Texto sobre eu Amo meu Irmao
Obrigada, Deus…
por estar nos lugares onde meus olhos não veem
e por cuidar dos detalhes que meu coração esquece.
Pelo silêncio que protege,
pelo tempo que ensina,
pela paz que chega sem alarde.
Sei que, mesmo quando não percebo,
o Teu amor me cerca, me sustenta, me guia.
E é por isso que confio:
porque tenho um Deus que cuida…
até do que eu nem sei pedir.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
O verde sempre foi meu sentimento favorito!
O verde está em toda parte, como se fosse o modo de Deus dizer “Sim”.
A maioria das coisas vivas é verde. A relva, a árvore, o caule, o início.
É por isso que é a cor mais cheia de possibilidades.
Quando o sinal está verde, é porque há caminho.
O verde é a cor da vida que segue.
Talvez, seja por isso que Deus tenha escolhido o verde para cobrir a maior parte do planeta.
Para lembrar, sem palavras, que podemos viver.
Que temos permissão para crescer, para seguir, para recomeçar.
O verde está no campo, mas também na cidade, nos sinais.
Está no meio do caos, dizendo: ainda dá.
E talvez viver bem seja isso: reconhecer os verdes do caminho.
E aceitar o convite silencioso do Criador que, com essa cor, nos autoriza a ser.
“No caderno dela, meu nome"
(Angelina e Gabrielly)
Escrevi meu nome no caderno de uma garotinha..
Mas sem saber, escrevi muito mais que letras..
Gravei ali um gesto, um momento, uma semente..
E ela — do alto de seus sete anos de encanto — escreveu por baixo,
com a pressa doce de quem ainda está descobrindo o mundo..
Ela falava sem parar, tropeçava nas palavras e ria,
como se o coração dela fosse grande demais pro corpinho pequeno..
E eu a ouvia..
Como ninguém nunca a ouviu..
Não com pressa, não com tédio — mas com alma..
Ela encostava o bracinho no meu,
e eu, em silêncio, ensinava a escrever com calma..
Mas no fundo, eu ensinava mais do que palavras..
Eu ensinava que ela podia ser o que é:
inquieta, viva, verdadeira..
Sem a ignorância emocional que os pais causavam..
Ela dizia que ia “ficar doida” —
mas no fundo, ela só queria ser entendida, ouvida..
E tudo isso causava ansiedade nela, porque ninguém parava para compreende-la..
E naquele instante, eu compreendi..
Compreendi que o mundo anda surdo para as crianças..
E que só quem se abaixa ao chão com elas,
descobre que a altura do amor é o joelho dobrado e a consciência compreensiva..
Não houve malícia..
Houve ternura..
Não houve poder..
Houve presença..
Não houve controle..
Houve cuidado..
Não por obrigação, e sim porque sinto..
E dentro de mim, existe um sentimento difícil de explicar..
Não um desejo egoísta, não uma vontade de posse..
Mas uma esperança pura, de um dia ter uma filha,
não para ser dono dela,
mas para ser o chão onde ela pode pisar sem medo..
Talvez eu veja pouco a Angelina..
Talvez ela cresça e se esqueça de mim..
Mas aquele momento — tão simples e tão eterno —
é revigorante..
Porque há nomes que escrevemos no papel,
e há nomes que escrevemos com o coração..
E o dela, naquele dia,
foi escrito com sentimento..
“Olhar”
— Ah, esse teu olhar, consegue me fazer sonhar
— Quando seu olhar invade o meu, sinto uma conexão, uma ligação!
— É como mergulhar no mar, e sentir o seu frescor
— É conseguir agitar o amor, sem pudor, na mais pura sedução
— Quando o amor se confessa, fica inebriado de sentimentos, abobalhado, no mais puro contentamento
— Não sabe bem como se expressar, fica meio perdido sem palavras para pronunciar
— Se falar, parece duvidoso
— Se silenciar, parece não se importar
— Se põe a pensar
Ah, mas se o outro adivinhasse,
— Se pudesse enxergar através do olhar, o que o coração quer declarar, pra explicar que está a amar!
— Sem medos, desvendar segredos
— Conseguir enxergar o infinito, e deslumbrar do quão é bonito
— Ah, se pudesse clarificar através do olhar
— ‘Que o bom da vida é se apaixonar e amar’
— Mas posso lhe elucidar
— Mesmo que o amor se perder, e se por ventura vier a sofrer, se prantos derramar, e em lágrimas banhar, já valeu a pena existir, simplesmente por amar!
Rosely Meirelles
Meu recomeço
sempre parte de algo
que em mim se partiu;
de um caco
que ficou e não me feriu;
de um destino,
que não se cumpriu;
de uma flor,
que não se abriu.
E na reconstrução de
minhas partes,
pinto, contorno e faço arte.
Sou minha própria catarse
Recomeçar também é
reinventar-se!
25/09/2015
O Tempo
não tem tanta pressa,
ele passa no seu compasso
e, quando
com ele acertei
meu passo,
encontrei minha direção.
Sigo vi(vendo)
meus avessos neste caminho
que escolhi.
Agora sei
que o importante não é
tão somente a chegada,
mas a construção
e a reconstrução que faço
de mim sempre que a vida
assim me exige!
19/11/2015
O meu lar não tem paredes, nem janelas abertas para o vento.
Ele se faz lar no instante em que o teu toque toca a minha pele com amor.
É no calor da tuas mãos que repousa a minha paz, é no contorno dos teus dedos que reconheço cada parte de mim.
E se um dia me perguntarem onde moro, eu apenas direi:
— É no toque das tuas mãos,
onde tudo em mim encontra abrigo.
O facto de respirar não comprova a minha existência.
Corro atrás do meu destino sem nunca encurtar a distância.
Sinto me cada vez mais longe e contudo tão perto do fim.
Sem um propósito na vida, perdida por tudo, perdida por nada.
Procuro me por caminhos por onde não passei.
Vislumbro sitios onde não estive.
Estou enclausurada no meu mundo.
Quero gritar para dizer que estou aqui
Abro a boca e não escuto nenhum som.
Mas a voz percorre todo o meu corpo e fica confinada dentro de mim.
Escuto a grande revelação.
Não sou ninguém.
Não passo de uma sombra.
Um dia não vou encontrar a luz que faz a minha sombra.
E na escuridão da noite, apaga se a luz,
Assim se extingue a existência de ninguém.
Porque ninguém não existe.
-) SILÊNCIO E SOLIDÃO?
Apliquei o meu coração para desvendar os mistérios do silêncio e da solidão.
Compreendi que solidão não existe e o silêncio não persiste, pois eu ouvi meu coração.
Solidão é sentimento de quem anda vazio de planos, de sonhos para o futuro.
E o silêncio? Ah! O silêncio...
O silêncio produz um som que só em silêncio se pode ouvir.
Minha namorada.
Você é minha doce paixão
É a canção predileta que acalma o meu coração,
você é minha doce ternura,
é a paz que preciso, é meu porto seguro.
Você é minha namorada,
minha doce amada. É a luz do meu mundo,
você é a paz que encontro em todos
os momentos, a cada segundo.
Eu fico contando as horas, dias e
semanas para ficar com você,
eu não vivo sem os teus carinhos,
você é a minha razão de viver.
É tempo de Paz....
É tempo de paz, e sinto uma brisa
Suave e refrescante tocando em meu
Rosto trazendo-me a tranquilidade
De viver em tempos de paz,
Olho para o céu, e vejo as nuvens brancas
Bordadas no céu azul onde os pássaros
Voam em todas as direções compondo
Um cenário digno de se apreciar.
Ao anoitecer, as luzes coloridas
Refletem ao espelho d'água, que forma
Pequenas ondas produzidas pelo chafariz
Que jorra em forma de cascata aguçando
Ainda mais os meus sentidos, e fazendo-me
Acreditar que a paz existe e está em
Todos os lugares, no sorriso de uma criança,
Em um abraço afetuoso, ou nas nuvens brancas
Em forma de véu, bordadas no céu azul.
Ódio.
Meu ódio não me fortalece, não me faz melhor e nem me deixa menos triste.
Ao acordar, já o sinto fluir em minhas veias, e vejo que meu dia se acabou naquele exato momento.
Nojo, desgosto e desesperança permeiam em minha mente, logo me vejo um homem fraco e mentalmente doente.
O amargor de ter que viver mais um dia, mais um ano, é certamente o motivo do meu descontentador desânimo.
No futuro me vejo morto, abandonado em minhas proprias paranoias que atormentam minha mente.
O amor que sentia se tornou sem sal, sem graça, promessas não cumpridas me fizeram pensar assim.
Muito me doei por quem pouco merece, agora na mercê da minha própria angustia reflito sobre coisas que um segundo atrás não havia sombra de dúvidas.
Farei 10 anos de poesia em 2018, lembro como se fosse hoje quando escrevi o meu primeiro poema titulado “Onde está o teu corpo”, para ser apresentado no TAL (Tempo de Arte Literária), na Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima, organizado pela professora Sandra Zaira, neste dia apesar de ter escrito a poesia, não tenho apresentado, apenas apresentei poesias da minha autoria neste mesmo espaço em 2010, a poesia apresentada foi titulada como “Destino” escrita em 2010, neste mesmo ano passei a frequentar a Biblioteca Comunitária de Valéria Prof José Oiticica, onde passei a conhecer o cearense Antônio Fernandes Mendes, e a ganhar um conhecimento sobre o anarquismo, neste mesmo espaço funcionava o ISVA (Instituto Socioambiental de Valéria), e o cineclube do bairro. Em 2011, apresentei a poesia “Coração de Pedra”, no Colégio Estadual Dinah Gonçalves, a poesia “Onde está o teu corpo” somente foi apresentada no Colégio Estadual Dinah Gonçalves, também para o TAL (Tempo de Arte Literária), ganhando no primeiro lugar em 2012.
Publicações nas redes sociais:
Em 2011, passei a redigir o livro “Toque de Acalanto”, no Centro Educacional Paulo VI, ganhei o meu primeiro Pendrive, para armazenar as minhas poesias e comecei a publicar algumas poesias no Orkut, Facebook, Blog, Site, Twitter… Esse foi um dos meios que tenho encontrado para publicar as minhas poesias, para que outras pessoas lessem, mesmo assim ao longo do tempo fui parando de publicar as minhas poesias nas redes sociais, pois muitos dos amigos(as) não gostavam de receber as poesias que apareciam no “feed de notícias” da rede de cada um. Então resolvi criar uma Fanpage no Facebook, assim como na Google, mesmo assim não tive sucesso, de cada 1 elogio milhares de críticas, contra as publicações, onde buscava também escrever poesias e textos de cunho social, fazendo denúncia do sistema. Fiz parte do curso 200 anos de Poesia, administrado pelo poeta Douglas de Almeida, na Biblioteca Publica do Estado da Bahia.
Publicação de Antologia:
Em 2013, comecei a publicar poesias em antologias, recebi o convite do Valdeck Almeida de Jesus, para poder publicar uma poesia da minha autoria, no Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus, da Editora Galinha Pulando, antologia essa que é publicada um ano depois, ou seja foi publicada em 2014, enviei a poesia “Amor“. A partir dai comecei em publicar em diversas outras antologias, e fiz parte também em uma das edições da Revista Omnira, N. 8, organizada pelo jornalista Roberto Leal.
Queima de poesias:
Tenho queimado diversas poesias da minha autoria, pois não estava me sentindo bem, somente depois de alguns anos que lembrei que tinha cada poesia salva no Pendrive e em 1 CD, não foi apenas uma vez que isso tem acontecido, houve a segunda vez como uma experiência para que nunca mais faça isso, essas poesias apenas poderei encontra-la quem sabe no Rio de Janeiro, registrada pela Biblioteca Nacional.
Encontros Literário:
Tenho ido em alguns encontros literários, apenas não tenho frequentado com assiduidade por falta de recursos para se deslocar do meu bairro para o local dos eventos, tenho ido no Projeto Fala Escritor, no Iguatemi, tenho ido no Círculo de Estudo Pensamento e Ação (CEPA), no Barbalho, assim como também tenho ido na Parada do Livro da Bahia, em alguns lançamentos de livros, organizado pelo Roberto Leal, pela UBESC (União Baiana de Escritores), assim como fui no lançamento do livro “Cartas ao Presidente”, organizada pelo Carlos Souza Yeshua, tenho ido no projeto Leituras Pulicas, no pátio da Biblioteca Publica do Estado da Bahia, assim como tenho ido em algumas exposições das obras do Almandrade, no Mosteiro São Bento e na Galeria Roberto Alban, dentre outros.
Oficina de Poesia:
Fiz parte de algumas oficinas de poesia, para poder me desenvolver mais, então resolvi fazer parte de algumas oficinas de um projeto chamado Escrita em Trânsito, fiz parte de oficina organizada pelo Ricardo Domeneck, Carlito Azevedo e João Bandeira.
O Político Não é Meu, O Político Não é Seu
O político não me pertence
O político não lhe pertence.
O político não é meu
O político não é seu.
Abre a mente!
Ele sabe falar,
Ele tem lábia,
Ele nos enrola
Na fala.
Estamos cegos.
Precisamos acordar!
O político não é meu
O político não é seu.
O político não lhe pertence
O político não me pertentece.
Ele faz e nos enrola,
Ele não faz e nos enrola.
Política partidária
É jogo de xadrez,
Somos piões nessa
História, a briga
É entre gigantes.
O político não é meu
O político não é seu.
O político não me pertence
O político não lhe pertence.
Nesse jogo somos
Marionetes,
Conduzido pelo Estado,
Massacrados pelo sistema.
O político não é meu
O político não é seu.
O político não me pertence
O político não lhe pertence.
A sociedade em si é autonoma,
Controlada pelo sistema.
O político não é meu
O político não é seu.
O político não me pertence
O político não lhe pertence.
Por que não desconstruir
Essa farça?
Alma
Entra em meu corpo ingênuo
O aroma da natureza
E bate uma serena guerra
Profundamente!
Entra em meu corpo singelo
Umas das grandes sensações
Divinas
Purificam a minha alma oculta,
E no final pergunto
O que é alma?
O ar me deixa sem respostas.
...
Sobrevoo na plenitude.
Pegada
Meu peito é nada mais nada menos
Que um mar de ondas.
- Vai e vem pelas areias
Sem fim. Meninos pequenos
A construir castelos, e a criar
Em suas imaginações, dragões
E eu com a minha amada, a beijar
O tempo... E peixes por entre rufões
Águas marinhas a fazer o encanto,
Conchas a espalhar-se pelo chão,
E o vento a fazer do meu peito lamento
Minha amada partindo, vai paixão,
Nada posso dizer vai, deixando pranto
E assim acordei do sonho, presas no coração.
AMOR QUE O VENTO LEVOU
Autora: Profª Lourdes Duarte
O vento do amor bateu forte meu coração
A minha história derrepente mudou
Provar do amor que em mim nasceu
A minha vida com este amor renasceu.
O que eu queria é ser só teu
Provar do amor que em mim venceu
Não poderia viver sem esse amor
O teu amor em mim pra sempre será seu.
Como ondas forçadas pelo vento
Um redemoinho ou turbilhão se fez
Uma sensação nova que em mim bateu
Um vendaval de dor, tomou conta do meu ser.
O amor e amentes incansáveis
Ora como uma brisa mansa a mim acariciar
Inesperadamente o inacreditável aconteceu
Minhas mãos frias ao lhe tocar, inerte sem pulsar.
Minha alma ligada a um coração desfigurado
Não há resposta mais insensata
Ou insana a mim maltratar
Ver- te ir embora para nunca mais voltar.
Hoje te tenho como um pássaro que voa longe
Pelo céu amplo, melancolicamente a mim amar
Fiz de você o meu céu e minha estrela guia
Voando em você, vivo a te amar.
ACEITAÇÂO OU NEGAÇÃO
Autora: Profª Lourdes Duarte
Não entres assim no meu mundo
Sem a mínima especulação
Neste mundo que só eu desbravo
Embora não aceite,
No meu coração não mando.
As fronteiras desse mundo, distantes,
E ao mesmo tempo pertinho ficam,
Aceitação ou negação se confundem
Frágil me sinto com teu toque, percebo então,
O amor ardente, dominar meu coração.
Como verbo dos meus versos
O amor povoa-se no continente
Mudando rumo dos ventos
Que sopra quente, me esquenta por dentro.
Nem sempre a distância
Nesse mundo é distante
Quando bate a saudade
Meus pensamentos, viajam
Voam rumo ao teu encontro.
Nas fagulhas desse mundo
Sinto o amor forte e avassalador
Me atordoando por inteira
Será que isso é amo!
Que se petrifica em meu ser.
Fecundaste Meu Ser
Autora: Profª Lourdes Duarte
Lágrimas rolam em minha face
Duas a duas brotam de dentro de mim
Ao lembrar das tuas carícias, hoje notei
Que foste o líquido mais puro
Que com ele minha sede saciei.
Assim a tua voz, límpida água
De alma pura e nobre, me encantaste
Com tua ternura fecundaste meu mundo
Hoje, de saudade a tua lembrança me dói.
Foste para mim a contemplação da bela paisagem,
Que meu coração que estava seco adentrou
Porém de repente partiste para não voltar
Deixando, incalculáveis lembranças e saudades
E a doçura do teu olhar.
Oh! Entendendo ou não, é contigo meu Deus.
(Salmo 65 de Giovane Silva Santos).
Fica tudo bem, é contigo senhor, ter fé, fica de pé, é contigo Senhor.
Já tentaram me confundir, chamado a desistir, atraído pelo negativo, sentir se oprimido.
É certo que teu tempo e teu jeito é algo singular e peculiar.
Tentemos sim, adentrar, persuadir a tua ocasião, pelo milagre, pelas bênçãos e por tuas promessas.
Deleito me na tua grandeza, tua condição, tua extraordinária equação de vida.
Muitas e muitas vezes fui tragado pelo frenesi, é mesmo eloquente a vida, torrentes de devaneios, uma multidão pelo pode e não pode.
Sabes senhor de todas minhas falhas, minhas dificuldades, minhas fraquezas e por estas e outras ocasiões, volto a prostrar me, invoco, humilho me, clamo, chamo a tua santa presença, teu iluminado espírito, pois o intento do meu coração jamais ganhará vida sozinho.
Repetidamente dizemos que seja feita a tua vontade, de certo que sempre, veja apenas senhor, humildemente busco, este aos 43 anos, que possa eu galgar a simples colheita, aos que todos buscam se realizarem, outrossim, que sejam tantas outras também a conquistar.
