Texto sobre eu Amo meu Irmao
Desce a tarde como
delicada bailarina
sobre o tempo
fazendo ventania
e espalhando as flores
do esplendente Ipezeiro,
Sobre a urgência
de amor é claro que tenho,
No entanto, não sou eu
que devo dar o primeiro
passo em nome da ordem
das coisas neste mundo
virado de cabeça para baixo.
O Gambá é um bicho
bonito que caça cobra,
escorpião e aranha,
não vim falar sobre isso,
e sim vim te mostrar
como aqui como é a dança.
Estarei no centro
quando a roda for feita,
dançando com um lenço
para chamar a sua atenção,
vou jogar o lenço aos seu pés
e vou te envolver com paixão.
Você fugirá com o lenço
dançando ao redor de mim
com muita provocação,
vou fingir que não
quero nada com você não.
Vou tomar o lenço
da tua mão e dançar
ainda com mais provocação
até você ficar caído
pela minha doce sedução.
O marcador, os cantores,
o Gambá e as palmas
dos dançadores
não batem mais forte
do que os nossos corações
morrendo de amores.
E na alegria deste Gambá
vamos todos seguindo,
dançando e repetindo
os passos como manda o figurino...
Maio trouxe o seu véu branco
sobre o Pico do Montanhão,
Fumegam as chaminés dos fogões
de lenha nesta manhã outonal,
Inspiração é algo que não
falta por aqui por tantas belezas
desta nossa cidade de Rodeio
neste Médio Vale do Itajaí.
O silêncio do feriado,
o canto dos pássaros,
o clima ameno e a paz
que falta pelo mundo afora,
Trazem a pausa benfazeja
para quem aqui mora,
e para quem escreve como
eu sempre acaba virando poema.
Diante de tudo que ainda
tenho para escrever
é difícil ter um um livro terminado,
Ando mesmo com o coração
compromissado com
o tempo deste poético itinerário
para o quê é de poesia,
sublime e inefável
da minha mão não escapar
e pela vida não se perder.
Agradeço
Depois de um dia
de calor intenso
sobre nossa amada
cidade de Rodeio
ao vento que encontra
a rota graças
ao Rio Itajaí-Açu
sempre agradeço,
porque é com ele
que me refresco,
tranquilizo e deito
encontrando o quê
preciso no sono noturno
para ter o meu corpo refeito.
Guarujá do Sul
A tua origem cabocla
ainda que misteriosa
fala muito sobre ti,
de Dionísio Cerqueira
tu fostes parte,
sei que a Coluna Prestes
passou por aqui.
Do Extremo Oeste
Catarinense és parte
que igualmente
envaidece perene,
tenho orgulho
profundo da tua gente.
Do Rio das Flores
com a sanga Moura
na página Taguaraçú
mergulhei e inscrevi
porque escolhi
ser poema para ti.
Dos olhos e das mãos
de Conceição de Lara
tenho certeza que
eu sou cada um
que nasceu e fez
crescer esta cidade
que amo de verdade.
E cada um também sou
eu como nesta História
conto como o destino
nos colocou neste encontro
pelo Altíssimo escrito
no Universo e neste ponto.
Rodeio no entardecer
Rodeio no entardecer
sobre o Médio Vale do Itajaí
seja em tardes nubladas
ou multicoloridas
Tem si a poesia de ser
terra de Santa Catarina.
Rodeio no entardecer
sinfônico da passarada
ou pedra m silêncio
me leva com toda calma
de volta para casa
e a olhar para dentro.
Rodeio no entardecer
enluarada ou não
sempre surpreende
e convida quem sabe
cantar ou ouvir uma canção.
(Porque aqui o importante
é ter paz no coração).
Rodeio Inspiradora
Como o Sol se ergue
sobre o Médio Vale do Itajaí
e ilumina a Rodeio inspiradora,
tenho escrito um poema
por dia com esperança por ti.
Para que o dia um dia raia
e tudo tenha valido a pena,
a poesia venha se consagrar
quando abrir a janela
vendo você sorrir ao entrar.
Como este Sol erguido
quero que você encontre
a minha casa no mapa
e diga para si mesmo
o meu amor mora aqui.
Para que o teu semblante
não esconda o endereço
e o orgulho por esta
tão inspiradora Rodeio
que por nós até Deus sorri.
Os invasores mataram
a família do cão de Dnipro,
ele sobre os escombros
da casa foi encontrado,
a guerra e a tirania
ainda não foram vencidas
porque a Humanidade é egoísta.
O cão de Dnipro sobre
os escombros da própria
casa muito mais honra
do que muitos humanos ele tinha,
pois um cão nunca envia
bombas para ninguém e isso diz
muito sobre até o dia-a-dia.
O cão de Dnipro tinha o nome
de terra ilegalmente ocupada,
o nome de Krym levava
e hoje a sua alma se fez infinita
para que a terra não seja esquecida:
ninguém conhece o tamanho
da dimensão mística da alma canina.
Os invasores e os descrentes
não gozam de sabedoria
e não têm ideia do tamanho
do poder da alma de um cão,
e se soubessem aprenderiam
a respeitar com devoção
de todo o coração ainda em vida.
A partida do cão de Dnipro
deixa para toda a Humanidade
a atemporal mensagem realista
sublime, necessária e infinita:
derrotar a guerra e a tirania
sempre será a sua urgência
enquanto tens o poder na tua mão.
Resolvi desta vez
colocar a tal
Baixaria Poética
sobre a nossa mesa
Cuscuz de Milho
com Leite de Castanha
para te deixar
de queixo caído
e fazer você
entrar na manha
Carne Moída
temperada com sal
com tudo que
tem você tem direito
e toda a poesia secreta
Salada de Tomate
para você comer com toda vontade
Dois Ovos Fritos para agradar
o meu querido sob um mar
de Cheiro Verde
para depois de tudo isso
você não ficar
nenhum pouco arrependido
Porque no final de tudo isso
logo no início você achou
que eu estava falando bestagem.
Perpetuar orgulhosos a Cascarilla
Poesia intocável sobre duas terras
Não travar nem queda de braço
Manter o coração encantado
Se desviar da última consequência
Não buscar o quê cria atribulados
Como rito íntimo andar despojados
Não seguir jamais os deslumbrados
Um ser para o outro o porto seguro
Ser a cura, dar a mão ou o ombro
Estar prontos para se dar refúgio
Não deixar a delicadeza se evadir
Manter como regra a chama a luzir
Congregar-se com a rota a seguir.
Bem debaixo do Cedro-do-brejo
muitas coisas passam
na minha cabeça e sobre
você não dá para esquecer
que o tempo passou,
E para mim é bem clara
a opção de não escolher ficou,
Como você escolheu
em não me escolher
digo com os meus Versos Intimistas
que você se enganou e nunca vai me ter.
O céu de cinzas sobre
o Médio Vale do Itajaí
está guardado no caixa-forte
da memória por aqui
para que nunca mais
a história nesta se repita
em nenhum lugar na vida;
Agora o quê me interessa
mesmo são os poemas
azuis que vou te cobrir
todos os dias sob
os desígnios do céu austral
de maneira sem igual,
porque o meu peito
como o seu também canta
como as aves de Rodeio.
Fazem cobranças
morais sobre aquilo
que nunca fizeram,
A memória se torna
ofensa quando vem,
A tolerância não têm
nem para ouvir
o pouco que se fala,
A palavra irada é
escudo e espada
afiada durante a rotina,
E exigem que se torne
receptor passivo como
tudo não fosse nada
para tornar a anormalidade
costumeira normalizada,
Até a flor nativa é trocada.
(A colonização da individualidade)
A música celestial
e a dança do Hemisfério
sobre a Pátria Austral
estão ao redor de mim
de maneira sobrenatural.
Profundamente reconheço
igual como quem assiste
a um baile, lê um livro
ou até mesmo desperta
no meio da noite
após ter um sonho bom.
Há em mim a liberdade
igual a do Condor andino
que enfrenta a tempestade
e assiste o mundo todo
ruindo do alto do seu ninho.
Resistindo olhar um outro
curso do destino,
nunca parei de desejar
e nem de imaginar
como devem os olhos
que em secreto povoam
o desejo perpétuo que carrego.
(Olhos recatados que provocam
sonhos intensos de elucidação
no meu selvagem coração).
O Sol sobre nós e o Hoatzin
brinda com luz e suavidade,
A mata canta uma mensagem
e assim celebramos de verdade.
Tudo da vívida e gentil liberdade
sem a gente olhar para trás
e sem se ocupar daquilo que não
faz de nós fortes em amabilidade.
Como filhos do vento orientados
pela bússola do nosso amor
pactuamos ser por onde formos.
De um jeito ou de outro no fundo sabíamos que já estava escrito
este tesouro e obra sutil do destino.
A alvorada vem sobre nós,
a Ara macao cruza o céu
escuto a sua palavra de mel
e tudo isso faz festa em mim.
Não tenho interesse em nada
que me tire fora daquilo
que diminua o amor na rota
para ser sua no destino.
Estar com os pés descalços,
com uma flor na orelha
e deixar leve e livre a cabeça.
Somente viver o quê temos
para viver sem nenhuma pressa
é o quê no final realmente interessa.
A Lua Nova sobre
o Médio Vale do Itajaí
encontrando o verde
ocultado pela noite
e as luzes da cidade
de Rodeio fortaleceu
uma outra luz que há
em mim de verdade,
O meu elo com a minha
ancestralidade austral
que mantém as raízes
com este chão e vivo
o condoreirismo no coração,
Não há fumaça que oculte
toda a nossa adorada tradição.
(Minha Pátria é Brasileira,
austral primeira e derradeira).
Cantarola muito sobre nós
o lema "Sub Umbra Floreo",
Por isso para a bela Belize
e o melhor para nós desejo.
Maio escreve nas folhas
da Mahogany a efemeridade:
Lição para pensar o quê
se faz com o tempo de verdade.
No primeiro ensejo serenar
lado a lado e só se ocupar
com aquilo que de fato merece.
Porque o quê nos importa
é cultivar o quê nos enleva
e para o amor abrir a nossa porta.
Soneto da Mulher Fácil
Quando estive disponível
era sobre não permanecer,
somente você não entendeu
que mulher fácil não existe.
Aquilo que nem começou
e nem nunca existiu era mais
sobre você do que sobre mim,
continuar não era o plano.
O teu ego te jogou no poço
do engano e quando você
se deu conta não estava mais ali.
Com quem só queria brincar
apenas permaneci orgulhosamente
no tempo da brincadeira terminar.
Quando a gente quer
viver o Ano Novo,
ele também nos deseja,
Ano Novo não é apenas
sobre avançar uma casa
na contagem do tempo
ou depender de cumprimentos
para que ele aconteça;
Ano Novo é viver com paz
na mente e no coração
a todo o momento,
É a opção confiante
de viver sem validação
de forma que nem mesmo
o tempo pode deter
o teu desejo pleno de viver
com tudo aquilo que nasceste
capaz de fazer caminhar
definitivamente sem olhar para trás.
