Texto sobre eu Amo meu Irmao
Desta rua
de paz
inabalável
aqui tenho
o meu
nobre abrigo,
Temos um
endereço
invejável,
Brotam versos
de amor
e o desejo
incontido.
Porque sei
que ele virá,
mas nem
quando
e como virá.
E me orgulho
de estar em
companhia
diária de tão
bons vizinhos.
Enquanto
ele não vem,
tenho tempo
para sarar
a minha dor
e daqui enviar
todos os dias mil
versos de amor.
Onde o meu coração
te plantou?
Entremeado entre
as minhas preces.
Levando a minha fé
- contigo
Tu sempre me mereces.
Tudo de ti em mim
Brota e floresces,
Nada de ti em mim
...Envelheces.
Onde o meu coração
irá me levar?
Ventando sempre
para o teu lado.
Escolhi você
para ser o meu amado,
De estrelas irisado.
Tudo de ti em mim
É celebração,
A distância sempre
É expiação!...
Não me poupe de ti,
Do teu olhar,
Do seu siso,
Do teu afagar,
Do seu sorriso...
Longe de você tenho perdido
- tudo -
E até muito mais: o meu juízo.
Refinado espetáculo
policromático,
No meu céu
de Balneário,
Chegada é a hora
de amar,
Rama perfumada
no bico da pomba,
Alfazema angelical
cultivada,
Pelas mãos das falanges
celestes,
Destino escrito
pela Literatura,
Um mistério ocultado
pela Ditadura,
Carregado no seu
olhar cor de ônix,
E por estas mãos
que salvaram vidas,
Um poema misterioso
nos passos,
De um homem tão
fino e tão delicado,
Que de mim arrancou
os ais semitonados,
Conheci por tuas mãos
a dimensão do [amor,
Tive de fazer-nos
distanciados e escrever,
Um poemário intimista,
um rosário devocional
Que fez muitos apaixonados
de forma sobrenatural,
Mas na verdade este era o
meu poemário de [dor,
A dor de não tê-lo ao meu lado,
a dor de ter me distanciado.
Não pude agir diferente,
foi melhor para nós dois.
A vida está se abrindo
para nós, acredito
O tempo passou,
e desfez o algoz, confio.
Trouxe o milagre, semeou
a bondade e o infinito,
Agora só falta a primavera
do amor mais bonito
Se abrir, se expandir, iluminar
a foz e renovar o sentido;
E colocar a gente de volta
no mesmo passo e caminho
Para que se cumpra com gala
e esplendor o nosso destino.
Intensa renovação sideral e
m breve há de [chegar,
Porque em nossas intimidades
somos astros a girar,
Poetas intimistas do nosso
espaço particular,
Nas asas do nosso jeito
de amar entre os [lençóis,
Varrendo a influência do mundo,
sendo apenas dois.
A vida está novamente
se abrindo floral:
Ao som da mais carinhosa ária,
sofisticada e especial.
Esconde o teu olhar cor de mel
Tímido no meio da neblina,
Sabe, meu amor, a vida ensina.
Esconde o teu olhar cor de mel
Lindo no auto da compadecida,
Sabe, Ariano sempre é poesia...
Esconde, mas não me falte
Este olhar infinito;
Carregue-me para o jardim protegido.
Onde eu possa olhar para nós
No espelho do riacho,
Bem mais do que íntimos...
O teu olhar castanho cheio da cor
Do tronco da [araucária,
É digno de todo o meu amor,
Estou em tua companhia sempre,
É assim que me sinto,
Até quando elogio o teu sorriso,
- mesmo estando a [distância
Por mim você jamais será esquecido.
A tua vontade talvez tenha me esquecido,
Ou talvez tenha passado,
Não tem problema, tudo passa,
Só eu é que não desisto de estar ao teu lado.
Porque me inspiro num poeta,
Que não me repara,
E talvez nunca tenha me lido;
Sim, eu me inspiro em você,
E também sobre o nosso encantamento
Que Carpinejar adoçou bem
Com a doce palavra pertencimento.
Pela minha letra fatal
Desabrocha mansamente,
Pelo meu verso imortal
Carinhoso simplesmente,
Realiza no meu corpo
O segredo dos teus lábios,
Abrigado na tua mente.
Pelo soneto perfeito
Escreva o teu destino,
Pela harmonia corpórea
Revelada secretamente,
Fruto particular da história
Silenciada pelo nosso beijo,
Inviolável ninho de carinho.
Pela minha poesia inesgotável,
Ora tecida em versos ricos,
Ora bordada em versos pobres,
Poesia santa, profana e condenável.
Pelo sonetista que nos vê - e crê,
Pela fé no amor inabalável,
Ora e desabrocha;
Vê e se enamora daquilo que é,
E o coloca para sempre como intocável.
Maviosa flor do meu amor,
Cintila em tom purpúreo,
Maravilhoso é o teu amor,
Refugiados do mundo,
Juntos escrevendo o verso
No universo íntimo, protegido.
Carinhosa trova sabor de beijo,
Passa, não passa e repassa
Pelo melhor que a língua tem:
- a tua suave e discreta boca
Que por ela morro, permaneço
Entrego-me em poesia quase louca.
Amorosa amante não desfaço,
Da minha posição extrovertida;
Pegue cada poema, toque a lira,
Determinada pelo destino, criativa,
A matar-te de amor no bom sentido
Não deixando-te nenhum pouquinho
Satisfeito sob o meu corpo feminino.
Escutei o conselho do pescador:
Joguei a rede dos desejos,
Para ver se busco o meu amor.
Joguei também o perfume
Só para ver se ele percebe,
O tamanho do meu ciúme.
Escutei o conselho do pescador:
Vestirei-me toda de renda,
Para que ele note o meu esplendor.
O amor é uma embarcação,
Que faz de nós novos marujos;
Mareja os olhos, e guia o coração.
Escutei o conselho do pescador:
"- Pendure na festa uma rede,
fazendo com que cada um escreva
o tamanho dos seus desejos.
Não importa se é Festa da Tainha,
O importante é que se tenha fé na vida;
Como os pescadores acreditam no mar,
Não desista nunca de acreditar no amor."
Navegando nas tuas águas
(ilimitadas)
Escrevendo o meu destino
(infinito)
Circundando a tua ilha
(exuberante)
Rodeando as 158 estrofes
(gloriosas)
Escutando o teu Hino...
Ramo de oliveira
No bico da pomba
Também é poesia
Sem se dar conta.
Encontrando nas areias
(paradisíacas)
Os beijos das sereias
- encantadoras -
Escutando as tuas lendas
(gregas)
Nas tuas vozes
(cipriotas)
Eu acredito, e confio
No desejo de paz duradoura.
Asa de poeta
No bico do verso
Rama poética
Você é parte do Universo.
Na tua gente escrita está
A poesia e o (mistério)
De cada Deus e sua musa
O cordão (etéreo)
Que faz o encanto cipriota
Viver para ser eterno.
Nas tuas ondas bravias
Nas espumas brancas
Desfeitas no (azul)
Recebam as linhas
Tecidas dos meus ventos
Vindos do meu (Sul).
Claríssima luz de Nosso Senhor,
Carinhosa Mãe do meu amor.
Carrego-te com todo candor,
Clariana oferenda assim eu sou.
Jardineira da devoção,
Cada vez que oro o ofício,
Bate forte o meu coração,
Numa clariana forte canção.
Carrego-te com doce louvor,
Carinhosa Filha do Senhor,
Claríssima luz em esplendor,
Clariana nasci, eu sou o que sou.
Orando no paraíso terrestre,
Persisto num mundo celeste,
Não desisto, persisto e insisto
Na oração eu encontro o sentido.
Caminhando pelo mundo sou peregrina,
Nada me prende, tenho o Deus da vida.
Caminhando pelo mundo sigo infinita
- semeando
A Palavra, a Verdade e a Vida.
Enquanto não
libertarem
o General
e a tropa
O meu coração
vai seguir
aborrecido,
E a minha
alma injuriada.
Silenciosas as
asas do condor
sob Abya Yala,
A minha canção
você não cala,
Porque falo
o quê precisa
sempre ser dito.
Ressoam as
vozes nas ruas,
O povo grita
com brio,
Induzido a um
enfrentamento
sombrio,
Culpa de um
Império maldito.
O patriotismo
da região foi
estrategicamente
afastado para
que o povo
achasse normal
todos os dias
ser roubado,
e o povo
mutuamente
se fazer agredido.
Abertamente
tudo isso me
preocupa porque
na minha terra
nem chargista
é respeitado,
Querem fazer
da Venezuela
a porta de entrada
para o desconhecido.
Perseguido
o povo em
diáspora
no Equador,
e o meu
coração
segue partido
sem poder
de ajudar
e doendo
de tanto
se indignar.
Gostaria
de ter a
unção
para com
todo esse
sofrimento
terminar,
mas estou
por aqui
com os meus
poemas para
semear a glória.
É aniversário
do General,
chora o cuatro
venezuelano,
não há o quê
comemorar,
manter ele
preso é um
amargo engano,
está na hora
de libertar.
Não adiantou dizer
Por mais de duas
Vezes que não
Quer o meu mal:
Nada tens a querer.
Quem diz ter
Causa na vida
Deve olhar
Bem adiante
Sem pausa
Buscando a
Real chance.
O seu egoísmo,
Que não deixa
Enxergar o 'porquê'
Da bandeira erguida,
Virou uma tentativa
De me fazer retraída.
Quem diz ser em prol
Da liberdade não
Deve escolher
Seletivamente
A quem defender,
E ainda mais
Se o motivo
For o mesmo
Em nome da Pátria
Não deve se render.
Apiúna poema,
a tua fragrância de tangerina
é o meu aroma predileto
onde o céu é o teto.
Apiúna poema,
o teu aroma inunda
de ternura os sentidos,
És o poema perfeito
e rincão paradisíaco.
Apiúna poema,
esta cidade me anima,
a inspiração é locomotiva
rumo a Festa da Tangerina.
O meu coração
está triste faz
algum tempo,
A repressão
já ultrapassou
além do limite,
Porque em si
já era para ser
taxada de crime,
De tão engenhosa
que é: estamos
viciados nela.
Não sei
dos generais,
Da tropa não
falam mais,
Há flores
no calabouço.
O beltrano
e seu calote
premeditado
em Pindorama,
Da paz escutei
que houve
fracasso.
Ao mundo ele
não mais engana.
Em todas
as estações
hei de te
amar por
cada canto,
E espalharei
o meu pranto:
Suramérica
minha terra
de sanções
e mil traições.
Destino incerto
para Milagro,
Jorge, Miguel
e tantos,
não contamos
mais Modesto,
Só de lembrar
me desespero,
De ver o mundo
de concreto,
Nada irá apagar.
Com lágrimas
por causa do
mar boliviano
que foi subtraído,
Nem para o mar
brasileiro não há
mais redenção,
Querem a tal
dessalinização,
Triste está o
meu coração.
Na minha Pátria
o desespero
mesmo vem
sob o efeito
cascata por
parte de quem
ignora o povo,
a crise fiscal
e atropela por
leviandade
acordos firmados.
Botuverá dos Ribeirões
No Rio Itajaí-Mirim és
o meu destino eternamente,
Unidos pelas correntezas
da vida simplesmente,
Minha linda, Botuverá,
te amo perpetuamente!
Na palma da mão de Deus
está escrita os seus afluentes,
Como sou a poetisa
deste Médio Vale do Itajaí,
eu consegui ler que
que Ele nos ama simplesmente.
E no final da História seremos
o nosso amor eternamente.
No Ribeirão Cristalina
encontrei o teu amor
a poesia da minha vida,
És a Botuverá infinita
que já estava prevista
prá ser para toda a vida.
No Ribeirão do Sessenta
tu já era mais que um poema,
e eu ainda não estava atenta...,
Botuverá és minha fortuna,
o teu amor sempre compensa
e tudo o quê vale a pena.
No Ribeirão Porto Franco,
sempre foi motivo para lembrar
o porquê de eu te amar tanto,
Posso navegar a noite toda
e andar por cada pedaço teu,
que jamais desta vida eu me canso.
No Ribeirão da Gabiroba,
te vejo a cada dia mais próxima,
Porque no fundo, linda Botuverá,
somos uma inseparável História.
No Lageado Alto e no Baixo
de ti jamais me separo,
Só de ouvir o teu nome,
o meu coração fica disparado
e nestes ribeirões deixei
o poemário um dia ocultado
No teu Ribeirão do Ouro,
minha Botuverá valiosa,
declaro para devidos fins
que o seu valor é de poemário
e acima está de qualquer tesouro.
Não sei mais como
falar ao meu povo,
estou o desconhecendo,
ele luta por um projeto
de poder e ignora que
vive bem abaixo dele.
Não foi por falta de luta,
falei tanto e constatei
que ninguém me escuta,
onde foi que eu errei?
Não foi por falta de aviso,
mas quando alertei que
o sentimento pátrio havia
se esvaziado já imaginava
de que estávamos em risco,
e a democracia em perigo.
Não sei o quê fazer,
antecipo o meu desterro,
e a única coisa que fica
deste presente é o medo.
Não sei o quê fazer,
só sei que povo que
não age com civilidade
entre si colabora para
que tiranos se instalem
e se perpetuem no poder.
Não sei por onde começar:
mas sei que terei de algum
dia na minha vida recomeçar,
mistério do tempo samovar.
Meu bem,
a vida ensina
quem se permite
o discipulado,
e não se omite
de vivê-lo;
porém, existem
sempre aqueles
que não querem
o aprendizado,
e vivem julgando
sem consequência
e sem prova a tropa.
Não é suficiente
a complexa
exigência de
clareza necessária
na comunicação
direta porque
ela pede que
a mensagem
seja exata
como a tabuada.
Para que essa
insana rotina
não nos castigue:
deixo nas sagradas
mãos da poesia
que da linguagem
figurada se encarregue,
mas não esqueço
de se objetiva
ao dizer o sofrimento
que o General vem
passando na pele.
Ir ao quê interessa
levo como sempre
como regra absoluta
e excelência para
não deixar dissipar
o quê deve ser dito
em nome do que
sempre há o quê
comunicar quando
o bom senso falta,
e o quê é de verdade
se cala na multidão.
Olha, meu bem,
tenha cuidado,
porque corrupção
espiritual anda
produzindo
até condenação,
é uma re-edição
desgostosa
de 'O pecado
mora ao lado',
uma paródia
de mau gosto
'à beira de um
ataque
de nervos'.
É linguagem
poética feita
para rir quando
o tempo se
encontra fechado,
porque o quê
importa é ir
tocando o barco.
Um mistério que
não nasceu para
se explicar,
mas se você
me sente como te
sinto ficará fácil
de me interpretar:
o quê vale nessa
vida muito além
de agradar é
sentir no coração
a dança do universo
em sua plenificação.
Porque eu quero
saber do General
e da tropa,
porque onde eles
se encontram é
o endereço do
inferno institucional,
e como resposta
assumo como
tatuagem zodiacal
o compromisso de ser
o sonho de liberdade.
