Texto eu Amo meu Namorado
Eu cheguei numa fase que eu tenho preguiça de contar o meu lado da história.
Cheguei à fase da serena desistência,
De explicar-me em vão, de buscar aceitância.
Deixo aos outros a trama da minha história,
Pois sou além do que enxergam em minha glória.
Que pensem o que quiserem, que julguem à vontade,
Minha essência resplandece além da superficialidade.
Quero é que todos sigam seu próprio destino,
Enquanto trilho meu caminho, sem me deter no desatino.
Nada me é dado, mas tudo é conquistado,
Com suor, lágrimas e cada passo ousado.
Sou autor da minha saga, protagonista do meu enredo,
E na calma da aceitação, encontro meu maior segredo.
Eu quero apenas
o direito de pintar meu céu
com as cores
que refletem dos meus olhos;
dançar ao ritmo da música da vida
com minha própria coreografia
e olhar para dentro de mim
encontrando o que há de melhor
e desembrulhar,
distribuindo como um presente
a quem me vê,
me percebe, me sente!
10/12/2015
Eu dei o meu máximo e ninguém viu. Eu estava no meu limite e ninguém me ajudou. Eu usei todos os meus recursos, toda força que tinha, todo pingo de dignidade, e ninguém ficou do meu lado.
Eu quis desistir, e ninguém me impediu. Eu tive medo, e ninguém me acalmou. Eu aprendi mais uma vez que só tenho a mim.
Que tolice tua, mulher,
pensar que eu volto ao teu porto vazio.
Eu me banho no meu silêncio,
profundo e soberano, sem ecos do teu caos.Tu barganhaste encantos falsos,
dançaste em desencontros,
e segues só, um eco oco no vento e continua só.
Talvez porque não encontrou ninguém melhor — ou mais interessante — do que eu.
E sabe de uma coisa? Não preciso saber.
Boa sorte na tua busca.
Felicidade pra você.
Bem longe de mim.
No meu quarto
Lembro-me do tempo em que eu tinha um cantinho só meu.
Uma cama de solteiro, um lençol florido,
um travesseiro macio que guardava meus segredos.
Ali moravam meus choros silenciosos,
minhas alegrias simples,
meu entusiasmo pela vida
e até o descanso depois de um dia cansado.
Havia humanidade naquele pequeno espaço,
uma paz tão minha, tão quieta,
que parecia abraçar meu coração.
Sinto falta desse lugar que era só meu,
desse pedacinho de mundo onde eu me encontrava
e me acolhia.
Boa tarde!
Eu e minha amiga, amiga de verdade, conhece minhas saudades, conhece o meu viver, doada por um amigo, um pássaro já tão antigo, trouxe eu de outro viver, cruzei mares, serras e altares, mulheres e tanto prazer, guerras, batalhas vencidas, da morte fui tão amigo, varias vezes abraçados choramos e rimos, são vidas a se enternecer, se hoje ocupo este corpo, amanhã eu terei outro, e a pena a me valer, por isto somos amigos! A pena não trai o amigo, um outro iremos ser...
Pena! Que pena...
Voaste tu por tanto tempo, e tantas noites ao relento, aqui tu veio a pousar, da doação do amigo, um belo pássaro antigo, que não cheguei a avistar! Mas o trago entre os dedos, e quando no meu tinteiro tu entras a se molhar, e dos pingos que respinga aqui as manchas de tintas faz corações se chorar, homens que tanto vagueiam corações partidos ao meio, mulheres a se amar, de tudo já escrevestes, do açoite de uma noite a um dia a brilhar! Falou do menino pobre, da seca que vem do norte, do mendigo a vagar, falou daquela mocinha que numa tarde sozinha, numa estrada pequenina, o poeta a abandonar, pois o poeta não tarda, mas não conhece a enxada, não sabe só trabalhar! Mas por você carpiria, por noites trabalharia se tu voltasses a ficar, moça bela e faceira tantas lindas por inteira saiu do seu rastejar, da natureza tão bela fez tu tantas aquarelas, pantanais a se mostrar! Mas o poeta e as rimas eu acho que são só primas, pois vive por entre amores o poeta a se chorar, sabes bem ó minha pena, que primos nunca podem se casar! E se não fosses por ti, pena leve e ligeira, o poeta que rasteja nos rabiscos a se mostrar, todos conhecem sua alma, e você é a culpada, pois vive a rabiscar, aquela mulher madura, que mesmo sem bela cintura o poeta a vem amar, e molda entre seus versos, a moça linda e bela, que de gordinha, algum besta a foi chamar, você numa tarde fria, falou de um tema tão triste, mas que nos vem a mostrar! Uma doença malvada machucou aquela moça amada, um seio lhe foi roubar, pena ó minha pobre amiga somos parte de uma intriga, não podemos separar, e se a ti me tirarem, farão um ato covarde, numa vala vão me jogar, sei que perdeste tu os voos, das madrugadas os coloridos, a natureza a mostrar, mas por entre meus rabiscos viajas em pensamentos, algumas damas tu já fizeste a chorar, pena bela e ligeira, és como uma roseira, lindas pétalas a esparramar! Já falei de ti amiga, espero que alguém me diga, poeta! Sem sua pena, nada, nada tu serás...
(Zildo de Oliveira Barros) 19/08/14 03h45min
Meu bom dia! Com nossas
Cascas...
Eu desafio aqueles que das verdades são reis!
Mostrarem suas verdades, verdades que eu acho é lei
Aquela casca bonita que de todos se apreciam
A mostrar suas verdades! Que embaixo das cascas criam...
Também tenho minhas cascas que nem bonita as é
Das verdades que eu pareço muito pouco que se é
Trago mentiras no peito querendo telas por fé
Às vezes eu percebo que bobo pouco se é...
Pelo tempo já vivido tenho algumas experiências
Já comprei um vidro velho apenas pela aparência
Achava que era diamantes! quebraram sem consistência
Eras cascas como eu, pois tenho minhas consciências...
Agora eu desafio que todos mostrem seus eu!
E das cascas que carregam dispam se o que não é seu
Da minha eu não separo, pois conheço quem sou eu
Quero ver quem tem coragem de dizer este era eu...
Eu vejo algumas cascas que às vezes me impressionam
É tanto ouro por fora que brilhos trazem a tona
Mas por dentro é um lixo de podridão que esparrama
Do cheiro que sai de dentro! Quando se abre as tampas...
Sem valer de falsidades todos sabemos quem somos!
Das verdades verdadeiras muito poucos trazem a tona
Nossas verdades são nossas! São cascas que ainda nos tampam.
Á minha eu pouco tiro, eu mesmo tenho vergonha...
(Zildo de oliveira barros 02/03/2012 à tarde)
Eu posso arrancar meu coração e te entregar sábado à tarde?
Posso despir o meu ser para que você veja o meu mais íntimo eu?
Eu quero poder te beijar tanto que sua existência fique estampada nos meus lábios como um batom vermelho rubro,
Eu quero que você seja a solução do meu vazio e não só mais um martírio.
Eu quero que você seja a única droga que eu consuma e que você não presuma que eu não seja sua, pois sou tua, tanto como o sal é do mar.
Quando saí do psicólogo, no meu caminho de sempre, eu parei em frente a biblioteca, onde queria entrar há tempos, mas não tinha coragem. Mas naquele dia eu decidi tentar. Eu fiquei um tempo parado na frente parecendo um animal medroso, fiquei ali por uns 10 minutos pensando, e tentando superar algum medo estranho.
Sendo sincero só consegui entrar porque uma mulher me convidou. Bem quando entrei, me senti em um lugar tão pacífico e tranquilo. Eu senti uma felicidade genuína. Eu fiquei naquele lugar por mais de 1 hora. Eu abri um sorriso que não conseguia tirar, me senti vivo em meio aos livros.
É algo que não consigo me lembrar quando foi a primeira vez que tive isso, mas é algo que sempre que lembro, me faz Sorrir, e até rir, me senti um idiota, pois não acredito que tive uma sensação tão maravilhosa com algo tão simples.
Apenas um relato mal feito de um dia quase perfeito.
Português não é bem o meu talento, então deve ter muito problemas na escrita do texto.
Janela
Da janela eu vejo um raio de sol, que penetra suavemente através da cortina e encobre meu quarto de luz!
Da janela, quando aberta, eu escuto o barulho dos pássaros…
Da janela, eu vejo a vida correndo lá fora.
Da janela, eu sinto a brisa beijar o meu rosto!
Eu me levanto, preparo meu café e da janela, eu rezo para que alguém venha sussurrar em meu ouvido, dizendo que ama.
Da janela, eu avisto os meus sonhos
Da janela, eu sinto a vida que é bela!
Se Você Estivesse Aqui
Se você estivesse aqui
Eu contaria, detalhe por detalhe
Do meu sonho – aquele
Em que nós dois pudemos estar juntos
Acordei com teu cheiro
Invadindo meus pulmões
Sem saber ao certo
Onde ficaram meus pensamentos
Quando despertei sem você
Na próxima vez que vier
Aos meus sonhos, oh feiticeira linda
Venha vestida de magia
Deliciosa depravada extravagante devastadora
Prepara-te, mulher encantadora
Perfeição do Criador
Pois, na próxima vez que vier
Viveremos um só amor.
Ontem você não veio, e eu fiquei te esperando, imaginando suas mãos acariciando meu corpo carente dos teus beijos.
Mulher, tua beleza extravagante acalenta meus desejos e me instiga a desbravar teus segredos e mistérios.
Escandalosa, te quero em minha vida — feita de desejos e da vontade intensa de você.
Depois de tudo que te disse, depois de abrir meu coração,
você chegou fria — pediu que eu não te amasse.
E nessa recusa silenciosa, meu mundo inteiro desabou,
meus sonhos se dissolveram no vazio.
Mas meu amor, mesmo ferido, não se rende:
ele transcende barreiras e vai até você —
mesmo diante do seu olhar que diz, não.
Que tolice imaginar que eu, em plena consciência do meu valor, vá implorar, suplicar ou mendigar aquilo que você não possui — nem em gestos, nem em essência — para me oferecer.
Mulher, és uma dádiva do Criador: meiga no trato, educada nas palavras, sincera no olhar, verdadeira nas intenções, justa nas atitudes e acolhedora como o abrigo de um lar.
Eu te enxergo além do que meus olhos alcançam — vejo tua alma, teus silêncios, tuas luzes e sombras.
Mas, ainda assim, não me permito sofrer,
porque aprendi a não esperar de quem não está disposto a doar.
Não é orgulho, é respeito próprio.
Não é indiferença, é liberdade.
E nessa liberdade, sigo em paz,
sabendo que o amor, quando verdadeiro, não se implora compartilha em simplicidade.
Eu preciso de você ao meu lado,
Sem máscara, sem distorção,
Que seja simplesmente você,
Uma mulher de verdade, do coração.
Quero teu riso sem artifício,
Teu abraço sem medo ou dor,
Quero a essência que mora em ti,
No toque sincero do teu amor.
Não peço promessas ao vento,
Só a verdade que existe em você,
Um caminho feito de passos firmes,
Onde a alma aprende a florescer.
Se vier, que venha inteira,
Sem sombras, sem dissimulação,
Pois é na tua verdade simples
Que encontro paz pro meu coração.
Eu te dei a chave — a promessa do meu mundo,
Para entrar e ficar, viver entre sorrisos e abraços,
Ser feliz, ser amada, ser a morada mais doce. Mas você partiu — silêncio pesado,
Deixou a porta escancarada, sem palavra, sem motivo,
E eu cuidei de cada espaço onde tua ausência doía. Agora, a chave não tem retorno,
Nem o vento se atreve mais a segurar essa fresta,
Fechei a porta com o fogo da minha alma, firme e certa. Sem apego, sem arrependimento,
Que saibas: quem não valoriza o lar que ganha,
Perde a luz que poderia ter brilhado para sempre. A porta está fechada — não para trancar,
Mas para proteger o que ainda resta de mim,
Pronta para abrir só para quem queira entrar de verdade.
ABRINDO O MEU CORAÇÃO...
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Com 10 anos de idade eu era engraxate, carregava minha caixa nas costas e também uma cadeira, aos domingos de manhã, ficava esperando a missa terminar, para assim vários pares de sapato poder engraxar, com batidinhas de escova e sambinha no pano, estava feliz, ganhar várias notinhas, este era o meu plano... Também com essa idade, vendia sorvete e pirulito no campo, em outra ocasião, juntava ferro-velho e também vendia alface, este era o meu trabalho, eu valorizava o meu trampo...
Com 13 anos trabalhei como auxiliar de serralheiro, cortando aço e manuseando solda, era arriscado, mas eu queria ganhar o meu próprio dinheiro...
Com 14 anos acordava às 04h00 da manhã e pegava em uma enxada, assim fui com vários amigos para a colheita de batatas, eu não era tão bom, eram sacos de 60 quilos, mas eu conseguia colher de 10 a 15 sacos, o eito era pequeno, mas eu dava enxadada, quem é fera no assunto, vai achar engraçado e dizer que isso era nada...
Com 15 anos comecei a trabalhar em um posto de gasolina, fazia limpeza interna dos carros e também fazia serviço de frentista, às vezes até lavava algum automóvel, dependia da gorjeta, esse era o meu negócio...
Com 18 anos tirei minha esperada habilitação, um mês depois eu já estava dirigindo um caminhão, viajando por todo Brasil sozinho, vivendo uma e outra emoção, fiz mais de mil viagens e conheci o Norte, Nordeste e Sul de nosso país, com tantas aventuras na estrada, escrevi o que passei, sem me esquecer, contei cada detalhe...
Daí com 34 anos, lancei meu primeiro livro, com essa idade, me tornava oficialmente um escritor, continuei a minha saga, precisava me adaptar, parei o caminhão e voltei a estudar, me aperfeiçoei na área que escolhi, com 41 anos de idade e descobrindo uma e outra novidade, me tornei Professor...
Passando a limpo a minha vida bem rapidinho, percebo que foi muito bom começar a trabalhar ainda menino, assim pude aprender a dar valor ao dinheiro recebido, pois como dizia meu pai, nada me foi dado de "mão beijada", a vida é feita de desafios, de conquistas almejadas, tive momentos incríveis, mas também decepcionantes, nada disso me fez desistir, ao contrário, estou mais empolgado do que antes...
Estou aqui e quero ainda muito mais, pois sou na vida, apenas mais um integrante...
Eu
Vivendo minha vida
Num mundo que não é meu
Uma lâmpada
Acendida anteontem
Esquecida
Quando amanheceu
Uma voz rouca e profunda
Fruto
De relação desarmônica
Vendo outros olhos
Que veem
Entendo
Que vendo o que veem
Não enxergam nada
Ou pouco dizem
Creio-lhes eu
Pode ser que sofrendo
Insuficiência verbal aguda
Mudas
Corações moldados
Em rocha intrusiva
Uma relação harmônica
Plutônica erosiva
Crônica, agudizada
Cínica em seu modo
Em desarmonia com o meu
Uma lâmpada acesa lá fora
Cá dentro, um lugar à mesa
Creio eu
Pode ser um dia.
Edson Ricardo Paiva.
Se a vida fosse
resultado de um desenho
Eu pensaria hoje
Que meu lápis estava assombrado
Mas como tudo termina
Num lugar aonde
Meus pés me levaram
Só posso concluir
Que eu não soube mesmo
caminhar
Mesmo assim
Não sei dizer
Se a caminhada foi perdida
Só sei dizer
Tenha sido com as mãos
Ou com os pés
Esta foi minha vida
Pés calejados
Mãos doloridas
Desenhos e caminhadas
Cujos resultados
Somente Deus conhece
Pensamos ver e saber
A vida é uma jornada
Vivida de olhos vendados.
"Um dia, eu te vi
E meu coração disse 'é você'
Um sorriso seu, um olhar meu
E o amor começou a crescer
Com cada passo, com cada gesto
Nos aproximamos, sem medo
Nossos corações, agora unidos
Batendo juntos, como um só
E agora, de mãos dadas
Seguimos em frente, lado a lado
Com você, o mundo é mais belo
E o amor, é o nosso destino"
