Texto sobre eu Amo meu Irmao
Mesmo sendo o mesmo mar que vi antes, hoje ele é novo para mim.
Mesmo as coisas que eu conheço, mesmo as coisas que eu já fiz, num dado momento, com certa pessoa, é a primeira vez.
(...)
O que acontecer depois desse momento, não é culpa de ninguém, as coisas só acontecem assim.
Do mesmo jeito que algumas ondas se desfazem e outras quebram.
Acontece.
Por isso, você não deveria se preocupar tanto.
Só porque você viveu ontem, não significa que saiba tudo sobre hoje.
você soa como a mais bela música que toca repetidamente na minha cabeça, eu sei que vou querer ouvi-la diversas vezes, sem nunca enjoar. Te amar foi como me livrar de toda a dor que sempre fui refém por tanto tempo, tive muita sorte com você, e espero que essa "canção" nunca pare de tocar
- sempre fui apaixonada pelo brilho das estrelas, até conhecer o brilho de suas palavras
Sol na pele,
ar puro na alma.
É aqui, entre ondas que chegam
e ventos que passam,
que eu lembro: a vida também se reinventa.
Cada gole é um brinde ao agora,
um convite silencioso
para confiar no tempo,
para respirar mais fundo,
para escolher recomeçar.
Porque dentro de mim mora uma força mansa,
feita de quedas que não me quebraram
e de manhãs que insistiram em nascer.
E quando o mar canta, eu escuto:
há sempre um motivo para sorrir,
há sempre um caminho que se abre,
há sempre um raio de luz disposto
a tocar quem não desiste de brilhar.
E eu sigo
Intensa, resiliente, inteira
celebrando a vida,
hoje e sempre.
Sendo bem sincero, a observação foi grande.
Olhar não é crime.
E eu olhei mesmo — porque beleza assim não passa despercebida nem por quem tenta fingir que não sente nada.
Ela tem algo que não cabe em explicação.
Não é só o rosto bonito, nem o jeito.
É uma presença. Uma coisa que incomoda e acalma ao mesmo tempo.
Uma mulher que você olha e entende, na mesma hora,
que não é pra você.
E ainda assim o olhar insiste.
A paixão que nasce disso é platônica: aquela que você sente, aceita e engole.
Porque você sabe que a vida não vai te dar essa chance.
Não é drama, é consciência.
Stoicismo mesmo: reconhecer que existe algo belo no mundo e que não te pertence.
Eu olho, admiro, e deixo quieto.
O sentimento não vira pedido, não vira tentativa, não vira coragem.
Fica só ali, guardado, parado, firme — como quem respeita a distância entre o desejo e a realidade.
E, no fim, é isso:
ela segue linda, intocável, inalcançável.
Eu sigo olhando, sabendo que não posso ter.
E aceito — porque olhar não é crime,
mas desejar o impossível é só mais uma forma silenciosa de continuar vivo.
MÃE
Eu lembro da tua calma
Eu lembro da tua áurea
Eu lembro do teu sorriso
Eu lembro da tua meiguice
Eu lembro da tua força
Eu lembro das tuas dores
Eu lembro das tuas canções
Eu lembro das tuas manhãs
Eu lembro da tua fé
Eu lembro da tua simplicidade
Eu lembro da tua bondade
Eu lembro da tua verdade
Eu lembro do teu colo
Eu lembro do teu cheiro
Eu lembro do teu jeito sereno
Eu lembro do teu aconchego...
Eu me lembro Mãe
Ahh... Como me lembro!
E quando lágrimas vem nos meus olhos
O coração aperta
e eu morro de saudades !
A HISTÓRIA DO BUTANTÃ
Eu agora vou contar
A história do Butantã
Eu agora vou cantar
A história do Butantã
Houve um tempo
que se chamava:
Ybytata
Logo após viera lhe chamar:
Ubytata
Depois virou Ubutata
E finalmente
Butantã.
Cada taipa desse chão
Guarda firme na memória
O dia da fundação
E o início de sua história
Ybytata
Ubytata
Ubutata
E finalmente:
Butantã.
Clovis Ribeiro
Amor sem Explicação
São exatamente 11h00min horas e eu não consigo parar de pensar em você.
Estou tentando buscar explicações possíveis para tudo isso que estou sentindo neste momento.
Quando estou ao teu lado, sinto que estou sobrevoando no céu, sinto-me como se nós dois, somente nós e mais ninguém, estivéssemos no enlanguescer do oceano.
Tudo isso sem saber para onde ir ou onde estamos, ou para onde iremos, nesta hora o que me importa é só você.
Seja para onde iremos ou onde estamos, não me importa, viverei somente pra te amar, só pra te amar!
Talvez eu simplesmente parta.
Mas, desde que tenho você, a partida me assusta.
Não é que ela não me atraia,
é só que me dói imaginar você sozinha.
Me dói amar tanto, temer tanto te deixar para trás,
e ao mesmo tempo desejar tanto ir embora.
Que covardia…
Me sinto uma contradição ambulante,
uma verdade que se culpa por parecer mentira.
Porque não dá pra racionalizar
o vazio que mora no meu peito.
E o que machuca ainda mais
é perceber que nem esse amor imenso
consegue preencher o buraco que me engole por dentro.
Mar de lama
Eu sou apenas
um sujeito brasileiro e
como tantos outros
tenho medos, sonhos
amores e desamores,
mas não me esqueço
nem por um segundo que
sou apenas um sujeito
brasileiro, rejeitado e
preso a rejeitos de
um mar de lama e
dinheiro.Eu sei que
minhas lagrimas não
valem mais do que o
seus milhões em minérios,
mas seu moço, no momento
elas são tudo que eu tenho.
Eu gostaria de poder repousar e compreender quão belo teria sido se as coisas tivessem ocorrido de outra forma. Não guardo ressentimento, raiva ou rancor, apenas reconheço que tudo poderia ter sido diferente. Tento conciliar realidade e expectativa para que minha mente compreenda que vivo o presente e que o passado já se encerrou.
Ainda assim, quando a encontro pelos corredores da faculdade, percebo que amadureci e aprendi a lidar com o caos ao meu redor. Gostaria, sinceramente, que tivesse sido diferente que, no lugar desse caos, tivesse restado algum afeto pelo que deixamos para trás.
ÚNICOS.
Não é o fim,
Ainda existe o começo,
O eu em ti, o tu em mim,
E o início eu ainda vejo.
Os nossos pés estão em um jardim,
Eu sei que sou o alvo,
E você, minha bala de festim,
Mas sei que por ti serei salvo.
Não é assim,
Pois o amor nasce e cresce,
E o término nunca será o fim
Porque o amor floresce.
Os nossos pés estão ligados
As nossas flores juntas,
Cravo e rosa agarrados,
E nossas frases conjuntas.
Não é o fim
Somos iguais no amanhecer,
Não é assim,
Somos iguais no entardecer,
Enfim,
Somos únicos no anoitecer.
Autor: Cássio Charles Borges
Caia fora daqui e leve consigo todo o seu egoísmo que um dia eu pude experimentar.
Suma daqui sem ao menos pestanejar. Não quero ouvir se quer uma palavra tua,eu só quero descansar.
Jogue seus poemas fora pois eu já não quero mais escutar.
Você acabou com tudo sem se quer falar, e agora o que eu faço sem ao menos ao certo por onde começar?
Guilherme Arantes
Jefferson Almeida.
Teu olhar me encantou.
Teu perfume me abraçou.
Tua fala me atraiu.
E quando eu vi, já era teu.
Te amo tanto
Que a distância
É quase uma ponte
De dois mundos.
Não sei só razão
Quando o amor que sinto por você
Não é vão.
Você demonstra sentimentos
Com ações
E eu com palavras.
Que, mesmo simples,
São o que me pertence.
Não sei ser pouco
E tão pouco sei ser.
Eu me encanto por ti
E cada vez mais te amo.
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Autor: Jefferson Almeida
poeta errante
como ventania desajeitada
alma pela estrada
ilusão encantada…
vivo eu a velhice
no silêncio, meninice
sem crendice...
apenas vivendo
pouco querendo
ou tendo...
afinal, a vida
de uma orquídea, adiante
bela e breve,
a cada instante...
diversa, em verso
assim vou, vibrante
[…] disperso
eterno poeta errante...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/07/2020 – Triângulo Mineiro
Eu te amei antes de te encontrar. Antes de sentir o gosto do seu beijo, o teu cheiro... antes de sentir o toque da sua pele.
Eu te amei por dentro. Amei seu jeito. Amei a sua essência. Amei cada palavra sua. Amei seu coração.
Eu escolhi sentir saudade antes mesmo de você ser minha. E hoje ela será minha única companhia.
Eu busquei por fragmentos teus,
Unindo-os em um único anseio:
Ter-te, mesmo que ausente,
Longe, impaciente, e mortal.
Percorri caminhos pedregosos e ásperos,
E tua voz me alertou para ter cuidado,
Mas, quando menos percebi, já havia ferido meus pés.
No entanto, sararam com teus beijos impacientes.
Eu era um impulso descontrolado,
Mas você parecia saber o que fazia,
Altruísta e seguro, ou egoísta e impiedoso.
Para mim, você é mais que um passageiro,
É a célula que insiste em não circular em minha corrente sanguínea.
Deixei você ali, pois me relaxava,
Era um anestésico que, com o tempo, me viciou.
Mas você tinha vícios mais importantes do que ser o único
Eu tive o desejo de conquistá-lo,
Mas fui monopolizado.
Por um instante, pareceu-me verdade,
Pois bem queria que fosse.
Sonhar se tornou uma mania,
E já não posso diferenciar quem você realmente é.
Sonhei com certeza, com ânsia,
E, sem dó, pelos seus próprios instintos,
Já havia tomado todo o controle.
E tornei-me um fantoche, com o peso de acreditar.
A Estrada
Ontem eu fui vê-la
e na estrada eu nao sabia o que dizer
Fui devagar, mas do que de costume
E ela era só minha,
não existia ninguém, nem nada
nem morto, nem vivo
nem morte, nem vida, só eu...
E na estrada eu pensava o que dizer
meu coração acho que nem batia
ao contrário do meu estômago
Que quase nao parava, só remexia
E ao ver aquela estrada
me lembrei do meu amor
que também era só minha,
Era, é, vai ser, nao sei....
Simplesmente Assim
A mão que me cria é a mesma que me agride
O amor por qual eu vivo, é o mesmo que me faz sofrer
Escondido atrás de máscaras
espero pelo dia da revelação...
do amor, por quem eu vivo...
Queria mais do que tenho agora...
como não tenho nada...
O pouco que me oferecer, me fará feliz...
O RÉU
Sim, eu sou o culpado...
Cometi muitos crimes em teu nome
O mais grave foi amar você
E hoje a punição é não ter-te mais
Suplico pelo perdão...
Mas o juiz é um carrasco
Não posso nem mesmo tocá-la
Sentir ainda posso...
Essa será minha prisão
Sentir... apenas sentir...
...O mesmo amor por qual fui julgado
...O mesmo por qual fui condenado
Para quem sabe um dia
Poder ser absolvido
NORTE
Cada dia me apontam um norte diferente
e a cada dia sigo pelo caminho apontado
Não que eu nao queira escolher meu proprio caminho
Mas parecia tão mais facil
Viro as costas para o futuro e olho pra trás
Na verdade nao sei o que temo mais
O medo do futuro desconhecido
Ou do passado cada vez mais presente
E assim, dessa forma, procuro um norte
Não para me achar
Mas para me perder de vez... em ti
