Texto eu Amo meu Namorado
Gloxínias coloridas
ao meu redor,
Sou a poetisa
do teu amor,
Tenho paciência
de esperar,
A iniciativa é você
quem vai tomar.
Os meus beijos
são bem melhores
do que licor,
A minha cintura
as tuas mãos
irão domar,
Prefiro te esperar,
a iniciativa
não vou tomar.
Gloxínias coloridas
no meu destino,
neste caminho
que sobrevivemos
desde muito cedo
obrigados ao vício
da letal da unitária
responsabilidade
solitária pelo amor
e renunciar o andor.
Lidar comigo não
tem nenhum segredo,
e trocando em miúdos:
Quero amar sem medo.
A Murucututu-de-barriga-amarela
chegou rodopiando no meu jardim,
As suas asas abertas sobre a terra
erguem a poesia expandida em mim
Não é segredo que somos iguais,
iniciamos de um romance sem fim;
Você é a minha inspiração magnífica,
é por ti que meu peito suspira,
meu coração e corpo inteiro
pelo teu delira só respirando
a tua adorável fragrância masculina.
Se enleva o meu coração
de Beija-flor-cantador
sobre o vale verdejante,
sem dar o gosto de virar
alguém que logo desiste.
Resistir em cultivar
um espírito triste trouxe
a opção de me armar
com a elegância da pluma
e com passos de Puma.
A minha poesia nascida
inaudível saúda a Iara
deste Rio com três sílabas
de pequenas e ágeis asas
porque na vida tudo passa.
Imperceptível é o equilíbrio
talhado pelas águas
que moldam os terrenos,
e sem que percebam
dialogam com o tempo.
Sem ter medo de olhar
para o relógio é nascido
de um sentimento
poderoso cultivado
com a potência do silêncio.
Os meus desejos serão
realizados sempre que
um Beija-flor-tesoura-verde
cruzar no meu caminho,
E da mesma maneira
será assim o seu destino;
Para ter certeza é só
plantar ao menos uma flor,
preparar uma garrafinha d'água
que a boa notícia irá aparecer
quando menos você imaginar
o Beija-flor haverá de anunciar.
Entreguei com solenidade
o meu perpétuo amor
manifestado profundamente
no Poemário Laços Catarinenses
não somente ao encantador
Vale Europeu Catarinense,
e sim declarado a toda gente
do nosso Estado em rimas
inabaláveis e facilmente
reconhecidas porque foram
escritas com as cordas e veias
deste meu coração devotado.
Brasilaelia purpurata semi-alba
em floração poética por cada
lindo rincão desta terra d'alma
e nossa com todos os amores,
paixões, brios e emoções
assim me identifico com todos
ainda vívidos na memória
e graças as canções de outrora.
(Tudo aquilo que em silêncio revivo
e cultivo para ser serena e forte fazendo o mesmo por quem quiser seguir comigo em frente com a poesia
que ninguém no mundo possa deter).
Floriu a Miltonia clowesii
no bosque atlântico,
O meu coração romântico
ergueu fortificação
para não mais se ferir
num mundo que cada um
que ter a sua interpretação;
Com a cumplicidade da poesia
e das flores fiz um fino
trato de não me perder
onde não se faz questão
de aprender na vida a ter tato.
Rebatismo Poético
Ouvindo a tempestade
orquestral sigo com
o meu inventário natural,
apaixonado e poético,
(Porque só amamos
aquilo que conhecemos).
Talvez seja um dia
compreendido que é
preciso tornar habitual
a liberação continua
do pensamento colonial,
(Porque ninguém ama
aquilo que não conhece).
Pensamento talvez não
proposital que deu
outros nomes às nossas
riquezas que por muitos
ainda não foram conhecidas,
e por ser desconhecidas
estão escorrendo entre
os dedos todos os dias.
Conflitos, desencontros
e a falta de apreço
entre nós ainda são
efeitos vivos porque
ainda não nos conhecemos,
Mas ainda conservo
uma fé sobrenatural que
se torne página virada,
e que tenhamos orgulho
absoluto da nossa Pátria.
Se eu tivesse poder iria
rebatizar com a minha poesia
toda a vida que necessita
que neste solo gentil habita
para que se torne conhecida,
facilmente reconhecida
e para que nunca mais
ninguém se esqueça no dia-a-dia.
Um casal de beija-flores
desfruta das Helicônia,
O meu coração é poema
que de ti já toma conta,
Colher oitizeiros numa cesta
de palha pernambucana,
Ver surgir o verdor absoluto
da fascinante Muirapiranga,
Sonhos pequenos e grandes
desde que sejam ao seu lado
e ter a bênção de tê-lo apaixonado.
Caminho até o final
do seringal espiritual
em busca da presença
que há de ser o meu
o mais doce transe.
Aprecio a revoada
da Arara-Vermelha,
penso no próximo
poema de amor
como se encontra
a real Costus d'alma.
Neste trajeto acriano
primeiro e derradeiro
no mesmo instante
como quem leu de estalo
o próprio romance,
e sem ter nenhum medo
de se entregar por inteiro:
(Celebra o sentir verdadeiro).
Confio no Exército Brasileiro
Confio profundamente
no meu Exército Brasileiro
na defesa da nossa Pátria
que tem na parte mais sublime
da sua alma a pedra
fundamental e espiritual
dos heróis e mártires
da Batalha dos Guararapes.
O nosso Exército garante
este gigante território
se dedicando dia e noite
a mais desafiante
das artes militares: a arte da paz
porque somente através dela
é que se possibilita avançar mais.
Nada e ninguém quebra
a minha confiança
no nosso Exército porque
quando se trata de defender
o nosso território e nossa
gente aconteça o quê acontecer,
sempre será o Exército Brasileiro
que ficará do nosso lado,
e disso nunca irei me esquecer.
Bumba Meu Boi
O Bumba Meu Boi gaúcho
é feito de pano e armação de ferro,
ele chega com os tropeiros
para dançar na rua com a gente
e não há quem fique descontente.
Ah! Meu Bumba, meu Boizinho
e meu querido Boi-Mamão,
só quero que você diga
para ele que falta bem pouco
para ganhar o meu coração.
O Bumba Meu Boi gaúcho
é a própria alegria quando
dança nesta terra e não há luxo
que contagie mais do que
a beleza poética desta festa.
Ah! O meu Bumba Meu Boi
vai dançar no meu casamento
porque ele sabe o quanto tenho
esperado por este lindo momento
que não haverá mais adiamento.
Boi de Mamão paranaense
O meu Boi de Mamão
paranaense nasceu
para dançar com toda a gente
que por aqui chegar
a dança do Pau-de-fitas,
Se você não vê
encanto e poesia nisso,
Chega mais escolha
a sua fita de cor favorita
sabendo que vou te ensinar
e na hora que começar
parado com a mesma
você não vai ter como ficar.
Chimarrão verdadeiro
O meu coração é feito
das cinco regiões
do meu Brasil Brasileiro,
minha Pátria de sangue,
destino e meu amor primeiro.
Eu sou poetisa do Sul,
as minhas rimas são do Sul,
a minha poesia é do Sul,
e por entre elas vive
perpétua a América do Sul.
O meu espírito e meu corpo
são feitos das cinco regiões
do meu Brasil Brasileiro
que encontram contentamento
na Craibeira que dá sombra
e a visão sublime enfeita.
Eu sou poetisa do Sul Brasileiro
que só tem o espírito saciado
com Erva-Mate Tradicional
para o meu Chimarrão bem feito
porque a qualquer hora ele é perfeito.
Em mim moram as cinco regiões
e toda minha poesia também
mora em cada uma delas
e esperando o florescer as Craibeiras,
a hora da colheita da Erva-Mate
para que o Chimarrão de verdade
jamais falte nas nossas mesas.
Com a potência do meu
amor abraçarei o seu
e te levarei para o interior
de tudo o quê há de mais
profundo onde a Anhuma
sob a luz da poética Lua
te faça meu e me faça tua
até onde as coincidências
transportem os dois para longe
onde será preciso apenas
o silêncio, contentamento e ritmo.
A Araponga canta alto
que até parece o meu
peito quando te vê,
O tempo passa e acho
que poucos sabem
que ela é a ave símbolo
de Santa Catarina;
Daqui a pouco dizem
que até Araponga
a gente não irá mais
ter nem ao menos conta,
A única coisa que posso
fazer já está escrita,
Sim, é este simples poema
para ninguém esquecer
porque sei que tem
gente com o poder de fazer
para a Araponga a gente não perder.
Quando Sol e cada mistério
do Hemisfério Celestial Sul
fazem a sua própria dança,
O meu coração se derrama
de amor pelos tons de turmalinas
das nossas florestas divinas
que são paraísos que brindam
com beleza e com grandeza
a perpetuação da vida
no chão da nossa Pátria,
e assim faço com que
se cumpra a inspiração
para que com amor e paixão
entregue um poema
que chegue na sua pulsação.
O meu coração já foi
partido em milhões de pedaços,
E estes pedaços que foram confundidos com cacos,
Na verdade detinham as cores próximas das andaluzitas
que cobri a minha estrada,
Quando pensaram que
eu não era de nada,
foi aí que me vesti de poesia
e deixei muita gente envergonhada.
Te coloquei no meu mistério
das mil e uma noites entre
as nuvens cor de hematita,
Conduzindo a sua atenção
para aquilo que fascina,
Não precisarei ir longe
porque eu sei que moro dentro;
Não tenho pressa de nada
e sei que não tenho
nem mesmo a necessidade
de pedir que venha,
porque eu tenho certeza
que você virá a tempo.
O meu sangue indomável
tem a mesmíssima cor
do sangue do Pau-Brasil
e igualmente este poema,
A minha Independência
tem a mesma resiliência
afetuosa em florescimento,
De todas as sementes
eu continuo a que segue
em imparável espalhamento,
A nossa Pátria nunca
perecerá apagamento,
Porque tudo aquilo
que continua a sobreviver
o tempo é capaz de tirar.
Não sei mais como
falar ao meu povo,
estou o desconhecendo,
ele luta por um projeto
de poder e ignora que
vive bem abaixo dele.
Não foi por falta de luta,
falei tanto e constatei
que ninguém me escuta,
onde foi que eu errei?
Não foi por falta de aviso,
mas quando alertei que
o sentimento pátrio havia
se esvaziado já imaginava
de que estávamos em risco,
e a democracia em perigo.
Não sei o quê fazer,
antecipo o meu desterro,
e a única coisa que fica
deste presente é o medo.
Não sei o quê fazer,
só sei que povo que
não age com civilidade
entre si colabora para
que tiranos se instalem
e se perpetuem no poder.
Não sei por onde começar:
mas sei que terei de algum
dia na minha vida recomeçar,
mistério do tempo samovar.
