sempre o seu programa estarão caladas dentro de mim: “Música é vida interior e quem tem vida interior jamais padece ou padecerá de solidão.”
Recebendo pela televisão a notícia de sua partida, repeti o que costumo dizer quando morre alguém extraordinário: “Existem homens que jamais deveriam morrer.” Mas, pensando bem, qual o grande homem que morre, realmente? Todos eles deixam rastros de luz em nossos caminhos e, assim, vivem para sempre.
Acho que meu comentário usual deveria mudar para a constatação de que certos homens não morrem nunca. O certo, provavelmente, é dizer como o nosso grande autor do sertão, Guimarães Rosa: não morrem, “ficam encantados”. Assim, posso dizer que Artur da Távola “ficou encantado”. Em outras paragens, ele estará, decerto, despertando a sensibilidade daqueles que partiram sem alcançar a plenitude de sua humanidade.
Ah, meu prezado maestro, sentirei muito sua falta, mas pode ter certeza que, também, por ter lido seus livros, seus artigos, ouvido seus belíssimos comentários sobre Beethoven, Mozart e outros tantos, tornei-me uma pessoa melhor e cresci muito como ser humano. Você, em sua simplicidade, provavelmente, nem sabia que iluminava a vida de tantos.
Também porque o conheci e, junto com você, continuando as lições que recebi de meu saudoso pai, aprendi, mais e mais, a amar a música e sei que, desta forma, jamais haverei de padecer de solidão.
Enquanto existir a música, as auroras e crepúsculos, os amores e desamores, encontros e desencontros e meu coração continuar batendo, com a emoção tomando conta de meu ser, serei muito rica de vida interior. Poderei, inclusive, ouvir as músicas das esferas celestiais e, até nos meus silêncios, estarei ouvindo os sons da Divindade.
Sabe, grande maestro, repetindo palavras suas, citando não me lembro quem, devo dizer-lhe: “A dor da gente não sai no jornal”. E a minha dor pelo silêncio de sua batuta não pode ser traduzida em pobres palavras de jornal. Mas ficam aqui registradas.
E, como diz o Pe. Fábio de Melo, brincando com o poema de Drummond: “A festa acabou, a luz apagou e, agora, é você e Deus”. E Deus, certamente, gostará de ter em seu regaço um grande homem, um filho muito amado, que soube perseguir a Sua Luz e dignificar a arte e a política.
Não se chora apenas
com a noite estendida sobre o sono dos homens,
com o silêncio pulsando em poros de imperceptíveis silvos
trêmulos, sussurrantes, urdindo a trama de inúmeros aléns.
Não se chora apenas
com a solidão concentrada em firmes bosques,
num chão de sombras por onde as lágrimas se embebam,
e nem a palidez das estrelas seja um breve indício de presença.
Não se chora sempre de cara virada para um tranquilo muro.
Nem sempre se pode dizer: é da ausência, é da noite,
é do silêncio, é do deserto...
da planície vazia, do mar fatigante, do assombro enorme da treva...
Chora-se em pleno dia, à luz do sol, diante do mundo povoado.
Caem lágrimas em pedras quentes, com borboletas, flores, gorjeios,
nuvens brancas, moças cantando, janelas abertas, ruas alegres.
Alguma coisa em nós é maior e mais grave que as expansões da vida,
alguma coisa é maior que o candelabro azul do dia
com flores, pássaros, canções entrelaçados nos seus doze braços.
Nem é de nós, nem nos pertence.
Sentimos que é da terra e dos homens,
da desordem do tempo,
da espada das paixões sobre o peito do sonho.
Se perdeu no verde e se encontrou no azul do céu, uma centelha de luz brilhou nos olhos realçando-lhes a cor castanho esverdeados. Os fechou e ergueu os braços em rodopios até cair na relva como um manto a lhe agasalhar, e permaneceu assim, estirada ao chão, num silêncio contemplativo por longas horas até que o pensamento serelepe voou por lugares diversos.
No fim só sobra você e você mesmo - humanamente falando, não tem ninguém, só sua presença e suas tempestades. Somente teus pensamentos e teu espelho. Então tudo faz sentido, você percebe o que não percebeu, entendi o que não havia entendido. Na noite, só sobra você e você, como suas tempestades, seu espelho e a chuva que cai...
Se você se “dedica” a alguém, faça de livre e espontânea vontade e não espere pelo “retorno”, apenas dedique-se por amar e por desejar ver a pessoa feliz! Tudo aquilo que é feito por amor, não deve existir o anseio do “retorno”, porque ninguém ama “igualzinho” ou com a mesma intensidade!
Mergulho no silêncio para tentar me redescobrir, me decifrar. Nele reencontro minha própria natureza, sinto o pulsar das minhas veias, ouço o meu coração... Ouço as minhas vozes interiores não ouvidas no cotidiano. É nele, no silêncio, que me reconheço, que entendo minhas fraquezas e minhas forças, que compreendo meu lado obscuro e abro as janelas da mente para que a luz possa entrar.
Você já experimentou fazer um instante de silêncio para perceber a grandeza de tudo ao seu redor? Comece aprendendo a dividir o dia em três períodos: um período de silêncio, outro de oração e outro de reflexão e meditação. Faça a você mesmo a pergunta que Jesus faz em João 1:38: "Que buscas?".
As palavras são mágicas, fortes e imprevisíveis. Elas saltam da nossa mente, do nosso orgulho, da nossa boca. Da nossa raiva. As palavras são venenosas. As palavras são traiçoeiras. Há quem diga que jamais disse aquilo que foi dito, pois não era a intenção de dizer. O amor muitas vezes é apalavrado antes de sentido. Comprometido sem ser consolidado. No ódio, as palavras desenterram pesos engolidos. E saem rasgando a pele da alma do seu alvo. No silêncio do outro, a angústia. Mas nunca a mágoa por ter ouvido o estrondo poderoso de palavras ditas sem certeza. Só com vontade. Saudável por completo mesmo é o silêncio que deixa a entender, mas não peca por excesso. Porque o que não foi dito, poderá ser revisto e compreendido. Porém, o que já foi jogado aos quatro ventos poderá voar e ganhar destinos incontestáveis pelo mundo.Sabedoria é usar o silêncio como escudo mudo no meio do caos. Onde todo mundo diz tudo o que quer. Atirando palavras para todos os lados. Onde todos os dias alguém é ferido ao ser atingindo por palavras perdidas.
Já esta de manha e ainda não dormi, um tumulto de pensamentos desorganizados. Deitada agora no sofá depois de me revirar na cama a noite inteira, liguei a tv e fiz um chá na esperança do sono chegar e me livrar dos gritos desse silêncio tão barulhento. A solidão as vezes é bem vinda, me faz pensar na vida e procurar saidas para os tormentos que parecem por tantas vezes não ter fim. Os dias andam passando rapido demais e os finais estão cada vez mais frequentes. Hoje em dia é dificil segurar alguma coisa por muito tempo, num mundo onde os valores estão invertidos. E lá vou eu, perdida, vagando outra vez pelo meu inconsciente, com pensamentos eloquentes, na louca fé de que um dia isto vai passar.
Entendi, de repente, porque gosto tanto da noite, desde sempre: pelo silêncio dela. Eu sei que o silêncio pode ser ameaçador. Sei que muitas vezes põe pra tocar, no volume mais alto, músicas que nossos sentimentos cantam e que falam de coisas que a gente nem sempre quer ouvir. Mas o silêncio é também alimento. O silêncio é também descanso.
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