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Texto sobre eu Amo meu Irmao

Cerca de 117726 frases e pensamentos: Texto sobre eu Amo meu Irmao

Uma carta de uma madrugada qualquer.
Hoje eu só queria dizer que aprendi a te amar de uma forma que nem eu me permito explicar por que não o sei.
Foi acontecendo e criando forma eu e você temos nossos universos e pessoas que amamos é verdade, porém quando estou você eu me perco eu me lanço nessa loucura que é este sentimento impossível que existe em mim
Se existe realmente amor através seja la do que for eu estou perdido no meio dele e cada palavra sua, cada foto que vejo alimenta mais e mais isso dentro de mim, são palavras comprometedoras mais são verdadeiras.
Até que ponto o egoísmo supera o sentimento, estou sendo egoísta my lady em te falar estas coisas pois te coloco em risco ao expor o que sinto,
em um raro momento de sensates eu te peço é melhor me bloquear e iremos ficar com estas lembranças e sentimentos de algo que nunca aconteceu
Pois eu estou cada vez expondo mais o que sinto e isso te coloca em risco, quem ama não machuca, não fere ,quem ama cuida, quem ama se torna um só, pois sua vida ja não lhe pertence pois foi entregue a um outro coração.

Cheirinho de Café

01/04/2026

Eu estava feliz quando, de repente, senti um cheiro na cozinha, café recém passado.Típico, um café passado e uma manhã, combinação melhor não há. Ah, aquele cheiro amargo e suave veio às minhas narinas em forma de lembrança de uma certa manhã. Lembrei-me daquela manhã que foi suave ao viver e amarga pela saudade. Me lembrei do quentinho do coração que eu sentia ao lado dele, do quanto ele me inspirava. Ele era café, inspiração para as minhas manhãs. Mas o café quando não bem cuidado, ele esfria e só resta o amargo da cafeína e as saudades de quando estava quente. Tu é café, esfriou, mas talvez, ou por questões climáticas, eu não tenha preservado o meu café.

Palavras
São cicatrizes
que contam histórias.
Letras,
apenas arabescos
de memórias.
Eu,um coração
num alfabeto sem direção.
Semeando dores e poesias
em versos grotescos
neste chão.

-Sabe porque sou tão ansiosa,amedrontada,
tensa e nervosa...?
Porque desde criança
tive que lidar
com coisas que fugiam
da competência
de alguém tão pequeno.

Andréa

Tem algo curioso na tal da Sexta-feira Santa. Eu fico observando como se fosse uma peça de teatro que todo mundo conhece o roteiro, mas ninguém lembra exatamente quem escreveu. Dizem que foi nesse dia que Cristo morreu. Dizem com tanta certeza que parece até que alguém estava lá com um relógio na mão, anotando data e horário, como quem marca consulta médica. Mas, no fundo, ninguém sabe ao certo. E mesmo assim, todo mundo respeita. Ou pelo menos finge respeitar, que às vezes dá no mesmo.


Aí chega o dia e, de repente, o mundo desacelera. A carne some dos pratos como se tivesse sido proibida por decreto celestial. O peixe vira protagonista, coitado, como se tivesse menos culpa no enredo da existência. Eu fico pensando no peixe, nadando tranquilamente dias antes, sem imaginar que seria promovido a refeição oficial da consciência aliviada. Porque não é sobre o peixe, nunca foi. É sobre a sensação de estar fazendo a coisa certa, nem que seja só por um dia.


E o medo… ah, o medo ganha um brilho especial. Tem gente que não varre a casa, não ouve música, não ri alto, não faz nada que pareça “errado”. Como se o céu estivesse mais atento, com uma prancheta na mão, anotando comportamentos. Mas aí eu penso com uma certa ironia silenciosa, dessas que a gente nem comenta em voz alta… nos outros dias, os mesmos que hoje se recolhem, vivem sem esse cuidado todo. Falam o que machuca, fazem o que sabem que não deveriam, ignoram o que pede atenção. Mas hoje… hoje não pode.


É um tipo de fé curiosa, meio seletiva, meio episódica. Como se a consciência tivesse um calendário próprio, funcionando só em datas comemorativas. E eu não digo isso com julgamento, digo com aquele olhar de quem percebe a contradição e, ao mesmo tempo, se reconhece nela. Porque, no fim, todo mundo tem um pouco disso. Esse desejo de ser melhor… mas só quando é conveniente, só quando o ambiente pede.


E mesmo assim, apesar de tudo, existe algo bonito ali. Existe um silêncio diferente no ar, uma pausa que não acontece em dias comuns. Uma tentativa, ainda que breve, de lembrar que existe algo maior, algo que pede reflexão, cuidado, presença. A Sexta-feira Santa não é sobre saber a data exata. É sobre o que a gente faz com a ideia dela. É sobre o símbolo.


O problema é que o símbolo dura pouco. No dia seguinte, tudo volta. A carne volta, o barulho volta, a pressa volta, as falhas voltam com força total, como se estivessem só esperando o sinal verde. E aquela consciência que parecia tão sensível… adormece de novo.


Talvez o ponto nunca tenha sido o peixe, o silêncio ou o medo. Talvez fosse sobre manter, pelo menos um pouco, aquilo que a gente só lembra de sentir nesse dia. Um pouco mais de cuidado, um pouco mais de respeito, um pouco mais de verdade nas atitudes, não só no calendário.


Porque fé de um dia só é quase como um feriado da alma. Descansa, aparece bonita, mas não muda a rotina.


E no fim, eu fico com essa sensação meio irônica, meio melancólica… de que a gente sabe o caminho, só não gosta muito de caminhar nele por muito tempo.


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⁠-deixa eu te incomodar
por um momento
e desabar meus sentimentos
e emoção.
Sei que que vai me achar
uma maluca que esmurra
a mesma porta
sabendo que está trancada
e não vai conseguir entrar.


Deve me achar uma burra.
Por repetir a mesma cena
todos os dias,o coração
sem conseguir parar.


As vezes,tudo o que temos
são sonhos e uma pena.

EM TEU ALTAR


Em tua casa eu me encontro, ó Senhor,
Sinto a paz que vem do teu amor,
Tua presença enche o meu viver,
Sou mais que vencedor em teu poder.


Em tua casa descanso o coração,
Tua glória traz vida e direção,
Tua graça me levanta outra vez,
Teu Espírito me fortalece, ó Rei.


Eu não quero mais sair daqui, Senhor,
Teu altar é o meu lugar,
Tua presença é tudo para mim,
Eu só quero te adorar.


Quero estar em teu altar, Senhor,
Pra sempre em teu amor,
Como a andorinha encontro o meu lugar,
Na tua presença quero habitar.


Quero estar em teu altar, Senhor,
Pra sempre em teu amor,
Nada vai me separar de Ti,
Eu nasci pra te adorar!


Te adorar é o meu prazer, Senhor!
Te adorar, te adorar!
Tua presença é o meu viver, Senhor!
Te adorar, te adorar!


Eu não saio do teu altar!
Eu não saio do teu altar!
É o meu lugar, é o meu lugar!


Cícero Marcos

Eu te vejo tão de perto
Mas você está tão distante

Será que vale a pena se arriscar?
Nem sei o pq eu penso nisso, acho eu nunca vou ter coragem o bastante


Na história em que um cavaleiro enfrenta um dragão para salvar a princesa, será que ele era forte e corajoso ou só um medroso que decidiu arriscar? Não sei dizer, mas o importante é que a existência do dragão não o foi suficiente para impedir o príncipe de tentar salvar a princesa...


De: Kauan
Para: A.J.

Eu te vejo tão de perto
Mesmo você estando tão distante...


Na história em que um cavaleiro enfrenta um dragão para salvar a princesa, será que ele era forte e corajoso ou só um medroso que decidiu arriscar?


Não sei dizer, mas o importante é que a existência do dragão não o foi suficiente para impedir o príncipe de tentar salvar a princesa...


Não seria uma má ideia seguir o exemplo desse cavaleiro imaginário...


De: Kauan
Para: A.J.

"Eu sou como a terra sólida, resistente.
Porém, às vezes me abalo,
Causando terremotos.
Consequentemente, vêm os maremotos,
Que fazem das águas calmas
Uma devassidão,
Sai levando tudo pela frente.
E eu não tenho culpa.
A natureza me fez assim?
Ou foram as circunstâncias da vida?
As vivências, traumas...
Que culpa tem a terra das placas tectônicas se colidirem?
E que culpa tem o mar,
Da terra mexer tanto com ela,
Ao ponto de tirá-la do seu lugar,
A levando desesperadamente a fugir,
Mesmo que a consequência seja acabar com tudo que cruze seu caminho?"

Enquanto vocês tentam decifrar meus enigmas, eu já estou colhendo os frutos da terra que vocês disseram que era seca.


Não confunda minha paciência com passividade. Eu não reajo a barulho, eu respondo com resultados que ensurdecem..


Minha estratégia é o mistério; minha execução é o impacto.


Eu não peço licença para ocupar o topo; eu apenas ocupo o lugar que Deus reservou e que a minha audácia ainda ha de conquista.


SerLucia Reflexoes

⁠E eu que, vez em quando, deito um travessão na mensagem — só para ser confundido com um “Chatbot”.


Mas um travessão é muito mais do que sinal gráfico — é um gesto.


Um pequeno ato de ousadia que só pratica quem não teme ser percebido.


Quem escreve com consciência do que carrega, e com a leveza de quem não precisa provar nada além da própria honestidade com as palavras.


Porque, no fundo, escrever é isso:
um jogo silencioso entre coragem e sensibilidade.


Coragem para tocar onde dói —
Sensibilidade para não machucar lugar nenhum.


E um travessão, bem deitado, talvez seja o símbolo mais humilde dessa bela dança.


Ele separa, sim, mas também aproxima...


Às vezes, pausa… mas empurra adiante.


Ele corta… mas também convoca.


Às vezes parece apenas um traço, mas é um traço que fala:
"Ei, aqui entra algo que só os atentos percebem."


E quem ousa usá-lo não o faz por frescura gramatical —
mas por afeto estético, intuição narrativa,
e essa espécie de maturidade que só têm os bem resolvidos:
bem resolvidos consigo, com o que dizem,
e até com o que deixam de dizer.


No fim, o travessão é como o pincel que se deixa cair de propósito:
não é descuido, é assinatura.


Não é desatenção, é presença.


E se alguém confunde isso com um “Chatbot”…
ah! — que continue confundindo.


Porque a arte, quando bem feita, normalmente já confundiu até quem a criou.


E aqui para nós — risos — às vezes um travessão bem deitado é mesmo isso: um pincel que se joga, de caso pensado, sobre a tela.


Um atrevimento sereno, cheio dessa sinergia rara entre arte, responsabilidade e sensibilidade — um trio que costuma morar apenas nos que já fizeram as pazes consigo e com a própria forma de criar.


A intenção, claro, era fornecer lenha para queimar.


E o fogo aceitou.


Porque, é preciso muita coragem para se aventurar na arte de escrever.


É preciso alguma loucura mansa para deixar palavras escaparem sabendo que podem ferir, curar, provocar ou até acalmar.


E é preciso ainda mais sensibilidade para permitir que elas se entendam com as imagens — porque, quando elas resolvem brincar juntas, quem escreve vira mero coadjuvante.


A palavra abre caminho.


A imagem acende.


O travessão risca.


E o gesto final surge sozinho —
como se a chama tivesse vontade própria.


Talvez não haja atrevimento mais bonito e charmoso do que o dos que se aventuraram e se aventuram no ofício de escrever.


Porque escrever é primeiro se arriscar —
e só depois se revelar.


E haja atrevimento pra tocar quem se atreve a ler!


Pois, quem escreve, abre portas, mas quem lê, precisa ter coragem
de entrar.


No fim, talvez seja assim que a arte realmente nasce:
do encontro entre um risco, uma intenção e a ousadia de se deixar queimar.


E nós apenas sopramos o fogo —
porque a Lenha, a Faísca e o Incêndio Poético
já estavam ali — todos —
pedindo pra brincar.

⁠Que ninguém, jamais, experimente esses corredores e quartos para curar somente o corpo.


Eu espero que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses corredores e quarto hospitalar, consiga se curar e se reinventar…


E que todos se tornem pessoas — físicas e espiritualmente — melhores!


Que ali não se trate apenas da carne ferida, do osso quebrado ou do órgão cansado…


Mas também das certezas empedernidas, das pressas inúteis e das arrogâncias silenciosas que infelizmente costumamos carregar.


Que os corredores hospitalares, com seus passos contidos e silêncios deveras constrangedores, nos revelem o que muitos anos de saúde insistem em esconder: que a vida é frágil, o controle é ilusório e a empatia não é opcional.


Entre um leito e outro, o tempo desacelera e até se arrasta para que a alma, finalmente, alcance o corpo.


Que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses quartos consiga, sim, se curar — mas que vá além.


E consiga se permitir se reinventar.


Que saia dali com menos soberba, mais gratidão; menos indiferença emais humanidade.


Que aprenda a ouvir, a esperar, a respeitar o ritmo do outro e o próprio limite.


E se a medicina restaurar o corpo, que a experiência lhe restaure o olhar.


Que todos saiam melhores: fisicamente fortalecidos, espiritualmente mais atentos, e profundamente conscientes de que viver bem não é apenas sobreviver — é aprender a cuidar, de si e do próximo, antes que a dor precise ensinar novamente.


Amém!

⁠⁠Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.


Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.


Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.


Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.


E está tudo bem.


Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.


Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…


Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.


Nem toda ausência precisa virar ruído.


E nem todo silêncio é pedido de aplauso.


Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.


Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.


Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.


Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.


Que se contente com ela.


E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.


Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.


O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.


É o berço do descanso da alma…


O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.


É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.


E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.


Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.

⁠Noutros tempos, eu também já tropecei em vários infortúnios: o mais desonesto deles era me preocupar com opiniões alheias.


Alguns vinham disfarçados de acaso, outros de destino.


Mas o maior deles não caiu do céu nem brotou do chão:
nasceu do excesso de atenção às opiniões alheias.


Enquanto eu media meus passos pelo olhar dos outros, perdia o ritmo do que realmente era meu.


Cada julgamento externo virava régua,
cada expectativa alheia, uma pedra a mais nos ombros…


Mas não era o mundo que me limitava — era eu, entregando minha autonomia à aprovação de quem não podia caminhar meus passos, ainda que suportasse o peso das minhas sandálias.


É curioso perceber que o medo de desapontar
quase sempre nos faz abandonar a nós mesmos.


E, nessa tentativa constante de agradar,
vamos nos desencontrando do que sentimos, pensamos e somos.


O dia em que compreendi isso foi muito menos Libertador do que Honesto.


Doeu admitir que muitas quedas não foram empurrões,
mas escolhas deliberadas feitas para caber em opiniões que nunca me pertenceram.


Hoje, quando tropeço, sei diferenciar:
há infortúnios que ensinam,
e há distrações que aprisionam.


Preocupar-se demais com o que pensam de nós
é uma das mais silenciosas —
porque parece prudência,
mas cobra o preço da própria liberdade.


Definitivamente, é impossível bancar um aluguel tão caro por um imóvel sem a menor condição de habitar: a aprovação alheia.

⁠Eu sei que a Salvação é uma decisão muito pessoal, mas até a Eternidade eu quero Dividir com você.


A Salvação é um encontro íntimo entre a consciência e Deus, um “sim,” que ninguém pode dar por nós.


É travessia solitária, é escolha que nasce no silêncio da alma, é responsabilidade que não se transfere.


Mas a Eternidade…


Ah!?!


A Eternidade é grande demais para ser caminhada sem as amorosas sandálias da empatia.


Porque amar alguém é desejar que o tempo não seja suficiente.


É querer que os dias não terminem no calendário, que os abraços não sejam interrompidos pela finitude, que as conversas não se percam na poeira das horas.


Amar é desejar continuidade — não apenas no presente, mas para muito além dele.


Se a Salvação é pessoal, o Céu que imagino é relacional.


Não faz sentido sonhar com a luz sem querer compartilhar o seu brilho.


Não faz sentido falar de paz eterna sem desejar que quem amamos também a experimente.


Talvez seja isso que o amor faz com a fé: ele a expande.


Ele transforma a oração individual em intercessão.


Transforma a esperança silenciosa e solitária em promessa compartilhada.


Eu sei que a decisão é sua…


E respeito o seu tempo, suas dúvidas, suas batalhas e seus caminhos…


Mas até a Eternidade eu quero dividir com você — não por imposição, não por medo, não por obrigação…


Mas por amor.


Porque quando o amor é verdadeiro, ele não quer apenas estar junto na vida finita.


Ele quer atravessar o infinito de mãos dadas para viver a Eternidade.


Te amo!

⁠Entre a
indiferença e a imposição,
eu fico com a que
fere menos:
a indiferença.


A imposição já chega fazendo barulho demais, atravessando vontades, atropelando silêncios…


Ela não pergunta, determina.


Não escuta, ordena.


E quase sempre se disfarça de cuidado, de verdade absoluta, de “é para o seu próprio bem”.


Mas deixam marcas — profundas, invisíveis e até persistentes.


A indiferença, embora gélida, ao menos respeita nossas fronteiras.


Dói, sim.


A ausência pesa, o vazio ecoa…


Mas nela ainda há espaço para respirar, para escolher, para não ser moldado à força pelo desejo do outro.


A indiferença não invade a alma; apenas passa ao largo dela.


Entre ser ignorado e ser violentado em nome de certezas alheias, há uma diferença crucial: um fere pela falta, o outro fere pelo excesso.


E excessos, quando impostos, quase nunca constroem — apenas nos quebram.


Talvez o ideal fosse o cuidado que escuta, o amor que propõe sem impor, a presença que respeita.


Mas enquanto isso não acontece, que ao menos nos poupem da brutalidade das verdades empurradas goela abaixo.


Entre a indiferença que não pede para ir nem ficar e a imposição que já chega metendo os pés na porta, que fique a indiferença.


Porque aquilo que não toca pode até doer,
mas o que força… costuma ferir demais.


Me abandone, mas não me atormente!

⁠A eclipse lunar se aproxima,
e eu sei muito bem
o quê quero e não quero
para a minha vida,
do teu divino olhar levo
o tempo todo o quê alucina.

Só sei que não permito que
o meu coração seque como
vejo alguns corações secos por aí,
para que a seca não seja permitida:
é por isso que te quero aqui.

Um coração quando seca
é bem mais perigoso do que
a seca dos rios Negro e Solimões,
um poema nunca mais o toca,
nem mesmo imagens rupestres
podem ser encontradas
e nem mais se comove
diante de paisagens agrestes.

Quando um coração seca
nele não se encontra mais nada,
é o desastre batendo na porta
sem hora e sem data marcada.

⁠Neste último dia do ano...

Eu te desejo que tudo
aquilo que não valeu
seja por ti esquecido,
Você merece o melhor
no seu caminho,
Desejo que a vida te trate
com o carinho merecido
que você sempre deu,
que o Ano Novo venha
presentear com sonhos
e com tudo aquilo
que merece ser resolvido.

É o segredo que eu não revelo
É a pintura que eu não compreendo
São os olhos que eu não acho a tradução
É a vontade que vem,
É a vontade que passa.
É o livro sem final
É a abstrata mais delicada
É a simples mais complicada
A perpétua incerteza
De desvendar o domínio absoluto.

Tem dias que eu penso
Que eu queria morar aí
Bem aí nesse cantinho,
Já basta pra mim.
No cantinho da sua boca
Nesse, de onde nasce teus sorrisos.
É onde minha boca
Quer se encontrar com a sua.
Ao fim de uma tarde chuvosa
De um silencioso amanhecer.
No cantinho da sua boca
É onde eu quero morar.