Texto sobre eu Amo meu Irmao
A Sentença
Este não é um poema.
É o meu último relato antes de atravessar a porta do júri.
Antes de entrar em uma audiência, eu acreditava que tudo ali dentro era quase uma “mil maravilhas”. Eu imaginava técnica, ordem, respostas. Mas a realidade surpreende — e assusta. Logo nas primeiras audiências, sentado em silêncio, ouvindo relatos que não cabem em atas, percebi a quantidade de crimes, de histórias quebradas, de vidas atravessadas pela dor que passam por aquele espaço. E nenhuma delas sai ilesa.
O ser humano não é algo simples. Eu aprendi isso ali, observando pessoas que, fora daquele ambiente, poderiam estar numa fila de mercado ou sentadas à mesa de casa. Ele não foi feito para existir sozinho, mas como um conjunto, uma união que, em teoria, jamais deveria se separar. Ainda assim, é justamente nessa fragilidade — nessa dependência do outro — que surgem os conflitos mais profundos.
Um crime, quando acontece, é imprevisível. Nem sempre nasce de grandes planos ou intenções claras. Às vezes, começa pequeno demais para ser percebido: uma mensagem lida fora de hora, uma palavra atravessada, um silêncio mal interpretado. Para alguém, aquilo já é suficiente para acionar o ódio, a violência, o crime. O que parece insignificante para quem observa de fora pode ser insuportável para quem vive por dentro.
O ser humano tem o dom da discórdia. Fala o que vem, sem medir consequências. E quando percebe o efeito da própria palavra, muitas vezes já é tarde. O que para uns é irrelevante, para outros atinge em cheio. É nesse choque de percepções que nasce a brecha — uma brecha concreta, real — que rompe o indivíduo e o coloca em conflito direto com a sociedade.
Agora, diante do júri, tudo se reduz ao essencial. Já não importam discursos longos nem teorias distantes. O ser humano carrega em si uma fratura permanente: o desejo de pertencer e a incapacidade de suportar o outro. Dentro dessa fissura nascem o medo, a raiva e o impulso que antecede o ato. Não é o crime que chega primeiro, é o colapso interno — silencioso, gradual, muitas vezes invisível.
Cada consciência que entra naquele plenário trava uma guerra silenciosa entre aquilo que sabe ser justo e aquilo que não consegue controlar. Cruzo essa porta consciente de que a justiça verdadeira não começa no veredito. Ela começa no instante em que o ser humano tem coragem de encarar as próprias sombras — e admitir que, sem esse confronto íntimo, toda sentença é incompleta.
Música: Brasil, meu Brasil
Verso 1
Do norte ao sul, um só pulsar,
rio, sertão, cidade a brilhar.
Na luta diária, fé que não diminuí,
o povo sonha alto e sempre reluz.
Refrão (2x)
Brasil, meu Brasil, teu nome é esperança,
na batida do coração, o futuro avança.
Verso 2
Tem dor, tem riso, tem sol e suor,
tem mão calejada plantando o melhor.
Entre dificuldades e vitórias, seguimos em pé,
Brasil é coragem, trabalho e fé.
Refrão
Brasil, meu Brasil, teu nome é esperança,
na batida do coração, o futuro avança.
Qual meu limite?
Diante do descontentamento, qual meu limite? Talvez — meus problemas — as coisas inexplicáveis não ditam uma prioridade em si; difícil reconhecer que muitos têm azar, dificuldades e angústias, mas fácil um convencimento de que os problemas meus são mais importantes do restante do mundo.
Diante da vergonha, qual meu limite? Qual seria a vergonha? Saber que posso mais e sempre com um porém, de ser fraco; serei fraco ao depositar minhas esperanças em palavras e contudo ironicamente possível elas “realizarem” algo em meu favor.
Diante da verdade, qual SERIA meu limite? Diante de toda verdade que repito, meu limite nunca chega? Talvez... seria eu ilimitado, arrogante ou maluco? Sou o que sou, fraco, arrogante, soberbo, inteligente, modesto, corajoso e covarde? não parece, mas acho que sim, sou limitadamente covarde, é o meu limite.
Escrito por: Renato Minair Júnior – em grande angústia e desgaste mental ao som das músicas de Scott Stapp
Meu último amor
Você pra mim é a mulher mais linda.
Você e pra mim meu sonho.
Você é pra mim minha vida.
Você é pra mim meu último amanhecer.
Você é pra mim meu último respirar.
Você é pra mim a luz que me guia.
Você é a mulher que me apaixono todos os dias, e me ajoelho diante de ti e juro meu amor, sem vergonha, sem pudor, pois amar é se entregar ao sentimento que vem puro, desnudo do fundo da alma, que não merece castigo, não merece ser reprimido, é o cantar dos anjo no paraíso, amar outro ser é enaltecer a criação de Deus. Te amo, pois você é meu último amor.
Os olhos brilham, mas o coração chora
Ninguém percebe o peso deste meu sorriso,
A capa que disfarça a chaga que não sara, E a multidão em volta, cega, não repara. Que o peito se consome num total desvio. Meu olho ganha um brilho que parece astral,
Mas não é a faísca viva de contentamento, É só o reflexo úmido, o lento movimento. Da lágrima que esconde o seu destino fatal. O coração afoga-se no pranto que não verte, É água represada que não encontra a foz, Morrendo em segredo, sem que a alma alerte. E o brilho, essa miragem que no olhar se insere,
É a luz da própria dor gritando em meio a nós, A prova de que a alma sofre, mas resiste.
Título: Bé Bé, Homem de Céu no Peito
Meu pai,
Josimar Pedro da Silva —
mas para nós, simplesmente
Bé Bé.
Nome pequeno,
grandeza imensa.
Homem de passos simples,
palavras poucas,
olhar honesto
e Deus morando no coração.
Não usava ouro nas mãos,
mas carregava valor na alma.
Sua riqueza era caráter,
sua herança, exemplo.
Bé Bé ensinava sem discurso,
mostrava na prática
que dignidade não se compra
e fé não se negocia.
Tinha o céu nos gestos,
a bondade no jeito de falar,
e mesmo em silêncio
sabia aconselhar.
Um dia partiu…
assim, como quem atende um chamado mais alto.
Foi para a glória,
como homem que cumpriu sua missão.
E deixou aqui
um vazio que ecoa saudade,
mas também uma força
que nos mantém de pé.
Pai,
a ausência dói,
mas o teu exemplo permanece.
Porque homens como você
não morrem —
apenas sobem
para morar mais perto de Deus.
E em cada oração nossa,
há sempre um sussurro:
obrigado, Bé Bé.
a partir de agora me libero
com o tom galáctico da felicidade
abro os caminhos e desperto
para meu amor próprio interno
minha idéia de ida para frente e além
levando o que trazia antes apenas
nas lembranças que foram importantes
para o meu crescimento
deixando para trás aquilo que não é meu
nem jamais pertenceu
pois sei que tenho sorte e onde quer que eu vá
cercada de luz eu vou estar
essa luz me protegerá de pensar
sonhar e querer mais uma vez estar
ao lado de quem não me ama
não me conhece, não me sabe
nem percebe, finge que ama
me julga e me confunde
sou mais eu
e mais ainda quem me quer bem
assim seja
amém
Saudade eterna do meu pai…
Hoje me peguei lembrando das coisas mais simples:
do cafezinho passado na hora,
da xícara na mesa,
das nossas conversas sem pressa.
Era ali, naquele momento tão pequeno,
que eu encontrava paz, conselho e amor.
A vida segue… mas existem vazios que ninguém preenche.
O café ainda é feito, o dia ainda amanhece,
mas a sua ausência ecoa em cada detalhe.
O céu ganhou sua presença, e eu fiquei com saudade eterna, silenciosa e cheia de amor!
''Lambeijos''
O cão é meu amigo
Meu parceiro favorito
Brinca, pula e morde
Mas não machuca ninguém.
Minha querida bola de pelos
Que me segue ao infinito
Nem no vaso me abandona
Aguenta firme meu fedor
Este sim é companheiro.
Que ''lambeijos'' mais sinceros
Me enchem de alegria
Me cobrem de amor
- De baba também -
É a linguagem do amor.
Ainda dói...
Ainda existe um aperto no peito quando lembro de você, meu pai.
Quando olho para trás e recordo tudo o que vivemos, os momentos simples, as conversas, os pequenos instantes que hoje fariam tanta falta.
Ainda há uma mistura de tristeza e inconformismo dentro de mim ao pensar que você não vai voltar. Que não conseguimos parar o tempo. Que a vida continuou seguindo, mesmo quando o meu coração queria que tudo tivesse ficado como antes, com você aqui.
Existem dias em que a saudade chega mais forte, silenciosa, ocupando cada canto da memória. E então eu percebo que a ausência de um pai nunca deixa de doer… a gente apenas aprende a conviver com a falta.
Porque quando um pai parte, ele leva consigo um pedaço enorme da nossa história. E o que fica é essa saudade eterna, que o tempo não apaga… apenas ensina a carregar.
FOLHA MORTA
Se a minha boca não te surpreende
se o meu corpo não te satisfaz,
o que te falta para ir em frente,
pra seguir teu rumo, me deixar em paz?
A vida a dois não é cláusula pétrea
se for por força de obrigação
o amor definha, vira folha morta
logo um se despede, outro fecha a porta
é o fim da rota de contradição.
Mas o medo de ficar sozinho
fecha o caminho da libertação
se não há coragem pra pular no abismo
prefere-se o cinismo, vida de ilusão.
Logo tudo cala, quando ninguém fala
a porta se fecha e a luz se apaga
e os dois se encaixam na mesma prisão.
A Crueldade da Poesia
A poesia me abriu o peito
e pediu meu sangue.
Quando a entreguei,
ela leu em silêncio, sorriu
e foi embora.
Fiquei ali,
com o coração pingando,
verbo amputado, sem sentido,
entendendo — tarde demais —
que a poesia não consola,
nem o poeta, nem a musa.
Poeta não é herói:
ela o consome,
o destrói.
Geralmente, o último gole de vinho não é meu.
Ele pertence aos que suportaram pensar até o fim.
A Oscar Wilde, pela inteligência como arma contra a hipocrisia.
A Hemingway, pela ética seca diante do absurdo.
A Rimbaud, pela violência precoce do gênio e pelo abandono.
A Flaubert, pela disciplina quase cruel da forma.
A Voltaire, pela lucidez ferina,
por ter combatido a estupidez com ironia
quando a coragem ainda era possível.
E o último dos últimos,
quando o vinho já não promete nada,
vai para Baudelaire.
Porque ele soube que a beleza não nasce da pureza,
mas do atrito entre o tédio e o abismo.
Depois disso,
o copo vazio.
O silêncio.
E a noite continua,
como sempre.
Gabrielle, Gabrielle... Onde estás, meu amor?
A brisa lá fora sussurra o teu nome em vão,
Enquanto eu carrego no peito esta dor,
E o eco da busca no meu coração.
No silêncio, a noite insiste em te chamar,
As sombras desenham teu rosto no chão.
Não há outro porto, nem outro lugar,
Que não seja o rastro da tua afeição.
Sigo o brilho da estrela que o céu nos revela,
Farol solitário no imenso vazio,
Pois todo o meu mundo espera por ela,
Como a terra seca espera o seu rio.
Seja no vento ou na luz da aurora,
Teu nome é o verso que o tempo não cala.
Gabrielle, não tardes, não fiques lá fora;
Vem fazer do meu peito a tua morada.
O silêncio da casa é um manto pesado,
Que me deixa a sós com o meu próprio ser.
Lá fora, o grilo está sempre acordado,
Fazendo a noite inteira tremer.
Um carro na estrada é um brilho fugaz,
Um cachorro que late pro escuro sem fim,
Fragmentos de um mundo que segue em paz,
Enquanto o vazio se instala em mim.
MEU PURGATÓRIO É VOCÊ
Meu purgatório é você...
Meu inferno astral é tudo aquilo que pressupõe meu desejo.
Tudo e todos estão incutidos em mim:
As palavras, as ações, as aspirações e inspirações, tudo se volta como redemoinhos causados por inquietudes.
Porém, há algo novo dentro de mim.
Descobri minhas limitações e sorri de forma que deixei escapar um sorriso nervoso e triste, por saber que o super-homem que habita em mim falha todas as vezes que tenta salvar-me de perigos iminentes.
Desta forma, ando entre o certo e o duvidoso, só para saber se estou equilibrado. Mas cá entre nós: o que é e como equilibrar-se entre o tortuoso e o reto?
Eu já nem sei; só caminho e deixo-me pagar as dívidas cobradas pelo tempo.
Meu purgatório não é mais você; descobri ser eu mesmo, uma dualidade que não tem fim. Mas, insistindo em segurá-la para construir um paraíso só nosso, desvelando um inferno que se tornou só uma faísca no tempo perdido que resultou do contato de almas, eu me refiz.
Agora, almas que buscavam equilibrar-se na mesquinhez do ego saltam e dançam, ouvindo a música que toca em algum lugar fora do eixo dual de ambas!
Joguei fora para fora toda experiência de luz. Confrontei minhas trevas e não saí vencedor, mas descobri que em mim havia um lugar que não conhecia, um lugar sombrio, um limbo que descobri ter vários eus.
O purgatório se desfez, o inferno se foi e o paraíso não alcancei. Porém, segui meu caminho sabendo das novidades que existiam dentro do meu eu, e fui me equilibrando estrada afora. Sobre o quê?
Não sei. Só sei que fui, vou, estou e voei!
meus pensamentos não estão voltados ao mundo, meu corpo está apenas sobrevivendo nesse mundo.
Meus olhos enxergaram a maldade do homem, e a busca constante pelo poder. o mundo é a causa insenssante da dor e do caos mental, onde realmente estou, além de viver no silêncio apenas observando o tempo passar e ver o corpo morrer e o homem sem propósito verdadeiro de vida.
O mapa das estrelas reside nas tuas mãos, um cosmos contido na suavidade da pele, mas o meu universo favorito é a pequena sílaba dita ao acordar ao sussurro do teu nome que anula o silêncio e o transforma em melodia.
Se o sol é a tua intensidade e o universo a sua complexidade serei sua força de existir, a luz que ilumina seu caminho a segurança para seu sorriso.
Quero ser a sua simplicidade a necessidade do abraço da segurança; uma pequena parte da minha existência pão no dia a água a poesia, o verso gravado na pedra da eternidade, nos tornamos um corpo e uma alma, na criação nascemos separados crescemos na busca e nos encontramos e moldamos. mas o espaço entre as linhas estão em branco cabe apenas nós escrever juntar as palavra e escrever a história os poemas deixamos para os momentos que viveremos,você me decifra com seu olhar, você respira a calma e preenche a ausência.
O poeta ao escrever não te criou apenas decorou sua alma; neste encontro entre dos seres predestinados a viverem em união que não é ponto de partida nem de chegada mas o próprio caminhar e ao descobrir que a magias é a rotina compartilhada, os momentos que os nossos caminhos são apenas um só, não podemos seguir se não estamos sintonizados com nossos sonhos e desejos; onde nossos olhos é o único milagre que se repete sem esgotar a felicidade o desejo o amor a união e juntos somos a percepção, somos a certeza do princípio sem final.
Assim o amor não se mede pela eternidade prometida, mas pelo presente vivido, pelo instante onde tudo o que é vasto se torna íntimo; o íntimo se torna o segredo e não será contado em uma história, poucos conhecem e sabem de nossa existência até o momento que o tempo se esgotar e na última página deste livro o vazio a página em branco nem nossos nomes será lembrado.
A esperança não é uma espera contínua mas o reconhecimento de que enquanto houver um sorriso seu para desenhar o horizonte de nossas vidas o livro da existência seguirá sendo escrito página por página.
UMA POESIA EM 3D
BY: Harley Kernner
"Na profundidade do meu sentimento, venho destacar o tridimensional de uma poesia."
As lágrimas que sobem como notas musicais de uma melodia de alma lírica, ecoando a saudade e a inspiração de um amor que toca o céu, destacam a “ALTURA” do meu sentimento. Cada suspiro é uma emoção que voa alto, buscando o meu próprio coração, como um pássaro que canta em busca da liberdade.
As minhas poesias e crônicas se espalham na “LARGURA” das ondas de um oceano de emoções. Deixando umedecidos os meus lábios e o travesseiro com a chuva silenciosa das minhas lágrimas. Cada gota é uma história, cada soluço é uma ansiedade que se expande, abraçando o espaço entre o eu e a ausência de um amor feminino.
Em cada término dos meus textos, me sinto no mais profundo sono de amor, é assim que chego na profundidade da essência do amor. Onde as lágrimas se tornam letras projetadas sob medida para o meu coração. No profundo do meu coração, carregados de sonhos e silêncios, vertem dos meus lábios molhados um sentimento eterno, como um espelho de cheios desejos, inscritos com água sobre águas, revelando o oceano escondido dentro de mim.
As lágrimas dos meus “lábios” são a arquitetura de um sentimento que habita a tridimensionalidade desse amor solitário: “ALTO, LARGO E PROFUNDO”.
Harley Kernner
Arquitetura de Poesia
Escrito Particular.
Reciprocidade é meu nome…
Posso te oferecer o meu melhor…
Talvez a minha total indiferença…
Responsabilidade afetiva é o mínimo…
Que não falte clareza nas palavras…
Empatia para com o outro…
Honestidade quanto aos sentimentos…
Consciência dos atos…
Maturidade emocional é crescimento mútuo…
Sinceridade é o meu lema…
Não importa o quão difícil seja…
Que possamos fazer as melhores escolhas…
Ame além da razão…
Seja o sorriso no coração de alguém…
Patrícia Feijó
