Texto Qm sou eu

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Sou mistério e desejo em forma de caos.
Feita de excessos, de fogo e de fuga.
Amo no limite, como quem queima e se consome,
e parto no auge, antes que a calma me alcance.
Deixo rastros — perfume, lembrança, vertigem.
Sou o encanto que inquieta, a ausência que arde.
Não nasci pra o morno, nem pra o quase.
Sou intensidade disfarçada de calma…
e se quiser me alcançar,
faz uma loucura por mim.

Incêndio em mim


Sou as cinzas de muitos problemas,
sou o resto de um fogo que já ardeu,
as dores antigas, as feridas pequenas,
são lembranças do que um dia fui — e morreu.


Mas então você veio,
como labareda em meio ao frio,
me tocou, e eu, que já era cinza,
voltei a sentir o arrepio.


Você é o fogo que vem me incendiar,
me consumir e me refazer,
entre chamas eu aprendi a amar,
e nas brasas encontrei meu renascer.


Cada palavra tua é faísca,
cada toque, um raio que queima,
você transforma o que era ruína,
em abrigo, amor e poema.


De você vem o calor que me invade,
a luz que rasga minha escuridão,
você me destrói com suavidade,
mas reconstrói meu coração.


Sou cinza, sou vento, sou dor,
mas contigo sou fogo, sou chama, sou cor,
se for pra queimar, que seja ao teu lado,
pois o amor, em ti, é meu pecado sagrado.


E se um dia o fogo apagar,
que reste ao menos tua lembrança,
pois mesmo em cinzas, eu vou te amar,
como quem queima, mas nunca cansa.

Sou o poema que você não leu direito

Não me leia em voz alta.
Minhas sílabas têm espinhos.
E você sempre foi pura demais
pra sangrar desse jeito.

Eu tentei te caber.
Dobrei meus cantos,
Desmontei os móveis da alma,
Apaguei os quadros da parede
Pra ver se você entrava sem tropeçar.
Mas você preferiu as janelas,
E fez de mim uma porta trancada por dentro.

Você me lia como quem folheia bula,
Procurando efeitos colaterais
Pra justificar sua desistência.

Eu sou o poema que você fingiu entender.
O verso que você sublinhou
Só pra parecer que sentiu.
E acabou me apagando
Deixando apenas o papel marcado.
E agora você me olha
Como se eu tivesse sido tempestade demais
Pro seu guarda-chuva de pano.
Quando na verdade
Você que era feita de papel.

Não me peça explicações.
Agora sou o que sobrou
Do versos alagados
Que vazaram pelos olhos.

Você nunca me leu direito.
E agora quer tradução
para um idioma que você mesma inventou gírias?

Só te perdoo porque também não me entendo.
Só sei que doeu.
e que ainda dói
Mas agora, é voce quem vai sentir!.

Edgi Carvalho

Amor em exílio

(Eliza Yaman)

Exilado de ti, sou estrangeiro,
num país onde o amor não tem fronteira.
Falo tua língua, sou teu parceiro,
mas não cruzo o abismo da bandeira.

E mesmo longe, ainda te pertenço,
como o céu pertence ao mar que o espelha.
Sou teu, embora o mundo me dispense,
sou tua ausência, tua centelha.

Pátria que não se apaga

(Eliza Yaman)

Não há exílio que apague o que sou,
nem língua que me roube a identidade.
Minha pátria é o canto que ecoou,
na infância, na fé, na liberdade.

Mesmo que o mapa diga que estou longe,
o coração não muda de lugar.
Sou Brasil — sou raiz, sou horizonte,
sou saudade que insiste em voltar.

Sou filho das ciências humanas,
onde nada é exato,
e toda medida escorre pelas frestas
como areia entre os dedos da razão.


O mundo se debate em engrenagens quebradas,
ajustes precisos que rangem
num relógio sem ponteiros.
A sociedade, rio inquieto,
segue para o mar de juízos incertos,
carregando pedras e flores,
certo e errado dissolvidos na correnteza.


Em vão raciocino,
e meus pensamentos são espelhos trincados
onde me reconheço em pedaços.
A dúvida me abraça como sombra fiel,
e descubro, tarde demais,
que mudar o mundo exige mais que palavras:
é preciso derramar o próprio sangue,
com a coragem de quem se oferece ao abismo
sem segurança ou receio.


Sou, então, um pequeno colecionador de incertezas,
um viajante que guarda tempestades e sonhos em frascos de cinzas.
E, ainda assim, caminho
porque sei que a beleza do humano
é nunca se encaixar por inteiro,
mas viver sempre na poesia do inacabado.

Postura não se ensina"


Não sou de muitos.


Sou de poucos.


E desses poucos, só ficam os que sabem o peso de uma palavra dada, o valor de um silêncio bem colocado e a importância de um olhar firme.


Sorriso aqui não é brinde.


É conquista.


Quem vê minha cara séria talvez pense que falta leveza. Mas é o contrário:


Leveza demais pesa em gente que carrega a vida no peito.


Amigo, pra mim, não é quem aparece.


É quem permanece.


É quem entende que confiança não se pede, se constrói. E que respeito não se exige se impõe com atitude.


Postura não é pose.


É essência.


É saber onde pisa, com quem anda e pra onde vai.


Quem merece, recebe o melhor de mim.


Quem não merece.


Nem sabe o que perdeu.


Autoria: Cristiano Mendes

Prefiro a paz à razão


Sou parte dos loucos,
daqueles que escolhem a paz
em vez da razão,
que não disputam versões,
nem se perdem em provas
para convencer o mundo.


Deixo que falem,
deixo que inventem,
deixo que julguem.
O silêncio que guardo
é mais valioso que qualquer vitória.


A paz é cara,
custou noites sem sono,
custou feridas que não se mostram.
Mas, uma vez conquistada,
eu não troco por nada.


Não quero ter razão,
não preciso vencer.
Quero apenas um coração quieto,
uma mente leve,
um canto de serenidade
para descansar em mim.

⁠𓂃༅•Loucura•༅𓂃
༺༻
Sei lá
Que sou
Tudo já fui
Sem nada ser
Fui saudade
Um dia
Sou verdede
Numa poesia
Pela vida sou
Apaixonadamente
Doida por a viver
Louca por a amar
Sei lá
Assim me sinto bem
Tudo sem graça seria
Se não fosse a loucura
A loucura
De a vida viver
Sem esta tudo morreria
E eu também
༺༻

Tc.28052025/080

Veem-me cinzento.
Mas não é por falta de cor —
é por não pintarem devagar.

Não sou o que mostro.
Sou o que seguro para não cair.
O que calei para não ferir.
O que deixei por dizer
quando me disseram que já não havia tempo.

Aprendi a vestir sombras
com a dignidade de quem sabe
que até a noite tem camadas.

Ergui castelos no ar
com mapas rasgados.
Com linhas tortas, sim,
mas desenhadas com silêncio aceso.

Procurei luz sem a pedir.
Preferi arder por dentro
a que me apontassem o fogo.

E quando me disseram que o mundo era
preto ou branco,
guardei as cores no bolso.
Não para esconder —
mas para que alguém as quisesse ver.

Sou feito de todas as coisas
que não se veem à primeira.
De silêncios que gritam.
De memórias que ainda não aconteceram.
De palavras que nasceram antes da boca.

Não preciso de ser lido.
Mas se me lerem, que não me distorçam.
Procurem a cor, não as trevas.
As que tremem.
As que resistem.
As que sou.

Luz e Sombra da Alma




Há dias em que sou luz.


Ilumino tudo sem querer.


outros dias…


Eu sou sombra.


Me escondo de mim.


Faço o mal que não quero,


sem entender por quê.


O bem que desejo


fica parado na beira


do meu medo.


Sou cheia de abismos.


feridas antigas,


gatilhos que disparam sozinhos


quando menos espero.


não é drama,


é história mal curada.


E o que eu alimento em silêncio


cresce.


A raiva?


A compaixão?


A crítica?


O amor?


A alma é território de guerra,


mas também é jardim.


E se não cuido,


tudo vira mato por dentro.


O autoconhecimento não é bonito,


é rasgar a pele,


olhar os monstros nos olhos,


e ainda assim escolher


ficar.


curar.


voltar pra si.


Porque o mundo dentro da gente


precisa mais do que frases bonitas —


precisa de presença,


de coragem,


de recomeço.


Nascer de novo


não é sobre mudar tudo.


É sobre lembrar


quem se é


embaixo de todas as máscaras.


Sou luz.


Sou sombra.


Sou quem observa as duas


e aprende a viver


com inteireza.


CONCEIÇÃO PEARCE

Vulnerável

Sou vulnerável, sim —
às bobagens que dançam no ar,
às palavras miúdas que ninguém quis guardar,
a um olhar que escapa, sem querer,
e às ideias que invento sem saber.

Sou feito de brechas e de vento,
de silêncios que gritam por dentro,
de gestos que não se explicam,
de sonhos que se multiplicam.

Basta um riso torto, um suspiro alheio,
e já me desfaço inteiro.
Não é fraqueza, é excesso de sentir,
é viver com o coração sempre a descobrir.

Imagino mundos em cada gesto,
crio histórias onde só há restos,
e me perco — doce e profundo —
no que talvez nem exista neste mundo.

Sou vulnerável, e nisso há beleza:
ser tocado pela leveza,
ser inteiro na incerteza,
ser humano na delicadeza.

Roberval Pedro Culpi

*A verdade permanece. A mentira se desfaz.*


Não sou obrigado a aceitar o que me fere.
Não sou obrigado a corresponder ao que não me faz bem.
E não sou obrigado a carregar rótulos que não me pertencem.


A calúnia é pecado.
A Bíblia diz que Deus abomina a língua mentirosa, a testemunha falsa e quem semeia contenda entre irmãos (Provérbios 6:16-19).
Quem vive disso… não herda o Reino de Deus.


Jesus já avisou:
_"Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa."_ (Mateus 5:11)


Não é sobre vingança.
É sobre permanecer firme.
É sobre deixar que Deus cuide do que é Dele.


A mentira pode correr solta por um tempo.
Mas a verdade…
Ela sempre chega.
E quando chegar, vai calar.


#Fé #Verdade #Perseverança #DeusÉJusto #Mateus5 #Provérbios6 #NãoÀCalúnia #EdifiqueComSuaLíngua

Sombras


Descobri que sou sombra,
sombra dos meus medos,
da minha insegurança.


O que faço, outros levam,
o mérito, o brilho, o nome.
Fico com o resto, com o eco.


Sou sombra da minha própria mediocridade,
mas está tudo bem.
Meus olhos, há muito,
se acostumaram ao breu.


Aprendi a ser invisível:
a estar sem ser,
a falar e ser silenciada
por gestos sutis,
por olhares que não me veem.


Já não me importo.
Já não espero.
Já não pergunto
se aquele sorriso era pra mim.


Aprendi.
Aprendi a ser sombra.

Bipolar Nata


Sou melancolia que abraça,
sou pureza que acalma,
sou sedução que queima.


Troco de pele como quem respira:
uma hora sou cura,
outra hora ferida aberta.


Minhas fases assustam,
meus abismos contagiam,
minha intensidade pesa.


Mas não sei ser menos.
Nasci assim:
bipolar, inteira,
sempre demais para caber em pouco.

⁠Queria sentir-me viva de propósito;
Sinto-me enclausurada dentro de mim;
Sou meu próprio algoz;
Sufocada pela inércia;
Como sair desse vazio?
Como vencer meu Eu?
Talvez eu goste do sofrer;
Talvez a felicidade não seja suficiente;
Estou enlouquecendo?
Torturando-me dia após dia;
Não consigo chegar no ponto de partida;
Não consigo enxergar a saída desse círculo vicioso;
Estou vendo o tempo passar diante dos meus olhos;
Estou presa sem grades ao meu redor;
Paralisada na imensidão de pensamentos inúteis, que não chega a nenhum lugar;
Esperando, esperando e esperando;
Apenas existindo.

O Arquiteto da Eternidade

Sou o marinheiro perdido no mar,
sou o piloto que teme ao aterrissar,
sou resistência que insiste em lutar,
sou nuvem clara a te guiar.

Sou a dor que ensina a viver,
a ferida que insiste em florescer,
sou pedra que aprende a renascer,
sou o fim de guerras que vão se perder.

Sou você ontem, sou ele amanhã,
eco profundo em túnel de afã,
sou a eternidade que nunca se cansa,
sou busca e luz, sou fé e esperança.

Sou guia do profeta, voz que consola,
sou invisível presença que te ampara e rola,
sou quem responde antes da pergunta soar,
sou o onipotente a te guiar e cuidar.

Sou Deus, sou força, sou arquiteto do céu,
sou o universo contido no véu,
sou tudo e nada, sou tempo e direção,
sou o eterno pulsar do coração.

“Sou o tipo de homem que não conquista… implanta dúvida. E a dúvida faz mais estrago que qualquer charme.”


“Minha frieza não afasta ninguém… só seleciona quem vale a pena.”


“Não prometo nada. Só deixo você imaginar o que pode acontecer — imaginação sempre seduz mais que toque.”

Sou feliz!
Grite bem alto — para o mundo ouvir — e, principalmente, para aqueles que tentaram arrancar de você a pureza da alma, mascarando-se com uma fantasia de benevolência e bondade.
Sorria… porque as máscaras sempre caem. E a bondade fingida, essa bondade bandida, se revela como o sol nascente: lenta, mas inevitável.
Então, sem medo e sem reservas, diga novamente: Sou feliz!

SOU FRUTO QUE ANCESTRALIDADE ALIMENTOU!

Bebo na fonte dos que vieram antes.
E cada gole é história, é sangue, é luta.

Luiz Alberto, voz que atravessou paredes e leis, plantando sementes no chão do parlamento.
Luiza Bairros, que caminhou sobre pedras e flores, deixando pontes para quem viesse depois.
Makota Valdina, guardiã do sagrado, que ensinou que rezar também é resistir.
Lélia Gonzalez, afiada como lâmina, que cortou o silêncio imposto à nossa existência.
Abdias Nascimento, que fez da arte um quilombo e da palavra, um grito que não se cala.
Beatriz Nascimento, que nos mostrou que quilombo é mais que terra — é corpo, é memória que se move.
Jaime Sodré, que guardou saberes como quem protege um tesouro.
Rufino, que mantém aceso o canto dos que vieram de longe e nunca deixaram de chegar.

Eles e tantos outros são como raízes que rasgam a terra para encontrar água.
São como árvores que mesmo sob tempestade não se curvam.

Eu bebo desse legado.
E, ao beber, me fortaleço.
Ao beber, lembro:
resistir não é escolha, é necessidade.

A Justiça Racial não é um sonho que se guarda na gaveta.
É direito. É urgência. É agora.
É ferida aberta que precisa de cura,
mas também é cicatriz que nos lembra da nossa força.

Eu não me rendo.
Eu não me calo.
Eu não me dobro.

Enquanto houver tambor,
enquanto houver corpo negro em movimento,
enquanto houver criança negra que ousa sonhar,
enquanto houver mãe negra que ergue preces ao amanhecer,
enquanto houver quilombo que respira,
eu estarei aqui.

Com a cabeça erguida.
Com os pés fincados no chão.
Com a coragem herdada dos meus ancestrais.

Porque eu sou continuidade.
Sou memória que anda.
Sou chama que não se apaga.

E a resistência…
é a minha forma mais bonita de amar.