Texto Motivação na Vida

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⁠A vida não é fácil para ninguém.
É preciso estarmos vigilantes em relação ao conteúdo digital que estamos consumindo e as notícias
de uma forma geral para não sobrecarregar a nossa "represa psicológica" ao ponto de perdermos
a tolerância com pessoas que estão ao nosso redor.

Cada Conselho da Lia do Itamaracá

⁠Para seguir na Ciranda
da vida continuo ouvindo,
cantando e cirandando
com cada conselho
da Lia de Itamaracá,
Por ontem, hoje e sempre
agradeço e fiz o juramento
de nunca parar de cirandar
com as forças da Natureza
para sempre firme continuar.

⁠Florescermos para resistir
as erupções da vida
como a Red Heliconia
da Montserrat magnífica.

Assim é o melhor do amor
que nós dois queremos,
e ele para nós virá
no tempo que merecemos.

O amor é doce dádiva
para quem sabe o receber,
e faz de tudo para o manter.

Se sou o seu último pensamento
da noite como você é do meu,
algo diz que já sou tua e você é meu.

As Incertezas da Vida


Um dia desses, eu estava vivendo o extraordinário do amor. Foi um presente do universo quando, em minha solitude, fechei meus olhos e desejei alguém para amar e ser amada. No mesmo instante, notei você nas redes sociais. Foi então que curti sua foto e enviei uma solicitação. Fui correspondida, e a alegria tomou conta de mim desde então.


Conheci alguém de coração puro, cheio de dores, traumas e mágoas, mas eu sentia a pureza no seu olhar. Essa pureza me encantou, assim como o seu sorriso. Você me fez sentir a mulher mais amada e desejada, como eu nunca havia me sentido verdadeiramente. Todos notaram, no meu olhar, o quanto eu estava feliz.


Seu amor aqueceu o meu coração, seu abraço trouxe calma aos meus dias turbulentos, seu sorriso transformou toda a mágoa do passado em esperança. Cada dia ao seu lado era a certeza de que eu tinha feito a escolha certa, pela primeira vez na vida.


Foram os dias mais alegres que já tive, momentos únicos e inesquecíveis. Éramos estranhamente conectados, como se tivéssemos passado uma vida juntos. Nossa conexão era leve e intensa, e sua calmaria fez morada em mim.


Entretanto, hoje aprendi mais uma lição: a vida segue, você estando pronta ou não. Não há espera, às vezes nem avisos. Você é pega de surpresa, e não há o que fazer. O que um dia foi felicidade virou saudade, frieza e lágrimas…


Foi assim, sem rodeios, sem despedidas, sem muitas explicações, sem responsabilidade afetiva. E, na mesma rapidez com que você chegou, também foi embora. Não notei que aquele feriado ao seu lado, em nossa folga, seria o nosso último beijo e o último “eu te amo”.


O que restou foi um vazio enorme. Um buraco formou-se no meu peito, e há um grito ecoando por lá. A sua fala sussurra na minha mente o tempo todo: “eu não te amo como você me ama”, “fomos rápidos demais”… e fim. Esse foi o fim do amor que achei que tinha encontrado.


Você foi a minha maior alegria e também a minha maior decepção. Foi isso que eu te disse, pois acreditei em todas as vezes que você disse “eu te amo”, olhando nos meus olhos. Confiei meu amor em você, te dei meu coração em pedaços, e você o reconstruiu para então destroçá-lo, sem piedade.


Continuo te amando, mas agora em silêncio.

A vida é um amontoado de despedidas, onde ninguém sabe qual é a derradeira.


A vida, em essência, é uma sucessão de chegadas e partidas.


Um amontoado de despedidas silenciosas que se acumulam, quase sempre sem aviso.


Nunca sabemos qual abraço será o último, qual conversa não se repetirá, nem qual olhar se prenderá eternamente na memória.


Talvez seja justamente essa incerteza que valorize o instante — a consciência de que ele é frágil, transitório, irrepetível.


Por isso, a vida nos convida a viver cada encontro com reverência, cada presença com gratidão e cada despedida com a delicadeza de quem entende que até a separação faz parte do milagre de existir.


No fim, não é a derradeira despedida que mais importa, mas sim a intensidade dos encontros que a antecedem.

Que o Senhor da Vida liberte os que trilham as Estradas da Saudade calçados com as Sandálias do Remorso!
Amém!


Liberta, Senhor!


Arrebentai as Sandálias do Remorso de todos que revisitam as lembranças dos que partiram antes de nós!


Saudades, sim — Tristeza, não!


Amém!?!


Porque a Saudade, por si só, já é estrada longa o bastante — feita de Memórias, Silêncios e Ausências que aprendem a conversar conosco.


Mas há quem caminhe por ela ferindo os próprios pés, calçado com as sandálias do arrependimento.


São passos, às vezes, demasiadamente pesados, que machucam o coração a cada lembrança do que não foi dito, do abraço adiado, da reconciliação interrompida...


No entanto, a verdadeira cura começa quando entendemos que o amor não termina com a partida — apenas muda de endereço.


E quem parte não deseja nos ver presos ao que faltou, mas gratos pelo que foi vivido.


Descalçar o remorso é um gesto sagrado: é permitir que a saudade volte a ser caminho de amor e não de castigo.


Que possamos, então, revisitar nossas lembranças com a graça de quem sabe que o perdão é o único calçado capaz de levar a alma em paz, sobretudo pelas estradas pavimentadas pela Saudade.


Amém!

⁠Talvez não haja
livro mais bobo
do que o
“Livro Aberto”
da nossa própria vida.




Pois, não há imaturidade maior que colocar nossa história nas gôndolas das curiosidades.




Não por falta de páginas, mas por excesso de exposição.




Há histórias que não foram feitas para vitrines, mas para travesseiros.




Não pedem aplausos — pedem silêncio.




Não querem curtidas — querem maturidade.




Transformar a própria trajetória em material de exposição na gôndola de curiosidades é — no mínimo — confundir transparência com exibicionismo, sinceridade com carência e coragem com imaturidade.




Nem tudo o que vivemos precisa ser explicado.




Nem toda dor precisa de plateia.




Nem toda vitória precisa de testemunhas.




Há capítulos que só fazem sentido quando lidos absolutamente em segredo.




E há aprendizados que se perdem no instante em que viram espetáculos.




A vida não é um Livro Aberto.




É um manuscrito sagrado, com trechos que só o tempo, a consciência e Deus têm permissão de folhear.⁠

⁠Enquanto para uns, o que dói é a finitude da vida, para outros, o que alivia é a finitude das dores.


Para uns, a morte é a grande inimiga — a interrupção brusca dos planos, dos afetos, dos sonhos ainda inacabados — para outros, ela surge como um descanso prometido, quase um silêncio misericordioso depois de longos e exaustivos gritos.


Há quem tema a finitude da vida porque ama intensamente o que tem, o que construiu, o que viveu e o que ainda espera viver.


Para esses, cada despedida é um rasgo, cada adeus é uma mutilação do possível.


A morte representa a perda de tudo: das mãos que se tocam, das conversas inacabadas, dos abraços que ainda poderiam ser dados.


É o fim das oportunidades de amar mais uma vez.


Mas há também quem, exausto de carregar dores que não cessam, encontre na ideia da finitude um alívio secreto.


Não porque despreze a vida, mas porque já não suporta a forma como ela se apresenta.


Para esses, a morte não é vista como roubo, mas como cessação.


Não é a perda de tudo — é o fim de tudo o que dói.


É o apagar de uma chama que já não aquece, apenas queima.


E aí reside o grande paradoxo da existência: a mesma morte que para uns é tragédia absoluta, para outros é libertação imaginada.


Ela é, simultaneamente, ausência e descanso; ruptura e cessação; perda e alívio.


Talvez isso revele menos sobre a morte e mais sobre a forma como estamos vivendo.


Porque, quando a vida é experiência de sentido, a finitude assusta.


Mas quando a vida se torna apenas resistência, a finitude seduz.


No fundo, não é a morte que muda de significado — é o peso que carregamos enquanto respiramos que redefine o que ela representa.


E talvez a tarefa mais urgente e necessária não seja discutir a morte, mas aprender a tornar a vida menos insuportável para quem já não a reconhece como lar.

⁠Sou muito da poesia, mas se a vida me empurrar para a artilharia,
jamais vou me furtar.


Porque há em mim uma inclinação natural para as palavras que curam, para os silêncios que acolhem e para as metáforas que ajudam o mundo a respirar um pouco melhor.


A poesia, afinal, é o território onde a sensibilidade ainda tem cidadania e onde a humanidade tenta se lembrar de si mesma.


Mas viver não é apenas contemplar.


Há momentos em que a realidade deixa de pedir versos e passa a exigir coragem.


Momentos em que a delicadeza, sozinha, já não protege quase nada — nem a dignidade, nem a verdade, nem a própria vida.


Nessas horas, permanecer apenas na poesia pode ser confundido com ausência, e silêncio pode parecer concordância.


Não porque a poesia seja fraca, mas porque existem tempos em que até a beleza precisa aprender a defender-se.


E nem se trata de abandonar a poesia, mas de compreender que ela também pode vestir armadura quando necessário.


Que quem cultiva sensibilidade não está condenado à passividade.


E que defender aquilo que dá sentido à vida também é uma forma de honrar tudo aquilo que a poesia sempre tentou dizer.


Ser da poesia é escolher, sempre que possível, o caminho da palavra antes do confronto.


Mas é também saber que a dignidade não pode ser permanentemente desarmada.


Porque quem ama profundamente a vida não luta por amar guerra — mas para que ainda exista mundo suficiente onde a poesia possa continuar respirando.

Minha Vida, Minha Voz.

Estou aqui tentando explicar: não é um ensaio, é vida real.

Ao iniciar uma escalada, sempre haverá luzes e sombras que te acompanham — e é por isso que sua luz precisa ser forte e intensa.

Negue-se a viver refém do medo, esse é o meu recado.

Sua vida precisa ser guiada pela sua própria voz, não pela de terceiros. Seja sua própria diva. Ria, sorria, gargalhe — afinal, esses gestos suavizam a vida e a tornam mais leve.

Não se assuste: não temos dublê. Ainda que pequenos, podemos ser grandes e poderosos — mas, acima de tudo, precisamos ser do bem.

Não se esconda para sofrer ou chorar sozinho. A vida sempre foi um mistério, e dividi-la também é parte do caminho.

Não é pecado ser. Dizem que são os atos que definem, mas o que seria do amor sem os atos? Sem os toques, os abraços, os choques?

Na verdade, seja sempre sincero e transparente. Não tenha medo do amor, pois as formas de amar são um leque aberto.

Penso que o mundo ainda não está preparado para a sua realidade e sua igualdade. Talvez porque muitos conceitos tenham sido corrompidos — e o que foi transmitido, muitas vezes, soa ilógico, irracional e cruel… ao menos dentro da minha visão.

Bem-vindo à minha sinceridade.

Poema final


No princípio da tarde,
Tarde sem sentido ou valia
Dessas que corre a vida e o sol arde
Começo de mais um morto dia
Olhei a janela
A brilhante esquadria
Não sei se foi uma pancada
Mas um “Acorda bobo!”dizia
Uma voz de vida encharcada
Clamando”Revê o dia!”.
Procurei, dei mais uma olhada,
E, ao sol ofuscante,
Qual joia dourada,
Se via um besouro gigante

Uno


Deus nos espanta com o passado,
doce e cruel a mim foi arremessado.
A vida guia a minha pena vibrante
para aqui ficar,
sem ir adiante.
Como mil centopéias,
tenho braços que te abraçam,
e tu, minha velha,
meu coração trespassa.
O ouro me tenta.
A carne me suberge.
A vida que é lenta,
da corrida me perde.
Ao não dizer, não digo.
Minh’alma fere quem pouco entende.
Para falar, um perigo,
ao proferir mudo, à toda gente.

Quando o adormecido despertar


A vida será muito maior. As torrentes rugirão, o frio e a umidade vão nos despertar, as matas fechadas não serão mais inexpugnáveis, os seres vão aparecer na sua glória. Não haverá a quem culpar, muito menos a nós mesmos. A dor não será algo externo. Quem se foi, voltará. O mundo fará sentido.

Nesta viagem que se chama vida, estamos sempre acompanhados dos pensamentos, mas seguimos sozinhos no meio da multidão. A solidão no meio da multidão é um sentimento profundo, onde os pensamentos se tornam os nossos mais fiéis companheiros. Em meio ao movimento e às vozes, existe um espaço só nosso, uma viagem interior que ninguém pode totalmente compartilhar."


​Autor: Prof. Me. Yhulds Bueno

Na vida, não há indivíduos insubstituíveis nem relações que se sustentem apenas na ideia de exclusividade. Por mais significativo que alguém possa ser para outra pessoa, a ausência de respeito mina qualquer possibilidade de convivência saudável e duradoura. Relações não se mantêm por apego cego, mas por reciprocidade e dignidade.
É ilusório, para não dizer ingênuo, acreditar-se acima dessa lógica. Quem se julga indispensável revela, na verdade, uma compreensão limitada das dinâmicas humanas e do valor essencial do respeito mútuo.

⁠Ser assumida
é sobre ser
o amor da sua vida,
é sobre a minha vida
combinar com a sua vida,
Se eu não for
o amor da minha vida
para a sua vida,
Entre ser assumida
prefiro ser sempre
que for preciso
mais escorregadia
do que peixe ensaboado,
Se for para não ser
por você assumida,
só para você opto
em ser a sumida,
Não insisto em aquilo
que não tem a ver
ou não dá liga,
Porque eu tenho
a minha própria vida.

A vida me ensinou a ser batalhadora e a seguir sem medo. Ensinou-me a não parar, a não me acostumar com o meio-termo nem com o pouco. Ensinou-me que, lá fora, a vida grita, esperando que eu vá ao seu encontro, e que parar é morrer lentamente.


Ensinou-me que, quando caminhamos sem olhar para o passado, seguimos sem medo de viver plenamente o presente. O futuro, esse, pertence somente a Deus. Lá fora, há um mundo nos esperando de braços abertos. E quando temos fome de viver, encontramos coragem para ir além das nossas próprias possibilidades.


Rita Padoin

Nômade

A vida passa e o incompreendido chora
Pelas ruas o andarilho some
Intensamente busca o que perdeu
Sem saber que achou.

Nada entenderá sem ser compreendido
Compreendendo se perderá
Nas buscas e buscas exteriores
Como nômade pairando nos cantos do mundo.

O incompreendido chora
À inexistência do palpável
Pela terra escorrem entre os dedos
Os sonhos perdidos pela lembrança...

Travessia

Seja do jeito que for
Colha do jeito que for para colher,
Nos cantos da vida por onde eu caminhar
Mesmo que eu pise nos espinhos que eu encontrar,
Das flores eu hei de lembrar.
Meus pés ardem de tanto caminhar,
As lágrimas vertem rasgando o trajeto
Fazendo-me esquecer da dor.
Lembrar-me-ei dos amores que não tive
Dos amores que quis muito e por medo ignorei-os
Mesmo assim deixei-me amar tanto que doía.
Meus medos e sonhos se misturaram
Com as nuvens que passavam devagar
Como poeira das terras desertas.
Investi contra meu caminho para que ele acordasse
Levando-me para onde eu esquecesse o medo
No trajeto das minhas escolhas
Onde estava meu sonho adormecido.

Às vezes é difícil falar de Deus.
A gente olha pra própria vida e só vê erro, mágoa e tristeza. Parece até errado tentar se aproximar assim. Mas, de repente… num dia comum, sem aviso, algo muda. Não é barulho, não é espetáculo é uma sensação, uma clareza, uma paz estranha. E aquilo que a gente não acreditava… começa a fazer sentido. Talvez Deus não espere você estar perfeito. Talvez Ele apareça justamente quando você está quebrado. Porque é ali que a gente para de fingir. E, às vezes, um único momento de verdade
muda tudo