Texto e poema de Amor ao Namorado
A chama se [revela
Como noite acesa,
É brasa inconsumível
Da tal ardente estrela,
Que ilumina e [celebra
A vontade que nos cerca.
A chama se [destaca
Como palavra fina,
É incenso perfumado
Da divindade incrível,
Lira de apaixonado,
Feito nó que não [desata.
Valsa em nós o Universo,
O meu íntimo te pertence,
Talvez ainda estás [perdido,
A saudade é nossa - sempre;
De estarmos na mesma corrente
Nadando somos o curso do rio,
Da poesia inequívoca sou o verso:
Dolente, apaixonado e [atrevido.
É questão fora de [tempo,
Sempre em todos os tempos,
Todos musicais ou [não;
Ambos pagãos ou divinos,
Tão satânicos ou bíblicos.
A chama [ardentemente
Em tempo há de contar,
Que nunca [deixou
De por ti se apaixonar;
Vontade que não vai passar.
É questão além do [tempo,
Sempre e em todo o lugar,
Quando paro para [pensar:
Bate o sentimento, o tal penar!
Essa distância irá acabar.
A cada gota perfumada
Fundem-se os aromas
Cálidos em plena erupção,
A cada toque de paixão
Tocam-se as melodias
Refugiadas no Balneário,
A cada tom de emoção,
Assim trazes-me pela mão:
Ofereceste-me o teu corpo,
Fisguei o teu [coração]...
A cada balanço das ondas
Chegam os beijos das sereias,
Tilintando viram conchas
Porque nós somos divinos;
Filhos do imprevisível,
Somos dia sol e tempestade,
No Universo estamos escritos,
Sabemos o que queremos:
- Estamos famintos.
A cada asa aberta na Terra,
Somos a tal liberdade,
Nascemos para o amor,
Sublime, intenso e eterno;
Este é o nosso segredo,
Do jeito que me trazes
- pelos cabelos -
A cada arco-íris dos instantes
Reinventamos os desejos...
Sou a frondosa flor
Descoberta por você,
Com encantos esbanjados
Sonhadora e habilidosa
Escrita por você.
Com poemas ensinados,
Lascivos e desejosos,
Enamorados por você.
Eis a presa obediente
Encontrada por você,
Com doçuras entregues,
Carinhosas e cultivadas
Inteiras por você,
Destas doidas ânsias,
- impronunciáveis
Fazem desta imagem a tua
Desenhada ao teu gosto,
É meu o teu corpo
Sou o sagrado e o profano
Mito de sexo e de amor
Todos por ti incansáveis.
Guardada por um bravo
Vestido de armadura
Rosada e branca
Tingido de esperança,
Gentil sentinela
Que observa visitas tuas
Lá do alto da torre
Guarda a flor e o paraíso,
Preserva o quê é bonito
Segredo que te encanta,
E te faz perder o 'juízo'.
O paraíso é meu,
Nada [importa...,
Ele é sem trato,
Possui vegetação
- rasteira -
Abrigando flor rara
De pétalas brancas
E com [cor-de-rosa;
O paraíso é selvagem,
- surpreendente -
Por ser doce paragem,
Brilha como uma miragem,
Aroma que não se esquece,
Imagem que [enternece]...
Não tenho nenhuma sofisticação:
- Recuso privar a indecência
Não tenho nenhum juízo,
Eu quero é a tua malemolência!
Porque minhas colinas nas mãos
De quem sabe acariciar,
Darão frutos de prazer;
Juras e poesias nas mãos
De quem irá adorar-te
Imensamente até 'enlouquecer'.
Não tenho nenhuma preocupação:
- Recuso salvar a decência
Não tenho nenhum rumo,
Eu quero mesmo é a indecência!
Porque esta pele bem iluminada
De quem sabe dominar,
Escreverão grandes histórias;
Juras e poesias nas mãos
De quem irá consumir-te
Intensamente até o amanhecer.
Não tenho muitas histórias:
- Recuso não traçar a glória
Não tenho nada restrito
Quero deitar-me ao som da vitória.
Que seja insana a entrega,
Que seja escandalosa a magia,
Que seja além do infinito:
- Receberás a poesia!
Que seja caudaloso o êxtase,
Que seja a chama intensa,
Que venha do jeito que vier:
- Embalarás a mulher!
Que seja doido o desejo,
Que seja ardente a chama,
Que seja explosiva a gana:
- Receberás o segredo!
Vibra e não passa,
Tens o meu oceano,
Aprecia a minh'alma,
Só cresce e inquieta
Romper com o cotidiano.
Gira em mim a liberdade,
Tens a minha ternura,
Dança em mim a loucura,
Não passa a vontade,
Quero você de verdade!
Como uma estrela que dança nua
No teu íntimo Universo,
Tenho o sublime compromisso
De ser explícito desejo,
Para ser consumido por você
Sempre que te der vontade.
Entre nós habita uma magia
No nosso exílio submerso,
Vive um precioso engajamento
De ser liberdade
Sem rotina e sem cobrança,
Para vivenciarmos a liberdade.
Sem reverso e com contentamento
De subverter nossas rotinas,
Temos o gosto até pelo perverso
Não temos limite e pudor,
Absortos em nossas magias
Para brindarmos a cada momento.
Toma toda a liberdade,
Dê asas a tua [vontade!
Toma toda a coragem,
Dê asas ao teu desejo!
Mata toda a tua [fome,
Brinde o quê te consome.
Existe um oceano imenso,
Que nos [separa...,
Existe um mistério intenso,
No fundo sabemos de tudo
O destino nos espera:
- O coração se [prepara!...
Toma toda a liberdade,
Respira profundamente,
Tens a minha poesia,
A malícia e a maturidade,
Leva de mim o beijo
De alguém que te quer
Inteiro e de [verdade].
Vou roubar o melhor de ti:
- o prazer do teu corpo
Sem nenhuma cerimônia,
irás cair em tentação...
Vou roubar-te de ti mesmo
para que me implores por mais;
E desconheças a devolução.
As minhas promessas são
e sempre serão cumpridas,
As minhas manias poéticas
hão de ser por ti conhecidas.
As minhas sutilezas são
letras profanas e veras,
As minhas vontades severas
de fazê-lo conhecer a perdição.
Não compreende uma alma
que aprecia a liberdade,
Que aprecia a sedução com vigor
E toda a sensualidade;
Para que não se perca a sedução
na imensidade do mundo,
Cria-se o melhor a cada segundo
- sem pressa -
Porque o melhor de ti eu hei de
- roubar -
Para que o melhor da história
- se fortaleça -
Se misture com as nossas
- emoções -
E o tempo se torne incapaz de apagar.
Existem certos rituais
que poucos entendem:
Eles resistem ao tempo
por serem devocionais.
Indicam todos os sinais
que já estão (escritos),
Para serem sensuais
segredos bem vividos,
E nunca serem esquecidos.
Sinais são como obediências
que poucos imaginam
- as existências -
Ocorrem para satisfazer
o pedido do coração:
- Com mil reverências!...
Porque são espirituais
aromas femininos...,
trazidos pelos ventos,
Capazes de pairarem
sobre a terra ensolarada
Entusiasmando a paixão
à atender o seu coração.
No meio das brumas irrompeu-se
a mais bela luz que se tem notícia,
No teu sorriso encontrei a primeira
- folia -
E a mais bela e estonteante primícia
feita de rosa, cores e toda a poesia.
No teu olhar feito de verde oceano,
eu encontrei o amor sem engano:
verdadeiro, indivisível e primeiro
És a minha alvorada e o meu poente
- perfeito -
Nas texturas, misturas e virtudes,
- incomparáveis
Feita de Sol, Lua e todo o Universo
o amor primeiro, dileto e correto,
Cheio de emoção e todos os sabores;
És Mãe, o maior de todos os amores.
No seio das ternuras iluminou-me
a mais linda de todas as paciências,
Ainda lhe devo todas as obediências
- reconhecidas -
E uma obstinação de fazer da vida
um arauto de todas as reverências
- Merecidas! -
A primavera lá não passa,
É jovem para sempre,
Eterna e suprema
A monja blanca recatada
Não menos esplendorosa;
Brilhante estrela radiosa
Que ilumina
A rota determinada:
- Rumo a Guatemala!
A primavera sendo eterna,
Possui o sorriso cândido
Da estrela ali plantada,
Deste alvor que me fascina
Protejo-a com poesia encantada.
A primavera sendo terra:
Respira aurora perfumada.
Da flor caída do céu,
Com o candor que abraça
Reverenciando a Monja Blanca.
Inaugurada a primavera,
Proponho deixar para trás
Aquilo que falta não faz.
Intenciono é trazer a tona
Somente o quê liberta,
Porque só a paz agrega.
Centaura verdade que une,
Prisão de consciência
Que nos desassossega.
Ausência da Justiça
Que nos desilude,
Insistimos por uma Nova Era.
Despejo a água do cântaro
Sem nenhum subterfúgio
Esfrego o sabor na face
Sem nenhum sacrifício
Assim como um láparo
Vou rumo ao destino
Nos teus braços vadios
Suspirar de regozijo.
Segredo que a nós derrete
Com o maior dos sigilos,
Segredo que a nós compete
Cheio de [desvios]...
Segredo que nos seduz
Com audácia e sedução,
Segredo pequeno e sujo:
- Ardente de paixão! -
Não importa o tamanho
da nossa [fantasia...,
Ela apenas nos compete;
e com ela a gente se refugia.
És tu a minha estrela
com a tua luz [invasora
da minha intimidade;
És tu deidade cósmica
de joelhos sou adoradora.
Não importa o tamanho
do nosso [desejo...,
Ele apenas é o tempero;
com ele a gente faz a receita
para embalar a sintonia.
És tu a minha embriaguez
com a tua tez [sedutora...,
Da minha infante lucidez:
és a parte mais promissora.
Estes versos escritos
são feitos de suspiros,
Assim como as estrelas
que busco do olhar,
Doces beijos infinitos
não quero negar,
Ao belo monumento
que foi feito para uso,
fruir e não me saciar.
Tens tudo de sal,
És adorável;
Tens tudo de mar,
És admirável,
Tens tudo de amor
És agradável ao paladar.
Estes passos ousados
são feitos de desejos
Nascidos do primeiro olhar;
Estes poemas místicos
são feitos das ondas
Que irão trazer-te pelo mar.
Este poemas perfumados
são feitos de desejos
Servidos de um cobiçar:
- uma ousada escultura
Que está a me inspirar
Versos para te provocar...
Para brindar a calidez da tua pele,
Eu hei de escrever além do céu
Com as gotas que caem de ti,
Eu hei de beber o saboroso mel.
Para sorver os seus suaves lábios,
Eu hei desabrochar em flor
Com as carícias que saem de ti,
Eu hei de provar o seu sabor.
Não desejo ser comportada,
E tampouco [recatada]...,
Sim, declaro-me subversiva;
E por talento culpada...,
Eu sou a própria poesia.
Não existe ser pensante
E poeta [inocente]...,
Sim, declaro-me misteriosa;
E por excelência atrevida...,
Eu sou a chama perigosa.
Quero a quentura dos teus lábios
Incendiando os meus poros,
Quero o melhor dos teu abraços,
No 'troca-troca' de colos.
Quero a ternura dos teus desejos,
Beijando os meus lábios,
Quero desabrochar como as rosas
Que se alimentam dos orvalhos.
Quero a urgência das madrugadas
Rasgando os espaços entre as estrelas,
Quero experimentar a mágica fúria,
Para me alimentar da tua volúpia.
Eu não respondo por mim
diante de ti,
Diante das [delícias
Dos teus beijos indecentes,
Dos teus beijos molhados,
Dos teus beijos imprudentes,
E daqueles mais rasgados...
Eu não respondo por ti,
Diante das [loucuras
Da perdição da tua pele,
Da fragrância masculina,
Da sedução do teu regaço,
Do aconchego do teu abraço.
Eu não respondo por mim
diante de ti,
Diante do que sei
que és [capaz
De fazer,
De me ter,
De me possuir,
De me mimar,
e me dominar...
Eu não respondo por mim,
Porque me fizeste
a tua primavera
Cultivando em mim um jardim
- imenso -
Eu não respondo por mim,
Porque em ti
Já encontrei todas
as respostas...
Coração é solo
que se pisa,
Coração é solo que
se deixa rastro,
Coração é solo
que se planta,
Coração é solo
que se cresce,
Coração é solo
que se floresce,
Coração é solo
que se colhe,
E nele também
se padece...
O mundo gira,
As areias do tempo
- seguem -
A ampulheta
percorre,
Entenda, o amor
tem um tempo
Que só os doidos
de amor
- compreendem -
Passam frio, fome
e até dor:
Abrindo mão
da própria vida
Em nome do amor.
Ter coração é
possuir o mundo,
É perder-se
e encontrar-se,
A vida toda
num segundo,
Ter coração é
remir o defeito,
É ver no outro
o ser perfeito,
Para quem tem coração
tudo tem jeito,
Desde que o amor não
seja desfeito.
Em nome do amor,
Em nome dos amores,
Tenha fé,
Não importando
Para onde fores,
Semeie flores
no caminho,
Quem ama jamais
estará sozinho,
Está sempre muito
bem acompanhado
Da melhor companhia
do mundo
Que responde por
um único nome: amor.
As nuvens dissipadas no céu,
O sol bondoso fazendo brotar...,
Não só os beijos das sereias
Pelas areias,
Mas também pelo mar;
Das gaivotas eu escuto,
- o cantar
Embalando o festejar.
As delicadas borboletas,
Obras primas da Natureza,
Sobrevoando as gentis dunas,
Enfeitando a poesia praiana,
Descrita na Praia de Salinas,
Eternizada como um doce beijar.
As dunas são como a vida,
Ambas mudam de lugar;
Não deixe nunca de amar...,
E no teu coração o amor bailar,
Siga como o barquinho
Pelas ondas do mar;
Permita-se ser levado pelo flutuar
De tanto me adorar...
Não tenha receio
- do destino
E nem de escrevê-lo,
Observe o caminho,
Este é o meu pedido!
Celebram e revoam,
Sob o céu colorido,
E sobre o mar de chumbo,
Assim são os pássaros,
Livres como o teu amor,
Que é o maior do mundo.
Os teus dedos tocam
A Lua e a estrela;
Paciência de esteta,
Que ama com beleza,
E refinada cadência.
As areias seguem o curso,
Somos como elas,
Temos leveza, e pertença
O receio não nos pertence;
Só exclusivamente o perene.
Os teus lábios macios,
Intensos e atrevidos,
Doces e quentes,
Não meteóricos,
Etéreos e atraentes.
Esbanjando essa fascinação,
Airosa sideração,
Não menos dispersa,
Encantamento de quem guarda
Para dois amantes:
o cálice da paixão.
