Texto sobre Medo de Mario Quintana
Coragem é a firmeza de espírito para enfrentar situação emocional ou moralmente difícil. Aqueles que possuem coragem normalmente têm uma nobreza de caráter e está pronto para enfrentar qualquer desafio, com muita determinação para desempenhar àquilo que for necessário e com muita hombridade e muito zelo embora destemido e com bravura perante o perigo. Quantas vezes sentimos medo e mesmo assim tomamos as atitudes corretas e realizamos com muita bravura, embora não seja fácil, se torna necessária.
Ser corajoso não é fazer tudo o que dá na telha e sim, avaliar as reais consequências das nossas decisões, ponderá-las de acordo com as nossas prioridades e com aquilo que estamos dispostos a perder para poder ganhar. Estabelecendo prioridades, faça as coisas aos poucos até obter confiança em si próprio e alçar voos maiores. Vencendo os pequenos obstáculos, quando houver necessidade de se tomar decisões maiores tudo ficará mais simples e descomplicado. Muitas vezes é necessário arriscar, caso contrário você nuca saberá da possibilidade de um “sim” ao invés de um “não”.
Coragem requer prática, que ao ser exercida aos poucos é muito mais tranquilo para ser estabelecida, não requer apenas sorte e sim muita força de vontade e mais que isso, lutar pela vida e pela igualdade. Há momentos que até fracassamos, faz parte da vida, mas ter coragem de se erguer novamente e procurar novos rumos é admirável, sempre seguindo em frente. Isso não quer dizer que não exista medo, o medo é importante para termos respeito perante ao que iremos enfrentar.
Você está preocupado e temeroso com seu futuro, com a velhice, com a saúde, com seus recursos financeiros ou com seu final de vida?
Pois lembre-se, no Universo de Deus existe uma regra inexorável: Toda causa gera um resultado, uma consequência.
Portanto, gere sempre boas causas, faça o Bem de forma sistemática e constante em sua vida. E fique tranquilo quanto a seu futuro. Com bem se diz: O futuro a Deus pertence!
UM DIA...
Um dia te verei deste lado, do lado que precisa enfrentar o medo a covardia e se arriscar...
Um dia te verei arriscando tudo se lançando superando a insegurança, a solidão o vazio da estrada aberta e incerta....
Um dia te verei incompreendido e sem ter a quem recorrer, mas sabendo que somente uma voz você precisa ouvir..
Um dia te verei errando sim, mas tentando acertar para um bem maior...
Um dia te verei fazendo a coisa certa e sofrendo perseguição por isso...
Um dia te verei do lado em que não dá pra recuar, que não dá pra olhar nem pra direita e nem pra esquerda...
Um dia te verei numa trilha onde você simplesmente não poderá parar para refazer os pedaços do seu coração que ficaram pelo caminho, onde você precisa engolir o choro e seguir de cabeça erguida...
Um dia te verei com a mão no arado não pra satisfazer o seu ego e suprir seu desejo por status e sim porque você sabe o que é necessário fazer e por mais dura que seja sua missão você sabe que não pode se dar ao luxo de parar...
Um dia te verei com a responsabilidade de que sua voz seja a única direção que alguém possa ter e você sentirá medo de falhar, mas de maneira nenhuma poderá recuar a uma ordem vinda dos céus...
Um dia te verei sair do escritório e se perguntar porque você perdeu tanto tempo lá dentro, enquanto tantos morriam aqui fora e vai descobrir que muitos estão aqui tentando fazer alguma coisa, entre um curativo e outro, com problemas que as vezes irão tirar teu sono, suas noites tranquilas em familia...
Um dia te verei não tendo tempo pra chorar suas dores pessoais porque escolheu viver as dores dos outros...
Um dia te verei entendendo o chamado além da letra, além da posição, além do vigor, além do tempo, das dores, da saúde, mas recebendo renovo a cada dia...
Um dia te verei andando por fé e não por vista, te verei curando enfermos, mesmo que suas próprias dores continuem..
Um dia te verei amando tanto as vidas que te chamarão de louco, te perseguirão, te prenderão e mesmo assim Tú amarás...
Pois este amor te envolverá, te guiará, te sustentará e nesta hora você olhará para o lado e sim me verás te segurando pela sua mão direita e dizendo....TÚ ÉS MEU
Com amor Jesus!
MEDOS DA VIDA
Não é que a gente não queira. Mas as circunstâncias nos fazem negar muitas propostas que poderiam ser a solução. As dores, as frustrações e decepções da vida criam em nós um escudo invisível que nos impedem de nos relacionarmos, de mudar, de ter sucesso, de viajar, de conquistar, de sonhar e também de viver. Esse “escudo” é uma característica do ser humano, é o tão temível MEDO.
MEDO é o resultado das nossas fraquezas diante de tantas insistências. Medo é a desculpa de prosseguir por saber que podemos errar e nos machucar. Medo é uma pausa nas nossas rotinas em busca de um sossego. Medo é um descanso ruim para o corpo e para a alma. Medo as vezes indica morte. Medo é provocar a ponto de oprimir o outro a seu próprio benefício, à suas atitudes egoístas. Medo provoca ciúmes e causa dores profundas. Medo é não querer e nem fazer mais. Medo é agonia, choro e tormenta. Medo é sinonimo do que é mal, pois o que me faz mal provoca medo. Medo pode indicar mudança no que jamais se quer perder. Medo é aproveitar o agora pensando no amanhã que não existe. Medo é não saber viver sem. Medo é sentir-se só na multidão ou não querer encará-la. Medo indica fracasso, é admitir que não tem forças e parar antes do tempo. Medo é deixar de realizar e prosseguir por coisas estúpidas. Medo é transtorno de um momento ruim que foi marcante. Medo é evitar o erro. Medo é esconder-se do mundo. Medo é odiar tudo. Medo é fugir de si mesmo. Medo é criar seu próprio mundo. Medo é pavor de viver. Todos temos medos e eles nos acompanham por toda vida. Eles existem, mas é possível superá-los.
Medo.
Tenho medo de mudar tanto e já não me lembrar de quem eu já fui
Tenho medo de finalmente ser eu, e querer voltar para quando eu não era
Tenho medo de ouvir coisas que não estou preparado para ouvir
Tenho medo de me permitir, me entregar de corpo e alma
Tenho medo de me frustrar por amores sem amor
Tenho medo de dar amor sem ser retribuído
Tenho medo de viver o que não é entendido
Tenho medo de ir e não conseguir retornar
Tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade
Tenho medo de ser inconstante e talvez imprevisível
Tenho medo da rotina, do cotidiano, da vida sem novidade
Tenho medo de morrer sem viver
Tenho medo de ser, como se “ser” fosse algo além de existir, mas não é
O meu pior inimigo, sou eu mesmo...
Quando dou margem ao ego e a vaidade, os deixando passe a frente. Quando deixo o medo e a insegurança frustrarem meus sonhos. Quando deixo de fazer o bem ao outro, devido ao egoísmo ou orgulho. Quando permito que as mentiras e as incertezas da vida me seguem. Quando desacredito daqueles que protegem. Quando permito que apaguem minha fé.
Medo
Argumentando aqui para vocês
Angustiado em falar com vocês
Não quero ambiente fechado e muito menos lotado
Imagine se algo desse errado?
Qual altura morreu aquele cara do meu lado?
Ás vezes sinto que vou ser julgado
Por isso nem arrisco ser visto
O mundo está cheio disso...
Muitos alucinam na escuridão
Sabendo que é invenção
Somos manipulados pela nossa própria visão...
Sinto um receio quando vejo aquilo
É tão pequenino, ás vezes nem é mortífero
Estou exagerando na realidade, nem é um monstro de verdade
Mas o que eu sinto é emoção vem de coração, para me manter vivão
Nesse mundão.
Olho, paro e penso... Só hoje pensei em quantas vezes fui ao médico
Doutor me disse que tenho nada, mas imagina pegar isso no corredor da
escada
Voltei mais 2 vezes para conferir, passei 2 vezes na mão, porque estou
pensando em mim
Coloquei nas notícias, e não parei de observar
Até a previsão do tempo chegar
Mas lá fora começou a trovejar
E inquieto eu comecei a ficar
Mas isso tudo é uma tendência natural
Por outro lado tudo em exagero faz mal
Eu não saí de casa, não que isso importe
Mas é muito perigoso não ter medo da morte.
Lipe 2021
Vivemos tempos de sombras densas, onde o silêncio se faz refúgio e a palavra, um risco. A polarização ergue muros invisíveis, transformando o espaço comum num campo minado, onde cada sílaba pode desencadear tempestades. A liberdade de dizer torna-se miragem, ofuscada pela luz cortante da ofensa fácil.
Já não se pode abrir a boca sem que o ar se torne pesado, sem que as palavras sejam distorcidas, mal entendidas, censuradas. O diálogo, esse fio frágil que nos liga, estica-se até quase romper, ameaçado pela intolerância travestida de zelo. A palavra "tolerância" soa como uma piada amarga, dissipada no vento.
Onde antes floresciam debates, agora restam trincheiras. Cada opinião, uma bandeira; cada silêncio, uma suspeita. O medo de falar cala, sufoca, e a liberdade de expressão definha, encurralada pela vigilância implacável da hipersensibilidade. Escolhem-se as vias do ódio e da vitimização, em vez do entendimento.
A revolução necessária não brotará dos campos férteis; precisa de um terreno mais árido, onde as mentalidades sejam forçadas a mudar. Promessas de liberdade, por vezes, tornam-se prisões de benevolência, incapazes de curar as feridas que se agravam nas sombras do ressentimento.
No entanto, é preciso lembrar: a verdadeira mudança exige sacrifícios além das escolhas fáceis. É preciso confrontar a feiura que evitamos, a dureza das verdades que recusamos. Precisamos de uma revolução de mentalidades, um despertar que não virá sem dor, sem ruptura.
Nas fissuras da polarização, o ódio e a vitimização germinam, sufocando a esperança. Mas talvez, nas ruínas do diálogo, possamos encontrar a semente de uma nova compreensão, forjada no fogo da necessidade.
A liberdade, essa ave ferida, não alçará voo sem luta. E nós, perdidos entre sombras, devemos decidir: permanecer na escuridão confortável ou enfrentar a revolução que os tempos exigem.
Virtude, coragem e caráter, são imprescindíveis ao ser humano descente.
A Virtude não é uma característica. Virtude é o que determina a essência da moral, é algo próprio e peculiar que mostra a intenção irredutível e permanente do homem a se dispor a praticar o bem.
A coragem não é a ausência de medo, pelo contrário. A coragem se define pela capacidade de enfrentar o perigo, o necessário, o desconhecido, mesmo o medo estando presente.
O caráter é a firmeza, determinante e coerente de escolhas, e que, se molda por princípios e valores ligados de alguma forma a moralidade, ao certo, ao correto. Sabendo-se que, algumas atitudes e atos jamais mudarão.
Não existe um sem outro ou outro sem um, estão eternamente juntos e para sempre separados no homem.
‘PENSADOR
@DW SALDANHA FONTELLES
A vida é como um ser que está sonhando, e o medo de morrer do sonhador se resume, em, de repente, despertar em um outro mundo desconhecido, e assim por diante. Depois, despertar e novamente adormecer em outro sonho maior ou menor, tanto faz. E uma vez mais dormir e sonhar em outro sonho que já estava lá, apenas te esperando: você despertar do sonho anterior.
Ideia baseada no conceito do eterno retorno de Nietzsche, mas não do mesmo.
Quando jovem era muito tímida, não tinha segurança em mim, no amor em nada,tinha medo de tudo e todos.
A idade chegou e hoje percebi que tudo isso é besteira. Hoje posso dizer que acredito em mim e sou forte o suficiente para me reerguer.
Mas o amor! Esse tal sentimento ainda é complicado. Tenho medo dele, de sofrer de me machucar, de ser rejeitada ou até mesmo não ser correspondida.
Oração
A noite vai longa,
E sopra um vento vindo do norte, esquizofrénico.
Oro descontido, cúmplice de um amor silencioso... túrgido de significados,
De "fodidos" medos...
O de morte,
O da morte...
A noite vai longa,
Calórica nas emoções, aguçada de semântica,
Enquanto no meu palácio, quatro olhos puros me focam, que me conectam...
No Palato os "fodidos" medos...
Medo de que a luz se apague,
E que a alma se despegue,
E que eu tenha de fazer uma petição a Deus...
Para que a oração da esperança não tenda a desobedecer-me,
Não me force,
Não me tente,
Não me seduza...
Quando era criança acreditava que os monstros viviam apenas de baixo da cama,e só apareciam quando estava escuro...
As pessoas diziam que eles não existiam,era só imaginação.
Mas com tempo descobri,que os monstros também apareciam com a luz e tinham aparência de homens.
Eles existem,estão por toda parte!
A visão embaça, pesadelos acordado.
Falta ar, tremer sem sentir frio.
Estando sozinho ou acompanhado.
Dá vontade de gritar, faz doer o vazio.
Se arrepiar, sem cheiro no "cangote".
Ver na própria existência negatividade.
Chôro e o companheiro desejo de morte.
Ficar sem sono, sem fome, restando o medo e ansiedade.
Rio de traças que envenena e desgraça e trapaça.
Corrente que prende e desprende lúcida como a gazela que mente.
Exatamente como a mente que tenta e também aumenta suficiente.
Não tente se não for do lado dos crentes.
Salgado e morno, como um peixe cru sem forno.
És o meu interno morteiro desprovido do sossego rotineiro.
Como o som das gorgulhas pelos peixe-agulhas do mar de batalhas profundas sem censura.
Sempre temos aquele medo de colocar o pé na estrada
Descobrir coisas novas , explorar o que não foi explorado
Aquele medo, sera que vai dar certo?
apenas a gente temos o poder de fazer e mudar nosso futuro.
decisões ,Perdas, Dor, Amor , tudo faz parte do ciclo da vida.
Devemos sempre continuar acreditando e sonhando, para que la na frente estejamos a onde deveríamos estar.
um passo mais próximo dos sonhos
CAPACIDADE DE ENTENDER SEU INTERIOR.
Uma constatação e uma certeza do que passamos em busca de muitas coisas em nossa vida. Se procura sua felicidade ou a sua realização, pense e reflita um pouco. Sua felicidade não se encontra em pessoas, objetos desejados ou mesmo uma vida de aparências, tenha critérios ao entender que em nada destas coisas pode estar sua felicidade ou realização.
Nossa felicidade ou sentimento de realização se encontra construída de dentro para fora, tudo isto precisa ser construído com sua capacidade de entender seu interior, sua paz interior, seu coração voltado ao bem, sua luz que erradia quando produz o bem em suas atitudes e pensamento.
Não tenha medo de ser infeliz, não tenha medo de não conseguir o que deseja, crie uma junção de coragem, força, e fé no seu interior para que extraia o melhor de você.
Construa sua morada interior alicerçada no que tem de melhor, assim descobrirá que não há limite para sonhar e conseguir o que deseja, assim descobrindo a real felicidade e propagar o bem sem ver a quem.
Sempre deixando em seu caminho percorrido uma luz do bem, bem como, a paz e tranquilidade, principalmente voltados a seu próprio bem interior.
Quando recebi o diagnóstico positivo, uma infinidade de sentimentos me invadiu, e um dos maiores medos que senti foi o medo de ser rejeitado. Eu temia que as pessoas se afastassem de mim, que me julgassem, que tivessem medo de se aproximar e de me tocar. Também tinha medo de perder a minha autonomia, de não poder mais fazer as coisas que eu gostava ou de precisar depender dos outros. Além disso, tinha receio de que a minha vida profissional fosse prejudicada, de que as pessoas não quisessem trabalhar comigo ou de que eu perdesse oportunidades por conta da minha condição de soropositivo. E, por fim, o maior medo que eu senti foi o medo de morrer, de não ter mais tempo para viver os meus sonhos e de deixar as pessoas que eu amo.
Todos esses medos foram difíceis de lidar, mas com o tempo, aprendi que não podia deixar que eles me dominassem. Fui atrás de informações sobre a minha condição, busquei apoio em grupos de ajuda, e fui trabalhando minha autoestima para não me sentir inferiorizado em relação aos outros. Aos poucos, fui me adaptando à nova realidade, e percebi que ainda tinha muitos sonhos a realizar e muitas coisas para viver.
Se você está passando por isso, saiba que é normal sentir medo e insegurança, mas é importante que você busque ajuda e informações para lidar com a situação. Não deixe que o medo te paralise, e lembre-se sempre de que você é capaz de viver uma vida plena e feliz, mesmo com a condição de soropositivo.
Contar ou não contar? Essa é uma das questões mais importantes na vida de um soropositivo. Desde o momento em que recebi o diagnóstico, passei horas e horas pensando nisso. Contar para a família, para os rolinhos casuais ou para os namoradinhos mais sérios? Cada situação é diferente e exige uma abordagem diferente.
No caso da família, senti que era minha obrigação contar, afinal, eles são as pessoas mais próximas e que poderiam me dar o suporte necessário. Contar para amigos e rolinhos casuais foi um pouco mais complicado, porque não queria que a minha sorologia me definisse. Afinal, sou muito mais do que o vírus que tenho no corpo.
Já em relacionamentos mais sérios, a decisão de contar se torna ainda mais delicada. Não apenas pelo medo da rejeição, mas também pela falta de conhecimento que ainda existe sobre a doença e como ela é transmitida. No entanto, acredito que a honestidade é sempre a melhor opção.
Mas é importante lembrar que existe uma lei que protege a privacidade do soropositivo. É o chamado sigilo sorológico, que garante o direito de não revelar a sorologia em situações como entrevistas de emprego ou acesso a serviços de saúde. Devemos preservar a nossa imagem e os nossos direitos.
Em resumo, contar ou não contar é uma escolha pessoal e não há uma resposta única e certa. O importante é se sentir confortável com a decisão e saber que, no final das contas, somos muito mais do que a nossa sorologia.
O destino me presenteou com um pedaço de ti
este pedaço eu plantei em meu coração
Fiz ornamentos e o balaústre para um jardim
o qual veio a ser uma parte de mim
...
Graçolei o tempo que me trouxe as alvíssaras
Meu sorriso irradiava aquela casa
Jocoso, cômico era o tempo do orgulho daquela ímpeto
E não se via igual a nenhum outro
...
Veio a chuva e eu o protegi
Veio a tempestade e eu o cuidei
Fiz a minha mocidade em teu leito
com suor, amor e dedicação
E não se via igual a nenhum outro
...
Era belo como Afrodite cultuando o amor
Era apenas eu e o meu jardim
Era apenas eu e o meu amor
Havia um motivo para se viver
...
Mas de tão belo assim culminou em seu sepulcro
Cujo único pecado que justificasse tua dor
era não ser igual a nenhum outro
...
Sua beleza, cor e majestade atraiu os forasteiros
Cobiçaram minhas alvíssaras ao teu lado
Cujo significado era tu para a minha alma
...
Pisotearam minhas rosas Juliet as quais cultivei com tanto amor
Podaram meus lírios laranja que cuidei com tanto carinho
Minhas camélias foram esmigalhadas com denodo e devoção
...
Olhei sem a crença de que era apenas um pesadelo e não pude acreditar
Dei minha vida para o que me destes do fruto
que alimentava minha felicidade
E assim se foi em segundos
tudo aquilo que me deste um motivo para viver
...
Voltei em pó sobre os ombros da tristeza
o rancor e o ódio me deram as mãos
os mais próximos diziam que eram apenas flores
um parte de mim morreu naquela ocasião
e nunca mais voltei a ser quem eu era
...
Os anos escorriam em minhas mãos
Em um nascer do Sol me motivou a tentar novamente
Arei a terra, adubei e a cerquei
Recordei meu velho jardim
Escohi as melhores sementes, semeei e reguei
Em algum nascer do Sol, me deslumbrei com um broto que me sorria
...
No escurecer não adormecia
Me tornei a vigilia daquele jardim
A cada ruído dos animais na terra
Eu não mais conseguia ter a paz e a felicidade que pude ter um dia
...
Velei noites e dias
As flores cresciam sem pressa e com esplendor
Me trouxe alguns sorrisos e reascendeu a chama do amor
Com medo tapei o meu jardim
cerquei de todos os lados e fiz dele meu segredo
...
Os anos novamente escorriam em minhas mãos
A flores ja não cresciam com tanta beleza
e morriam apesar do meu amor
Não pude perceber, cego pela preocupação,
que dentre meus cuidados a luz era seu alimento
e assim renasci a minha dor
...
Os mais achegados diziam que eram apenas flores
um parte de mim morreu, pela segunda vez, naquela ocasião
e me afundei na solidão
...
Os anos novamente escorriam em minhas mãos
olhando para a terra que um dia cuidei
voltei a plantar sementes de algodão
Arei a terra, adubei e a cerquei e doei meu coração
embora em pedaços
era o melhor de mim
...
Ao ver que tudo era bom,
destrui o meu jardim
e matei o meu amor
Os mais achegados diziam que eram apenas algodão
e a culpa era minha pela solidão
...
O que não contam
é sobre a morte do meu coração
Da mesma forma que colho
aquilo que não semeei.
