Texto eu Amo meu Namorado

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No fim da folha.

Eu estou no fim da folha,
quanto mais escondido de todos
melhor me sinto,
menos tolo estou.

E se por acaso,
um dia tentarem me vencer,
não conseguirão, não sou de duelos
nem de batalhas.

Eu sou o fim da folha,
que ninguém chega a ler,
que ninguém quer guerrear.

Eu sou o peixe fora d'água,
um pequeno empresário,
o início do nada.

MINHA FAMILIA

Deitado na sobra de uma arvore
Eu penso
Olhando as nuvens no céu e suas formas
Eu fico atento
Todo dia olhos as pessoas e sua falta de fe
Seguindo nas ruas, alienadas em busca e sem saber o que é

Minha mãe sempre fala pra seguir a mim mesmo e meu coração
Mas aqui estou sendo eu mesmo iguais a eles no mundão
Todo dia cumprindo minha rotina
Seguindo minha sina
Por que não sou melhor será que serei
Realmente nunca me importei

Andando por essas calcadas
Pensando no que sou
Imaginando fantasias, heróis
Que o tempo levou

Meu pai sempre fala pra ser mais realista
Mas a verdade e que nunca quis viver assim
Doutrinado por uma noticia ruim
Eu queria ver o mundo feliz
Pessoas sorrindo era o que sempre quis

Minha família sempre deu todo apoio que precisei
E quando sozinho fiquei
Eu não me importei
Nunca me importei

paradoxo: queria MUITO não ser tão tímido e conseguir falar com todas as pessoas com que eu gostaria sem ficar me torturando com neuras tipo "a pessoa nem se lembra de mim" ou "vou incomodar, ficar sem graça" e sem me podar, sem gaguejar, sem hesitar muito e no final desistir...
mas eu SOU tímido e bobo, caso eu não o fosse eu não seria eu. deve ser meio desconfortável/perturbador não ser você. já não sei lidar comigo, imagina se viro outro...

Versos Ateus

Eu que não tenho Deuses
Não tenho crenças
Contemplo minha existência
Não escrita em páginas
Não pintada em tetos
Pela mão do meu semelhante
Ao desabrigo dos templos
Ouro e frios mármores
Nenhuma ameaça está sobre mim
Nenhuma recompensa desejo
Nenhuma dúvida me assombra
Firmo meus pés na branca areia
Sob a abobada de um céu azul
E vejo a humanidade cega
Criar infernos
Diante do paraíso

Vladimir Wingler

Eu não queria sentir a saudade que sinto. Nem ter medo da frequência em que ela me visita antes de deitar. Será que é tão difícil tornar o beijo contínuo e a saudade passageira?Será que entre o hiato do amor e da saudade, não há como existir somente a alegria do vivido?
Mesmo andando de mãos dadas com a euforia de viver, algumas vezes, diante de certos sentimentos, me faltam palavras. Me faltam, pois tenho medo dos grandes sentimentos. Medo de senti-los, me acostumar com eles e, como quando o sol se cansa de iluminar a todos, ele se pôr. A verdade é que meu coração está preparado para amar, mas não para sentir saudade. Para beijar, mas não para deixar de ser beijado. Para ver as nuvens, mas não deixa-las me tirar a visão das estrelas.
Não há como negar que pensando nela corro contra o tempo. Busco sensações do passado, as encaixo na minha realidade atual e, como se fosse possível e saudável, crio cenários de viver isso novamente. É, definitivamente, eu não sei sentir saudade.
Sendo há um bom tempo turista dos amores alheios, faço caridade, guardo os meus sentimentos no olhar e aceno com os lábios, como quem diz que onde quer que a gente vá, que levemos o nosso coração. E eu sempre levo, pois, a gente só abre o coração dos outros quando abrimos os nossos. Sim, os nossos.
Então, mesmo com a saudade que insiste ser vizinha, se eu pudesse, continuaria tendo dois corações. Um para amar, e outro também.

Hoje eu queria falar de pressa, da urgência que temos das coisas e de culpa – culpa por não querer protelar as emoções. Na verdade, nesse momento, quero me ater ao discurso sobre o amor, ou melhor, à urgência que temos de amar, sem nos preocuparmos com julgamentos. De tanto amar errado, percebi que estamos muito mal acostumados com os padrões. Por exemplo: se conhecemos alguém, e em menos de 24 horas sentimos vontade de casar com essa pessoa, nos culpamos, pois aprendemos que mostrar interesse rápido por alguém nos faz perder o respeito do outro, nos faz parecer franzinos. Se nos encantamos no primeiro encontro, e saímos por aí divulgando isso aos quatro cantos, com um sorriso de fora a fora no rosto, somos precipitados, imaturos, iludidos. E é sempre assim: para a grande maioria, relacionamento só dá certo se um dos dois se faz de difícil. Teorias que não passam de teorias, apenas.
Não tenho tido muita paciência para ficar na fila do “mais do mesmo”. Talvez por isso tenho pedido menos conselhos, lido menos livros de autoajuda e me comparado menos com os outros. Levantei a bandeira, joguei a toalha, entreguei as cartas, saí fora dessa redoma que acha que felicidade é produto, que pode ser fabricada, que tem fórmula pronta – fórmula da indiferença, da cara feia, do nariz empinado.
Queria muito entender porque damos tanta importância ao que os outros pensam. Isso é cultural, eu sei. Vivi assim por anos. O que me intriga é ver essa seita com milhares de seguidores fiéis – milhares de pessoas que deixam de dizer ‘eu te amo’ porque isso só se pode dizer com o passar do tempo. Acho isso tão cruel: abafar felicidade. Acredito piamente que temos mais é que dizer as coisas no momento em que estamos sentindo. Sufocar emoção dói, angustia, nos traz um falso ar de superioridade – eu disse ‘falso ar de superioridade`. Deixar de dizer o que se sente não faz ninguém mais forte. Não existem argumentos para essa defesa. O problema é que pensar assim, sozinho, é complicado. Se o outro não entende e prefere dar valor a quem se faz de difícil, a quem deixa o ‘eu te amo’ entalado por tempos na garganta, é natural que você balance, titubei, chore, perca forças…Mas uma coisa é certa:nada dói mais que mentir pra si mesmo.

MUDOU?

Eu não acho
que as pessoas mudem.
Só se iludem,
se desiludem.
Aprendem
desaprendem.

Para mim desilusão
não afasta
não mora nela a razão.
É desistir o que basta.

Pode ser bom
pode só parecer,
mas será esse
um ato perfeito.

O afastar não parece
o melhor dos fatos
Só demostra uma falha.
De quem, eu não sei.

É sempre mais fácil
Jogar a culpa no outro.
Dizer que ele mudou
Dizer que aquilo passou
Dizer que nada sobrou.

GRANDEZA.

Engraçado
como a grandeza
seduz o homem
e o coloca na cruz.

Há muito eu percebi
que não tenho tendências
de agir em superlativo.
Prefiro ficar pequeno,
sem deixar de ser ativo.

Prefiro o difícil
Imagine ser perfeito.
Uma vida que só
precisa ser possível

Viver deveria ser qualitativo,
modular a intensidade
Fazer o belo de se ver.

Procurando viver
sem se matar
sem querer morrer.
A arte de viver
se confunde
Com a arte de amar.

Robin Willians

Morreu alguém
Que eu amava
Pelo que dizia.
Sempre sorrindo

O conheci quando falou
de igualdade, tolerância
gritando bom dia no rádio
Em meio a um guerra.

O vi fraco e sem graça
Traído pela esposa
Amado pelos filhos
Infantil atormentado.


Viveu um amor terno
Onde nem se acredita em amor
Morreu e o céu abandonou
Buscou no inferno o amor eterno
venceu ao desistir de desistir.

Fez um médico dedicado.
cuidado com o amparo.
Amou o ser humano preocupado
com o ser e com o reparo
atingiu a alma quando sorriu.

Nasceu máquina imortal
boa e ingênua evoluiu
Se tornou frágil casou
Sofreu de amor e riu
Se fez humano e belo morreu.

Lembrança genial
Engraçado cientista
Personagem infantil
Criador de uma goma viva
Fazer rir sempre sorriu.

Apaixonante professor
Terapeuta de gênios
Conhecia sua dore.
também foi gênio que se foi
Abandonou tudo por amor.

Todo palhaço tem por baixo
Da maquiagem de sorriso
um rosto triste implacável
Desespero em fazer sorrir
é antídoto de sofrer durável.

Assim não serei triste
Pelo solitário desfecho.
Como fim de filme que é drama
A cortina se fechou
saudade em lagrimas se ama
foi só um show.

Que se confunda a verdade
Com a arte pois hà arte na verdade
Entender, em cada parte há o belo
o contrário também se faz
opção pelo belo é ter paz.

Dante Locateli

Sem o Teatro dos heróis.

Porque eu sinto
que a vida contrária
a aquilo que eu quero
me sinto um zero.

Como é triste
essa infantilidade.
Essa fraqueza
Esse desconforto.
Conforto é ser forte
se fazendo de fraco.

Teatro imaginário.
Premeditar um fiasco.
Genial erguer-se sobre
Um cadáver de leão.
só com uma funda na mão.

Sobre a visão um arfar
Um peito errante.
Nunca fácil demais
Aparência mentira
me faz poesia.
sendo ou não mentira.

Balanço a cabeça em não.
Em um peito nauseado.
Pode ser belo, mas não.
Não sei porque, sou contrário.
Mentira é mentira a mentira.

Não sei porque
Só não.
Nauseado.
Ou é verdade ou não.
Permaneço sofredor
Por escolha
Derrotado.

"Em mais um dia chuvoso"

Em mais um dia chuvoso eu me encontro aqui nessa linha de trem esperando o dia em que virá me buscar e me levar para o aconchego do seu calor e se um dia esse momento não chegar não se preocupe pois o meu amor por você estará entrelaçado entre as estrelas e a alegria de viver será o seu passaporte para o meu coração, sei que estou longe mas irei enxugar suas lágrimas sempre que precisar, só peço ao bom Deus que não se esqueça dos meus esforços para lhe fazer feliz, um pedaço de mim foi tirado mas tudo bem, o mesmo vento que a levou pode lhe trazer de volta para os meus braços que é o seu lugar.

PROFESSOR, eu desejo a você o salário de um deputado e o prestígio de um jogador de futebol!
Autor Desconhecido (Movimento Belém/PA Livre)

Já foi bem próximo disto, vivi esta época... se a população quiser voltará a ser!
No Japão o único profissional que não precisa abaixar-se para reverenciar o Imperador é o PROFESSOR, lá, eles entendem que sem PROFESSOR não haveria Imperador!
Aqui, um mecânico que se aposentou porque não tinha dedo vem a público dizer que se tornou Presidente SEM ESTUDO...
O gigantesco abismo que separa Japão e Brasil está nos ESTÍMULOS, nos EXEMPLOS, nas REFERÊNCIAS, daí, todo pilantra quer ser político e todo menino quer ser jogador de futebol!

FATO: a verdadeira REVOLUÇÃO de um povo começa com EDUCAÇÃO e ESTUDO/ENSINO, que são bem diferentes, uma aprendemos EM CASA com nossos familiares, com as pessoas próximas; a outra, aprendemos a todo momento e em qualquer lugar, inclusive numa ESCOLA!

PROFESSORES SEMPRE SERÃO AMEAÇAS PARA MAUS POLÍTICOS, por isto são DESVALORIZADOS, RELEGADOS AO LIMBO SOCIAL, podemos afirmar que toda sociedade que NÃO VALORIZA O PROFESSOR é CÚMPLICE dos POLÍTICOS MAL INTENCIONADOS que a administra!

É bem verdade que esta INVERSÃO DE VALORES não começou agora, tampouco com este senhor acima citado, perde-se no tempo este descaso com o País, é fruto de uma meticulosa articulação de "valorizar o que não tem valor" enquanto o que realmente vale é surrupiado ante os olhos desatentos da população (tal qual os mágicos procedem ao realizarem suas apresentações, chamando atenção do público para um lado/uma mão enquanto o truque é feito do outro lado/na outra mão), verdadeiros donos do PATRIMÔNIO chamado BRASIL!

Eu nunca fiz parte de nenhum "lado", é difícil alguém me representar por completo, não sou patriota e o meu lar é a terra, não sou da direita nem da esquerda, minha ideologia política é ambidestra, os extremos nunca me cativaram, pois eles sempre dividiram, apenas sou contra o poder e o poder é contra mim! Não faço parte de nenhuma religião e a minha crença a mim me pertence, sou a somatória de todas e de tudo o que absorvi de bom de cada uma. Enfim, minha "religião" é o amor e meu templo é o universo, minha oração é a gratidão e admiração! Estou ao lado dos que lutam contra a desigualdade, mas não estou ao lado dos que se promovem através dela!
Hoje posso concordar com você, amanhã posso pensar totalmente diferente, afinal, eu sou uma metamorfose e questiono até as verdades ditas absolutas.
Me acha solitária por eu não ser de nenhum grupo definido? Não, me sinto infinita por pertencer um pouco a todos, pois quando não assumo um lado, sou livre para viver aquilo que cada grupo tem de bom para oferecer ou questioná-los de acordo com a minha essência! Não sigo uma fé embutida, não sigo ideologias marcadas! Acredito no novo, acredito no amor, acredito na empatia, luto pela liberdade, luto pela consciência, luto pela igualdade desde que ela venha em forma de paz! Não tenho apoio de quase ninguém, mas apoio quase todo mundo, principalmente os que estão perdendo!
Não tenho nada contra quem faz parte de um "time", mas não me julgue por eu dizer que não pertenço ao seu! Eu pertenço a mim, mas sou a favor de todos os que estão jogando honestamente! Não sou um indivíduo de um time, eu sou o universo e o universo é em mim!

- Não aguento mais a vergonha de ser quem eu sou...
- Uma aberração! [...] Nós conseguimos porque somos obrigados. Nossa vergonha está exposta, não escondemos. Somos desse jeito. Você carrega a sua vergonha por dentro e mantêm presa aí. Ela te devora, se alimenta feito uma presa até que não reste mais nada, além da podridão.

No fim eu era infantil.
E já estava na hora de abandonar isso, o tempo passa, a vida pede para que nos tornemos pessoas maduras.

A vida pede.
As pessoas pedem.
E chega um momento em que a vida exige.
As pessoas exigem.
Então eu começo a me questionar.
Questionar e questionar.
Essa infantilidade faz parte de quem eu sou?
Faz parte dessa parte não aceitar isso?
Eu peço.
Eu exijo.

É difícil passar pelas portas desse caminho estreito, então estou parada sobre ela.
Parada no meio do caminho.
Eu peço.
Eu exijo.
Caminhe!
Meus pés não se movem, então peço mais uma vez.
Caminhe!
E continuo na mesma.

Já que a passagem está bloqueada, acabo saindo da porta e retornando ao conforto da casa.
Retorno ao conforto das paredes coloridas e me deito na cama.
-Há um jeito de passar?
Enquanto estiver próxima a essas paredes, essa pergunta não será levada a sério.

Então,
Eu peço!
Eu imploro!
Alguém me tire daqui!

Dilema
Apesar do desejo, tenho medo de falar
Mesmo que eu tenha carinho não demonstro a quem eu deveria mostrar
Sou um jovem as vezes velho penso de mais e deixo de fazer momentos que podia se lembrar
O medo ou receio perco alguém que poderia me amar
O dilema se torna um barco que rema e rema nunca chega algum lugar
Imagina que apenas eu seguia dessa forma, a outros amantes que estão a pensar como informa?
Tempo se torna o melhor amigo para resposta, de como demonstrar
Como somos realmente por dentro, mas até o mais poeta teme em lamentar ...

Tudo que eu sinto, eu tento falar, mas não consigo, não consigo formar uma frase em voz alta, dizendo o que sinto. Por isso escrevo.
O que confesso não tem importância. Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. Faço paisagens com o que sinto. Talvez seja por isso que eu goste de tão poucos textos meus, porque são exatamente os textos que eu escrevi sabendo o que sentia.

Pensando em você

Eu aqui ''PENSANDO'' em você
e feliz estava eu, imaginava escrevendo algo,
Que falasse em você,
Mas não sabia o que escrever,
E que jamais saberia escrever,
Uns versos que falasse de amor.
Hoje...
Uma lágrima caiu nos meus olhos,
Sinto a saudade atravessando o ‘‘PENSAMENTO''
Que sinto ao lembrar-se de você,
E nos, meus olhos encher de pura tristeza,
Se eu escrevesse todas as poesias do mundo,
Não poderia expressar meu amor por você!
Como não tenho você, vou ficando com minhas poesias...
Onde de encontro no meu ''PENSAMENTO''.

Ganho o dia, à tarde, à noite, quando te ouço. Sua voz me acalma-me deixa flutuando...

Como se eu a estivesse vendo você diante dos meus olhos.
quando ouço sua voz, sinto seu cheiro invadir meu espaço, Fazendo com que meus pensamentos viagem até seu coração! Mas tudo acabar quando telefone desliga,

Era bom que fosse para sempre...
A melodia de sua voz todos os dias horas e minutos

ME LEVA PRA QUALQUER LUGAR

Juro, eu me preparei. Desta vez eu me preparei. Saí com garotas sem nome e sem rosto por esporte, fiz terapia, passei a frequentar sessões religiosas de cinema sozinho, enchi a cara toda quinta-feira à noite e já conheço todos os garçons do Rosas por nome. Tinha absoluta certeza que nos últimos seis meses tinha feito um curso intensivo de solteirice e me graduado com louvor.

Sabia que se um dia voltássemos a sair, você iria querer me ver diferente. Mais homem que garoto, mais pé no chão que cabeça no céu, mais veia do que versos. Com paciência e cuidado, forjei minha armadura e só te procurei depois de ter convicção que poderia ser casual, de que não ligaria pro nem no dia seguinte.

Espalhei bóias e botes salva-vidas estrategicamente para pular fora caso algo desse errado. Não me envolveria desta vez, não com você. Honestamente nunca esperei que meu sentimento por você tivesse passado, mas acreditava de verdade que tivesse ido bem na tentativa de comprimi-lo num pacote tão pequeno que se perderia na minha corrente sanguínea e não encontraria de novo o caminho até o meu coração.

Mas a saudade descobriu que fui distraído e havia rachaduras na parte esquerda da armadura que protegia meu peito. Sim, a saudade. É com ela que eu divido a cama nas noites que você não está aqui. Inclusive foi pensando em quanto tempo vai passar até eu conseguir trocar a fronha do travesseiro que você deitou a cabeça outro dia que eu me peguei admitindo a verdade.

Eu estou à deriva.

Já perdi o controle do leme há léguas e olha que légua nem é unidade de tempo. Estou deixando você me guiar e me levar pra onde quiser. Eu sei do nosso acordo de não-compromisso, sei que prometi solenemente não-envolvimento e em minha defesa te juro que era essa a intenção, mas me perdi na tua maré de sorrisos e agora estou prestes a me afogar na cascata dos teus cabelos. Conheço bem o frio do iceberg que vem à frente mas apesar disso não pretendo mudar a direção nem lançar âncora.

Eu embarquei em você outra vez e mesmo sabendo qual vai ser o destino final pretendo ficar. Afinal, capitão sempre afunda com o navio