Texto para um Bebe
Passei por uma loja de roupas e observei um vestido que era exatamente o estilo dela.
No mercado, todas as vezes em que vejo suco de uva natural, lembro que era o seu preferido.
Sempre que estou sozinho, recordo da sua companhia e de tudo o que tentei construir ao seu lado.
Você jamais me corresponderia — e o que mais dói é saber que estas palavras nunca serão lidas por você.
Não importa quanto tempo se passe; já observei tantas outras mulheres... Não me importo com o corpo, tampouco com a beleza exterior.
Nenhuma delas possui a pureza que havia em você — sua sensibilidade e doçura únicas.
Mesmo que você não me ame, ainda assim vale a pena guardar cada pedacinho de você que tive o privilégio de conhecer e amar.
Como que seria um mundo feliz?
Um mundo sem posses, onde "o que é de César, não é de César". Um mundo sem ego, em que as pessoas não precisem guardar tudo para si, mas, em vez de reter, saibam dividir. Onde as casas sejam construídas com a ajuda mútua, e a lavoura, colhida e repartida entre todos.
Que o irmão não seja apenas o de sangue — filho do mesmo pai ou mãe —, mas todo aquele que se aproxima com bondade. Que tua vestimenta não seja tão esplêndida a ponto de envergonhar o teu próximo. Um mundo onde as necessidades sejam supridas sem julgamentos, mas com compaixão. Onde os pais ensinem aos filhos o amor e a empatia, pois sem isso não pode haver paz.
Um mundo onde a impureza seja retirada das palavras, onde as roupas cubram com dignidade as moças, e os rapazes sejam respeitosos em suas atitudes. Um mundo sem traição, sem dor, sem furor. Onde a palavra proferida não seja uma mentira, mas um alívio que conforta.
Um mundo sem reis, mas guiado pelo coletivo daquele que criou a humanidade para a luz, e não para as trevas. Porque, como está escrito: "Os homens amaram mais as trevas do que a própria luz."
Um mundo onde a sede jamais consuma a alma, e onde a morte não seja o destino final.
Um dia vão ler meus pensamentos e você sabera que em meio à minha esquizofrénia tinha um poeta, um que não pode recitar todos os poemas de amor pra ti...
Uma hora não gostava de poesia...
Outrora me achava cafona...
Me adiava...
Queria me cuspir da sua vida...
Me cuspiu...
Queria me engolir...
Me engoliu...
Queria me deixar...
Deixou...
Quis se perder de mim...
Me perdeu...
Vaguei sozinho...
Me perdi...
Me encontrei...
Mais ja era tarde...
Morri...
E assim a vida se foi...
E eu se fui da vida...
Outra segunda...
Outra semana...
Novas chances...
Novas oportunidades...
Vou ser um pai melhor para meus filhos...
Vou ser melhor filho para meus pais...
Serei um irmão melhor...
Cuidarei dos meus animais...
Serei melhor no trabalho...
Outra segunda...
A mesma saudade, a mesma distância, a mesma ausência...
Eu vou continuar a vida...
A e Vida vai continuar como sempre ele fez...
Evitei passar por aqui...
Tem sido um ano bem desafiador...
Perdi meu sonho de amor ...
Meu gato se foi...
Meu cão foi atropelado e não resistiu...
Porém essa parece ser uma visão muito pessimista...
Posso dizer que eu vivi meu sonho de amor...
Que meu gato foi incrível enquanto esteve comigo...
E que tive um amigo incomparável e que vai deixar saudades...
Esse seria uma visão otimista...
Talvez aqueles medos que ele tinha fossem frutos de um grande receio a se apegar a uma falsa verdade.
Talvez a sua coragem se baseava em uma grande esperança de um despertar por completo, uma acensão de viver, uma desmistificação do mistério, uma certa busca por perfeição e assim unificar-se com o todo. Mas . . . a própria ideia de perfeição em sua concepção era cheia de defeitos!!!
Como poderia algo ser perfeito?!?!?!
Como poderia existir de fato um arquétipo de perfeição?!?!?!
E se existir, para onde iria ele após essa conquista?!?!?!
Não haveria mais o que saber, o que buscar, o que fazer. . .
Se tudo estivesse descoberto diante dele onde estariam os desafios?!?!?! E seus sentidos agora teriam algum sentido?!?!?!
Outro dia me formei
Numa dessas clássicas fôrmas
Me deram um uniforme
E então classificaram-me
Disseram que estou pronto
Que estou conforme o protocolo
Mas nessa formalidade
Ainda não me conformei
Essa ideia de etiquetar alguém
Sempre estou me informando
Mesmo assim não basta esse formato
O bastão é o título
O canudo, o acato
Só que minha sede eu mesmo mato
Mato no bico
Mesmo sem sedes
Sou mais um no anonimato
Rachando o bico desses bordões
Desconfigurando pelas rachaduras
Adentro pelas bordas
Deformando pra reformar
Minhas próprias opiniões
Essência esotérica
Sou sem normas
Estrutura etérea
A minha forma é a ciência das formas
Dessa existência que me transforma
Ler é visão
Ler é tão bom
Vale a pena
Mergulhar nas palavras de um poema
Ler é visão
Nos engrena
É o empenho a resolver algum dilema
Visão é um dom
Graça plena
Como ter asas pra voar por onde queiras
Liberta a noção
É centelha
Desenbaraça e engrandece ideias pequenas
No fogo da imaginação
Ler é lenha
Ideias assam e projetam-se em cena
Essa visualização
É a gema
É onde esboça, onde brota, onde drena
Ele é de humanas
Mas a sua poesia
É desumana
Um bicho estranho
Acusado de heresia
E fé profana
Em terra estranha
Em meio a tanta hipocrisia
Acende um plano
Projeto insano
Parece mais uma utopia
De suas façanhas
Seu próprio sonho
É o seu pão de cada dia
Em suas entranhas
Ao sol se banha
E nesse banho de alegria
Ascende o prana
Manifesto meu verso afim que contestes
Te peço que faça testes
Pois o contexto reflete
Um ego que sempre veste
Armadura resistente
É a amargura do descrente
Que em nada crê, sempre ausente
Parece que nada sente
Nadando no inconciente
Perece no presente
Mentindo pra própria mente
E assim sempre descontente.
Eu sou o cordão rompido do umbigo
Estou na seiva do mandacaru
Sou a respiração de um povo sofrido
Eu sou a cena do assalto ao amor
Sou uma canção cantada por índios
Uma visão que teve um xamã
Eu sou a bera do abismo
A esquiva da dor
Eu sou a quebra do ismo
Um bicho solto eu sou
Sou a escuridão
A anti matéria
Um coração pulsando na selva
Sobrevivente vivendo na guerra
Alma vivente, o bruxo das ervas
Eu sou o fogo do mundo e as cinzas
Sou eu quem gira o mundo
Eu sou os prazeres da vida
Eu sou um tesouro perdido
Fui eu que me perdi
Sou eu a saída
A comunicação pela linguagem deveria ser muito mais aberta e solta
Tudo que se fala é um tabu
Até o sentimento foi capitalizado
Dirigimos máquinas de uma suprema nobreza
Mas não saímos nem da primeira marcha
Nunca cortamos o giro
Não queremos “disperdiçar” energia
Queremos “conservar” o mortor
Só que nunca conhecemos os limites
Pois não há limites, fomos nós que impomos eles
Queremos manipular um câmbio automático
Só que enquanto operamos essa máquina do tempo tudo nos está acessível
Colidimos porque queremos
Escolhemos não dar passagem
Escolhemos não freiar
A ideia não é acelerar e sim “ser um” com o trânsito
Nem tão pouco temer a alta velocidade
Na verdade essa “velocidade” é apenas sua percepção de tempo
Assim como “distância” é percepção de espaço
“Leiam o manual da pág.7 nas relações de sinônimos”
Pessoas especiais, são faróis em meio à bruma,
fazem-me crer que cada amanhecer é um presente de Deus,
no canto das aves que saúdam o dia,
no perfume fresco de flores a despertar.
São palavras gentis que acariciam a alma,
e o riso doce que ecoa como um mantra,
são gestos de amor que brotam da essência,
gentileza que se espalha, criando laços visíveis.
Ao ver a felicidade de alguém, sou envolvida,
um prazer interior que ilumina meu caminho,
desejo que tua vida seja um jardim em flor,
com cores vibrantes e aromas de 🕊️
Aprendi com você, a cada lição, uma pérola,
a beleza de lutar por cada momento,
por cada raio de sol que se arrisca a brilhar.
Na realeza da vida, juntos, em doce harmonia, o que aprendi com sua meiguice e sabedoria.
Gratidão!
Em cada gesto, um abraço sutil,
tua presença ilumina a sombra do dia,
as palavras que dançam nas costas do vento,
trazem a suavidade de um lar que nunca se esquece.
Teus olhos,
janelas de ternura
e verdade,
transmitem a essência de um amor que pulsa,
como as estrelas que adornam a noite silenciosa,
agradeço-te, coração que habita em meu ser.
Você é o crepúsculo da minha vida,
Um arco-íris que surge ao entardecer,
Nas horas de alegria, sua luz convida,
E nos momentos tristes, eu a quero ter.
Lágrimas que caem, como a lua cheia,
Misturam-se ao céu, num quadro sutil,
Teus olhos refletem a paz que semeia,
Nos braços de Deus, eu encontro o meu fio.
Entre risos e dores, a dança se faz,
A melodia suave da vida em timbres,
Teu amor é meu porto, a voz que traz paz.
E quando a tormenta em meu peito se imprime,
Com cada amanhecer, novo horizonte,
Tu és a esperança que nunca se esconde.
Tem gente que carrega o aroma das manhãs,
como o canto suave de um passarinho em liberdade,
trazendo vozes que dançam nas brisas,
a magia que se infiltra no peito e cura a dor.
Nesses seres, o condão da paz se revela,
como uma luz que atravessa nuvens densas,
e ao ouvir sus falas, o coração se aquieta,
encontrando alívio nas notas da sua presença.
Um dia meu coração cessará suas batidas,
não vertas lágrimas, não te apagues em luto,
Será apenas o fim de um ciclo, um suspiro,
e eu, enfim, desprendida, voarei no infinito.
Mas, levarei seu olhar, sua doçura,
Seu amor inocente, o meu maior tesouro,
Todo meu infinito, por quem lutei e vivi, pora ti.
Minhas asas rasgarão o céu no silêncio,
libertas, leves, sem amarras ou temores,
Neste instante, serei pássaro, sereno, livre,
e a paz será meu único e eterno fulgor.
A ti, meu tesourinho!
☞ Um Haikai Tanka☜
☞ Me Encanta ☜
sonho com você,
recitas para mim, amor,
poema na voz.
sua fala me envolve,
grande amor que acalma.
.
so.nho com vo.cê,
re.ci.tas pa.ra mim, a.mor,
po.e.ma na voz .
su.a fa.la me en.vol.ve,
gran.de a.mor que a.cal.ma.
Tereza Lima
Soneto da Brisa e o Destino
A brisa que murmura,
em seu velado véu,
Traz sons de um passado que o tempo não desfez.
No vasto azul do sonho,
a buscar o teu céu,
Minha alma, em doce anseio, na canção se refaz.
A cada flor que nasce,
no orvalho matinal,
Um verso se revela,
num canto que me traz
A essência mais pura
do amor primordial,
Que em cada gesto aflora
e me inunda de paz.
E o coração, pulsando
na espera que me invade,
Desenha em teu sorriso
um eterno querer.
A solidão se esvai, finda a velha saudade.
Pois em teus olhos vejo
o sentido do ser,
A luz que me ilumina
em toda a adversidade,
O porto que me acolhe
e me faz florescer.
Soneto: A Íris Pura.
Tens a graça no olhar, sinfonia funda,
De um cálice rubro, lírio em esplendor,
Na voz silenciosa e pura, sem rumor,
Qual floresta que o verde abundância inunda.
Da pureza de sua face, que me inunda,
Onde recebo os braços do amor,
Sentimentos que jorram, sem dor,
Qual púrpura lagoa que me aprofunda.
Da Íris finda, sensível como a rosa,
Que na pedra nasceu, forte e divina,
Expressão de beleza tão gloriosa.
Em teu ser, a canção que me acalina,
A perfeição da forma venturosa,
A alma que em meu peito se abarracina.
Ao Coração Do Oceanos, Meu Filho. Deixo-te meus Poemas.
30.06.2025
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