Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Texto para um Bebe

Cerca de 94816 frases e pensamentos: Texto para um Bebe

O Palácio da Ventura

Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas de ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d'ouro com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!

"Segure o que te faz bem,
mesmo que seja um punhado de folhas secas.
Segure o que te faz crer,
mesmo que esteja no além.
Mantenha perto o que te faz viver,
mesmo que seja um pequeno vaso de violetas.
Segure o que te faz feliz,
mesmo que seja uma simples pintura de borboletas.
Segure o que te faz sentir,
mesmo que seja RPM ou BLITZ.
Segure o que acelera as batidas do seu coração
mesmo que seja uma antiga canção.
Segure o que você precisa,
mesmo que esteja muito longe daqui.
Mantenha perto o que te faz sorrir,
embora seja mais fácil deixar ir.
Mantenha perto o que você ama,
aquilo que te motiva e te inflama,
mesmo que esteja longe de você.
Mantenha perto a sua vida,
mesmo que ela seja corrida."

Quero deixar de existir. O desejo de desaparecer nasce do sufoco de sentir: a dor tornou-se um corpo que ocupa todo o meu peito, cada perda um peso que me impede de respirar. Hoje eu me afasto, não por falta de amor, mas porque carrego um amor tão profundo que dói reconhecer que talvez ele não me conduza aos sonhos que sempre imaginei.

Sonhei com noivar, casar, ter filhos. Essas imagens foram mapas que me davam sentido, promessas que eu guardava dentro de mim. Vejo ao redor pessoas que seguem, constroem famílias, e a dúvida permanece como um abismo dentro de mim: será que eu teria o direito a esse destino? Mesmo dentro de relações, a insegurança nunca me deu trégua.

Essa dor é antiga e dolorosa, faz com que eu me sinta morta por dentro antes de qualquer despedida. Não basta a vida ferir; ela também me tomou aquilo que eu mais quis. Queria ter tido mais tempo para alegrias longas, momentos que durassem e crescessem. Em vez disso, resta a sensação de que minha passagem por esta terra não foi destinada à felicidade.

E, ainda assim, a manhã chega. Sou forçada a levantar, a cumprir rotinas, a continuar respirando mesmo quando o desejo mais íntimo é não existir. Essa contradição pesa e muito, e é esse peso que me faz chorar agora, sozinha, carregando um fardo que parece impossível de dividir.

A noite infinita

Eu amo a noite.
Amo-a como quem ama um segredo
que só se revela aos que ousam fechar os olhos do mundo.

Quando o dia se impõe,
com sua pressa branca e seus ruídos,
eu me entristeço —
não por medo da luz,
mas porque a noite dura pouco,
escorre pelos dedos
como tinta rara que não se pode refazer.

Ah, se dependesse de mim,
a lua não minguaria jamais.
Ela duraria anos,
décadas,
sonhos inteiros.

Eu a penduraria no alto
como um selo de eternidade,
um brasão de prata sobre o céu escuro,
e decretaria:
que nunca amanheça.

Porque é na noite
que o silêncio tem voz.
Que as memórias caminham sem sapatos.
Que as feridas respiram
sem serem vistas.

A noite não me exige máscaras.
Não cobra respostas.
Não me mede,
não me pesa,
não me chama de excesso.

Ela me aceita vasto,
inteiro,
imperfeito como as crateras da lua
— e ainda assim luminoso.

Se eu pudesse,
assinaria um tratado com o tempo:
em troca de todos os meus dias apressados,
dai-me uma noite sem fim.

Uma noite que dure o suficiente
para que a tristeza adormeça,
para que os sonhos amadureçam,
para que o amor encontre coragem.

Eu amo a noite.
E fico bravo porque ela dura pouco.

Mas enquanto houver
um fragmento de sombra no horizonte,
erguerei meus olhos
como quem guarda um reino secreto —

sabendo que,
mesmo breve,
ela sempre volta.

Desarme
Juro que tento ser sério e discreto,
Um verdadeiro lorde, bem correto...
Logo que te vejo, o plano desanda,
Impossível não virar seu fã de carteirinha!
Acho que é feitiço ou coisa do tipo,
Não sei, só sei que seu riso é o meu vício,
Ainda bem que você me aceita assim,bobinho sorrindo assim.

A cura
Joia rara que a vida me deu para cuidar,
Um abraço que cura e me faz descansar.
Lindo é o brilho que nasce do teu sorriso,
Iluminando o meu mundo, meu paraíso.
Achego macio, carinho que nunca termina,
Ninho de afeto onde a paz sempre domina,
Anjo que a sorte trouxe para a minha rotina.

A casa, que era grito e movimento, guarda agora um silêncio que devora.
O tempo, esse mestre sem alento, levou o que era o meu mundo outrora.
Restam vestígios, brinquedos, rastros de um momento, o eco de risadas que me devora.
Sinto o vazio, o puro isolamento, de quem viu os filhos ir embora.
Mas se a saudade aperta e faz o pranto, é também o orgulho que floresce, ao ver o voo dessa crianças que é meu encanto.
Pois filhos são a luz que a vida nos empresta,enquanto a ausência a alma enternece.
O amor de uma vida que terão como herança.

⁠Meu amor me trocou por um andar qualquer num prédio sem elevador
o amor me trocou por meias modernas com estampas de Van Gogh e rosto plácido de Monalisa
Trocou meu Grimório por um novo lançamento da Apple
O amor me trocou por um filme no cinema com pipoca e manteiga
trocou como quem avança uma playlist de musicas inteira
trocou o endereço,
trocou de par
me trocou por algumas rolhas de vinho e toalhas brancas
me trocou por afinidades sorrateiras
Meu amor me trocou por festivais de Rock e Indie
Trocou meus gatos por agaves no quintal
trocou minhas ilhas de gelo por dedos de moça vermelhos
O amor me trocou por olhos cheios de vida de quem tem em casa flores de plástico empoeiradas

A noite verte o pranto sobre o cais,
Lembranças de um tempo que morreu.
Entre as sombras de dias desiguais,
Xadrez de um destino que é só meu.
Alma perdida em sonhos ancestrais,
No peito, o eco de quem se perdeu.
Deserto de desejos ideais,
Resta o silêncio que o céu prometeu.
E o vácuo se faz dono dos portais.
Longe vai o brilho da alvorada,
E o cansaço domina a caminhada,
Onde a esperança não encontra abrigo.
No escuro desta estrada abandonada,
A saudade é a sombra na jornada,
Rastro de dor que carreguei comigo.
Desolado ao relento...
Olvido.

Mesmo que a noite estenda o seu véu frio
E o vento sopre um canto de descrença,
Há uma luz que, sutil e intensa,
Nasce no fundo do maior vazio.
Ela é o broto em meio ao solo estio,
A voz que fala onde a dor é imensa,
Uma certeza, doce e indefensa,
Que guia o barco em curso de um rio.
Pois se o outono despiu toda a árvore,
E o peito se fez duro como o mármore,
A vida insiste em nova floração.
A esperança é o sol que o medo espanta,
É a semente que no escuro canta,
Fazendo eterno o humano coração.⁠

Ser diferente em um mundo que copia tem um custo que não aparece na etiqueta, mas pesa na rotina. A sociedade opera em modo reprodução automática: tendências são replicadas, opiniões são recicladas, personalidades viram moldes prontos para consumo rápido. Quem rompe esse script deixa de ser confortável. E tudo que desafia o padrão primeiro é questionado, depois criticado, às vezes isolado. A diferença incomoda porque expõe a fragilidade da cópia; ela revela que é possível pensar sem manual e agir sem plateia.
O preço começa na solidão estratégica. Nem todo mundo acompanha quem decide sair do piloto automático. Há olhares atravessados, comentários disfarçados de conselho e tentativas sutis de enquadramento. Ser original exige sustentar a própria identidade quando o algoritmo social empurra para a homogeneidade. É mais fácil repetir do que criar; repetir gera aprovação instantânea, criar gera resistência inicial. E é justamente nesse intervalo entre a estranheza e o reconhecimento que muitos desistem.
Mas há um outro lado desse custo: autonomia. Quem aceita pagar o preço da diferença conquista algo que a cópia nunca entrega; Autenticidade. Não é sobre rebeldia vazia, é sobre coerência interna. É alinhar discurso e prática, mesmo que isso reduza aplausos. No fim, o mundo que copia pode até rir primeiro, mas inevitavelmente observa depois. Porque toda transformação começa com alguém que suportou ser estranho antes de ser referência.

Você nunca perdeu alguem proximo na família?
Você é um bem-aventurado.
Você tem a geladeira repleta e os armários fartos?
Você é um bem-aventurado.
Você nunca esteve num hospital com alguem da família enfermo ou você próprio?
Você é um bem-aventurado.
Você nunca teve que contar moedinhas pra pagar alguém ou comprar algo?
Você é um bem-aventurado.
Você anda? Você vê? Você escuta?
Você é um bem-aventurado.
Então meu amigo, minha amiga, deixa de reclamar e busca mais a Deus...
Porque afinal você é um bem-aventurado.
Cuida da sua vida e dê graças por tudo isso!

Um anjo em minha vida

Engana-se quem pensa que somente um poeta tem
O dom com palavras lindas e bem colocadas...
Claro que não...
Esse não é um dom exclusivo dos poetas...
Esse é um dom divino...
E quem tem amor dentro de si...
Tem a poesia escrita na alma...
Quem em sua vida um dia não recitou...
Não escreveu ou rabiscou um papel com poesias de amor para alguém...?
Somos dotados de dons incríveis...
Para alguns é mais fácil...
Eu sou usado pelas palavras para transmitir sentimentos verdadeiros...
Para transmitir sensações e emoções reais...
Para que cada um sinta da sua forma de ver...
Não existe um segredo...
Existe um sentimento vivo...
Pulsante, dentro de cada um que transmite esse lindo sentimento...
Em cada escrita...
Em cada ponto e vírgula... Cada frase...
Uma inspiração eterna carregada de sentimentos...
Emoções... Inexplicáveis...
É como um anjo em minha vida...
Sempre carregado de amor...
Deixando tudo mais belo...
Mesmo nos piores momentos...
Mesmo nas dificuldades...
Mesmo estando certo ou errado...
Sempre haverá um anjo em nossas vidas...
Sinta...
Ouça...
Seu coração sabe...
Afinal somos abençoados pelo amor...

Você é um anjo na minha vida...
Mas amanheceu tive que acordar,
Caminhei pelas chamas e entrei teu coração,
Tentei chorar mais dia passou,
No luar te chamei até gritei,
Tive a certeza te estar ao meu lado,
Mas estava sozinho...
Me recordei do dia que foi noite
E as pedras rolaram no teu coração,
Senti o seu cinza chorar o pesadelo...
De querer o que nunca existiu...
Apenas a ilusão de um devaneio...
Num caminho enorme e vazio
Espareço... Mas um desejo...
E o mundo ganha novas feições...
Noite a dentro lamentos e sussurros.
Declaram a o vento que sopra teus ouvidos,
O nada de repente o fala, Me - desculpe por te amar.

Há um anjo em minha vida
que está sempre comigo
Vive em minha casa
e é mais que amigo

Enviado por DEUS
guia a Sua Luz
ilumina meus passos
na escuridão me conduz

Amigo e presente
alegra meu ser
É música festiva
que me ensina a viver

Meu anjo de Luz
Companheiro de estrada
Segura a minha mão
nessa caminhada.

MÃE(MEU ANJO)

Na minha vida existe um anjo que oferecia seu colo nos momentos de angústia,um anjo que me dava conselhos quando eu não sabia mais o que fazer,um anjo que não poupava esforços pra me ajudar,um anjo que passou por muitas dificuldades pra me ver protegido e forte,um anjo que me mostrou um caminho onde só o sol tocava e tudo era puro,um anjo que me pegava nos braços e voava para longe do frio e da escuridão que eu tanto temia,um anjo que transformava meu medo em coragem sem nunca me deixar sozinho,esse anjo me deu sonhos para sonhar e forças para continuar e a cada batalha perdida esse anjo me tirava das ruínas e do seu devaneio silêncioso e mesmo ferido lutava sem parar para me ver vencedor,tudo que hoje sou devo a esse anjo que tudo me ensinou.

30 de Janeiro - Dia da Saudade


Oh! Saudade!
És um sentimento nobre,
que nenhuma outra língua do mundo
consegue traduzir.


Morada de ausências vivas,
presença que dói e aquece,
fio invisível que nos costura
ao que foi,
e ao que nunca deixou de ser.


Saudade é amor que ficou
sem corpo,
memória que pulsa,
nome que o tempo não apaga.


É o silêncio que fala,
é o coração lembrando
aquilo que a vida tentou levar.


Oh, Saudade!
Às vezes,
és uma sensação contraditória
do meu ser.


Sinto-te
por aquilo que não tive,
não vivi e não fui.


Saudade do possível que não aconteceu,
dos caminhos abortados,
das versões de mim
que morreram antes de nascer.


Tu doês sem memória,
arde sem lembrança,
és falta sem rosto
e, ainda assim,
me habitas inteira.


Saudade é esse vazio cheio,
essa ausência que pesa mais
do que muitas presenças.


É o luto
do que nunca existiu,
mas insistiu em me sonhar.


✍©️@MiriamDaCosta

Ode à Vida


Oh! Vida!
És um enigma que nos desafia
a experimentar e enfrentar,
aprender e evoluir.


Oh! Vida!
És uma dádiva,
uma escola de multiplicidades,
onde a individualidade permite
a troca de vivências,
e, infelizmente,
nem sempre somos capazes
de sermos aprovados...


Oh! Vida!
És uma biblioteca de oportunidades
e opções de leitura ( sem releituras) e interpretações mutáveis ou não...


Oh! Vida!
Livro aberto e, ao mesmo tempo,
manuscrito indecifrável,
onde escrevemos com tinta
de escolhas
e apagamos com lágrimas
de arrependimento...


Oh! Vida!
És mestra severa e mãe generosa,
que embala e, por vezes, sacode,
que acolhe no colo da esperança
e lança ao deserto das perguntas
sem respostas óbvias e claras
ao nosso entendimento limitado...


Oh! Vida!
És travessia,
ponte entre o que fomos,
podemos ser e o que ainda
ousamos ou não ser...


Oh! Vida!
És o sopro
que acende nossos sonhos
e o vento
que testa nossas raízes...


Oh! Vida!
És palco e bastidor,
és riso
que floresce sem aviso
e silêncio
que amadurece na dor...


Oh! Vida!
És o instante breve
que insiste em parecer eterno
quando vivido com presença,
e eternidade inteira
quando guardado na memória
do afeto...


Oh! Vida!
Entre quedas e recomeços,
ensinas, sem palavras,
que existir
é verbo em movimento,
é semente insistindo
mesmo sob o peso da terra árida
do mundo...


Oh! Vida!
Que eu te leia com coragem,
que eu te interprete com verdade,
e que,
ao final de cada capítulo,
eu reconheça,
(mesmo cansada...)
a tua sagrada e indomável Poesia.
✍©️@MiriamDaCosta

Boa tarde.

No insolúvel desejo.
No fim ensejo,
O direito de amar.

A alegria é um conto,
Que existe e permeia.
Até o próprio ar,

Até um simples ponto.
Em uma pequena aldeia,
Emite o próprio conto,

E a sabedoria ancestral.
Que dispõe do saber.
Enfim só quer "SER".
E libertar-se de todo mau.

Isso é um conto de vida.
De uma história sabida,
Do pequeno,
E do todo.

E assim vamos sendo,
E o simples saber.
Nós envolvendo.

Sou negra e não tenho um dia... tenho uma vida uma história uma cultura um valor um sonho. Consciência? mas o que é isso mesmo? Prefiro a inconsciência dos desejos, dos ébrios, dos loucos e dos apaixonados. Meu dia são todos os dias. De consciente mesmo só a minha negritude claramente estampada na retina do branco-branco.
(Poema composto para a peça teatral VAGABUNDOS, Teatro do Sesc, Fortaleza- CE, a pedido do meu genial e predileto ator Getúlio Cavalcante, em 27/03/2014, 14:58)