Texto eu Amo meu Namorado
Tia Rita
Enquanto seu coração batia,
eu a chamava Tia...
E ela só/ria...
Agora seu coração bate do outro lado
e quando chamo... Tia,
quem responde é a saudade!
Mas, a senhora ainda está aqui!
Pois ninguém parte assim,
deixando tanto de si!
Estarei aí com todos em pensamento e oração.
Socorro Oliveira Vieira
(Haredita Angel)
06.11.21
Quando eu partir, não chore tanto, me deixe ir sem traumas de lágrimas sofridas, estou me libertando.
Desapegue sem deixar de me amar, sem esquecer nossos bons momentos, nossos risos , brigas, teimas, toda nossa construção de amor.
Sinta saudade, não tanta saudade a ponto de
confundir-se com remorsos ou faltas.
Faça de mim um pensamento bonito, pois serei para sempre uma estrelinha no céu da sua vida!
Lembre-se também, que todos temos um contrato de tempo assinado no além .
Somos filhos pródigos de volta ao nosso verdadeiro tempo, ao nosso verdadeiro lar.
Voa alma passarinha, voa para o aconchego do teu Pai!
Haredita Angel
29.04.24
- Nessa vida eu já banquei tanta coisa!
- Já banquei perdas, mágoas, exclusões, escolhas, decisões, medos, desamores, injustiças, desaprovações...
- Já sacrifiquei conforto, estabilidade, desejos, projetos...
- E a tudo isso eu suportei, enfrentei e superei...
- Conheço bem todas as minhas versões, asmelhores e as piores.
- Portanto, ninguém duvide de mim.
Eu sou capaz de coisas que nem eu sei direito!
Haredita Angel
11.10.25
Eu sei que em alguns lugares,
algumas pessoas me pintam de vilã,
distorcem os meus feitos...
Mas, eu não me explico à julgamentos externos, e não vou perder tempo tentando mudar suas percepções.
Sei da minha integridade.
Respeito o nível de cada um.
Daí me afasto, protegendo a minha energia, o meu bem estar, e consciente de que já fui e continuo sendo luz e exemplo no caminho dessas pessoas.
Haredita Angel
10.11.25
Morri...
E lá do outro lado
Eu vi
Todas as passagens
Personagens
Que eu já vivi
- E foram tantas!
Senti o vento e o lamento
De tudo que eu deixei de fazer
De tudo que eu deixei de viver
- Falhei!
Espiritualidade
Sutil
Caridade
Civil
Delicadeza
Severidade
- Comprometimento!
Assim é lá ...
- Acordei!
Haredita Angel
25.11.25
NADA COMO ANTES
De onde eu vim,
Lembro com muita saudade.
Ruas e quintais não são mais como antes.
Por lá eu cresci, vi muitas flores se abrindo
No raiar das manhãs. Quantas vozes eu ouvi.
Atrelado ao ar do lugar, Timbó está incravado em mim.
Suas praças me recordam bem, profundas lembranças
Que o tempo marcou.
Não posso esquecer dos amigos que um dia
Comigo sorriram. Aqueles que foram,
Os que me disseram, os que propuseram, os que se fecharam,
Os que se abriram e aqueles que nunca mais vi.
Dia- 14: Que sombra merece ser acolhida hoje?
- Eu acolho minha sombra como parte da luz.
- Acolher traz entendimento e força.
- Acolher transforma dor em saber.
- Acolher me faz inteiro novamente.
- Acolher devolve equilíbrio e voz.
- Acolher é gesto que cura e abre.
- Acolher é ponte para a liberdade.
Costumo tratar muito bem a tudo e a todos pelos caminhos da minha vida mas não confundam, que eu seja insensível, apático ou pouco inteligente.Assim o faço por que é da minha essência e sempre quero o melhor para minha vida, e o grande caminho dos caminhos nos revela, uma única verdade, em sempre ser bom, ofertar o bem e semear
a harmonia, primeiro.
**“Eu Respirava por Nós Dois”**
Boa noite, coração…
é o que sempre desejo a você,
mesmo quando parece que minhas palavras não conseguem te alcançar.
Porque não importa o quanto eu tente demonstrar,
você nunca consegue enxergar que o amor também se esconde nos detalhes.
Se estou longe e apenas falo, parece pouco pra você.
Se estou perto e, por dentro, me calo, você sente e diz que existe distância.
E eu fico aqui, tentando entender…
Você me dá tão pouco
e, ainda assim, espera muito receber.
Como meu coração pode transbordar tanto
e, ainda assim, parecer insuficiente para você?
Você diz que eu mudei…
mas talvez eu só tenha cansado de amar sem receber a mesma compreensão.
Talvez eu tenha me tornado um pulmão…
porque amar você tem sido como prender a respiração,
ou talvez tentar entender demais.
Um sentimento silencioso, profundo,
que continua tentando sobreviver
mesmo quando falta ar.
Então… boa noite, coração.
T.Lauren
Nosso Amor é Valente ( Eu te declaro 2 )
(
Lembro do dia em que te encontrei
Um olhar, um riso, e eu já sabia
Que o meu caminho te encontraria
E a minha vida, pra sempre, mudaria
Eu te declaro meu amor e minha dor
Juntos na saúde e na tristeza
Na doença e na beleza
Nosso amor é valente, e agora podemos nos beijar pra sempre
Eu te declaro o meu amparo, o dardo
E eu sou o alvo, feliz de ser achado
Em cada abraço, me sinto em casa
Onde o medo se desfaz, vira brasa
Se alguém tiver algo pra dizer, então não diga
Nossa história é nossa, é uma linda cantiga
Deixa o mundo assistir, deixa que siga
Nosso amor é a única coisa que me abriga
Eu te declaro meu amor e minha dor
Juntos na saúde e na tristeza
Na doença e na beleza
Nosso amor é valente, e agora podemos nos beijar pra sempre
Quem sou eu?
Eu sou aquele menino que quando tinha apenas cinco anos quando perdeu o pai e quando tinha sete anos 99% dos colegas de classes não queria fazer dupla comigo e quando completei treze anos estava desistindo de estudar e que no certo dia tive que mentir para um professor em tão esse sou eu um pouco feliz e um pouco triste.
Cristo não fugiu da vergonha, mas a desprezou, porque o Seu amor olhava além: via você, eu, e todos os que seriam alcançados.
A maior revelação é que Ele transformou a vergonha em glória:
O que era sinal de maldição, tornou-se o sinal da nossa salvação.
O que era vergonha diante dos homens, é hoje a nossa esperança diante de Deus.
"Eu não sou a minha fonte. Tudo o que tenho, tudo o que sou e tudo o que alcanço vem do Senhor.
Nada em mim é autossuficiente;
minha força, meu sustento e minha vitória têm um único nome: Jesus Cristo.
Ele é o Dono de tudo, e eu sou apenas o vaso que carrega a graça que d’Ele transborda."
Deus preparou algo que mudou completamente a minha vida.
Quando eu já não acreditava mais, quando dentro de mim só havia medo, Ele me surpreendeu… e foi através de você, Guilherme.
Você chegou como resposta de oração, trazendo esperança onde havia silêncio, luz onde havia feridas. Deus te usou para tocar lugares tão profundos em mim que, muitas vezes, nem eu sabia que ainda doíam. E com paciência, amor e temor ao Senhor, você foi instrumento de cura.
Você é exemplo.
É um amor que não nasceu da terra, mas veio do céu.
Como marido, você me apresentou um amor que vem do alto: um lar firmado na fé, na paz e na oração.
Todas as noites, quando você ora por nós e nos ensina a Palavra, meu coração entende o cuidado de Deus em cada detalhe. Quando eu olho para você, eu vejo a fidelidade do Senhor se manifestando na minha história.
Obrigada, meu amor.
Você é resposta, é promessa cumprida, é abraço de Deus na minha vida.
MiriamLeal
Portanto, DEUS está dizendo:
Eu coloquei diante de vocês
vida e morte, fogo e cinzas, altar e ciclo.
Não Me apresentem o ano
se não Me entregarem o coração.
Não Me tragam cânticos
se continuarem negociando a verdade.
Eu não sou Deus de viradas vazias.
Eu sou Deus de alianças eternas.
ENQUANTO ELA DORME
é noite, e perto de mim dorme a minha amada
eu, à distância de mil pensamentos,
tento ouvir seu ressonar de paz.
será que ela sonha?
será que quando acordar
se lembrará que vivo estou?
a minha amada tem os olhos azuis
da cor da esperança
suas mãos são finas,
macias como lã de algodão.
ela tem um corpo esculpido
de quase perfeição.
minha amada,
quando sorri ilumina a noite
a noite de treva e solidão.
mas, a minha amada dorme,
minha amada não sabe
que morro aqui, ao seu lado,
acordado, tentando dormir também
para lhe encontrar.
oh, se ela pudesse me ouvir,
oh, se ela pudesse vir aqui
por um instante.
minha amada não respira
o mesmo ar que eu.
de onde estou não posso chegar até ela,
a não ser em pensamento.
nossa cama parece um imenso oceano,
e eu só tenho as mãos para lhe abraçar.
tudo que eu queria nessa vida
era que ela pudesse ouvir meus pensamentos
para que ela soubesse o quanto a desejo,
oh, quem dera,
que ela um dia desses
me acordasse com um beijo.
mas a minha amada dorme,
enquanto eu escrevo poesias,
em delírios que me consomem,
mesmo distante
em noites de insônia
como uma sombra
eu ainda a vejo..
ELA FINGIA
Ela fingia entender tudo o que eu dizia.
Ela fingia saber o que não sabia,
enquanto eu tentava explicar,
enquanto eu tentava explicar
o caos deste mundo,
a falta de amor,
a busca da paz,
o inferno e a dor.
Ela nada sabia de filosofia,
nem de poesia, de Pessoa ou Drummond.
Ela tampouco sabia de democracia,
ou de anarquia de Foucault a Proudhon.
Mas ela sempre aceitou minha fantasia.
Ela sequer perguntou sobre a minha ironia:
de me achar tão sabido
e o sentido da vida não ter entendido,
que, segundo ela, era viver
bem distraído,
que, segundo ela, era esquecer
o mal sofrido.
Sou um renascentista
Talvez eu tenha nascido fora do tempo,
mas minha alma caminha pelas ruas de Paris.
Não as ruas apressadas do turismo,
mas aquelas onde a madrugada ainda cheira a vinho, tinta e papel.
Onde os músicos tocam como se o destino dependesse de um acorde
e os poetas bebem a lua em silêncio.
É ali que existo — entre o som e a palavra,
entre o piano e o abismo.
Sou um renascentista: músico, poeta, pianista.
Vivo entre o sagrado e o profano, entre o vinho e o verbo.
Cada nota que toco é um pedaço de mim tentando renascer,
cada verso, uma confissão que o tempo não conseguiu apagar.
Não bebo para esquecer, bebo para lembrar —
que a vida, como a arte, é feita de breves eternidades.
Quando sento ao piano, sinto Paris me ouvir.
Os fantasmas de Debussy e Ravel espiam por sobre meu ombro,
e o Sena, lá fora, parece repetir minhas notas nas águas.
O poeta em mim escreve o que o músico sente;
o músico traduz o que o poeta pressente.
É uma comunhão silenciosa entre o som e o pensamento —
a forma mais bela de loucura.
Ser renascentista é não aceitar a indiferença dos tempos modernos.
É crer que a beleza ainda pode salvar,
que o corpo é templo e o amor é arte.
É brindar com o vinho e com o caos,
com a esperança e o desespero,
porque tudo o que é humano é divino quando há música no coração.
Sou um renascentista.
Poeta, músico, homem que vive nas ruas de Paris —
onde o tempo se curva diante de um piano,
e o vinho se torna prece nas mãos de quem ainda acredita
que a vida é, acima de tudo, uma sinfonia inacabada.
Eu já fiz o bem sem olhar a quem. E hoje reconheço: essa frase é bonita demais para ser totalmente verdadeira.
Não existe gesto humano absolutamente puro. Sempre há um traço de expectativa, ainda que mínimo, quase imperceptível. Pode não ser dinheiro, pode não ser vantagem material, mas há um desejo íntimo de retorno. Um reconhecimento. Um agradecimento. Uma sensação de justiça moral. Até mesmo a paz interior é, de certo modo, uma recompensa.
O ingrato não frustra apenas porque é ingrato. Ele frustra porque revela a expectativa que fingíamos não ter. Dizemos que não esperávamos nada, mas a ausência de resposta nos incomoda. Isso já é prova suficiente.
A filosofia do “fazer o bem sem olhar a quem” funciona como ideal, não como descrição fiel da natureza humana. Somos seres conscientes de consequência. Sabemos que nossas ações geram efeitos, e no fundo acreditamos que o bem, de alguma forma, retorna. Nem que seja como equilíbrio espiritual, aprovação divina ou serenidade de consciência.
Há quem afirme que Deus recompensa o bem feito ao necessitado. Pode ser. Mas também pode ser apenas uma tentativa humana de manter coerência moral no mundo. Afinal, se Deus nos dá mais do que merecemos, como distinguir recompensa de graça? Como saber se o que recebemos é pagamento ou simples generosidade divina?
Talvez a lucidez esteja em admitir: fazemos o bem também porque isso sustenta a imagem que temos de nós mesmos. Porque precisamos acreditar que somos justos. Porque queremos viver num mundo onde a bondade tenha algum sentido.
Isso não invalida o bem. Apenas o humaniza.
A pureza absoluta pertence às ideias. A prática pertence aos homens. E os homens são mistos, contraditórios, conscientes e desejantes.
Ser lúcido não é deixar de fazer o bem. É fazê-lo sabendo que não somos santos — e ainda assim escolher agir com dignidade.
A Canção em Valparaíso
Eu tinha vinte e seis anos e usava um anel que não significava nada.
Nem amor.
Nem compromisso.
Apenas hábito.
Tocava piano em um bar pequeno, escondido nas encostas de Valparaíso — um lugar onde os telhados se inclinavam em direção ao mar e as noites carregavam cheiro de sal, vinho barato e vidas inacabadas. O piano era meu altar. A noite, minha cúmplice.
Já havia estado ali antes, visitando um amigo — músico, livre de um jeito que eu não era. Ele morava com o irmão numa casa que sempre cheirava a pão quente e conversas silenciosas.
Foi ali que a vi.
Helena.
Cabelos escuros. Olhos que não olhavam — atravessavam. Tinha dezoito anos, mas nada nela era inacabado. Havia um fogo contido em seus gestos, como se soubesse exatamente o que podia causar — e escolhesse quando.
Já tínhamos nos cruzado antes.
Um almoço.
Um olhar sustentado um segundo a mais.
Nada além disso.
Mas naquela noite, dividíamos o mesmo espaço. O mesmo silêncio.
Então toquei.
Uma canção que raramente me permitia — uma das poucas que eu podia executar sem me esconder. Não toquei para o ambiente. Toquei porque algo em mim precisava ser ouvido.
As pessoas falavam. Copos se moviam. A noite seguia.
Ela não.
Deu um passo à frente.
Não o suficiente para chamar atenção.
Apenas o bastante para escutar.
Quando a música terminou, não houve aplausos.
Apenas um sorriso pequeno — inteiro, definitivo.
E aquilo bastou.
A casa foi se esvaziando devagar, como todas as noites fazem.
Corpos desapareceram em colchões e cobertores improvisados. As conversas se dissolveram em respiração. As luzes se apagaram sem cerimônia.
Ficamos.
Uma televisão acesa ao fundo mostrava algo que nenhum de nós via.
No começo, nada.
Um ombro tocando o outro.
Uma pausa longa demais.
Então ela virou o rosto.
Sem perguntar.
Sem hesitar.
Permitindo.
O beijo veio sem negociação.
Não havia inocência ali —
mas também não havia culpa.
Apenas reconhecimento.
Não fomos para um quarto.
Não houve necessidade de distância, preparo ou significado.
Ficamos ali mesmo — entre almofadas, entre horas — dentro desse território frágil onde o desejo se torna imediato e a linguagem deixa de ser necessária.
Foi intenso.
Não por ser selvagem.
Mas por ser certo.
Há noites que acontecem.
E há noites que decidem algo.
Essa decidiu.
De manhã, não havia nada a dizer.
Nenhuma promessa. Nenhuma pergunta. Nenhuma ilusão de continuidade.
Ela se vestiu em silêncio.
Eu não pedi que ficasse.
Ela não fingiu que ficaria.
E talvez essa tenha sido a única verdade que fomos capazes de oferecer um ao outro.
Para ela, pode ter sido curiosidade.
Um instante.
Um desvio.
Para mim, foi outra coisa.
Não amor.
Nem memória.
Reconhecimento.
O momento em que entendi que aquilo que eu carregava — nas mãos, na voz — podia alcançar alguém além da superfície.
Que, por um breve instante, eu não estava apenas tocando.
Eu estava sendo sentido.
Às vezes, quando toco aquela mesma canção — com o mesmo cuidado, a mesma precisão silenciosa — não lembro do rosto dela.
Nem do corpo.
Nem da voz.
Lembro de outra coisa.
Do exato instante em que me tornei inesquecível
na vida de alguém que nunca ficou.
