Texto Qm sou eu
Meu perdão
Eu me perdoo porque não tive quando criança a estrutura necessária.
Eu me perdoo porque culpei por muito tempo pessoas que achava ser necessário quando na verdade não eram.
Eu me perdoo porque por um tempo não conseguia ver a beleza da vida nos detalhes.
Eu me perdoo porque me isolei achando que seria o melhor.
Eu me perdoo porque me vesti com uma capa de fúria achando que era a solução.
Eu me perdoo porque amei pessoas mas do que a mim mesma.
Eu me perdoo porque falhei com a minha essência.
Se Um Dia Eu Fosse Poeta
Se um dia eu fosse poeta
Comporia a tua imagem
Recitaria teu sorriso
Declamaria teus suaves movimentos
Poria em versos teu cheiro
E inspirar-me-ia em ti;
Em teus toques em mim.
Se um dia eu fosse poeta
Morreria de amor por ti
E, mesmo assim,
Ainda viveria contigo
Além de tudo, da vida,
Do que mais possa existir.
Se um dia eu fosse poeta
Falaria com o vento
Domaria tempestades
Acalmaria multidões.
Pararia o frio
E aqueceria o teu,
Tão meu, coração.
Mas, se um dia eu fosse poeta
Vestir-te-ia de ternura
Cobrir-te-ia de doçura
Cantar-te-ia amor sem fim.
Ah, se poeta eu fosse um dia
Se um dia eu fosse poeta...
Tudo em mim, pra ti,
Seria só poesia.
Que em meus dias...
Não conto quantos anos se passaram, quantos 365 dias eu vivi. Porque, apesar de fazerem parte da minha vida e da minha história, eles se foram e nada posso mais fazer pra mudar ou para alterar o que aconteceu, nem o que não aconteceu. É tão natural dizermos: tudo passa. E isto é fato incontestável. Do bom ao ruim, do doce ao azedo, da alegria à tristeza, tudo passa. A relativização do que seja bom pra mim e do que seja ruim pra mim é equivalente: tudo passa na mesma proporção do passar, do ir embora, do se transformar num passado inalterável. A cada primeiro de janeiro, teremos mais um conjunto de 365 dias, novamente. Desses dias, tem-se o ano. O que você fez no ano que se foi, já foi. Mas, o que você irá fazer no ano que se inicia? Nunca se sabe! Planos, sonhos, desejos, todos nós temos. Realizações e fracassos, conquistas e frustrações todos nós iremos ter. Entretanto, está em nossas mãos o que fazer com tais resultados. Podemos escolher! Importante entender que tudo que nos acontece, tem o seu motivo, uma razão. É de extrema relevância sabermos separar o joio do trigo, como também compreendermos as entrelinhas de cada evento que ocorre. Assim, enquanto o sol chega pra clarear, as estrelas vêm pra brilhar. Enquanto a neve nos promove buscar dias aquecidos, o calor nos lança ao frescor das sombras. Enquanto o nascimento chega para nos fazer esquecer a morte, a morte nos faz lembrar que é preciso viver em vida. Enquanto a guerra vem pra separar, a paz vem pra juntar. Enquanto o amor é transformador, amar nos transforma no que melhor podemos ser. Portanto, que em meus dias e em todas as idas e vindas da vida, eu tenha levado amor e trazido amor comigo. Este é o único sentido de viver. Este é o meu sentido de ser feliz!
Eu quebrei a minha capela.
A capela onde eu fazia minhas orações belas,
onde ficavam quentinhos e quase seguros os grandes sonhos que eu cuidava com zelo, carinho, e aquele brilho inocente que só uma criança tem.
Era o meu pequeno templo secreto,
guardado dentro de mim
como quem protege uma chama que nem sabe ainda que pode apagar.
Mas lembro.
Lembro das primeiras vezes em que arruinaram as estruturas da minha capela.
E dói ainda hoje, como se o eco daquelas pedradas não tivesse parado nunca.
Eu era só uma criança.
Uma criança com uma capela tão linda, tão cheia de cor, cheia de futuros possíveis…
e tão frágil.
Tão absolutamente vulnerável a mãos que eu amava demais para esperar que fossem elas as primeiras a golpear.
Foi na véspera de Natal
aquela mistura de cheiros, luzes, risadas e expectativas
que a primeira grande pedrada voou.
Não sei se foi por descuido, por ignorância
ou por uma crueldade que os adultos não assumem nem pra si mesmos.
Mas foi certeira.
E quebrou a vidraça da frente mais bonita da minha capela.
E ninguém sabe como ela era linda.
Ninguém nunca viu.
E o mais triste é que nem eu consigo lembrar direito da cor daquele vidro,
da forma da luz que entrava por ele.
É terrível perder até a memória do que te fazia brilhar.
A gente espera pedradas de estranhos,
de quem passa na rua sem olhar na nossa cara.
Mas nunca de quem a gente ama.
Nunca de mãos que deveriam construir, não destruir.
Como dói.
Cada pedrada doeu.
Cada pichação.
Cada pequeno vandalismo que parecia bobo, mas arrancava um pedaço gigante do que eu sonhava ser.
Me acostumei tanto à dor
que quase achei que ela fosse parte da arquitetura.
E eu tentei manter.
Tentei demais.
Pintei, repintei, redecorei,
segurei paredes com as próprias mãos,
me apoiei nos restos de mim mesmo pra continuar de pé.
Eu era só uma criança tentando restaurar uma capela que parecia uma catedral inteira
com as ferramentas imaginárias que tinha no bolso.
Mas o tempo não perdoa rachaduras.
Nem tempestades.
Nem vozes que gritam e comparam ou humilham mais do que acolhem.
E sempre vinha uma nova chuva,
alagava tudo,
desbotava meus sonhos até eles perderem cor, cheiro e sentido.
Tentei tapar os buracos.
Tentei erguer o teto.
Tentei pôr de pé o que já tinha morrido em silêncio.
Mas o teto caiu.
E junto, eu.
Salvei alguns sonhos,
os que ainda respiravam,
mas estavam tão feridos que muitos desistiram no meu colo.
Outros sumiram sem deixar rastro.
Outros morreram sem eu entender quando.
E mesmo assim eu fiquei ali,
esperando a chuva passar
como quem espera que o tempo um dia devolva o que levou.
Mas o tempo nunca devolve.
Ele só leva.
E às vezes leva tudo.
O sol veio e queimou o que sobrou.
Me queimou também.
E cada queimadura levava mais um sonho com ela.
E quase que me levou inteiro também.
Quando o vendaval de setembro voltou,
as paredes que restavam já não tinham força nenhuma.
Eu tentei segurar, desesperado,
mas cada rajada levava embora outro sonho,
como se fossem folhas secas que eu não tinha como manter comigo.
Hoje, mais cedo,
o último deles partiu.
E eu chorei como nunca chorei na vida.
Chorei de um jeito que parecia que eu estava desabando junto.
Sentia tanta culpa e uma absolvição que nunca vinha.
E então quebrei a última parte da minha capela.
Deixei cair.
Deixei ruir.
Deixei virar pó.
Apenas assisti sem forças.
Ali agora só resta um sepulcro.
Meu próprio cemitério de sonhos.
Sonhos que nunca viram a luz do dia,
nunca foram celebrados,
foram desencorajados, silenciados, humilhados, mal comparados, envergonhados.
Foram destruídos enquanto ainda eram sementes.
Saí de lá há alguns dias,
me arrastando,
em direção ao vale dos sonhos quebrados,
um vale enorme, cinza, preenchido de ecos que ninguém quer ouvir.
Um vale onde tantos outros chegaram como eu:
com seus templos destruídos, suas janelas partidas,
suas crianças internas chorando.
Eu vejo todos.
Mas não sei se eles me veem.
Ou se se importam.
Talvez cada um esteja preso na própria ruína.
Alguns riem,
mas é um riso vazio.
Um riso que não ilumina nada.
Tudo ali é frio, sem propósito.
Eles brindam com copos vazios,
como se comemorassem ausências e desapego
Alguns preferem ficar no frio e sozinhos
Outros se olham no espelho,
mas ignoram o relógio
e esquecem que o tempo é um fio curto,
tão curto que às vezes não dá pra dar um nó.
Ninguém parece amar de verdade ou temem a vulnerabilidade disto
Só querem parecer algo,
querem impressionar sombras que fazem com suas velas acesas num bar.
Eu não encontrei ali um lar.
Então, mesmo cansado,
subi em direção à montanha.
No caminho encontrei o Oráculo do Tempo.
Ele me disse que dali em diante,
cada passo custaria mais tempo.
Eu não entendi.
Mas ao olhar nos olhos dele,
vi uma linha inteira de existência passando em um sopro.
Minha vida coube em um instante,
num piscar de olhos que nem piscou direito.
E eu percebi:
não importa quanto tempo passe por fora,
por dentro a primeira vidraça quebrada
nunca envelhece.
As dores não respeitam cronologia.
O trauma é atemporal.
Ele mora no mesmo lugar,
com o mesmo impacto,
com o mesmo corte.
E eu ainda estava lá:
no vale dos sonhos quebrados,
preso, me sentindo menor, ferido,
tentando reconstruir com as mãos sujas de pó.
E então… veio a parte que mais doeu:
percebi que a criança que fui,
aquela que segurava uma capela inteira com as mãos pequenas,
ficou presa no momento das primeiras pedradas.
E eu cresci ao redor dela,
como uma casa construída em volta de um escombro
que ninguém nunca teve coragem de remover.
Ela ainda está lá.
Sentada entre ruínas.
Chorando baixinho para não incomodar.
Esperando que alguém
quem quer que fosse
voltasse e pedisse desculpas, que não era verdade
Mas ninguém voltou.
Ninguém nunca volta no ponto certo da dor quando a gente mais precisava.
Então eu continuei andando,
carregando um tempo que pesa demais,
olhando pra trás como quem busca algo que nunca teve chance de existir.
No fim, o Oráculo do Tempo disse que todo passo tem um preço
porque a gente, no fundo, não caminha no espaço,
a gente aprende forçadamente a caminhar dentro das próprias feridas na esperança que elas cicatrizem de forma sutil, sem marcas expostas que nos deixem feios.
E quanto mais longe tentamos ir,
mais percebemos que você nunca abandona a criança que chorou no início de tudo.
Ela segue lá.
No vale.
Com a capela destruída.
Me chamando sem voz,
pedindo para ser salva
como eu tentei salvar meus sonhos.
E talvez a maior tragédia
não seja ter perdido a capela,
nem os sonhos,
nem o tempo.
Talvez a maior tragédia seja saber
que eu nunca consegui voltar por ela.
Matteus R Lopes
"Tudo por ti"
"Adeus, mundo este que vem com paisagens magníficas, eu perdi a bússola para encontrar você, e os detalhes minuciosos fazem dela ansiosos, bela vista o seu passado, passa a dor vela, nela a mulher perfeita jamais antes vista ela, bem feita sua arte, bem feita sogro".
Às vezes eu só queria conduzir a vida como conduzo minha moto: estar sempre atento às adversidades, em equilíbrio comigo e com meus pensamentos, aproveitar o vento no rosto e fazer parte da paisagem no presente, no lugar onde estou, sem me preocupar com o passado nem com o que está por vir.
Às vezes eu só queria conduzir a vida como conduzo minha moto: com cautela, cuidado — e, mesmo que eu caia, que eu esteja protegido, porque me equipei previamente para que, quando o infortúnio chegasse, eu sofresse na menor proporção possível.
Às vezes eu só queria conduzir a vida como conduzo minha moto: nos momentos de raiva, acelerar, chegar com velocidade, ativar minha endorfina e, momentos depois, simplesmente ficar bem.
Mas infelizmente a vida não é como a moto… mas pode ser vivida como se fosse. Basta ajustar o capacete da coragem, manter firme o guidão das escolhas e seguir em frente, sabendo que cada curva traz uma novidade, cada reta traz um respiro e cada quilômetro percorrido é uma vitória.
No fim, o importante é continuar pilotando — a moto, a vida e os sonhos.
Demorou um pouco, mas um dia eu aprendi que não se deve guardar mágoas, nem rancores, e nem pensar em vingança.
Pessoas nos fazem mal, nos desejam mal e isso não vai mudar porque eu cheguei a conclusão que a vida é mesmo assim... Pessoas más devem existir para que pessoas boas também existam e se distinguirem delas.
E Deus deixa que essas pessoas estejam entre nós, não para serem testadas, mas sim, para nos testarmos em relação a elas.
É por isso, que depois de ter passado por muitas coisas e por experiências vividas é que me levaram a essa conclusão.
Não devemos nos importar com esse tipo de pessoas, porque, também chegará o dia em que elas vão se dar conta que nada na vida delas mudou.
Enquanto elas perderam tanto tempo da vida tentando prejudicar quem estava levando a sua vida sem pensar em fazer mal algum a ninguém. Aí elas se darão conta do tempo que perderam e entenderão também que basta que elas tomem conta da sua própria vida. Só assim que as pessoas mudam.
Pra tudo tem seu tempo e as pessoas pagam o seu preço de serem como são.
“O Corpo como Templo.”
Se eu pudesse descrever a maior obra de arte criada por Deus, diria sem hesitar: foi o corpo feminino, em todas as suas formas. Nunca houve prazer maior do que contemplá-lo, sentir sua beleza em cada detalhe e me perder nele.
Não existe sensação mais poderosa do que ver minha mulher se desfazer em prazer em meus braços, seu corpo tremendo enquanto goza. Nossas intimidades se encontram em um encaixe perfeito, como se tivéssemos sido moldadas uma para a outra.
As respirações se tornam descompassadas, os sussurros se transformam em gemidos, e a madrugada se entrega ao nosso desejo. Entre suor, pele e paixão, somos obra e artista, pecado e redenção — duas mulheres consumidas pelo êxtase de existir uma na outra.
— C.N.
Erros e acertos.
Quando eu acerto, parece normal. Quando erro me encolho, parece anormal errar. Falta de atenção, falta de conhecimento. Então me esforço para acertar e não errar.
Todos nós sabemos que errar é ruim.
Mas nós não podemos esquecer que Deus sempre poderá nos ajudar com nossos erros.💝
Num simples instante, o comum virou poesia
E o tempo parou quando eu vi você chegar
Era só mais um dia, uma noite qualquer
Mas o mundo mudou quando pude te encontrar
E agora eu compreendo o que é felicidade
Em cada detalhe, em cada olhar
Mariana, você é a minha realidade
O amor que eu sonhei pra poder encontrar
Mariana, flor que desabrochou em mim
Mariana, o melhor que há em meu jardim
Seu nome ecoa no meu peito como uma canção
É pura melodia, minha doce paixão
Mariana, razão do meu viver
Em seus braços eu quero sempre acolher
O mundo inteiro pode até girar
Mas é no seu amor que eu quero morar
Seu sorriso ilumina minhas madrugadas
Seu abraço aquece como o sol da manhã
São suas palavras, doces risadas
Que fazem minha vida tão especial
Seu sorriso ilumina minhas madrugadas
Seu abraço aquece como o sol da manhã
São suas palavras, doces risadas
Que fazem minha vida tão especial
E agora eu compreendo o que é felicidade
Em cada detalhe, em cada olhar
Mariana, você é a minha realidade
O amor que eu sonhei pra poder encontrar
E se um dia eu tivesse que definir
O que é o amor, o que é ser feliz
Eu mostraria uma foto dos seus olhos
Onde eu me perco e me encontro, num só instante
Onde tudo faz sentido, onde tudo é importante
Fatos da vida real:
Desperar pra quê?...
Vá com calma companheiro! Certa vez eu estava muito desesperado por uma grave situação financeira pela qual passava à época, e, minha cunhada Isabel, me disse mesmo assim: "Vai com calma Borges que vai dar tudo certo", e eu um tanto desanimado a repliquei: "E se não der certo?', ao que ela de imediato me respondeu: "Pelo menos você ficou calmo." E não é que tudo deu certo Graças a Deus. Abraços fraternos.
O céu durado e o banco no ribeiro a beira amar…
Sozinho o vento bate forte..., mas eu lembro-me de não ter que fazer sozinho desistir antes da queda... voltar ao conforto...
Se eu ainda o ser das minhas nostalgia e se lembrar de quem poderia te sido do irreparável que não mais me aprisiona escolho se livre alternativas escolhas de sempre...
A noite dentro do azul profundo perturbador e sombrio da troca do tarde alaranjada... inicio da noite que impõe uma nostalgia estranha de encerramento de mais um dia
Versos grudentos neste ditas sobre a tela de fundo preto nada se ver somente a voz que dura provoca a lenta criação de uma solidão profundidade que as palavras medem com as sombras poema contorcido por cima dos meus músculos a carne tenta respirar sílaba na firmeza dúbia... Já faz semanas que você não vem aqui me fazer lembrar dela...
A vida parece poesia em alguns lugares em algumas almas... E em alguns fadados a escrevê-las na solidão da tal percepção
Beija-flor
Andava sem rumo
Carregando imensa dor
Perdida, eu assumo
Uma vida sem cor
Tentando me reinventar
Busquei me recompor
Vagando à minha própria procura
Cruzei com um beija-flor
Um símbolo de sorte
Que trouxe renascimento
Mostrando-me um norte
Repleto de sentimento
Com um instinto autêntico
Que transborda beleza
Misturando o real e o místico
Enchendo meu mundo de leveza
Um encontro do destino
Lúcido e certeiro
Você chegou de repente
Me conquistando por inteiro
De talento evidente
E de sensação pura
Tu és o meu presente
E também o meu futuro
Da beleza sem igual
Criamos como o acesso
É transcendental
Contigo vou sem medo
Para além do mundo da lua
Eu te sinto um segredo
É meu tanto todinha tua
Teu jeito de asas me encanta
Teus voos aqui me fascinam
És incrível e espontânea
Como teus gestos me cativam
Me ensinando a todo momento
Por mais bela lição
Provando que o sentimento
Vai além da razão
Uma união imprevisível
O contraponto perfeito
Mostrando que o impossível
É questão de conceito
Logo acaba essa espera
Meu querido beija-flor
Vem chegando a primavera
E junto dela o teu amor
É bom voar contigo
Criei asas e cor
Eu sou teu caminho
E tu és meu beija-flor
Deus Eterno,
Fonte de toda vida, luz que nunca se apaga,
hoje eu me coloco diante de Ti com a fé que atravessa gerações.
Que em mim haja a confiança de Abraão,
que caminhou sem ver o destino,
mas creu na promessa acima do medo.
Que eu tenha a esperança de Sara,
que acreditou quando tudo dizia que era tarde demais,
e viu o impossível nascer.
Coloca em meu coração a obediência de Isaque,
a resiliência de Jacó,
e a fidelidade de José,
que mesmo traído, preso e esquecido,
nunca deixou de confiar no Teu propósito.
Dá-me a coragem de Moisés,
para enfrentar desertos, mares e opressões,
sabendo que Tu és Aquele que abre caminhos onde não existem.
Reveste-me com a fé de Josué,
que acreditou que muralhas caem
quando o coração permanece firme em Ti.
Que eu tenha a ousadia de Davi,
que não confiou na força, mas no Teu nome,
e venceu gigantes que pareciam invencíveis.
Ensina-me a ter a sabedoria de Salomão,
a perseverança de Jó,
que mesmo ferido, adorou,
mesmo sem respostas, permaneceu fiel.
Concede-me a fé dos profetas,
que falaram a verdade mesmo quando estavam sozinhos,
e a humildade de Maria,
que disse “sim” mesmo sem entender tudo.
Coloca em mim a fé viva dos apóstolos,
que deixaram tudo para seguir a verdade,
e o amor que tudo suporta,
que perdoa, levanta e transforma.
Que a minha fé não dependa do que vejo,
mas do que creio.
Que eu confie mesmo no silêncio,
espere mesmo na noite,
e caminhe mesmo sem sinais.
Que minha vida seja testemunho,
minha palavra seja luz,
e meu coração seja morada da Tua presença.
Amém. 🙏✨
Eu respiro o sopro do Eterno,
e nele descanso minha alma.
Caminho mesmo sem ver,
confio mesmo sem entender,
creio mesmo quando o silêncio fala mais alto.
O impossível não me governa,
pois a promessa habita em mim.
O deserto me ensina,
a espera me fortalece,
e cada passo carrega sentido.
Não estou só.
Há uma presença que me guia,
uma luz que não se apaga,
um amor que sustenta tudo.
Entrego o medo,
acolho a fé,
e sigo em paz.
Hoje, eu escolho confiar.
Hoje, eu escolho permanecer.
Hoje, eu escolho caminhar na luz.
Assim é. 🌟
Vibrações Invisíveis
Sabe… eu estou aqui, e ao mesmo tempo não estou. Mas de onde eu estiver, estou olhando por você. E não é com tristeza, não. Estou sorrindo. Sorrindo porque te vejo andando, crescendo, vivendo, encontrando a sua luz.
Cada passo seu é música para mim. Cada sorriso, cada conquista, cada pequena coragem… eu estou lá, invisível, mas inteiro, vibrando com você. Não preciso estar ao seu lado para sentir o seu brilho. Ele me alcança e me alegra, como se eu pudesse respirar através de você.
Não se prenda à saudade, não. Deixe que ela seja ponte, e não muro. Eu quero que você vá, que viva, que dance com o vento e caminhe firme. Porque a sua felicidade é meu abraço mais forte, é meu sorriso mais largo.
Então siga, siga e saiba. Eu vou estar ali, sempre. Não nos detalhes do dia a dia, não nas coisas pequenas que se vão, mas no calor do seu riso, na força da sua
“Não me dê flores quando eu não estiver mais aqui.”
Não espere o silêncio pra reconhecer minha presença.
Não espere a ausência pra dizer que eu fui importante.
Homenagem bonita é abraço em vida,
é palavra dita no tempo certo,
é carinho que alcança quem ainda pode sentir.
Flores no fim não consolam quem partiu,
só aliviam a consciência de quem ficou.
Se for pra me homenagear, que seja agora.
Enquanto eu respiro.
Enquanto eu escuto.
Enquanto ainda dá tempo.
Na tua imprudência pervertida, eu me perco desbravador,
atravessando o teu limbo devasso, mulher do pecado.
Sou um flagelo de aparências ainda vivo,
mas por dentro já não respiro
morto no espírito, na alma, no corpo.
Em ti não há piedade,
nem compaixão que me resgate.
Deixaste-me errante, sem fronteiras,
sem direção,
sem herança além de ti.
Tu és o único benefício da minha ruína.
Em ti, a luxúria não dorme —
ela reina todos os dias.
E eu, prisioneiro do teu desejo,
sou escravo até na sombra dos meus pensamentos.
Não há outro universo,
não existe recomeço possível.
O que me resta é viver este cárcere,
aprisionado no teu covil,
onde o pecado se faz morada
e nem mesmo a santidade ousa me visitar.
Ainda assim, é em ti que permaneço,
mesmo condenado,
mesmo perdido,
mesmo amando aquilo que me destrói.
Entre o Reencontro e o Silêncio
para quem reacendeu a chama e depois partiu
Eu não te busquei,
foi você quem voltou,
cinco anos se passaram,
e a chama, de repente, brilhou.
Teu olhar reacendeu
a esperança que eu já tinha deixado pra trás,
mas, num piscar, você sumiu,
deixando a dúvida na beira.
Por que voltar, se não quer ficar?
Acender a chama só para apagar,
deixar perguntas no ar,
sem resposta, sem explicar.
Fico com o reflexo do teu olhar,
a saudade do que parecia recomeçar,
e a dúvida que insiste em ficar:
foi falta de tempo ou de querer estar?
— Mykesio Max
Entendendo o sucesso de Virgínia e a sociedade em que vivemos
Hoje eu vou falar sobre o sucesso da Virgínia Fonseca, mas não para julgar ela como pessoa. A ideia aqui é entender o que o sucesso dela mostra sobre a sociedade em que a gente vive.
Muita gente admira a Virgínia porque ela mostra uma vida cheia de dinheiro, beleza, viagens, casas grandes e uma família que parece perfeita. Mas por que isso chama tanta atenção?
Primeiro: o que é capitalismo?
O capitalismo é o sistema em que a gente vive. É basicamente um jeito de organizar a sociedade onde quem tem dinheiro tem mais poder e mais oportunidades. No capitalismo, tudo vira produto: roupa, celular, comida e até a imagem das pessoas.
Por exemplo:
Quando a gente entra no shopping, tudo foi feito para a gente querer comprar. Nas redes sociais acontece a mesma coisa. Quando a Virgínia mostra uma bolsa cara ou um produto, ela não está só mostrando — ela está vendendo um sonho de vida melhor.
Ostentação: mostrar para ser reconhecido
Ostentação é quando a pessoa mostra o que tem para provar que venceu na vida.
Um exemplo simples:
Se alguém chega no bairro com um carro novo e caro, muita gente já pensa: “Essa pessoa está bem na vida”.
O sociólogo Pierre Bourdieu explica que isso gera prestígio, ou seja, as pessoas passam a respeitar mais quem parece ter sucesso. A Virgínia faz isso o tempo todo nas redes, e por isso tanta gente admira.
Beleza como trabalho
Hoje em dia, a beleza também virou trabalho.
Cuidar do corpo, do cabelo, da maquiagem e da roupa gera dinheiro nas redes sociais.
Um exemplo do dia a dia:
Uma pessoa comum tira uma foto bonita e recebe elogios. A Virgínia tira uma foto e recebe dinheiro, contratos e patrocínios.
O sociólogo Zygmunt Bauman explica que vivemos numa sociedade onde as pessoas precisam se vender o tempo todo para serem aceitas.
“Se ela conseguiu, eu também consigo”
Muita gente pensa assim, né?
Isso se chama meritocracia: a ideia de que todo mundo vence só com esforço.
Mas vamos pensar num exemplo simples:
Duas pessoas querem abrir um negócio.
Uma tem dinheiro guardado, apoio da família e contatos importantes.
A outra mal consegue pagar as contas no fim do mês.
As duas se esforçam, mas não começam do mesmo lugar.
Ou seja, nem todo mundo tem as mesmas oportunidades.
Agora: o que é patriarcado?
O patriarcado é um sistema antigo em que o homem manda mais e a mulher fica com a maior parte da responsabilidade da casa e dos filhos.
Mesmo hoje, isso continua acontecendo.
Um exemplo comum:
Quando um filho adoece, geralmente perguntam pela mãe, não pelo pai.
A Virgínia aparece como uma mulher rica e famosa, mas também como mãe perfeita, esposa presente e dona de casa organizada. A filósofa Angela Davis explica que isso coloca uma pressão enorme sobre as mulheres, como se elas tivessem que dar conta de tudo sozinhas.
Família como prova de “boa pessoa”
Mostrar uma família feliz passa a ideia de que a pessoa é correta e confiável.
Um exemplo:
Quando alguém diz “é pai de família” ou “é mãe dedicada”, automaticamente a pessoa ganha mais respeito.
Mas esse modelo de família não representa todas as realidades, e muita gente acaba se sentindo inadequada por não viver assim.
O que é racismo estrutural?
Racismo estrutural é quando o preconceito não aparece só em xingamentos, mas na forma como a sociedade funciona.
O jurista Silvio Almeida explica que pessoas brancas, no geral, têm mais acesso a oportunidades do que pessoas negras.
Um exemplo do dia a dia:
Uma pessoa branca e uma pessoa negra entram numa loja.
Muitas vezes, a pessoa negra é mais observada pelo segurança.
Isso é o racismo funcionando de forma silenciosa.
A imagem de sucesso da Virgínia segue um padrão de beleza e de vida ligado à burguesia branca, que é vista como modelo ideal na sociedade.
A Virgínia não é só uma pessoa famosa. Ela é um símbolo do tipo de sucesso que o capitalismo valoriza: dinheiro, beleza, consumo e família perfeita.
Entender isso ajuda a gente a parar de se comparar tanto e a perceber que o valor de uma pessoa não está no dinheiro, na aparência ou na vida que aparece nas redes sociais, mas na sua história, nas suas lutas e na sua humanidade.
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