Texto eu Amo meu Namorado
Deus é a rocha na qual eu decidi construir a minha vida. Sua força e amor incondicional me sustentam em momentos de tormenta e me amparam quando me sinto frágil. É através dessa conexão com Ele, que encontro a serenidade e a confiança necessárias para enfrentar as tribulações do dia a dia.
- Edna Andrade
Eu não sei você.
Mas eu estou de saída.
Não por fuga, nem por orgulho —
é por sobrevivência da alma.
Estou indo viver.
Aqui, ali, ou em qualquer outro lugar
onde o peito respire sem pedir permissão,
onde o coração não precise se explicar.
Vou em busca da felicidade,
embora ela tenha nascido comigo.
Só que às vezes ela se perde
quando insistimos em ficar onde não floresce.
Levo comigo tudo o que fui,
o que amei, o que doeu.
Não apago sentimentos —
aprendo com eles.
Se em outro lugar eu sorrir diferente,
não será esquecimento,
será maturidade.
Porque amar também é saber partir
quando ficar já não é amor.
Vou encontrar em outro lugar
o que aqui virou silêncio.
E se um dia você entender,
saiba: eu não fui embora de você —
fui ao encontro de mim.
Agosto chegou.
E ontem eu encerrei um ciclo que prometi pra mim mesma: um ano inteiro de autoconhecimento.
Um ano mergulhando em mim, em silêncio, com dor, com amor, com verdade.
Agora começa outra fase.
Uma fase mais madura, mais firme, mais alinhada com quem eu realmente sou.
Meu inferno astral começa dia 17.
Mas eu não tenho medo dele.
Porque quem viveu o que eu vivi nos últimos meses já enfrentou coisa muito pior.
Não vai ser o inferno. Vai ser a limpeza.
A peneira.
A lapidação.
E se você tá lendo isso, talvez também esteja sentindo que algo precisa mudar aí dentro.
Esse texto é só um lembrete: você pode recomeçar. Você pode ser outra.
Basta decidir.
Meu novo ciclo já começou.
E eu tô pronta.
Sem máscara. Sem jogo. Sem medo.
Só com verdade.
Obrigada por estar aqui.
Vocês fazem parte disso.
Cada story que você viu, cada produto que você comprou, cada silêncio que me sustentou.
Gratidão real.
O ciclo da nova Diane Leite começou.
Autoria: Diane Leite
Há um instante em que a vida pede firmeza — e eu atendo.
Não por força bruta, mas por consciência. Eu avanço sabendo exatamente o que pertence às minhas mãos e o que já não precisa mais ser carregado.
O que está ao meu alcance, eu construo com precisão.
O que ultrapassa meu limite, eu libero com maturidade.
Essa combinação cria um caminho limpo, lúcido, onde cada escolha tem peso e cada passo tem destino.
Sigo em frente com uma calma que não é passiva — é soberana.
É a serenidade de quem enxerga além do óbvio, de quem percebe sinais, de quem entende que a vida responde mais à vibração do que à insistência.
E, enquanto avanço, algo em mim se expande:
a força que organiza o caos,
a intuição que filtra o que não serve,
e a disciplina que sustenta o que importa.
Não preciso controlar o mundo — só a mim.
E quando faço isso, o universo se rearruma ao redor.
Eu escolho ir adiante.
Escolho o que me fortalece.
Escolho soltar o que me prende.
Porque o futuro se abre para quem caminha com clareza, coragem e silêncio interno.
E eu já estou na trilha certa.
Adoráveis Mulheres — escrevo isso para você, mulher
Meninas, eu quero falar com vocês de um lugar muito honesto.
Adoráveis Mulheres não é só um filme bonito. Ele é um espelho curativo. Um daqueles que não acusa, não pressiona, não romantiza a dor — apenas revela.
Esse filme toca num ponto que muitas de nós carregamos em silêncio:
a ideia de que, para amar, precisamos diminuir.
De que, para sermos escolhidas, precisamos nos adaptar.
De que, para manter vínculos, precisamos desaparecer um pouco.
E não.
Amar não exige desaparecer.
Eu assisti esse filme sentindo cada camada do feminino sendo reorganizada por dentro. Porque ali não existe uma mulher “certa”. Existem mulheres inteiras, em processos diferentes, com desejos legítimos, sem competição, sem anulação.
Jo me lembra — e talvez lembre você — que é possível amar profundamente e ainda assim não negociar a própria alma.
Que querer criar, trabalhar, escrever, liderar, pensar… não nos torna frias.
Nos torna vivas.
Esse filme cura a culpa feminina.
Cura a ideia de que ambição é defeito.
Cura o medo de escolher um caminho diferente do esperado.
Cura a ferida de quem foi ensinada a ser “boazinha”, “agradável”, “fácil de lidar”.
Ele diz, sem dizer:
Você pode amar.
Você pode escolher.
Você pode ficar.
Você pode ir.
E tudo isso continua sendo feminino.
Também cura algo muito delicado entre nós: a comparação.
Cada mulher ali tem um destino possível — e nenhum invalida o outro.
Não existe uma única forma de ser mulher realizada.
Adoráveis Mulheres não vende conto de fadas.
Ele devolve consciência.
É um filme para assistir sem pressa.
Para sentir.
Para lembrar de si.
Para sair com uma certeza tranquila no peito:
- Você não precisa se apagar para ser amada.
- Seu talento não é excesso.
- Seu desejo de mais não é falta de gratidão.
Esse filme é um abraço firme que diz:
seja inteira. O amor que vale a pena sabe lidar com isso.
Manifestação com Propósito
Durante muito tempo, eu acreditei que manifestar significava conquistar: alcançar metas, obter reconhecimento, acumular resultados visíveis. Mas, ao longo da minha própria jornada, compreendi algo essencial — a verdadeira força da criação não nasce do ego, mas do alinhamento entre quem eu sou, o que desejo e o impacto que gero no mundo.
Manifestar com propósito é ir além do material. Não porque o material seja errado, mas porque ele é insuficiente quando não está conectado a um sentido maior. Carros, cargos e conquistas perdem força quando não dialogam com a missão de vida. O propósito atua como uma bússola interna: ele organiza escolhas, sustenta a persistência e dá coerência às ações mesmo quando os resultados ainda não são visíveis.
Percebi que meus desejos se tornaram mais potentes quando deixaram de ser apenas pessoais. Quando aquilo que eu buscava passou a tocar outras vidas, algo mudou na dinâmica da criação. Existe uma sinergia poderosa quando o desejo individual se une à intenção de contribuir. É como se a energia deixasse de ser dispersa e se tornasse direcionada. Não é magia — é coerência.
Vi isso claramente em histórias ao meu redor. Pessoas que buscavam sucesso, mas só encontraram verdadeira expansão quando alinharam suas habilidades a uma causa. Quando o “quero vencer” se transformou em “quero servir através do que faço”, o crescimento deixou de ser forçado e passou a ser sustentado. O sucesso, nesses casos, tornou-se consequência, não obsessão.
Passei então a mapear meus próprios desejos. Perguntei a mim mesma, com honestidade: como isso que eu quero melhora o mundo ao meu redor? Nem sempre a resposta veio pronta. Às vezes, veio em forma de desconforto. Outras vezes, como silêncio. Mas foi nesse processo que encontrei clareza.
Escrever tornou-se uma ferramenta fundamental. Ao colocar pensamentos no papel, padrões começaram a surgir. Descobri que muitos desejos não eram meus — eram expectativas herdadas, pressões sociais, metas emprestadas. Questioná-los gerou medo. E entendi: o medo não era sinal de erro, mas de crescimento. Sempre que mudei de direção de forma consciente, atravessei um período de instabilidade antes da expansão.
A conexão com meus valores foi o que me ancorou. Amor, empatia, liberdade, verdade — quando minhas escolhas estavam alinhadas com esses princípios, o corpo relaxava, a mente clareava e o caminho se tornava evidente. Vi isso refletido também em projetos e negócios: quando um sonho nasce conectado a valores reais, ele se transforma em abrigo, ponto de encontro, espaço de pertencimento.
Manifestar, para mim, deixou de ser um ato de pedir ao universo e passou a ser um compromisso diário de coerência. Uma escuta constante entre intenção, ação e impacto. Quando valores e aspirações caminham juntos, cria-se uma harmonia interna — uma espécie de melodia silenciosa que sustenta decisões e fortalece a capacidade de gerar mudanças duradouras.
Resumo da lição: a manifestação se torna um verdadeiro milagre quando eu deixo de perguntar “o que eu posso ganhar?” e começo a perguntar “como o meu sonho pode servir ao mundo?”. É nesse ponto que o desejo amadurece, a ação se fortalece e a criação encontra propósito.
A roda está aberta
Quando eu era criança,
o mundo não explicava nada,
apenas acontecia.
As árvores falavam baixo,
os rios riam alto,
e o céu trocava de roupa
sem pedir opinião.
Eu acreditava.
E isso bastava.
Os antigos sabiam:
em algumas aldeias do Sahel,
as crianças nascem velhas
e vão ficando leves com o tempo.
Entre os hopis,
elas chegam trazendo histórias
que os adultos esqueceram de escutar.
Por isso brincam.
Para lembrar.
Quando virei jovem,
o sangue quis correr mais rápido que o destino.
Aprendi com Inanna
que descer aos infernos
também é iniciação.
Com Oxum,
que beleza é força em estado líquido.
Com os gregos bêbados de Dioniso,
que o corpo pensa
quando dança.
Errei muito.
E cada erro
abriu uma janela.
Os astrônomos da Babilônia diziam
que o céu é um livro em movimento.
Os povos do Pacífico navegavam
lendo ondas invisíveis.
Eu também aprendi a me orientar
pelo que não se vê.
Hoje caminho como anciã
mesmo rindo como menina.
Carrego o tempo dobrado nos bolsos.
Sei que o mundo nasce, quebra,
renasce torto
e continua.
As avós da floresta dizem
que a morte é só uma mudança de canto.
Os xamãs da neve
sabem que o silêncio também ensina.
Os griôs guardam universos inteiros
numa pausa bem colocada.
Dentro de mim,
todas as idades conversam.
A criança puxa minha mão
para correr atrás de borboletas.
A jovem acende fogueiras
onde disseram que era perigoso.
A velha sopra brasas
e chama isso de bênção.
E eu canto.
Mesmo sem afinação.
Eu danço.
Mesmo sem plateia.
Eu celebro.
Porque estar viva
é o maior segredo já contado.
Se você chegou até aqui,
não é por acaso.
Os antigos dizem
que quando um texto toca o peito,
é porque ele te reconheceu primeiro.
Então entra.
A roda está aberta.
Tem riso, tem tambor,
tem vida passando agora.
Eu sempre digo. Quem tem amigos tem tudo. Acrescento, quem tem Deus tem muito mais.
Muitas vezes passamos por caminhos tão estreitos e situações tão desesperadoras que perdemos quase o sentido da vida. Nesses momentos só encontramos conforto em Deus. E ELE é tão misericordioso que permite mais um ano em nossas vidas. Serei sempre grata ao meu Deus. Como dizia o apóstolo Paulo: " Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade
Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece."
Obs: postado no face no dia do meu aniversário - 16.04.2021
Com Deus na minha vida, eu posso encontrar propósito e significado em cada experiência. Ele transforma minhas lágrimas em sorrisos, minhas derrotas em aprendizado e minhas dúvidas em fé. Ele me dá forças para continuar seguindo em frente, mesmo quando tudo parece impossível...
- Edna Andrade
Eu já conheço o tipo pelo cheiro, antes mesmo de apertar a mão. Tem gente que não presta e acha que está enganando, mas o que elas não sabem é que eu leio o que não é dito.
A maioria das pessoas se afasta ou faz cena quando encontra alguém assim. Eu não. Eu trago para o meu lado. O perigo que você vê de perto é um perigo que você controla. Onde eu moro, o inimigo não tem o luxo do mistério; ele dorme onde eu posso vigiar.
"Não basta apenas abraçar o diabo mas sim levar ele para cama."
Não confunda minha presença com convivência. Se eu te deixo por perto, é porque eu escolhi o terreno onde você vai pisar. É estratégia pura: eu prefiro o barulho da respiração de quem não presta do meu lado do que o silêncio de quem planeja algo pelas minhas costas.
O jogo é meu. E no meu quarto, quem dita o tom do sono sou eu.
— Serginho Matos
Se eu pudesse voltar no tempo, o primeiro ato que faria seria correr em direção à minha versão infantil e envolvê-la em um abraço super apertado.
Eu diria àquela criança que a versão adulta dela a ama incondicionalmente. Diria que tudo o que ela passou foi um teste de força e que, mesmo em sua tenra idade, ela demonstrou uma incrível resistência. Eu diria que o orgulho transborda em meu coração ao olhar para trás e ver o quão forte ela foi.
Se eu pudesse voltar no tempo, um abraço apertado seria a expressão do meu amor e gratidão por aquela versão infantil de mim mesma. Nenhum gesto ou palavra pode apagar as cicatrizes do passado, mas esse abraço transmitiria a mensagem de que ela não está mais sozinha. E que, independentemente do que tenha acontecido, a versão adulta dela está aqui para amá-la e cuidar dela sempre.
- Edna Andrade
Hoje eu li um livro abstrato
Contava o que o amor foi para mim
Lembrei de minha entrega completa
De como eu acreditei no outro
E idealizei e sonhei
Com virtudes nobres
Amar era habitar um céu
Que eu criei com ilusões
Em um mundo injusto
O amor era redenção
Em algum lugas na terra
Pessoas se amam e são felizes
Eu precisava de céu,
Eu sonhava com o paraíso.
Mas no capítulo seguinte
O livro dizia
Pessoas nao são virtudes
Idealizadas
Pessoas são humanas
Com qualidades e defeitos
E podem te machucar profundamente
Eu perdi o céu
Eu perdi o paraíso
Eu perdi a ilusão
Que o amor me faria feliz
E não chorei
Apenas concordei
Com um silêncio profundo
O terceiro capítulo dizia
Você pode prescindir do amor
Você pode ser feliz
Admirando uma obra de arte
Sentir as flores desabrochar
E sentir uma paz inominável
Que talvez você não saiba nomear
Eu fechei o livro
E escrevi uma poesia
Falando que a felicidade
É simples e silenciosa
Como fazer carinho
Em um animal dormindo
O livro abstrato do amor
Tinha três capítulos
Mas minha biografia
Escreve tranquilamente
Mais de dez livros.
Eu não preciso do amor
Para ser feliz
Preciso da sombra de uma árvore
E da beleza de um livro
E refleti sobre os felinos
E vi que eu amo
Mais gatos
Do que pessoas
E sorri
Como quem
Realmente entende
Aos amores do passado
Um reverência respeitosa
E uma despedida
Que não olha para trás
Sinto-me plena e inteira
Amando a delicadeza
E beleza dos felinos
E assim termina
O livro abstrato do amor
Reverência e adeus
Eu te escolhi por causa dos olhos.
Não, por causa da boca...
Não, não - já sei - foi o sorriso.
Mas daí paro e penso: mesmo de olhos fechados,
numa cara amarrada e de bico, te acho linda.
Acho que me apaixonei mesmo foi pela sua inconsistência.
Esse seu poder de ser e deixar de ser tão rápido.
- não cai na rotina. Fico o dia todo te desvendando...
O relógio tocou – naquela mesma hora, mas eu não queria levantar.
Naquela hora de todas as manhãs – eu fazia o seu café, mas não sem antes de afagar demoradamente o seu cabelo. Observava suas sardas – espalhadas, coloriam suas bochechas e seu sono era sempre tão sereno!
O relógio tocou – naquela mesma hora, mas eu não queria levantar.
Sabia que haveria um travesseiro vazio onde era o seu lugar.
Eu entristecia por Borges, Camões, Jonh Milton, James Joyce, Aldous Huxley, Roberto Bolãno... Ele tocou-me no ombro, era a ternura a falar por si.
- Temos um exemplo ainda mais árduo de limitação que cantou tantas histórias, Beethoven! Se a perda de visão não impediu os escritores de escreverem, imagine compor música sem ouvir... Tentei imaginar o inimaginável.
Eu tenho um conceito sobre o amor: amar é ir além de algo simples; é mais do que admirar um ser vivente. O amor faz com que tudo à sua volta, mesmo em meio ao caos, se torne perfeito, pois a presença daquela pessoa, mesmo em situações difíceis, faz com que você não precise de mais nada além de oferecer o melhor a ela.
É místico, é forte, é sobrenatural e fenomenal. O amor é inexplicável, assim como o futuro é incerto para nós, pois, afinal, só conseguimos senti-lo no presente, sendo um sentimento lindo e prazeroso.
TO CURADO
Você me chutava dizia não me querer
Agora quem não te quer Sou eu
Você é passado não me lembro mais
Que um dia fui seu
Você já morou em meu pensamento
Hoje não faz parte de mim
Ficou pra trás
Nosso relacionamento chegou ao fim
To curado daquela doença
Que se chama gosta de você
Estou bem comigo mesmo
Aranquei o selo da paixão
E você achava que eu estava
Em suas mãos
Hoje estou no controle da situação
Você me chutava dizia não me querer
Agora quem não te quer Sou eu
To curado to curado
A vida me deu Uma nova chance
Outro amor apareceu um novo lance
Poeta Antonio Luis
EU REPITO
Onde você mora eu quero saber
Estou com saudade Saudade de você
Eu fiz uma casinha pra gente morar
Se você quiser pode me ligar
Estou te aguardando
Fazendo tantos planos
Pra nois dois
Vou te amar agora
E quero te amar depois
No vídeo gravado no meu celular
Eu repito que vou te amar
Eu repito repito no vídeo
Que vou te amar
Enquanto eu existir enquanto eu viver
Só quero você.
Poeta Antonio Luis
Eu te odeio.
Odeio seus olhos — esse brilho indecente,
como se não tivesse feito nada,
como se eu não fosse o acidente.
Odeio seus cabelos — leves, ao vento,
caindo no lugar com perfeição,
enquanto em mim só sobrou desalento
e um nó permanente no coração.
Odeio seus lábios — precisos, cruéis,
sussurrando promessas rasas demais,
palavras bonitas, verdades infiéis,
que ficaram presas nos meus finais.
Eu te odeio,
porque tudo em você ainda encanta,
mesmo depois de ferir.
E talvez esse ódio que eu canto
seja só amor
que eu não consigo admitir.
Eu não sei se é amanhã
que você chega em fúria, desgovernada por dentro,
ou se é depois de amanhã
que você parte, levando o silêncio embrulhado na raiva.
Essa incerteza me confessa um medo antigo,
uma alucinação lúcida de quem ama sem controle do tempo.
Não sei qual versão tua atravessa a porta,
nem qual mulher decide ficar ou fugir.
Há dias em que você é abrigo,
noutros, tempestade que não pede licença.
E eu aqui — firme, vulnerável —
tentando decifrar teus gestos antes que virem ausência.
Não sei qual será tua atitude,
mas sei da minha:
continuar verdadeiro,
mesmo quando teu coração oscila
entre ficar hoje, ir amanhã
ou nunca mais voltar depois de amanhã.
Porque amar, às vezes,
é permanecer mesmo sem garantias,
é enfrentar o caos com o peito aberto
e chamar isso, ainda assim, de amor.
