Texto para um Bebe

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Sobre a Lua


Recentemente, peguei-me assistindo a um filme que jamais saberia apreciar;
A beleza de sua história, em outros tempos, eu a desprezaria.
Mantinha meus gostos atrelados à situação à qual me impus,
Não que estivesse enganado — apenas fui omisso com a vida.


Então, foi ao olhar para você, libertando a própria alma,
Apesar das cicatrizes marcadas em seu corpo,
Que se cingiu de amor, esperança e alegria
E buscou a luz para refletir àqueles que se encontravam nas trevas.


Outrora, minhas noites, de tão escuras, fizeram-me esquecer a lua,
Que seguia em seu contínuo e incansável ofício, mesmo sob o céu fechado.
Agradeço por isso: por oferecer, por meio da luz, a cura de sua bondosa alma.
E recrimino as nuvens por hoje não me permitirem contemplá-la.


Desejo que brilhe, ainda que lhe peçam ou a convençam do contrário.
Quero que persista, mesmo quando sentir que não consiga.
Queria ter forças para sair da noite e, enfim, aceitar o dia;
Mas, enquanto eu tiver a lua, sei que isso me bastará.


DRAL

Teu olhar me despe antes da mão,
e a pele aprende a esperar.
Há um incêndio manso entre nós,
ardendo devagar, pedindo mais ar.

Meu corpo te chama em silêncio,
arqueja na beira do sim,
cada passo teu me invade,
como fome que sabe de mim.

Não me toques — ainda.
Deixa o desejo crescer,
porque quando enfim me alcançares,
não haverá retorno,
só o prazer de me perder em você.

⁠Nem percebemos
que quando chegamos a este mundo ,já estamos nos despedindo dele.A cada dia um novo dia surge,um novo sol,a nuvem que hoje desenha o papai Noel , nunca mais será a mesma,o vento que balança as árvores também se despedi e não volta nunca mais,outro vento ocupa seu lugar,a chuvinha gostosa molhando a terra,também se torna passado,amanhã será outra chuva.
Nós também seremos o ontem ,pra que outros vivam o amanhã,e assim a terra vai se renovando.
Tudo nesta vida tem fim,só não o amor.

⁠Lutar pelos objetivos significa não parar de lutar.
É um experimento que é pra ser vivenciado a todo minuto,instante ,dias,durante as 24 horas,até durante o sono manter o foco e sonhar dormindo e depois continuar sonhando acordada.
Lembrando que não precisa de pressa ,tudo vai acontecendo naturalmente no dia a dia.

Música, viagens amores e saudade

Você vive em um mundo que tem música,
tem viagens, tem amores, tem saudade.
É um mundo confuso também onde alguns são movidos por respostas, outros por infinitas incertezas.
Eu sei que não é simples viver aqui, mas você pode escolher o olhar que prefere enxergar tudo. O poder é seu!
Escolha o lado bom, o amor, a felicidade e a paz, você pode, mas é necessário esforço consciente pra ser feliz todos os dias.
Busque estímulos de vida, de fé e de esperança para que seus dias tenham sossego, paz e confiança nessa vida que tem música, tem viagens, tem amores e tem saudade.

Dia dos namorados é um dia como outro qualquer, para aqueles que cultivam o amor no dia a dia.Para aqueles que dormem com um " durma bem" carinhoso e acorda com um sorriso de, "bom dia" mesmo que seja , as 5hs da manha pra ir trabalhar...Indiferente de datas, o amor plantado tem que ser regado todos os dias , com palavras e atos de carinho,não é necessário presente, mas sim estar presente na vida do outro.Pois mesmo que estejam a kms de distancia um do outro , os enamorados sabem, que os corações são um do outro...
Aproveitem os recém enamorados e aprendam a amar o dia a dia,não deixe apenas para um dia especifico.A vida passa, há de ter prazer de cultivar sempre, esse amor!!!
Feliz amando todos os dias

AMOR CLANDESTINO

Ela não tinha nenhum ídolo
e seu coração
tinha um habitante
clandestino...

Uma vontade ardente
de se render à
tentação,
desviar do
caminho...

Por pouco ela
não sucumbe ao delito
e provoca
o apocalipse!

Ela sempre teve
esse segredo oculto
- o eclipse!

Ela entorna
um copo de gim
sem saco
pra ouvir
a razão!

Ela só precisa mesmo
é de uma dose de coragem
pra cometer a contravenção!

Ela morde os lábios
pensa numas bobagens
e cola a boca
de batom
no espelho...

O que ela
menos precisa nesta hora
é de um bom conselho!

Ela cruza as pernas
tentando ser mais atrevida
e tudo o que
nunca foi na vida!

Se ela tivesse coragem
aquele momento seria ideal
para se perder a disciplina!

Mas ele era só um segredo
uma vontade que estava
escrita na palma
de sua mão...

Um desejo, uma viagem
- Obsessão!

Uma pólvora
adormecida
dentro do coração!

Um anjo em minha vida

Não acreditava em anjos adultos.
Ora. Se os adultos todos conhecem a maldade do mundo, como poderiam ser anjos?

Até que uma certa vez, precisei de um.
E no momento certo você veio até mim. Me fortalecendo, me pegando pela mão, levantou-me.

Por vezes fui mal agradecida à ti, pode se considerar dessa forma. Já começara a andar na escuridão e por tanto não aceitava que em meio a tantos, poderia existir alguém assim, como você.
Mas se não fosse assim, eu não passaria a acreditar tanto em anjos.

Toda sua bondade, carisma, amizade, cumplicidade e respeito que conquistam.

Você,
Meu querido anjo!
É um bom homem.

Chegou como um anjo em minha vida
Era tudo que me mais queria
Hoje voce é meu tudo
Virou meu mundo
Lindo sorriso
Tudo eu memorizo
Ate o suave som de sua voz
Hoje não existe mais eu só nós
Presente de deus
Seus olhos nos meus
Minha boca deseja a sempre a sua
Seu brilho e maior do que a luz da lua...

Culpa


A culpa não chega gritando.
Ela sussurra.


Surge como um pensamento repetido na madrugada:
“Eu deveria ter feito diferente.”
E quanto mais essa frase ecoa, mais ela pesa.


Não é apenas o que aconteceu que dói é a história que eu conto sobre o que aconteceu. Quando transformo o erro em sentença, a dor se amplia. Quando digo a mim mesma “eu estraguei tudo”, começo a acreditar que sou maior do que o próprio erro. E então a culpa deixa de ser um sentimento e vira identidade.


Mas se eu paro por um instante…
Se eu respiro…


Talvez eu consiga enxergar que, naquele momento, eu estava tentando sobreviver com os recursos que tinha. Talvez estivesse cansada demais, confusa demais, ferida demais para escolher melhor. Nós decidimos a partir do que conseguimos ver e às vezes nossa visão está turva.


O passado não pode ser reescrito.
E lutar contra isso só me aprisiona mais.


A maturidade começa quando eu escolho olhar para o que foi feito sem fugir. Quando reconheço:
“Eu errei.”


Sem justificar.
Sem dramatizar.
Sem me destruir.


Errar não me transforma em erro.
Significa apenas que sou humana.


Hoje, talvez o mais difícil e o mais libertador seja dizer:


“Há consequências. E eu vou encará-las.”


Não tenho poder sobre ontem.
Mas tenho responsabilidade sobre agora.

Apenas queria que lesses um livro à beira-mar para mim e, quem sabe, trocássemos olhares sem que nenhum de nós proferisse uma só palavra ao outro. Apenas isso: o silêncio, os olhares, o desejo que não se consumaria.


Eh, sabes, eu admiro mentes cuja curiosidade é incomum; o ser cuja conversa que me traz é espontânea. Até certo ponto, eras um ser interessante, mas então trouxeste a estática para o nosso pequeno mundo. Mudaste. Carreguei o que ainda sobrava de mim e fui embora.

Teu Nome

Teu nome foi um sonho do passado;
Foi um murmurio eterno em meus ouvidos;
Foi som de uma harpa que embalou-me a vida;
Foi um sorriso d’alma entre gemidos!

Teu nome foi um echo de soluços,
Entre as minhas canções, entre os meus prantos;
Foi tudo que eu amei, que eu resumia—
Dores—prazer—ventura—amor—encantos!

Escrevi-o nos troncos do arvoredo,
Nas alvas praias onde bate o mar;
Das estrellas fiz lettras—soletreio-o
Por noute bella ao morbido luar!

Escrevi-o nos prados verdejantes
Com as folhas da rosa ou da açucena!
Oh quantas vezes na aza perfumada
Correu das brisas em manhan serena! ?

Mas na estrella morreu, cahiu nos troncos,
Nas praias se—apagou, murchou nas flores;
Só guardado ficou-me aqui no peito
—Saudade ou maldição dos teus amores.

- José Bonifácio, o moço

ELEGIA 1938
Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guardas-chuvas de bronze
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.
Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.
Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.

- Carlos Drummond de Andrade

A Jornada de Domily


Num pequeno bairro onde os sonhos pareciam adormecidos, vivia Domily, um jovem que acreditava que a vida podia ser mais do que apenas sobreviver. Enquanto muitos viam dificuldades, ele via desafios disfarçados de oportunidades.


Desde cedo, Domily aprendeu que o mundo não oferece nada de graça — mas oferece tudo a quem tem coragem de tentar. Com uma mente inquieta e um coração determinado, ele começou a estudar, observar e aprender com cada erro. A cada queda, levantava-se mais consciente de quem era e do que queria construir.


As pessoas diziam: “Domily, é impossível mudar o destino.”
Mas ele respondia: “O destino não muda sozinho — quem muda o destino é quem decide não parar.”


Com o tempo, Domily tornou-se uma referência. Não apenas pelo sucesso que conquistou, mas pela mentalidade que espalhou: a de que todos podem avançar, mesmo que com pouco, desde que com propósito.


Hoje, quando alguém pergunta o que fez dele diferente, ele sorri e diz:


> “Não foi sorte. Foi comunicação, coragem e fé no processo.”

⁠A Sentença
Este não é um poema.
É o meu último relato antes de atravessar a porta do júri.
Antes de entrar em uma audiência, eu acreditava que tudo ali dentro era quase uma “mil maravilhas”. Eu imaginava técnica, ordem, respostas. Mas a realidade surpreende — e assusta. Logo nas primeiras audiências, sentado em silêncio, ouvindo relatos que não cabem em atas, percebi a quantidade de crimes, de histórias quebradas, de vidas atravessadas pela dor que passam por aquele espaço. E nenhuma delas sai ilesa.
O ser humano não é algo simples. Eu aprendi isso ali, observando pessoas que, fora daquele ambiente, poderiam estar numa fila de mercado ou sentadas à mesa de casa. Ele não foi feito para existir sozinho, mas como um conjunto, uma união que, em teoria, jamais deveria se separar. Ainda assim, é justamente nessa fragilidade — nessa dependência do outro — que surgem os conflitos mais profundos.
Um crime, quando acontece, é imprevisível. Nem sempre nasce de grandes planos ou intenções claras. Às vezes, começa pequeno demais para ser percebido: uma mensagem lida fora de hora, uma palavra atravessada, um silêncio mal interpretado. Para alguém, aquilo já é suficiente para acionar o ódio, a violência, o crime. O que parece insignificante para quem observa de fora pode ser insuportável para quem vive por dentro.
O ser humano tem o dom da discórdia. Fala o que vem, sem medir consequências. E quando percebe o efeito da própria palavra, muitas vezes já é tarde. O que para uns é irrelevante, para outros atinge em cheio. É nesse choque de percepções que nasce a brecha — uma brecha concreta, real — que rompe o indivíduo e o coloca em conflito direto com a sociedade.
Agora, diante do júri, tudo se reduz ao essencial. Já não importam discursos longos nem teorias distantes. O ser humano carrega em si uma fratura permanente: o desejo de pertencer e a incapacidade de suportar o outro. Dentro dessa fissura nascem o medo, a raiva e o impulso que antecede o ato. Não é o crime que chega primeiro, é o colapso interno — silencioso, gradual, muitas vezes invisível.
Cada consciência que entra naquele plenário trava uma guerra silenciosa entre aquilo que sabe ser justo e aquilo que não consegue controlar. Cruzo essa porta consciente de que a justiça verdadeira não começa no veredito. Ela começa no instante em que o ser humano tem coragem de encarar as próprias sombras — e admitir que, sem esse confronto íntimo, toda sentença é incompleta.

**Título: Quem Será Que Somos ou Quem Nos Tornamos Diante da Sociedade**
Existe um cansaço que não se confessa.
Existe uma inquietação que não encontra palavras.
Existe uma parte de você que permanece em silêncio porque aprendeu que revelar demais pode ser perigoso.
Vivemos sob uma vitrine permanente. A sociedade nos convida — e, muitas vezes, nos pressiona — a construir versões aceitáveis de nós mesmos. Aprendemos a organizar sentimentos, editar opiniões, suavizar arestas. Com o tempo, deixamos de perceber quando estamos sendo autênticos e quando estamos apenas nos ajustando para evitar a rejeição.
Antes de qualquer argumento ou defesa, permita que esta pergunta se aproxime de você com calma:
**Quem será que somos — ou quem nos tornamos — diante da sociedade?**
Sócrates ensinava que a vida precisa ser examinada. No entanto, examinar-se é um gesto delicado e corajoso, pois exige retirar camadas que foram construídas como proteção. Significa reconhecer que muitas decisões não nasceram da liberdade, mas do receio de não sermos aceitos.
Em que momento você começou a se adaptar para caber?
Quando decidiu que precisava ser forte o tempo todo?
Quando concluiu que certas fragilidades deveriam permanecer ocultas?
Sem perceber, você foi se moldando para agradar.
Carl Jung denominou “persona” essa estrutura social que utilizamos para nos relacionar com o mundo. A persona organiza nossa convivência, mas não pode substituir a essência. O problema surge quando já não sabemos onde termina o papel social e começa o nosso verdadeiro ser.
Aquilo que não é expresso não desaparece.
Aquilo que é negado não se dissolve.
Aquilo que é ocultado continua existindo dentro de nós.
Sigmund Freud descreveu as tensões entre nossos impulsos e as exigências internalizadas. A voz que nos cobra nem sempre é genuinamente nossa; é a sociedade instalada na consciência. Ela exige desempenho, coerência e constância. Assim, aprendemos a aparentar estabilidade mesmo quando, interiormente, estamos em conflito.
Reflita com sinceridade:
Quantas vezes você já teve a sensação de estar encenando a própria existência?
Quantas vezes carregou um sofrimento que ninguém percebeu?
Quantas vezes reprimiu sua autenticidade por receio das consequências?
Talvez não tenha sido por maldade, mas por necessidade de sobrevivência emocional.
Platão descreveu homens que confundiam sombras com realidade. Hoje, essas sombras podem ser expectativas sociais, modelos de sucesso e narrativas prontas sobre felicidade. Tentamos corresponder ao que é valorizado e evitar o que é criticado. Nesse esforço constante, afastamo-nos da espontaneidade.
Jacques Lacan afirmou que nos constituímos no olhar do outro. Precisamos ser reconhecidos para nos sentirmos inteiros. Contudo, quando essa necessidade se transforma em dependência, passamos a existir em função da aprovação alheia. Cada escolha é medida pelo impacto externo, e não pela coerência interna.
Isso gera desgaste.
Desgasta manter firmeza quando o coração vacila.
Desgasta aparentar segurança quando a mente questiona.
Desgasta sustentar uma imagem que já não corresponde ao que realmente se sente.
Talvez o esgotamento que você experimenta não seja apenas físico, mas emocional. Talvez seja o peso de sustentar uma versão de si que já não representa sua verdade atual.
Aristóteles lembrava que somos seres da pólis, destinados à vida em comunidade. O pertencimento é natural e necessário. No entanto, quando pertencer exige sufocar a própria essência, instala-se uma ruptura silenciosa.
E rupturas internas raramente fazem barulho, mas transformam profundamente.
Aqui, a reflexão precisa tocar um ponto sensível:
**Se você não tivesse medo de desapontar ninguém, que decisões tomaria hoje?**
Não responda com pressa.
Não responda para parecer admirável.
Responda com honestidade íntima.
Talvez você admitisse seu cansaço.
Talvez reconsiderasse alguns caminhos.
Talvez expressasse sentimentos que há muito tempo guarda.
Talvez abandonasse expectativas que nunca foram verdadeiramente suas.
A transformação começa quando deixamos de fugir do que sentimos.
O maior risco não é a desaprovação social.
O maior risco é viver desconectado de si por tanto tempo que já não se reconhece.
Retornamos, então, à pergunta central — agora mais profunda e pessoal:
**Quem será que você é — e em que medida foi se transformando apenas para ser aceito?**
Observe suas concessões.
Observe seus silêncios prolongados.
Observe os momentos em que preferiu segurança à verdade.
Se algo nesta leitura provocou desconforto, é porque tocou em algo real. E o que é real não exige espetáculo; exige reconhecimento.
Talvez você não precise romper com o mundo. Talvez precise apenas reaproximar-se de si mesmo. Reduzir o volume das expectativas externas e escutar aquilo que há muito tempo tenta emergir.
Porque, no final — quando não houver plateia, comparação ou aplauso — restará apenas você diante da própria consciência.
E a pergunta final não será pública; será íntima:
**Você está vivendo de acordo com quem realmente é ou continua moldando sua identidade para evitar rejeição?**
Se a resposta causar dor, não a ignore.
É nesse ponto sensível que começa a verdade.
E onde há verdade, há possibilidade de liberdade.


Prezados,
Venho, por meio desta, apresentar o espaço onde tenho publicado minhas reflexões e poemas — um projeto desenvolvido com seriedade, responsabilidade intelectual e compromisso com a qualidade literária.
Cada produção ali compartilhada é construída com cuidado na linguagem, profundidade temática e respeito ao leitor. A proposta é oferecer conteúdos que estimulem a reflexão, promovam o pensamento crítico e dialoguem com aspectos essenciais da experiência humana, sempre fundamentados em argumentação coerente e estrutura consistente.
Acredito que a palavra, quando bem cultivada, possui força formadora e transformadora. Por isso, busco unir sensibilidade e racionalidade em cada texto, mantendo equilíbrio entre emoção e clareza, inspiração e consistência.
Solicito, gentilmente, o apoio na divulgação desse trabalho. Convido-os a criar uma conta na plataforma, acompanhar as publicações e compartilhar o conteúdo com suas redes, caso considerem pertinente. A expansão de um projeto literário depende da colaboração daqueles que reconhecem o valor da reflexão e da produção intelectual.
Agradeço, antecipadamente, pela atenção e pelo apoio.
Atenciosamente,
Jeanderson Pereira

A Geometria de um Enigma


Eles veem o fogo nos teus cabelos;
eu sinto a temperatura da tua alma.
Sob o pseudônimo de Ángel Morgana,
ergueste um castelo de névoa —
mas esqueceste que aprendi
a ler o invisível e medir o imensurável.
Acertei teus vinte e seis
porque o tempo, em ti, é relativo:
há a vibração ousada dos dezesseis
no brilho que desafia,
e a postura firme de quem negocia destinos
como uma mente que nasceu para liderar.
Tua presença carrega duas arquiteturas:
a elegância de quem domina a própria imagem
e a visão estratégica de quem constrói impérios invisíveis.
E ainda assim, falas de fé —
como quem já enxerga o topo antes da subida.
Acertei teus passos,
o número da tua base,
o compasso do teu silêncio —
pois quem observa os pés entende o caminho,
mas quem lê a alma reconhece o destino.
Tua expressão é meu teorema favorito:
um desdém doce com promessa de conquista.
Teu nome real? Guarda-o.
Nomes rotulam o comum —
e tu és ficção que decidiu prosperar.
Se a vida vibra em frequências,
a minha já encontrou a tua.
O mistério não me afasta —
me projeta.


John Rabello de Carvalho

"Ela sempre amou sonhar.
Não por fuga, mas porque sabia que o sonho também é um território real, apenas mais sutil.
Talvez por isso tenha crescido assim: silenciosa quando precisa, intensa quando sente.
Na verdade, ela nunca esteve perdida — apenas caminhando por trilhas
que poucos têm coragem de atravessar."

Música: Brasil, meu Brasil
Verso 1
Do norte ao sul, um só pulsar,
rio, sertão, cidade a brilhar.
Na luta diária, fé que não diminuí,
o povo sonha alto e sempre reluz.
Refrão (2x)
Brasil, meu Brasil, teu nome é esperança,
na batida do coração, o futuro avança.
Verso 2
Tem dor, tem riso, tem sol e suor,
tem mão calejada plantando o melhor.
Entre dificuldades e vitórias, seguimos em pé,
Brasil é coragem, trabalho e fé.
Refrão
Brasil, meu Brasil, teu nome é esperança,
na batida do coração, o futuro avança.

Estruturação de Projetos: a diferença entre uma ideia inspiradora e um impacto sustentável


Vivemos uma era de abundância de ideias.


Projetos sociais, educacionais e institucionais surgem todos os dias com promessas legítimas de transformação. São propostas relevantes, mobilizadoras e bem-intencionadas.


Mas a maioria não se transforma em impacto sustentável.


Não por falta de propósito.
Mas por ausência de Estruturação de Projetos.


Ideia não é projeto.


A ideia nasce da percepção de um problema.
O projeto nasce da modelagem de uma solução viável.


Entre esses dois pontos existe um campo técnico que exige método, análise e decisão estratégica.


A ideia inspira.
O projeto organiza.


A ideia mobiliza.
O projeto sustenta.


Sem estrutura, a iniciativa permanece no território da intenção — ainda que legítima.


O que significa estruturar um projeto?


Estruturação de Projetos não é apenas formalizar um documento.


É submeter a proposta a perguntas fundamentais:


— Existe viabilidade jurídica adequada?
— O financiamento é sustentável no médio e longo prazo?
— A governança decisória está clara?
— O impacto pode ser mensurado com indicadores verificáveis?
— A operação é replicável?
— O projeto sobrevive à troca de liderança?


Essas perguntas não enfraquecem a ideia.
Elas a qualificam.


Projetos estruturantes são tensionados antes de serem lançados. São analisados sob a perspectiva da sustentabilidade financeira, da coerência operacional e da estabilidade institucional.


Muitas propostas não resistem a esse processo.


E isso não é fracasso.


É maturidade.


Porque impacto real não depende de entusiasmo inicial ou carisma de liderança.


Impacto real exige arquitetura.


Existe uma diferença técnica entre utopia e projeto.


Utopia é visão desejável.
Projeto estruturado é sistema com governança, financiamento, indicadores e modelo operacional definidos.


Antes de lançar qualquer iniciativa, talvez a pergunta mais honesta seja:


Estamos apaixonados pela ideia ou comprometidos com a estrutura?


Ideias são necessárias.


Mas apenas projetos estruturados transformam realidades de forma consistente e verificável.


Diane Leite
Jornalista | Estrategista em Comunicação e Arquitetura Institucional
Projetista Estratégica de Inclusão Produtiva