Texto Qm sou eu

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Erros


Pensando sobre a minha atual situação
Eu sei exatamente aonde eu errei
Se eu tivesse te deixado no mesmo ano, que começamos a nos envolver
A minha vida hoje, seria completamente diferente
Eu teria tudo que sempre sonhei, desde criança
Não sei se seria feliz, como quando estive com você
Mas, analisando toda a situação, amar você, estar com você por 10 anos
Não valeram tanto a pena, pelo quanto eu sofri ao te perder
Amar você, foi como respirar, como se a minha vida tivesse um sentido, um motivo pra viver
E perder você foi brutal, foi devastador
Não sei se algum dia serei completa novamente
Porquê quando me deixou, uma parte de mim morreu
Uma parte de mim, deixou de existir
Por muito tempo, não soube quem eu sou
E recomeçar sem você, ainda é um desafio
Mesmo depois de tantos anos, ainda não descobri o porquê
Por que não fui o suficiente pra você
Por que teve que me deixar
Por que o quê tínhamos não era bom o bastante pra você
Eu não fiz o suficiente no nosso relacionamento?!
O que você queria de mim?
Esse sentimento de não ser boa o bastante pra ninguém, me persegue até hoje
Parece que depois de você, ninguém tem um interesse genuíno em se envolver comigo
Todos querem só o raso, nunca se envolver profundamente comigo
E não sei, se sou eu que escolho as pessoas erradas
Ou eu sou a pessoa errada, foi culpa minha?
Ser abandonada, ser deixada para trás


18 de dezembro de 2025

Eduarda,
eu não sei mais onde termina a calma
e começa você.
Desde que te conheci,
meu coração não anda — ele corre.
Corre atrás do teu sorriso,
do teu jeito,
da sensação absurda de paz
misturada com esse medo bom de sentir demais.
Você mexeu em lugares que ninguém tocava,
abriu portas que eu mantinha fechadas
até de mim mesmo.
Voltei a escrever porque o que sinto por você
não cabe no silêncio.
Eduarda, se isso ainda não é amor,
então é algo ainda mais perigoso:
é a certeza de que você já mora em mim
antes mesmo de eu saber
como te explicar isso sem tremer.⁠

Eu não sei qual é o sentido da vida. Sei apenas que continuarei vivendo, mesmo que não haja sentido nenhum.
​Compreendo que nada é permanente e tudo tem seu fim: os momentos felizes, os momentos tristes... tudo acaba. Inclusive a vida. Sabendo disso, escolho viver plantando o bem para colher coisas boas — sejam elas espirituais ou materiais. É isso que guia as minhas ações.
​A vida não precisa de sentido para ser vivida com virtude. Não é o propósito que confere ao ser humano caráter, moral e decência, mas sim suas atitudes de acordo com suas crenças.
​A morte não tira o sentido; pelo contrário. Saber que devo ser melhor do que ontem é o que me faz compreender que nunca serei eterno. Devo, com isso, focar no agora e no presente.
​Pois o futuro e a morte são as nossas únicas certezas.

⁠Por quê?

Por que quando eu olho para você o meu coração acelerar,
Por que quando eu sinto o seu cheiro me sinto no paraíso,
Por que eu te acho mais doce que um favo de mel,
Por que quando você fala baixinho no meu ouvindo até a minha alma se arrepia,
Por que eu penso em você acada batida do meu coração,
Por que eu te acho a mais bela maravilha do universo,
São tantos Porquês, mas eu só queria saber POR QUE você não tá juntinho aqui comigo lendo isso
Por quê?

"⁠O amor que eu sinto por você não pode ser avaliado em dinheiro, na verdade, ele foi pago com muita dor e sofrimento, eu paguei a sua felicidade com a minha dor. Então quando, eu digo que te amo não é da boca para fora. Acredite, eu seria capaz do impossível para te fazer feliz⁠"

Hoje eu sei que não preciso mais pagar com dor.
Hoje o amor que eu vivo é troca, é riso, é leve, é presença.

Permita que eu seja seu querer
Deixe meu olhar tocar o seu
Não espere amanhecer ...
Entenda que seu amor sou eu

Não me deixe na demora
Aqui te canto...Aqui te sonho
Meu mundo te espera
Sou estrela no seu rumo

Permita que eu me cale
Com um longo beijo seu
Deixe a doce luz do silêncio
Selar o seu amor e o meu

Você cruzou meu caminho
Como posso seguir sozinha
É como tirar do tempo
A espera da luz divina...

O Que Me Faltou
A vida passou diante dos meus olhos
como um trem que nunca esperei pegar.
Eu estava ocupada demais
cuidando, sustentando, sendo porto
para todos que precisavam ancorar.
Disseram que vivi plenamente,
que fiz o que quis,
que eu devia ser grata.
Mas ninguém viu
o silêncio que ficou em mim
quando o aplauso acabou.
Há um cansaço que não vem do corpo,
vem da alma que sempre se doou
e raramente foi escolhida.
Um vazio sem nome,
essa falta que não grita,
mas dói.
Nunca me senti amada —
não de verdade.
Sempre havia uma explicação,
um motivo justo,
uma história bem contada
para a ausência do afeto.
E eu segui.
Mesmo faltando.
Mesmo tentando entender.
Mesmo sorrindo para não incomodar.
Sigo…
com essa coragem silenciosa
de quem aprendeu a viver
sem receber o que mais desejava:
um amor que ficasse.

— Zeni Muniz

Por uma fresta, um fio de neblina, dançava como a seda mais fina. Lá dentro, um coro baixo que eu ouvia: eram gritos calados ou só melancolia?

Recém-chegada a este corredor, minha mão curiosa bateu, sem temor. Então, um toque, um afeto gentil no meu ombro, neste outono de abril.

Uma música clássica enchia o lugar, não era terror, era só um bailar. E eu caminhei pelas salas vazias deste lar de esquecidas alegrias.

Quem me tocara com mão tão serena? Era o meu outro eu, que me livra da pena. Mas não havia porta, nem música, nem mão... Só o eco dançando da imaginação, no palco sem luz do meu próprio roteiro, assinado por um nome estrangeiro: Esquizofrenia.

Eu não vou negar o que aconteceu.
Fecho os olhos, mas não apago a verdade.
Ainda assim, não me submeto ao que ficou trancado,
ao que feriu, ao que já não respira em mim.
O passado é uma sombra distante:
existe, mas não aquece, não abraça, não constrói.
Ele não acolhe os dias felizes,
não sustenta o amor que quer viver agora.
Eu escolho seguir inteiro,
com o coração aberto e a dignidade de quem aprendeu.
Se for para amar, que seja livre,
sem correntes antigas, sem culpas herdadas.
Porque o amor verdadeiro não mora no ontem,
ele nasce no presente
e caminha firme para o amanhã.

Não estou me vitimizando.
Vitimar-se não me cabe — eu não preciso disso.
Cheguei até aqui sozinha,
e se for preciso, sigo sozinha.
Achismo é achar.
Ver é enxergar.
E eu enxergo.
Graças a Deus, eu tenho um Deus que me protege,
que não permite que ninguém me use por muito tempo,
nem como escada, nem como prazer,
nem como fuga das próprias carências.
Da vida, eu só quero uma coisa:
ser melhor do que fui ontem.
E não permitir que ninguém me coloque
numa prisão emocional
onde eu precise pedir permissão pra ser quem sou.
Meu passado eu devo a mim —
às escolhas que enfrentei,
às dores que superei.
E o meu futuro também depende de mim,
da coragem de continuar,
do amor-próprio que aprendi a construir.
E sobre isso, eu sei:
quem se conhece, se protege.
Quem se respeita, não aceita migalhas.
E quem anda com Deus
não se perde em caminhos que não levam à paz.

Essa eu fiz diante de um ciclo de uma amizade que foi importante pra mim, usei Camus para entender tudo que aconteceu e tudo que permaneceu. Me inspirei na musica Crochê de Jovem Dionísio.

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"Crochê de Amizade: pontos que seguram o mundo"



Há amizades que não chegam de repente; elas se constroem devagar, como crochê.
Um ponto hoje, outro amanhã, um fio que se enrosca no outro, uma conversa que vira apoio, um silêncio que vira confiança. Nada grandioso, nada teatral. Apenas presença. Apenas verdade.


“Crochê” tem essa atmosfera de afeto discreto, quase tímido, que lembra muito o jeito como algumas amizades profundas nascem: sem anúncio, sem expectativa, sem garantia — mas com uma sinceridade que toca onde a vida geralmente não alcança.
Camus diria que é exatamente nesses vínculos que o Absurdo da existência ganha uma pequena trégua.


Porque, num mundo que não responde,
não explica,
não abraça,
a amizade é esse gesto humano — quase rebelde — de dizer:


“eu estou aqui com você, e isso basta.”
A vida é desalinhada.


Nós somos desalinhados.
As dores que carregamos nos fazem tropeçar em nós mesmos.
A lucidez nos mostra que nada é garantido, que a solidão é inevitável, que o universo é indiferente às nossas angústias.


E, ainda assim, existe esse outro ser humano que decide dividir o tempo, o riso, o cansaço, a bagunça, o silêncio.
Isso, por si só, já contraria o absurdo.
É quase um milagre sem misticismo.
Amizade verdadeira não exige perfeição — apenas presença honesta.


É alguém que te vê fora do tom e, ao invés de tentar te ajustar, senta ao seu lado e ouve a melodia torta como ela é.
É quem te passa um fio novo quando o seu arrebenta.


Quem ajuda a desfazer o nó quando você mesmo não consegue enxergar onde começou.


A amizade não te salva do mundo —
mas te lembra que você não precisa enfrentá-lo sozinho.


E essa lembrança muda tudo.
Porque é fácil compartilhar os dias bons; o desafio está nos dias que parecem cinza por dentro.


Nos dias em que você questiona o próprio valor,
em que o mundo parece grande demais,
em que a alma parece pequena demais.
E é justamente nesses dias que um amigo — verdadeiro — transforma o absurdo em algo suportável.


Não com respostas.
Não com soluções.
Mas com a coragem silenciosa de simplesmente estar.


Camus acreditava que continuamos vivendo não porque encontramos sentido,
mas porque inventamos pequenos motivos para seguir.


A amizade é um desses motivos.
Um dos mais fortes, talvez o mais humano.
E, no fim, o crochê da amizade é isso:
um tecido feito de confissões e risos,
de ombros e demoras,
de pequenos gestos que ninguém vê,
mas que seguram o mundo inteiro do lado de dentro.


Não precisa ser perfeito.
Não precisa ser constante.
Só precisa ser verdadeiro.
Porque, quando o resto desaba,
são essas linhas simples —
essas linhas feitas à mão —
que impedem nossa alma de se desfazer.
E, nesse desalinho tão humano,
há uma beleza que Camus entenderia:
a amizade é uma revolta contra o vazio.


E cada ponto dado juntos
é uma pequena vitória silenciosa contra o Absurdo.

Y.C

Eu não aceito que o "propósito de Deus", tenha me colocado onde estou. Se minhas escolhas não foram realmente minhas, de quem foram? Então pq eu que pago a conta? Se tudo é culpa do "inimigo", todos iremos pro céu de Deus?
Acredito que somos culpados por nossos atos, e devemos sim, pagar por nossos erros. Mas tem prazo pra terminar? É até morrer? E essas coisas que penso, antecipam a minha morte?
Muitas perguntas, nenhuma resposta. Muita luta, nenhum retorno. Muita mudança, nenhuma recompensa.
Só viemos pra cumprir o propósito de Deus (servir)? Não estava incluso no pacote da vida, ser feliz? Permanecer saudável e em paz com as pessoas que amamos? Conquistar o que sonhamos com nosso trabalho? Nunca dependi das migalhas do governo, nem esperei ajuda de ninguém, sempre dei meu jeito. Fiz o que foi preciso, fui pai, fui mãe, fui mulher. Sou ser humano, não sou perfeita. Vou pro inferno?
Amo Jesus, muita coisa, mas tenho pavor de Deus. Dizem que são um só, então peço perdão!

NADA COMO ANTES

De onde eu vim,
Lembro com muita saudade.
Ruas e quintais não são mais como antes.
Por lá eu cresci, vi muitas flores se abrindo
No raiar das manhãs. Quantas vozes eu ouvi.

Atrelado ao ar do lugar, Timbó está incravado em mim.
Suas praças me recordam bem, profundas lembranças
Que o tempo marcou.

Não posso esquecer dos amigos que um dia
Comigo sorriram. Aqueles que foram,
Os que me disseram, os que propuseram, os que se fecharam,
Os que se abriram e aqueles que nunca mais vi.

AMOR SEM FIM
Autor: Góis Del Valle

Eu sei que dentro de você
Existe o meu ser, um pouco de
Um tudo que eu deixei
Tanta ternura, amor sem fim.

Ninguém vai esquecer assim
Pra mim, nunca tem fim o
Amor nascido pra sempre existir
Tanta ternura, amor sem fim.

Tudo que eu quis foi fazer você feliz
Mesmo sobre os riscos que eu corri
Te dei meu coração, sangrei na emoção
Perdi tudo que eu fiz, os sonhos que sonhei.

Lembranças que vão florescer
Como num jardim, e nunca vai morrer ou desistir,
Amor é fogo que arde sem fim

Tudo que eu quis foi fazer você feliz
Mesmo sobre os riscos que eu corri
Te dei meu coração, sangrei na emoção
Perdi tudo que eu fiz, os sonhos que sonhei.

Tudo que eu quis foi fazer você feliz
Mesmo sobre os riscos que eu corri
Te dei meu coração, sangrei na emoção
Perdi tudo que eu fiz, os sonhos que sonhei.

“Ai de mim se não continuar.”


Ai de mim se eu parar no meio do caminho.
Se eu deixar o cansaço falar mais alto que a fé.
Se eu permitir que as feridas me convençam de que não vale a pena.
Continuar nem sempre é força, às vezes é sobrevivência.
É levantar mesmo sem vontade, é dar passos pequenos quando o coração está pesado.
É entender que nem todo dia será vitória, mas todo dia pode ser aprendizado.
Ai de mim se eu não continuar acreditando, mesmo quando tudo parece silêncio.
Porque é no processo que Deus trabalha, é no deserto que o caráter é moldado.
Quem continua, mesmo ferido, não perde — amadurece.
Continuar é um ato de coragem.
E desistir não é opção para quem sabe que a promessa ainda está de pé.

“Deus, eu te peço misericórdia pelos meus atos.
Que minhas palavras não sejam armas, mas pontes.
Livra-me da mentira que nasce do ego e do silêncio que foge da verdade.
Que eu fale quando for para curar,
cale quando for para não ferir,
e que a verdade que sair da minha boca venha temperada com amor.


Não permita que eu use a fé para julgar,
nem a razão para machucar.
Endireita meus caminhos, corrige minhas intenções
e faz de mim alguém que reflita a Tua luz
não só no que diz, mas principalmente no que vive. Amém.”

Da vida não espero muito mais de mim,
eu sigo tentando ser inteiro mesmo quando falto em pedaços.
Aprendi que crescer dói,
que nem todo silêncio é fraqueza
e que continuar, às vezes, já é vitória.
Não quero prometer o que não sou,
nem carregar pesos que não me pertencem.
Se eu for verdade no pouco,
se eu for sincero no que sinto,
já estarei indo além do que um dia imaginei.
Da vida, hoje, eu espero coragem.
De mim, eu espero honestidade.
E que, mesmo cansado,
eu não desista de ser quem sou.
Por tanto da vida não espero muito,
mas de mim eu espero tudo.

Deus é meu melhor amigo,
é pra Ele que eu conto minhas tristezas.
Quando o mundo silencia,
Ele escuta até as palavras que não sei dizer.
Componho músicas,
e antes de qualquer aplauso,
é Ele quem ouve.
Conhece cada nota, cada lágrima escondida na melodia.
Falo dos meus amores,
das dores que insistem em ficar,
dos sonhos que carrego no peito
e de tudo aquilo que luto todos os dias pra construir.
Quando a fé vacila,
Ele me sustenta.
Quando eu caio,
é Sua mão que me levanta.
Nem sempre responde como espero,
mas sempre cuida como ninguém.
Deus não é só caminho,
é companhia constante
em cada passo da minha caminhada.

Descobri que te amava no dia em que meu cuidado começou a te procurar antes mesmo de eu perceber minhas próprias dores .
Quando seu cansaço passou a morar em mim como algo que pede colo, e não explicação.


Te amei no detalhe invisível, no jeito como percebi suas fragilidades sem vontade de toca-las com força. Sem curiosidade, sem invasão, Amar você foi aprender a caminhar devagar para não assustar o que em você era delicado.


Eu te li nos silêncios. Nos dias em que você você sorria pouco, nos instantes em que seu olhar pedia abrigo sem saber pedir.
E ali, nesse espaço frágil e humano, meu amor não recuou, ele cresceu.


Eu vi suas dores e não senti medo.
Senti respeito, porquê ali havia nelas uma humanidade quieta que pedia mais silêncio do que solução, e eu fiquei ali, não para salvar, mais para ser chão.


Se amar é se perder, eu me perdi em você conscientemente. não porquê deixei de ser quem eu era, mas porque eu encontrei alguém por quem valia a pena ser mais gentil, mais paciente, mais lar.


E se um dia você esquecer quem é, lembre-se disso: Houve alguém que te amou não apesar das suas fragilidades, mas exatamente nelas, alguém que viu suas rachaduras e deciciu morar ali.

Depois que eu decidi viver o que eu quero viver, percebi o quanto se tornaram leves as minhas escolhas.
Não preciso parar o navio para pensar, preciso pensar enquanto ele estiver em movimento.
Preciso fazer acontecer e não deixar de ser quem sou.
Porque como o mundo saberá quem sou eu, se eu viver me camuflando e esperando?