Texto para um Bebe
Paredes de hospitais.
Hospitais têm um tipo estranho de silêncio. Não é ausência de som… é o silêncio que pesa, que acompanha cada passo como se o chão estivesse escutando nossas orações engolidas. Nessas paredes brancas a gente descobre que o tempo não anda em linha reta. Ele para, tropeça, resolve andar em círculos. Cada minuto que passa tem tamanho de uma eternidade.
Quando é a vida de quem a gente ama que está lá dentro, é como se o coração da gente fosse parar na porta que se fechou. Ficamos sentados em cadeiras desconfortáveis com pensamentos que não sabem sentar direito nunca. A gente imagina, a gente torce, a gente lembra de todas as risadas, de todos os “depois a gente vê”, e percebe que nada tem mais urgência do que vê-los voltar bem.
As paredes do hospital carregam histórias que ninguém escolheu viver, mas que todo mundo aprende alguma coisa. Tem força onde antes só havia medo. Tem fé disfarçada de teimosia. Tem amor fazendo barulho dentro da gente, querendo arrombar cada porta para alcançar quem está sendo cuidado por mãos que não conhecemos, mas que naquele instante se tornam as mais importantes do mundo.
Ali, a gente descobre que esperança não é luz… é brasinha. Pequena, mas impossível de apagar. Enquanto isso, a parede segue muda, testando nossa paciência, segurando segredos que não contamos a ninguém. Um dia, ela vê lágrimas. No outro, abraços de alívio. É testemunha fiel de quem chega quebrado e de quem volta inteiro.
E no fim, quando a porta finalmente abre, a gente respira de verdade pela primeira vez em horas. Aprende a agradecer o que sempre achou garantido. As paredes continuam lá, firmes, como quem diz: “Você não está sozinho”. E a gente volta pra vida diferente. Mais grato. Mais humano.
A Elegância de um começo
Vestido branco de cetim, um rio de candura, envolto em mistério, em sublime tessitura.
Um singelo e clássico colar de pérolas a brilhar, a graciosidade do momento, a me encantar.
O espelho refletia a luz em seu lugar, eu sob o véu, pronta para amar.
Trazia na face à graça mais pura, envolta em um cheiro suave de ternura.
E em cada detalhe, a certeza que se via, era a benção do grande poder de Deus que ali fluía.
Um suspiro me escapou ao sentir a arte no ar, me senti em um sonho lindo, como se tivesse entrado em um quadro.
E o coração? Ah! Ele disparava.
A luz entrava, pintando o quarto, e o cheiro doce de baunilha me envolvia, acalentando a alma.
Eu sabia, a vida estava ali, pronta para começar, e eu estava pronta para vivê-la.
As sobrancelhas grossas emolduravam o meu olhar, esculpindo o meu rosto com belos traços que o tempo jamais poderia apagar.
Em minhas mãos, um buquê de delicadas flores brancas, simbolizando a pureza de um começo que nunca se apagará.
A cada instante, a cada passo eu sentia a elegância da alma a brilhar, a beleza que emerge, genuína a reinar.
A cada passo, um suspiro, a vida se revelava, no caminho do amor que se iniciava.
Uma postura deslumbrante, de rara nobreza, era a personificação da divina elegância e beleza.
Outrora você foi um sonho que,
com o passar do tempo, fez-se concreto. Vislumbrei-te como um pretexto para que eu pudesse ser feliz. Tornaste-te platônico, tornaste-te plausível. Tornaste-te real.
Outrora você foi um sonho do qual eu preferia não ter despertado,
para continuar idealizando um ser perfeito. Amei-te enquanto sonho e pretexto, mas, quando real, percebi que a minha felicidade estava bem longe dali.
Quando a Saudade Aperta
Do nada, vem.
Um aperto no peito,
como se o tempo parasse
só pra lembrar que algo falta.
Não tem aviso.
Só a lágrima que escorre
sem barulho,
como quem entende
o que nem você sabe explicar.
É saudade —
daquilo que foi,
daquilo que nunca foi,
ou talvez só de um pedaço seu
que ficou em algum lugar do passado.
Você respira fundo.
Não pra esquecer,
mas pra caber de novo em si.
E sussurra, quase sem voz:
“Vai passar.”
Mesmo sem saber quando.
Mesmo sem saber como.
Fragmentos que batem
No peito bate um coração quebrado,
feito vitral rachado pela dor.
Mas mesmo em cacos, segue iluminado,
refletindo lampejos de amor.
Carrega em si o peso do que foi,
as promessas que o tempo levou.
Mas entre os estilhaços, algo constrói:
um sonho novo que não se apagou.
Pois há beleza em quem resiste,
em quem ama mesmo sem guarida.
Coração partido não desiste —
ele aprende a pulsar pela vida.
“Nada é mais perigoso do que um homem que curou suas feridas sozinho. Esse homem mergulhou no mais profundo dos seus medos; caminhou nos labirintos da Alma, sem bússola ou luz que guiasse seus passos; gritou pedindo socorro e não conseguiu ouvir o eco dos seus gritos; lambeu suas cicatrizes e sentiu o gosto amargo da solidão; abraçou a solidão e sentiu o arrepio de experimentar a assustadora condição humana; conversou com seus demônios e compreendeu cada um deles e... agradeceu.
No entanto,nada é mais libertador do que curar as próprias feridas, bater o pé no fundo do poço e subir até a superfície.
Sentar no olho do furacão e dizer a si mesmo - Eu sou o furacão!”
Você Tem um Valor Inestimável!
"Quero que você pare por um instante e reflita sobre o quão especial você é. Aos olhos de Deus, seu valor é inestimável, muito além de qualquer medida humana"
Você não é um acidente, nem está aqui por acaso; você é uma criação única e amada, com um propósito divino.
E o mais maravilhoso de tudo é isto:
O Espírito Santo se move em você! Sim, a presença do próprio Deus habita em seu interior, como um consolador e guia constante. Isso significa que você nunca está sozinho(a).
Nos momentos de dúvida, é Ele quem acalma seus temores e te enche de esperança.
Nas horas de decisão, é Ele quem te oferece sabedoria e direção.
Sinta essa presença.
Ela é a fonte do seu testemunho pessoal e da sua força interior.
Permita que o Espírito Santo guie seus passos e inspire seu pensar e agir. Quando você reconhece e vive nessa verdade, sua vida gera bons frutos e você se torna imparável.
Um País Ferido pela Corrupção
Vivemos em um governo onde a corrupção se tornou rotina e o povo, refém da própria esperança. A cada dia, vemos o dinheiro público sendo arrancado das mãos de quem mais precisa e colocado nos bolsos de quem promete mudanças que nunca chegam. Enquanto isso, a população sofre, adoece e se desespera em meio a um sistema que parece se alimentar da dor de seu próprio povo.
O mais triste é perceber que a injustiça virou normalidade. Trabalhamos, pagamos impostos, confiamos — e, no fim, somos traídos. A saúde falha, a educação é esquecida, a segurança é um luxo. O governo que deveria proteger, explora; o Estado que deveria servir, consome. O resultado é um país cansado, onde muitos acabam se perdendo entre o desespero e a revolta.
Não é apenas o dinheiro que nos tiram, é a dignidade. A corrupção não mata apenas com balas, mas com a fome, com a falta de atendimento, com o abandono. E o pior é que, enquanto o povo se destrói entre si, quem comanda continua sorrindo, como se o caos fosse parte do plano.
É hora de acordar. Um país só muda quando seu povo deixa de aceitar o sofrimento como destino e transforma a indignação em força. Porque o verdadeiro poder sempre esteve nas mãos do povo , só falta o povo lembrar disso.
Vivemos em um mundo onde a empatia parece ter se tornado um sentimento raro. As pessoas estão cada vez mais voltadas para o próprio interesse, esquecendo-se de olhar ao redor e perceber a dor do outro. O valor humano tem sido substituído pelo valor do dinheiro, e muitos se deixam corromper por ele, acreditando que o poder e o status são mais importantes do que a honestidade e o amor ao próximo.
A sociedade caminha em um ritmo acelerado, movida pela competição e pela busca incessante por riqueza, enquanto o respeito e a solidariedade ficam em segundo plano. A frieza nas relações mostra o quanto estamos nos distanciando do essencial: ser humanos de verdade.
É urgente resgatar a empatia e os valores morais que nos tornam dignos. Somente assim poderemos construir uma sociedade mais justa, onde o dinheiro não seja o dono das atitudes e onde o coração volte a ter voz.
Bom dia minha linda
Nossa fé em DEUS nos motiva, e nos da força para sermos pessoas melhores, um ditado diz que somos aquilo que acreditamos ser, você mesmo me ensinou que a palavra dita tem força; e nossos pensamentos tambem. Acredite no seu potencial, você é uma mulher linda, inteligente, super mãe dedicada, amorosa, seja forte nessa luta diaria, e agradeça sempre a DEUS pela oportunidade de estar viva e ter os olhos do senhor sobre seus ombros. Nunca desista de acreditar em você jamais.
Abra seu coração para DEUS e peça com amor e fé ela ira te atender com muito amor e benevolência.
Acima de tudo somos amigos conte comigo sempre o que estiver ao meu alcance estarei ao seu lado bjsss te amo..
Lua mentirosa
Lua mentirosa
Porque dizes que esta vida é um mar de rosas?
Se na verdade estão tão mortas as mariposas
Morreram ainda muito novas
Lua mentirosa
Porque mentes e me gozas?
Se eu te desejo bem pela frente e pelas tuas costas
Se ao menos ganhasses uma nova forma
Lua mentirosa
Vejo-te menos dura e mais bondosa
Com uma ternura pela noite fora
Cura esta minha demora
Lua mentirosa
Minha demora está relacionada com a tua recepção calorosa
Deixa-me demasiado intimidado para estar contigo nessa hora
Por isso quando te pões nua me levanto e vou embora
Quem nunca montou um quebra cabeça !?
Não querendo generalizar mas a nossa vida parece como um quebra cabeça de mil peças que foram espalhadas pelo mundo inteiro mas ou menos como um caça tesouros. As vezes a gente acha as peças com uma facilidade e vai feliz montando, quando inesperadamente tem que sair correndo atrás de outra peça, e tem algumas que pra conseguir encontrar e um teste de sobrevivência.
A Menina e o Cachorro
Uma criança brinca com um cachorro
no meio da praça.
Na Praça do Patriarca,
foi lá que eu vi.
Entre cinco e seis anos de idade,
tinha a criança.
Igualmente jovem era o animal.
A garota abraça, beija,
se desmancha em carinhos...
O cachorro retribui lambendo animado
o rosto da menina.
Os dois caem,
rolam no chão.
A menina ora por cima do cão,
ora por baixo.
Alguns pedestres param,
observam, riem, tiram fotos,
maravilhados com a beleza da cena.
Outros, apressados,
submersos em seus problemas,
incapazes de enxergar o mundo à sua volta,
passam sem nada perceber.
Uma mulher se aproxima,
afaga a cabeça do cachorro.
A menina se levanta,
fica de pé, imóvel, séria.
Em sua seriedade,
o esboço de um sorriso enigmático,
quase imperceptível,
me fez lembrar Mona Lisa.
Com o olhar fixo na mulher
acariciando o pequeno animal,
a menina parecia esperar sua vez
de também receber carinho.
A mulher, no entanto, se levanta,
faz um último carinho no cão, arruma a blusa,
ignora a criança e vai embora,
diluindo o sorriso de Mona Lisa da menina,
que a acompanha com o olhar desapontado.
E eu, que a tudo assistia, pensei:
— Infelizmente é assim que nós estamos agora!
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Nascida em meio à pandemia, em 2020, esta crônica em versos descreve uma cena real: uma garotinha em situação de rua e seu cachorro, na Praça do Patriarca, em São Paulo.
CHEGANDO EM GRAMADO
É mesmo muito matuto
Na entrada de Gramado
Zé Matuto deu um grito
Motorista atrapalhado
Eu fico por aqui mesmo
Vou descendo com cuidado.
Gritou: para motorista
O senhor é abestado
Veja o nome aí na frente
Sou um matuto letrado
Não me faça de bobo
Eu fico aqui em Gramado.
Foi aquela gozação
Mas Zé não queria ouvir
Agarrou a mala no braço
O senhor pode seguir
Meu destino é esse
Sei bem pra onde ir.
O dia passava rápido
Zé nunca via maldade
Quando dois elementos
Lhe sorriu com falsidade
Agarraram a sua mala
Partindo em velocidade.
Zé viu seus sonhos
Perdido numa estrada
Sentou começou chorar
Já passava da madrugada
Quando aparece um casal
Levando pra sua morada.
O pobre relatou tudo
Mas estava tão cansado
Depois de um bom jantar
Caiu de sono pesado
Acordou com o Sol alto
Tava todo atrapalhado.
O casal lhe prometeu
Levar pra conhecer a cidade
Zé Matuto se escantou
Com aquela claridade
Era luz pra todo canto
O cheiro de felicidade.
Seu dinheiro foi roubado
Não tinha como viajar
O casal comprou passagem
Zé então pode voltar
Em agradecimento ao casal
O dinheiro iria enviar.
Enfim, Zé chegou em casa
De joelhos agradeceu
Nao acreditava em sonhos
Sabe o que padeceu
O nordeste era seu lugar
De cansado adormeceu.
Autoria Irá Rodrigues.
Eu posso fazer um contrato contigo
Em troca do meu bem mais precioso
Eu quero a riqueza
A riqueza mais procurada
Algo que muitos procuram, mas não acham
E por meios hediondos, eles farrejam
Eu posso te dar a minha alma
Em troca da felicidade
Mesmo que seja curta
Mesmo que isso seja um pecado
Eu mesma estarei sujando a minha alma
Mas, por pouco tempo
Eu quero me lembrar como é
Chegada ao Mundo
Na chegada ao mundo, um sopro de luz,
um caminho aberto que ninguém traduz.
Aprendendo a cada dia, sigo a caminhar,
o que nos livros jamais eu poderia encontrar.
Sem paredes para me agarrar,
descubro no vento o segredo de voar.
No botão de uma rosa, tão frágil, tão forte,
aprendi que o amor é quem guia a sorte.
Ali encontrei a vida em sua canção,
a fé que floresce no coração,
a força que ergue quando tudo desaba,
o poder que brota quando a alma se cala.
Sou aprendiz da terra, do céu, do mar,
na escola do tempo, venho me formar.
E cada dia é milagre, é eterno saber,
que a vida é um livro que só se escreve ao viver.
Caçadores de Mentes
Vivemos em um tempo onde não se rouba apenas o que está nos bolsos. Rouba-se o que é mais precioso: a mente.
São caçadores invisíveis. Estão nas telas, nas vozes disfarçadas de conselhos, nos sorrisos que parecem verdadeiros mas escondem armadilhas. Eles não levam correntes de ferro — levam ideias distorcidas. Eles não invadem casas — invadem pensamentos.
O caçador de mentes não quer o que você tem, quer o que você acredita. Quer moldar seus desejos, suas escolhas, sua fé. Quer que você viva a vida dele, não a sua.
E aqui está a reflexão: ou você vigia sua mente, ou alguém a caça.
A disciplina é o escudo. A resiliência, a espada.
Só quem aprende a cuidar do que pensa pode ser livre de verdade.
No fim, o verdadeiro campo de batalha não está fora. Está dentro.
E a vitória é não deixar que ninguém, nunca, dite o ritmo da sua alma.
— Purificação
Cada vida é um colar. Pérolas!
Cada momento é uma conta. Valores, costumes, realizações, dores, alegrias, conhecimento, histórias…
Quem parte lega sua jóia. Algumas ficam bem guardadas. Quase esquecidas.
Outras são passadas de geração em geração. Com o passar do tempo muitas se arrebentam.
E as contas ficam por aí, perdidas nas frestas dos assoalhos.
O racismo não é apenas um preconceito visível; é uma ferida que se infiltra nos pensamentos, nos gestos e até nos sonhos das pessoas. Ele não se limita à discriminação aberta: muitas vezes, é silencioso, internalizado e repetido pelas próprias vítimas. O auto-racismo, por exemplo, mostra-nos como uma comunidade pode aprender a odiar a si mesma, aceitando padrões de beleza e sucesso que privilegiam outros em detrimento da própria identidade.
Em contextos como o de Namicopo, o racismo não surge apenas na relação entre negros e brancos, mas também dentro da própria comunidade negra. A valorização da pele clara, a idolatria de filhos claros e o desprezo por quem tem a pele mais escura são manifestações de um padrão social aprendido, reforçado por gerações e perpetuado por olhares, comentários e até por comportamentos de ostentação.
A consequência é profunda: o racismo interno gera insegurança, frustração e competição baseada em fatores superficiais. Jovens e adultos começam a medir o seu valor por um critério artificial a cor da pele esquecendo que a dignidade, a inteligência e a criatividade não se pintam. Quem vive sob essas regras aprende a rejeitar-se, a cobrir-se de loções, filtros e máscaras, procurando aprovação em algo que nunca deveria definir o seu valor.
O combate ao racismo, portanto, não é apenas uma luta externa, mas uma tarefa íntima de resgatar a autoestima e a consciência da própria identidade. Cada olhar de rejeição, cada comentário depreciativo, é um convite à reflexão: quem somos para nos julgarmos uns aos outros pelo tom da pele? O valor humano não se mede na cor, mas no respeito, na empatia e na capacidade de construir relacionamentos genuínos, livres de preconceitos.
Enquanto a sociedade continuar a premiar o claro e a desprezar o escuro, o racismo permanecerá como sombra persistente. Mas a mudança começa na percepção de cada indivíduo: ao aprender a valorizar-se, ao reconhecer a riqueza da própria herança e ao ensinar isso aos outros, cada pessoa torna-se agente de transformação. É na consciência e na valorização da diversidade que reside a verdadeira força contra o racismo, seja ele explícito ou internalizado.
"Portanto, deseje, sim, ser feliz. Comece com um sorriso. A ausência dele — ou aquele riso contido — muitas vezes revela uma fé marcada por dor e amargura. Estou convencido de que a verdadeira inteligência emocional também se expressa em elegância e no bom humor."
Livro "A Inteligência emocional de Jesus aplicada ao Aconselhamento" - autor: Markos Costa
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