Textos sobre saudades
PAIS, MÃES E FILHOS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Nunca tive saudades do meu pai. Tive, sim, saudades do pai que meu pai não foi. Na verdade, saudades de qualquer saudade que teria, se a minha história e de meus irmãos com ele fosse outra.
Ao me tornar e “retornar” pai, passei a ter medo. Um medo imenso de que minhas filhas algum dia não tenham saudades do pai que tiveram, mas, do pai que não fui. Ou que tenham saudades de qualquer saudade que pudessem ter, se nossa história fosse outra. Se tivéssemos história, pelo menos que valesse a pena lembrar.
Pais e mães deveriam refletir mais a respeito disso. Deveriam se preocupar em construir com seus filhos, histórias relevantes. De amor e presença. De atenção e cumplicidade. Se houver sofrimento - e sempre há -, que o sofrimento seja compensado por esses atributos indispensáveis à relação pai, mãe e filhos.
Que seja por egoísmo. Pelo simples deixar saudades. Não tem problema, porque esse egoísmo tem a capacidade mágica de salvar os filhos de uma frustração eterna.
NOSTALGIA PATERNA
Demétrio Sena, Magé – RJ.
- Saudades de você, minha filha.
- Ué, pai; mas estou aqui todos os dias. Que história é essa?
- Saudades de você na cadeirinha da bicicleta. Pedindo para ver canoas no Rio Suruí. Feliz da vida com um presentinho de nada. Chorando porque me ouviu dizer, de brincadeira, que trocaria nossa casinha humilde por uma mansão. Dando gargalhadas gostosas por qualquer brincadeirinha boba. Deitada na rede, lendo livrinhos infantis. Pulando no upa-upa. De olhinhos arregalados, ouvindo minhas histórias. Dormindo ao som das musiquinhas que fiz para niná-la. Gostando de ser chamada de molequinha.
- Ih, pai; por que esse papo agora? Já acabou?
- Não, filha, tem mais...
- Mais o quê, pai?
- Saudades de quando você não perguntava “que história é essa”... nem dizia “ih, pai; por que esse papo agora?”.
- O que mais, pai?
- Já terminei. Agora o beijo de boa noite.
- Tá bom; pai. Beijo. Boa noite.
Eu penso em muitas coisas, de outras eu recordo, de outras tenho saudades!
Pensamentos vêm e vão!
Recordações chegam e passam!
Saudade vem, faz sofrer e vai embora!
Já ela, na minha mente, não passa, nem vai embora... ela está sempre ali o dia todo, o tempo todo, o ano todo! Ali guardadinha no meu coração!
Se eu penso nela?
Pensamentos vêm e vão!
Se eu tenho saudades?
Saudade machuca mas passa!
Se eu lembro dela?
Quando se lembra é porque em algum momento se esqueceu!
Mas ela nunca vai!
Ela nunca passa!
Ela mora em minha cabeça, tá ali em meio ao mundo confuso dos meus pensamentos!
Ela está ali entre os risos e lágrimas, entre a multidão e a solitude!
Ela está sempre ali, dentro do coração!
Do passado, guardarei apenas as saudades.
Do presente, o desejo.
E do futuro, a pressa dos sonhos.
Não sou aquele que ensina,
sou o que aprende.
Pois na ausência da luz,
é no menor clarão que encontro minha devoção,
e, quando o sol me envolve inteiro,
desprezo àquilo que um dia jurei amor eterno.
❝ ...Me encontro num mar de lembranças,
me perco em tantas buscas, saudades,
memoria. Fecho os olhos e vejo meu
passado, minha historiaria. Algumas
estampadas em dor e sofrimento. E
outras coloridas de Amor e aconchego.
Marcas na Alma de quem muito lutou
mas nunca perdeu a Fé. Saudades de
um tempo que não volta mas. Mas que
ficou gravado em minha memoria e
minha Historia...❞
--------------------------------------Eliana Angel Wolf
Saudades
A Saudade demais nos mata;
Outras vezes, nós matamos a saudade.
Ela nos mata quando a morte é imediata
A matamos quando amamos de verdade.
A saudade é algo que nasce de mansinho,
Invade o coração de todos com lembranças;
É como o cheiro de perfume que some aos pouquinhos
E acaba com nossa esperança.
A saudade é uma falta comprida,
O coração não aguenta e sofre demais.
Na morte é sempre sentida,
E na vida, é sempre real.
É uma dor de um amor que foi perdido;
Foi uma ferida aberta que ainda destrói,
Desgasta e nos deixa vencidos
Aperta no peito e até nos corrói.
Saudades da terra
Saudades de gente…
Saudades do amor
São saudades que sentes.
Me amas? Mostre-me com atitudes;
Me invejas? Foda-se;
Sente saudades? Procure-me;
Me deixou para trás? Siga o teu rumo;
Se apaixonou-se? O problema é teu;
Gosta de mim de coração? Seja fiel;
Decisão entre eu e outra pessoa? Não me venha com mentiras;
Quer estar ao meu lado? Corra junto a mim;
Saudades
Sinto saudades dos momentos que passaram em minha vida do qual sei que não voltam mais.
Saudades da suave lágrima que escorria em meu rosto, sem esforço, do grito de dor preso na garganta.
Saudades de ter quem amar, aguardando ansiosa o momento de sua chegada.
Saudades das vezes que corria para teus braços, todas as vezes que sentia medo.
Saudades de viver loucos amores, sentir o doce perfume de uma louca paixão.
Saudades dos beijos apaixonados, nossos corpos suados, ter seu cheiro entranhado, seu nome cravado em mim.
Agora só me resta essa saudade de sentir saudades.
Ai, que saudades que eu tenho do sertão
tinha um ranchinho
hoje não vejo mais nada
Ai, ai, meu Deus
quanta dor, quanta aflição
êêê, quanta saudade que eu tenho do sertão
Tá tudo novo, tá tudo modernizado
Coral: tá tudo novo, tá tudo modernizado
Ai, que saudade eu tenho da minha boiada
pega de boi
da minha vaquejada
do meu chapéu
do meu facão
do meu gibão
Ai, que saudade que eu tenho do sertão
Tá tudo novo, tá tudo modernizado
Coral: tá tudo novo, tá tudo modernizado
CARRINHO D’ÁGUA
Saudades daquele carrinho de feira cheio de garrafas pet vazias, passando rumo a mina d’água, fazendo barulho nas pedras do asfalto ou nos desníveis das calçadas e ao retornar, vinha fazendo inhac, inhec, inhac, inhec, com o peso da água que enchia todas as garrafas. E era uma alegria quando criança, ir buscar água, colocar mais de uma garrafa ou galão para encher ao mesmo tempo sobre as torneiras, era tão bom que de vez em quando se formava até fila.
Que sede!
E era assim na minha casa e em quase todas as casas do bairro e da cidade, água só se for da mina, e que alegria!
Hoje passo naquela velha mina que um dia bebi muita água e o que sobrou, apenas paredes pixadas, torneiras que não abrem mais, cheiro de urina, bitucas de cigarros, um enorme descaso, o que trazia tanta alegria, vida e saúde se tornou um lugar feio, sujo e insalubre.
Agora a água chega na porta de casa em um galão e não é mais carrinho de feira, muito menos está vindo da mina, vem da distribuidora, entregue por um entregador, que entra em sua casa, coloca o galão em um filtro e cobra um valor... Que calor!
Criança e adolescente nos dias de hoje, deixaram morrer esse velho costume, os pais não ensinaram, o vizinho não explicou... Que saudades do meu avô!
Esse, na ponta da língua tinha a rima, “se for beber água, só se for água de mina!” Que sina!
Ir para escola era muito bom e uma alegria a hora do recreio, tinha diversas conversas, amizades, brincadeiras, e em todas, eu estava no meio.
Depois da aula, tudo continuava na pracinha, era pic esconde, pega pega, burica e amarelinha, carrinho de rolemã, patins, bicicleta, skate e pular corda.
Hoje é computador, celular, videogames e o resto fora de moda.
Era café da manhã com pão, almoço arroz feijão e ovo e o mesmo na janta, agora é lanche do Mac, pizza, refrigerante, doce e outra coisa não adianta.
Todas nossas atividades era um exercício e todos exerciam, andava descalço, sujava a roupa e tomar banho na chuva era rotina, agora é ar-condicionado embaixo do telhado bem protegido, só levanta para ir ao banheiro, banho nem de chuveiro, só sedentarismo.
Te pergunto o que fazer, virou até seriado de TV, pessoas que não param de comer e com o garfo tem um compromisso, isso não é coisa do meu tempo, onde faltava até o sustento, em plena fase de crescimento e com saúde até hoje estamos vivos.
Hoje está tudo diferente, todos se dizem tão inteligentes e sabem se cuidar, para cada dor um comprimido, na internet milhões de amigos, doença é não ter celular...
De casa não sai, não importa aonde vai, pois quando chega já vai perguntar, qual a senha do Wifi? Se não tem, a gente já vai, é assim em todo lugar
Não me perdi, mas o mundo se encontra perdido, muitos ouvem, mas não dão ouvidos, estão correndo grande perigo dentro da internet.
Já não sabem o que fazer, mudou o jeito de falar e de escrever, é para mim e para você, esse mundo de marionetes!
Saudades do saber.
Que saudades do saber, que hoje encerro aqui,
Aos meus mestres com carinho, vou dizer o que aprendi.
Aprendi a ver a vida de um modo diferente,
Aprendi que o saber não ocupa lugar na gente.
Se chorei nesta jornada,
Por minhas dores e sofrer,
No riacho do conhecimento com avidez saciei
Minha sede do saber.
Se o saber não ocupa lugar,
Como já citei aqui,
Também não se pode roubar o que de meus mestres aprendi
Sigo então o meu caminho,
No desejo de aprender,
E quem sabe a gente se encontre,
Lá ao longe no horizonte de um novo amanhecer.
Autor: Cícero Marcos
À moda antiga
" Meu bem, estou lhe escrevendo para matar saudades e ir um pouco contra essa digitalização virtual, onde o romantismo é constantemente trocado por likes e o amor desfigurado, tornou-se digital. Pois bem minha querida, ainda que tenhamos que conviver com todas essas tecnologias e elas são ótimas, escrevo para que reviva nossos tempos de adolescentes, onde eu lhe dedicava tantas cartas de amor. Faz tempo que não se escrevem cartas de amor.
- Escrevo pois se falasse, as palavras morreriam ao vento, mas escritas,elas se perpetuam no papel e enquanto houver papel, escreverei que amo você...
TENHO SAUDADES DE TI MEU QUERIDO PORTUGAL
Poeta Brithowisckys
De heroicos patrícios o berço de bravos mares,
Terra de sonhos, do fandango, de luzes e fados,
Entre vinhedos de Dionísio e versos singulares,
Ecos de glórias ainda ecoam em tempo passado.
Camões encantou-se e cantou-te em épicas rimas,
Navegadores destemidos desbravaram o além-mar,
Fernando, com alma não tão pequena, te fez em acima,
Poema e amor à pátria portuguesa no verso que tem.
Lusitanos raiz, teus vinhos são sangue da terra antiga,
Mistério adocicado de almas em taças de cristais vertidas,
A cada gole, a história simbiótica que a vida longa abriga
O gosto eterno das mãos amigas sempre estendidas.
Ó velha Portugal, de brisas suaves, do Rio Douro na foz do Porto
Onde o sol parece beijar o mar no belo e encantador entardecer
Onde o Tejo murmura canções antigas e o Algarve incorporou
Que a alma lusitana jamais se acabe nem aqui nem além-mares
Bate no peito heroico de mil gerações o orgulho das naus de Cabral.
Tenho saudade de ti, da Torre de Belém, meu querido Portugal
Vim de longe; segui estrada, trouxe bagagens, saudades, lembranças e aqui faço a minha parada.
Sou homem simples, do interior, da terra boa, cheiro do mato, da pureza, da amizade e do amor que entoa;
Os filhos e família eu deixei, pra trás nem olhei, tive que partir de alma e coração apertados e olhos marejados.
Vim em busca de trabalho, tenho força e vontade, coragem, umidade e muita fé.
Sei que vou vencer, renomado hei de ser,
Acredito no meu Senhor, um homem honesto, trabalhador e temente a Deus, tem as bençãos pra si e para os seus;
Bendito o nome dele, bendita seja a noite e o dia, bendita seja a minha família, que um dia buscarei e felicidade novamente sentirei.
Hoje amanheci com saudades de mim.
Lembrei do tempo que eu tentava várias coisas ao mesmo tempo para me tornar alguém hoje.
Vi que focar em várias coisas não adianta.
Quando passei a buscar uma só coisa das muitas que eu queria, eu consegui.
Descobri que a cabeça da gente não pode haver bagunça de coisas e de vontades que não se realiza nenhuma
Olá, querido Deus, saudades! Eu sei que estou distante e não tenho cumprido meus propósitos. Nunca mais te escrevi, mas algo me afasta do meu caminho. Às vezes penso que não faz tanto sentido estar aqui, mas sei que tudo tem um motivo. Às vezes sinto saudades de mim e às vezes sinto saudades de você.
25/10/2025
* Dia das crianças *
Tenho saudades daquela menina,
ingênua e meiguinha,
que queria escrever versinhos
bordados de doçura e afeto...
Guardava nos olhos
o brilho das manhãs ensolaradas,
e nas mãos pequenas,
o sonho de mudar o mundo
com lápis de cor e papel pautado...
Acreditava nas fadas,
nas promessas das nuvens,
e que o amor morava nas flores
que colhia no quintal da infância...
Hoje, quando a vida
me pede pressa e razão,
eu fecho os olhos ,
e volto a ser
aquela menina,
frágil e forte,
que acreditava que a poesia
era o coração das coisas simples...
✍©️@MiriamDaCosta
Gabiróba, o sapinho mochileiro estava ficando doente de saudades de sua mãe, já fazia muito tempo que ele estava longe de casa e todos os dias pulava pelo caminho mas parece que nunca chegava.
Conforme o tempo passava ele se sentia cansado e sua aparente doença se agravava, ele era cauteloso com essas questões de saudades mas as vezes a razão pesava mais que o pesar. Além disso ele cometeu vários enganos e falhou justamente quando pensou que fazia o melhor que podia e por isso sentia tonteiras e palpitações em seu sapo coração. Ao olhar para trás, para os tantos anos que ele viveu sendo enganado e somando todas as suas faltas, sentia-se feliz em morrer e ver tudo acabado. Estava cansado das suas roupas amassadas, das frugais refeições que o alimentava e dos pezares da felicidade maltratada. Lembrou-se de como costumava se divertir entre as borboletas naquela trilha que o levava para a lagoa de casa. Mas qual sorte tinha ele agora e qual fada o furtava da vida a felicidade? Mais parecia estar vivendo uma aventura indigna de ser contada pensava Gabiróba e soluçava. Todos têm de morrer um dia mas não gostaria de morrer no meio do caminho ele pensave. Gostaria de ver com meus próprios olhos um casamento feliz que não fizesse ninguém sofrer, gostaria de ver os grandes olhos de ervilhas da minha amada se banhar em lágrimas felizes ao me ver. Mas tenho andado doente a anos e sonhado ultimamente com flores lancinantes sempre que fecho os olhos e sinto meu corpo sendo levado pelo barco àquele lugar distante.
Na barrenta Joaquim Cardoso, aquele garoto, pés descalços...
Fotografava nas pupilas as saudades de então...
E entre todos os percalços, as doces lembranças
Um saquinho de doces de Cosme e Damião
Para uma criança é tão fácil ter felicidade,
E entre bombons, cocadas e pirulitos eu saboreio este sentimento
Essas recordações me conduzem nas agruras da terceira idade,
E me adoçam até hoje, a existência em qualquer momento
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