Texto para um Amor te Esquecer

Cerca de 150183 frases e pensamentos: Texto para um Amor te Esquecer

UM PRETEXTO CHAMADO LIVRO


A casa de esquina parecia abandonada, mas não estava. Apenas vamos chamar de silêncio aquilo que sobra quando as pessoas vão embora. Foi ali que Lázaro, aos trinta anos, parou o carro num sábado de sol em brasa, em Cuiabá. Vendedor da Barsa, trazia na mala enciclopédias e, sem saber, também carregava destinos alheios. Tocou a campainha com cuidado, como quem não queria acordar lembranças. O homem que abriu a porta era viúvo. A solidão morava nele sem pedir licença. Não havia brinquedos no quintal, nem vozes nos corredores, nem pressa alguma para o futuro. Tudo indicava que aquela casa não precisava de livros. Ainda assim, Lázaro entrou. Falou da Barsa como quem fala de permanência. Disse que ali estavam respostas para perguntas que nem sempre eram feitas. Que os livros resistiam ao tempo, às ausências, à poeira dos dias. O senhor escutava em silêncio, olhos pousados em um ponto distante da sala, talvez no passado. A venda aconteceu sem celebração. Apenas aconteceu. Como acontecem as decisões importantes. Depois, o suco de caju. Doce, fresco, quase uma gentileza antiga. Entre um gole e outro, o senhor confessou o motivo da compra. Tinha netos, mas os via pouco. Talvez, disse ele, os livros servissem de pretexto. Um motivo legítimo para que eles voltassem. Para que a casa voltasse a ter passos, perguntas, risos espalhados pelo chão. A Barsa não era sobre pesquisa. Era um chamado.
Lázaro saiu entendendo que a solidão faz as pessoas criarem armadilhas delicadas para o amor: uma coleção de livros, uma mesa posta, uma desculpa bonita para não desaparecer sozinhas.


A solidão ensina que pessoas não compram coisas por necessidade material, mas por esperança, criando gestos e pretextos para trazer de volta quem o tempo afastou, tentando transformar silêncio em presença.

A LIVRARIA SARAIVA É LOGO ALI!


Durante mais de duas décadas em São Paulo, um dos meus refúgios preferidos era a Livraria Saraiva da Avenida Paulista. Não era apenas um passeio: era um lugar onde eu respirava melhor. Gostava especialmente dos dias de lançamento. Caminhava entre estantes, observava o movimento, sentava de longe e ficava olhando os escritores assinando livros, dedicando palavras, recebendo leitores. Aquilo me parecia grandioso, quase mágico. Eu me sentia parte daquele cenário, mas apenas como espectador. Para mim, estar do outro lado da mesa ainda era um sonho distante.
O mundo girou, o sonho mudou de lugar e em 2013, voltei para Carlópolis.
Logo nesse retorno, fui presenteado com um momento inesquecível: o lançamento do livro “Os Pioneiros”, da escritora Dona Helena Ribeiro de Proença, mais conhecida como: minha mãe. Ver sua obra escrita a mão aos 84 anos ganhar forma pública, reunir pessoas e provocar emoções, foi um marco.
Ali, algo mudou dentro de mim.
Pela primeira vez, aquele sonho de ser escritor começou a parecer possível.
Então, minhas histórias deixaram o silêncio da mente e ganharam corpo na insistência diária da escrita. Houve muito estudo, leituras vorazes, dois livros por mês.
Até que, após cinco anos, parecia tudo pronto. Mas não estava. Veio a pandemia, o tempo suspenso, o medo, mais três anos de espera e reescritas.
Enfim, em 2024, “A Saga dos Cataventos – O Mal Nunca Dorme” estava impresso. Veio a noite do lançamento: taças erguidas, amigos reunidos, abraços demorados, páginas autografadas, flashes e encontros, digno dos lançamentos na editora Saraiva. O mesmo encanto, mas em outra dimensão, outro universo.
Ao olhar para o meu livro pronto, vi um universo se abrindo e entendi que não bastava escrever: era preciso abrir caminhos. Do meu auto¬lançamento nasceu a Editora Café Literário, nada mais que um caminho para textos que pediam luz. Em um ano, vieram dois frutos: Devaneio – Um passeio pelos sentidos, de Lu Barone, e Ecos – O som das emoções, de Maria Rita de Oliveira Bezerra. Obras incríveis, delicadas, profundas, que falam do que mora dentro. Junto com os livros vieram mais noites de lançamentos, mais lágrimas sinceras e a certeza de que a literatura, quando partilhada, se multiplica.
Ao capitanear essas noites incríveis, vendo a alegria vibrando nos rostos, as celebrações, os discursos embargados, senti que havia algo maior ali. Pesquisei nos grupos de escritores que freqüento e descobri que em toda a região, as noites com o brilho e o glamour dos grandes centros, só existe em Carlópolis. Um luxo raro, íntimo, impossível de medir. Um gesto de amor à literatura. Um orgulho para a nossa cidade que não tem preço.
Sim, ainda há pouco incentivo e muito silêncio.
Mesmo assim, diante de telas que hipnotizam e da descrença que se espalha, a Editora Café Literário segue firme.
A parte boa é que em 2026 teremos mais lançamentos, mais noites de encontros, mais celebrações, mais abraços, mais historias compartilhadas.
Confesso: ainda somos poucos, quase invisíveis, porém intensos.
Enquanto a pressa governa e a falta de cultura se multiplica, escolhemos o gesto lento da palavra, o calor do abraço e a permanência da literatura.
Se um dia busquei encanto entre prateleiras famosas, hoje sei: criamos aqui o nosso próprio templo dos livros, a nossa própria Livraria Saraiva, viva, próxima e cheia de histórias.

Desagradar é muitas vezes um ato de coragem,
Pois implica escolher o que é justo
Em vez do que é cômodo!
A espiritualidade nos ensina a ouvir a voz interior,
Que não está focada em aplausos,
E sim na harmonia entre o que somos
E o que fazemos.
Pois quem vive em sintonia com essa verdade
Não apenas cresce, mas inspira os outros
A também seguirem a sua própria luz.

As decepções na vida chegam quando menos espero,
e acabam me tirando o chão onde um dia me firmei.
o ser humano falha e fere sem licença,
enquanto o coração ferido tenta ajustar a conta, explicar o erro e exigir reparo.
Mas a justiça oriunda da fé
não nasce do acerto imediato,
nasce de não me trair no meio da dor.
Ser justo, nessas horas amargas,
é não permitir que a mágoa dite minha conduta.

Recomeçar sempre deve ser visto
como um ato de responsabilidade,
e nunca como uma promessa vã de mudança.
A vida sempre se renova
quando usamos sabedoria em nossas escolhas
e a esperança cresce pelo crivo da disciplina.
Pois quem retorna ao caminho
com a consciência do erro cometido
Já não repete o passado,
mas caminha com maior firmezadiante do Criador.

O labirinto das verdades absolutas




"Quando tomamos nossa própria verdade como um dogma absoluto, erguemos muros onde deveriam existir janelas; não sobra fresta para o novo, nem solo para o conhecimento germinar.
Toda moeda carrega o peso de dois lados, mas há verdades que nunca foram vocalizadas — habitam apenas o silêncio das suposições e o eco do que presumimos ser real. A comunicação, em sua essência, não é o ato de falar, mas a sede de compreender. Sem a entrega da atenção e o ritmo sagrado da troca, a palavra se esvai no vazio. Quando o diálogo morre, a fala deixa de semear; resta apenas o monólogo árido de quem se julga dono da razão, onde uma única verdade impera e isola.
Embora a vida seja, como diz o poeta, a arte do encontro, os desencontros são o espelho das nossas resistências. É preciso coragem para trilhar caminhos que desmoronem as barreiras que nós mesmos edificamos diante do horizonte.
A sabedoria reside em decifrar que, por trás de cada certeza alheia, pulsa uma história invisível. Você não precisa concordar, mas precisa reconhecer que existe uma verdade — moldada por dores, heranças e contextos — que moveu o outro em sua direção. Há sempre um mestre à nossa frente, se estivermos dispostos a despir o orgulho para, finalmente, aprender a ouvir."




Reflexão filosófica
Islene Souza

A bicicleta
Há uma bicicleta parada no final da rua.
Para estar ali, deveria haver uma razão, um motivo, uma formalidade.
Enquanto houver silêncio, nada investigamos. Há uma denúncia medrosa que não se cumpre. Há uma realidade crua, que não se aquece...
Há uma bicicleta parada no final da rua. Tudo está escuro. O dono não aparece e a finalidade de estar ali, pode se dissolver em apuros.
Se há tortura, intramuros, a realidade que dorme nua se corrompe, e a inocência que se cumpre calada, desamanhece.

O estado mantém um verniz de civilidade, tornando o voto uma compulsão. Promove uma ilusão de agência enquanto as rédeas do poder permanecem firmemente além do alcance do eleitor. Alguém se pergunta o que resta de patriotismo uma vez que tais restrições sistêmicas são removidas.

Carlos Alberto Blanc

A política de esquerda no Brasil sempre nomeia um ministro da fazenda capaz de mover todo número zero para a esquerda. É o único lugar do mundo onde se tenta combater a carestia imprimindo esperança e distribuindo a conta para os bisnetos, que — como ainda não nasceram — não podem ir para a rua protestar.

Carlos Alberto Blanc

Saca só o Brasil... a política de esquerda lá é um negócio incrível! Eles não contratam um economista, eles contratam um mágico! O Ministro da Fazenda sempre tem esse superpoder: ele move todo número zero para a esquerda! Você já viu isso?! O cara olha para um milhão e — POW! — o zero mudou de lado e agora você deve até a alma!
E o plano de combate à pobreza deles? É sensacional: eles imprimem esperança! É isso aí! 'Não temos dinheiro, mas temos muita... vibração positiva!' E a conta? Ah, a conta vai para os seus bisnetos! É o crime perfeito! Você gasta o dinheiro agora e manda o boleto para um moleque que nem nasceu! Por que? Porque o moleque não pode protestar! Você já viu um feto com um cartaz na mão gritando 'Responsabilidade Fiscal'? Não! Ele tá ocupado demais tentando ganhar dedos! Enquanto ele cresce, o governo já passou o cartão de crédito na cara dele!

Dentro dessas linhas

Você chegou como um cometa,
iluminando um céu que eu já achava apagado.
Rasgou a rotina,
fez meu coração repensar seus próprios passos.

Dentro dessas linhas,
eu caminho sem pressa, sem medo,
absorvendo cada instante que você me oferece.

E pela primeira vez,
sem a necessidade de estar armado,
sinto que posso, enfim,
ser amado.

Mostrei meu mundo em tão pouco tempo,
cada esquina, cada pedaço de mim.
E você, sem reservas,
abriu o íntimo que antes era ferida —
e transformou silêncio em confiança.

Até quando nos desencontramos,
o destino fez questão de nos juntar depressa,
como se dissesse que não há fuga
quando duas linhas foram feitas
para correr lado a lado.

Vejo você no amanhã que sempre temi,
como calor nos meus dias nublados,
como ar leve nos dias ensolarados —
onde antes havia peso,
agora existe respiro.

Nunca é tarde para nada.
Nem para uma graduação, um doutorado, aprender uma língua nova, abrir um novo negócio, uma mudança de rota, uma nova família ou filhos.
Começar/Recomeçar aos 20, aos 40 ou aos 60 diz menos sobre o tempo e mais sobre a coragem de finalmente escolher a si mesmo.
A vida não acontece de forma linear.
Ela acontece quando você para de pedir permissão para existir.
Sufocar a própria existência não deve ser uma opção. Jamais.

Sem abrigo

Há um sentido profundo em ignorar aquilo que é tão transparente,

Nós herdamos o que representamos na memória falha do outro,

Se na história vivida não foi construído um abrigo para suportar os momentos difíceis do inverno, então o esquecimento logo vai se apoderar do que não deixou raízes,

Éramos tão íntimos, depois completos estranhos.

Chega um tempo da vida em que percebemos que já não dá para viver de brincadeiras. A vida está cada vez mais difícil e agressiva. Percebe-se que desistir daquilo que provocamos não é solução, porque a vida não espera por ninguém.

A única coisa que muitas vezes não entendemos é que não estamos em competição com outras pessoas, mas sim com o tempo. E o tempo não pára, não recua e não espera.

Se você cometeu um erro e já reconheceu, disse que vai mudar ou que já mudou e não pretende repetir, não fique tentando aprovação o tempo todo. Isso desgasta a mente.


Porque, no fundo, às vezes a pessoa não quer realmente te ajudar. Ela volta a falar do mesmo problema do passado só para te provocar, esperando que você responda mal. Depois usa isso como argumento para dizer: “Está vendo? Você não mudou, por isso não vou ajudar.”


Muitas vezes, essas pessoas procuram apenas motivos para se justificar, para “tapar a cara”, mas a verdade é que nunca tiveram a intenção de ajudar.


Infelizmente, essa situação acontece em muitas famílias.⁠

⁠Você é uma flor linda, que todos os dias exala seu suave perfume, da sua amizade. Um lindo ser que chegou na minha vida pra ficar, pois o amor foi a primeira vista.
Minha amiga, sou grata de todo meu coração, e peço a Deus por você, para que em suas lutas de sempre de encontro com a vitória, e que ela te envolva, trazendo toda felicidade que merece.
Muito obrigada por ser minha amiga.
Milhões de beijinhos.

Não espere encontrar em mim a pureza de um anjo.
Não quero suas promessas.
Não espere encontrar em mim nen doçura nem culpa.
Não quero que você me ame.
Mas quando estivérmos lá, tenha firmeza no toque, me enlouqueça, me empolgue.
Quero te sentir em mim como uma lança afiada que corta meu corpo, me deixando exitada.
Sem nada, só nosso prazer, dois animais em transe: eu e você.

Eu engoli as palavras
Na minha barriga fez um nó
Se eu não nasci para isso, não sei quem foi
Olha, eu vejo bem esses olhos
Sei que estão chegando ao fim
Olha eu não sou daqui, também não sei de onde vim
Consegui uma casa, um trabalho, um amor
E posso me orgulhar
Mas minha alma, mesmo grata, as noites quer voar
Eu amo você, não teria para onde de ir
Além de onde a mente pode me levar
E a loucura que é viver a vida
Como um do sonho
Por um sonho
Eu vi em cada poro a gota de suor
Eu senti nas curvas do seu rosto cada milagre
Mas não há nada que se possa provar
Como eu não vou enlouquecer?
Como eu não vou enlouquecer?
Me dê forças ao menos para parecer normal
Pois já demoli os muros do que pode ser real
Não tenho mais nada que se possa provar
Eu não sou nada que se possa provar
Nem mesmo minha fé, nem mesmo eu
Eu nem sei o que sou
Ou se existo
Nem sei o gosto do meu lábio
Eu só sei que vou seguir em frente
Custe o que custar
E camuflar minha loucura
Que me consome
Que me mata e me dá vida
Enquanto eu respirar.

⁠Tenho um coração que quer acreditar.
Tenho um coração que amar, amar...
Tenho um coração que quer dar, dar, dar; e voar...
Tenho um coração que quer saltitar...
Tenho um coração desmedido ao bater:
Compassa, descompassa, me faz rir, me faz chorar.
O que pulsa meu coração é mais do que só ar
Tenho um coração que quer acreditar
e não há razão que o possa parar...
Desmedido, descabido, faz-me vibrar, torcer e ansiar...
Coração, não tens dó do meu Ser - mata-me e vive-me em um só dia - tantas vezes na mesma vida
Como seria com calma viver?
Como é a ótica de quem tem sabedoria e não liga para Crer?
Meu coração insiste em acreditar, porque é maior a dor de nada ver...
Como seria aspirar um cargo, um carro ou nada além de Deus como nos dizem ser?
Mas eu, anseio ser real mil fantasias como as imagino, sozinha, além do Céu.

A única forma de realizar um trabalho em silêncio, num espaço público, sem media, sem televisões, sem redes sociais, sem Facebook, sem TikTok, sem ruído é, paradoxalmente, não o realizar.
Vivemos num tempo em que a informação já não circula num vácuo fechado; ela propaga-se num campo aberto, permanentemente atravessado por acções externas, olhares, algoritmos e interferências invisíveis. O silêncio, hoje, tornou-se uma ausência quase impossível.
Furucuto, 2026