Texto para um Bebe

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A muralha imponente, de pedra e altivez,
Que o mundo enxergava em sua solidez.
Um sorriso sereno, um olhar a brilhar,
Ninguém via a guerra travada no lugar.
Pois dentro do forte, que a todos guardava,
Havia um silêncio onde nada restava.
Apenas ruínas, o eco de uma dor,
De um mundo que em cacos perdeu sua cor.
Por fora, um rochedo a enfrentar o mar,
Por dentro, a areia que o tempo vai levar.

Sorrir é um gesto simples

Eu vivia a sorrir

Eu vivia colhendo sorrisos alheios

Eu vivia...

Até que um dia,

meu sorriso foi embora...

Sem poesia fiquei

Buscando, buscando motivos de rever a alegria,

percebi que ela não viria...

Fui vencido, que agonia

Vencido por uma coisa tão simples...

Que foi perder a alegria

Quando não mais entre nós

você vivia...

Nada é como parece ser, e tampouco será como um dia já foi.
Vivemos entre véus sutis, numa linha do tempo que se desdobra em ilusões paralelas. O passado nos chama com memórias que já não existem, o futuro nos assombra com imagens que ainda não nasceram. Mas a vida… a vida só respira aqui, no agora.

É nesse instante sagrado que o ser se revela. Quando o silêncio dissolve as máscaras do tempo, compreendemos que não somos prisioneiros das histórias que repetimos, mas viajantes da eternidade. Cada pensamento, cada emoção, cada escolha, molda o mundo que vemos.

A consciência crística surge então como farol. Ela não fala apenas de um homem, mas de um estado de ser. É a lembrança viva de que podemos olhar além das aparências, além da dor e da ilusão, e escolher o amor como direção. A consciência crística é o sopro que desperta, o chamado que cura, a chave que liberta.

O despertar não está no amanhã, nem repousa no ontem. Ele acontece no instante em que abrimos os olhos da alma e nos reconhecemos como parte do Todo. Esse é o verdadeiro milagre: perceber que a salvação não é promessa distante, mas presença viva.

Assim, ao caminharmos no aqui e agora, guiados por essa luz, deixamos para trás o peso das linhas paralelas e entramos no fluxo da verdade. E nessa verdade, descobrimos que somos eternos, e que o amor é a única realidade que jamais se desfaz.

Toda vez que te vejo, cresce um prazer
Mas não encontro uma palavra para dizer
Pois sei que mesmo de longe, não vai caber
A saudade latente que sinto por você.

Sua beleza se aperfeiçoa em sua pureza
Um sorriso tão lindo, uma flor de delicadeza
Quero te amar puramente, sem avareza
Seja minha conselheira, minha clareza
Seja guiada pelo Espirito Santo, minha bela princesa.

Aprendi cedo demais que algumas respostas
Se perdem no horizonte antes de serem dados,
E que um coração devorado pela indecisão
Só encontra alívio no silêncio do abandono.

Fiz promessas a mim mesmo que nunca cumpri,
Palavras penduradas no ar como roupas molhadas,
Ecoando como feridas não cicatrizadas,
E os ecos do passado aprisionam minha vida.

Carrego a noite inteira no peito,
Um mar de incertezas onde afundo sem saber nadar,
E o medo se torna âncora a me puxar para o fundo,
Enquanto a esperança se desfaz em mudo pesar.

Talvez o sol tenha passado por aqui,
Mas não deixou rastro de calor nem cor,
E eu sigo vivendo de penumbra constante,
Até cansar de esperar por luz e perder o sabor.

A MÍSTICA DAS FOLHAS 🍃
...
Horizontes desconhecidos
A imagem da alma
Um ser tão simples
Que mesmo ao chão
Conheceu a beleza de ser casa
...
A beleza dos ciclos
Tempo de plantar, cultivar e colher
Une o natural ao místico
Croton, camedorea, dracenas
Cultivar & guardar.
✨️
Livro: A mística das folhas. 🍃

Tudo começa com um evento cósmico
um pulso de raio gama provoque a
depressão da ozonosfera gerando um fluxo anômalo de radiação UV
através da fotocatálise biopolímeros
abióticos são então recém sintetizados
no interior de aerossóis oceânicos e a
partir daí eles precipitam e retornam à
coluna de água sob a atenuação protetora
do meio aquático que as blinda de
energias superficiais deletérias .
macromoléculas de complexidade inédita
começam a manifestar propriedades
emergentes propriedades como a
capacidade de automontagem e formas
incipientes de processamento de
informação é esta singularidade
funcional forjada pela sinergia entre o
cataclisma astrofísico e a microquímica


(Ficção Origem Da Alma)

Soneto das Línguas do Ser




Em cada língua, um tom da consciência,

um modo do infinito se dizer;

no inglês, a mente em fria reverência,

no russo, o abismo aprende a renascer.



O italiano canta em transparência,

faz do divino um gesto de prazer;

o chinês respira a impermanência,

e o verbo volta ao nada, sem sofrer.



O português? É carne e transcendência,

onde razão e alma vêm beber;

é ponte entre o corpo e a existência,

eco de um Deus que tenta se entender.



Pois toda língua é um espelho do espírito —

e o homem fala pra lembrar o infinito.

Quem disse que o passado não importa?
Claramente que importa. Em um sábado à noite, eu descobri que, estou evoluindo e criando emoções por aquilo que eu considerei estranho, e do nada eu me lembrei.
Por vezes apenas precisamos de sair da nossa zona de conforto e ir o mais longe possível para conseguir valorizar o que temos agora.

⁠Detalhes de mim


Perdido entre quatro versos,
Almejo me encontrar
De um jeito tão complexo,
E tão sincero de se explicar.


Perdido entre rimas,
Assim são os meus dias
Há noites que viram manhãs de Sol,
Com o acalento da poesia.


Perdido em meus pensamentos,
Buscando o melhor em mim
Fazer com que em um momento,
Tudo não se limite a apenas sentir.


Perdido entre imaginação e realidade,
Assim vou vivendo o meu eu
De uma forma com sagacidade,
Encontro detalhes de um sonho intenso, que um dia se perdeu!

Eu queria, com a delicadeza das madrugadas, tecer versos de celebração, um poema que fosse festa, um presente de palavras... Suave como vento em junho.
Queria vestir tua existência de flores escritas e acender no papel o brilho de um afeto imenso.
Mas já não posso.
O tempo, sempre tão hábil em roubar excessos, me ensinou a guardar o amor na gaveta do que passou.
Hoje, o que resta é a claridade sóbria da amizade, essa chama mais tranquila que não queima, apenas aquece e não pede mais rimas apaixonadas, apenas o silêncio respeitoso de quem sabe que há distâncias que se tornam permanentes e há corações que desaprendem a sonhar.
E assim, renuncio à poesia que te coroaria, não por falta de beleza em ti, mas porque em mim o amor já se dissolveu, virou memória sem vértice,
rio que correu e agora é mar distante.
Ainda assim, desejo, mesmo sem versos, que tua vida seja música e teus dias floresçam sem precisar do meu poema.
Pois amar e soltar, às vezes, é a maior poesia que consigo escrever.

Entre mil vozes sigo calado,
um riso perto me soa errado,
mas dentro da sombra guardo um clarão,
semente pequena, discreta paixão.


Olhares passam, não me percebem,
sou mar sem barcos que nele se atre­vem,
mas no fundo das águas, quieto, escondido,
há um peixe dourado que insiste em ter brilho.


Sou chama acesa perdida no frio,
vento me corta, me torna vazio,
mas toda brasa, ainda que fraca,
se agarra à madeira e a vida destaca.


Carrego no peito a multidão da solidão,
ruídos dançam, mas falta canção,
porém sei que a noite, tão longa e fechada,
um dia se abre em aurora dourada.


Eco sem porto, palavra sem mão,
me faço poema, me invento canção,
pois mesmo que o mundo não queira me ouvir,
meu próprio silêncio começa a sorrir.


E sigo entre vidas, ferido, mas são,
corpo presente, pulsando emoção,
a solidão pode ser dura prisão,
mas guarda a chave no próprio coração.

Cercado de gente, me sentindo só,
um mundo tão cheio, mas dentro é pó
Os risos ressoam, não chegam aqui,
sou barco sem vela, perdido em si


Tantas vozes falam, nem sei como escutar,
procuro um abraço que venha ficar
O tempo me cerca, mas não me contém,
sou vento que passa sem prender ninguém


No meio da festa, vazio eu sou,
sendo um fogo apagado que nunca queimou
E mesmo entre muitos, me encontro assim:
sozinho no mundo, sozinho em mim

Eu acho que devia chorar, fazer pingar um pouco desse mar que, com esse seu peso descortês, já empena meu andar.
Eu acho que devia me arriscar, sei lá, construir um novo caminho, doando, por fim, esse coração, sem esmero e emoção, a um outro homem de lata que, por qualquer que seja o motivo, deseje ainda amar.

Amargo do café


Quando você toma um café,
sentindo o aroma,
o gosto amargo
levemente adoçado,
e pensa em tudo
que viveu até ali,
das paixões falidas,
dos amores que se foram,
das palavras ditas em vão.


E você pergunta se tudo valeu a pena.
Mas você não tem a resposta
e tenta encontrar
algo pra se apegar,
algo que não lhe deixe
como todas as outras coisas
e não encontra nada,
nada parece realmente se encaixar.


Mas ai você prova o café
e o gosto amargo
um pouco adoçado
te lembra que a vida
apesar de amarga muitas vezes
tem sua doçura.
E o dia começa a clarear
e com ele vem outra dose
de esperança, de sonhos
que o dia possa ser melhor que o anterior.

Amor Mortal

Ouvi um raio —
tremeu
…a alma, os cílios.

Raio contundente,
frio,
escuro,
e, ao mesmo tempo, divino!

Um gostar de sentir calafrio,
ausências e inseguranças,
frio na barriga…

Isso é amor?
(pelo menos, para mim, é.)

Insuportável a harpa angelical
dos casais tão simples:
“Oi, amor!”
“Bom dia, amor!”
“Durma bem, amor!”
Penso que morro em vida.

Uma sombra… sussurros…
Arrepios…
Fico surdo,
estático,
só admirando aquela figura
magra e gélida.

Ela se despe —
vestida de ossos pontudos!

Como não desejar sua morte?

ontem, um pensamento fulgaz me ocorreu
"eu não quero mais viver nesse mundo"
tão rápido quanto um piscar de olhos
quanto a velocidade da luz
e uma queda de energia repentina
de fundo, cinematograficamente
um céu azul com grandes nuvens
pessoas dormindo nas ruas, fumaça, grandes prédios
carros, uma praia ensolarada
lágrimas silenciosas
a sensação de ausência e o sentimento de vazio
hoje, pensei o mesmo

Bem-vindo ao canal do Pensador Marcos.
Um garoto que venceu uma paralisia cerebral, transformou dor em poesia e escreveu sua vida na força das palavras.
Poeta que lê as estrelas, entende o sentimento humano e escreve com a alma.
Herda o legado de uma avó que amava o café e o amor — e agora ele segue, criando poesia, rap e emoção com um talento raro e brilhante.
Bem-vindo ao universo desse menino especial, feito de coragem e arte.

Memórias Online
O feed me traz você de volta,
uma foto sua, um post sobre nada.
Não sei se a gente existe ainda
ou se é só um fantasma na tela.
Naquele tempo, eu era um emoji de coração,
você, um visto azul, sem reação.
Eu te mandava mil directs,
você só visualizava, sem contexto.
Lembro de cada detalhe, cada playlist que criamos juntos,
mas só eu cantava a letra.
Você era tipo um filtro do Instagram,
bonita de ver, mas sem profundidade, sem essência.
Hoje, meu celular não vibra mais com seu nome,
minhas notificações estão em paz.
Mas de vez em quando, no meio do nada,
sua memória me dá um lag.
O tempo passou, o Wi-Fi desconectou,
mas o cache do meu coração ainda guarda você.
Ainda lembro do amor que dei de graça,
e da sua falta de megabytes para retribuir.
É, o amor era 5G pra mim,
mas para você, 2G, só uma conexão lenta.
E o pior de tudo é que mesmo em 2050,
se o mundo acabar, eu ainda vou lembrar
do sorriso que você não me deu,
e de todos os "eu te amo"
que eu só mandei para o vácuo.

Sobre o amor de fato

Nossos anos nunca são fáceis, sempre estamos chateados um com o outro, apesar de toda sabedoria que tenho não encontrei um jeito de fazer essa relação dar certo.

Comprovei que, quase tudo o que já foi escrito sobre o amor... é verdadeiro.
Shakespeare disse: as viagens terminam com o encontro dos apaixonados.

Que ideia mais extraordinária! Pessoalmente, nunca experimentei nada, ou algo parecido. Mas estou convencido de que Shakespeare, tenha.

Suponho que penso no amor mais do que deveria. Admira-me constantemente seu poder esmagador de alterar e definir nossas vidas.

Também foi Shakespeare quem disse que o amor é cego. Pois bem, estou seguro de que isso é verdade.

Para algumas pessoas, de forma inexplicável o amor se apaga. Para outras, o amor singelamente se vai. Mas é claro, o amor também pode existir, mesmo que só por uma noite. No entanto, existe outra classe de amor mais cruel.

Aquele que, praticamente mata suas vítimas. Chama-se "amor não vivido" e nesse tipo... Sou experiente.

A maioria das histórias de amor fala de pessoas que se apaixonam entre si, lutam e fazem de tudo para serem suporte um do outro.

Não sei o porque de não conseguimos, talvez eu seja bom em outras coisas que não tenham a ver com o amor, talvez você precise de liberdade para ser feliz.

Várias conjunturas e teses se formam na minha cabeça, nenhuma assertiva ou testada, mas, todas com uma certeza: Não sei amar.

Não sei viver o amor, ele causa dor, nos esmaga, nos faz indecisos, acordamos e dormimos de um jeito, o amor está ali do lado e não percebemos.

Amar é ser mais que amigos fiéis, é ser cúmplice, ser mansidão quando o outro é revolta, é contornar situações a favor do bem estar e isso não conseguimos.

Mesmo assim, quero lhe desejar um ano novo e que Deus haja dentro de nós pra que seja feita a nossa vontade, mas, com a permissão dEle.

Talvez eu não saiba amar, mas, mesmo assim: Eu continuo querendo um amor.