Textos sobre preconceito
Navegando em sonhos surreais
Uma só mente
Vaga e ambulante
O ser solitário
De um coração vibrante
O pensante pensador de vastos sentimentos delirantes
Navegando em sonhos surreais.
O branco entrelaçado com o preto
Quebrando barreiras do preconceito nas mentes subliminares e egoísta.
O fino lixo mental
Descrito nas cores quentes
Apregoando maldades
Na disseminação do mal.
240822
Se todos ensinassem as crianças, desde pequenos, que não existem diferenças entre seres humanos, não existiria preconceitos, xenofobia, homofobia, racismo ou discriminação de qualquer espécie.
Somos aquilo que aprendemos, aquilo que vemos no nosso dia a dia e permitimos absorver em nosso ser.
Cabe a cada um se policiar e, se não tem capacidade de auto analise, ao menos escutar quando a critica vem de outro e refletir sobre essa critica e ver se tem lógica, fundamento e se for capaz de constatar seu erro, se permitir mudar, somos seres evolutivos, só fica estagnado quem quer, por pura ignorância e ego, por não querer dar o braço a torcer.
Nesta jornada da vida, é comum encontrar desafios que parecem insuperáveis. O bullying e o preconceito são formas cruéis de injustiça que podem ferir profundamente, deixando marcas difíceis de serem apagadas. Mas lembrem-se, vocês são mais fortes do que imaginam, e há uma luz brilhando dentro de cada um de vocês, pronta para dissipar as trevas da adversidade.
Em momentos de desânimo, recorram às palavras reconfortantes do Salmo 34:18: "Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito." Deus está sempre ao seu lado, pronto para lhes oferecer conforto e força para superar as dificuldades.
Assim como José, que foi alvo de inveja e injustiça por seus irmãos, lembrem-se de que Deus transforma as situações mais sombrias em oportunidades de crescimento e superação. José passou por tribulações, mas no final, emergiu como um líder poderoso, capaz de perdoar aqueles que o haviam ferido.
Sejam como Daniel, que manteve sua fé e integridade mesmo diante das provações mais difíceis. Sua coragem e determinação o tornaram um exemplo de resistência e esperança para todos nós.
Queridos jovens, não permitam que o ódio e a intolerância dos outros definam quem vocês são. Vocês são preciosos aos olhos de Deus, criados à Sua imagem e semelhança, e merecem ser tratados com amor e respeito. Acreditem em si mesmos, busquem apoio em amigos e familiares amorosos e nunca desistam de lutar por um mundo onde o amor e a aceitação prevaleçam.
Lembrem-se sempre das palavras encorajadoras de Romanos 8:37: "Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou." Vocês são mais do que vencedores, capazes de superar qualquer desafio que a vida lhes apresentar.
... Jesus amado, ele é praticamente um branco, tão bom é seu caráter. Para mim, ele é a prova viva de que um homem pode ser preto de pele e branco de alma. O fato de ser negro não significa o fim, basta se esforçar para ser um branco em suas atitudes, e é nisto que reside a esperança de um homem de cor.
... Alimento a fé de que mesmo um preto pode receber o perdão divino - com ressalvas, claro -, e quem sabe, até herdar o paraíso, isso, se de coração sincero, desejar ardentemente embranquecer a alma. Afinal, para o Senhor mais vale um injusto arrependido que dois justos que não necessitam de perdão.
Para os preconceituosos...
Não é o cabelo, religião, opção sexual, raça ou cor que incomoda e sim,
a amargura existente neles mesmo.
Pobres infelizes, perturbados e doentes de espírito.
Que incapazes de viver a própria vida,
preferem tentar denegrir, diminuir, atacar, ofender e desmerecer a alheia.
Ação e Reação
Nenhuma pessoa deve ridicularizar, maltratar, menosprezar praticar qualquer outra maldade ou agir com preconceito com ralação a outra pessoa.
Se a pessoa que assim age não se redimir ou procurar reparar o mal que tenha praticado, poderá, no futuro, ainda que no plano espiritual para o qual irá depois de sua morte, sofrer as consequências de tais atitudes.
Isto não significa que a pessoa que está passando por algum sofrimento esteja sendo penalizada por alguma ação nefasta que tenha praticado no passado.
Ocorre que, além da lei da ação e reação, o modo de vida, o aspecto físico ou o sofrimento de uma pessoa pode ter sido determinado por Deus visando algum propósito em prol da evolução da humanidade ou pela própria pessoa para, simplesmente, evoluir espiritualmente.
Nella città III - A cor da carne
Há dores que nascem antes do grito.
Não do corpo, oráculo por vezes calado,
nem da alma, que cedo se curva ao pranto.
Mas da identidade, lançada à sombra, à face do repúdio,
antes mesmo de saber-se ser.
Nasce, então, a dor sem nome,
antes que a luz do mundo pudesse tocar a pele — nua.
É o peso de um tom que destoa,
aviltado pela violência do olhar.
A cor da carne, que não é da alma,
não é identidade,
mas adorno passageiro —
incompreendido por olhos de cárcere,
que desferem o açoite mudo da ignorância,
a face vertida.
Vê:
a cor sublinha o corpo,
e não pede perdão pelo que é.
Aqueles que esperam que a cor se renda
não entendem o enigma da pele — nua,
que nenhuma voz pode enunciar.
Não se trata de mudança de humor constante, trata-se de, às vezes, eu não conseguir fingir que estou bem. Sem perceber, às vezes sou verdadeiramente eu, e isso incomoda.
Ao não conseguir mascarar a verdade interior, sinto-me exposto à própria fragilidade, como se deixar que meu “eu” verdadeiro apareça fosse admitir que tenho falhas e medos que fogem ao controle. Essa transparência, ainda que
dolorosa, revela que a força que me sustenta vem de aceitar minhas quebras em vez de fingir perfeição.
A vida me fez ser uma pessoa que não pode ter medo nem inseguranças, não posso perder tempo com distrações.
Aprendi que, num cotidiano marcado pela dor, hesitar pode significar retroceder. A cada passo, preciso demonstrar coragem mesmo quando as pernas tremem. Essa imposição de resistência constante cria um estado de alerta quase doentio, cada distração vira um risco de me fazer esquecer o quão frágil sou.
Sou prisioneiro dos meus pensamentos.
Dentro da minha mente, a dor se repete em ciclos infinitos, como se cada lembrança fosse uma cela reforçada, sem grade visível, mas impossível de escapar. Tento lutar contra
a voz interna que insiste em rotular cada segundo como tortura, mas percebo que só reconhecendo e acolhendo esses pensamentos posso começar a libertar-me.
Temos que estar constantemente preparados para o inesperado, para o sabor desconhecido do fracasso, porque da vitória, todos já sabemos o gosto. Diante das crises que interromperam minha infância, entendi que o fracasso não é exceção, mas regra. Cada passo adiante vem acompanhado
de suspeita e medo, pois o peso do imprevisível me ensinou que cada “provavelmente dará certo” pode se tornar “certamente dará errado” num instante.
Às vezes, o destino, a vida, vão te ensinando a ser mais duro. Isso é um ato de sobrevivência. Com o tempo,
descobrimos que não é todo mundo que merecem sua risada, seu abraço, sua atenção. Essa é apenas uma evolução que faz você sobreviver mais um dia. À medida que enfrento olhares de pena e sussurros disfarçados de “preocupação”, tornei-me endurecido, proteger o coração tornou-se instinto de defesa. Essa casca emocional me impede de receber
afeto genuíno, mas me mantém vivo quando tudo ao redor parece conspirar para me derrubar.
A sensação que me dá é que, nas minhas costas, carrego todo o peso da alma, caminhando sozinho. Meus pensamentos se perdem no ar. Carrego memórias de um corpo que não responde e de dores que não cessam, como se estivesse forçado a suportar
um universo inteiro de angústia sem trégua. Mesmo quando falo, sinto que minhas palavras se desfazem antes de alcançar alguém, pois o mundo se move tão rápido que minha dor soa inaudível no eco da normalidade alheia.
A escuridão não é a ausência de luz. É algo muito mais complexo. Eu já estive lá várias vezes, aliás, ela, de vez em
quando, vem ao meu encontro. Mas, mesmo nas sombras, eu sei que Deus está sempre comigo, nunca me
desamparou. Mesmo na escuridão completa, segura a minha mão e me mostra o caminho. A ausência física de claridade simboliza apenas a fração visível do que sinto, há uma densidade sombria que engole sentido e esperança. Porém, a percepção de uma presença divina me faz acreditar que existe, mesmo no ponto mais escuro, uma mão invisível capaz de me guiar quando minhas forças falham.
A hipocrisia está em todo lugar, em todos. Eu a carrego também, de certa forma, mas, ao perceber, tento injustificadamente me alinhar aos princípios que alguém hipócrita nos deu de herança. Vejo hipocrisia nos olhares que disfarçam repulsa de compaixão, e reconheço traços dela em minhas próprias ambições frustradas, querer ter um dia de paz, mas manter
meu rancor como combustível. Tento me policiar, mas sou parte desse ciclo, recebi valores enviesados de gente que, ao pregar bondade, agia de maneira oposta.
Chorar não adianta mais. Eu e meu choro fazemos companhia um ao outro.
Já chorei até não sentir mais nada, as lágrimas se esgotaram, deixando apenas um vazio duro. Hoje, o choro é como um amigo que visita minha face sem quase derramar gota, ele lembra o tanto que tentei e falhei em encontrar alívio na própria tristeza.
A intolerância chegará a tal ponto que as pessoas inteligentes serão impedidas de fazer qualquer reflexão para não ofender os imbecis.
Vejo no rosto das pessoas o desejo de julgar-me sem conhecer minhas lutas, qualquer pergunta sensata sobre meu estado gera desconforto, pois confronta uma realidade que preferem ignorar. Nesse cenário, minha busca por entendimento e diálogo se tornam silenciadas, o medo de “ofender” alimenta intolerância ainda maior.
Realmente devemos fazer a vida ser a mais harmoniosa possível, devendo nos espelhar em Jesus Cristo, que levou uma vida simples e o seu dever era amar. Ainda que sendo o príncipe dos exércitos, teve humildade de morrer por um pecado não cometido, só para nos salvar. Inspirar-me na trajetória de alguém que suportou sofrimento em prol do próximo me ensina que amar pode ser ato mais radical do que resistir à dor. Em cada gesto de humildade que tento ter, sei que carrego um fardo pesado, ser gentil num mundo que recompensa a dureza, mas busco nesse exemplo força para continuar, mesmo quando meu corpo falha em demonstrar fé.
Não estás sozinho nessa guerra interna que estás enfrentando, Deus está caminhando ao seu lado, te levantando, enxugando cada lágrima que do seu rosto escorre. A caminhada te deixa mais forte, não pense que
Deus te abandonou, olhe para trás, verás tuas pegadas que
deixasse quando seus dias eram bons, nos dias difíceis, não se vê suas pegadas, pois Deus te carregou no colo. Quando meus próprios pés cederam sob o peso da dor, descobri que há momentos em que não consegui andar sem ajuda, e sentir essa presença divina como um colo invisível me deu coragem para suportar crises que jamais imaginei sobreviver. Cada reflexão sobre minha trajetória revela números invisíveis, os dias difíceis não exibem minhas pegadas, mas guardam lições de fé que me sustentam até hoje.
Cada um de nós tem um conflito interno, é inevitável, tristemente. De alma abatida, mas a solução é esperar em Deus. A tempestade não é para sempre, o mar se acalmará, tenha paciência. Quando estou conversando com Deus e me retorna a lembrança da promessa que Jesus nos deixou, de
que estarei com Abraão, Jacó e Isaque em um lugar onde o amor transborda todos os outros sentimentos. Essa promessa me faz suportar mais um dia e outro, até a promessa se cumprir. Reconhecer essa luta interna contínua, entre a vontade de desistir e a faísca de esperança, me obriga a praticar a
paciência como um músculo que dói a cada repetição. Entregar-me a uma fé inabalável não elimina a dor, mas oferece um porto seguro onde posso abrigar os escombros da minha alma até encontrar forças para reerguê-la, mesmo que apenas por mais um dia.
